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Braga

Braga situa-se no coração da verdejante região do Minho, no Noroeste de Portugal, rodeada por uma paisagem de montes ondulantes e florestas. A cidade, um dos maiores centros religiosos de Portugal, é reconhecida pelas suas igrejas barrocas, pelos esplêndidos solares do século XVIII e pelos belos parques e jardins. A parte antiga da cidade é solene, embora a indústria e o comércio tenham dado origem a um estilo de vida moderno, complementado pelas universidades locais, os restaurantes contemporâneos e os bares animados. Às quintas-feiras de manhã, Braga acolhe o maior mercado da região, com bancas que vendem de tudo um pouco, desde produtos frescos a cerâmicas tradicionais.

A história da cidade reflecte-se nas inúmeras igrejas e monumentos, entre os quais se destacam a imponente Sé Catedral e a Igreja de Santa Cruz, datada do século XVII. Numa colina a cerca de 5 km a sudeste ergue-se o Santuário do Bom Jesus do Monte, um importante local de peregrinação. Por detrás, encontra-se o Monte do Sameiro, onde uma estátua colossal de Nossa Senhora vigia atenta a cidade. Nos arredores de Braga encontra-se a Citânia de Briteiros – um impressionante local arqueológico da Idade do Ferro.

Ao longo da costa de Esposende, Ofir e Apúlia encontrará belas praias. Todo o distrito é famoso pelas suas festividades e gastronomia, com receitas tradicionais que incluem bacalhau (cozinhado em centenas de formas distintas) e arroz de pato.
Locais a Visitar
Sé Catedral (Braga)
No centro histórico de Braga ergue-se a catedral mais antiga de Portugal, a Sé, que contém inúmeros tesouros de arte sacra. A construção teve início em 1070 e foi influenciada por diversos estilos, como o Gótico, o Renascimento e o Barroco. Os seus elementos mais relevantes são as torres sineiras e o tecto manuelino, bem como o altar esculpido e os órgãos barrocos. Os túmulos de Dom Henrique e Dona Teresa, pais do primeiro rei de Portugal, encontram-se na Capela dos Reis.

Santuário do Bom Jesus do Monte (Braga)
Este santuário é considerado um dos mais belos de Portugal. A igreja neoclássica, rodeada por magníficos jardins, foi projectada por Carlos Amarante em finais do século XVIII. A famosa escadaria barroca serpenteia até à igreja, com encantadoras fontes e estátuas ao longo do percurso. Os visitantes também podem optar por apanhar o funicular ou conduzir até ao topo para desfrutar do ambiente pacífico e das vistas esplêndidas.

Citânia de Briteiros (Briteiros)
Um dos locais arqueológicos mais bem preservados da região do Minho é a Citânia de Briteiros, os vestígios de um castro celto-ibérico que remonta a 300 a.C. Os arqueólogos descobriram as fundações de mais de 150 construções de pedra, estradas pavimentadas, currais e condutas de água. Duas das casas foram reconstruídas no local, e no Museu de Martins Sarmento, em Guimarães, encontram-se belas relíquias em exposição, incluindo peças de cerâmica pintada, pedras esculpidas, armas e joalharia.

Igreja de Santa Cruz (Braga)
A igreja de Santa Cruz, construída no século XVII, exibe uma intrincada fachada de pedra em estilo barroco maneirista. O interior elaborado inclui um órgão e púlpitos com talha dourada, uma nave muito alta e belíssimos painéis de azulejos.

Jardim de Santa Bárbara (Braga)
O Jardim de Santa Bárbara é um dos mais bonitos do país. Datada do século XVII, esta praceta ajardinada fica perto do antigo Palácio Episcopal e contém flores coloridas, plantas luxuriantes e belos arbustos esculpidos.

Ruínas romanas de Bracara Augusta (Braga)
As ruínas de Bracara Augusta, uma cidade fundada pelo Imperador Augusto entre 300 e 400 a.C., ainda hoje subsistem. Bracara Augusta tornou-se a capital romana do norte da Ibéria e foi posteriormente ocupada pelos Visigodos e Árabes. Desde a década de 1970, foram encetados esforços para preservar as estruturas do complexo arqueológico ainda remanescentes.

Guimarães

Situada no distrito de Braga, a pitoresca cidade de Guimarães é um dos mais importantes destinos históricos do país. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, escolheu esta antiga cidade romana como capital do Reino de Portugal após a sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Conhecida como “Berço da Nação”, Guimarães é um local fascinante para visitar, com o seu orgulhoso castelo e bem preservado bairro medieval. A cidade foi classificada como Património Mundial pela UNESCO em 2001.

Esta encantadora cidade histórica é um labirinto de vielas sinuosas ladeadas por casas antigas decoradas com estatuária que conduzem à bela praça principal, o Largo da Oliveira, e ao antigo Palácio Ducal. A melhor altura para apreciar o ambiente medieval de Guimarães é a primeira semana de Agosto, durante a qual se celebram anualmente as Festas Gualterianas (realizadas desde 1452), com um importante mercado de artesanato de estilo medieval, feira de artes e animado desfile de trajos antigos.

Guimarães irá ser a Capital Europeia da Cultura em 2012, celebrando o evento com uma grande variedade de espectáculos, eventos e exposições.
Locais a Visitar
Castelo de Guimarães
A imponente torre de menagem do castelo de Guimarães domina todo o horizonte. Este castelo em forma de escudo foi construído no século X para proteger a cidade dos invasores e ampliado no século XII, passando a ser usado como arsenal e palácio. Segundo a lenda, o primeiro rei de Portugal nasceu aqui. Os visitantes podem caminhar ao longo das muralhas do castelo e visitar a pequena capela românica de São Miguel. Em 1910, o castelo foi classificado como monumento nacional.

Paço Ducal
O Palácio Ducal exibe invulgares influências arquitectónicas do Norte da Europa. Construído no século XV pelo primeiro Duque de Bragança, este impressionante edifício acabou por ser abandonado e cair em ruína, tendo sido restaurado durante a ditadura de Salazar. O museu e as salas principais abrigam belas peças de mobiliário renascentistas, soberbas tapeçarias flamengas e tapetes persas. O Palácio está classificado como monumento nacional e é hoje usado como residência oficial do Presidente da República.

Mosteiro de Nossa Senhora da Oliveira
A igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Oliveira foi fundada por D. Afonso Henriques e restaurada no reinado de D. João I para comemorar a sua vitória na Batalha de Aljubarrota, em 1385. Famosa pela torre em ornamentado estilo Manuelino, a igreja é também conhecida por uma curiosa lenda local segundo a qual teria sido plantada à sua frente uma oliveira para fornecer de azeite as lâmpadas de altar. Contudo, a árvore acabou por secar e morrer. Mais tarde, um comerciante colocou uma cruz no local e a oliveira regressou milagrosamente à vida! Infelizmente, a oliveira actualmente situada no local não é a original.

Museu de Alberto Sampaio
O Museu de Alberto Sampaio preserva uma das mais valiosas colecções de arte sacra, azulejos, prataria e escultura do país. São de particular interesse a túnica em cota de malha supostamente usada pelo Rei D. João I na Batalha de Aljubarrota e um tríptico em prata representando a Visitação, a Anunciação e o Nascimento de Cristo.

Teleférico da Penha
O Monte da Penha oferece aos visitantes soberbas vistas panorâmicas sobre Guimarães. Para aí chegar, estes poderão tomar o teleférico, que proporciona não só uma cómoda alternativa aos transportes rodoviários como oferece uma bonita vista aérea da cidade.

Barcelos

Situada a norte do Porto, a cidade de Barcelos é conhecida pelas suas cerâmicas artesanais, especialmente pelo Galo de Barcelos – um colorido galo considerado um ícone nacional e muitas vezes usado como símbolo de Portugal. A cidade medieval fortificada estende-se numa colina acima do rio Cavado, e as suas ruas encantadoras são ladeadas por casas barrocas.

A feira no Campo da República, que se realiza todas as quintas-feiras, atrai compradores e visitantes de toda a região. A Feira de Barcelos é um evento essencialmente rural, com bancas de fruta e legumes sazonais, queijos caseiros e bonitas peças de cerâmica, bem como todo o tipo de artesanato, em que o protagonista é naturalmente o galo de Barcelos.

Entre outras atracções locais incluem-se a Igreja de Nossa Senhora do Terço, o Centro de Artesanato de Barcelos e as ruínas do Paço dos Duques de Bragança, datado do século XV, que foram convertidas num museu arqueológico ao ar livre. Este local também exibe um cruzeiro que descreve a história do Galo de Barcelos.

A lenda do Galo de Barcelos
Segundo a lenda, foi cometido um crime em Barcelos e os habitantes locais estavam receosos, pois o culpado ainda não tinha sido descoberto. Um dia, um peregrino galego chegou à cidade e, como era um desconhecido, tornou-se um suspeito. As autoridades decidiram prendê-lo, apesar deste reclamar a sua inocência. Ninguém acreditou que este estranho estaria a caminho de Santiago de Compostela.

O peregrino foi condenado à morte por enforcamento, mas antes da sua execução, o galego pediu para ver o juiz que o havia condenado. Quando chegou à casa do juiz, este estava num banquete com os seus amigos. O peregrino declarou novamente a sua inocência e, perante a descrença de todos os presentes, ele apontou para o galo assado que se encontrava em cima da mesa e disse: “Se eu for inocente, este galo irá cantar três vezes.”

