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Beja

Uma beleza suspensa no tempo!
Imagine vastas searas de trigo douradas pelo sol e olivais onde pode passear ao longo de quilómetros rodeado da mais pura beleza natural. Contemple falésias dramáticas na ponta ocidental da Europa, onde praias imaculadas são banhadas pelo Atlântico. Agora, trace cidades e vilas que espelham a longa ocupação árabe, com as suas ruelas estreitas, pitorescas casas caiadas e azulejos decorativos. Ao cair da noite, uma calmaria suspira pelas planícies de Beja e convida-o a descansar, já que o dia seguinte espera por si em todo o esplendor. O distrito de Beja, na região do Alentejo, é tudo isto e muito mais: e aguarda a sua visita!

Uma costa dourada abençoada pelo sol

Influenciado pelos climas mediterrânico e do Norte de África, o distrito de Beja é geralmente quente e seco, e oferece o clima perfeito para aqueles que anseiam umas férias relaxantes na praia. Os viajantes mais jovens chegam de todo o país com as suas pranchas de surf, prontos para mergulhar nas fantásticas ondas do oceano. Os bares de praia oferecem música chill-out, definindo o ambiente para aqueles que gostam de descansar e tomar uma bebida enquanto contemplam o pôr-do-sol. Durante os meses de Verão realizam-se festivais de música que atraem multidões de todas as faixas etárias e de toda a Europa.

A encantadora história da cidade de Beja

A capital de distrito detém o mesmo nome – Beja. Remontando ao tempo dos Romanos, o imperador Júlio César erigiu a cidade a capital regional, sendo as ruínas de Pisões um testemunho da riqueza deste império. Aquando da invasão dos Mouros no século VIII, foram construídas ruas calcetadas e a magnífica arquitectura que permaneceu até aos dias de hoje. O castelo de Beja mantém-se intacto desde a era românica e mantém viva a memória das lutas nacionais para conquistar esta zona do país.

Passeie pelas ruas de Beja e admire as casas caiadas com molduras coloridas em volta das janelas e visite os muitos museus que exibem relíquias dos vários colonizadores da região. Junto ao coração da cidade, onde a arquitectura tradicional segue lado a lado com os edifícios contemporâneos, encontrará o BejaParque Hotel. As acomodações deste hotel de quatro estrelas oferecem uma decoração contemporânea e uma vasta gama de instalações que ajudarão a tornar as suas férias inesquecíveis.
Locais a visitar
Castelo de Beja
Este castelo apresenta características de uma fortificação portuguesa, embora as suas origens remontem à era romana. Foi modificado e ampliado ao longo dos séculos e utilizado pelos Árabes essencialmente como posto defensivo contra os Portugueses que acabariam por reconquistar Beja no século XIII. A torre de menagem – um dos elementos mais notórios do castelo – foi mandada erguer pelo Rei D. Dinis em 1310 e é considerada um dos mais importantes exemplos da arquitectura medieval do país.

Ruínas Romanas de Pisões
Situadas na Herdade da Almagrassa, a cerca de 10 km da cidade de Beja, encontram-se as ruínas romanas de Pisões. As escavações puseram a descoberto uma grande villa romana com mais de quarenta divisões, assim como ricos elementos decorativos nos pavimentos e nas paredes. Também existiu um tanque, uma piscina e banhos termais junto a esta casa, que é vista como um dos melhores exemplos de termas romanas do país.

Estação das Mesas do Castelinho – Almodôvar
O sítio arqueológico conhecido por Mesas do Castelinho encontra-se no Monte Novo do Castelinho. Trata-se de uma grande aldeia fortificada que se julga remontar à Segunda Idade do Ferro em Portugal.

Igreja Matriz de Castro Verde – Castro Verde
A Igreja Matriz de Castro Verde – a Basílica Real – consagra a passagem do Rei D. Sebastião pela aldeia, em 1573. O interior, coberto de painéis de azulejos do século XVII, retrata a Batalha de Ourique, uma das batalhas mais lendárias da história de Portugal.

Calvário das Pedras Negras – Ferreira do Alentejo
Trata-se de uma pequena igreja com uma arquitectura singular. As paredes exteriores desta estrutura cilíndrica apresentam pedras negras embutidas que representam a versão bíblica dos Hebreus, que lançaram pedras a Jesus ao longo do seu caminho até ao Calvário. Esta igreja, considerada um dos monumentos mais importantes de Ferreira do Alentejo, foi reconstruída no século XIX(+)

 

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Concelho de Aljustrel

A vila de Aljustrel tem muito que se veja.
Passeie pelas ruas desta vila e descubra os sítios, as casas. E os pormenores, como só o Alentejo tem, das chaminés, das portas e janelas, das “tremelas”. Meta conversa com as suas gentes e oiça as suas histórias. Aprecie o tempo e a vida.
Aproveite para conhecer a oferta cultural.

Aljustrel tem espaços de lazer espalhados um pouco por toda a vila. Existe um conjunto de pequenos jardins e espaços ajardinados que são sítios agradáveis para estar tranquilamente ao ar livre, conversando com amigos ou lendo ou ainda deixar os seus filhos brincar um pouco mais à vontade. O JARDIM PÚBLICO é um espaço de maior dimensão, carregado de história e simbologia para a população local, situado junto ao coração da vila e que está na iminência de sofrer uma grande intervenção de requalificação.
Os espaços culturais são também espaços de usufruto fora dos momentos em que decorrem iniciativas. Usufrua deles.

Na BIBLIOTECA MUNICIPAL pode ler um jornal ou revista, ouvir um CD ou ver um filme em DVD. Este espaço tem ainda actividades para crianças. Pode visitar o MUSEU ou ver uma exposição no espaço OFICINAS. Ou simplesmente passear pela VILA, descobrir os seus recantos e pormenores, meter conversa com alguém que simplesmente esteja na rua. Aproveite a rua e o ar livre para seu próprio prazer.

A ZONA MINEIRA é o mais importante elemento patrimonial desta vila. Peça informações e uma visita guiada no Posto de Turismo.

A PISCINA DESCOBERTA é também um espaço muito agradável no Verão. Pela presença de água que atenua o calor, por aquele relvado com sombra a fazer lembrar um oásis no deserto, por aquela esplanada onde se está tão bem. Tem também um restaurante que lhe permite passar aqui todo o dia.
Mas por toda a vila há também um conjunto de cafés e bares onde pode estar, sozinho ou acompanhado, ou até fazer novas amizades.
Mas, para além destes espaços e equipamentos, PARTA À DESCOBERTA da envolvente da vila e das aldeias do concelho para um percurso a pé, uma caminhada ou uma “volta” de bicicleta pelos caminhos rurais. Vai ter oportunidade de descobrir a paz dos campos, a natureza, o ar puro. Enfim, “carregar as baterias”. Vá em grupo e aproveite para fazer um piquenique.
(Não se esqueça de ir com roupa confortável, levar água e protecção solar e evite ir sozinho ou, se o fizer, dizer a alguém para onde vai. Evite as horas do calor no Verão.)
Há ainda outros locais ou actividades de que pode usufruir ou participar ou que até lhe podem ser úteis. Estão neste caso, por exemplo, o POSTO DE TURISMO, que está aberto sete dias por semana e onde pode encontrar informação sobre Aljustrel, mas também algum artesanato local, produtos regionais e publicações sobre Aljustrel ou de temática mineira.

Em MESSEJANA pode começar pela Praça onde se situa o PELOURINHO e onde também se encontra o POSTO DE TURISMO, e o MUSEU ETNOGRÁFICO (para o visitar certifique-se de que está aberto através do telefone 284 655 177).
Depois suba até à IGREJA MATRIZ e veja, mesmo ao lado, a plataforma artificial de terreno onde se encontra a ruína do que foi uma torre de vigia.
Um pouco afastado encontram-se as ruínas do ANTIGO CONVENTO e, mais adiante, a IGREJA DE N. SRA. DA CONCEIÇÃO.
Mas, sobretudo passeie-se por esta bela vila onde D. Sebastião se deteve por três dias em Janeiro de 1573.

ERVIDEL é uma interessante aldeia rural onde pode visitar o NÚCLEO RURAL DO MUSEU MUNICIPAL, um LAGAR DE AZEITE que funciona durante os dias da Vin&cultura e a famosa ESCOLA DO CORONEL MOURÃO. Mas, sobretudo, aprecie as suas ruas e o seu ambiente e, se for no tempo disso, visite uma das adegas onde o vinho é feito em talhas de barro, prove o vinho e “tire” um petisco.
Em qualquer altura do ano, mas sobretudo na Primavera, descubra este concelho, de paisagens bonitas e calmas. E vá até à BARRAGEM DO ROXO, imenso e importante plano de água e que possui um Parque de Merendas nas imediações.

Aljustrel

2000 Anos de Mineração

A exploração de metais em Aljustrel, a mineração e a metalurgia, tiveram início em finais do 3º milénio a.C., durante a Idade do Cobre, tendo sido recolhidos materiais que o comprovam no morro de Nº Srª do Castelo, local onde se situava o povoado desse período. Este local está equidistante dos potentes chapéus de ferro de Algares e S. João do Deserto, sítios onde teria lugar a exploração mineira.
A ocupação da Idade do Bronze situava-se no morro de Mangancha, mais próximo dos filões de S. João do Deserto. Estando a investigação deste local ainda em curso, não podemos avançar muito mais considerandos sobre a exploração mineira neste período.
Em finais do séc. I a.C. tem inicio no morro de Mangancha a ocupação romana, tudo indicando que aí se terá instalado uma guarnição militar que terá dado início à exploração mineira e à construção de um novo povoado, Vipasca, situado mais próximo de Algares e com fácil acesso, no local hoje conhecido como Valdoca ou Vale da Oca. Esta exploração mineira durou até ao séc. IV d.C., com oscilações na produção coincidentes com as crises do Império, sendo então abandonada, pelo menos com o carácter industrial com que até aí tinha tido lugar.
Só voltamos a encontrar referência à existência de uma mina no Foral de 1252, em que a Ordem de Santiago da Espada reserva para si os rendimentos da mina, porventura um sinal de que a mina continuava a produzir. Mais tarde, inicio do séc. XVI, no rol de minas existentes no país do Regulamento Mineiro de Ayres do Quintal, vem mencionada a mina de Aljustrel. Em meados do mesmo século, num documento de D. João III, refere-se a existência em Aljustrel de um funcionário régio que afinava e vendia aos pintores, um pigmento conhecido como Azul de Aljustrel.
Novo hiato cronológico e, em 1848, é atribuída a primeira concessão de exploração mineira em Aljustrel a um cidadão espanhol, Sebastião Gargamala, que poucos trabalhos efectuou perdendo, assim, a concessão. A mesma é então atribuída à Lusitanian Mining Company que também só labora durante dois anos, pelo que a concessão é então transferida para uma firma portuguesa, a Companhia de Mineração Transtagana, que dá inicio a uma exploração em grande escala, durante quinze anos, com introdução de transporte ferroviário e tratamento do minério. Devido a uma conjuntura desfavorável no mercado internacional, a empresa acaba por falir e a concessão passa para a casa bancária Fonseca, Santos & Vianna. Este banco vai-se associar a uma empresa belga e criar a Société Anonyme Belge des Mines d’Aljustrel, que vai explorar a mina até 1975, embora ao longo da sua existência se tenha associado com novos parceiros e assumido outras designações.
Em 1975 a empresa é nacionalizada passando a designar-se Pirites Alentejanas, nome que perdurou até 2009, embora tenha mudado diversas vezes de dono. Actualmente pertence novamente a um grupo português (Martifer) assumindo o nome de Almina - Minas do Alentejo.

