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BELMONTE
CASTELO BRANCO
COVILHÃ
FUNDÃO
IDANHA-A-NOVA
OLEIROS
PENAMACOR
PROENÇA-A-NOVA
SERTÃ
VILA DE REI
VILA VELHA RÓDÃO
Castelo Branco
O bonito distrito de Castelo Branco é um autêntico museu ao ar livre, repleto de magníficos vestígios do passado de Portugal e berço de algumas das mais antigas tradições que hoje caracterizam o país.

A cidade de Castelo Branco é internacionalmente conhecida pelas colchas bordadas à mão, pelo queijo regional e pelo azeite e vinho. Repousando entre a paisagem rural do centro do país, esta bela cidade exibe também arquitectura típica, monumentos seculares e igrejas medievais – um destino muito atractivo para os viajantes mais curiosos.

Monsanto, situada a norte de Castelo Branco, é geralmente chamada "A Aldeia mais Portuguesa de Portugal". As suas antigas casas em granito, vielas e pequenos jardins dão-lhe um carácter especialmente pitoresco. Segundo se conta, o castelo medieval de Penamacor foi oferecido aos Templários no século XII e é um excelente exemplo das fortificações fronteiriças que protegiam a região. A tranquila Serra da Malcata e a sua reserva natural encontram-se a cerca de 20 km do castelo e dão abrigo aos últimos exemplares do lince-ibérico em Portugal.

A torre romana de Centum Cellas é um dos mais intrigantes monumentos nacionais de Castelo Branco e pode ser vista a partir do castelo de Belmonte, do século XIII. Covilhã, muitas vezes chamada "Porta de Entrada da Serra da Estrela”, é também uma das cidades mais importantes do distrito graças ao seu papel histórico na indústria de lanifícios em Portugal e na Europa.

A Serra da Estrela é a mais alta cordilheira de Portugal continental, e o seu parque natural é um dos melhores destinos de Inverno do país devido à sua estância de esqui, às pitorescas aldeias e ao famoso Queijo da Serra. Uma parte da Serra da Estrela situa-se no distrito de Castelo Branco, mas o resto do território estende-se até à Guarda.
Locais a Visitar
Serra da Estrela
A Serra da Estrela é uma importante atracção turística da região devido ao seu belo parque natural, estância de esqui, aldeias históricas e soberba gastronomia.

Capela de Santa Cruz (Covilhã)
Também conhecida como Capela do Calvário, esta capela gótica foi fundada pelo Infante D. Henrique no século XV e restaurada no século seguinte pelo seu filho Infante D. Luis. O tecto está decorado com belas pinturas do século XX que retratam a vida de Cristo.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Covilhã)
Embora considerada de estilo Gótico, esta igreja do século XVI revela uma fusão de influências arquitectónicas barrocas e revivalistas. A fachada exibe um típico portal gótico e no interior destacam-se o coro em pedra esculpida e as belas capelas tumulares do século XVI.

Jardim do Paço Episcopal (Castelo Branco)
Este esplêndido jardim foi criado em 1725 a pedido do Bispo da Guarda, D. João de Mendonça. Lagos, fontes e elaboradas escadarias fundem-se harmoniosamente com o bonito cenário, fazendo do local um esplêndido destino para passear. O Jardim Alagado é um bonito lago esculpido em pedra, repleto de flores e plantas, com um fontanário ao centro. O local mais popular do jardim é a Escadaria dos Reis, com estátuas dos monarcas portugueses. Na estatuária do jardim estão ainda representados outros temas, como os signos do Zodíaco, as quatro partes do Mundo então conhecido, as quatro estações, os Evangelistas, os Apóstolos e os Doutores da Igreja, entre outros.

Santuário de Nossa Senhora de Mércoles (Castelo Branco)
Curiosamente, a origem desta capela e a data da sua construção são desconhecidas. Porém, segundo a tradição, crê-se que tenha sido construída pela Ordem dos Templários. Os azulejos que decoram o seu interior datam de 1609. Um pormenor original desta capela é o seu piso rebaixado, razão pela qual foram integrados cinco degraus na entrada.

Solar do Marquês da Graciosa (Idanha-a-Nova)
Esta casa solarenga é característica da arquitectura nobre da região e permite apreciar o estilo de vida das suas famílias mais abastadas. Os seus dois andares, jardim, capela, cavalariças, adega, quartos separados para a criadagem, galinheiro e elevado muro exterior são típicos destes solares.

Castelos de Fronteira (Idanha-a-Nova)
A zona de Idanha-a-Nova está repleta de antigos castelos outrora construídos para proteger a fronteira com Espanha. Entre os mais famosos contam-se os de Monsanto, Penha Garcia, Salvaterra do Extremo, Segura e Rosmaninhal.(+)

 

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Concelho de Belmonte
PEDRO ÁLVARES CABRAL DESCOBRIU O BRASIL EM 1500
Nasceu em Belmonte, por 1467-1468. Filho de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte.

 

PATRIMÓNIO TURÍSTICO

CASTELO DE BELMONTE
BELMONTE
Construção militar dos séc. XII/XIII. Em 1466 foi doado a Fernão Cabral, a título hereditário, por D. Afonso V. Passou de castelo fortificado a residência senhorial. Foi residência da família Cabral até finais do século XVII, tendo sido abandonado devido a um violento incêndio. Sofreu várias remodelações. Hoje possui um anfiteatro ao ar livre. Encontra-se aqui o posto de turismo e uma loja do IPPAR.


PELOURINHO
BELMONTE
Simbolo medieval de poder municipal, era junto dele que era aplicada a justiça e anunciadas publicamente as posturas municipais e as directrizes de poder central. Representa uma prensa de azeite. Destruído no século XIX, foi reconstruído nos anos 80.

IGREJA MATRIZ
BELMONTE
Construção recente dos anos 40, alberga a imagem quatrocentista de Nossa Senhora da Esperança, que segundo a tradição acompanhou Pedro Álvares Cabral na viagem da descoberta do Brasil.



SOLAR DOS CABRAIS
BELMONTE
Segunda residência da família Cabral, foi construído no século XVIII, para substituir o Paço do Castelo que havia sido afectado por um incêndio no século XVII. O brasão é do século XIX.


TULHA
BELMONTE
Edificio do século XVIII. Destinava-se ao armazenamento das rendas da família Cabral. Actualmente, encontra-se aqui instalado o Ecomuseu do Zêzere, uma estrutura que aborda o rio Zêzere numa perspectiva do seu património natural e cultural, privilegiando os aspectos ligados à fauna, flora, uso do solo e povoamento.


CAPELAS DE STO ANTÓNIO E DO CALVÁRIO
BELMONTE
Conjunto formado por dois pequenos edifícios. Ainda há dúvidas , mas tudo indica que a Capela de Sto António é a mais antiga (séc. XI/XVII).Nesta capela encontra-se um brasão com as armas das famílias Queiroz, Gouveia e Cabral. A Capela do Calvário será já uma construção do século XIX.

IGREJA DE SÃO TIAGO
BELMONTE
Templo românico do século XIII, foi sofrendo alterações. No século XIV é construída a Capela de Nossa Senhora da Piedade, formando um interessante conjunto gótico. Em finais do século XV é-lhe anexado o Panteão dos Cabrais, restaurado no século XVII, onde hoje estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral. No século XVIII, a sua fachada é remodelada e a torre sineira erigida.



SINAGOGA | BELMONTE
Templo da comunidade judaica em Belmonte.


JANELA MANUELINA DA CASA DA Câmara | CARIA

CASA DA RODA DOS EXPOSTOS | CARIA

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO | CARIA

IGREJA MATRIZ | CARIA

RETÁBULO E TRONO DO ALTAR-MOR DA IGREJA MATRIZ | CARIA

TORRE DE CENTUM-CELLAS | COLMEAL DA TORRE

IGREJA MATRIZ | COLMEAL DA TORRE

ALTAR DA IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA | COLMEAL DA TORRE

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA | INGUIAS


ALTAR DA IGREJA DE SÃO SILVESTRE | INGUIAS

CAPELA DO ESPÍRITO SANTO | MAÇAINHAS

IGREJA MATRIZ | MAÇAINHAS

(Veja Mais em Câmara Municipal de Belmonte)

 

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Concelho de Castelo Branco
ROTEIRO