O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava prestes a ser enforcado, o galo ergueu-se e cantou três vezes. O juiz ficou tão assombrado por este milagre que libertou o peregrino. Alguns anos depois, o peregrino regressou a Barcelos e fez erguer um monumento em louvor à Virgem Maria e a São Tiago.

Desde então, os coloridos galos de cerâmica têm sido vendidos por todo o país como símbolo de boa sorte.(+)

 

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Concelho de Amares
Património

Casa da Tapada (I.I.P.)– Fiscal
Mosteiro e Pousada de Santa Maria de Bouro (I.I.P.) – Bouro Sta. Maria
Mosteiro de St. André de Rendufe (I.I.P.) – Rendufe
Ponte de Prozelo ou Ponte do Porto (M.N.)(Medieval) – Prozelo
Ponte de Rodas (M.N.)(Medieval) – Caldelas
Santuário de Nossa Sra. da Abadia, Abadia – Bouro Sta. Maria

Turismo e Natureza

Miradouros
Monte de S. Pedro Fins - Amares


Monte de N.ª S.ª da Paz - Amares
Monte de S. Miguel-o-Anjo - Bouro St.ª Maria

Espaços de Lazer - Natureza

Abadia - Bouro St.ª Maria
Rio Cávado
Rio Homem
Parque de Merendas dos Quatro Caminhos - Bouro St.ª Maria
Piscina de Caldelas - Caldelas

Artesanato

O Artesanato conquista, já, um lugar de destaque no concelho de Amares. Melhorada a qualidade, dimensionou-se para uma maior afirmação e agressividade no mercado. Os artesãos com formação específica, dedicam-se, inteiramente, aos seus trabalhos, como acontece com artífices do Ferro Forjado e Bordados em Linho, estes últimos, com larga tradição em Amares.

Gastronomia

Classificada como “Património Nacional", a gastronomia surge, desta forma, como um marco diferenciador da herança cultural de um povo e no caso de Amares, estritamente ligada à riqueza e tradições rurais.
Viaje nos sabores e maravilhosos aromas de pratos tradicionalmente confeccionados com toda a delicadeza e minúcia, que se adaptam ao longo das estações do ano e, em consequência, dos produtos que a natureza dá.
Depois de um passeio, para abrir o apetite por terras de D. Gualdim e Sá de Miranda, irá sentir o aconchego bem típico das gentes minhotas, e usufruir de um vasto cardápio de paladar caseiro e gostoso que compreende, entre outras, as seguintes sugestões: papas de sarrabulho, rojões à “Minhota", cozido à “Portuguesa", arroz de pato, bacalhau à “Abadia", pastéis de bacalhau, pataniscas de bacalhau, perna de porco assada no forno, cabrito assado no forno, leitão assado no forno, vitela assada e arroz “pica no chão". Para sobremesa, o concelho de Amares propõe: leite creme queimado, pudim de laranja, arroz doce, mexidos ou formigos, rabanadas, pêras bêbedas, bolo rei, pão de ló, os doces de laranja e de romaria e a suculenta laranja ao natural, entre outras sugestões.
Por todo o Concelho, pode encontrar vários Restaurantes com estas e outras iguarias.

 

 

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Concelho de Barcelos

7 Maravilhas de Barcelos

Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz (Barcelos)

Em 1504 foram reconhecidas umas cruzes no chão do Campo da Feira, dando-se origem ao celebrado Milagre das Cruzes. No mesmo ano foi ali erguida uma pequena capela e no ano seguinte foi lá colocada a imagem do Senhor da Cruz. Entre 1705 e 1710 foi construído o actual templo, o qual apresenta uma planta cruciforme em campo redondo. Destacam-se os elementos decorativos barrocos ali patentes, casos da azulejaria, da talha e da pintura.


Santuário de Nossa Senhora da Aparecida (Balugães)

Nos inícios do século XVIII apareceu a João Mudo, neste local, Nossa Senhora. A primitiva capela foi então construída sobre o penedo onde se processou a aparição, tendo-se depois construído, ainda no mesmo século um templo mais dimensionado.


Paço dos Condes de Barcelos ( Barcelos )

Este palácio foi construído nos inícios do século XV e serviu de habitação aos Condes de Barcelos. É um interessante elemento da arquitectura senhorial portuguesa deste período, já que teve como modelo as residências palacianas inglesas daquele tempo. Aqui funciona, desde 1920, o Museu Arqueológico de Barcelos.

Igreja Matriz de Barcelos ( Barcelos )

A Igreja Matriz de Barcelos é um templo gótico construído durante o século XIV, ampliando o anterior edifício românico. Foi alvo de sucessivas beneficiações, contando-se como mais importante a ocorrida durante o século XVIII, quando se procedeu ao revestimento das paredes com azulejos e a colocação de talha nos altares laterais, com especial destaque para o Altar do Santíssimo.

Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva ( Abade de Neiva )

Este templo teria sido iniciado em meados do século XII, com patrocínio da Rainha D. Mafalda, mas é bem possível que a estrutura actual date dos finais do século XIII, durante o reinado de D. Dinis, por apresentar fortes elementos de arquitectura gótica, mas com grande influência dos temas românicos.


Convento de Vilar de Frades ( Areias de Vilar )

Este grandioso exemplar da arquitectura conventual Manuelina e Maneirista, apresenta elementos do primitivo templo românico na porta da torre sul. Foi edificado no século XII, ampliado no século XV e remodelado no século XVIII.


Balneário da Pena Grande ( Galegos Santa Maria)

O Balneário do Castro da Pena Grande é um monumento que servia para banhos de vapor durante a Idade do Ferro e princípio da Romanização. A sua função estaria associada ao culto das águas. Nas imediações acha-se o pequeno povoado castrejo.


IN http://www.7maravilhas.maisbarcelos.pt

 

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Concelho de Braga
Bom Jesus, Sameiro e Falperra, o Centro Histórico são pontos que, pela sua intrínseca devoção e beleza, se impõem como marcos de obrigatória referência e visita turística de Braga. Damos-lhe a conhecer alguns dos mais importantes locais de visita obrigatória.
Ao longo dos séculos os eventos em Braga foram profundamente marcados pela música popular, folclore e música religiosa ou Sacra, entre outros. Não deixe de participar nestas festas e romarias de alegria.
A gastronomia bracarense é um festival de sabores e perfumes subtis a culinária minhota, produto de experiências seculares de mãos anónimas, da valorização sábia dos frutos da terra, da imaginação colectiva.
O Minho é sobretudo bacalhoeiro.
O artesanato bracarense e os objectos de arte sacra são já conhecidos internacionalmente.
São artigos tradicionais que facilmente se encontram nas ruas, ruelas ou nas zonas rurais das imediações.

A cidade de Braga
Talvez o principal centro religioso do país, é conhecida pelas suas igrejas barrocas, esplêndidas casas do século XVIII, jardins e parques elaborados.
Conhecida no tempo dos romanos como Bracara Augusta e sede do episcopado português no século XII.
A longa história de Braga é visível nos seus monumentos e igrejas, a igreja mais imponente é a Sé, que exibe vários estilos, do romano ao barroco, orgulhando-se também das esplêndidas casas, particularmente do século XVIII.
Progressivamente, iremos acrescentar novos locais a visitar, incluídos na Arquitectura Religiosa, Arquitectura Civil e Património Arqueológico, bem como novas categorias, Arquitectura Contemporânea, Arquitectura Militar e Espaços Urbanos.



Em termos arqueológicos, encontra-se na cidade, entre outros:

Fonte do Ídolo
A Fonte do Ídolo é um monumento romano da cidade, localiza-se na Rua do Raio, na zona central da cidade.
Possivelmente construída no século I dC, A Fonte do Ídolo consiste de uma fonte de água com inscrições e figuras esculpidas em um afloramento natural de granito. Uma inscrição indica que um tal Célico Fronto, natural de Arcóbriga, mandou fazer o monumento. Perto dessa inscrição se encontra uma figura vestida com uma toga, que poderia representar o dedicante. Ao lado, sobre a fonte d'água, se encontra outra figura esculpida: um busto, erodido, dentro de um nicho de perfil clássico com uma figura de uma pomba no frontão. Perto dessa figura se encontra outra inscrição com o nome do dedicante e o nome da divindade Tongoenabiago, que provavelmente é representada pela figura do nicho. Perto da fonte se encontraram vestígios arquitectónicos que indicam que o santuário pode ter sido parte de um templo.

Termas Romanas
As Termas Romanas do Alto da Cividade ficam situadas na freguesia de Cividade.
Em 1977, escavações efectuadas na colina da Cividade de Cima, puseram a descoberto as ruínas dumas termas públicas junto ao Forum da antiga cidade romana, situado, segundo a tradição, no actual Largo de Paulo Orósio. As termas públicas eram vastos edifícios preparados para proporcionar aos habitantes ou visitantes da cidade a possibilidade de tomar o seu banho de acordo com as regras prescritas pela medicina da época. Segundo estas, o banhista devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns exercícios de ginástica, desporto ou luta livre. Entrava depois numa sala muito aquecida, o sudatório, onde transpirava abundantemente. Passava então ao caledário, sala ainda aquecida, onde podia lavar-se e retirar os restos de óleo. Depois de uma curta passagem pelo tepidário, mergulhava na piscina do frigidário, cuja água gelada lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos aromáticos.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850 m2. Estas termas eram, todavia, mais vastas, como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina a sul, separados do restante corpo do edifício por um estreito corredor. Foram construídas nos finais do século I, restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos. Nos finais do século III, o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.