 

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Concelho de Almodôvar

A Visitar na Freguesia de Almodôvar


Igreja Matriz de Almodôvar

A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino de Toledo, e depois bispo da mesma cidade, que viveu no século VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui um interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico - militar no Baixo Alentejo, difundida pelos freires da Ordem de Avis que seguia a Regra de São Bento.
Porém, a primitiva igreja matriz desta vila, pertencente em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por um prior e três beneficiados.
O templo actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da tipologia de “igreja-salão”, com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas, revelando grande sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados e a própria atenção conferida ao tratamento dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que assentam as arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido de depuração classicizante atingida por este modelo nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade da Contra-Reforma.
D. João V determinou uma remodelação parcial do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre Luís Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por sua pequenez fica imperfeito o edifício da igreja, que é o maior templo desta
comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular ao restante da igreja, e se acrescentasse tribuna, que de presente se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com a encomenda à oficina do entalhador eborense Sebastião de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas confrarias e irmandades da matriz.
Nos séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções de vulto que modificaram substancialmente a fábrica maneirista, a última das quais teve lugar na década de 1950. Data de então o painel de Severo Portela, representando o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.
A paróquia de Almodôvar conserva na igreja um importante acervo de alfaias litúrgicas, em parte oriundo do antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da mesma vila, que pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco.

JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO



Convento de Nossa Senhora da Conceição

Situado a este da vila, pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680, por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de Setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada, dos finais do século XVII e princípio do século XVIII. O tecto da capela-mor está pintado, esta capela tem ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos de cor, predominantemente azul. À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental. Esta igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.


Igreja da Misericórdia
Capelinha do Sr. do Calvário - Praça da República

Notável templo, erguido na Praça da República, o altar-mor é em talha dourada e, sobre a parede do mesmo altar, está pintado o escudo real. As paredes são revestidas de estuque e pintadas com temas decorativos, constituídos por flores enquadradas por cercaduras coloridas. Na face lateral do templo, voltada para a Praça da República, está uma capela dedicada ao Senhor do Calvário, de grandes e antigas tradições, restaurado por Severo Portela
Interessante também o imponente pórtico voltado para a Praça da República.


Museu Municipal Severo Portela jr.- (Pintura)

Situado na Praça da República foi outrora Paços de Concelho. Consta que, neste edifício, pernoitou D. Sebastião, aquando da sua passagem por Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro de 1573, em viagem pelo Alentejo e Algarve. Com a mudança dos Paços do Concelho para o Convento de S. Francisco foi, o primitivo edifício, transformado em cadeia. Actualmente, está instalado neste edifício o Museu Municipal, dedicado a Severo Portela, ao qual doou parte do seu espólio artístico.



Ermida de Santo António

Edifício do Séc. XVII , constituído por uma capela e o respectivo alpendre rasgado por arcos. Cobertura de duas águas sobre a nave e alpendre, o edifício foi alvo de restauro em 1986 pela DGEMN, tendo nessa altura sido substituídos os arcos transversais quebrados que apoiavam o telhado, tipo de apoio que se mantêm no alpendre. Existem no seu interior restos de frescos nas paredes.

Freguesia de Gomes Aires

Igreja paroquial de S. Sebastião
Monumento originário do Séc XVI, como documenta a fonte baptismal e o portal lateral, o edifício foi remodelado no Séc XVII, quando foi construído o retábulo-mor. Depois do terramoto os estragos levaram á recuperação da fachada principal e da torre sineira, de tradição tardo-barroca. O retábulo do altar é maneirista, merece especial atenção as quatro pinturas sobre madeira. De destacar o relógio de sol exterior que remonta a 1702.

Dólmen / Anta de Baixo;
Necrópole da Idade do Ferro - Antas de Cima;
Rio Mira - Colchão dos Mouros.



Sr.ª da Graça dos Padrões
Igreja paroquial de Sr.ª da Graça dos Padrões
Monumento do Séc XVI, o portal e a torre são de 1623, o altar da capela-mor é dos finais do Séc XVIII, de arquitectura tradicional Manuelina popular característica dos finais do reinado de D. Manuel. Destaca-se pelas pinturas murais da capela mor de características tardo-pombalinas, a nave interior é dividida em cinco tramos separados por arcos-diafragma ogivais, o baptistério é coberto em cúpula.



Freguesia de Rosário

Igreja paroquial de Rosário
Monumento construído provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, de arquitectura religiosa, possui fachada ladeada por uma torre sineira. Fachada lateral direita e simples marcada pelos volumes da torre e da sacristia e por contrafortes com remates prismáticos. Interior de uma só nave, com 3 tramos separados por arcos transversais, quebrados, capela baptismal cupulada, aberta para a nave, por arco redondo sobre pilastras. Arco triunfal, em asa de cesto, sobre pilastras; capela-mor coberta por abóbada de berço, assente em cornija. Nas paredes encontra-se importantes pinturas morais de variada policromia;

Menir (Monumento Megalítico) - Monte Gordo.



Freguesia de Santa Clara a Nova

Igreja paroquial de St.ª Clara
Monumento provavelmente edificado entre os Séc. XVI e XVII, de realçar no seu interior os altares de talha barroca de cariz popular, a torre sineira foi remodelada no Séc XVIII como ilustra o traço arquitectónico do campanário, no exterior existe uma lápide comemorativa da sua construção;

Estação Arqueológica Mesas do Castelinho;

Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara a Nova;
O Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara -a- Nova tem como principal objectivo divulgar a todos as tradições, profissões e actividades rurais e tradicionais da freguesia de Santa Clara -a- Nova, através de uma série de objectos e ferramentas expostas.
Com efeito, numa visita ao museu podemos observar a actividade económica principal da freguesia - a agricultura, através dos objectos e processos agrícolas; as profissões tradicionais da freguesia, tais como: o abegão, a tecedeira, o sapateiro, o ferreiro, o barbeiro, o latoeiro e o alfaiate. Por outro lado, podemos também encontrar a venda/taberna, a escola, a casa do povo, a cozinha tipicamente alentejana e o forno, bem como o processo de fabrico do pão.
Encontra-se também no museu de Santa Clara -a- Nova uma sala dedicada à arqueologia, com algum do espólio encontrado na Estação Arqueológica das Mesas do Castelinho;

Miradouro / Moinho de Vento - Monte da Boa Vista;
Dólmen / Anta da Boavista.




Freguesia de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz
Construída no Séc. XVI este monumento, apresenta algumas referências a 1681 no lavabo da sacristia, o remate da torre sineira e a sacristia são do Séc.XVII. É um monumento Manuelino, constituído por três naves, a capela mor é coberta por uma abóbada estrelada, o portal manuelino está decorado com motivos naturalistas bem como os capitéis das colunas. As pinturas morais da capela-mor são seiscentistas e os esgrafitos renascentistas de grande qualidade. De realçar os retábulos de talha dourada de cariz barroca de grande qualidade;

Igreja paroquial de Santa Cruz
Monumento de cariz popular , com traços arquitectónicos bastante simples, provavelmente construído entre os finais do Séc XVII e inícios do Séc XVIII;

Igreja de Corte Figueira
Monumento do séc XVII de arquitectura simples, apresenta como principal referência o arco triunfal e o altar-mor, a cobertura da nave original de madeira foi substituída por uma placa de cimento;

Cascalheira - Praia Fluvial;

Palheiros de Veio (Estruturas primitivas circulares);

Monte Branco do Vascão.



Freguesia de São Barnabé

Igreja paroquial de S. Barnabé
O edifício original remonta ao Séc. XVI, embora com intervenções sucessivas nos Séc. seguintes, como é o caso do retábulo do altar do Séc. XVII e a torre sineira do Séc. XVIII. É um monumento de raiz Maneirista e Barroca popular. Com uma só nave a capela-mor é coberta por uma cúpula,e a torre sineira é de estilo barroco. De salientar o magnífico retábulo da capela-mor;

Igreja paroquial de Santa Susana
Construída provavelmente entre os Séc. XVI , (para a pia baptismal), e Séc. XVII (para os retábulos dos altares). É um monumento de estilo Maneirista e Barroco Popular de uma só nave, com cobertura em cúpula na capela-mor. Os altares são de talha dourada e policromada de arreigada tradição., interessante além dos alteres de talha, é o arco triunfal de estilo maneirista;


 

 

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Concelho de Alvito
Percursos

Alvito Manuelino


" Alvito é uma curiosa vila Alentejana que conserva quase intactas as suas construções manuelinas, entre as quais avulta o castelo maciço e imponente. Foi povoação de algum relevo e ponto de referência bastante nomeado do Alentejo, servindo até o seu topónimo para distinguir, de outras vilas do país, as de Viana e de Vila Nova da Baronia, porque tanto uma como a outra foram antigamente mais conhecidas por Viana de a par de Alvito e Vila Nova de Alvito.


Apesar de tão velho uso, que muito divulgou o nome da povoação, do aspecto arquitectónico do castelo e do grande número de peças quinhentistas dispersas pela vila, que embelezam as portas e janelas do seu modesto casario e reflectem o acentuado empenho que então houve em adoptar nas construções a feição manuelina, ligeiras são as referências que os cronistas e escritores até hoje lhe fizeram.


Merece, porém, que se lhe consagrem uns momentos de atenção pelo cunho característico da sua arquitectura, embora sumária e muito sóbria, mas cuja forma decorativa reveste um aspecto especial nesta vila afastada e tão pequena”.