A cidade desenvolve-se na encosta nascente de uma pequena elevação, que se ergue duma vasta região planáltica. Assim a descreveu Alexandre Herculano em 1851: "Beira Baixa olhando em volta parece um plano onde se eleva ao centro o monte de Castelo Branco em cuja encosta oriental alveja a cidade".Este sítio conferiu a Castelo Branco todas as características de um aglomerado de fortaleza e condicionou, durante séculos, os destinos e as funções da cidade. Da antiga função defensiva é testemunha o Castelo, erguido em boa posição estratégica e donde se avista, em dias de céu claro, todo o curso superior do Tejo até à zona raiana.
Comece a visita pelo Castelo, hoje resultado de sucessivas intervenções. A Igreja de Sta. Maria do Castelo é um templo de fundação românica que conserva, no seu interior despido, a lápide funerária do poeta do Cancioneiro Geral, João Roiz de Castelo Branco. Desça em direcção à Praça Velha, centro do burgo até ao séc.XIX. Aí se encontravam a antiga Casa da Câmara, o Celeiro da Ordem de Cristo, o Pelourinho (entretanto destruído) e o primeiro Paço do Bispo da Guarda, que a toponímia guardou na memória- Rua do Arco do Bispo.
Siga agora em direcção à Sé, pela rua de S. Sebastião, com as suas casas apalaçadas, de meados do séc.XIX, num ecletismo próprio da época. A Igreja de S. Miguel, hoje Sé Concatedral, começou por ser uma estrutura gótica muito modificada no séc.XVII. Com a elevação de Castelo Branco a cidade, em 1771 e com a criação do respectivo bispado, passou a ser um dos edifícios mais representativos dos creres e viveres da comunidade. O interior transmite-nos todas as estéticas artísticas dos finais do séc.XVI ao séc.XIX, da imaginária à pintura, passando pela talha, mobiliário, alfaias e paramentos. Na sacristia, a que se acede por uma porta encimada com as armas episcopais do segundo bispo de Castelo Branco, notável trabalho de cantaria regional, existe um interessante museu de arte sacra.
Dirija-se agora ao Jardim do Paço, passando pelo belo Cruzeiro quinhentista de S. João. O antigo paço, construção dos finais do séc.XVI, foi mandado edificar como residência Inverno por D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda. D. João de Mendonça funda os Jardins anexos ao paço, sob evocação de S. João Batista, em 1725. D.Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco, acrescentou e embelezou, o jardim em 1782. Entre alamedas de buxo, encontram-se várias estátuas de granito (trabalhos muito prováveis de cantaria local). As quatro partes do Mundo então conhecido (Europa, Ásia, África e Índia), os signos do Zodíaco, a ciclicidade das estações e dos meses do ano, o ar e o fogo pilares do Universo na concepção grega, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno e Paraíso), as Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade) e as Virtudes Morais (Fortaleza, Justiça, Prudência e Temperança), tudo se funde, lembrando, a efemeridade da vida e o carácter contemplativo do jardim. O grande lago, encimado pela cascata, que é rematada com as representações de Moisés, de Sta. Ana e da Samaritana, recorda-nos a presença na construção de um outro elemento do Universo: a água. Dessa plataforma acede-se a outra situada num plano inferior, ladeada pelas escadarias dos Apóstolos, com toda a simbólica de vida ou de morte, e dos Reis, de D Afonso Henriques a D. José.

 

PATRIMÓNIO

PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N.
Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima" o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas.

LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado.

PALÁCIO DOS VISCONDES DE PORTALEGRE - I.I.P.
No extremo da antiga Devesa, ergue-se o Solar dos Viscondes de Portalegre desde 1743 (propriedade da família Coutinho Refoios). É um edifício de marcas acentuadamente renascentistas. A sua fachada apresenta uma disposição simétrica no que concerne aos elementos arquitectónicos. Neste conjunto destaca-se, as janelas de sacada, pela harmonia e beleza visual. É desde finais do século XIX sede do Governo Civil do Distrito de Castelo Branco. No seu interior, além de um quadro a óleo de um dos proprietários, deve visitar-se a sala da música.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e XIX.

 

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Concelho de Covilhã
PISTAS DE ESQUI


O ponto mais alto da Serra da Estrela - a Torre -oferece condições para os amantes de desportos de Inverno, cada vez há mais gente nas pistas de esqui, nos trenós ou nas pranchas de snow-board.

Contactos:
Turistrela
Edifício CTT, 3º, Centro Cívico
Apartado 332
6200-073 Covilhã
Telef: 275 334 933
Fax: 275 325 400
Site: www.turistrela.pt

 


PARQUE NATURAL


Conta o povo que o nome Serra da Estrela foi dado em tempos que já lá vão por um pastor que vivia em parte incerta no Vale do Mondego. Passava as noites a contemplar uma estrela que brilhava tanto que iluminava o cimo de uma serra próxima. Até que se decidiu e foi ao encontro daquela luz cintilante que o atraía tanto, na companhia do seu fiel cão. Depois de muitos dias de subida chegaram ao cume. Impressionado com a luminosidade da estrela, disse para o seu cão: "a este lugar que parece favorito dos astros vou chamar Serra da Estrela e a ti que me acompanhaste vou dar-te o mesmo nome."

O maciço rochoso da Serra da Estrela corresponde à maior Serra portuguesa, situando-se aqui o ponto mais elevado de Portugal continental- Torre -a 1993 metros. Este maciço rochoso constitui o Parque Natural da Serra da Estrela, criado em Julho de 1976, abrangendo vários concelhos. No maior maciço da cordilheira central aparece um vasto planalto, rasgado por vales onde correm os rios que aqui nascem, o Mondego, o Zêzere e o Alva.

Vales em U, covões e lagoas de origem glaciária são as marcas que toda esta zona sofreu com a intensa acção dos gelos durante a era quaternária.

De tudo podemos ver nesta grande serra, desde casais isolados entre as pastagens e os campos de centeio, a povoações, como Loriga e Alvoca, alcandoradas em espigões rochosos, a campos férteis de milho e vinha, a locais onde só a giesta cresce.

O povoamento da Serra fez-se desde a Idade Média a partir da base. Mas encontram-se vestígios de outros tempos. Os romanos construíram uma via que ligava Mérida a Braga; Os árabes deixaram sistemas de rega e a cultura das árvores de fruto e os visigodos deixaram a organização do espaço rural através do "Código Visigótico".

Hoje, pratica-se em toda a Serra uma economia de montanha centrada na agricultura, pastorícia e fabrico do queijo da Serra. O turismo constitui um importante recurso, visto as encostas da Serra atraírem os aficcionados da prática do esqui, no Inverno, e os apreciadores da Natureza, no Verão.


Á rea: 101 060 hectares;
Concelhos: Covilhã, Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia;
Fauna: A sua fauna é diversificada sendo a espécie mais emblemática, o urso, já extinto. O lobo, por seu lado, só aparece muito esporadicamente. A rara lagartixa da montanha encontra aqui o seu lugar favorito, não se encontrando vestígios desta espécie em nenhum outro local de Portugal. A lontra, a geneta, o texugo, gatos-bravos e toupeiras de água são outras espécies que se podem aqui encontrar;
Flora: A flora é também muito diversificada. Pode ver-se por cá o carvalho-negral, a azinheira, o sobreiro, o medronheiro, o pinheiro manso e bravo, a giesta, as orquídeas, o zimbro, a madressilva-das-boticas, entre muitas outras espécies.

PENHAS DA SAÚDE

As Penhas da Saúde são uma estância de turismo e de férias a 1500 metros de altitude, óptima para repouso pois proporciona ar puro e clima saudável.


LANÇADO ÚNICO ALDEAMENTO DE MONTANHA DO PAÍS
Despertar o gigante adormecido da Serra da Estrela é o objectivo. A tão esperada recuperação urbanística das Penhas da Saúde é uma realidade com obra visível. O primeiro aldeamento de montanha de Portugal estará pronto dentro de dez anos e será capaz de fazer parte das rotas de turismo de montanha da Península Ibérica.
Considerado um dos projectos "mais arrojados" da Câmara Municipal da Covilhã, representa um investimento global de cerca de sete milhões e meio de Euros, financiados pelo III Quadro Comunitário de Apoio, Estado, autarquia e empresas privadas e que implica a recuperação faseada em várias zonas das Penhas.

UMA VILA DE MONTANHA
Para esta área da Estrela está prevista a construção de uma vila de montanha, semelhante a algumas existentes na Europa, com cerca de 500 habitações e zonas de comércio que serão apoiadas por diversos equipamentos sociais, culturais e desportivos. Este é um benefício para o País, que poderá concorrer com os mais importantes aldeamentos turísticos de montanha da Europa. Uma área de projecção nacional e internacional, com que Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus.
A autarquia ambiciona ainda a criação de um Pavilhão de Gelo, uma zona multiusos para desportos e festividades e a construção de um posto da GNR.

ESTÂNCIA DE TURISMO
Ao longo dos anos foram várias as edificações naquela zona. A beleza natural deu lugar a construções desordenadas que contribuíram para um impacto paisagístico desadequado. Agora a autarquia quer pôr termo a esta situação e requalificar globalmente uma área a 1500 metros de altitude, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela.
Esta intervenção demonstra que a autarquia passou das intenções à prática.


 

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Repleto de contrastes, o Concelho do Fundão apresenta uma multiplicidade de eventos e atracções turísticas que, ao longo de todo o ano o convidam para viver mais intensamente e de forma mais garrida o que o Fundão tem para oferecer de melhor.

Aldeias Históricas e Aldeias do Xisto são um convite para se aventurar à descoberta e se perder na tranquilidade do campo, sempre bem acompanhado de uma oferta cultural diversificada.
Do universo poético da terra natal de Eugénio de Andrade à Moagem Cidade do Engenho e das Artes, pode ainda descobrir, ao seu ritmo, o Museu Arqueológico José Alves Monteiro proporcionando-lhe uma viagem ao passado milenar da região.