 

 

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Concelho de Cabeceiras de Basto
Locais Turísticos


O concelho de Cabaceiras de Basto possui grandes potencialidades paisagísticas, sobretudo, pela Serra da Cabreira, cujos miradouros proporcionam belíssimas vistas sobre a paisagem, resultando, principalmente, da diversidade geomorfológica do território.
É certo que da paisagem natural já pouco resta. A ocupação humana, ligada às necessidades de sobrevivência dos povos que se foram fixando, induziu profundas alterações visando um aproveitamento das condições naturais para a produção agrícola, através do socalcamento das vertentes.
Simultaneamente, os pequenos aluviões associados às bacias dos principais rios da região (rio Tâmega e afluentes como o rio Peio, Ouro e ribeira de Cavez) foram igualmente adaptados para a prática da actividade agrícola.

Relativamente à paisagem florestal introduziram-se novas espécies da flora continental, atlântica e mediterrânea, que aqui encontraram condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A oliveira e o sobreiro ocupam as meias encostas em paralelo com a vinha de enforcado, que se estende até aos terrenos de várzea junto às leiras cultivadas e em associação com as árvores de fruteiras e outras, que lhe servem de tutor: choupos, plátanos, macieiras, laranjeiras, pereiras, etc.

O pinheiro bravo veio substituir em parte o carvalho, o castanheiro, o medronheiro, a madressilva, a carqueja e o tojo que outrora dominavam as áreas serranas.
Actualmente a floresta do concelho caracteriza-se pelo predomínio de povoamentos puros de pinheiro bravo. No entanto, esta floresta tem vindo a desaparecer pois os incêndios teimam em destrui-la.
Pelo conjunto de vegetação, onde subsistem espécies botânicas da flora silvestre e espécies de fauna que ocupam toda a Serra da Cabreira (freguesias de Abadim, Bucos, Cabeceiras de Basto, Riodouro, Vilar de Cunhas e Gondiães) fazem dela um local de elevado valor paisagístico.

Estas áreas de montanha reúnem condições para a prática de montanhismo e possuem miradouros naturais nos lugares de Chacim, Samão, Cunhas, Leiradas, Vilar e Uz.
Citam-se ainda os parques de merendas integrados na beleza paisagística da Serra da Cabreira que permitem gozar de verdadeiros momentos de lazer. Presentemente existem cinco parques de merenda: o de Moinhos de Rei, o da Ponte da Víbora, o da Veiga, o de Magusteiro e o de Vinha de Mouros. Constituídos por extensas alamedas de árvores frondosas, mesas de pedra sob refrescantes sombras, estes parques oferecem áreas aprazíveis para o recreio e lazer.

A área de lazer de Moinhos de Rei proporciona aos seus visitantes, para além do usufruto do parque de merendas, um posto de fomento cinegético (com perdizes e codornizes), um cercado de veados, que visa a reintrodução do veado na Serra da Cabreira, um circuito hípico, um posto de venda de artesanato em Travassô e, obviamente, tratando-se de uma zona de montanha, vários locais com vistas panorâmicas.
A área de Vinha de Mouros proporciona aos seus visitantes não só o lazer (parque de merendas, parque infantil, mini-golfe, exposição de animais de montanha) como também fomenta a prática desportiva possuindo circuitos de manutenção e um polidesportivo.

Na Serra existem ainda trilhos pedestres e percursos de BTT, que permitem descobrir os segredos paisagísticos bem como as marcas da milenar cumplicidade com o Homem. Enunciam-se os percursos Samão - Uz - Gondiães, Abadim - Moinhos de Rei - Busteliberne - Agra, o do Alto dos Esporões, Formigueiro - Pisão - Moscoso, e o de Vila Boa - Moinhos de Rei - Serra da Maçã.

Os percursos enunciados permitem o contacto com as realidades minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas, as aldeias tradicionais, bem como com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente distintas.

A pastorícia foi, e ainda é, pelo menos para algumas comunidades locais, uma actividade importante. Geralmente, é nas áreas de maior altitude (montanha) ocupadas por matos, que os efectivos pecuários, principalmente caprinos, bovinos e ovinos, pastam. Nas áreas mais baixas são mantidos, na maior parte das vezes, em pastagens cultivadas.

No âmbito da cinegética importa mencionar as Zonas de Caça Municipal de Cavez (criada em 2001) e Gondiães / Vilar de Cunhas (criada em 2002) e a Zona de Caça Associativa de Riodouro (criada em 2001) e de Bucos (criada em 2002). Está em estudo a Zona de Caça Associativa de Abadim .
Encontra-se, ainda, instituída na área de Moinhos de Rei, uma reserva de caça integral, com uma área aproximada de 200 hectares, que inclui um posto de fomento cinegético, local onde se procede à criação de perdizes e coelhos, e um cercado de veados. O cercado de veados foi construído em 1990, com o objectivo de fomentar a reintrodução do veado na Serra da Cabreira. O posto de fomento cinegético foi construído em 1965 e teve como objectivo o repovoamento com perdizes.


 

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Concelho de Celorico de Basto

O concelho de Celorico de Basto possui um vasto património Histórico, Arquitectónico e Arqueológico do qual se destacam os seguintes elementos:

Castelo de Arnoia
Velho de muitos séculos, a localização deste castelo foi, como a de muitos outros, inspirada na ideia de construir torres defensivas em pontos do mais difícil acesso para os atacantes, colhendo assim, vantagem da configuração do terreno.
A data ou época da sua fundação perde-se na lonjura dos séculos. Supõe-se que foi D. Muninho Viegas, O Velho, quem o reconstruiu, depois de afastada uma das invasões de Almançôr.
O mistério da sua origem, a sua história tão obscura onde não brilha o clarão de qualquer narrativa épica (talvez por falta de cronista), são motivos, afinal, que só contribuem para o impor ao respeito das gerações. Que nos poderiam contar estas pedras venerandas?
Tomado e retomado em lances de heroísmo, manchadas as suas pedras de sangue romano e godo, árabe ou cristão, teria vivido horas altas de vitória e sentido a amargura das lágrimas da derrota.
Morador do senhor da Terra, detentor da autoridade, foi tribunal onde se fez justiça.
As suas muralhas foram refúgio de velhos, mulheres e crianças indefesas; celeiro onde se recolhia o trigo para que não caísse nas mãos do invasor e , cofre onde se guardavam os valores individuais, familiares e colectivos, inclusive os objectos sagrados.
Na hora do terrível assalto o castelo era o último refúgio, a única esperança de sobrevivência.
Na freguesia de Arnóia, sobre um cabeço em cujas faldas morou a velha sede da vila de Celorico de Basto, transferida em 1719 para Freixieiro, assenta este padrão militar, modesto por sua fábrica, mas bem merecedor de especial registo.


Um conjunto notável de Casas Solarengas
Mosteiro de Arnoia e a Igreja anexa
Igreja de S. Salvador de Ribas
Igreja de Veade

Quinta do Prado
Casa do Prado, uma “Jóia” em pleno centro de Celorico de Basto
Casa nobre do século XVIII, foi posteriormente remodelada no século XIX, apresentando um aprazível conjunto de lindíssimos jardins, dos mais belos desta vila. Foi propriedade inicial da família Pinto Dá Mesquita, tendo sido adquirida pela Câmara Municipal há alguns anos atrás, de modo a integrar um projecto de reabilitação urbana e cultural.
Construída, segundo os hábitos locais, de modo a tirar partido do forte desnível do terreno, apresenta diversas fachadas de configuração muito diferente, todas elas pintadas de amarelo. A norte, uma esplanada permite o acesso directo ao andar nobre, a sul, em nível inferior, ergue-se uma torre ameada (provavelmente do século XVIII), e voltada a leste, ergue-se a imponente fachada nobre (destaca-se, sobre a entrada, uma varanda corrida decorada com azulejos de excelente qualidade) aparentada com o estilo da “Antiga Casa Portuguesa” que o arquitecto Raul Lino desenvolveu na década de 1900, e que ilustra uma concepção de solar senhorial que não é próprio da região de Basto, mas que mais faz lembrar, as célebres casas nobres citadinas, onde se estabelecia uma ligação dos salões com os jardins, que eram célebres, numa associação de conforto e beleza.


Ponte de Arame de Lourido
Quem vier por Amarante, serpenteando a estrada por Codessoso até à Vila de Celorico, encontrará um desvio ao lado direito que dá acesso ao lugar de Lourido. Trata-se de uma pequena povoação situada na margem direita do rio Tâmega que pertence à freguesia de Arnoia. Já conheceu melhores dias. O encerramento da linha de caminho-de-ferro deixou a estação de Lourido abandonada e as populações, que deste meio se serviam para as suas deslocações para o exterior. Contra este isolamento sempre lutaram as populações do lugar que, ontem como hoje, encontram na ponte de arame sobre o rio Tâmega, o meio de passagem e contacto com a vizinha localidade de Rebordelo, do concelho de Amarante e localizada na outra margem do Tâmega.
Esta pitoresca ponte é constituída por cabos de arame entrançado e um estrado em madeira, suspensa sobre o rio Tâmega.
A sua travessia é, para os principiantes uma tremenda aventura. Apesar do seu ar frágil e balouçar de forma pronunciada, não há registo de nenhum acidente ou queda na ponte. Por ela passaram e passam, pessoas e gado, mercadorias, utensílios de lavoura e faz as delicias dos “motoqueiros” na actualidade.