In A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito, de Luiz de Pina Manique, 1949.


O Município de Alvito aprovou em Outubro de 2007, um Programa de Requalificação de Portais Manuelinos, que prevê a substituição, reparação ou conservação de portas ou janelas instaladas em portais manuelinos ou de reconhecido interesse patrimonial.

 

A Rota de Sant’Águeda


O Percurso dá a conhecer uma das mais belas regiões da planície Alentejana.


Vila Nova da Baronia, freguesia do Concelho de Alvito, apresenta passeios e história dignos de registo.


A Praça da República, com o seu Pelourinho, é o ponto de partida para este percurso, que concilia a paisagem humanizada e o património edificado, com a paisagem natural e o património rural.


Destacam-se ainda no centro histórico, alguns monumentos como a Capela de Nª Sr.ª da Conceição e a Igreja Matriz de Nª. Sr.ª da Assunção.


A paisagem de planície vai depois apresentado as suas surpresas e particularidades: trilhos com sombras e riachos, veredas com rouxinóis, garças, peneireiros e coelhos, caminhos com alecrim e rosmaninho e algum sobro e azinho.


O ponto culminante do percurso é a seiscentista Ermida de Santa Águeda (que dá nome a esta Rota). Neste local, somos convidados a momentos de aprazível repouso em harmonioso convívio com o edifício religioso e com a paisagem envolvente

 

Rota do Fresco

" O Projecto Rota do Fresco pretende democratizar o acesso ao património cultural e natural do Alentejo e promover o seu conhecimento.

Para isso, foram criadas diferentes Rotas e Experiências temáticas subordinadas à matriz da pintura mural alentejana – os “frescos” – nas quais pode aceder a património arquitectónico usualmente fechado, assistir ao vivo às tradições etnológicas, provar a gastronomia regional e perceber a paisagem envolvente.

Consulte as Rotas e Experiências existentes, lembrando-se que também construímos percursos especialmente à sua medida.

O Projecto Rota do Fresco abrange os concelhos de Alvito, Cuba, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira e crescerá, em breve, para Beja e Évora."

 

 

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Concelho de Barrancos
Barrancos é uma vila portuguesa raiana no distrito de Beja, região Alentejo e subregião do Baixo Alentejo, com cerca de 1 900 habitantes (2001).

É sede de um município com 168,43 km² de área e 1 924 habitantes (2001). O município é limitado a norte e a leste pelos municípios espanhóis de Oliva de la Frontera e Valencia del Mombuey (província de Badajoz) e de Encinasola (província de Huelva), a sul e oeste pelo município de Moura e a noroeste pelo município de Mourão.

Barrancos é um dos cinco municípios de Portugal constituídos por uma única freguesia. Dista 110 km da sede do distrito de Beja e o mesmo da cidade de Évora.

Possui grandes ligações culturais com Espanha, uma vez que a povoação de Encinasola dista de Barrancos apenas 9 km, ao passo que a localidade portuguesa mais próxima (Santo Aleixo da Restauração), se situa a 21 km. As manifestações mais visíveis deste parentesco cultural são o dialecto aí falado (e actualmente leccionado na escola local), o barranquenho, e na sobrevivência da tourada com touros de morte, até aos nossos dias, cuja excepção foi consagrada na lei em 2002.

O facto de confinar com a fronteira espanhola levou ainda ao desenvolvimento, até finais da década de 70 do século XX, de uma intensa actividade de contrabando na vila.

Breve Descrição Histórica

Historicamente, o território que hoje ocupa o concelho de Barrancos foi ocupado por diferentes civilizações, desde o calcolítico, sendo ocupado depois pelos romanos, visigodos e posteriormente conquistado aos Mouros em 1167, por Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador.
Após processo de conquista, D. Sancho I ordena o seu repovoamento em 1200. Por essa época, a sede de concelho situava-se na Vila de Noudar (dentro da fortaleza do Castelo do mesmo nome).

Em 1295 é concedido foral por D. Dinis à Vila de Noudar, altura em que seria definitivamente incorporada no Reino de Portugal.

A Vila de Noudar, permanece estável durante cerca de 500 anos após a concessão de foral, no entanto, em 1825 inicia-se um lento processo de despovoamento devido à perda da sua importância estratégica e militar o que permitiria a transição da sede de município para a actual vila de Barrancos, assistindo-se ao desaparecimento gradual da sua população.

Barrancos, resulta então, de uma transferência de população e poder municipal da antiga Vila Noudar, tendo cumprido recentemente um século de Restauração do Município de Barrancos em 1998, fruto de uma Reforma Administrativa onde foi incorporado no concelho de Moura de 1896 a 1898.




Barrancos

Localização Geográfica

Com uma área de 168 Km2 e uma população de 2000 habitantes concentrada na vila que lhe dá nome, o concelho de Barrancos está situado no Distrito de Beja.

As suas fronteiras são delimitadas a Sul e Oeste pelo Município de Moura; a Norte pelo Município de Mourão e pela província espanhola da Estremadura; a Este pela província espanhola da Andaluzia.

A vila de Barrancos, única localidade do Município dista 21 Kms de Santo Aleixo da Restauração (Moura), a povoação portuguesa mais próxima, Amaraleja e Safara, estão a aproximadamente 26 Kms, Moura a 50 Kms e a sede de distrito, Beja, a cerca de 110 Kms. Lisboa, a capital fica a cerca de 250 Kms.

Atravessando a fronteira, a povoação Espanhola mais próxima, Encinasola, está a 9 Kms. Oliva de la Frontera a 29 Kms, Fregenal de la Sierra a 32 e Zafra a 72, são algumas das localidades espanholas cuja relação com a população de Barrancos é mais intensa.

 

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Concelho de Beja
Locais de interesses turistico

Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja/Igreja de Santo Amaro
Monumento Nacional
Localiza-se próximo do castelo mas na zona extra-muros. Trata-se de uma igreja basilical, cuja fundação remonta à Alta Idade Média. Apesar de ter sofrido diversas alterações ao longo dos séculos conserva ainda parte da nave central.
Actualmente acolhe o Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja, cuja colecção de elementos arquitectónicos constitui o mais importante conjunto conhecido no território nacional. A sua existência justificou a classificação da cidade de Beja como capital do Visigótico em Portugal.

Castelo de Beja

Monumento Nacional
A sua reconstrução iniciou-se durante o reinado de D. Afonso III, a torre contudo seria terminada no reinado de D. Diniz. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos da arquitectura militar portuguesa. Divide-se interiormente em três andares, cujas salas são decoradas. Na sua parte exterior realçam-se a janela geminada, a janela de ferradura de tradição mudejar e um balcão circundado de matacães.

Salienta-se a particularidade desta torre ser construída em mármore.

Museu Regional de Beja/Convento de Nossa Senhora da Conceição

Monumento Nacional (apenas a Igreja)

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi concluído por ordem dos primeiros duques de Beja, D. Fernando e D. Brites, pais da Rainha D. Leonor e do Rei D. Manuel. Sob o protectorado destes nobres foi um dos mais ricos conventos do Sul do país.

Nos finais do século XIX e inícios do século XX, a cidade de Beja foi palco de grandes destruições patrimoniais; deste antigo convento sobreviveu apenas a igreja, o claustro, a sala do capítulo e divisões adjacentes.

Presentemente encontra-se ali instalado o núcleo central do Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor) cujo espólio é composto por importantes colecções, destacando-se as de ajulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia.

Consulte a página oficial do Museu Regional de Beja

Igreja da Misericórdia
Monumento Nacional
A Igreja da Misericórdia foi construída no séc. XVI. Trata-se de um exemplo ímpar da arquitectura renascentista de forte influência italiana, inspirada na famosa Loggia da cidade de Florença, sobressai a sua colunata sobre planta quadrada. Foi inicialmente projectada para açougues, contudo o seu impacto foi tão forte que rapidamente se considerou ser demasiado nobre para funcionar como mercado, adaptando-se rapidamente o edifício a igreja.
O seu mecenas foi o Infante D. Luís, terceiro Duque de Beja, que continuaria a obra de seus ancestrais, enobrecendo a cidade de Beja e dotando-a de importantes espaços.

Convento de S. Francisco
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos)
Situado fora das Muralhas, junto à antiga via que ligava Beja a Mértola, foi fundado no século XIII. Sofreu profundas alterações sobretudo no século XVIII, que praticamente lhe imprimiram o seu aspecto actual. De destacar a singularidade da Capela sua dos Túmulos, a Cisterna, as pinturas da Sala do Capítulo e o Coro Alto
Actualmente faz parte da rede da ENATUR - Pousadas de Portugal.
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos).

Colégio dos Jesuítas
Quem entra na cidade de Beja proveniente de Serpa, rapidamente observa este enorme edifício que marca a malha urbana.
Iniciaram-se as obras deste colégio no século XVII, mas, em 1759, a ordem jesuíta seria expulsa de Portugal, interrompendo-se a sua construção. Em 1770, por ordem do rei D. José, seria reinstaurado o bispado de Beja, sendo nomeado para este cargo D. Frei Manuel do Cenáculo. Em 1777 recomeçam as obras no sentido de recuperar o conjunto para Paço Episcopal. Com a chegada do novo bispo formou-se um dos mais importantes círculos intelectuais do sul do país. Entre outras actividades por ele desenvolvidas, destaca-se a recolha de uma extraordinária colecção de arqueologia, integrando actualmente alguns dos deus exemplares o acervo do Museu Regional de Beja.
Actualmente funcionam ali o Quartel da Guarda Nacional Republicana e a Universidade Moderna.
Arco Romano/ "Portas de Évora"

Monumento Nacional
O arco romano encontra-se anexado ao Castelo. Trata-se do único exemplo existente que testemunha a aplicação do modelo de cidade ideal romana, e que consistia na intersecção de duas vias principais orientadas no sentido Oeste - Este e no sentido Norte - Sul. A aplicação deste sistema resultava num espaço urbano geometricamente organizado. As Portas de Évora inseriam-se no eixo Oeste- Este.

Janela Manuelina
A janela manuelina da Rua Afonso Costa (ou Rua das Lojas) trata-se de um dos melhores exemplos deste estilo existente em Beja. A janela originalmente pertenceu a um edifício nobre que, infelizmente, foi destruído, sendo posteriormente colocada na actual casa.

