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Concelho de Tavira
Espaços Naturais

Mata da Conceição

A Mata da Conceição, datada de 1920, tinha como função inicial a exploração da lenha para os fornos de cal e os taninos para a indústria de curtumes. Localizada na parte inferior da Serra de Tavira, mais concretamente na freguesia da Conceição, a Mata estende-se, numa área de 457ha, ao longo da vertente Sul da Ribeira da Gafa.

A cobertura florestal é, essencialmente, constituída pelo pinheiro manso e sobreiro, terminando numa floresta que, embora aparente ser virgem, possui 80 anos de existência: a pequena mata de Cedro do Buçaco.

A fauna apresenta uma oferta rica, não só em aves, como também em mamíferos, répteis e anfíbios.

As espécies observadas com maior regularidade são o pato-real, a pega azul, a poupa, a perdiz vermelha e a rola. Além destas, é, ainda, possível vislumbrar o javali, o gamo, o coelho, a lebre e a cobra rateira.

Com uma paisagem florestal que se diferencia pela multiplicidade de cores e pela fauna e flora, este espaço natural possui um vasto parque de lazer que proporciona agradáveis momentos de fruição e descanso. Constituído por percursos pedonais, parques de merendas, parque infantil e observatório de aves aquáticas, muitas são as pessoas que procuram este espaço para estar em contacto directo com a natureza e com aquilo que ela tem de melhor para oferecer.

Horário de Funcionamento:
Inverno: Fins-de-semana: das 10:00h às 17:00h
Verão (21 de Junho a 21 de Setembro): todos os dias excepto segundas-feiras das 11:00 h às 19.00h


Ilha de Tavira
A Ilha de Tavira pertence a um sistema de ilhas que denominamos ilhas-barreira. Para chegar à ilha terá de atravessar a Ria Formosa. Esta última é um sistema lagunar constituído por sapais, rasos de maré e canais que se encontram limitados a Sul por um cordão arenoso de cinco ilhas (ilhas-barreira) e duas penínsulas.

Na Ilha de Tavira podemos usufruir de um parque de merendas instalado numa pequena mata de pinheiro manso. Aqui pode observar-se a espécie Chamaeleo chamaeleon (camaleão).

Neste local podemos observar, no outro lado da Ria, o Hotel Vila Galé Albacora. Este empreendimento turístico que data de 1945 servia para albergar os pescadores da faina do atum e as respectivas famílias.

Existe uma parte da ilha que está classificada como reserva natural. Este estatuto, que implica um uso e uma acessibilidade mais restrita à área, foi atribuído por ser uma zona importante do ponto de vista florístico e para a nidificação de algumas espécies de aves.

Na zona de areias posterior às dunas podem encontrar-se diversas espécies, tais como: a couve marítima (Calystegia soldanella) e o estorno (Ammophila arenaria). Também podem ser observadas algumas espécies de avifauna, como por exemplo: a Cegonha Branca (Ciconia ciconia), a Rola (Streptopelia turtur) e a Andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons).

A Ilha de Tavira tem sido galardoada com a Bandeira Azul da Europa desde 1987. Esta atribuição deve-se ao facto desta praia se distinguir pela qualidade do seu ambiente limpo e saudável e pelos serviços de limpeza, segurança e informação aos utentes.

Praia do Barril
O percurso do Trilho do Barril é composto por seis estações de observação e a sua visita permite contemplar a riqueza ambiental da Ria Formosa.

A Praia do Barril pertence ao sistema de ilhas que denominamos ilha-barreira. Para chegar à Praia do Barril poderá fazê-lo utilizando o comboio ou indo a pé, optando assim, por uma deslocação mais saudável e ecológica. A segunda hipótese possibilita, também, uma melhor observação de grande variedade de espécies animais e vegetais.

Na travessia do sapal, e durante a baixa-mar, poderá observar uma espécie de caranguejo, a Boca Cava-Terra (Uca tangeri), assim como algumas aves aquáticas, tal como o Perna-longa (Himantopus himantopus).

Ao longo do sistema dunar podemos encontrar espécies de vegetação como a Aetheorhiza bulbosa, a Ammophila arenaria (estorno), a Anagallis monelli, a Armeria pungens (Armeria) e a Eryngium maritimum (cardo marítimo).