 

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Concelho de Esposende
Percurso Pedonal pela cidade de Esposende, de dificuldade baixa e com uma distancia aproximada de 4 km

Cidade de Esposende

A elevação de Esposende a Vila remonta a 19 de Agosto de 1572, durante o reinado de D. Sebastião (1554-1578). Em 16 de Dezembro de 1886 adquiriu a categoria de julgado Municipal e em 27 de Outubro de 1898 a de Comarca Municipal. Foi após o período áureo da arte de marear, decorrido entre as centúrias de XIV e de XV, que Esposende conheceu o auge – entre os séculos XVI e XVIII – através do comércio marítimo e da construção naval.

Neste percurso pedonal pela cidade de Esposende, ficará a conhecer a sala de visitas do concelho de Esposende.

Este roteiro tem início no Largo Dr. Fonseca Lima, com uma visita ao Museu Municipal de Esposende que está instalado num edifício dos princípios do século XX, à época o Teatro-Club de Esposende, que saiu do traço do arquitecto Ventura Terra.

Ainda no Largo Dr. Fonseca Lima o busto de Henrique Medina, nome que está associado a Esposende em função das estadias do artista na aldeia de Goios, Marinhas.

O legado deste reconhecido pintor é grande, tendo materializado-se em Esposende na instalação e organização de um Atelier-Museu, em Góios, local onde fixara residência desde 1974 e acabaria por falecer aos 87 anos de idade.

No Largo Comandante Carlos de Oliveira Martins, fronteiro ao Dr. Fonseca Lima, a pequena capela do Senhor dos Aflitos.

A capela tem uma planta rectangular, com a fachada voltada a poente. A frontaria ostenta um frontão triangular, encimado por uma cruz trilobada assente num plinto. Os pináculos laterais são de base rectangular.

Após estas visitas, deslocando-nos através da Rua Barão de Esposende e do Largo Marquês do Pombal, chegamos a um outro largo, o do Pelourinho.

O pelourinho de Esposende terá tido lugar defronte da Câmara Municipal, até 1925, quando o estado de degradação em que se encontrava obrigou a que fosse reconstruído no local onde o pode agora observar. Trata-se de um interessante exemplar deste símbolo do poder concelhio.

Através da rua Narciso Ferreira, alcança-se o Largo Sacadura Cabral, local onde se implanta o edifício do antigo Grémio da Lavoura de Esposende. Esta casa datada do séc. XVIII, hoje em ruína, apresenta na sua fachada elementos compositivos de remate em cantaria bastante cuidados – cunhais, cornija e envasamento.

Da rua Dr. José Manuel Oliveira chega-se à Biblioteca Municipal.

Tendo como suporte físico a denominada Casa do Arco, a Biblioteca Municipal ocupa um conjunto de outros dois edifícios datáveis dos séculos XVI e XVIII. Aqui se guarda para consulta todo o acervo documental acerca da história e tradição deste concelho.

Quem ascende pela Rua da Senhora da Saúde, desde a Praça do Município, e ultrapassa a estrada Porto-Viana do Castelo (EN 13), repara num souto arborizado onde se implanta a Capela da Senhora da Saúde.

A actual capela da Senhora da Saúde é de finais do século XVIII. A frontaria é muito singela, simétrica e o branco da fachada contrasta com a cinza do granito das molduras e ângulos. Este pequeno santuário mariano consta de capela-mor, nave, coro e sacristia e é envolvido por um amplo adro vedado por um muro granítico e ponteado de frondosos plátanos.

Voltando ao centro da cidade através da rua da Senhora da Saúde, eis a Praça do Município.

A igreja da Misericórdia faz parte de um complexo de edifícios que inclui também a Casa da Misericórdia, cuja confraria foi instituída em 1595. O templo actual data de 1893, conforme uma inscrição existente no seu interior. No interior da Igreja da Misericórdia, está construída a Capela do Senhor dos Mareantes. Trata-se de uma Capela de características excepcionais, classificada como Monumento Nacional.

Numa das extremidades desta praça, poderemos apreciar o busto do poeta António Correia de Oliveira, da Casa de Belinho, em Antas.

O poeta António Correia de Oliveira era natural de São Pedro do Sul, onde nasceu no ano de 1879. Em 1912, por casamento com uma senhora de família proprietária em Belinho, veio viver para a Quinta das Rosas. Aí permaneceu até à morte, em 1960.

O edifício dos Paços do Concelho, de origem setecentista, sofreu remodelações ao longo dos anos que lhe conferiram o aspecto actual. A galeria térrea composta em arcaria que faz a ligação entre a rua 1.º de Dezembro e o Largo Fonseca Lima, é de apreciável valor.

Na rua 1º de Dezembro, também conhecida como “rua direita”, poderemos dar largas ao nosso espírito consumista e adquirir uma recordação numa das lojas da artéria comercial mais movimentada da cidade. Um verdadeiro centro comercial ao ar livre.

O Palacete de Valentim Ribeiro da Fonseca, na rua 1.º de Dezembro, trata se de um edifício estilo Arte Nova, mandado construir no início do século XX, por Valentim Ribeiro da Fonseca.

Após a rua “Direita”, já no Largo Rodrigues Sampaio, é a morada da actual Igreja Matriz.

A igreja matriz é um edifício de meados do século XVI, como muitos dos monumentos de Esposende. Sofreu já alterações e restauros posteriores, mas o conjunto denota claramente a sua origem cronológica.

Neste Largo Rodrigues Sampaio, detemo-nos para apreciar a estátua a António Rodrigues de Sampaio, nascido em Mar, em inícios do séc. XIX.

Ainda no mesmo largo, no topo poente, o Monumento ao Homem do Mar de Esposende é uma sentida homenagem e simboliza o esforço das populações que do mar tiraram sustento e também daquelas que construíram as embarcações necessárias à faina marítima.

Daqui, um pequeno “pulo” até às Piscinas Foz do Cávado, junto à margem direita deste rio, em frente ao Posto de Turismo e nas imediações do futuro Museu Marítimo de Esposende.

As Piscinas Foz do Cávado encontram-se integradas num complexo de lazer, na cidade de Esposende entre a marginal e a margem direita do rio Cávado.

Na Praça D. Sebastião, frente às Piscinas Foz do Cavado, a estátua de D. Sebastião.

A 19 de Agosto de 1572, o rei D. Sebastião concedeu foral à Vila de Esposende. Na comemoração do IV centenário desse momento tão significativo para Esposende, a Câmara Municipal decidiu erigir um monumento em memória do monarca, na praça de seu nome.

Pela Av. Eng. Arantes de Oliveira, após o Mercado Municipal para norte, através da rua da Frita encontra-se a Capela de São João Baptista, em rua com a mesma designação.

A capela data da segunda metade do século XVII, bem como o interessante cruzeiro que podemos encontrar bem perto.

No final da rua de São João, a norte, através da Avenida Rocha Gonçalves, quem desejar pode observar o Hospital Valentim Ribeiro da Fonseca.

O edifício deste Hospital saiu do risco do Arquitecto Ventura Terra, nos inícios do século XX, ainda sob o regime monárquico.

Prossigamos o percurso, através da Marginal (Av. Eng. Arantes de Oliveira), à margem do estuário do Cávado, com uma esplêndida vista sobre as suas águas, até à Praça das Lampreias.

O forte de S. João Baptista ergue-se junto à foz do Cavado, no limiar do rio e do mar. É um edifício de origens seiscentistas, mandado erigir por D. Pedro II, mas que viu a sua construção prologar-se pela centúria seguinte. Foi parcialmente desmantelado aquando da instalação do farol e também quando decorreram as obras de enrocamento da barra do Cávado.


Rio Cávado

A reunião do rio Cavado como Mar é um espectáculo que merece algum tempo de observação e de enlevo...

O Rio vai-se espraiando no estuário, numa curva lenta em direcção ao Atlântico. Está protegido a poente pelo Ofir e a nascente pelas terras de Esposende. Aquela fita de água dirige-se ininterruptamente para o seu final, mergulhando nas águas do grande Oceano.

Mesmo no final do estuário do Cavado há bons locais para admirar esta paisagem de uma beleza inconfundível: um bar, com a sua esplanada, ou um passeio pela marginal, arranjada para isso mesmo, onde o deambular de bicicleta ou a pé apetece, nos fins-de-tarde cálidos de Verão, ou num dia mais agreste de Outono...

A morte da água Ruy Belo, in Obra poética, I, 1984, p.182or!


Um dos passeios que mais gosto de dar é ir a Esposende ver desaguar o Cávado. Existe lá um bar apropriado para isso. Um rio é a infância da água. As margens, o leito, tudo a protege. Na foz é que há a aventura do mar largo. Acabou-se qualquer possível árvore genealógica, visível no anel do dedo. Acabou-se mesmo qualquer passado.

É o convívio com a distância, com o incomensurável. É o anonimato. E a todo o momento há água que se lança nessa aventura. Adeus margens verdejantes, adeus pontes, adeus peixes conhecidos. Agora é o mar salgado, a aventura sem retorno, nem mesmo na maré-cheia. E é em Esposende que eu gosto de assistir, durante horas, a troco de uma imperial, à morte de um rio que envelheceu a romper pedras e plantas, que lutou, que torneou obstáculos. Impossível voltar atrás. Agora é a morte. Ou a vida.