Hospital da Misericórdia/ Hospital de Nossa Senhora da Piedade
Monumento Nacional
Mandado construir pelo rei D. Manuel, foi um dos primeiros hospitais de estilo manuelino a ser construído em Portugal. Posteriormente, passaria para a Santa Casa da Misericórdia.
Destacam-se a fabulosa enfermaria decorada com arcos em ogiva, o claustro, a capela e a pequena farmácia.
Actualmente funciona como Instituto Superior de Serviço Social.

Igreja de Santa Maria
Imóvel de Interesse Público
É uma das mais antigas igrejas de Beja e, segundo alguns autores, terá funcionado primitivamente como mesquita. Trata-se de um dos melhores exemplo do gótico alentejano. Preserva a estrutura gótica da ábside, sendo de realçar, ainda, a galilé, os altares barrocos e a "Árvore da Vida", representada numa capela lateral.

Janela de Mariana Alcoforado

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi cenário da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível autora das "Lettres Portugaises".
Pode visitar-se, no Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly.

"Passo" da rua da Ancha
Na rua da Ancha pode ver o altar que aí existe, constituído por uma mesa de altar, espaço reservado à pintura dos Passos e frontão encimado de cruz.
Trata-se de um "Passo" feito por António Nobre em 1675, retratando um dos episódios da Paixão de Cristo desde a condenação até à morte no Calvário.
Estes "Passos" ou pequeninas capelas serviam de local culto para os católicos que percorriam a via sacra, nove "Passos", como símbolo do sofrimento de Jesus.


Pelourinho de Beja

O pelourinho terá sido mandado construir por D. Manuel após a concessão do foral da Leitura Nova em 1521. À semelhança de outras obras régias da época, também neste pelourinho figuram os emblemas deste monarca, esfera armilar e cruz de Cristo em ferro. Após um percuso atribulado o pelourinho foi reconstruído no século XX segundo o modelo original.
Local: Praça da República

Ermida de Santo Estevão
Trata-se de uma das ermidas mais antigas de Beja, tendo sido fundada em finais do século XIII para jazigo do cavaleiro Estêvão Vasques. Em 1915 foi doado à Santa Casa da Misericórdia de Beja, tendo acabado por funcionar como celeiro. Em 1940 foi restaurado e reabriu ao culto. É uma capela de uma nave e capela-mor, totalmente abobadada, característica do gótico da época de D. Dinis, com notória influência franco-borgonhesa. No período barroco a fachada principal foi enriquecida e, no início do século XX foram introduzidos diversos elementos de carácter neo-gótico, nomeadamente, mobiliário.
Local: Largo dos Prazeres

Igreja de Nª Srª dos Prazeres
Capela datada de 1672 composta por dois corpos distintos. A fachada simples não denuncia a riqueza artística do seu interior. Aqui encontra-se um dos mais importantes repositórios de arte sacra da cidade e um conjunto de azulejos com grande beleza, composto por painéis historiados de 1698 da autoria do pintor Gabriel del Barco. O corpo da igreja encontra-se revestido por talha barroca e azulejos do século XVIII.
Local:Largo dos Prazeres

Arco dos Prazeres
Arco que se abriu em tempo indeterminado, mas posterior ao século XVI, constituído por arco pleno, duplas molduras, alterada em tempos recentes na base para facilidade de movimento rodoviário e que foi salvo da destruição pelo poeta Mário Beirão.
Local: Rua do Arco dos Prazeres

Janela de Rótulas
Janela setecentista em madeira, designada como janela de rótulas ou de reixa.
Local: Rua do Ulmo

 

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Concelho de Castro Verde

Igrejas e Ermidas do Concelho de Castro Verde

A religiosidade não tem um tempo em Castro Verde. Veste-se no sentir da memória. Há dois mil anos, no sítio da Igreja de Santa Bárbara, ergueu-se um templo onde os crentes deixaram dezenas de milhares de lucernas homenageando os seus deuses. A dois passos do Salto, no limite com o concelho de Mértola, a Senhora de Aracelis continua a acolher a devoção das comunidades rurais da zona. O S. Pedro das Cabeças, próximo dos Geraldos, recorda a lendária Batalha de Ourique. O espírito alimenta-se na memória e na espiritualidade, mas também na imensidão das terras de Castro.



Percursos na Natureza

No coração do Campo Branco, o concelho de Castro Verde oferece mais do que uma única paisagem. Mais do que uma simples silhueta a recortar o horizonte, mais do que um traço de negro vestindo no voo do pássaro a imensidão da simples vista. Nos resquícios da ruralidade, as gentes vestem hábitos de urbanidade únicos nas terras de interior.



Pêro a Caminho - Rosário a Santa Bárbara


No Alentejo, as searas, pastagens ou arvoredo que forram as grandes extensões de planície ondulada deram ao Homem uma noção de humildade e de apego ao solo. Terá sido este um dos motivos que levou o homem alentejano a construir as suas habitações de um só piso, confundindo-se com a paisagem. Para evitar o calor abrasador do sol, a casa é caiada de branco. São edificadas grandes chaminés para secar o fumeiro, fazer cozidos ou abrigar do frio.

Pêro a Caminho - Entradas a São Marcos

Não fosse a vontade em fazer caminho, a pé ou com a tua companheira de duas rodas, e ficarias por muito mais tempo em Entradas, descobrindo as muitas histórias que há para contar ou somente passeando pelas bonitas ruas e Avenida Nossa Senhora da Esperança.
Muitas histórias te poderiam contar as pessoas que, no Verão, sentam cá fora, aproveitando a frescura do final do dia, ou as que, no Inverno, substituem o conforto que a lareira propicia ao interior da casa pela rua que alguns raios de sol visitam.

Pêro a Caminho - Alcarias a Casével

Esta quadra, da autoria de Valentim Sobral, reflecte bem a beleza da aldeia, que, na brancura das casas onde a cal domina e no encanto das chaminés, não poderá deixar de te agradar.
Repara muito bem nas chaminés, no rendilhado dos orifícios por onde o fumo é libertado e nos cavaleiros e respectivas montadas que as encimam, cumprindo a função de catavento


Artesanato

O concelho de Castro Verde tem no seu espaço geográfico um conjunto de actividades que contribuem para a riqueza do mosaico artesanal do Alentejo. O artesanato é aqui um hino às mãos.
Aqui, o cadeireiro ainda encontra no buínho o melhor material para criar o entrelaçado para o melhor dos assentos. A tecedeira, ao som da velha cantiga do tear, continua a transformar a lã em mantas e em meias. Há artesãos que fazem réplicas dos objectos reais do quotidiano socioeconómico de outros tempos, em miniaturas de beleza fascinante. Há rendas, meias de linha e tapetes de tipo Arraiolos. Novas ceramistas moldam o barro com as cores do Alentejo. E, a crescer, há aventuras na construção da rara Viola Campaniça.

As mãos são um instrumento fundamental no reino dos velhos ofícios. As mãos sensíveis do moleiro apuram a finura do trabalho da mó na farinha que, acompanhada de outros ingredientes, há-de sentir as mãos de quem ainda a transforma no pão alvo que cresce no velho forno com cheiro à esteva, que serviu para aquecer as suas paredes seculares.
As mãos das boleiras guardam os segredos das queijadas de requeijão e dos folhados de gila, tal como as cozinheiras, de alguns restaurantes, conhecem os milagres das ervas aromáticas na comida da nossa terra. O Posto de Turismo de Castro Verde ajuda-o a descobrir o mundo das nossas mãos, do artesanato, da gastronomia... incluindo as mãos de outros tempos, as mãos que fizeram monumentos e costumes. Programas diversos mediante solicitação. Informe-se.

Localização do Concelho

O Concelho de Castro Verde está situado no coração do “Campo Branco”, por entre as planícies do Alentejo que encostam à serra do Caldeirão. Localizado no distrito de Beja, o concelho de Castro Verde é limitado a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e, a Oeste, pelo concelho de Ourique.

Com uma área de 567,2 Km2 e uma população aproximada de 8000 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de pequena e média dimensão, está dividido administrativamente em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões.

Equipado com infra-estruturas de acesso rodoviário de boa qualidade, Castro Verde combina a sua privilegiada localização no corredor de ligação do Norte ao Algarve com a facilidade de acessos a eixos de comunicação fundamentais, como:

Aeroporto de Beja a 45 Kms, aeroporto de Faro a 100 Kms, aeroporto de Lisboa a 190 Kms e aeroporto de Sevilha a 270 Kms; porto marítimo de Sines a 95 Kms; cidade de Beja a 42 Kms; cidade de Évora a 120 Kms; Estação de Caminho de Ferro a 15 Kms.

Eixos rodoviários de ligação a: Litoral alentejano por Ourique (E.N. 123); litoral algarvio (A2 e I.C.1); Lisboa pela Estação de Ourique (I.C.1); a Lisboa por Aljustrel (E.N.2); a Lisboa (A2); a Mértola (E.N. 123); a Almodôvar (E.N.2); a Beja e Évora (I.P.2).

No que se refere a carreiras de transporte público, pode dizer-se que todas as localidades do concelho se encontram servidas por este serviço, que as liga, pelo menos uma vez por dia à sede de concelho (exceptuando os fins de semana) e, a partir daqui à rede nacional de Expressos com ligações directas a Beja, Évora, Lisboa e Algarve, para além de Tomar, Coimbra, Porto, Braga e Elvas.

 

 

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Concelho da Cuba
Património Cultural Monumental

Igreja e Recolhimento do Carmo / Antigo Hospital séc. XVII-XVII
Situa-se no largo do Carmo/ Largo S. João de Deus, na Vila de Cuba
Construída entre 1652-54 – recolhimento de mulheres da Ordem de St. ª Teresa.
Foram seus fundadores Pedro Fialho e sua Mulher Maria Lopes, Irmãos de Nossa Senhora do Carmo, cuja imagem mandaram fazer em Lisboa por volta de 1650.
O convento é um edifício do séc. XVIII .
A construção desenvolve-se em torno de um pátio rectangular, o claustro de arcaria redonda sustentada por pilares e mísulas, onde se abrem ao nível do primeiro andar. Janelas de peito guilhotina.
Funcionou aqui durante muitos anos o hospital, hoje desactivado. Está actualmente a ser modificado para funcionar como Lar da Santa Casa da Misericórdia de Cuba.
A Igreja está ligada ao edifício do antigo recolhimento pelo lado poente, e é cercada a norte e a leste pela horta do convento e é antecedida por grande pátio empedrado.
O Interior da Igreja é de planta rectangular é coberta por abóbada de berço, com destaque para a parede lateral onde se encontra uma pintura a fresco de grandes dimensões, São Cristóvão com o menino ás costas.


