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ALFÂNDEGA DA FÉ
BRAGANÇA
CARRAZEDA ANSIÃES
FREIXO DE ESPADA À CINTA
MACEDO CAVALEIROS
MIRANDA DO DOURO
MIRANDELA
MOGADOURO
TORRE DE MONCORVO
VILA FLOR
VIMIOSO
VINHAIS

Bragança

Bragança é a capital da região de Trás-os-Montes, no Nordeste de Portugal. Pouco explorada pelo turismo, esta região remota e montanhosa oferece cenários únicos, vilas históricas, paisagens naturais e uma gastronomia riquíssima. Bragança está situada no extremo do Parque Natural de Montesinho – uma das zonas florestais mais selvagens da Europa, com uma enorme diversidade de fauna e flora.

Os habitantes têm um modo de vida tradicional, especialmente nas cidades e vilas mais pequenas, como Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta. A vida quotidiana não sofreu muitas alterações durante séculos e estas vilas isoladas possuem uma beleza rústica muito própria. A região é especialmente bonita na Primavera, quando um manto branco de amendoeiras em flor cobre os vales. A vizinha Mirandela é conhecida pelas suas carnes e alheiras, mas poderá encontrar especialidades locais um pouco por toda a região.

As celebrações do Carnaval em Trás-os-Montes são vibrantes e plenas de tradição. Os festejos prolongam-se durante os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas, e incluem trajes vistosos, desfiles animados e música tradicional, atraindo visitantes de todo o mundo.
Locais a Visitar
Parque Natural de Montesinho (Bragança)
O Parque Natural de Montesinho é uma das maiores áreas protegidas de Portugal, estendendo-se por mais de 75 000 hectares e com uma altitude superior a 1500 metros. As vastas florestas geram habitats para muitas espécies, incluindo o lobo, o javali e a águia-real. Por todo o parque, poderá visitar muitas aldeias que oferecem uma fascinante combinação de paisagens humanas e naturais. O parque é ideal para fazer caminhadas.

Cidadela (Bragança)
Situada numa colina sobranceira à cidade, esta cidadela bem preservada foi construída no século XII por monges beneditinos. Foi reconstruída e reforçada em finais do século XIV, e no interior das suas muralhas encontram-se edifícios invulgares, como a imponente Domus Municipalis, a Igreja de Santa Maria e o impressionante pelourinho gótico.

Sé Catedral (Bragança)
A Sé renascentista de Bragança foi construída no século XVI e ocupada por monges jesuítas que fundaram um colégio nas suas instalações. Ostenta um altar dourado e elaboradas pinturas no tecto da sacristia, tendo sido elevada a catedral no ano de 1764, quando a diocese foi transferida para Bragança.

Museu do Abade de Baçal (Bragança)
O museu, um dos melhores do país, está situado entre a Cidadela e a Sé Catedral, no antigo solar do século XVI pertencente ao Abade de Baçal. O extenso espólio inclui cerâmicas antigas, representações de animais, arte sacra e pedras tumulares romanas, bem como artefactos religiosos e arqueológicos.(+)

 

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Concelho de Alfandega da Fé
Alfândega da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.

É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 963 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.

HISTÓRIA DO CONCELHO

Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito possível que anteriormente a este período já existisse algum povoado de origem Castreja, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem muitos vestígios arqueológicos desse e até de períodos anteriores.

No entanto, a transformação em concelho medieval só aconteceu com a carta de foral de D. Dinis, datada a 8 de Maio de 1294, o qual viria a ser confirmado por D. Manuel, em 1510.

Em 1320 o mesmo rei D. Dinis mandou reconstruir o seu castelo, que era anterior ao primeiro foral e provavelmente construído pelos mouros. Este castelo desapareceu com o tempo. O recenseamento do ano de 1530 já indica o castelo como “derrubado e malbaratado” e nunca mais foi recuperado, muito embora o Tombo dos Bens do Concelho de 1766 ainda identifique os “antigos muros” pelo que, a Torre do Relógio, actual ex-libris da vila, e que fica na zona conhecida por Castelo, parece ser o que resta do antigo castelo medieval.

Na sede do concelho merecem ainda uma visita a Capela da Misericórdia, a Capela de S. Sebastião, (inicialmente ermida) cujo campanário actual veio da casa dos Távora, de que resta apenas, do original, a porta de entrada da capela familiar, o portal da mesma casa e a Capela dos Ferreiras, com brasão picado, a identificar ligações àquela família.

Sendo um concelho antigo e para mais com um nome de origem árabe, é fácil de compreender porque razão o imaginário popular gira fundamentalmente em torno das lendas das “mouras encantadas”, não havendo quase freguesia nenhuma onde esse tipo de situações não nos apareça.

Contudo, existem duas lendas mais estruturadas e, de certa forma, com ligação a factos históricos, como é o caso da “Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas”, que pretende explicar uma parte do nome da vila e marca a resistência dos cristãos face à ocupação muçulmana e a “Lenda de Frei João Hortelão”, relacionada com uma personagem real e que, como veremos adiante, tenta explicar a existência, na localidade de Valverde, de uma importante cruz processional.