Parque Natural do Litoral Norte

Situado numa estreita faixa da plataforma litoral, junto à linha de costa, o Parque Natural do Litoral Norte caracteriza-se pela sua beleza paisagística. Os 16 quilómetros de costa escondem algumas das mais bonitas paisagens de Portugal, dignas de fotografar ou pintar retendo assim a imagem no tempo.
Esta área protegida, criada em Novembro de 1987, mereceu a requalificação para Parque Natural em Julho de 2005. A defesa da orla litoral do urbanismo desordenado e a preservação dos valores naturais foram factores preponderantes na sua classificação, estando esta área também incluída no Sítio “Litoral Norte” da Rede Natura 2000. O Parque Natural surge como meio de compatibilização entre o desenvolvimento sustentável e a conservação dos Recursos Naturais, não pretendendo este interditar o uso deste território, mas antes estabelecer as regras e os mecanismos para a sua correcta utilização,
Entre a foz do Neiva e a Apúlia, a faixa litoral é constituída por um cordão de praias e dunas a que se associam recifes, os pequenos estuários dos rios Cávado e Neiva, manchas de pinhal, uma paisagem rural salpicada por vários aglomerados populacionais e área de recente urbanização.
As praias a norte, outrora extensos areais de finas areias, alternam agora entre os seixos (antigos terraços marinhos) e as areias que nos fazem reflectir sobre o avanço do mar e a importância do cordão dunar como barreira de protecção. As praias a sul conservam ainda, na sua maioria, os extensos areais tão apelativos para o turismo e que fizeram de Ofir uma estância turística de referência. Nas praias de Apúlia o sargaço tornou-se símbolo de uma faina agro-marítima já que o adubo das terras provinha do mar, num cenário em que os próprios campos eram feitos de areias do mar com cheiro a maresia sob a formas de belas masseiras.
O Litoral Norte destaca-se ainda pelas grandes áreas de cordão dunar, abrigo para espécies vegetais e animais, é também um importante elemento de protecção contra águas e ventos e de habitats interiores. As dunas são particularmente desenvolvidas nas zonas norte (Antas e Belinho) e na zona sul (Fão e Apúlia). Este habitat apresenta características únicas em virtude das condições extremamente difíceis e agrestes, onde ocorrem espécies muito singulares como o Estorno (Ammophila arenaria), Euca marítima (Cakila marítima), entre outras.
Para além do cordão dunar existe ainda uma área significativa de Pinhal onde encontramos o Pinheiro bravo (Pinus pinaster) e o Pinheiro manso (Pinus pinea). Surgem também pequenas áreas de Florestas ripícolas de Alnus glutinosa e Carvalhal onde podemos encontrar espécies como o Carvalho roble (Quercus robur), Sobreiro (Quercus suber), Loureiro (Laurus nobilis), Amieiro (Alnus glutinosa) ou Pilriteiro (Crataegus monogyna).
Uma das particularidades deste Parque Natural é a sua área marinha. Num total de superfície é de 8887 ha, a área marinha ocupa 7653 ha. As águas frias do Atlântico associadas a um substrato rochoso com afloramentos que podem ultrapassar os 18 m, constituem alguns dos factores ecológicos para a grande biodiversidade existente neste habitat.
Com uma ligação forte com a área marinha, o estuário do rio Cávado e o pequeno estuário do rio Neiva constituem um recurso natural de notável importância. A sua riqueza paisagística associada a uma diversidade de fauna e flora, local de reprodução e “viveiro” de muitas espécies, faz com que os estuários alberguem alguns dos habitats mais significativos do PNLN.

in: http://www.visitesposende.com

 

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Concelho de Fafe
Castro de Santo Ovídio, sobranceiro à bacia hidrográfica do Rio Vizela, é o mais conhecido sítio arqueológico do município, de que há notícia desde o século XIX. As mais antigas referências ao povoado, localizado nos arredores da cidade, remontam ao último quartel do século passado, quando foi descoberta pelo arqueólogo Martins Sarmento uma estátua de guerreiro lusitano, com 1,70 metros de altura, quando se abriam os alicerces para a construção da capela em honra de Santo Ovídio, na coroa do monte do mesmo nome. Na mesma ocasião, apareceram moedas naquele local.
Em 1980, foram iniciadas escavações no povoado que permitiram pôr a descoberto habitações, arruamentos e outros importantes elementos para o conhecimento da arquitectura e urbanismo do castro, presumivelmente ocupado entre os séculos I A.C. e I D.C. Igualmente, foram descobertos abundantes vestígios de cerâmica e material lítico e metálico, que tornam o povoado de extraordinário interesse para o estudo da cultura castreja no noroeste peninsular.

O teatro-cinema é um dos principais motivos de interesse arquitectónico da cidade de Fafe, constituindo para a época da sua abertura um importante marco cultural.
A construção do belo imóvel deve-se ao ilustre fafense José Summavielle Soares e a sua inauguração apoteótica ocorreu em 10 de Janeiro de 1924, com apresentação da peça "O Grande Amor", pela companhia Aura Abranches.
A sua fachada, de decoração invulgar e certamente única na região, é de belíssimo recorte, pese a degradação em que actualmente se encontra.
A estrutura e os motivos decorativos interiores foram comparados aos mais belos teatros do norte, designadamente ao Teatro-Circo de Braga. A arquitectura do interior é em forma de ferradura, com um tecto abobadado e decorado com motivos famosos, além da figuração do firmamento.
O teatro tem uma lotação de 409 lugares, incluindo a plateia, os frisos, os camarotes e o balcão.
Em 1924 também já se exibia cinema nestas instalações.
Com o andar dos tempos o edifício foi-se degradando, tendo sido encerrado ao público em 1981.
Em 1978 foi considerado "imóvel de interesse público", o que veio a ser ratificado em 2002.
Em 2002, após demoradas negociações, a Câmara Municipal adquiriu este importante imóvel para a comunidade fafense. Estão agora a ser tomadas as providências necessárias à sua recuperação.

(...)

 

 

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Concelho de Guimarães
Património Mundial

É unanimemente reconhecido que o nome e a imagem do “Centro Histórico” da Cidade de Guimarães extravasaram há muito as fronteiras do domínio público, com uma sempre subjacente ideia de qualidade associada. O reconhecimento e o interesse, nacionais e internacionais, foi crescendo devido ao rigor dos critérios adoptados e aos discretos cuidados com que durante alguns anos a autarquia Vimaranense foi processando e patrocinando uma intervenção que, suscitando formas e renovando funcionalidades, reabilitou para a cidade e para o presente antigas e esquecidas espacialidades.
Em anos mais recentes foram concretizados alguns projectos e ambições antigas. A reabilitação dos espaços públicos, de edifícios municipais, cedendo a sua forma a novas funções e o apoio técnico e financeiro à iniciativa privada, constituíram três das principais linhas estratégicas que sustentam a concretização dos dois objectivos que norteiam a intervenção no Centro Histórico de Guimarães:
- A reabilitação do Centro Histórico de Guimarães visa a recuperação e preservação do património construído de qualidade formal e funcional, cuja autenticidade é necessário manter no seu todo pelo que a reabilitação passa também pela utilização dos materiais e das técnicas tradicionais.
- O segundo objectivo reside na manutenção da totalidade da população residente, dotando-a de melhores condições de habitabilidade. O trabalho de reabilitação do Centro Histórico, pelo seu rigor de intervenção e carácter exemplar, recebeu já o prémio Europa Nostra, em 1985, o 1º prémio da Associação dos Arquitectos Portugueses, em 1993 e o prémio da Real Fundação de Toledo, em 1996.
Entretanto, a assunção por parte do Município de se constituir como exemplo a seguir, reforçada na continuidade dessas acções iria induzir nos privados a iniciativa e o gosto pela reapropriação do seu espaço e também a invenção de muitas formas do viver na área antiga da cidade, marcando-as com o sentido de Colectividade e o sentido de Humanidade que têm sido e só podem ser o fundamento de uma intervenção comummente assumida. Isto significa menos dirigismo e menor empolamento formal das iniciativas públicas e das acções técnicas e regulamentares (ao contrário do que, infelizmente, tem sido mais corrente).
Tenha-se em conta que o tempo é normalmente um árduo adversário de difícil gestão, mas que não deixa nunca de ser um recurso a mobilizar e integrar, não sendo nunca, por essa razão, completamente perdido...Tudo se passa como se o mesmo herói desconhecido que descobriu esta maravilhosa filigrana envelhecida regressasse e ainda anonimamente viesse reanimar (no sentido da raiz latina...) a tradição, e apenas entreabrir um janela do futuro. O mais difícil será acordar esta personagem sem estremecimentos e sem sobressaltos.




Praça de Santiago
Segundo a tradição, uma imagem da Virgem Santa Maria foi trazida para Guimarães pelo apóstolo S. Tiago, e colocada num Templo pagão num largo que passou a chamar-se Praça de Santiago. Praça bastante antiga, referida ao longo do tempo em vários documentos, conserva ainda a traça medieval. Foi nas suas imediações que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia do Conde D. Henrique.
Aí estava situada uma pequena capela alpendrada do séc. XVII dedicada a Santiago que foi demolida em finais do séc. XIX.




Rua de Santa Maria
Foi uma da primeiras rua abertas em Guimarães, pois destinava-se a ser um elo de ligação entre o convento fundado por Mumadona, rodeado pela parte baixa da vila, e o Castelo situado na parte alta da vila. É já referenciada por este nome em documentos do séc. XII, embora ao seu troço superior fosse dado o antigo nome de Rua da Infesta. Ao longo do seu percurso encontramos vários testemunhos arquitectónicos do seu passado: o Convento de Santa Clara, a Casa do Arco, a Casa dos Peixotos e a Casa Gótica dos Valadares, e tantos outros que lhe dão uma identidade própria e características na cidade de Guimarães.