Igreja Matriz de S. Vicente
Situa-se no Largo 5 de Outubro na Cuba e foi construída nos sécs. XVII e XVIII. A Igreja de S. Vicente em Cuba, encontra-se aberta ao público todos os dias à excepção da segunda e terça-feira está encerrada, excepto a hora da missa.
Foi a 2ª e a mais importante igreja a ser construída em Cuba.
Igreja de uma só nave, planta rectangular e de abóbada de berço, apresenta as paredes revestidas de bonitos azulejos do sec. XVII, com padrões temáticos e ao centro painéis figurativos.
Os azulejos nas paredes foram colocados em 1677 para cobrir as frestas das paredes laterais. No coro alto encontra-se 4 painéis figurativos.
O arco do triunfo de volta perfeita é também revestido de azulejos de padrão diferente das paredes laterais, tendo ao centro um painel figurativo representando a custódia ladeada por anjo.
O altar apresenta um retábulo em talha dourada, estilo joanino, decorado com sulcos, anjos medalhões com figuras humanas. No altar do Senhor dos Passos encontramos a figura do Cristo Morto com rubis incrustados nas manchas de sangue, que se pensa datar de 1658.
Os frontais do Altar - Mor são considerados como um dos mais belos exemplares de todo país e apresenta uma variada fauna exótica, ramagens,etc.

Igreja de S. Pedro – Templo do séc. XVI - XVIII
Situada ao lado Casa do Taquenho, na Rua da Esperança, a conhecida estrada da Quinta da Esperança (do Conde) A Ermida de S.
Pedro encontra-se numa zona alta da povoação, donde se avista a planície de Beja e de S. Matias.
Esta deve ter sido a 5ª igreja a ser elevada na vila de Cuba. Em 195, foi colocada uma pedra de cantaria no portal e feitos alguns degraus de acesso ao alpendre, tendo sido fechado com gradeamento de ferro forjado. O cruzeiro de pedra na frente já existia, nesta data.
O templo tem um alpendre de abobada de arestas. Tem um portal rectangular, e sobre a mesma uma lápide com o emblema do Santo Padroeiro – S. Pedro.
É um templo de uma só nave, planta rectangular, coberta por uma abobada de berço. Um pequeno degrau separa a nave da capela-mor. Arco do triunfo de volta perfeita.

Igreja N. Sr ª. da Conceição da Rocha (Ermida São Brás), Igreja do séc. XVI.
Situada no fim do Jardim da Piscina, Rossio de São Brás, Avenida 25 Abril.
Foi a 6ª Igreja a ser construída na povoação, data do séc. XVI, mas não se sabe ao certo a sua fundação, sabe-se apenas que já existia em 1585.
Em 1660 construíram-se casas de agasalho para os romeiros que vinham pela fama de São Brás. Entre 1722 e 1952 houve obras de remodelação.
O povo chama-lhe N. Sra. da Conceição da Rocha, pois reza a tradição que a imagem da N. Sra. da Conceição apareceu numa rocha junto ao litoral e só depois foi para aqui trazida. A destacar o belo portal manuelino, arco trilobado, ornamentado a romãs em baixo relevo que ilumina a fachada do templo. È tudo o que resta do paço quinhentista de D. Luís, filho de D. Manuel I, que possuía na vila de Cuba. Porta de madeira almofadada.
É um templo de uma só nave, planta rectangular com cúpula com lanternim, é a única fonte de luz. O altar é de estuque marmoreado, séc. XVIII, arte neoclássica. Sobre o trono, nicho central venera-se a padroeira. Imagem N. Sra. da Conceição da Rocha, de 20 cm apenas de altura, sobre um pedestal de madeira prateado, pintada a dourado e com um manto salpicado de azul, coroa em meia-lua e em prata.

Igreja São Sebastião

Situada no Rossio São Brás, construída no séc. XVI foi remodelada no ano de 1962.
A igreja foi fundada em 1654 sendo a oitava a ser construída na vila e veio substituir uma outra que existia no mesmo lugar.
A primitiva terá sido construída em 1569 a mando de D. Sebastião em invocação ao Santo do mesmo nome por todo o reino. O interior é de planta rectangular e abobada de berço tanto na nave como na capela-mor. Lambrim de azulejos, arco do triunfo de volta perfeita e emoldurado. O altar - mor é de madeira marmoreado,null de finais de setecentos onde se encontra a imagem setecentista de São Sebastião em madeira e ainda a imagem de São João de Deus e São Caetano.

Ermida de Papa São Sixto, séc. XVII
Situada Herdade de Pereiro.
Edifício de planta centralizada de secção quadrangular. Telhado de quatro águas sem cobertura de telhas. Cimalha saliente e pináculos piramidais nos cunhais.
Tem apenas uma abertura, a porta sem guarnecimentos de pedra e emoldurada pelo barão colorido. O edifício é caiado de branco. O interior é coberto por uma abóbada de cúpula sobre pendentes. É despojada de qualquer ornamentação.

Quinta da Esperança ou Quinta do Conde, séc. XVIII – XX
Capela N. Sr ª. da Esperança, situada na Quinta da Esperança, propriedade do Conde da Esperança. A quinta for criada pelos irmãos Sebolinho nullBarahona no ano de 1708.
Em 1728 foi construído o aqueduto em tijolo, que traz para a quinta a água dos valados de Vale da Cuba. O solar é rodeado por armazéns e casa de lavoura. Passado o alpendre do solar vê-se o brasão de armas dos proprietários (Barahonas, Fragosos, Cordovis, Gamas. Coroa do Conde).
Nos jardins além dos belos bustos e arruamentos uma grande nora e de notar os vários bancos de azulejos brancos e azuis figurativos com passagens alusivas à vida dos proprietários.
A capela da N. Sra. da Esperança encontra-se no 1º andar do solar. De pequenas proporções e de planta rectangular
O altar de talha dourada, joanina apresenta colunas torsas de terço inferior espiralado e rosas nos sulcos. Ao centro no altar a N. Sra. do Rosário. Em madeira parecendo estofada. O tecto pintado apresenta motivos de curiosos efeito ilusionista.

Ermida da N. Senhora da Represa
Situa-se no cruzamento da EN 128, estrada Cuba – Vila Ruiva, a 2 Km. da povoação situa-se a branca e pitoresca Ermida de S. Caetano embora conhecida por N. Senhora da Represa.
Conta a história que apareceu pelos lados da Ermida um peregrino a pediu abrigo à ermitoa, no entanto, esta negou-lhe abrigo e ao que este lhe disse apenas que venerasse um painel de S. Caetano que ele deixara na ermida, pois era muito milagroso. A mulher encontrou de facto uma imagem de S. Caetano na ermida e arrependida por não lhe ter dado abrigo, saiu a procurá-lo mas já não o encontrou em parte alguma. À mesma hora na Igreja Matriz de Vila Ruiva, o Prior que se encontrava a rezar avistou um peregrino e quando este se voltou para o cumprimentar, não conseguiu encontrá-lo.
Chegou-se à conclusão que terá sido o próprio S. Caetano que ali tinha deixado a sua imagem para que o povo a venerasse.
Os milagres sucederam-se, e os peregrinos começaram a vir à Igreja, deixando então grandes somas de esmolas. A velha ermida foi então derrubada e no seu lugar construída uma nova igreja, para venerar Nossa Senhora da Represa e S. Caetano, durante o séc. XVI.
A igreja em si tem duas partes distintas, o alpendre que data do séc. XVII e o templo do séc. XV. No interior as paredes são revestidas por azulejos policromados do séc. XVII. A abóbada é de arestas vivas, com manifestações renascentistas, e é totalmente pintada com motivos florais e geométricos.
A pintura data de 1679, por Lourenço Nunes Varela, data em que sofreu alguns restauros. O arco do triunfo separa a nave do Altar-Mor.
A abóbada estrelada assenta em mísulas, as paredes são totalmente revestidas de azulejos da mesma época, do tipo aves e ramagens. Imóvel de grande interesse público, continua a ser hoje ainda alvo de uma grande romaria que se realiza todas as segundas-feiras de Pascoela, com a Romaria em Honra N Sra da Represa. É uma festa religiosa e popular.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação
Situada na aldeia de Vila Ruiva é um Imóvel de grande interesse artístico dos séculos XVI e XVII.
Aqui encontramos o mais antigo exemplar de pintura mural denominada por “frescos” que chegou até aos nossos dias no concelho de Cuba e também do Baixo Alentejo, pertencendo aos finais do séc. XVI., na capela da N.S.ª do Rosário.
Presume-se que a fundação da Igreja tenha sido na Idade Média, no entanto, esta sofreu grandes alterações através dos séculos e é hoje um belo exemplar gótico-manuelino alentejano de carácter popular e rural.
Situa-se à saída de Vila Ruiva na estrada para Alvito e é um belo edifício com uma fachada de dois andares, todo pintado de branco. É um edifício de uma só nave, planta rectangular.
O conjunto de pintura a fresco e a têmpora da Igreja Matriz de Vila Ruiva são datáveis de várias épocas distintas – séc. XVI ao séc. XIX. Esta autêntica catedral do fresco deve-a sua construção aos fidalgos Pereiras de Melo, Condes de Olivença e Tentúgal.
Podemos encontrar ainda noutros locais da igreja, outras pinturas a fresco, embora não existam registos, pode-se dizer que possivelmente esta seria completamente decorada com pintura mural. Recentemente nas obras de restauro da pintura mural e do edifício foram descobertas outras campanha de pintura mural.
O altar-mor em talha dourada de gosto rocócó da época de D. José I onde se venera ao centro a imagem da padroeira, Nossa Senhora da Encarnação.

Igreja do Senhor da Ladeira, séc. XVIII
Situada na aldeia de Vila Ruiva.
Foi construída em 1720, possivelmente, esteve a culto e segundo informações pouco fidedignas esta Igreja é antiquíssima e possivelmente de estilo romano, e que também terá sido a primeira Matriz da Vila e dedicada ao Senhor da Ladeira.
Esteve durante anos abandonada e foi recentemente restaurada, podendo ser visitado o seu interior.
Igreja com empena alteada, cunhada de pilastras grosseiras.
Frontão iluminado por óculo emoldurado, ladeado por acrotérios com pináculos piramidais.
É um Templo de uma só nave, coberta por abóbada de berço, totalmente caiada de branco, tal com no exterior. Não existe vestígios de altares laterais.