Na zona dunar, em frente aos estabelecimentos de restauração, podemos observar o Cemitério das Âncoras. O Arraial, que hoje está recuperado e a funcionar como apoio de praia, servia há algumas décadas atrás, para albergar os pescadores da faina do atum e as respectivas famílias.

A Praia do Barril tem sido, desde 1987, galardoada com Bandeira Azul e distingue-se pela qualidade do seu ambiente limpo e saudável e por possuir serviços de limpeza, segurança e informação aos utentes.

Também foi, consecutivamente premiada, no âmbito da Campanha “Praia Limpa, Praia Segura”, nos anos de 2000 e 2001, como uma das dezasseis mais limpas e seguras de Portugal.

Pego do Inferno
A aproximadamente 7km de Tavira, na freguesia de Stº Estêvão, encontramos um excelente exemplo da paisagem do barrocal algarvio.
Com o objectivo de dar a conhecer uma das zonas mais paradisíacas do concelho de Tavira, a autarquia requalificou parte da envolvente natural que enquadra a Ribeira da Asseca e respectivas quedas de água das quais se destaca o Pego do Inferno.

Durante o percurso, podemos observar a Ribeira da Asseca, que é um dos cursos de água mais importantes do concelho de Tavira, e tem vindo a ser utilizada para a rega de hortas e pomares de citrinos. Outrora, neste curso de água, existiram, também, azenhas e moinhos de trigo.

Nas margens ribeirinhas, por vezes, é possível observar algumas espécies faunísticas que dependem directamente de água, tal como o cágado (Mauremys leprosa) e o sapo-comum (Bufo bufo).

Durante o percurso, os visitantes terão de fazer a travessia por uma ponte, para poderem chegar até à outra margem da ribeira.Nas suas margens poderão ser observadas diversas espécies animais, tal como a lebre (Lepus capensis), o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), e a cobra-rateira (Malpolon monspessulanus).

Apesar da maravilhosa beleza de todo o percurso, o ponto alto da visita é a chegada ao miradouro do Pego, onde se pode admirar a rara beleza da queda de água. Este local utilizado muitas vezes como zona de banhos, não está, no entanto, designado como praia fluvial.

 


Enquadramento Histórico

Tavira, da Antiguidade aos nossos Dias

Cidade por grandeza dos tempos idos, Tavira está situada no lado oriental do Algarve, a pouco mais de meia distância entre o Cabo de Santa Maria e a foz do rio Guadiana. Dista dois quilómetros do mar e está implantada nas margens do estuário do rio Gilão, ao abrigo da restinga que protege a Ria Formosa, de Faro até Cacela. Tal localização foi factor do seu desenvolvimento e apogeu, e depois da sua letargia e decadência. Tavira é essencialmente uma cidade de estuário e a sua vida, como a sua história, estão naturalmente, ligadas à evolução do seu porto e actividades com ele relacionadas.
Entre igrejas, ermidas, conventos, palácios, fortificações, são vários os edifícios que se podem admirar nesta localidade e que chegaram até aos nossos dias em melhor ou pior estado de conservação. O percurso que se poderá fazer à descoberta destes edifícios, bem como da paisagem urbana adjacente, assinalada por telhados múltiplos de quatro águas, troços de antigas muralhas, torres e cúpulas de igrejas e conventos, é um convite à descoberta da história, de situações culturais específicas e de produções humanas com valor histórico e artístico.

Das origens à Balsa Romana
Tavira é de antiga fundação. Dados conhecidos permitem estabelecer a continuidade de presença humana no local hoje ocupado por Tavira a partir do domínio muçulmano. Sabe-se, porém, que no século VIII a.C., os fenícios ou populações muito influenciadas pela convivência com eles, construíram uma espessa muralha na colina hoje designada de Santa Maria, da qual é ainda observável um ângulo. Esta descoberta recente da arqueologia revela que os fenícios terão aqui estabelecido a sua colónia mais ocidental, facto que está a atrair a atenção dos meios arqueológicos internacionais.
O período de dominação romana deixou marcas indeléveis, a poucos quilómetros, a ocidente de Tavira, na antiga Balsa, cidade referenciada nas fontes antigas, cujo espólio arqueológico se encontra disperso por museus nacionais.