A gastronomia e os vinhos regionais proporcionarão aos, amantes da boa mesa, momentos plenos e inesquecíveis. Esparto, cestaria e linhos são alguns dos muitos produtos do artesanato local de alta qualidade da região que poderá descobrir por si e por último e, a não esquecer, vermelhas doces e sumarentas, as Cerejas…

Visitas Guiadas

Aldeia Histórica de Castelo Novo, Cidade do Fundão - Zona Antiga e Exposição Eugénio de Andrade.

Roteiros Turisticos:

Rota por Gardunha Viva
O percurso inicia-se na Aldeia Histórica de Castelo Novo, onde poderão usufruir de uma visita guiada à aldeia através do posto de turismo onde poderá visitar: Igreja Matriz, Capelas de Santo António, de São Brás, da Misericórdia e Santa Ana, Casa da Câmara, Casa da Família Falcão, Castelo e torre de Menagem, Pelourinho, Cruzeiro, Chafarizes da bica e da Praça, Ponte e Estradas Romanas, Lagariça e Lápide das Alminhas, Fontes de Cal e Paio Pires.
No final da visita poderá subir de carro à casa do guarda-florestal através de um caminho em terra e aí se deliciarem com a magnífica paisagem da Serra da Gardunha.
Regressando a Castelo Novo, pelo mesmo caminho, siga agora em direcção a Alpedrinha (Sintra da Beira) freguesia situada na encosta sul da Serra da Gardunha, onde terá hipótese de conhecer uma vila cheia de curiorisidades arqueológicas e relíquias artísticas que a tornam, no seu todo, um verdadeiro monumento.No seu valioso património destacamos: Igreja Matriz, Capelas da Misericórdia, do Leão, de S.Sebastião, de Santo António, do Menino Deus e do Espirito Santo, Casas de Câmara, da Comenda e da Senhora do Rosário, Palácio do Picadeiro, Pelourinho, Chafariz de D.João V, Calvário e Calçada Romana, e ainda vários Museus.
Siga agora para Alcongosta(capital da cereja), freguesia situada em plena Serra da Gardunha, que deve ser um dos maiores centros produtores de cestos de verga do nosso País. Esta actividade de cestaria é hoje, de certo modo, paralela à maior produção; da freguesia: a cereja. Aqui poderá ver ao vivo algum cesteiro a trabalhar a verga bem como o esparto. No final de Março princípio de Abril é a altura onde a paisagem se torna única com as cerejeiras em flor que pinta todo o vale de branco. Como património destacamos a Igreja Matriz, Capelas de Santa Bárbara, de São Sebastião e do Espírito Santo, caminho romano e casa brasonada.
Suba à Serra até à Casa do Guarda, com a bela alameda de castanheiros onde poderá descansar.No verão poderá deliciar-se com um mergulho na piscina bem como uma bebida fresca no bar do Parque de Merendas.Caso queira ter uma panorâmica maior da Serra siga o "estradão" (a pé ou de carro) para o posto de vigia, onde a vista pasma de espanto pelo dorso da Serra e pelas baixas imensas da Cova da Beira com a Serra da Estrela de Fundo.
Depois de voltar novamente a Alcongosta siga pela estrada em direcção à aldeia de Souto da Casa.É nesta saída da aldeia, antes de entrar na estrada de alcatrão, que poderá saborear a doçaria artesanal (Sabores da Gardunha) com cerca de 20 qualidades diferentes de doces.
Retomando a estrada irá atravessar o Vale do Alcambar onde se situa a maior plantação de cerejeiras que, em finais de Março e principio de Abril, pintam este vale de branco na altura das cerejeiras em flor.Um quadro digno de se ver.
Souto da Casa, freguesia implantada na encosta norte da Serra da Gardunha, possui histórias e tradições riquíssimas.É famoso pela cereja, outrora era a castanha o alimento base e sustento da maioria dos seus moradores. Daí serem ainda hoje conhecido como "as gentes da rama do castanheiro".
Aqui destacamos: Igreja Matriz, Capelas de São Gonçalo, de São Lourenço, de Santo António do Senhor da Sáude, do Senhor do Rosário, da Senhora da Gardunha, da Senhora do Bom Parto e da Senhora das Preces, Fonte do Meio, portadas da rua 5 de Outubro e museus que constituem o "Circuito Museológico de Souto da Casa", a azenha da Figueira com Parque de Lazer, azenhas e praia fluvial e ainda no coração da Serra, o sítio do Carvalhal com parque de merendas e onde se desenrolou a história do Carvalhal que ainda hoje leva a população, todas as quartas feiras de cinzas àquele local gritar " O Carvalhal é nosso".
Durante a viagem não se esqueça de provar a maravilhosa gastronomia da região.

Outras Rotas:

Rota dos Castros (1)
Rota dos Castros (2)
Aldeia Histórica de Castelo Novo
Gravuras Rupestres do Alto Zêzere

Saiba Mais em Fundão Turismo

 

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Concelho de Idanha-a-Nova

 

Aldeias Históricas

» Monsanto - "Aldeia mais Portuguesa de Portugal"

Património Natural e Construído
Monsanto é o resultado de uma fusão harmoniosa da natureza com a obra humana operada ao correr do tempo. O mimetismo entre a acção do homem e os acidentes geográficos deu origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção. Os penedos graníticos, enormes, estão de tal modo ligados às habitações, que tanto lhes servem de chão, como de paredes ou tectos.
Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto conserva variados exemplares de arquitectura militar e religiosa.
Dentro das muralhas existem duas capelas. Na Capela de Santiago podem ser apreciados um portal românico e, voltada a norte, uma arcada ogival. A Capela de Santa Maria do Castelo é rodeada por um cemitério em que sepulturas de formas antropomórficas foram escavadas na rocha.
A mais importante Capela de Monsanto é, no entanto, a Capela Românica de São Miguel (em estado de ruína). Situada entre o castelo e a torre de vigia medieval, designada de Torre do Peão, ela é indício de uma primitiva povoação - S. Miguel - e sobrepõe-se a um monumento que se supõe de culto a Marte e a outros deuses pagãos. É rodeada igualmente por sepulturas escavadas na rocha granítica (cemitério paleo-cristão).
Junto à porta da povoação, aberta na muralha no reinado de D. Manuel, encontra-se a Capela de Santo António, da mesma época, com um portal de quatro arquivoltas, ladeado por dois bastões ornamentados por flores de liz. Também apreciável é a abóbada da capela-mor, de estilo gótico.
Do outro lado da "vila", encostada ao arco da Porta de S. Sebastião,encontra-se a Capela do Espírito Santo, construída nos séculos XVl e XVIl.
No percurso entre estas duas capelas encontra-se ainda a lgreja da Misericórdia, de raíz Românica, e a lgreja Matriz ou de São Salvador, com fachada do século XVlll, no interior da qual jaz o seu fundador, num túmulo com a inscrição de 1630. Nos seus altares existem imagens de grande valor artístico, nomeadamente algumas esculpidas em granito.
Na base do monte, nos arredores da povoação, situa-se a Capela de S.Pedro de Vir-a-Corça (ou de Vila Corça, como também é designada), construída em granito, possivelmente do século XIll, em que se destaca uma rosácea.
Perto da lgreja da Misericórdia pode visitar-se a Torre do Relógio ou Torre de Lucano, construída no século XlV, torre sineira onde foi colocada uma réplica do Galo de Prata (troféu atribuído a Monsanto por ter conquistado o titulo de "a aldeia mais portuguesa de Portugal" num concurso lançado pelo SNl em 1938).

Quadro Histórico
Trata-se de um local muito antigo, com registo de presença humana desde o Paleolítico. A falta de trabalho aprofundado de carácter científico no campo da arqueologia faz com que certos períodos da pré e proto-história do lugar permaneçam envoltos numa certa obscuridade. De qualquer forma, vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano e de villae e termas romanas no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte.
Terra conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1165, foi doada à Ordem dos Templários que lhe edificaram o castelo, sob as ordens de D. Gualdim Pais. Em 1174 Monsanto recebeu foral do mesmo monarca, o qual foi confirmado por D. Sancho I, em 1190, que, ao mesmo tempo, a mandou repovoar e reedificar a fortaleza desmantelada nas lutas contra Leão; mais tarde, em 1217, D. Afonso II confirmou novamente o primeiro foral. A Ordem do Templo mandou reedificar a fortaleza e as muralhas em 1293. Com D. Dinis obteve, em 1308, Carta de Feira na ermida de S. Pedro de Vir-a-Corça.
O rei D.Manuel I outorgou-lhe novo foral e deu-lhe a categoria de vila no ano de 1510.
Em 1758 Monsanto era sede de concelho, privilégio que manteve até 1853. Daqui decorre a designação de "vila" ainda hoje atribuída pelos monsantinos à sede da freguesia.
Em meados do séc. XVII D. Luis de Haro, ministro de Filipe IV, tentou o cerco a Monsanto, sem sucesso. Mais tarde, no inicio do século XVIII,o Duque de Berwick põe também cerco a Monsanto. O exército português, comandado pelo Marquês de Minas, derrotou o invasor nos contrafortes da escarpada elevação.
Já no século XIX, o imponente castelo medieval de Monsanto foi parcialmente destruido pela explosão acidental do paiol de munições, numa noite de Natal, restando actualmente apenas duas torres, a do Peão e a de Menagem, para além das belíssimas ruínas da Capela de S.Miguel (séc. XII).