Largo do Toural
Considerado hoje como o coração da cidade, era no século XVII um largo extramuros junto à principal porta da vila, onde se realizavam a feira de gado bovino e outras de diversos produtos.

Em 1791 a Câmara aforou o terreno junto à muralha para edificação de prédios, que foram feitos mais tarde segundo planta vinda possivelmente de Lisboa, e determina-se assim, o início da lenta transformação do Toural. Na segunda metade do século é construído o Jardim Público, rodeado por um gradeamento de ferro, que abre em 1878. Para este espaço é criado um mobiliário urbano enquadrado na nova arquitectura do ferro: coreto, mictório, bancos e candeeiros. Com a implantação da República o Jardim Público é transferido para outro local, sendo então colocada no centro do Toural, agora remodelado, a estátua de D. Afonso Henriques. Alguns anos depois esta vai para o Parque do Castelo e é substituída por uma vistosa Fonte Artística.




Rua D. João I
A Rua D. João I foi outrora uma das ruas mais movimentadas de Guimarães, uma vez que era o local de saída para o Porto.
Mantém ainda um aspecto vetusto que lhe é dado pelo ambiente escuro e algo sombrio, pela estreiteza da rua e pelas casas antigas com varandas de balaústres em madeira.
Um dos monumentos mais importantes que aqui pode ser admirado é o Padrão de D. João I, obra do século XVI, cujo magnífico cruzeiro é coberto por uma espécie de baldaquino renascença. Foi ligeiramente deslocado do local inicial onde se encontrava em finais do século XIX, devido ao intenso movimento da rua.



Outro dos monumentos importantes aqui existentes, é o edifício da Venerável Ordem Terceira de S. Domingos, edifício do século XIX, cujos alicerces começaram a ser erigidos em 1836, sendo solenemente inaugurado em 1840. Alguns anos depois, em 1854, iniciou-se o Hospital dos Entrevados pertencente à mesma Ordem Terceira.

 

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Concelho de Póvoa de Lanhoso
Castelo de Lanhoso
História:

A sua história está envolta em alguma controvérsia, logo no que respeita à sua fundação. Não existindo documentos que atestem inequivocamente a sua edificação, e sendo o actual espaço existente o resultado da intervenção promovida pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais durante no 2.º quartel do século XX, que respeitando os elementos essenciais da sua traça marcadamente românica, os vestígios ali encontrados levam-nos, no entanto, a estabelecer uma datação algo mais recuada.

Na década de 30 foram postos a descoberto elementos comprovativos da ocupação do local onde hoje vislumbramos o Castelo de Lanhoso, de períodos bem mais recuados no tempo, nomeadamente associados às Culturas Castrejas.
Da época da Romanização também são vastos os vestígios, nomeadamente o relato de Pinho Leal, segundo o qual ali existira uma epígrafe que remeteria a sua edificação para o ano 75 da nossa era "CRASTINUS ÆDIFICAVIT".
Uma outra epígrafe que foi já objecto de diversos desdobramentos, por diversos especialistas, que atribuíam responsabilidades na sua edificação quer a D. Teresa, quer ao Bispo D. Pedro (Como o faz Carlos Alberto Ferreira de Almeida na sua "Castelogia Medieval de Entre Douro - e - Minho".
O Castelo de Lanhoso, pela sua localização estratégica no controlo dos importantes cursos de água que eram o Rio Ave e o Rio Cávado, e no último caso importância reforçada pela passagem das vias romanas que de Braga ligavam à Galiza (Caminhos de Santiago) foi objecto de grandes disputas no seu domínio.

Uma das figuras que se liga particularmente à sua História é a mãe de D. Afonso Henriques, o nosso primeiro Rei, D. Teresa. A si estão associados importantes momentos da nossa história comum, a história de Portugal, nomeadamente ao denominado Tratado de Lanhoso celebrado entre D. Teresa e D. Urraca. É também no Castelo de Lanhoso que D. Teresa passa importantes momentos da sua vida, e muito concretamente aquando da sua derrota na Batalha de S. Mamede, de onde decorre a lenda do chamado "Pecado Original", quando D. Afonso Henriques aprisiona sua mãe neste Castelo de Lanhoso.


" Um dos mais obscuros obreiros na causa da independência de Portugal"
Damião Peres

Castelo de Lanhoso - Monumento Nacional, classificado por Decreto de 16.06.1910.

Datado do Século XII, foi alvo de restauro que lhe conferiu o aspecto actual.

A 1 km. da Póvoa de Lanhoso, na estrada Braga - Chaves / freguesia de N.ª Sr.ª do Amparo.

Boletim N.º 29 da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
" O Castelo de Lanhoso foi objecto de musealização no ano de 1996.
Ali estão patentes alguns dos achados mais importantes e significativos da história deste sítio.
Um significativo conjunto de achados desde um capacete céltico em bronze, esculturas graníticas, cossoiros e fragmentos diversos de tegulaes e ímbrices provenientes de diversas campanhas de escavações que ao longo do século XX ali foram promovidas.
Através da consulta do seu Quiosque digital é possível aceder a um significativo conjunto de informações disponíveis sobre a história do sítio e do conjunto formado pelos diversos vestígios e marcos de ocupação do monte de Lanhoso."

Horário de Funcionamento:

Terça-feira a Domingo
10h00-12h30 e 14h00-17h30

Contactos:
Telef. 253 639 700 / 253 631 435
Fax.: 253 634 754
e-mail: [email protected]

 

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Concelho de Terras de Bouro
Parque Nacional da Peneda-Gerês

O Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta-se como a primeira área protegida a ser criada em Portugal (1971), pelo Decreto-Lei nº 187/71 de 8 de Maio, sendo o único com estatuto de Parque Nacional. Localiza-se na região norte de Portugal, compartindo fronteira com a Galiza, que forma uma paisagem contínua com o Parque Natural da Baixa Limia-Serra do Xurés, no município de Lóbios, em Espanha. O conjunto dos dois parques forma o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Além das áreas de influência dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem, o PNPG faz parte dos maciços graníticos da Peneda, Amarela e do Gerês. Ocupa uma área de 69 693 hectares, abrangendo cinco Concelhos: Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Neste último, ocupa 55,7% da área total concelhia.
A região que o integra é de predominância granítica e montanhosa, com altitudes que atingem os 1545m, no Pico da Nevosa, em Terras de Bouro. Parte das serras que o constituem sofreram intervenções do Homem, em continuidade, desde o tempo Neolítico.

Mais informação: Parque Nacional da Peneda-Gerês
Avenida António Macedo
4704-538 BRAGA
email: [email protected]
site: www.icn.pt

Delegação do Gerês
Vilar da Veiga - Vila do Gerês
4845-67 Terras de Bouro
email: [email protected]

Caminho dos Romeiros

Para alcançar a Abadia, há "uma calçada de violento declive, o Arrebentão ou Arrebentaço que faz esbofar o mais valente."

Partindo da Abadia, logo à saída encontram a Gruta da aparição e mais acima as duas últimas capelas rectangulares da Via - Sacra. Subindo a montanha, chegam a Santa Isabel do Monte. Atravessada a estrada, caminham em direcção ao Formigueiro, onde, em 1920, foi encontrada a Imagem de S. Bento, que tinha desaparecido do Santuário. Continuando o seu percurso, entram no Santuário de S. Bento, pelo lado do Parque.

Outros peregrinos visitam primeiro S. Bento e fazem o caminho inverso.
Depois de fazerem romaria, despedem-se cantando:

"Perdoai, ó S. Bentinho
Que nós vamos p'rá Abadia
Para o ano, cá tornamos
Quando for o vosso dia"

Depois de subirem o monte até ao Formigueiro, apesar do cansaço vão cantando:

"S. Bento, meu S. Bentinho,
Sarai-me a perna quebrada
Que para além do Formigueiro
Eu tenho de ir de Jornada."

Tinham os de cada região um roteiro certo e invariável, e das terras distantes era quase sempre a jornada feita de noite, por causa do calor. Juntavam-se os peregrinos em ranchadas, caminhavam descalços ou de alparcatas, e lá iam alegres e prazenteiros".

Centro Náutico

acesso ao espelho de água recolha de embarcações, rampas e guindaste barco de recreio equipamentos: garagens .oficina e estacionamento restaurante bar
cursos de verão: remo, canoagem, vela e wind-surf



Centro de Animação Termal

Club de Saúde
piscina aquecida
jacuzzi
banho turco
duche escocês
solário
ginásio
sauna
zona de descanso
hidromassagem
aeróbica
bar

Auditório
150 lugares
projecção audio-visual
conferência
seminários
teatro
cinema
concertos
sala de apoio ao secretariado equipada com fax e telefone

Termas do Gerês

Do contexto histórico da origem das Termas do Gerês predomina um vasto acervo documental que o retrata com exactidão. E, aqui, importa referir que as Termas vêem a sua projecção a nível nacional, aquando da visita do Rei D. Luís I e da sua comitiva, às Caldas e à serra do Gerês.

Mais recentemente, a empresa Hoteleira do Gerês ao investir na recuperação dos seus hotéis, assim como a própria Empresa das Águas, com o contributo da autarquia local ao nível de planeamento organizacional e implementação de infra-estruturas e, ainda, do PNPG, tomaram as Caldas do Gerês num espaço turístico, reunindo condições e capacidades de se classificar de zona turística por eminência, manifestado na procura crescente do novo "Turismo de Saúde".

