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Évora

A
cidade mais romântica do Alentejo
É vora deve o seu nome original Ebora aos Celtas e é uma das cidades históricas mais belas do mundo. Os Romanos construíram o seu templo glorioso em honra do imperador Augusto e a nobreza portuguesa mandou erguer palácios imponentes, capelas, conventos, igrejas e a majestosa catedral gótica. Vestígios de diferentes épocas e civilizações mantêm-se praticamente intactos numa cidade onde as pessoas passeiam por ruas calcetadas medievais. Amplas arcadas cedem passo a pitorescas praças, onde se encontram lojas de artesanato e modernas boutiques de marcas. Os cafés com esplanadas convidam-no a relaxar, enquanto os bares e restaurantes oferecem uma viagem gastronómica pela região sul do país. Deixe as preocupações do mundo moderno e acolha o charme de Évora – a cidade mais romântica do Alentejo!

A beleza de antigamente e o dinamismo de hoje
Contemple a história romana de Évora no Templo de Diana ou passeie pela zona mourisca a norte da cidade. Uma das principais atracções de Évora é a Capela dos Ossos, onde centenas de ossadas humanas expostas nas paredes e no tecto ficarão certamente gravadas na sua memória. A abundância de monumentos da cidade levou à sua classificação como Património da Humanidade pela UNESCO, que a considerou “o melhor exemplo de uma cidade da Idade do Ouro portuguesa após a destruição de Lisboa no sismo de 1755”.

Esta magnífica cidade acolhe centenas de jovens que vêm estudar na segunda universidade mais antiga do país. Évora mantém-se jovial e animada graças aos estudantes vindos de todo o país e do resto do mundo. Ao longo do dia, os cafés, bares e lojas dão as boas-vindas a todo o tipo de visitantes. Quando cai a noite, as ruas iluminam-se e os bares vibram ao som da música. Os inúmeros estudantes animam as ruas desta cidade histórica, tornando Évora um dos locais com maior animação nocturna do país.

O charme de uma região imaculada!
A cidade de Évora situa-se na encantadora região do Alentejo, uma terra de infindáveis campos dourados pontuados por oliveiras e sobreiros. Nesta impressionante região de Portugal, as cidades históricas e as aldeias aninham-se junto a muralhas medievais, enquanto os artesãos mantêm vivas tradições intemporais. O Alentejo oferece a oportunidade ideal para quem deseja explorar o rico legado deixado pelos Romanos e os Mouros ou deliciar-se com a gastronomia enquanto desfruta da tranquilidade de uma paisagem assombrosa.

Muitas das principais atracções da região situam-se nos arredores de Évora. Na estrada para Montemor-o-Novo visite a Gruta do Escoural, com as suas gravuras paleolíticas que remontam a 25 000 a.C. Existem também impressionantes monumentos megalíticos em Reguengos de Monsaraz.

Aventure-se para norte e viva a majestosa atmosfera que se faz sentir em Vila Viçosa, onde encontrará o Paço Ducal de Vila Viçosa, que foi a residência da família real portuguesa durante vários séculos.

Arraiolos, com o seu castelo do século XIV, é especialmente conhecida pelas tapeçarias feitas à mão, enquanto em Estremoz poderá visitar a feira semanal num ambiente medieval dominado pela Torre das Três Coroas e o castelo e palácio contíguos.

No Redondo, também reputado pelos seus vinhos, as ruínas do castelo dão cor ao ambiente do século XIII, e a sua famosa cerâmica recria os jarros e caçarolas romanas.

O ponto de partida ideal para descobrir a beleza de Évora e do Alentejo é o M’Ar de Ar Aqueduto ou o M’Ar de Ar Muralhas. Estes fabulosos hotéis ocupam edifícios históricos no interior das muralhas e são excelentes opções de alojamento, onde o mobiliário moderno se conjuga com o estilo antigo.

Se procura romance, prepare-se para se apaixonar por Évora e pelos seus arredores!