Igreja da Misericórdia, XVI-XVIII
Situada no Largo da N. Sra. da Encarnação em Vila Ruiva, foi erguida pela Confraria da Misericórdia de V. Ruiva, fundada em 1571 por D. Álvaro de Melo, Filho de D. Rodrigo de Melo, Conde De Tentúgal. Na igreja, e casas anexas, funcionava a igreja, hospital e sacristia, que albergava peregrinos e doentes.
A fundação decorre entre o ano de fundação e ano de 1576.
Do templo quinhentista pouco ficou sofreu obras de restauro em 1732 que alterou a sua traça. Teve abandonado e foi restaurado em 1986, servindo de casa mortuária neste momento.
O interior desprovido de ornamentação tem planta rectangular e capela-mor quadrangular. O Arco do triunfo redondo antecede a capela-mor cujas paredes laterais apresentam pintura a fresco seiscentistas. Do lado do evangelho um Lava-Pés e do lado da epistola uma Ceia. Ainda na capela-mor os restos no lambrim de azulejos seiscentistas policromos, obra do mestre da misericórdia.

Igreja da N. Sr.ª da Visitação ou N. Sr.ª do Outeiro, séc. XVI –XVIII

Situada na localidade de Albergaria dos Fusos – Vila Ruiva. Encontra-se fora da aldeia, sobre um monte encontra-se a igreja, nome que lhe vem do local. O templo ligado ao cemitério está disposto em 2 partes distintas: a parte exterior do alpendre e o templo propriamente dita, pertence à época anterior com motivos quinhentistas. O aparecimento das estelas sepulcrais discóides nos terrenos junto a igreja faz supor a existência de um cemitério medieval no local.
Pressupõe-se ainda a existência ali de um templo medieval do qual apenas restam vestígios, o que nos leva a apensar que o actual templo de N. Sr ª do Outeiro, mais não é do que o resultado de sucessivas obliterações sofridas ao longo dos séculos. Certo é de que já existia na 1ª metade do século XVI.
Reza a história de que todas as primeiras sextas-feiras de Março a imagem de N. Sra. do Outeiro chorava e suava tanto que se tinham ensopado vários lenços e que o azeite da sua lamparina nunca diminuía, aumentando sempre.


Ermida Sto. António - Templo do 1º quartel do século XVII, em Vila Alva.
Situada à saída da aldeia do lado direito, num ponto mais elevado, a ermida proporciona-nos uma vista maravilhosa sobre a aldeia e os campos que a rodeiam, pois antigamente era chamada de Ermida Sto António do Alto.
Tem uma grande escadaria que conduz a um alpendre definido por 3 panos verticais onde se abrem 3 arcos de volta perfeita. Portão de ferro.
A ermida é totalmente caiada de branco, é um templo de 1 só nave, planta rectangular coberta por abóbada de berço.
Recentemente as obras efectuadas na ermida revelaram frescos nas paredes do séc. XVII infelizmente encontram-se muito mutilados.
O arco do triunfo é de volta perfeita e apresenta a parede do lado da epístola coberta por frescos, onde se reconhece a parte inferior de um corpo humano de túnica vermelha e manto branco. A capela-mor é de madeira pintada onde se venera a imagem pintada de St. António, também em madeira pintada com características seiscentistas.


Igreja Matriz da N. Sra. da Visitação,
Situada na Praça da Republica em Vila Alva é um templo essencialmente do séc. XVII e XVIII.
Não se sabe ao certo a data da sua fundação, presume-se que remonte aos primórdios da Idade Média. Sabe-se que já existia no séc. XVI. A torre sineira e os contrafortes cilíndricos lembram as construções árabes alentejanas, o que leva a crer que tenha pertencido a uma construção anterior árabe e depois transformada em igreja cristã. Sofreu grandes transformações.
Uma escadaria dá acesso ao templo. Ao centro 2 portas com aduelas de janela gradeada – andar superior e torre cilíndrica. No cunhal sul, contraforte cilíndrico de andares encimado por uma esfera. Templo de uma só nave, planta rectangular abobada de berço dividida por tramos assente numa cornija saliente.
A padroeira da aldeia encontra-se à esquerda, sobre uma mísula a imagem seiscentista do arcanjo São Miguel e da Nossa Sr.ª da Visitação em madeira estofada com coroa de prata. De ressaltar um frontal de 7 x 16 azulejos com aves e ramagens e ao centro a imagem de N. Sra. do Rosário. Arco do Triunfo, de volta perfeita, totalmente forrado de azulejos policromados seiscentistas que forma as paredes e a abobada da capela – mor. O frontal da capela-mor é também em azulejos idêntico ao do altar da igreja Matriz de Cuba. Retábulo em talha policromada, barroco e nicho fechado com cortinas, Cristo crucificado. Na sacristia os arcazes de madeira são de real valor.


Ponte Romana (situada entre Vila Ruiva e Albergaria dos Fusos)
Situa-se a 3 km da povoação de Vila Ruiva, na estrada que liga Vila Ruiva a Albergaria dos Fusos.
Foi construída sob a antiga via romana Ebora a Pax Julia, que passava por Vila Ruiva e sobre o leito da ribeira de Odivelas, e a cerca de 3 Km da povoação.
Assenta em pegões de granito e arcaria de tijolo. A ponte embora seja da época romana, terá sofrido reconstruções visigóticas e árabes, à qual o povo dá a sua origem ao poderoso Rei Mouro Iscar, um dos chefes árabes derrotados por D. Afonso Henriques, na célebre e controversa batalha de Ourique.
É constituída por 26 arcos, intervalados por olhais de volta perfeita, e tem de comprimento 120 metros e de largura máxima 5 metros.
Encontramos traços sucessivos de reconstrução, e podemos encontrar ainda lápides funerárias romanas entre blocos que formam alguns dos pegões.
Este é sem dúvida um dos pontos de realce do concelho sendo pois o único Monumento Nacional classificado no concelho de Cuba.

 

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Concelho de Ferreira do Alentejo
Ferreira é coroada pela beleza da antiga Igreja da Misericórdia que exibe um importante Portal Manuelino e um belo retábulo maneirista que hoje se guarda no Museu Municipal, sediado a menos de 20 metros, na rua onde nasceu o grande intelectual e político do Século XIX, Júlio Marques de Vilhena.


Junto à Praça Comendador Infante Passanha, avista - se a Igreja Matriz que evoca a Ordem de Santiago de Espada e onde podemos admirar dois túmulos góticos pertencentes ao Comendador D. João de Sousa e sua esposa, D. Branca de Ataíde.

Digna de conhecer é ainda a Galeria de Arte, Capela de St.º António e o Espaço Artesão onde se podem admiram miniaturas de alfaias agrícolas.

Na extremidade norte da Rua Capitão Mouzinho, avistam - se a sui generis cravejada de enigmáticas pedras de tom negro. Nas suas imediações encontra - se o posto de turismo.

Um pouco mais abaixo, a e o seu cruzeiro de 1940 emblezam a alameda Gago Coutinho e Sacadura Cabral. É também aqui que podemos admirar a histórica imagem que acompanhou Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a India.

Nas proximidades, a cerca de 2 Km da sede de concelho, ergue - se a Villa Romana do Monte da Chaminé com ocupação que remonta ao século I A. C.

A poucos quilómetros, Peroguarda, classificada a aldeia mais portuguesa do Baixo Alentejo, encanta com o seu branco e singelo casario que contrasta com o verdejante trigo ondulante e a sua Igreja St.ª Margarida que ainda apresenta traços quinhentistas.
Nesta pequena freguesia está sepultado o grande etnomusicólogo, Michel Giacometti, que se enamorou pelo misterioso cante alentejano, tradição local de relevante valor cultural.

Na singela Aldeia de Alfundão encontra - se uma bela e rústica Ponte Romana.

A Visitar
Biblioteca Municipal
Capela de Santo António
Espaço do Artesão
Igreja das Pedras
Igreja da Misericórdia
Museu Municipal
Mobitral
Posto de Turismo

 

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Concelho de Mértola
Mértola ao longo da História

Com vestígios que remontam ao Neolítico, o Concelho de Mértola apresenta, actualmente, sítios arqueológicos que nos permitem regressar ao passado sem a ajuda da máquina do tempo.

As escavações arqueológicas iniciadas em finais da década de setenta e as informações recolhidas no início do século pelo arqueólogo Estácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam. Edifícios de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique a presença dos romanos na então Mirtilis e na Mina de S. Domingos. Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.


Com a adopção do catolicismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).

Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a IX, que atestam a presença dos visigodos neste território, onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por todo o Concelho.

Com a invasão dos povos do Norte de África, liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica, passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo. A excepcional posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível identificar com clareza as habitações com os seus vários compartimentos, os tradicionais pátios centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este, o período de maior dinamismo da urbe, Mértola apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode conhecer dessa época.

Com a conquista do território de Mértola em 1238, no reinado de D. Sancho II, a posterior doação aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, a Vila e todo o seu território perde importância. O Comércio com o Mediterrâneo perde fulgor e pouco a pouco a Vila começa a fechar-se sobre si própria.

D. Manuel I dá Foral a Mértola em 1512, sendo este século e o seguinte momentos de alguma retoma da antiga importância do porto de Mértola, donde partiam os cereais para abastecer as praças portuguesas do norte de África.


No final do século XIX, com a descoberta do filão mineiro em S. Domingos o Concelho, em especial a margem esquerda do Guadiana conhece uma nova época de prosperidade, caracterizada principalmente por um acentuado crescimento demográfico. Em finais da década de cinquenta e à medida que a exploração mineira diminuía a crise social e económica instala-se nos que dependiam directamente e indirectamente da Mina. Em 1965 a Mina encerra definitivamente e a depressão económica assola centenas de famílias, que para assegurarem a sua sobrevivência são obrigadas a ir para a zona da grande Lisboa e estrangeiro.

Entre 1961 e 1971 o Concelho de Mértola perde mais de 50% da sua população.

Após o 25 de Abril de 1974 o número de habitantes continuou a decrescer, principalmente devido à emigração para os países do centro da Europa.

Nos anos oitenta a Vila de Mértola começou através da arqueologia a descobrir e a conhecer melhor o seu passado e a transformar esse imenso património em factor de desenvolvimento económico e cultural.

Neste momento, o Concelho de Mértola enfrenta problemas semelhantes a muitos municípios do interior como uma elevada taxa de analfabetismo, população envelhecida e reduzida dinâmica económica, factores que a Câmara Municipal de Mértola está empenhada em alterar, nomeadamente através da criação de estruturas de apoio aos mais idosos e incentivos económicos a todos que pretendam fixar-se no concelho.

Aliado a um extenso património cultural, o Concelho de Mértola possui uma riqueza ambiental, cinegética, cultural e desportiva que constituirá a médio prazo um motor de revitalização da economia local, através da aposta num turismo sustentado em que as entidades locais participem activamente.