» Penha Garcia - "Maravilha da Natureza e do Homem"

Penha Garcia impressiona pela majestade da sua posição, no cimo das cristas quartzíticas da Serra com o mesmo nome. Antiga fortaleza, foi "couto de homiziados" até aos finais do século XVIII.
Das glórias passadas ainda se encontram o Castelo, a igreja matriz (com uma interessante figura da senhora do Leite, classificada como monumento nacional), o Pelourinho e as peças de canhão abandonadas desde o tempo das invasões francesas.
Por ruas estreitas e becos, por pequenos pátios e escadinhas e por entre casas de pedra pode subir-se ao Castelo de onde se avista o deslumbrante vale encaixado do rio Pônsul, com o seu famoso conjunto de antigos moinhos. Ambiente de grande exotismo, onde a Natureza caprichou, pondo a descoberto interessantes estruturas geomorfológicas e exemplares raros de fósseis – as bilobites. Lembre-as que ainda não vão longe os tempos em que se podiam observar os garimpeiros a procurar pepitas de ouro nas areias do rio.
Para os que gostam de emoções fortes, sugere-se um subida pelas escombreiras das encostas, até às Fragas mais elevadas, donde se pode disfrutar outro panorama inesquecível – com a barragem, o vale e as azenhas aos pés e, alcançando para Norte até à Serra de Malcata, para Este até à Serra da Gata (em Espanha), para Sul a planura interrompida pela imponente colina de Monsanto, e para Oeste até à Serra da Estrela.
A riqueza geológica (desde as formações quartzíticas às bilobites)m botânica (a Mata de Penha Garciam – Vale Feitoso), zoológica (geneta, veado, bufo-real, cegonha, etc.) e paisagísticas e os habitats que encerra, motivaram a classificação da área como biótopo – Biótopo da Serra de Penha Garcia.
Sublinhe-se, também, que Penha Garcia é uma das localidades onde antigos costumes continuam muito vivos. Para além de teares, existe um antigo forno comunitário para pão e, mediante encomenda, pode saborear-se um cabrito no forno ou um prato de grelos com enchidos caseiros. Periodicamente, organizações locais realizam uma semana etnográfica . "Penha Garcia Antiga", em que se recordam as artes e ofícios tradicionais e se procede à venda de produtos locais.


» Idanha-a-Velha - "Aldeia de Casario Granítico e Ambiente Pitoresco"
Idanha-a-Velha localiza-se a 15 Km da vila de Idanha-a-Nova (sede de concelho), a 12 Km da aldeia de Monsanto e a 31 Km das Termas de Monfortinho, localidade termal que faz fronteira com Espanha.
Conhecida pela sua beleza natural e pelos vestígios históricos que encerra, a aldeia de Idanha-a-Velha ocupa uma área de 4,5 hectares em duas pequenas elevações, abraçadas a sudoeste e oeste por um apertado meandro do rio Ponsul, tributário do rio Tejo. A sua implantação faz com que apareça denominada paisagísticamente pela fortaleza de Monsanto.

Quadro Histórico
Idanha-a-Velha - capital da civicas Igaeditanorum da época romana - foi possívelmente fundada no período de Augusto (séc. I a.C.) e terá sido o resultado da política de apaziguamento e ordenamento do território, por parte de Roma, e da necessidade de criar um ponto de paragem intermédio entre a Guarda e Mérida.
Torna-se, assim, credível que os primeiros habitantes da cidade tenham sido oriundos de um núcleo populacional pré-romano fortificado, localizado nas imediações, designado por Cabeço dos Mouros. Fortalece esta hipótese o facto de, até ao momento, não terem sido encontrados materiais arqueológicos que sugiram uma ocupação do sítio anterior à época romana.
Do nome da cidade pouco se conhece. As fontes mais antigas apenas a referem enquanto a circunscrição administrativa Cívicas Igaeditanorum, nome derivado da designação do povo pré-romano que habitava a região onde a nova cidade se implantou (os igaeditani). A forma actual deriva da forma visigótica Egitania e da árabe Idania.
Também pouco se conhece da história da cidade durante o período romano, embora ela deva ter tido um período de grande prosperidade durante o Alto Império.
No seu período de maior florescimento a cidade estendia-se seguramente desde a actual entrada norte até às margens do rio Ponsul, ocupando praticamente toda a área interior do meandro do rio. Alguns vestígios de uma rica habitação detectados na margem esquerda, no Olival das Almas, sugerem mesmo uma extensão ainda maior.
No centro da cidade encontrava-se o forum, certamente uma construção do séc. I, eventualmente do tempo de Augusto. Trata-se de um espaço rectangular definido por um muro a toda a volta, hoje praticamente irreconhecível, com a entrada a leste. Na cabeceira oeste encontra-se o podium do templo, provavelmente dedicado a Vénus. Para sul do forum encontravam-se as termas.
As dimensões das estruturas já escavadas sugerem tratar-se de um edifício público. Os abundantes elementos de construção romanos, reaproveitados na muralha, indicam a existência de numerosos edifícios. Porém, as escavações arqueológicas até agora realizadas nada mais deram a conhecer do núcleo urbano da cidade.
Nos arredores foram encontrados um forno cerâmico e uma barragem que talvez abastecesse de água a cidade.
Nos séc. III-IV o perímetro urbano contraiu-se com a construção de uma forte muralha que cercava apenas uma pequena parte daquilo que foi a cidade do Alto Império. As muralhas mostram, aliás, nitidamente terem sido reconstruídas e modificadas ao longo do tempo. As portas actuais não parecem corresponder às romanas. Antes se devem atribuir ao período muçulmano, como sugere o investigador histórico Cláudio Torres, ou mesmo ao período da Reconquista.
Com as invasões germânicas peninsulares do início do séc. V a cidade passou a integrar o reino dos suevos. Deste período também pouco se sabe. A informação disponível respeita à criação da diocese da Egitania, com sede em Idanha-a-Velha, talvez por determinação do rei Teodomiro. Em 569 a cidade fez-se representar no Concílio de Lugo.
Em 585 o reino dos suevos foi integrado no reino visigótico. Idanha-a-Velha terá ganho um novo impulso económico e político-administrativo. A cunhagem de moeda em ouro parece ser uma demonstração inequívoca daquele período de prosperidade. Os abundantes elementos de construção ricamente decorados corroboram também esta tese.
O edifício actualmente designado por Sé Catedral é tradicionalmente atribuído àquele período. No entanto, o mais provável é que as suas estruturas assentem sobre um edifício Visigótico que pouco terá a ver com o actual.
O baptistério, datável dos séc. Vl-VII, junto à porta sul da Sé, deve ser interpretado como o vestígio da primeira basílica paleocristã. Como a sua planta parece discordante da planta do actual edifício, é de admitir que corresponda ainda ao primeiro templo suevo, sobre o qual os bispos visigóticos erigiram a nova catedral que, sucessivamente reconstruída, deu o actual templo. Idanha-a-Velha foi tomada ao reino visigótico pelos muçulmanos no ano de 713.
Durante o período de ocupação muçulmana a cidade terá atingido uma grande dimensão, se comparada com outros importantes centros urbanos da época como Silves, Beja ou mesmo Lisboa. Alguns autores contemporâneos referem-se-lhe como sendo uma cidade "rica". Nesse período a Sé visigótica foi adaptada a mesquita, com obras de algum vulto. A Porta Norte deve ser atribuída àquela época, assim como os torreões de planta circular adoçados à muralha.
Em 1114, D. Teresa faz a doação de Idanha a D. Egas Gosendiz e a sua mulher dizendo "que há muito está deserta ". Afonso Henriques mandou ocupar Idanha e doou-a a Gualdim Pais, da Ordem dos Templários. Tendo sido novamente ocupada pelos mouros, é reconquistada aos muçulmanos no reinado de Sancho I que a volta a entregar aos Templários. No entanto, dada a sua posição, novamente cai nas mãos dos muçulmanos. No tempo de D. Sancho II Idanha-a-Velha encontrava-se já numa situação de decadência e despovoamento de tal ordem que D. Sancho manda, em 10 de Março de 1240, que "fosse todo o povoado até ao último dia do próximo mês de maio, sob pena de perderem o que seu fosse os que não viessem povoar". Em 1244 foi doada novamente à Ordem dos Templários.
A Ordem efectuou algumas obras militares das quais a mais conhecida é a torre que assenta sobre o podium do templo do forum. Porém, a deslocação da fronteira cada vez mais para sul e para leste, juntamente com a pouca aptidão defensiva do sítio, provocou um inexorável processo de decadência. Depois de sucessivas tentativas de fixação da população em Idanha, através da concessão de múltiplas benesses, D.Manuel I concede-lhe Foral Novo, em 1 de Junho de 1510, tendo esta sido uma última e frustrada tentativa régia de devolver à cidade o seu prestígio e importância.