Locais a visitar em Évora

Arquitectura religiosa

Templo Romano de Évora ou Templo de Diana
Este é um dos marcos da cidade e um dos principais símbolos da ocupação romana de Portugal. O templo foi originalmente construído no século I d.C. para servir de local de culto ao imperador Augusto e ainda conserva 14 das suas colunas. Reza a história que foi erigido em honra de Diana, a deusa romana da caça, daí ser conhecido como Templo de Diana.

Sé Catedral
Fundada em inícios do século XII, esta é a maior catedral medieval do país. É constituída por uma estrutura semelhante a uma fortaleza, construída em estilo Gótico Primitivo. A fachada é dominada por duas torres assimétricas, flanqueadas por uma passagem que exibe as figuras dos doze apóstolos – obras-primas da escultura gótica portuguesa.

Convento do Calvário
Este convento foi fundado no século XVI pela Princesa Maria, filha do rei D. Manuel I. A sua característica mais notória é a fachada maciça. Pertenceu à Ordem de Santa Clara, ou das Irmãs Clarissas, onde as freiras viviam em extrema pobreza e por vezes passavam tanta fome que eram forçadas a tocar o Sino da Fome apelando à ajuda do povo eborense. A sua arquitectura original mantém-se praticamente intacta.

Capela dos Ossos
Esta intrigante capela faz parte da Igreja Real de São Francisco. As suas paredes estão cobertas com ossadas e crânios humanos cuidadosamente dispostos. Se for sensível, é melhor pensar duas vezes antes de passar a arcada onde se lê “Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”. Foi construída no século XVI por um monge franciscano que pretendia transmitir a mensagem de que a vida é apenas uma mera passagem para o Céu ou para o Inferno.

Convento de Santa Clara
Este belo convento das Irmãs Clarissas foi fundado no século XVI. A igreja está coberta por talha dourada do século XVIII e azulejos azuis, e as paredes exibem belos murais. A sua igreja com um elegante campanário merece uma visita.

Locais históricos

Aqueduto Água de Prata
Este é um dos monumentos mais emblemáticos de Évora. Trata-se de uma obra-prima de engenharia que remonta ao século XVI e é um dos maiores aquedutos de Portugal. Trazia água das nascentes de Graça do Divor, a 18 km de distância, até ao centro da cidade.

Paço dos Duques de Cadaval
No Templo de Diana poderá ver parte do Paço dos Duques de Cadaval. No século XIV, o rei D. João I ofereceu este palácio à família nobre dos Cadavais. Faz parte das fortificações medievais da cidade e também é conhecido por Palácio das Cinco Quinas, devendo o seu nome à forma pentagonal da torre norte. Exibe uma combinação de estilos Mudéjar, Gótico e Manuelino.

Locais a visitar perto de Évora

Locais arqueológicos

Gruta do Escoural – Montemor-o-Novo
As famosas pinturas paleolíticas desta gruta situada nos arredores de Évora são uma importante referência para os arqueólogos e especialistas. Esta espectacular obra humana e da natureza foi descoberta em 1963 e posteriormente classificada como Monumento Nacional.

Menir de Courela da Casa Nova / Menir de Courela do Guita – Montemor-o-Novo
Nas imediações de Évora, na estrada entre Montemor-o-Novo e Vendas Novas, existe um enorme menir que remonta a 6000 a.C. Esta grande pedra erecta mede 2,70 metros e foi descoberta na década de 1970.

Conjunto Megalítico do Olival da Pega (Olival da Pega Megalithic Ruins) – Reguengos de Monsaraz
Investigações recentes concluíram que este monumento megalítico do IV e III milénios a.C. faz parte de um conjunto mais extenso de dólmenes. Os inúmeros sepulcros encontrados junto a esta estrutura evidenciam a sua importância e indicam que estes dólmenes terão sido uma importante necrópole para as civilizações da época.