Estância Termal do Gerês
Tel: 253 391 113 – Fax 253 391 184
www.aguasdogeres.pt
[email protected]


Embarcação Rio Caldo

§ navega todo o ano em 689ha de espelho de água (Albufeira da Caniçada)
§ barco de recreio com características turístico-ambientais
§ vertente turística/vertente pedagógica
§ viagem com 2 horas de duração. visita guiada
§ bar (serviço de catering) .
§ capacidade para 46 lugares sentados

Trilhos Pedestres

O concelho de Terras de Bouro, englobando as serras do Gerês e da Amarela, dominado pelos vales verdejantes do Homem e do Cávado e atravessado pela Geira (XVIII via romana do Itinerário de Antonino), constitui uma das referências mais significativas em termos do turismo nacional e do Norte da Galiza.
O Parque Nacional Peneda-Gerês, a vila termal do Gerês, as barragens da Caniçada e de Vilarinho das Furnas, o ex-libris do turismo religioso da região, ou seja, o Santuário do São Bento da Porta Aberta, em Rio Caldo, a Via Romana, considerada património nacional, as zonas de lazer ribeirinho, o artesanato, a gastronomia, etc., são recursos potenciadores de um turismo de excelência e representam a mais-valia económica do Concelho.

Consciente deste facto, o executivo municipal tem levado a efeito vários melhoramentos, tais como infra-estruturas rodoviárias, abastecimento de água e saneamento básico, bem como a construção de vários equipamentos (Centro de Animação Termal da Vila do Gerês, Centro Náutico de Rio Caldo, vários arranjos urbanísticos e de zonas ribeirinhas).

Além disso, a Câmara Municipal tem procurado aproveitar todos os recursos endógenos, nomeadamente através da organização de várias Feiras de Promoção e Dinamização dos Produtos Locais.

Prosseguindo uma estratégia de rentabilização de todos os seus recursos e tendo em conta o facto do grande escritor Miguel Torga ter sido um frequentador assíduo das Termas do Gerês e um amante insaciável destas serranias, a Câmara Municipal avançou com um projecto de criação de trilhos.

A rede de Trilhos Pedestres na Senda de Miguel Torga que agora apresentamos pretende, por um lado, ser uma homenagem a um dos maiores vultos da Literatura Portuguesa que durante mais de quarenta anos calcorreou estas paisagens e aqui escreveu alguns dos seus melhores poemas, e, por outro lado, constituir-se como um guia que possibilite, aos amantes da natureza, em geral, e da Serra do Gerês, em particular, fruírem o património natural e patrimonial de Terras de Bouro em toda a sua plenitude.

O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro



 

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Concelho de Vieira do Minho
O Concelho de Vieira do Minho possui grandes potencialidades que têm sido alvo de aproveitamento turístico.
O recurso mais emblemático deste concelho é a sua paisagem. As paisagens que aqui existem, desenhadas com as mais belas cores que os mestres têm nas suas paletas avassalam pela sua magnitude e pelo seu brilho.
São aliás estas paisagens deslumbrantes o enquadramento para momentos de lazer diversificados, nomeadamente a prática de BTT, pedestrianismo, orientação, paintball, tiro com arco, escala… Há ainda os lagos azuis que contrastam com o verde e o cinzento granítico da serra, estes lagos onde deambula o barco de recreio e se desliza no cabo ski…
O património, na sua beleza rude e austera, acolhe hoje unidades de turismo em espaço rural, onde o conforto proporcionado permite ao visitante o deleitoso convívio entre a modernidade e a tradição.
A cultura das nossas gentes passa também pela excelência gastronómica. São inúmeros os pratos que são confeccionados recorrendo à tradicional vitela barrosã, ao cabrito, aos produtos hortícolas… Não esqueçamos o delicioso queijo e o inconfundível mel!
Não deixe ainda de ajudar a sua memória e quando partir leve consigo um dos inúmeros produtos artesanais. Tocar, sentir também é recordar.

Para mais informações, consulte o site da Vieira, Cultura e Turismo, E.M.

 

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Concelho de Vila Nova de Famalicão

Historiografia da Arqueologia de Vila Nova de Famalicão

Dado o enquadramento geográfico do concelho de Vila Nova de Famalicão, desde cedo esta foi uma área privilegiada com os diversos estudos que vinham sendo realizados pelos arqueólogos pioneiros da arqueologia portuguesa.

Temos conhecimento destes estudos por terem chegado até nós vários escritos, desde epistológicos a monográficos, de Francisco Martins Sarmento, José Sampaio e Alberto Sampaio, em finais do século XIX.


Os estudos viários mereceram especial relevo em Famalicão (por onde passaria a via romana Cale-Bracara), pelo estudo miliário, bem documentado por João de Barros, Hübner, Jerónimo Contador D`Argote e, nos inícios do séc. XX, Martins Capela e Ribeiro dos Santos.

Chegaram também até nós outras informações acerca do património arqueológico famalicense sobretudo em estudos geográficos e corográficos, como em Pinho Leal, José Augusto Vieira, Padre Luiz Cardoso, entre outros.

O estudo destes autores e o trabalho de prospecção encetados por Francisco Queiroga, vieram a mostrar a necessidade montar uma estrutura que superintendesse a gestão do manancial de informação recolhida.

Iniciaram-se as primeiras escavações arqueológicas no concelho que cedo foram atraindo investigadores nacionais e internacionais, usando de metodologias de trabalho pioneiras ao nível nacional.

A aplicação de meios quantitativos (informáticos) aplicados à arqueologia foi mesmo iniciada nesta altura, com ajuda do mecenato, chegando-se mesmo a dar-se formação nesta área.


In Portal de Arqueologia de Vila Nova de Famalicão





Conheça a Casa de Camilo Castelo Branco

Casa de Camilo - Museu. Centro de Estudos

Tutela
Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Endereço
Avenida de S. Miguel, 758
4770-631 S. Miguel de Seide

Telefone
252 309 750

Fax
252 309 759

Sítio Oficial Casa de Camilo - Museu. Centro de Estudos

Acessibilidades
TUF - Transportes Urbanos de Famalicão (Famalicão-Seide)
A7 Guimarães (saída Vermoim)

Horário
3.ª a 6.ª feira: 10h00 - 17h30;
Sábado e Domingo: 10h30 -12h30 / 14h30 -17.30h
Encerrado ao público Segunda-feira e Feriados

Director
Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro

Bibliotecário e Museólogo
Dr. José Manuel de Oliveira

Colecções/Patrimónios
Mobiliário que pertenceu a Camilo Castelo Branco e à família nuclear; utensílios de uso pessoal; mais de 3500 volumes de bibliografia activa (constituída por edições de originais, de prefácios e de traduções) e de bibliografia passiva (muito extensa e de temática abrangente, que vai dos aspectos biográficos ou bio-bibliográficos aos estudos fecundos de exegese literária); 787 obras pertencentes à biblioteca particular do escritor; cc. de 1700 cartas, de e para Camilo; cc. de 5000 recortes de imprensa de teor camiliano; uma centena de exemplares periódicos em que Camilo colaborou ou foi director; e aproximadamente 1000 peças de iconografia diversa: escultura, pintura...

Breve Historial
A Casa-Museu de Camilo foi mandada construir nos inícios do séc. XIX, por Manuel Pinheiro Alves, um brasileiro de torna-viagem. Depois da sua morte em 1863, Camilo veio instalar-se na casa de Seide com Ana Plácido, e aí permaneceu com certa regularidade. Foi aqui que escreveu a maior parte das suas obras e se suicidou a 1 de Junho de 1890. A moradia sofreu um incêndio em 1915. Foi reconstruída para abrir ao público como "Museu Camiliano", em 1922. No final da década de 40, procedeu-se à reconstituição da Casa à sua traça original, e foi inaugurada pelo Prof. Marcelo Caetano, em 1958, passando a designar-se "Casa-Museu de Camilo".


 


 

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Concelho de Vila Verde
Património

A riqueza cultural do concelho de Vila Verde foi sendo através dos tempos gravada em construções que constituem hoje um vasto e valioso património histórico-cultural, testemunho das várias etapas da ocupação da região.

Do Património construído destacam-se: o Castro de S. Julião em Ponte S. Vicente, a Torre de Penegate em Carreiras S. Miguel, a Torre e Casa de Gomariz em Cervães, o Pelourinho e a Ponte de Prado, a Casa de Carcavelos em Coucieiro e, em Soutelo, o Cruzeiro dos Quatro Evangelistas, a Igreja Paroquial e a Via-Sacra.

Não se resume contudo o património do concelho a monumentos classificados ou em vias de classificação, ou outras construções eruditas ou pontuais. Pelo seu valor cultural, como espelho de vivência da população, este património está reflectido em diversas situações.

Foram inventariados neste concelho dezenas de lugares, núcleos e ou elementos rurais com interesse antropológico e arqueológico: conjuntos mais arcaicos, velhos caminhos vicinais, povoamentos de montanha, espigueiros, moinhos, azenhas, eiras, antigas formas de parcelamento de áreas de cultivo e um fojo de lobo.

CONHEÇA OS SANTUÁRIOS


Santuário do Bom Despacho
Localização: Cervães, Lugar do Bom Despacho
Tipologia: Santuário / Arquitectura religiosa
Classificação: Em vias de classificação
Data de Construção: Séc. XVII
Principais características: O Santuário do Bom Despacho apresenta uma fachada tipicamente minhota, de contornos simples e harmoniosos a que dois altos campanários conferem um aspecto algo imponente. De planta rectangular, o Santuário distingue-se pelo monumental retábulo em talha dourada que remata o conjunto da capela-mor.