Tavira Islâmica
Toda a vasta zona designada pelos muçulmanos de Al Garb al Andaluz (ou seja, a ocidente de Andaluz) foi ocupada por estes a partir do ano 712. Só muito mais tarde, Tavira é mencionada nas fontes escritas. As primeiras notícias são do século XI e referem-se ao movimento do seu porto. Em meados do século XI, Tabira (Tavira) era com Santa Maria al Harum (Faro) e Silb (Silves), uma das principais povoações do Al Garb. Os muçulmanos reconstruíram as muralhas de Tavira, que estão em parte conservadas. O mais famoso vestígio islâmico de Tavira é famoso Vaso de Tavira, em cerâmica, de cariz popular, integrando figuras humanas e animais moldados, com ingénua profusão de pormenores, fazendo deste achado um dos mais eloquentes testemunhos da vida no Al Andaluz no século XI d.C.

Da conquista Cristã ao período da Expansão Portuguesa
Durante a reconquista cristã dá-se a fundação de Portugal e a dilatação do seu território. No decorrer desta, Tavira é conquistada aos mouros em 1242, por D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago. Dois anos depois, a vila é doada pelo Rei D. Sancho II àquela Ordem Militar.
A partir de meados do século XIII, depois da reconquista cristã do Algarve, aumenta a intensidade da vida urbana no litoral. Tavira ganha importância devido à sua posição privilegiada e ao dinamismo do seu porto. Por um lado beneficia, no período inicial da expansão Portuguesa, da sua posição fronteiriça à costa de Marrocos, desempenhando um papel fundamental para um apoio eficaz às guarnições das praças do Norte de África. Por outro lado, mantém e desenvolve um comércio marítimo enriquecedor com flamengos, ingleses, italianos, franceses, biscainhos e galegos. Tavira tem, pois, a sua época áurea nos séculos XV e XVI. A importância económica do seu porto e, consequentemente, da vila, atrai população e impulsiona a construção de novas áreas urbanas. A vila é elevada a cidade, em 1520, pelo Rei D. Manuel I, que lhe concedeu foral por ser o principal porto algarvio e principal aglomerado, contando com cerca de 6 000 habitantes. A atestar a riqueza alcançada pela cidade está o grande número de edificações militares, civis e religiosas, de grande qualidade, que surgem por esta época.
No primeiro quartel do século XVII, a cidade é designada ainda como a principal do reino do Algarve, embora se reconheçam já sintomas locais de decadência.

Do declínio ao século XX
Uma série de factores conjugam-se para que, a partir da segunda metade do século XV, a cidade assista ao declínio da sua importância económica e geográfica. Além, do abandono das posições portuguesas no Norte de África, dera-se a perda da independência do país (1580). Sevilha e outros portos do Sul de Espanha, términos das rotas das Índias Ocidentais, eram agora os principais centros económicos do Sul, atraindo mercadores e homens ricos. Mais tarde, fazem-se sentir os efeitos de uma peste devastadora (1645/46) que, associada à longa campanha da guerra da Restauração e ao assoreamento da barra, retiram à cidade de Tavira, e ao seu porto, a importância adquirida no passado. As funções de Tavira ficam então muito limitadas às salinas, à agricultura, à pesca e à cabotagem, esta, reduzida a contactos com áreas geograficamente próximas, transparecendo a dependência económica do exterior.
São, então, ensaiadas algumas tentativas para a cidade ultrapassar o seu “apagamento”. No âmbito de uma política nacional de recuperação económica, o Marquês de Pombal funda aqui, em 1776, uma fábrica de tapeçarias cuja produção foi efémera, como precária a sua existência.
Já no século passado, a actividade económica da cidade e do seu porto, ligada à faina piscatória, sofre mais um revés por se terem deixado de lançar ao mar as tradicionais armações de pesca do atum (as almadravas), em virtude do quase total desaparecimento desta espécie das áreas onde habitualmente surgia.

 

 

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