Rocha dos Namorados – Reguengos de Monsaraz
Este monumento megalítico com a forma de um cogumelo tem 2 metros de altura. É conhecida como a rocha da fertilidade ou dos namorados graças a uma antiga tradição pagã que se mantém até hoje, em que as raparigas solteiras lançam pedras a este menir numa tentativa de as fazer aterrar no cimo. Cada tentativa falhada representa o número de anos que a jovem tem de esperar até se casar.

Locais históricos

Porta da Vila – Reguengos de Monsaraz
Esta pequena porta em arco é o principal acesso para a vila de Reguengos de Monsaraz. Na parte interna da porta existem duas marcas que indicam que outrora existiu um mercado têxtil no local. Sobre o arco da porta encontra-se uma tabuleta em mármore que celebra a consagração do rei D. João IV à Imaculada Conceição.

Paço Ducal de Vila Viçosa – Vila Viçosa
Este Paço foi construído no século XV e serviu de refúgio à família real portuguesa até ao século XVII. A família real vinha até aqui para descansar, sobretudo no Verão, e foi daí que o último rei de Portugal, D. Carlos I, partiu antes de ser assassinado em Lisboa. As suas características arquitectónicas mais notórias são de estilo Mudéjar, Neoclássico, Manuelino e Barroco. Trata-se de uma paragem obrigatória para quem visita Évora.

Núcleo Museológico do Convento de São Domingos – Montemor-o-Novo
Este complexo museológico está situado no interior do Convento Dominicano, fundado em finais do século XVI. A igreja está revestida por azulejos azuis portugueses e o museu expõe objectos arqueológicos e arte sacra.

Castelo de Estremoz – Estremoz
No cimo da colina de Estremoz encontrará o castelo medieval, que exibe uma combinação de estilos Gótico, Moderno e Neoclássico. No lado sul encontra-se a torre de menagem, decorada com três balcões ameados semelhantes a três coroas. Foi construído para defender esta zona do Alentejo e também é conhecido por ser o local onde a Rainha Santa Isabel faleceu em 1336.(+)

 

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Concelho de Alandroal
História


Castelo de Alandroal
A fundação da Fortaleza de Alandroal deveu-se a D. Lourenço Afonso, 9º Mestre da Ordem de S. Bento de Avis, em obediência ao rei D. Dinis e a sua construção terminou no ano de 1298.

Castelo de Terena (Monumento Nacional)
As fontes tradicionais afirmam que a fortificação da vila se deveu ao rei D. Dinis, todavia a versão documental atribui a feitoria desta obra a D. João I, monarca que integrou o burgo no Padroado da Ordem de Avis.

Castelinho (Terena)
Povoado fortificado de dimensões exíguas, implantado num esporão rochoso sobre a margem esquerda da Ribeira de Lucefecit; a defensibilidade natural é muito elevada, excepto pelo lado SE, onde se encontram alguns troços de muralha de xisto. Uma curiosa série de gravuras de época recente num dos rochedos que afloram ao meio do povoado, revela-nos a existência de lendas sobre uma moura encantada neste local.

Fortaleza de Juromenha
A fortaleza ocupou lugar de relevo nas lutas da formação da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso Henriques.
Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com castelhanos, a fortaleza passou a ocupar um lugar de relevo da defesa da nacionalidade portuguesa.
No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.

Ermida de S. Bento (Alandroal)
É desconhecida a data da sua fundação mas encontra-se ligada à lenda de que um eremita de nome João Sirgado, se deslocava todos os dias ao local para orar a S. Bento da Contenda e este salvou a vila dos males da peste de 1580, a troco da construção da ermida em seu nome.

Igreja da Consolação (Alandroal)
Capela Tumular de Diogo Lopes de Sequeira, 4º Governador Geral da Índia, grande descobridor e navegante dos mares de África e do Oriente, enaltecido por Camões nos Lusíadas (X,52) e alcaide-mor da vila de Alandroal. Fundada em 1520.


(mais em breve)

 

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Concelho de Arraiolos
Arraiolos terra dos tapetes é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”.

Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos”, depois de se referir à nobreza e antiguidade de Arraiolos, bem como a alguns aspectos históricos da sua origem, afirma: “... seja como for, tenho por certo que em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos...”
Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolitico são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à actual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos".