In: Alfandega da Fé




(Veja tambem em Câmara Municipal de Alfandega da Fé)

 

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Concelho de Bragança

O concelho de Bragança é atractivo pela riqueza das suas tradições e do seu artesanato. Assim, ao longo do ano, especialmente no Natal, no Entrudo e na Páscoa, o visitante pode contar com festas muito animadas. Duas das tradições que, ainda hoje, se mantêm e que mais se destacam são as Festas dos Rapazes e a Festa dos "Caretos" ou Máscaras.

O Artesanato de Bragança está a ser preservado e divulgado em algumas das freguesias do concelho, evitando que esta tradição tão antiga caia no esquecimento dos mais jovens. Desta forma, o turista que se interessar por este domínio poderá encontrar: trabalhos de cobre, burel, couro e madeira, assim como trabalhos de tecelagem, cestaria e olaria. As célebres máscaras são fabricadas com madeira, couro, lata e cortiça.

O visitante que tiver dedicado algum do seu tempo à descoberta deste acolhedor concelho, não poderá partir sem degustar as delícias gastronómicas típicas da região, representadas nos diversos restaurantes locais, salientando-se os enchidos (a alheira, o Salpicão), o presunto, o butelo com cascas, o cozido à transmontana, o folar de Bragança, o cabrito de montesinho, a posta à Mirandesa, as trutas e a caça (Perdiz, coelho, lebre e javali). Para acompanhar estes saborosíssimos pratos, aconselham-se os bons vinhos da região. Para a sobremesa, poderá contar com as súplicas, os pasteis do tipo conventual, o pudim de castanhas e os doces de ovos com amêndoa.

O concelho de Bragança, repleto de história e de património, merece, por todas as suas características e potencialidades, uma visita mais atenta que permita descobrir as verdadeiras riquezas desta região tipicamente transmontana.
Complementarmente, oferece um enquadramento paisagístico fabuloso, destacando-se, evidentemente, o Parque Natural de Montesinho, com um conjunto de paisagens e serviços de alojamento, desporto e lazer muito diversificado, ideal para um período de férias em contacto com a natureza.

Fonte: O nosso País - Portugal Século XXI

 

 

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Concelho de Carrazeda de Ansiães

Rota do Douro
O concelho de Carrazeda de Ansiães mantém muitos aspectos de interesse cultural e natural que continuam a justificar uma visita ao concelho, mas sem dúvida o facto de parte do concelho estar classificada como património da humanidade - o Alto Douro Vinhateiro, é sem dúvida uma obrigação dar um especial relevo a estas paisagens.
A Rota do Douro, com passagem por alguns dos mais importantes monumentos do concelho, por paisagens de cortar a respiração, com o apoio de gastronomia e vinhos de elevada qualidade, representa um dos ex-libris do concelho que merece uma visita pausada para se poderem apreciar estas "puras belezas".

Pontos de interesse especiais:


Início do percurso em Carrazeda de Ansiães, com passagem pela Câmara Municipal, pelo Centro de Apoio Rural, jardins da vila, fonte das Sereias e pelourinho, Biblioteca Municipal, Igreja Matriz...;

Seguindo pela estrada para a freguesia de Selores, aproveite para visitar o Castelo de Ansiães (e todos os vestígios deixados no tempo em que a sede de concelho era Ansiães);

Ao passar pela aldeia de Selores pare para apreciar a Casa de Selores, a Igreja Matriz e outros pormenores de interesse;

Não deixe também de passar pela freguesia da Lavandeira para apreciar a Igreja de Sta. Eufemia e a pitoresca aldeia;

A viagem continua por Seixo de Ansiães, Beira Grande por entre várias quintas até ao Douro, para se ancorar na Sra. da Ribeira;

Para finalizar a visita passe por Vilarinho da Castanheira e aprecie os seus monumentos históricos, com especial relevância para a Anta.

 

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Concelho de Freixo de Espada à Cinta

Freixo de Espada à Cinta está situado no extremo sul do distrito de Bragança, inserido bem no coração do Parque Natural do Douro Internacional, fazendo fronteira com Espanha. Possui uma série de mais valias turísticas, oferecendo ao visitante diversas alternativas de lazer.
O concelho é banhado no seu todo pelo rio Douro, que se enrosca por entre agrestes desfiladeiros de arribas repletas com a maior mancha de Lodões (Celcis australis) da Europa, albergando em conjunto diversas espécies raras, cujo destaque vai para a protegida Cegonha Negra que nidifica em abundância neste local. O rio desafia a um revigorante passeio por águas calmas. Na praia fluvial da Congida poder-se-á embarcar num barco da Sociedade Transfronteiriça Congida – La Barca e usufruir um passeio ímpar por uma paisagem bela e sem igual.


MONUMENTOS

Como povoado, Freixo é muito antigo.
Foi invadido ao longo dos séculos por Romanos, Visigodos, Suevos e Árabes e, consequentemente, foi sofrendo a influência dos povos que se iam sucedendo. Daí que seja riquíssimo o legado histórico desta vila transmontana, que ainda hoje conserva muitos monumentos e vestígios da sua nobreza.