Património Natural e Construído
Conhecida pelo vasto património histórico que se encontra no interior das suas muralhas, Idanha-a-Velha tem sido campo de estudo de diversos investigadores, principalmente no domínio da arqueologia, atraindo também, por esse motivo, cada vez mais visitantes. Reconhecida a sua importancia no contexto da história regional, e mesmo nacional, o interesse histórico e científico do sítio tem vindo a ser redescoberto e amplamente revisto ao longo dos últimos anos.
Ao interesse das ocupações romana e visigótica -períodos que quase exclusivamente atraíram os primeiros investigadores - parecem equiparar-se, por justiga e fidelidade à história, as ocupações muçulmana e medieval, a que os investigadores nos tempos mais recentes têm dado realce. De qualquer modo, o interesse histórico-científico da aldeia reside precisamente na sucessão das ocupações de diferentes povos e culturas e não na hegemonia e superioridade de uma determinada ocupação.
O interesse em estudar Idanha-a-Velha remonta ao Renascimento, já que a abundante colecção de inscrições latinas desde cedo recebeu a atenção de diversos humanistas. Foi, no entanto, entre finais do século passado e inícios deste que José Leite de Vasconcelos e Félix Alves Pereira redescobriram e divulgaram a aldeia, nomeadamente nos aspectos relacionados com a sua ocupação romana. A estes dois investigadores devem-se os primeiros estudos monográficos com carácter científico. Foram também os primeiros a recolher materiais arqueológicos, actualmente depositados no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. Ainda naquele período, Francisco Tavares de Proença Júnior, um dos mais ilustres investigadores regionais, publicou alguns estudos sobre materiais arqueológicos de Idanha-a-Velha.
Nos anos seguintes a aldeia caiu novamente no esquecimento, interrompido esporadicamente por uma ou outra referência ou pequeno artigo em revistas de arqueologia. A investigação arqueológica só viria a ser retomada no início dos anos 50, por intermédio do investigador Fernando de Almeida, a quem se deve a projecção de que o sítio goza actualmente. Com efeito, este investigador compilou toda a informação dispersa e recolheu no terreno uma massa considerável de dados. A obra Egitania - História e Arqueologia, publicada em 1956, resultado daquele trabalho académico,constitui a primeira, e até agora única, síntese sobre o sítio. Em 11 de Agosto de 1982 a Catedral e as ruínas envolventes, classificadas como "Imóvel de Interesse Público" desde 1956, ficaram afectas ao então Instituto Português do Património Cultural (IPPC).

 

 

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Concelho de Oleiros

Património Natural

Ribeira de Oleiros
Este é um sítio muito aprazível “...corre todo o ano por entre árvores que, debruçadas em muitos sítios sobre as águas, e movidas pelo vento, parecem querer beijá-la....” (Pimentel, 1881).
Esta ribeira apresenta caudal ao longo de todo o ano, apresentando continuidade mesmo nos meses de Verão. Na época de maior precipitação, a água chega a inundar algumas zonas adjacentes, para além das margens. Apresenta alguns poços naturais, próprios da diferente profundidade do seu leito (Ex.: Moinhos da Lameira e da Tojeira).
Muitos rouxinóis e outras aves, atraídas pela frescura verdejante do local, celebram de dia e de noite com os seus cânticos, formando uma sinfonia única em conjunto com o som harmonioso da corrente.
Esta ribeira representa um belo viveiro natural de trutas, barbos e bogas. As trutas, com os seus tons de prata, representam autênticas jóias desta ribeira.
Encontram-se igualmente cobras d´água, lagostins e anfíbios, mas sem dúvida que a lontra (Lutra lutra) é o seu habitante que reúne mais simpatizantes.
O povoamento arbóreo é constituído quase exclusivamente por espécies autóctones características das galerias ripícolas existentes ao longo das linhas de água, sendo as espécies mais representativas o amieiro (Alnus glutinosa), o choupo (Populus sp.) e salgueiro (Salix sp). Para além destas, mas menos representativas, ainda se encontram alguns freixos (Fraxinus angustifolia) e sabugueiros (Sambuxus nigra).
A água da Ribeira é aproveitada, em muitos pontos, para rega de terrenos agrícolas adjacentes, para abastecimento, para fins energéticos e para pesca e actividades de lazer.
As margens são um encanto, tendo recantos paradisíacos, que podem proporcionar um passeio delicioso, óptimo para recarregar baterias. Ao longo da ribeira vislumbram-se algumas quedas de água, compondo ainda mais este cenário idílico e convidativo ao descanso.


Moinhos
No concelho de Oleiros existem inúmeros moinhos de água ao longo das margens das ribeiras. Estes constituem um marco distintivo da paisagem rural, criando ambientes de rara beleza.
Evidenciando sabedoria e técnica popular no aproveitamento das potencialidades do meio envolvente, são movidos pela força da corrente das ribeiras.
A água, força motriz deste engenho, é canalizada em levadas e impulsiona o sistema que faz mover o rodízio/azenha, fazendo rodar a mó. A mó, por sua vez, tritura as sementes, transformando-as em farinha. Este precioso pó é então ensacado para dar origem ao pão de trigo, de centeio, de mistura e à broa de milho.
A proliferação destas construções rurais esteve a par da introdução da cultura do milho na região. Podiam ser pertença de um proprietário singular, funcionando como pequena indústria transformadora; ou a um grupo de proprietários, normalmente familiares, tendo cada um o seu quinhão.
Sendo a região rica em água e terrenos xistosos, que a retêm, evidencia-se aqui um outro uso alternativo deste recurso, para além do aproveitamento em termos agrícolas.
Estes moinhos são pequenos edifícios de xisto construídos sob a levada, tendo todo este património enormes potencialidades de criar aprazíveis locais destinados ao lazer e à cultura, por exemplo.
Associados a estas construções de xisto, observam-se açudes que aqui se edificam de modo a manter o nível da água. Este magnífico enquadramento constitui uma paisagem bucólica, propícia para relaxar e descansar.

Pontos Panorâmicos

Paisagem Natural, Rio Zêzere, Abitureira
Entardecer no Rio Zêzere, Abitureira
Vista panorâmica a partir da Serra do Muradal
Pôr do Sol no Cabeço Rainha
Rio Zêzere, junto a Álvaro
Muralha natural de Metaquartzito em Ademoço, Cambas
Barragem da Lontreira, vista do Cabeço Rainha
Metaquartzito, limite do Concelho, Ademoço, Cambas
Fraga de Águad'Alta, Orvalho
Vista geral a partir do miradouro do Zebro, Estreito
Vista do Cabeço das Eiras, ao fundo a aldeia de Álvaro, junto ao Rio Zêzere

 

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Concelho de Penamacor

Monumentos

Castelo de Penamacor - Torre de Menagem

Logo após a reconquista cristã, por volta de 1182, Penamacor foi vila régia por determinação de D. Sancho I, que a fortifica e lhe outorga Carta de Foral em 1189, rectificado em 1209. Nos séculos seguintes, o Castelo foi reforçado e ampliado à medida que a população aumentava e a ameaça muçulmana dava lugar à ameaça castelhana. D. Dinis (século XIII-XIV) manda reforçar as muralhas, o mesmo sucedendo com D. Manuel I. Durante as Guerras da Restauração (Século XVII), Penamacor vê as suas linhas de defesa actualizadas e aumentadas, surgindo uma estrutura abaluartada que envolve toda a vila e faz a ligação ao antigo castelo medieval, incluindo seis baluartes e três meios baluartes. O castelo, com uma estrutura defensiva activa típica do gótico (implantado em promontório rochoso, aproveita as condições naturais, que permitem alcançar largas vistas e fazer comunicação com o castelo de Monsanto), integrava a rede da linha de defesa activa da fronteira da Beira com o antigo reino de Castela. A alcáçova, de pequenas dimensões e com planta irregular, possuía duas portas: a porta falsa, dita da traição, situada nas imediações da Torre de Menagem, que dava directamente para o exterior do lado nascente, permitindo a fuga em caso de perigo; e a porta virada a poente, que comunicava com o interior do burgo amuralhado. Hoje, a Torre de Menagem é tudo o que resta da alcáçova de um dos mais poderosos castelos da Beira. A entrada processava-se por uma das dependências assobradas da alcáçova, através da única porta, que se situa a cerca de seis metros da base e à qual se acede hoje por escada exterior.




Torre do Relógio- Penamacor

Adossada à muralha medieval, esta torre foi peça importante na defesa das portas da vila. A sua construção remonta, provavelmente, aos inícios do séc.XIV. As actuais ameias e campanário são fruto da reconstrução operada em meados do séc. XX para receber o novo relógio carrilhão instalado em 1956, em substituição do velho relógio que já vinha do séc. XIX. As numerosas inscrições que se observam no aparelho de cantaria são marcas de canteiro.




Domus Municipalis - Penamacor

A Domus Municipalis, tem uma porta de entrada para o cimo de vila, é contígua ao conjunto de muralhas, que se encontram em razoável estado de conservação. Na fachada voltada para as cercanias, podem ver-se duas harmoniosas janelas e entre elas o brasão de armas de Penamacor, com as esferas de D. Manuel I. Este brasão tem a data de 1568, a mesma do pelourinho. Pensa-se ter sido reconstruída no século XVI e século XVIII.