É ainda Cunha Rivara que nos transmite as referências do padre António de Carvalho da Costa, na Corographia Portugueza (tomo2º Pág 525) e do Padre Luís Cardoso no Diccionario Geographico (tomo 1º pág. 590) onde atribuem a fundação de Arraiolos a Sabinos, Tusculanos e Albanos, ocupantes que foram da cidade de Évora antes de Sertório e deram o governo de Arraiolos ao capitão Rayeo, nome grego.
Deste nome, parece ter então derivado o nome da nossa vila, já que o nome Rayeo se foi denominando Rayolis, Rayeopolis, Arrayolos e hoje Arraiolos.
Porém, é em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história.
Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com com o Rei o contrato para a sua feitura.
Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira - 2º conde de Arraiolos - a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida.

Em 1511 recebe Foral novo de D. Manuel.
Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:
- Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898).
Situado no interior sul do país, na vasta região alentejana , Arraiolos é hoje um concelho com 684,08Km2, para uma população de 7616 habitantes (censos de 2001) distribuídos por 7 freguesias: Arraiolos, Vimieiro, Igrejinha, S. Pedro da Gafanhoeira, Sabugueiro, S. Gregório e Santa Justa.

ARRAIOLOS TERRA DOS TAPETES é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”.
A referência escrita mais antiga que até hoje é conhecida está no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, termo de Arraiolos, onde, pelo ano de 1598, é descrita a existência de hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis.
Certo é ainda que as escavações arqueológicas realizadas na Praça Lima e Brito no inicio do Séc. XXI, sob a responsabilidade da Arqueóloga Ana Gonçalves, sem prejuízo de uma investigação mais pormenorizada, induzem o inicio da produção de tapetes em Arraiolos para uma fase anterior ao Séc. XV.
O concelho, a par da riqueza da sua paisagem, é detentor de um vasto património edificado que a Câmara Municipal tem procurado preservar e valorizar.
Deste conjunto destacam-se diversos monumentos nacionais e outros imóveis, nomeadamente:
Templo Romano - Santana do Campo
(Ruínas Romanas de São João do Campo*)
Cronologia : Séc. 2 / 3 d. C. - templo romano cujas ruínas ficaram incorporadas na cabeceira da Igreja; Séc. 15 - fundação do templo cristão, deduzida do vestígio mais antigo, imagem da padroeira (ESPANCA, 1975); 1534, após - reforma geral do templo cristão; 1715 - data aposta no dintel do pórtico, correspondente a reforma integral da fachada e interior.

Bibliografia : PREREIRA, Gabriel, Antiguidades Romanas em Évoa e seus Arredores in Estudos Eborenses, Évora, 1891; CORREIA, Vergílio, Monumentos e Esculturas, Coimbra, 1924; ALARCÃO, Jorge, Portugal Romano, Lisboa, 1973; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora, Vol. 8, Lisboa, 1975; ALARCÃO, Jorge, Roman Portugal, London, 1988.

Observações : *A designação está incorrecta. Não se conhece qualquer afectação do lugar ao topónimo São João de Campo. Chamou-se primitivamente Santana da Franzina e agora Santana do Campo.

 

 

 

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Concelho de Borba
Borba é um dos concelhos do Distrito de Évora, situado em pleno interior alentejano, no chamado coração da Zona dos Mármores, próximo da fronteira com Espanha, fazendo fronteira com o distrito de Portalegre, com Vila Viçosa, Redondo e Estremoz.