No princípio do séc. XVI, a vila era uma poderosa praça de guerra medieval, toda cercada de altos muros e três possantes torres mestras, das quais resta hoje apenas a Torre Heptagonal ou Torre do Galo.

Em Freixo, podem ser admirados monumentos de rara beleza e importância arquitectónica e arqueológica: não só construções religiosas, como igrejas e capelas, como também construções civis, desde casas solarengas e semi-palacianas até aos significativos pelourinhos, verdadeiros legados documentais da História de Freixo de Espada à Cinta. Há ainda, por todo o concelho, particularmente pelos montes mais ermos, em escarpas rochosas sobre o rio Douro, inúmeros e importantíssimos vestígios arqueológicos.

Mas talvez os mais fortes atractivos de Freixo sejam, por um lado, o facto de ser uma das vilas portuguesas com maior número de casas manuelinas, das quais muitas conservam ainda brasão; por outro lado, a beleza paisagística, de vales estreitos e serras escarpadas sobre o Douro Internacional, que contribui também para o deslumbramento dos visitantes.


 


(Veja Mais em Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta)

 

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Concelho de Macedo de Cavaleiros
Património Natural e Paisagístico: Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, Sítio Morais da Rede Natura (Monte de Morais, vale encaixado do Azibo entre os Olmos e Limãos), Serra de Bornes (mata de exóticas no Vilar do Monte, etc.), Serra de Bousende/Soutelo Mourisco, Serra de Ala, Serros do Mogrão e de Meles, margem do Sabor.

Património edificado: igrejas, pelourinhos, solares, conjuntos habitacionais (Vale Pradinhos, Pinhovelo, Cortiços, Bousende), pontes (Vale da Porca, Limãos, Vale Benfeito, Banrezes, Paradinha de Besteiros, Nozelos, Azibeiro, Gralhós), cruzeiros e santuários, pombais, moinhos, adegas e lagares.

Património arqueológico: Terronha de Pinhovelo (este local está já semi-visitável), Fraga dos Corvos de Vilar do Monte, Mamoa de Santo Ambrósio (estes três locais estão já semi-visitáveis), estrada romana em Argana, Lamalonga e Vila Nova da Rainha.
Como arqueologia industrial, há as Minas de Murçós e outras, além dos fornos de cal e telha de Salselas e Vale da Porca.

Locais musealizados: Arqueologia no Núcleo Central da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo; Real Filatório de Chacim; Etnologia na Casa do Careto em Podence e no Museu Rural de Salselas; Monográfico-religioso no Convento de Balsamão.

Actividades: caça, pesca e tiro (há um clube em Macedo); pedestrianismo, ciclismo, btt e montanhismo; festas, feiras, mostras e romarias; artesanato; gastronomia; matanças do porco; parapente e asadelta; desportos motorizados (há uma pista em Lamas); remo e canoagem; educação ambiental; natação.

Saiba mais em Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros

 

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Concelho do Miranda do Douro

Artesanato
Na área artesanal podemos contar com a tecelagem e os tapetes regionais.
Confecção de Traje Regional - Em saragoça, buréis e linho.
Confecção de Colchas, Tapetes, Carpetes, Alforges, etc - em lã de ovelha e linho. Encontram-se em Constatim, Duas Igrejas, S.Martinho, Sendim, Póvoa, e Picote.
Confecção de Gaitas de Foles - Miranda, Sendim, Constantim, Freixiosa e Vale de Mira.
Trabalhos de Madeira - Miranda, Sendim, Palaçoulo, Freixiosa, Teixeira.
Trabalhos em Ferro Forjado - Miranda e Paladouço.
Cestaria - Sendim, Miranda e Póvoa.
Rendas e Bordados - Sendim e outras Aldeias do Concelho.

Lazer
O concelho é ainda servido por um cinema com capacidade para 150 pessoas e por uma Biblioteca Municipal de Leitura Pública, concebida para dar resposta às necessidades da população, em termos de informação e ocupação dos tempos livres, ambos localizadas na sede concelhia.
É ainda de referir o Museu Nacional da Terra de Miranda que reúne colecções de arqueologia, Trajes Regionais, Cerâmica, Etnografia, Armaria, Ferro Forjado, Mobiliário Regional, Numismática, Época Romana e Século XX.