Igreja de S.Tiago - Penamacor

A igreja de S. Tiago é a igreja matriz. É datada de 1555 e apresenta traços renascentistas. Terá sido Sé Episcopal, e já sofreu inúmeras transformações. O tecto da capela mor deste Templo é em abóbada. É venerada nesta igreja, entre outros, aimagem de Jesus Crucificado. Era nesta igreja que os crentes vinham rezar, pedindo a Deus forças para defender a sua terra.



Capela de S. Cristo

Está situada no alto de uma das colinas desta vila. É composta pelo corpo da capela propriamente dito e por um alpendre. O púlpito foi pertença da igreja da misericórdia e nele consta a data de 1865. Nas colunas da frente, vê-se, numa, inscrita a palavra Março, e na outra a data de 1705. Numa terceira está a data de 1617, com algarismos invertidos.



Igreja da Misericórdia - Penamacor

Com harmonioso portal, terá sido construida em consequência da fundação da mesiricórdia, por D. Leonor. Existe nesta Igreja, uma imagem do Senhor dos Paços, em tamanho natural. Na fachada Sul, no canto direito, existe um campanário, onde se encontra um sino. Quando alguém morre, é este sino que toca, anunciando a triste nova. O terreno contínuo à igreja, conhecido pelo Quintal da Mesiricórdia, dizem que em tempos serviu de cemitério.



Igreja de S. Pedro - Penamacor

Pensa-se ser a igreja mais antiga de Penamacor. Fica situada dentro da muralha do castelo. É um templo pequeno e dizem ter sido sede de freguesia. O 1º altar que teve foi oferta de D. Barbara Tavares da Silva e esteve inicialmente na igreja da Misericórdia. Num dos lados da fachada principal, existe um torreão com duas sineiras, com um pequeno sino. Nesta igreja são veneradas as imagens de S. Pedro e de Santa Maria.



Convento de S. António - Penamacor

O Convento de S. António pertenceu à ordem dos Frades Capuchos e foi fundado em 1571, por um fidalgo da Casa Real, de nome Gaspar Elvas de Campos, então Alferes-mor de Penamacor. Nesse mesmo ano foi a Portalegre, à Ordem dos Frades Capuchos, pedir religiosos para o convento, o que conseguiu. No claustro e na capela, estão sepultados os monges que pertenceram a este convento, assim como a população da altura. É uma obra de fortes traços renascentistas, de linhas clássicas. O Púlpito da igreja do convento, é uma obra de riquíssima e preciosa talha do sécilo XVI.



Pelourinho - Penamacor

O pelourinho situado junto à antiga porta de entrada da Cidadela, do lado exterior à cerca, data de 1565. Conserva ainda os ganchos de ferro forjado, com as argolas originais. O espaço envolvente foi inicialmente Praça Pública, onde se efectuavam todo tipo de vendas, e, mais tarde, convertido em cemitério, que foi extinto em 1857.


 

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Concelho de Proença-a-Nova

 

Locais de Interesse

Alvito da Beira
» Moinhos de água em xisto na Ribeira do Alvito
» Praia Fluvial da Couca na Cerejeira
» Poço das Andorinhas em Alvito da Beira

Montes da Senhora
» Moinhos de água

» Zona piscatória
» Buraca da Moura na Serra das Talhadas


Peral
» Cruzeiro do Cabeço

» Moinhos de água
» Zona piscatória
» Campo de Tiro de Nave à Metade
» Sítio da Conheira


Proença-a-Nova
» Igreja Matriz de Proença-a-Nova
» Cruzeiro em Proença-a-Nova
» Capela da Misericórdia em Proença-a-Nova
» Ponte Filipina do Malhadal
» Praia Fluvial de Aldeia Ruiva
» Praia Fluvial de Malhadal
» Zona piscatória
» Moinhos de água
» Jardim de Santa Margarida em Proença-a-Nova
» Jardim da Devesa em Proença-a-Nova
» Fonte Luminosa no Largo das 3 Bicas em Proença-a-Nova

 

 

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Concelho de Sertã

Locais de interesse Turistico

Sertã
Igreja da Misericórdia
Data dos séculos XVI/XVII.
Possui altar-mor em talha dourada, ricos painéis de azulejos do século XVIII, pórtico renascentista e janela gótica.

Igreja Matriz
Imóvel de Interesse Público A sua construção data do século XV e é composta por três naves, enquadrando-se no estilo gótico. No seu interior ressaltam as talhas douradas barrocas e os azulejos dos séculos XVI/XVII. Na sacristia encontra-se um retábulo de S. Pedro no Trono atribuído à Escola de Grão Vasco.
Orago: S. Pedro, Padroeiro da freguesia e do concelho.

Castelo
Segundo a lenda, o castelo da Sertã teria sido fundado por Sertório, capitão romano, em 74 a.C.. As escavações arqueológicas efectuadas no local datam a sua ocupação inicial do período islâmico (séculos X/XI). No seu recinto, ergue-se a capela de S. João Baptista, primeira Igreja Matriz da vila, datada do século XVII, construída sobre a primitiva igreja medieval. Reza a lenda que o castelo da Sertã foi atacado por soldados romanos. Neste ataque ficou ferido de morte o capitão do castelo. Celinda, sua esposa, que estava frigindo ovos numa sertã, ao saber do sucedido, insurgiu-se sobre os atacantes, matando alguns e cegando outros com o azeite a ferver, salvando, deste modo, o castelo. Esta lenda estará na origem do concelho.

Edifício dos Paços do Concelho
Erigido em 1934, segundo projecto do conceituado arquitecto Cassiano Branco, após um incêndio no interior edifício da Câmara Municipal.
O interior do edifício merece uma visita, destacando-se os pilares centrais e seus arcos, o relógio e a escadaria central, entre outros pormenores com o cunho de Cassiano Branco.

Ponte da Carvalha
Situada ao fundo da Alameda da Carvalha, sobre a Ribeira da Sertã, podemos encontrar uma nobre e interessante ponte, que diz-se ter sido construída no tempo dos Filipes.
A beleza desta construção é realçada pela envolvente natural propícia ao lazer e à fruição dos sons e cores, como sejam a água que cai do açude, o verde abundante, as garças ou as lontras que ali habitam.
Praia Fluvial da Ribeira Grande
Localizada no centro da vila, é um local muito apetecido durante o verão: permite o acesso às margens da ribeira através de duas pontes sobre o açude. Nas infraestruturas de apoio, disponibiliza parque de merendas com bancos, mesas e espaço para churrasco, assim como parque infantil e campo de jogos. Situa-se junto às instalações da Piscina Municipal da Sertã.
Capela de Nossa Senhora dos Remédios
Capela simples de traça medieval, pode observar-se o típico arco gótico da entrada e a tradicional estela que está por cima da porta lateral .

Lenda
“ Andando à caça, um fidalgo foi acometido duma formidável serpente, que vivia no espesso mato que ali existia. Horrorizado com semelhante aparição, trepou para cima duma árvore e possuído de grande susto invocou o auxílio de N.ª Sr.ª dos Remédios e com tanta fé pediu a N.ª Sr.ª que esta o ouviu, porque logo se achou tão encorajado que logo carregou a espingarda e com tal firmeza e felicidade disparou sobre o horroroso animal, matando-o imediatamente.”
In: Farinha, Padre António Lourenço, A Sertã e o seu Concelho, Escola Tip. Oficinas de S. José, Lisboa, 1930
Convento de Santo António
Edifício construído no século XVII, pertença de frades Capuchos reformados.
Foi propriedade privada até finais do século XIX. Mais recentemente esteve ali instalado o quartel da Guarda Nacional da Republicana.
É propriedade do Município da Sertã.


Cernache do Bonjardim

O nome de Bonjardim revela a qualidade dos solos, que, situados num local rico em águas, possui uma vegetação mimosa. Ainda hoje é vulgar a produção de cereais, azeite, frutas e produtos hortícolas. Foi em Cernache do Bonjardim que nasceu o Condestável Nuno Álvares Pereira ( 24 de Junho de 1360), insigne estratego militar, herói em Aljubarrota, Atoleiros, e outras campanhas que travaram as forças do reino de Castela durante a crise de 1383 - 1385. A vila começou a desenvolver-se bastante a partir da fundação do seminário, já nos últimos anos do século XVIII. Cernache do Bonjardim possui alguns imóveis de interesse arquitectónico.
Capela do Bom Jesus
Esta capela foi mandada edificar no século XVI por Jerónimo Leitão.
No seu interior encontra-se um retábulo representativo do Senhor Crucificado bem como uma imagem do Senhor Morto.

Igreja Matriz
Imóvel de Interesse Público
A Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim foi erigida no século XVI em louvor a S. Sebastião, Padroeiro da freguesia.
Num estilo similar ao gótico, esta igreja é composta pelo altar-mor e seis altares laterais, e contempla azulejos setecentistas que revestem as paredes da capela-mor, sendo os tectos das naves forrados a madeira.
Capela de Nossa Senhora de Lourdes
A Capela de Nossa Senhora de Lourdes, situada na povoação de Mendeira, foi benta no dia 13 de Setembro de 1903, após ter sido mandada edificar por Joaquim Godinho da Silva.