Ermida de S. Barão

Localizada na serra com o mesmo nome, a cerca de 12 km da sede de concelho, a antiga Ermida de S. Barão foi votada ao abandono em meados do século XX, o que provocou a ruína do edifício. No ano 2000...




Canais

Ao longo do Guadiana foram instaladas diversos tipos de armadilhas para capturar peixe, sendo esta a última no Concelho de Mértola a ser desmantelada. Aproveitando os açudes os pescadores colocaram...




Moinho do Alferes

Junto à ribeira do Vascão, afluente do Guadiana encontra-se o secular moinho do Alferes, que esteve em funcionamento até à década de sessenta, data em que estes engenhos foram substituídos por...




Moinho de S. Miguel

Local onde a arte da fazer pão ainda se encontra bem viva. No Moinho de S. Miguel o moleiro trabalha e vigia as mós que moem o trigo que dará origem a um dos produtos de maior qualidade do Concelho...




Pomarão

Depois de extraído, o minério era conduzido pelo caminho-de-ferro que ligava a Mina de S. Domingos ao porto do Pomarão para embarcar em grandes navios que o levavam até Inglaterra e outros países....




Ermida de Nossa Sr. de Aracelis

Local de culto desde tempos antigos a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis está edificada numa elevação isolada no meio da vasta planície (276m). Denominada por “Altar dos Céus” esta ermida, segundo a...



Azenhas

Situadas a montante de Mértola, as azenhas do Guadiana aproveitaram, durante séculos, as correntezas vindas de norte para transformar o cereal em farinha. Depois de perderem o seu papel principal...




Mina de S. Domingos

Com a redescoberta da Mina em 1854, por Nicolau Biava e o início da exploração em 1857, a empresa proprietária da Mina La Sabina concede os direitos de exploração à empresa Mason and Barry, que...




Convento de S. Francisco

Edificado no século XVII, por iniciativa do cónego Diogo Nunes de Figueira Negreiros, o convento de S. Francisco de Mértola situa-se a sul da Vila numa elevação rochosa, com uma vista deslumbrante...




Torre do Relógio

Construída em finais do século XVI, princípio do século seguinte, num dos torreões da muralha a Torre do Relógio de Mértola começou, provavelmente, a funcionar em 1593, data inscrita no sino. A...




Torre Couraça

Edificada em época romana, a Torre Couraça tem ao longo dos séculos resistido a muitas cheias do Guadiana. Esta edificação permitiu aos habitantes de Mértola o acesso à água e a defesa do porto em...




Antiga Mesquita/Igreja Matriz de Mértola

A mesquita data do Séc. XII tendo a sua construção incorporado elementos de construções anteriores, nomeadamente de época romana. Com a reconquista foi consagrada ao culto cristão mantendo a...




Castelo

Assente em estruturas muito antigas o Castelo de Mértola foi edificado já em época cristã, tendo ao longo da História sido alvo de muitas transformações e obras de recuperação. A Torre de Menagem...


 

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Concelho de Moura
O concelho tem dois monumentos nacionais (a Igreja de São João Batista, em Moura, e a Igreja Matriz de Santo Aleixo), além de um apreciável conjunto de imóveis e conjuntos classificados (Quartéis, Igreja de São Pedro, Mouraria, Anta da Negrita etc.).

O visitante pode ter a noção perfeita da história de cidade e do concelho num percurso pelo património e pela história locais.

Para além do património histórico e cultural merecem a atenção dos visitantes as paisagens do concelho e a presença do grande lago de Alqueva.

O Museu de Moura

O espólio do Museu Municipal é eminentemente arqueológico, resultante de prospecções arqueológicas levadas a cabo em zonas como o Castelo de Moura, com o apoio da Câmara Municipal de Moura.

Doações e vários achados ocasionais, têm enriquecido o espólio do museu, cuja colecção provém de todo o Concelho de Moura. A reflecte bem a ocupação humana no Concelho ao longo dos tempos.

São de destacar as peças da Idade do Ferro, a colecção de peças romanas, as lápides islâmicas, as cerâmicas modernas e um espólio de armaria que inclui punhais dos séculos XVI e XVII.

PERCURSOS

Cidade

Cidade de contrastes, nas ruas de Moura confrontam-se igrejas majestosas e discretas capelas, as casas brancas da arquitectura popular e uma menos discreta presença de palácios aristocráticos.

A imagem da cidade é forte e o seu carácter mediterrânico é sublinhado por uma população que faz da rua e do encontro nos espaços públicos uma das características mais marcantes da cidade.

É também essa permanente disponibilidade dos mourenses para o convívio que anima cafés e tabernas ao fim do dia, e que dá força a um cante alentejano que tem nesta terra grandes intérpretes.


Concelho

Para além de Moura, sete localidades, Amareleja, Safara, Sobral da Adiça, Póvoa de São Miguel, Santo Aleixo da Restauração, Santo Amador e Estrela, dão corpo e alma ao concelho.

São sítios bem distintos, de personalidade própria. Envolvem-nos as oliveiras, que são imagem de marca do concelho. Nas suas imediações, ou cruzando-as, há rios, onde se pesca. Os campos são ainda terreno de caça ou, onde tal é possível, de passeio.

Produtos Tradicionais

Gastronomia

O ritmo da vida, ainda hoje marcado pelas estações agrícolas, é tão antigo como o próprio concelho.
As quatro estações do ano conhecem ainda uma sequência com poucas alterações.
Não se perdeu, assim, a arte de fazer os excelentes queijos, a doçaria, os enchidos, os vinhos e azeites que são motivo de orgulho para o concelho de Moura.

Artesanato

A Câmara de Moura lançou recentemente um programa de fomento das actividades artesanais.
Trata-se de uma forma de incentivar formas e saberes hoje menos habituais. As cadeiras de buinho, o ferro forjado, os trabalhos em xisto, a cestaria e a latoaria encontrarão nesta iniciativa novas formas de incentivo.
A partir de 2010, o histórico edifício dos Quartéis albergará espaços de promoção de artesanato. Juntar-se-ão num mesmo local o património histórico de raiz vernacular e o trabalho dos nossos artesãos.


(in MOURA TURISMO)

 

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Concelho de Odemira


Odemira, “O Alentejo num só concelho”.

No coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Odemira afirma-se como o maior concelho do país, onde é fácil encontrar diversidade ambiental e paisagística.


Por estas paragens é possível encontrar o mar, as praias urbanas e naturistas, o rio, as barragens, a serra, a planície, enfim, algumas das mais belas naturezas protegidas do nosso país.


Para Visitar Odemira, saiba como chegar, sobre o alojamento local, conheça os nossos postos de turismo e informe-se sobre a animação turística local e as opções de praia e campo que pode desfrutar.


Odemira é Sudoeste Alentejano, é Parque Natural, é diversidade ambiental e como tal, oferece espaços verdes, com amplo destaque para o parque das águas.


Outros lugares de interesse relevante são os portinhos de pesca e outros lugares de encantar.


Por cá também acontecem diversas festas e festivais e pode saborear os produtos genuínos do mar e da terra, numa gastronomia rica e variada, onde não faltam o peixe fresco, os mariscos, o vinho e as azeitonas. Também as pessoas lhe dão boas razões para se sentir em casa…ou não fossemos alentejanos!

Odemira, um concelho “a visitar”!



 

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Concelho de Ourique
Locais a Visitar
CASTELO DE OURIQUE
A edificação do Castelo de Ourique, estrutura militar lendária e que ainda hoje preenche memórias, deve-se aos muçulmanos. Este castelo terá, com toda a probabilidade, alternado várias vezes entre o Crescente e a Cruz, consoante a sorte de armas. Nos tempos da reconquista teria um papel essencialmente de atalaia defensiva, tendo como guarda avançada o Castro da Cola. Uma das referências mais importantes ao Castelo de Ourique é feita pelo cronista árabe Ahmed Benmohmed Arrazi que, no século X, se lhe refere como um dos mais fortes do termo de Beja.


IGREJA MATRIZ DE OURIQUE
Templo de arquitectura maneirista, barroca e rococó, foi reconstruída no séc. XVIII a mando de D. João V.
Destaque para a elegância da sua fachada principal, com trabalhos de argamassa de feição rococó.
No seu interior o Barroco afirma-se já plenamente pujante nas grandes estruturas de talha dourada e policromada que extravasam dos retábulos, prolongando-se pelo arco triunfal, cornijas e sanefas. Na frontaria, de remate delicadamente rococó, sobressai a composição assimétrica das armas reais, dialogando com a traça das torres sineiras, tão amplamente utilizada no mesmo período estilístico.


IGREJA DA MISERICÓRDIA
(Praça D. Dinis)

Construída no séc. XVI, possui um conjunto de portais de grande depuração classicizante, que denotam a poderosa influência da tratadística italiana. O portal localizado à esquerda apresenta verga recta adintelada assente em pilastras toscanas e é precedido por dois degraus.
O portal da direita evidencia a inscrição "TOS.OS OS O QvVERDES SE DE VIDE AS AGOAS P O HOI CHI MIDO" (“Todos os que houverdes sede vinde às águas”).


TORRE DO RELÓGIO
(Praça D. Dinis)

Construída em meados do séc. XIX, esta torre sineira tem uma planta quadrangular, coberta por cúpula escalonada e bolbosa, rematada por um cata-vento de ferro com a forma de bandeira.
É formada por dois pisos separados por cornija de argamassa e enquadrados por pilastras. O piso superior é rasgado por olhal em arco de volta perfeita. No alçado principal, rasga-se a porta de acesso. No piso superior, de frente para a Praça, destaca-se o mostrador quadrangular do relógio, de cantaria, com numeração árabe e ponteiros de metal.

IGREJA MATRIZ DE GARVÃO
(Garvão - Largo da Igreja)

Construída no séc. XVI, de arquitectura manuelina, tem uma planta longitudinal, característica dos pequenos templos edificados no Baixo Alentejo durante o reinado de D. Manuel I.
Destaca-se a qualidade plástica do seu portal principal e as abóbadas de cruzaria de ogivas com chaves e mísulas de cantaria, de requintado lavor, numa das quais se insere, em sítio bem visível, a cruz da Ordem de Santiago.