Pauliteiros de Miranda

Este conjunto é formado por 8 dançadores ( 4 guias e 4 piões), três tocadores músicos e um dançador suplente.
Como é sabido, na terra de Miranda, e entre os estudiosos do folclore, esta dança é quase tão antiga como a existência do homem sobre estas terras.
Trata-se das danças mais conhecidas na antiga Europa, seguindo opinião sustentada pelo Historiador e Etnólogo Mirandês Dr. António Maria Mourinho e outros folcloristas de nome, Espanhóis, Franceses , Ingleses e Alemães.
Terá nascido no centro da Europa e (região da Transilvânia) na 2ª idade do ferro, como dança de espadas, espalha-se logo pela Europa Central, Alemanha, Escandinávia, Ilhas Britânicas, Balcãs e Península Ibérica.
O Historiador Romano Plínio, fala destas danças de espadas no seu livro "DE GERMÂNIA", no século I.
No século III, segundo o Geógrafo Latino Strabão, os Celtibéros ribeirinhos do Douro, aqui na Península preparavam-se para os combates com danças guerreiras, para militares, e trocavam as espadas por paus, 0.45 para melhor executarem a dança, sem riscos de ferimentos.
Os povos autóctones da Espanha, Romanos, Suevos e Visigodos conservaram-nas nas suas festas agrárias de fertilidade, para celebrarem a feliz recolha dos frutos e cereais e as passagens dos solstícios do Verão e do Inverno.
Assim se mantiveram no paganismo, até que pelo sec. X, a Igreja Católica as começou a admirar nas festas dos Santos correspondentes às mesmas épocas solsticiais e das colheitas que passaram a celebrar-se em honra dos Santos padroeiros, N. Senhora, Santa Bárbara, S.João, S.Jerónimo, S.Silvestre, etc...
Os trajes parece que sempre acompanharam as danças nos seus séculos e milénios e correspondem segundo parece à natureza das danças guerreiras, - trajo para-militar.
Segundo os estudos levados a cabo, com firmeza e seriedade pelo já citado Dr. António Maria Mourinho e outros folcloristas Espanhóis, chegaram à conclusão fundamentada de que, são sucessores do trajo militar Greco-Romano, (ver Dr. António Maria Mourinho - "Cancioneiro Tradicional e Danças Mirandesas, 1984 - I Vol. pg.465" chapéu enfeitado - capacete militar, colete sobre os ombros e as costas - couraça e capa militar Romana - romanas; as saias com os lenços em tiras - o Ságum militar romano - sobrepondo-se-lhes uma cintura que era de correias múltiplas em volta dos quadris pendentes até por baixo dos joelhos. As meias de lã listadas de preto e botas grossas de cordovão - nas mãos um par de paus de 0.45m de comprimento e dois pares de castanholas.
Ao toque da gaita de fole que comanda o exercício de todo o conjunto acompanhado de caixa de guerra e bombo, ou de flauta pastoril executam os ditos dançadores um conjunto de danças diferentes e bailados que podem ir até a meia centena, todos diferentes e com letras apropriadas e música e coreografia ou passes diferentes.
Percorriam as povoações por ocasião das festas religiosas dos santos padroeiros para recolher as esmolas para a mesma festa e participavam nas procissões, no fim das quais, nas festas principais das Igrejas, faziam exibição geral do seu reportório e a seguir um jantar.
Esta é a dança comunitária dos Pauliteiros de Miranda na sua área geográfica, na antiga e medieval terra de Miranda e na maior parte de Espanha - hoje em declínio - sempre comunitárias, cada aldeia mantinha o seu grupo que se renovava nas festas sempre algum elemento saía por motivos óbvios.
Dada a espectacularidade e o colorido e movimento, cor e som deste conjunto que tem causado admiração e apreço de todo o mundo, estas danças saíram das fronteiras e participaram em festivais nacionais e internacionais no País e Estrangeiro em quatro continentes, conquistando prémios e nome para a terra que lhes foi berço, não esquecendo o Prémio Europeu de Folclore de 1981, dado pela Alemanha e recebido solenemente em Duas Igrejas em 12 de Julho desse mesmo ano, uma embaixada oficial e luzida que veio da Alemanha e de várias entidades oficiais Portuguesas desde a Câmara Municipal, ao seu Presidente, ao Governador Civil e Secretários Nacionais da Cultura e da Emigração e das Comunidades Portuguesas com seus Directores gerais.
Mas o folclore Mirandês não são só os Pauliteiros. Há uma riqueza inesgotável de canções e bailados que é preciso não deixar no esquecimento e acompanharam os Pauliteiros no Grupo Folclórico Mirandês de Duas Igrejas durante 50 anos, plenos de galardões e menções honrosas, cheias de tipismo e diferentes do Folclore misto de cada região.
Há dez anos a esta parte surgiram no concelho vários grupos de Pauliteiros e mistos sem direcção com responsabilidade, portanto sem grandes ou nulas probabilidades de êxito mais, que ao nível rural, sempre néscio e sempre concordante, com o que se lhes apresenta. Falta-lhes a verdade e autenticidade, a espontaneidade sem que haja quem seja capaz de separar o trigo do joio. O seu destino será a imobilidade, mais tarde ou mais cedo.
A Câmara Municipal num gesto de continuidade salvadora, de afirmação, promoção e manutenção deste ramo de cultura mirandesa que é o ex-libris desta terra tão rica de elementos culturais, quis organizar um grupo que esteja à altura das circunstâncias em qualquer momento preciso, na disponibilidade e no equipamento, sempre apto para se exibir, ligado à própria autarquia.

(...)

(Veja Mais em Câmara Municipal do Miranda do Douro)

 

 

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Concelho da Mirandela

História do Concelho

Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores arquitectónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.

Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.

Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. Os povos da idade do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o caso do “buraco da pala”, situado na freguesia de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo ficar insensíveis ao minério, também aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.

Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos conta da existência de “Laetera”, enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um reduzida porção do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de 1250.

De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos, restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.

Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.




Pelourinhos do Concelho de Mirandela

Segundo o Padre Ernesto de Sales na Obra «Mirandela: Apontamentos Históricos», os pelourinhos eram um distintivo da jurisdição e autonomia dos concelhos e erguiam-se na praça ou largo fronteiro dos Paços do Concelho. Compunham-se geralmente de um pilar ou coluna de pedra, com forma mais ou menos artística, encimada por um capitel, e servia-lhe de base um rectângulo elevado acima do nível do solo por duas ou três ordens de degraus. Alguns tinham quatro varões de ferro no capitel terminados em forma de gancho, sendo este por vezes substituído por uma argola móvel.

Antigamente tinham o nome de picotas e eram os locais onde os criminosos eram expostos à vergonha. Nelas se prendiam os criminosos e expunham os delinquentes, que não fossem réus de maior pena que açoites ou irrisão pública.

Em Portugal, os pelourinhos são todos no interior das vilas e cidades, e quase sempre diante da casa da câmara; ao contrário da forca, que estava fora da povoação, e em lugar alto para que pudesse ser vista e aterrar os malfeitores.

No antigo livro das fortalezas, que está na Torre do Tombo, feito por Duarte d'Armas, pintor del-rei D. Manuel, há muitos pelourinhos. Todos eles têm gaiola ou guaritas para a exposição dos criminosos. Todos os que tenho visto constam de uma coluna, donde saem quatro ganchos de ferro, tendo na extremidade uma argola e uma cadeia; em cima, uma coroa ou um capitel.

A palavra picota significa, em linguagem judicial e municipal, o sítio onde se expunham os criminosos, e se lhes infligiam as penas impostas pelas autoridades locais. Na Ordenação Alfonsina, livro I, título 28, mandava-se que os padeiros, carniceiros, regateiras etc., que furtassem no peso, fossem postos na picota. Uma postura da câmara de Viseu, de 1304, manda que todo carniceiro, padeiro etc., que tiver pesos falsos, pague cinco soldos, e "ponham-no na picota".

Era comum afixar nos pelourinhos os editais da gente da governança, os anúncios judiciais e fiscais, etc. Depois de 1834 muitos deles foram demolidos porque para muitos simbolizavam a opressão e o despotismo.

Mirandela também teve pelourinho, situado no local onde hoje funciona a Junta de Freguesia, ou seja, na Praça Velha. Ernesto de Sales desconhecia a data da sua construção mas acreditava que era anterior ao reinado de D. Sebastião, porque a coroa real que encimava o escudo das armas portuguesas era aberta, como se usou até ao reinado daquele soberano.

Em sessão da câmara foi resolvido apeá-lo com o pretexto de regularizar a Praça Velha e assim se fez no dia 6 de Maio de 1868. As pedras foram removidas para um pequeno jardim contíguo à parte superior dos Paços do Concelho e assim se perderam.

O Pelourinho de Mirandela assentava num pedestal formado por um rectângulo elevado sobre três ordens de degraus: a coluna erguia-se a três metros de altura e era encimada por um capitel quadrangular a que se sobrepunham quatro salientes, em cima dos quais assentava o escudo das armas reais portuguesas.

Luís Canotilho e Luís Ferreira escreveram a obra «Pelourinhos do Distrito de Bragança», uma edição do INATEL, importante para conhecer a importância, as características e a história desses símbolos da autonomia concelhia.


Conmheça ainda a
Toda a Zona Histórica e Antiga



(Veja Mais em Câmara Municipal de Mirandela)

Visite também http://www.mirandela-online.net

 

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Concelho de Mogadouro

Localização:
No Nordeste do território nacional, integrado no distrito de Bragança, o concelho de Mogadouro faz fronteira com Espanha ao longo do rio Douro. Encaixado entre o vale profundo do Douro e a bacia do Sabor, ocupa o prolongamento do Planalto Mirandês que, por sua vez, dá seguimento ao Planalto Leonês (região de Zamora e Salamanca).
Paisagem: Em toda a zona mais próxima do rio Douro alternam-se os grauvaques e os granitos, apresentando-se estes, ora em grandes blocos, ora sob a forma de areão proveniente da sua desagregação. O relevo, é constituído por uma sucessão de colinas onde predominam os xistos grauváquicos interrompidos por alguns afloramentos quartzíticos, que se elevam na paisagem formando serras. Já a Sul abundam os xistos pardos, que também são dominantes na bacia do Sabor. Estes solos, e as características do clima, proporcionam um coberto vegetal abundante e diversificado, que atribui à paisagem um manto de belíssimas colorações que se alteram com as estações do ano.