Santuário do Alivio
Localização: Soutelo/ Lugar do Alívio
Tipologia: Santuário/ arquitectura religiosa
Classificação: Não tem
Data de construção: séc. XIX
Principais características: O Santuário de Nossa Senhora do alívio apresenta frontaria com duas torres, frontão triangular encimado pela imagem da virgem com o menino sobressaindo a rosácea e o pórtico. O interior é de grande simplicidade com seis arcos que formam a abóbada, entre as pilastras abrem-se janelões que permitem a santuário uma boa iluminação.

A PONTE DO PRADO

Na Vila de Prado, a noite do dia de Páscoa junta todos os anos largas centenas de pessoas, que acorreram à velha ponte filipina sobre o Cávado para cumprir uma tradição que se perde na memória do tempo.
Estamos perante um ritual de origem desconhecida a que lendariamente está associada a prevenção de dores de cabeça ao longo do ano. Acredita-se que quem comer um ovo cozido sobre a ponte quando soam as doze badaladas da meia-noite, lançando as cascas ao rio e entoando aleluias, ou comer amêndoas nesse mesmo dia, ficará sem dores de cabeça durante todo o ano.


 

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Concelho de Vizela
Um dos mais jovens concelhos de Portugal, Vizela estende-se por uma área de 24 km2, é composto por 7 freguesias e acolhe uma comunidade de cerca de 24 mil habitantes.
Situado no Norte de Portugal, na bacia do Vale do Ave no extremo sul da província do Minho, serve de fronteira com o Douro Litoral. Encontra-se a apenas 8 km de Guimarães, Património Mundial, à mesma distância do acesso à auto-estrada A7 e a 4 km da entrada da A11.
Terra verde por natureza, o contraste entre as suas zonas mais planas e alguns pontos mais altos, desenham, neste concelho, uma agradável paisagem.
Conhecer as raízes de Vizela, ou Caldas de Vizela, como também é conhecida, é viajar no tempo e partir à descoberta de uma história milenar que tem o seu início muito antes da fundação da própria nacionalidade.
Dos vários povos que por esta terra passaram, foram os Romanos que mais marcas deixaram. O seu mais importante legado foi a preciosa descoberta das propriedades medicinais das águas termais.
Para além do termalismo, Vizela tem ainda para oferecer, um vasto e rico património cultural e religioso.
Uma visita a Vizela só fica completa uma vez provadas as iguarias da terra, uma cozinha tradicional bem acompanhada pelos néctares da região, o vinho verde, e complementada pelo célebre Bolinhol, doce único em Portugal.
A par desta delícia, Vizela tem para oferecer inúmeros espaços de lazer e deleite, como o deslumbrante Parque das Termas, o jardim Manuel Faria ou o Santuário de s. Bento das Peras.
Com animadas celebrações, um turismo termal atractivo, saberes e sabores especiais na sua gastronomia, artesanato e tradições, às quais se juntam importantes monumentos e locais dignos de descoberta, Vizela tem espírito hospitaleiro e é sempre um convite para visitas várias e prolongadas.

Entre outros monumentos conheça:


Ponte Romana (Monumento Nacional) - S. João

Situada na freguesia de S. João, na Rua Pereira dos Reis, encontrámos a Ponte Romana, classificada como Monumento Nacional, através do Decreto de 16 de Junho do ano de 1910, do Decreto-Regulamentar n.º136, de 23 de Junho de 1910.
Este ex-libris, erigido num dos locais que em tempos foi considerado como um dos mais belos de Vizela, faz parte de um dos mais importante recursos do património construído do concelho de Vizela.
Edificada durante o período romano, fez parte da via - militar romana que ligava as localidades de Braga e Mérida.
No que concerne à sua estrutura física, é composta por um tabuleiro encurvado, pavimentado com lajes graníticas com 40 metros de comprimento e 3,5 metros de largura. Assenta sobre três arcos redondos de diferentes dimensões, separados por pilares contrafortados. Apresenta um olhal com arco de volta redonda que serve para o escoamento do caudal em tempos de cheias.
Dada a beleza da sua envolvente, era propício fazerem-se em tempos remotos, os tradicionais piqueniques domingueiros, sobretudo em época de veraneio. Porém, esta tradição foi-se perdendo ao longo dos anos, muito devido à poluição visível do Rio Vizela.
Hoje em dia, e numa óptica de reabilitar e adaptar as suas margens, foi criado um espaço de lazer, onde se pode novamente desfrutar de um belo espaço verde.
Esta ponte tem vindo a ser submetida a algumas obras de reconstrução que, no seu conjunto, lhe conferem uma clara mistura de estilos arquitectónicos.

Paço de Gominhães (Imóvel de Interesse Público) - S. João

Na freguesia de S. João, na Rua do Paço de Gominhães encontrámos o Paço de Gominhães, classificado de Imóvel de Interesse Público através do Decreto n.º129/77, Decreto-Regulamentar n.º226, de 29 de Setembro de 1977. É uma interessante moradia de raiz medieval e com antepassados que se notabilizaram na História Pátria.
Edifício de planta composta, em U, com torre num dos topos, e tendo dois pisos. Volumes articulados por coberturas em telhado de quatro águas diferenciadas. Possui um portal armoriado de acesso ao terreiro. A fachada principal exposta a Oeste, localizada nas traseiras do Imóvel, é marcada fundamentalmente por uma escadaria de dois lanços na esquina Noroeste, antecedida por uma fonte em granito. Esta de espaldar com dois degraus de acesso e tanque adossado é abastecida por uma carranca esculpida numa pedra quadrada. O espaldar tem lateralmente duas pilastras e é rematado por um frontão de arco abatido interrompido por um campanário, encimado por uma cruz entre duas volutas; dois pináculos ladeiam o campanário. No grande patamar da entrada localiza-se ao centro por uma mesa em granito.
Ao lado da porta de entrada, uma fonte – nicho embutida na parede e tanque rectangular saliente. As restantes fachadas exteriores, fora e dentro do pátio são marcadas ou por janelas ou portas de sacada com molduras regulares em granito. Todos os compartimentos interiores são cobertos por tectos de masseira.
A construção original remonta ao reinado de D. Sancho I, conforme é descrito numa inquirição de 1280, e, como a maior parte dos antigos solares apresenta actualmente vários motivos e acrescentos de épocas posteriores, como os que foi sofrendo nos reinados de D. João I, D. João III e finalmente D. Afonso VI. A forma como este Paço foi alterado ao longo dos tempos prende-se com a evolução que a estrutura das casas senhoriais medievais conheceram nos Séculos XVI e XVII., estando a história desta casa ligada ao reinado de D. Dinis. É uma casa brasonada, em cuja pedra de armas entronca o ramo dos "Vasconcelos", do célebre cavaleiro "magriço", cantado por Camões nos Lusíadas. Esta casa foi oferta do rei D. Dinis a um dos seus homens, que integrou a comitiva, que foi buscar a Rainha Isabel (Rainha Santa Isabel) a Aragão.
Pode-se ainda admirar neste espaço uma capela construída em 1691, de planta rectangular e frontispício com cunhais de cantaria sobrepujados por pináculos, terminando em empena truncada por sineira. Tem também um portal de verga recta e frontão triangular, tendo na padieira uma inscrição que diz-se ter sido construída por Pedro Vaz C. de Sousa, e uma magnífica fonte que se encontra encostada à escadaria de entrada. Há também um corpo destinado às cavalariças inserido no extremo do terreiro. O solar possuía uma torre que foi demolida no século XIX.

Casa de Sá (em vias de classificação) - Santa Eulália

Situada na freguesia de Santa Eulália, mais precisamente na Rua da Recta de Sá, temos a Casa de Sá que actualmente se encontra em vias de classificação, através de Despacho de 2 de Outubro de 1995. De estilo Barroco abundante, foi provavelmente construída no Século XVI, embora a sua fachada seja oitocentista, e posteriormente no Século XIX, terá sido criado também o amplo jardim romântico junto ao portal.
É casa de planta rectangular compacta de volume simples de três pisos, sendo um deles amansardado. Cobertura de quatro águas rematada ao centro por um mirante fechado com janelas, rematado por uma outra cobertura do mesmo tipo. A fachada principal orientada a Este, encaixada entre dois corpos mais destacados nos extremos. È simétrica com um frontão elevado ao centro, onde se faz a entrada. A das traseiras, com o mesmo tipo de articulação, é marcada no primeiro piso por varandas.
A definição de um terreiro trapezoidal exterior à Casa é feita com a parede da fachada principal da Capela e uma outra igual por onde se faz a entrada. Entre estas duas paredes ergue-se a sineira ladeada por duas pilastras. A ladear este espaço, dois muros encimados por ameias e pináculos onde se adossam dois volumes de apoio à Quinta.
A Quinta de Sá, além de ser um centro de produção agrícola esteve ligada à actividade industrial, visto que, um dos seus donos edificou nas proximidades do Rio Vizela uma grande fábrica de papel feita de vegetais. Desta fábrica, destruída pelas invasões Francesas, apenas restam vestígios. Também nos finais do século XIX, um dos edifícios junto à eira servia para a criação de bichos-da-seda e instalação de teares.
Diversas gerações da casa engrandeceram o país na política, exército, literatura, música, entre outros. Passaram por esta, diversos refugiados políticos do tempo do Absolutismo e Salazar (Estado Novo).
Por aqui, passaram também individualidades como Camilo Castelo Branco, José Régio, Bispo Trindade Salgueiro, que trocaram correspondência com os filhos desta casa.



 

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