A capela, de proporções regulares, tem um pequeno coro, sacristia e sino. Merece destaque a imagem de Nossa Senhora de Lourdes no acto da aparição à bem-aventurada Bernardete.

Capela de Nossa Senhora do Desterro
Esta capela foi erigida em 1677.
No seu interior encontram-se as imagens de Nossa Senhora do Desterro, de S. José e do Menino Jesus.

Capela de Santa Maria Madalena
Situada a poucos quilómetros da vila, a Capela de Santa Maria Madalena está edificada no cimo da serra com o mesmo nome.
Aqui realiza-se em Maio uma grande romaria de louvor a Santa Maria Madalena e a S. Macário. Na sua envolvente, há vestígios de um castro datado do primeiro milénio antes de Cristo.

Paços do Bonjardim
Existiu em Sernache do Bom Jardim um mosteiro de freires da ordem do Hospital, que estiveram na Batalha do Salado.
Ao lado deste mosteiro, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Grão Prior do Crato, fundou, no século XIV, o Castelo e Paços do Bom Jardim, onde nasceu Nuno Álvares Pereira.

Seminário das Missões
Fundado no século XVIII com nome de Seminário do Crato, tinha como objectivo preparar sacerdotes para o Grão Priorado do Crato. Em 1855 torna-se Colégio das Missões com a anexação da cerca envolvente. Foi nesta cerca, propriedade do Grão Priorado do Crato, que nasceu a 24 de Junho de 1360, D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, Patrono do Concelho. Para além de possuir um vasto património artístico e cultural, como a sua famosa biblioteca, o seminário explora a vertente agrícola através de uma larga produção de vinho comercializado sob a marca “Terras de D. Nuno”. Na Igreja, merecem atenção o altar-mor de estilo hispano-árabe e o magnífico órgão de fole do século XVIII. Actualmente o Seminário das Missões é pertença da Sociedade Missionária.
Quadro do Mestre Bento Coelho da Silveira(1620-1708).
A Igreja do Seminário das Missões, possui vários quadros de Bento Coelho da Silveira representativos dos 12 apóstolos. O óleo sobre tela “São Mateus” é uma das obras mais apreciadas do autor.

Atelier Túllio Victorino
Imóvel de Interesse Municipal
Pintor impressionista, Natural de Cernache do Bonjardim, Túllio Victorino (14.12.1896 – 23.03.1969) recebeu influência directa do mestre Malhôa. A sua obra está representada em vários museus nacionais e internacionais. O seu atelier inscreve-se num estilo arquitectónico neo-árabe. É património do Município da Sertã.


Pedrógão Pequeno
Vila sobranceira ao Zêzere, junto à barragem do Cabril, Pedrógão Pequeno, com suas ruas e ruelas bem típicas, é conhecida como a “Jóia da Beira Baixa”. De facto, uma rápida visita pela vila e seus arredores revelam um património edificado e natural cuidado e bastante interessante. A casa onde actualmente funciona a Junta de Freguesia tem um peristilo curioso, para além de algumas imponentes bases e capitéis de outras colunas. No cimo do monte, dominado por uma paisagem envolvente, encontra-se a Ermida de Nossa Senhora da Confiança, onde, em Setembro, se realiza uma grande romaria.

Pelourinho
Imóvel de interesse público
Foi reconstruído a 29 de Julho de 1937. Apresenta uma esfera com nove meridianos salientes e oito de menor relevo e a esfera armilar. Data da época manuelina, aquando da atribuição de foral a esta povoação.

Igreja Matriz
Não se conhece a data exacta da sua fundação mas consta que em 1758 já existiam os altares do Espírito Santo, de S. Vicente Ferrer, de Nossa Senhora do Rosário, e o altar das Almas.
A sua construção inscreve-se numa arquitectura de estilo maneirista.

Ponte Filipina do Cabril
Monumento Nacional
A ponte do Cabril foi construída no início do século XVII. Conta com três arcos e 62 metros de altura. Esta ponte veio substituir a antiga ponte romana, segundo documentos que datam de 1419.

Moinho das Freiras
Aprazível lugar junto ao Rio Zêzere, propício ao descanso, convívio, prática de desporto.
Poderá ainda fazer uma saudável caminhada ao longo do desfiladeiro do Cabril, atravessando um túnel até à Ponte Filipina.

Capela de Nossa Senhora da Confiança
À saída de Pedrógão Pequeno, em direcção à Barragem do Cabril, num aprazível monte com excepcional vista sobre a vila, situa-se a Capela de Nossa Senhora da Confiança.
A edificação data do início do século XX e foi mandada construir pela família Conceição e Silva de Pedrógão Pequeno, sucedendo a uma outra mais antiga. Em tempos idos, a capela tinha a designação de Capela do Calvário, local onde terminava a Procissão dos Passos por altura da Quaresma, uma tradição mantida até aos dias de hoje. Em seu redor há vestígios de um castro, provavelmente romanizado.

E ainda no concelho...

Serra do Cabeço Rainho
É o ponto mais elevado do Concelho, encontrando-se a 1.080 metros de altitude e com declives na ordem dos trinta por cento. Com a instalação do picoto, a altitude altera-se para os 1100 metros. Outro ponto de interesse reside no facto da serra ser o limite natural entre o Concelho da Sertã e de Oleiros.

A encosta virada a Sul localiza-se na freguesia da Ermida, enquanto que a vertente exposta a Norte encontra-se na freguesia do Troviscal. A Serra do Cabeço Rainho é um local de contemplação paisagística, com imensa flora arbustiva e uma excelente bacia de visiblidade, podendo observar-se as serras de Alvéolos, Moradal e da Gardunha, a cidade de Castelo Branco e outras localidades.

Centro Náutico do Zêzere
Localizado na albufeira de Castelo de Bode, junto à localidade de Trízio, freguesia de Palhais, o Centro Náutico do Zêzere convida à prática de variados desportos fluviais como o jetski, a canoagem ou a vela.

Praia Fluvial da Azinheira
Localizado na E.N. 244, entre Marmeleiro e S. João do Peso, junto à ponte que une os concelhos de Sertã e Vila de Rei.

Praia Fluvial do Troviscal
Localizada junto à ponte do Troviscal, esta praia fluvial proporciona uma beleza paisagística especial. Na sua estrutura de apoio conta com o serviço de bar e casas de banho com acesso facilitado a pessoas com mobilidade condicionada. Esta praia fluvial possui parque de merendas com bancos, mesas e espaço para churrasco. Para os mais pequenos, foi construída uma zona fluvial de menor profundidade e um parque infantil para inesquecíveis momentos de diversão.

Ponte dos Três Concelhos
Imóvel de Interesse Público
A ponte dos Três Concelhos situa-se junto à povoação de Sambale, na freguesia do Marmeleiro, sobre a ribeira da Isna, fazendo fronteira com os concelhos de Vila de Rei e Mação. Esta ponte romana fazia parte de uma antiga via romana entre Mérida (Espanha) e Conimbriga.
Serra de Alvéolos

O concelho da Sertã faz limite com a serra de Álveolos perto da povoação de Currais, freguesia de Troviscal.

O picoto da Serra dos Covões tem a altitude de 895 metros.

 

 

Veja mais em: Câmara Municipal de Sertã

 

 

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Concelho de Vila de Rei

A Conhecer

Água Formosa
Integra o Programa das Aldeias do Xisto e situa-se na freguesia de Vila de Rei
É um povoado do tipo rural, situado na margem da Ribeira da Galega a qual era aproveitada, com a contrução de açudes, para funcionamento de alguns moinhos e com levadas para a rega de hortas.
Apresenta uma grande unidade construtiva, sendo as ruas estreitas permitindo apenas a circulação de pessoas ou animais. As contruções são de um ou dois pisos, com paredes resistentes de alvenaria de pedra (xisto).
Acede-se a Água Formosa a partir de Vila de Rei (rotunda da EN 2, junto aos Bombeiros) tomando a estrada para a Amêndoa. 3 km depois vira-se à direita na direcção "Ribeiros, Pereiro, Casal Novo". 5 km depois aparece o desvio para Água Formosa. A circulação na povoação só pode fazer-se a pé. Deslocando-se de carro, deixá-lo no fim da estrada, perto das primeiras casas. O regresso faz-se pelo mesmo caminho.

Centro Geodésico de Portugal
Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1800m depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Milriça. 900m depois e encontrar-se-à no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país.
Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela - esta quase a 100 kms.
Neste local existe o Museu da Geodesia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho.