Clima:
Os Invernos são, aqui, relativamente rigorosos, sobretudo na zona central do concelho, mais sujeita aos ventos do que as zonas protegidas do vale do Douro e da Bacia do Sabor. As zonas mais elevadas, a Sul e Sudoeste, sujeitas a alguma influência atlântica, são mais húmidas, razão porque se encontra a Sul o castanheiro e a Sudoeste o carvalho cerquinho. O verão, relativamente curto, surge quente e seco. A primavera e o Outono, frescos e bem demarcados, emprestam à paisagem a beleza das cores matizadas dos matos floridos de branco, amarelo e violáceo ou das folhosas outonais em tons de cobre e ferrugem. Na riqueza do coberto vegetal, é bem patente, ao longo de todo o ano, o cruzamento dso climas continental e mediterrânico, com alguma influência atlântica.

População:
Neste contexto de diversidade e beleza paisagística vive uma população eminentemente rural, cujas principais actividades são a agricultura e a pecuária. Aqui cultiva-se o olival, a vinha, o trigo e algum centeio, as hortas junto às linhas de água e a castanha mais para o Sul. Na pecuária, o destaque vai para o gado bovino, actualmente sobretudo na produção de leite. Quanto à carne, salientamos a qualidade do gado Mirandês que deu origem, na gastronomia, à já célebre Posta Mirandesa. Para além do gado bovino, os caprinos e os ovinos assumem, também, neste concelho, uma relativa importância nas economias familiares, produzindo carne, lã e leite. Da origem remota desta população laboriosa, conhecem-se vestígios arqueológicos que nos fazem recuar até ao Neolítico. Quanto à história mais recente deste concelho, não podemos deixar de lembrar a importância do papel desempenhado pelas praças fortes de Mogadouro e Penas Roías na defesa da fronteira contra as invasões castelhanas, tendo constituído, por isso, e dada a sua localização, um apoio precioso na formação a nossa nacionalidade.
Concelho eminentemente rural, de uma beleza agreste e doce, povoado de gente sã, afável e laboriosa, herdeira de um carácter nobre e de uma história rica e antiga, assim poderíamos caracterizar este pedaço do território nacional.

 

 

 

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Concelho de Torre de Moncorvo

Artesanato

Olaria

De "Oleirinhos" se terá formado o nome de Larinho, mas foram os oleiros do Felgar que mais se distinguiram no trabalho do barro vermelho da região fabricando utensílios domésticos ou peças decorativas .

Cera e Velas
Em Felgueiras, no Lagar Comunitário fabricam-se anualmente mais de 2000 Kg de cera em "pães" de 30 Kg cada um. O Fabrico de velas é igualmente importante, em termos de economia paroquial.

Tapetes de Urros
Na freguesia de Urros, mãos habilidosas de mulheres do povo tecem os apreciados tapetes e carpetes, em pura lã de ovelha, de corres garridas e com desenhos de inspiração espontânea de quem os tece.

Cestaria
A industria artesanal da cestaria, fixou-se em Carviçais, onde é admirada pelas técnicas que são usadas e que se evidenciam não só pela perfeição da obra, mas também pela rapidez



Gastronomia


Os Pratos típicos desta região são semelhantes aos de outros concelhos transmontanos, entre os quais, a bola de carne ou a caldeirada de feijão frade.

Não foi nesta área que Torre de Moncorvo se destacou, mas com a sua doçaria regional, conhecida alem fronteiras, principalmente a afamada amêndoa coberta.

A amêndoa coberta apresenta-se no mercado em três tipos:
- à Bicuda branca (só açúcar)
- à Morena (açúcar com chocolate ou canela ou só chocolate)
- à Peladinha (o grão é coberto de uma camada muito fina de açúcar)

Existe, ainda, uma qualidade "Amara", amarga que, dizem os entendidos, é óptima para fazer desaparecer, quase instantaneamente, a acção de uns "copitos a mais".

Recorde-se que este fruto possui um grande valor medicinal (sedativo e purgativo) sobre dores de estômago e azia, acção esta reforçada pelo açúcar.

(...)

 

 

 

 

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Concelho de Vila Flor

Turismo

Declarado imóvel de interesse público, que solicitará o interesse de qualquer visitante, é a famosa Fonte Romana, antiga Fonte do poço. É uma fonte quinhentista, com quatro pilares e seis colunas jónicas que suportam uma cúpula de tijolo.

Por ordem de D. Dinis é edificada, por altura da criação da vila, em seu redor uma cinta de muralhas com cinco portas em arco, restando apenas uma - a Porta sul ou Arco de D. Dinis, sendo hoje um dos símbolos de Vila Flor, tendo sido construída, às portas da freguesia, uma estátua em homenagem ao mesmo Rei.

A Rua Nova é uma das ruas mais antigas de Vila Flor, situando-se nas imediações do Arco de D. Dinis. Foi em tempos habitada pelos judeus, onde desenvolviam os seus negócios. Perto da Rua Nova, encontra-se a Rua do Saco, também muito antiga, onde podem ver-se algumas casas tradicionais. Ambas foram alvo de intervenção recente, quer a nível de iluminação quer do pavimento.