IGREJA DE SÃO ROMÃO
(Adro da Igreja, São Romão)

Igreja de peregrinação, construída provavelmente no séc. XVIII.
Nos inícios do séc. XIV, D. Vataça Lescaris, princesa de origem bizantina é donatária do termo de Panóias e oferece as relíquias osteológicas que existem na ermida.
Templo barroco, possui uma só nave e capela-mor, totalmente abobadada, com sacristia adossada e o seu alçado principal corresponde a uma variante habitual nos santuários de peregrinação do Baixo Alentejo que ascende aos finais da Idade Média.
A capela-mor é integralmente decorada em talha dourada e policromada de grande qualidade plástica. A sua sumptuosidade contrasta fortemente com o total despojamento do edifício, que constitui uma caixa rectangular, de tradição popular. A presença de armários-relicário integrados no retábulo e a existência de uma pequena cripta com acesso pela mesa de altar são aspectos que individualizam este imóvel.

CIRCUITO ARQUEOLÓGICO DO CASTRO DA COLA
O Castro da Cola fica junto da ribeira do Marchicão e próximo do rio Mira, e começou a ser ocupado nos inícios da Idade do Bronze. Classificado como Monumento Nacional, o seu dispositivo defensivo completava-se por cercas muralhadas, das quais ainda existem vestígios. Integra-se no Circuito Arqueológico do Castro da Cola, constituído por vários monumentos megalíticos, povoados calcolíticos e necrópoles das Idades do Bronze e do Ferro.


Mais informação sobre o Castro da Cola


SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DA COLA
Igreja de Nossa Senhora da Cola

Construída em inícios do séc. XVII, no séc. XVIII viu ser construído o retábulo do altar-mor e no séc. XIX foi ampliada com acrescento do nártex, torres sineiras e retábulos laterais. Singulariza-se pela sua escala e monumentalidade, dentro da tipologia habitual nos santuários de peregrinação do Alentejo. Apresenta uma planta longitudinal, enquadrada por duas torres sineiras, nave e capela-mor mais estreita, a que se adossa à esquerda a sacristia, uma dependência de acesso ao púlpito. No interior, arco triunfal de volta perfeita, com acesso por degrau, revestido por painéis de talha dourada e policromada, encimado pelas armas reais. A Capela-mor é coberta por abóbada de berço que arranca de cornija, sendo o retábulo-mor de talha dourada e policromada com tribuna e trono; o conjunto é enquadrado por duas colunas de cada lado, com dois painéis representando a "Anunciação " e a " Adoração dos Pastores ".
Este santuário foi desde muito cedo um dos lugares de peregrinação mais importantes do Baixo Alentejo. No início do séc. XVIII, temos a informação de que a sua Romaria era já a mais importante, sendo organizada pelos grandes proprietários da região.
Romaria anual a 8 de Setembro.

CERRO DO CASTELO/FORTE DE GARVÃO
O Cerro do Castelo de Garvão teve ocupação humana pelo menos desde o Bronze final, tendo aí sido encontrados muitos vestígios de romanização e ocupação continuada durante o período árabe. A vila medieval desenvolveu-se nas suas encostas Sul e Este.
Na vertente do lado nascente, foi encontrado um importante depósito secundário de oferendas e ex-votos, constituído na 2ª metade do séc. III a.C., certamente incluído numa estrutura de carácter religioso mais complexa.
A existência de inúmeras placas oculadas em ouro e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profilácticos nas doenças de olhos; as peças utilitárias podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem ter sido usadas para libações ou como queimadores ou lucernas.
Este depósito votivo foi constituído numa fossa artificial talhada na rocha e foi intencionalmente coberto por grande número de peças fragmentadas misturadas com grandes blocos de quartzo e terra. Na base assentava uma caixa com um crânio humano com indícios de trepanação, rodeado por ossos de animais e fragmentos de cerâmica pisados. Sobre ela assentavam grandes vasos cerâmicos, cheios de outros recipientes menores alguns contendo pequenos objectos em cerâmica, ouro, prata, vidro, coralina e bronze; os espaços entre eles era ocupado por outros recipientes menores

 

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Concelho de Serpa
Serpa integra a Região de Turismo Planície Dourada (www.rt-planiciedourada.pt) e os Itinerários de Turismo Cultural "Terras da Moura Encantada" e "Rota do Manuelino", promovidos pelo Programa de Incremento do Turismo Cultural (Direcção-Geral do Turismo) em parceria com a organização internacional "Museu sem Fronteiras". Estes itinerários convidam o público a viajar pelo país para conhecer, nos seus contextos originais, os mais importantes monumentos, conjuntos arquitectónicos, sítios arqueológicos e museus.
O concelho é detentor de um conjunto ímpar de valores naturais mas, até à data, apenas uma parte do seu termo está inserida numa área protegida – o Parque Natural do Vale do Guadiana, criado em 1995.
Com um clima mediterrânico, a tender para o semi-árido, a região tem verões secos e quentes com temperaturas médias de 25º, mas em que a temperatura máxima pode ultrapassar os 40ºC. Os invernos apresentam temperaturas médias de 8º, com temperaturas mínimas frequentemente negativas. A precipitação é fraca e em média não ultrapassa os 400mm, concentrada nos meses de Novembro a Janeiro. A insolação é elevada, com valores médios anuais entre 3000 a 3100 horas.
No que toca às principais acessibilidades, a sede do concelho e dois dos aglomerados de maior dimensão (Vila Nova de S. Bento e Vila Verde de Ficalho) são atravessados no sentido Oeste-Este pelo IP8 (coincidente com a EN260), que divide o concelho praticamente ao meio.
A ligação aos outros concelhos da Margem Esquerda, é feita, para Norte, na direcção de Moura pela EN255, e, para Sul, na direcção de Mértola pela EN265.

Lazer

As terras de Serpa, pela sua pureza ambiental, garantem a tranquilidade do lazer. A interioridade, que as distancia das grandes urbes e zonas industriais, e o baixo índice demográfico, mantiveram-nas como espaços onde a natureza permaneceu quase incólume.
A vastidão transparente dos seus horizontes, o mar ondulante das searas, o silêncio repousante dos "montados", a sua serra salpicada de roxo, branco e amarelo pelas flores do rosmaninho, da esteva e da giesta, os campos de pousio atapetados a perder de vista por malmequeres, o dourado estival dos seus campos, os seus cursos de água, convidam a férias ao ar livre, ao retempero do corpo e do espírito.
Não faltam, pois, propostas para caminhadas e passeios de bicicleta em ambientes naturais Entre muitas outras possibilidades, o roteiro "Planície Dourada – Percursos na Natureza" apresenta duas sugestões de percursos por terras do concelho, a saber: o percurso "Vila Verde de Ficalho", por entre montado, olival, culturas de sequeiro, vegetação ribeirinha e matos mediterrânicos, e o percurso "Cabeceiras de Vale Queimado", marcado pela paisagem de montado disperso e pousios-pastagem e pelo emblemático "Pulo do Lobo".
Para os praticantes da condução "todo-o-terreno" não faltam percursos prenhes de sensações e emoções. Na sua diversidade, as terras ao redor de Serpa oferecem cambiantes de tal modo variadas que tornam possível um quase infindável leque de opções para um descontraído passeio fora de estrada.

António Catarino e Luís Ramos, no livro "Por esses campos fora", sugerem um trio de rotas, ricas na sua diversidade paisagistíca e com um reduzido grau de dificuldade no respeitante à destreza exigida.




Qualquer das sugestões propostas apresenta uma extensão idealizada para não tornar desgastante um percurso que se deseja descontraído e retemperador, afinal, a fórmula desejada para integrar, por exemplo, a "agenda" do fim-de-semana.
Como ocupações desportivas, há a pesca – ao barbo, à boga, ao achegã – nas correntes ou no remanso das águas límpidas dos seus rios. Mas também a caça faz de Serpa um local a reter nos roteiros cinegéticos nacionais: a lebre e a perdiz, na planície sem fim, o coelho, nos matos da serra, e os tordos e as rolas nas famosas "passagens". Para caça maior, podem os praticantes do desporto de Santo Huberto participar em montarias ao javali.
E porque não jogar ténis ou fazer natação nos modernos equipamentos desportivos de Serpa?
E se aproveitasse a visita para conhecer os museus e o antiquíssimo centro histórico de Serpa, resguardado por imponentes muralhas?
O "Guia Turístico da Planície Dourada" propõe um itinerário a pé pelo âmago da urbe, com passagem pelos monumentos e conjuntos patrimoniais mais significativos. Mas outras alternativas são possíveis, sendo certo que não ficará indiferente à sua história milenar, às suas tradições, à serena hospitalidade das suas gentes. Acreditamos que irá despedir-se de Serpa com vontade de voltar.





 

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Concelho de Vidigueira

Um pouco por todo o munícipio encontram-se vários pontos de interesse que vale a pena conhecer. Os vestígios arqueológicos de S. Cucufate ou as Antas de Corte Serrão perto de Marmelar fazem parte de várias rotas turísticas. Estes percursos reunem o que de melhor há na região, para dar a conhecer os valores históricos, naturais e humanos da Vidigueira.


Rota do Fresco

Um dos valores históricos importantes na região são os exemplos de pinturas murais que ainda sobrevivem em igrejas e outros edifícios. O percurso da Rota dos Frescos traça caminhos por entre a planície, passando pelos concelhos de Cuba, Alvito, Portel até à Vidigueira.

Rota do Património
Aninhados no seio das localidades do concelho podem ser encontrados alguns dos monumentos mais importantes da região. Esta rota proporciona um passeio inesquecível desde a Ermida de Santa Clara, um dos testemunhos da constante influência da fé cristã na região, até aos vestígios mais antigos de civilização, como as Antas de Corte Serrão.

Rota do Pão e do Vinho
A região vitivinícola serve de mapa para um roteiro que atravessa a planície entre os concelhos de Cuba, Alvito, Ferreira do Alentejo até à Vidigueira. Um percurso ideal para ficar a conhecer o que de melhor se produz na região, uma combinação perfeita entre os excelentes vinhos, o pão e a gastronomia alentejana.

Rota da Natureza
A localização privilegiada do concelho da Vidigueira contribui para um passeio inesquecível. A sua diversidade paisagística assenta na transição entre o Vale do Guadiana, a estepe cerealífera e as encostas sul da Serra do Mendro. Um roteiro que se estende entre as paisagens contrastantes do rio, da planície e da serra.

Rota do Guadiana
O rio deixa a sua marca ao longo das terras da Vidigueira em direcção ao sul. A barragem do Alqueva, dinamizador económico da região, veio alterar a paisagem milenar. Esta rota inclui um passeio de barco, subindo o rio enquanto se atravessa o vale do Guadiana. Oportunidade para conhecer os cursos de água da região em comunhão com a natureza.


 

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