Castro de S. Miguel
Sito no cimo da Serra da Ladeira, a cerca de 493 m de altitude e perto da ER 348, a 7 Km de Vila de Rei, é considerado um Castro Céltico da Idade do Ferro. Recinto fortificado, de traçado quadrangular irregular, cujo perímetro muralhado se apresenta quase contínuo no que se refere ao arranque dos muros em alvenaria de granito sem argamassa, sendo de destacar o troço Sudoeste com cerca de 1,80 m de espessura e cerca de 80 m de comprimento. Integra, no lado Noroeste, compartimento de planta rectangular, ligado ao troço Noroeste da muralha, com cerca de 1,50 m correspondendo talvez a possível cidadela. Apresenta construções domésticas de planta quadrada e rectangular, estes dotados de dois ou três compartimentos, em alvenaria com argamassa, concentrando-se preferencialmente no lado Sul, correspondendo a cerca de 50 casas, 10 das quais escavadas, registando-se 7 unidades intramuros e três extramuros. Cronologia: Época Neolítica - provável ocupação inicial do sítio; Época do Ferro, cerca de 350 a.C., - hipotética estruturação de castro pelos Celtas (H. Louro, 1939; E. Jalhay, 1949); Séc. I/IV - provável romanização do castro; Séc. VI/VII - continuidade da ocupação do castro, atendendo ao fragmento de fivela de centurião visigótico; 1758 - referência a vestígios de castelo antigo nesta Serra, nomeadamente a alicerces de casas ou muralhas e ainda à anterior existência de ermida dedicada a S. Miguel.
Considerado Monumento Nacional pelo Dec. n.º 37 801, DG 78 de 2/5/1950.
In “Inventário do Património Arquitectónico da D.G. dos Edifícios e Monumentos

Conheiras
As conheiras são vestígios muito importantes e visíveis existentes nas margens das ribeiras do Codes e do Zêzere, constituindo amontoados de enormes quantidades de conhos (seixos) resultantes da exploração de ouro por aluvião, presumivelmente na época romana e anteriores.
“ Na zona sul do concelho, entre a Serra da Milriça e a ribeira do Codes e, pela margem desta ribeira até ao rio Zêzere, há grandes massas de terreno de aluvião. Decerto, por isso, coube também à nossa terra um pouco da riqueza dos metais, que, no mundo antigo, tornou famosa a Lusitânia e, em geral, a Península Ibérica. Povos que nos precederem exploraram o ouro nos arredores da Vila (em zonas de quartzite) e especialmente nas ladeiras do Codes bem como nas margens e areias do Zêzere.” In “Vila de Rei e o seu concelho” de Monsenhor Dr. José Maria Félix. “Das actividades mineiras fala-nos, de uma maneira bem impressionante, o solo vilarregense. Vila de Rei foi sem dúvida um dos maiores centros mineiros da Lusitânia.”
In “Villa d'El-Rey”, de Mário Francisco Alves


Quedas de água dos Poios
Tomando a estrada para Ferreira do Zêzere, um km depois, à esquerda, encontra-se este local que a natureza dotou generosamente. É visivel a formação de um vale rochoso pelo qual se precipita, no Inverno e na Primavera, uma torrente em sucessivas cascatas cujo curso pode ser seguido, percorrendo um trilho algo difícil, que se desenvolve ao longo da encosta. Ao chegar ao final do vale em forma de garganta, encontram-se dois enormes rochedos que emprestam ao local um carácter selvagem e distante.
Zona óptima para aventureiros e para todos os que gostam de algum risco. A partir deste local existem dois estradões, um que sobe até ao lugar de Paredes, e outro que acede à estrada para Vila de Rei.

(mais conteudo em breve, aqui)

 

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Concelho de Vila Velha de Ródão

Património

Castelo de Ródão e Senhora do Castelo

Valorização da área envolvente ao Castelo de Ródão e da Capela Nossa Sra do Castelo
Câmara Municipal continuando o esforço em melhorar os espaços existentes, apostou na valorização da área envolvente ao Castelo de Ródão e da Capela Nossa Sra do Castelo. Assim, restaurou todo o património histórico existente e, igualmente, tirou partido das potencialidades naturais e paisagísticos do local. Da intervenção resultaram melhores acessos; uma área de recepção com estacionamento para 8 a 10 viaturas; um adro pavimentado com pedra da região; um miradouro natural sob a forma de plataforma arrelvada; uma zona de merendas prevendo instalações sanitárias, mobiliário apropriado e recolha de lixo; uma rampa de acesso ao Castelo; um recinto muralhado destinado à recepção de visitantes; zonas de circulação viária e pedonal; uma estrutura metálica a sul do recinto muralhado que funciona como miradouro e um caminho em torno da muralha até ao miradouro.
Neste momento toda esta zona histórica está em óptimas condições de ser visitada tratando-se de um óptimo cartão de visita do concelho de Vila Velha de Ródão.

História
Este conjunto patrimonial é composto por uma torre-atalaia, de forma quadrangular, erguida provavelmente pelos Templários e, a cerca de 150 metros, um templo rústico erguido em honra de Nossa Senhora do Castelo, cujo interior tem sido devastado pelos sucessivos roubos que sofreu. Este conjunto foi classificado em 1990 como Imóvel de Interesse Público.


Aldeia do Xisto - Foz do Cobrão

O “Programa das Aldeias do Xisto” é um “projecto âncora” da Acção Integrada de Base Territorial (AIBT) do Pinhal Interior, que contempla 23 aldeias, onde a matéria de requalificação de infra-estruturas, a requalificação de espaços públicos, a recuperação de imóveis públicos e a de imóveis privados está sempre patente.
As aldeias indicadas e que estão dentificadas como beneficiárias do Programa das Aldeias de Xisto (PAX) espalhadas por 13 concelhos do Pinhal Interior são – Arganil, Castelo Branco, Fundão, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oleiros, Pampilhosa da Serra, Penela, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.
A candidatura destas aldeias ao programa e aos seus fundos foi promovida pelas respectivas câmaras municipais, através da elaboração de “Planos de Aldeia”. Trata-se de um documento de trabalho que traduz um estudo aprofundado da aldeia, da sua envolvente e a população. Mas o ponto fulcral de todas as intervenções está centrado nas pessoas, isto é, há uma estratégia de desenvolvimento que, embora prioritariamente alicerçada no aproveitamento turístico do território, tem como meta final a melhoria das condições de vida das populações residentes, criando emprego e qualificado os recursos humanos de forma a permitir o surgimento de uma nova base económica.
Assim, as intervenções em curso nestas aldeias pretendem melhorar a qualidade de vida dos seus residentes, conservar a aldeia como um património cultural e promover as actividades económicas (unidades de alojamento ou de restauração, comércio de produtos locais, animação turística).
O programa é basicamente um aproveitamento das condições naturais ímpares de cada localidade.


Pelourinho

Atribuível ao estilo manuelino do sec. XVI, é o único testemunho da autonomia municipal naquele período. Esculpido em granito é constituído por um fuste redondo sobre uma base quadrada, em três degraus, encimado por um corpo constituído por um prisma e uma pirâmide irregular, ambos quadrangulares, que têm esculpidas nas quatro faces a cruz de Cristo, a esfera armilar,o escudo das armas reais e o brasão local. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1933.


Igreja Matriz de Vila Velha de Ródão

É um edifício de planta rectangular, com torre sineira acoplada na fachada. Encontra-se actualmente rebocada e guarnecida de lambril de granito. Apresenta esculpida na pedra do fecho do arco da porta principal a data de 1595. Pertenceu à Ordem do Templo, passando para a Ordem de Cristo até aos inícios do sec. XVIII.
Em frente existe um repousante largo com laranjeiras, enriquecido recentemente com um busto do pintor Manuel Cargaleiro, da autoria do escultor Francisco Simões, e painéis de azulejos do consagrado ceramista natural deste concelho.


Capela da Senhora da Alagada

Situa-se junto ao rio, num pequeno monte, e o seu nome fica a dever-se ao facto de, segundo a tradição oral, durante uma grande cheia a sua imagem ter sido encontrada dentro de uma caixa, no local onde depois lhe foi edificada a ermida. Em sua honra realiza-se uma festa anual no 4º fim-de-semana de Agosto.
Circunda este santuário um secular olival, autêntico prodígio da natureza.


Igreja Matriz de Fratel

Templo quinhentista, renovado no século XVIII, onde se destacam o altar-mor e a imagem de Santa Bárbara . Na fachada principal, sobre o portal com arco de volta perfeita, aplicou-se uma moldura triangular de estuque, com painel figurativo de azulejos alusivo ao orago, São Pedro.


Igreja Matriz de Sarnadas

Caracteriza-se pelo contraste entre a superfície branca das paredes e as molduras em granito. O altar-mor é revestido de talha dourada, tem quatro colunas, folhagens e concheados como é comum no século XVIII. O seu orago é S. Sebastião.
Foi recentemente modernizada.


Ermida de Nossa Senhora dos Remédios

Ermida rural constituída por uma capela do tipo quinhentista, um edifício formado por quatro casas em banda com entradas independentes e três construções recentes: um altar exterior, um anexo e instalações sanitárias. A capela possui um nártex na fachada principal e dois na lateral esquerda. Do lado esquerdo do nártex existe uma fonte de mergulho e, adossado ao seu flanco direito, um pequeno campanário de cantaria com juntas caiadas.


Ponte do Cobre

Monumento construído em xisto, com cerca de 42 m de comprimento, constituído por três arcos centrais maiores e dois outros nos extremos, ligeiramente inclinados. Esta ponte, que se encontra em razoável estado de conservação, terá sido importante no contexto de uma rede viária regional da época medieval.

 

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