A Biblioteca e o Museu Municipal completam este bem, que é a cultura. Trata-se de um exemplar raro de habitação senhorial, actualmente transformado em Museu Municipal, é o Solar dos Aguillares, primeiros donatários de Vila Flor, do século XII/XIV, com as Armas Reais na fachada principal e a Flor de Lis na fachada poente. Este museu, nascido da paixão de Raul de Sá Correia por tudo o que dizia respeito à sua terra, é justo orgulho de Vila Flor e até do distrito, estamos em crer, pelas suas colecções de pintura, de arqueologia e etnografia, artesanato africano, arte sacra, numismática e medalhística. Já lá esteve instalada a câmara municipal, a repartição de finanças e o posto da guarda, sem nunca ter perdido a traça inicial. O seu recheio, oferta dos vilaflorenses ao longo dos anos, é hoje património do povo local, para que se mantenha vivo o seu "ontem", e as gerações vindouras saibam que Vila Flor tem um passado que é necessário preservar.

A Igreja Matriz, dedicada a S. Bartolomeu - o padroeiro - foi edificada em substituição de uma anterior que em 1708 foi demolida, é essencialmente barroca, sendo os altares colaterais em talha dourado século XVII, trazidos da Falperra, em Braga. Possui um painel de Manuel de Moura, pintor vilaflorense do século XIX. No seu interior sobressai a Capela da Senhora da Piedade, onde estão sepultados os Condes de Sampaio - donatários de Vila Flor após D. João I - com o respectivo brasão, existem ainda peças de valor incalculável, algumas delas expostas já no Vaticano. Com "uma frontaria muito elegante e bem ornamentada", a igreja é, no seu conjunto, "uma das mais sumptuosas do distrito".

A Igreja da Misericórdia situa-se no Largo do Rossio. No local onde existe agora esta igreja parece ter existido, quase desde o tempo da fundação da vila, uma capela, construída não se sabe ao certo quando. Sabe-se que essa capela ruiu, tendo sido reconstruída e tendo ruído de novo em 1882. Ao que parece, em tempos antigos, os terrenos em que as sucessivas construções assentaram tinham demasiada água, tornando-se pouco estáveis. Presentemente, com a proliferação de furos para captação, essa característica terá desaparecido. Reconstruída e ampliada em 1895, tem recebido benfeitorias várias e serve o culto religioso do Concelho.

Perto do centro histórico da freguesia, encontra-se o Largo do Rossio, onde podem ver-se alguns solares brasonados, a Igreja da Misericórdia e ainda o poço no centro da praça, que data de 1861 e, depois de alguns anos “escondido” foi recolocado em 1999, dado que o espaço teve obras de remodelação.

Casa de família de Raúl Sá Correia, é considerado o melhor solar joanino do concelho de Vila Flor e um dos mais belos do distrito. É uma joia arquitectónica do Séc. XVIII, que embeleza todo o núcleo histórico, onde se insere.

O edifício da Câmara Municipal, construído por volta de 1940, situa-se na Av. Marechal Carmona, avenida principal da vila. Neste local pode ver-se o Centro Cultural, diversas esplanadas e é ainda um local onde muitos vilaflorenses passeiam, especialmente nas agradáveis noites de verão.

Capela de S. Lourenço, erguida na aldeia do Arco em honra ao santo padroeiro, S. Lourenço.

No que concerne à cultura, é de assinalar o Centro Cultural de Vila Flor, que confere à freguesia e ao concelho uma situação privilegiada em termos de acolhimento de actividades culturais muito diversificadas ao longo do ano. De salientar que nestas instalações se pode também assistir a sessões de cinema regulares.

A Capela de Santa Luzia foi mesquita árabe, serviu de templo quando a Igreja Matriz Ruiu. Foi renovada em meados do séc. XX e, mais recentemente foi alvo de nova intervenção, quer na própria capela, quer no bonito jardim que a rodeia. Em tempos, no mesmo local onde se encontra a capela, funcionou uma escola primária.

O Complexo Turístico do Peneireiro, onde está incluído o parque de campismo, a piscina municipal, o parque de merendas, o circuito de manutenção e um pequeno zoo, são também pontos de referência. Enquadrado por uma paisagem lúdica de fraguedos e floresta, em que sobressaem os pinheiros e carvalhos, salpicados aqui e ali pelos giestais, urze e rosmaninho, dão-lhe um colorido e odor tão característico. Nesta zona existe ainda a barragem do peneireiro, que abastece de água quase todo o concelho.

No campo paisagístico há a salientar o Monte de Nossa Senhora da Lapa, de onde se obtém uma surpreendente panorâmica e que é o orgulho dos vilaflorenses, já que foi palco de obras de embelezamento recentemente. Um calcetamento condigno, um parque de merendas, uma boa iluminação e um parque infantil, fazem dele um local digno de visita

In Site da Freguesia de Vila Flor

 

Veja ainda http://vilaflor.blogs.sapo.pt


HISTORIA

Capital do Azeite, no coração da Terra Quente Transmontana, a Sul do Distrito de Bragança, Vila Flor conta com cerca de 8 mil habitantes, distribuídos por 19 freguesias, numa área total de 272 Km2. D. Dinis, Rei Poeta, aquando da sua passagem por este burgo até então denominado por "Póvoa d´Álem Sabor", ficara encantado e rendido à beleza da paisagem e, em 1286, carinhosamente a re-baptizou de "Vila Flor". Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer, em seu redor, em jeito de protecção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos. Resta o Arco de D. Dinis, monumento de interesse público.