Borba compreende um conjunto de actividades económicas bastante diversificadas e ímpares na região e no Alentejo. O principal motor de desenvolvimento é a extracção e transformação de mármore. Esta actividade origina uma paisagem única, contrastando as crateras profundas de onde se extrai o denominado “ouro branco” com as enormes escombreiras onde são depositados os excedentes. O nome Borba está também associado à excelência dos vinhos produzidos no concelho pelas diversas unidades vitivinícolas, evidenciada nas medalhas obtidas nos concursos nacionais e internacionais do sector. Um bom vinho, branco ou tinto, é sempre motivo para degustar os saborosos queijos produzidos em Rio de Moinhos, cuja maneira de se tratar e curar lhes dá uma intensidade de sabor que aguça irremediavelmente o apetite, que aumenta ao acompanhar o tradicional pão de Borba, produzido com ensinamentos e saberes de longa data, que foram passando de geração em geração, perpetuando a sua genuinidade até aos dias de hoje. Fruto das dificuldades económicas verificadas em determinadas épocas da nossa história, as populações foram forçadas a recorrer a novos produtos para garantirem a sua alimentação, tornando a gastronomia local bastante rica em plantas e ervas aromáticas que tornam o seu paladar bastante apreciado e procurado, aprimorada pelo azeite que se extrai dos vastos olivais que complementam a paisagem do concelho, em contraste com as pedreiras e vinhas. A par, os enchidos são também bastante afamados não só pela tradição como pela sua qualidade, sendo cada vez mais procurados pela sua genuinidade.
Borba evidencia-se ainda pelo vasto e rico património histórico que convidam à descoberta e ao reencontro com a história, apelando a uma visita mais atenta e demorada. A meia dúzia de quilómetros surge-nos da peneplanície alentejana a Serra d’Ossa, lugar aprazível e que merece também uma visita demorada, para a qual dão uma resposta de
permanência, a qualidade de pernoita, numa série de residenciais e unidades de turismo rural, de aldeia ou habitação.
Fácil é chegar. Difícil é partir, pelo bem que se é recebido e pela qualidade encontrada nas gentes e nos produtos, e na certeza de que há sempre algo mais importante para descobrir.

 

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Concelho de Estremoz
Património Classificado
Monumentos Nacionais

Capela de D. Fradique de Portugal
Localidade: Estremoz (Santo André)
GPS: N -7.586270544 W 38.84361964
Situada dentro da Igreja de São Francisco e de fundação provável de finais do século XV ou inícios do século XVI, a Capela de D. Fradique de Portugal (Vice-Rei da Catalunha e Arcebispo de Saragoça), é um monumento funerário claramente manuelino, segundo Gonçalo Lopes (2008). Manuel Branco (1993) identifica elementos similares ao ciclo quatrocentista do Mosteiro da Batalha, dando-lhe uma datação anterior ao período manuelino, opinião não partilhada por Lopes. Tem planta quadrangular, abóbada nervurada em mármore assente em triplos colunelos e capitéis com motivos vegetalistas. As chaves que fecham esta abóbada são também do mesmo período, mostrando a central a heráldica da família de D. Fradique, os Noronha.
Em relação ao pórtico da entrada, que Túlio Espanca (1975) refere como pertencendo ao estilo espanhol plateresco, Lopes afirma ser uma obra do Renascimento com alguns elementos ainda manuelinos, nomeadamente nas bases octogonais escavadas, facto aliás também observado por Espanca.
O retábulo embutido na parede sul da capela também suscita interpretações diferentes quanto ao estilo e data de execução: Túlio Espanca afirma ser um trabalho maneirista de finais do século XVI ou inícios do século XVII (com reforma em 1744), enquanto que Gonçalo Lopes aponta uma datação próxima de finais do século XVII, do Barroco do reinado de D. Pedro II, com alguns elementos joaninos, provavelmente da mesma reforma de 1744 indicada por Espanca. Por baixo do recente pavimento de madeira, no panteão dos senhores do Vimieiro, estão sepultados D. Fernando de Noronha (falecido em 1552) e a sua esposa D. Isabel de Melo (1563).




Castelo de Evoramonte
Localidade: Evoramonte
GPS: N -7.715816244 W 38.77186345
A cerca medieval de Evoramonte foi mandada construir em 1306, no reinado de D. Dinis (r. 1279-1325). O perímetro amuralhado forma um triângulo isósceles cujo lado maior segue a linha NE-SO. Mantém ainda as suas quatro portas principais e um postigo: a porta do Freixo, com arco gótico sem impostas e protegida por dois torreões cilíndricos, está orientada a Sul e tem uma inscrição que corresponde ao início da construção da cerca; a porta do Sol, muito semelhante à anterior, está orientada a Oeste; a porta de São Brás está orientada no sentido da ermida com o mesmo nome e ainda mantém as suas munhoneiras (encaixes para o eixo de um canhão, também designado por munhão); a porta de São Sebastião tem acesso directo por estrada à ermida do mesmo orago, sendo que esta denota influências quatrocentistas ou quinhentistas.
A Torre/Paço Ducal é um bom exemplar de arquitectura quinhentista, construído, em princípio depois do terramoto de 1531, pelos mestres Diogo e Francisco de Arruda, sendo o senhor da vila, na altura, D. Jaime, duque de Bragança. Segundo o historiador de arte Paulo Pereira, a sua planta centrada é provavelmente a sua característica mais marcante, que derivará tanto dos edifícios militares tradicionais, como de edifícios sagrados e funerários, estes mais comuns nesta época.
De qualquer forma, os conceitos estéticos manuelinos estão ainda presentes, apesar de, provavelmente, este edifício ter sido construído no reinado de D. João III (r. 1521-1557), período normalmente designado por Tardo-Manuelino



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Capela da Rainha Santa Isabel
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592400687 W 38.84211216
Segundo Túlio Espanca, terá sido construído um oratório em 1659, por ordem de D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João IV (r. 1640-1656) em acção de graças pela vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas. Em 1680, durante o reinado de D. Pedro II (r. 1675-1706) e por iniciativa deste, realizam-se obras que estiveram a cargo do Padre Francisco Tinoco da Silva, beneficiando consideravelmente o templo. Inevitavelmente, 18 anos depois, em 1698, depois da explosão do paiol de pólvora do castelo, novas obras foram necessárias, apesar de, segundo um relato da época, esta capela não ter sofrido grandes danos, dando a entender que terá sido mais um milagre da Rainha Santa.
Os painéis de azulejo e as telas a óleo, ambos claramente joaninos, são atribuíveis os primeiros a Teotónio dos Santos (cerca de 1725), segundo José Meco, e os segundos a André Gonçalves (década de 1730), segundo Maria de Lourdes Cidraes. Os painéis a azulejo e as telas a óleo são representativos da vida e imaginário lendário da Rainha Santa Isabel, nomeadamente os milagres que lhe são atribuídos, que foram a causa da sua canonização em 1625 pelo papa Urbano VIII.
O exuberante coro construído em mármore branco exibe uma inscrição latina, de 1808, de agradecimento da população de Estremoz a Santa Isabel por tê-la protegido dos saques resultantes das Invasões Francesas.




Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Castelo
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592269569 W 38.84186515
No centro da vila medieval surge a Torre de Menagem, uma das mais bem conservadas do país. Com cerca de 27 metros de altura, tem planta quadrangular e é coroada com merlões em forma piramidal. Típica da arquitectura militar portuguesa de finais do século XIII e inícios do século XIV, é o que resta da alcáçova primitiva, juntamente com o edifício trecentista dos Paços do Concelho. No segundo piso existe uma bela sala octogonal com colunas de capitéis de motivos animalistas e antropomórficos. No terraço encontram-se as chamadas Três Coroas, representativas, segundo alguns autores, dos três reinados em que decorreram as obras da sua implantação. Na face principal, no exterior, a Sul, estão representadas as armas de D. Afonso III (r. 1245-1279) com dois anjos a protegê-las. Actualmente ocupado pela Pousada da Rainha Santa Isabel, o antigo Paço Real medieval foi adaptado a armazém de guerra no reinado de D. João V (r. 1707-1750) em 1736, cabendo a Carlos Andreis a assistência técnica das obras. É um dos melhores exemplares do Barroco joanino em Estremoz, com planta pentagonal e flanqueado por torreões cilíndricos. De destacar o pátio trapezoidal e com uma fonte central com repuxo de golfinhos de mármore; a escadaria de acesso à Sala de Armas com dois tipos de painéis de azulejo: um a azul e branco com faixas barrocas e arabescos naturalistas, inspirados na tapeçaria oriental, e outro de silhares de motivos florais, joaninos de meados do século XVIII; e a Sala de Armas, onde ainda existem algumas portas de talha dourada e policromada com os escudos reais.