A Idade Média deste “ramalhete de cravelinas e bem-me-queres”, como lhe chamou Cabral Adão, é florescente, recebendo especial impulso com o acolhimento de famílias judaicas fugidas às perseguições europeias e que aqui foram desenvolvendo a agricultura, o comércio e as indústrias de curtumes e ourivesaria. D. Manuel I viria, mais tarde, a atribuir novo Foral a Vila Flor, reformulando o anterior, em Maio de 1512, o qual pode ser apreciado no Museu Municipal D.ra Berta Cabral. De carácter anti-judaica, a politica de D. Manuel I significa a expulsão dos judeus do Concelho mas ainda podem ser apreciadas ruínas de habitações e pedras da calçada das Ruas Nova, do Saco e da Portela, herança deste período remoto.


Rico em história, tradições, monumentos e gentes, o Concelho é também referência pela excelente qualidade dos seus produtos agrícolas que brotam do fértil Vale da Vilariça. Empresas como as Frize e a Sousacamp, conhecidas dentro e fora das fronteiras lusas, também fazem parte do património desta terra. Famosos na arte de bem receber, os alojamentos em Vila Flor incluem, para além de um Hotel, Agro Turismo e Turismo Rural. No verão, este "burgo alpestre" é procurado por centenas de turistas oriundos de vários cantos do país e estrangeiros, pela riqueza verdejante do seu Parque de Campismo.



 

 

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Concelho de Vimioso

Não esquecer de ver em Vimioso - Torre da Atalaia (posto de vigia ou castro neo-godo)

Trata-se de uma torre de observação de planta circular, que controlava as fronteiras com o reino de Leão e que se inseria no sistema defensivo do Castelo de Vimioso. A estrutura, de cerca de 6 m de altura, é constituída por xisto argamassado com barro. A norte da Atalaia existe um afloramento granítico onde se adossa a torre. A rodear a edificação encontra-se um fosso, talvez da época romana.

Acesso: Está implantada a este da vila de Vimioso, num cabeço com cerca de 600 m de altitude. Nas imediações existe uma escola primária e um bairro camarário.

Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 40 361, DG 228 de 20 Outubro 1955.
(in Bragança Net )

 

 

 

(informação aqui em breve)

 

 

 

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Concelho de Vinhais

Parque Biológico de Vinhais

Toda a área envolvente é um local privilegiado em termos de fauna, flora e de geologia, uma vez que está inserido no Parque Natural de Montesinho.
O PBV encontra-se a 2 km de Vinhais, a quase 1000 metros de altitude, a vegetação aí contrasta com a de regiões mais baixas, pois por apresentar-se no limite meridional da serra da Coroa, tem maior pluviosidade pelo efeito orográfico e aí os carvalhos e pinheiros-silvestres dominam a paisagem numa mancha quase contínua, que impossibilita vislumbrar os verdadeiros limites do parque biológico. Caminhando umas dezenas de metros para norte, ao longo desses 4 hectares de parque alcançamos um pequeno lago, onde a vida fervilha com o chegar da Primavera, continuando a caminhada somos invadidos por uma mistura de cores, sons, aromas e até sabores para aqueles que gostam de umas amoras ou de uns morangos silvestres e mesmo o tacto entra em cena para quem gosta de sentir os troncos das árvores, as pedras, a água, é uma entrega total a uma natureza pura.


Percursos Pedestres

Via Augusta XVII
O traçado da Via XVII no Concelho de Vinhais compreende cerca de 18 km iniciando-se no limite da Freguesia de Agrochão passando a sul do Cabeço de Marco, topónimo de clara alusão a um miliário. Na aldeia de Agrochão pode-se visitar o Museu Etnográfico Rural, e o Museu do Azeite, localizado numa antiga unidade de produção de azeite (lagar), onde o visitante toma conhecimento do processo de fabricação desse condimento alimentar.

A Caminho da Ciradelha
A Caminho da Ciradelha, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de Vinhais. Apresenta uma extensão de 9km com altitudes compreendidas entre os 650m e os 1000m e um nível de dificuldade médio, correspondendo a cerca de 3:30 horas de caminhada.

Moinho do Perigo
Moinho do Perigo, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de Vinhais. Apresenta uma extensão de 4,8km com altitudes compreendidas entre os 610m e os 720m e um nível de dificuldade médio, correspondendo a cerca de 2 horas de caminhada.

Fragas do Pinheiro
Fragas do Pinheiro, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de Pinheiro Novo. Apresenta uma extensão de 12 km com altitudes compreendidas entre os 830m e os 1149m e um nível de dificuldade médio/ alto, correspondendo a cerca de 5:00 horas de caminhada.

(...)

 

 

 

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