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Muralhas Medievais

Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.590305381 W 38.84131682
A cerca medieval de Estremoz é mandada construir pelo rei D. Afonso III (r. 1245-1279) em 1261 e melhorada pelos seus sucessores, principalmente pelo seu filho D. Dinis (r. 1279-1325). Tem duas portas principais opostas (eixo E-O): a Porta do Sol ou da Frandina e a Porta de Santarém. A Porta da Frandina, virada para Nascente, é ladeada por uma torre semicilíndrica, com portal rebaixado no exterior e redondo no interior. Por cima do arco, à entrada, está colocada uma lápide invocativa da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, como é habitual no reinado de D. João IV (r. 1640-1656), depois da Restauração.
A Porta de Santarém, aberta para o Bairro de Santiago, tem uma torre cilíndrica e outra quadrangular, denotando uma maior necessidade defensiva, podendo indicar que seria esta, inicialmente, a porta principal da vila medieval. Tem, tal como a Porta da Frandina, uma placa dedicada a N.ª Sr.ª da Conceição e também uma que marca o fim da obra da muralha, em 1261: “Era Mª CCª LX’ª VIIIIª REGNAnTE / REX ALFOnSus DICTus COMES / BO LO(n) / IE / FU IT / MU RUM / EDI FI / CAT US”, cuja tradução será: “Era 1299 [Ano 1261 da Era de Cristo] reinando o rei Afonso dito conde de Bolonha foi o muro edificado”.


Capela de N.ª Sr.ª dos Mártires



Casa do Alcaide-Mor / Antiga Casa da Câmara


Claustro do Convento das Maltezas



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Torres da Couraça



Igreja de São Francisco, compreendendo o túmulo de Esteves Gatuz



Padrão da Batalha do Ameixial



Pelourinho de Estremoz



Portas e baluartes da 2ª linha de fortificações (século XVII)



Villa Lusitano-Romana de Santa Vitória do Ameixial



(...)

 

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Concelho de Montemor-o-Novo
História da Cidade e do Concelho

A cidade de Montemor-o-Novo - sede de concelho, povoação de origem muito antiga, situava-se inicialmente na parte interior da muralha do Castelo, expandindo-se posteriormente pela encosta virada a norte, onde actualmente se localiza.

O concelho recebeu forais dos reis D.Sancho I (1203) e de D.Manuel (1503) e teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640) e durante as invasões francesas (início do séc. XIX).
A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides.

Em Montemor, em 1496, tomou D.Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.
No numeramento mandado realizar em 1527 por D.João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal , contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres"
Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S.Francisco e de Stº António, a Ermida de Nª Srª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de Stª Maria do Bispo.

No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843.
Montemor-o-Novo desempenhou um papel muito activo na resistência à ditadura fascista e na luta pela melhoria das condições de vida e pela liberdade.
Com o 25 de Abril, Montemor-o-Novo esteve nas primeiras linhas do avanço das conquistas da revolução, nomeadamente na implantação do Poder Local Democrático e da Reforma Agrária.
A passagem de Montemor-o-Novo a cidade, por decisão da Assembleia da República de 11 de Março de 1988, é outro dos factos importantes da história recente de Montemor-o-Novo.


Gastronomia

Especialidades

Gatronomia regional alentejana, gastronomia de caça, empadas, enchidos, mel, cernelhas, queijadas, doçaria conventual, pão, vinho e os tradicionais licores de poejo e granito; Vitela Tradicional de Montado e Borrego de Montemor - Carne de qualidade controlada e garantida, resultante de animais criados em montado alentejano de sobro e azinho.

 

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Concelho de Mora

O Concelho de Mora é constituído por quatro freguesias: Brotas, Cabeção, Mora e Pavia. É o concelho mais a norte do distrito de Évora, rodeado pelos concelhos de Coruche, Ponte de Sôr, Arraiolos, Sousel e Avis.


Alguns locais a visitar

Igreja de S. Salvador do Mundo (Cabeção) - Foi construída, no século XIV, a ermida que hoje serve de capela do cemitério, dedicada ao Salvador do Mundo. Da sua traça primitiva há que destacar o portal gótico, que ainda mantém.

Santuário de Nossa Senhora das Brotas - A galilé da fachada, encontrando paralelos apenas com o da Cova da Iria e com a Porta Especiosa da Sé Velha de Coimbra. Destaque igualmente para a pequena imagem quatrocentista de Nossa Senhora das Brotas.

Coreto (Pavia) - A utilização em arquitectura de equipamento dos anos 40 do séc. 20 de uma gramática e volumetria que recuperam a arquitectura tradicional da região.

Torrinha do Castelo (Cabeção) - Na mesma colina que foi palco do nascimento da vila de Cabeção foi edificado um pequeno edifício de planta quadrada, de alvenaria, em forma de templete que o povo baptizou de Torrinha do Castelo.


Pratos Típicos que podem ser saboreados nos restaurantes do concelho de Mora

Cabrito no Forno
Lombinhos de Javali
Migas de Espargos
Sopa de Achigã
Sopa de Cação
Ensopado de Borrego
Borrego Estufado
Febras Recheadas
Arroz de Lebre

 

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Concelho de Mourão
A região em que se insere a vila de Mourão encerra uma grande diversidade espácio-temporal relativamente à presença humana. Os conhecimentos existentes actualmente acerca das populações que viveram e circularam neste espaço revelam que a área, tanto a mais próxima (margens) como a mais afastada (vila e freguesias de Mourão) do rio Guadiana, conheceu uma ocupação contínua de grupos humanos desde a pré-história até aos nossos dias, sendo o rio e os seus afluentes factores motivadores e determinantes para a existência de vestígios de tal ocupação. O rio atraiu assim para as suas margens actividades essenciais ou complementares ao ciclo tradicional de subsistência económica.

Desde o período pré-histórico que esta zona apresenta diversos e abundantes registos de presença humana. Locais como a Barca, a Quinta da Fidalga e Agualta, o Mercador e o Porto das Carretas, entre outros, atestam tal presença, visível nas indústrias líticas, nos restos de cerâmica, nas manifestações de arte rupestre e nos monumentos megalíticos, como a Anta da antiga fábrica de celulose (Portucel).

A presença mais marcante dos romanos no território de Mourão manifestou-se na envolvente da antiga aldeia da Luz. O Castelo da Lousa, construção fortificada do período romano (século I a. C.), foi o elemento patrimonial da herança romana mais visível no concelho. Actualmente encontra-se submerso, podendo ver visitado virtualmente através de um Cd-rom, realizado pela EDIA, S.A., que regista a sua memória.

Entre este período e o medieval é incerta a caracterização humana de Mourão. Com as suas origens históricas perdidas no tempo e envoltas na tradição, a primitiva vila de Mourão ter-se-ia localizado, eventualmente, na chamada Vila Velha. Esta foi objecto de escavações arqueológicas, antes de ficar submersa pelas águas do Guadiana, registando-se a existência de uma necrópole associada a uma igreja, bem como a identificação de uma zona habitacional de grandes dimensões.

No período medieval há referências a Mourão, mas a sua titularidade apresenta-se como um elemento que se integra na indefinição de fronteiras entre os vários reinos resultantes da reconquista cristã, ora pertencendo aos reis de Castela e Leão ora sob o domínio do reino de Portugal.

O prior da ordem do Hospital, D. Gonçalo Egas, concedeu a Mourão o seu primeiro foral em 1226 e D. Dinis, confirmou-o a 27 de Janeiro de 1296. Este rei reconheceu, no encontro de Salamanca (1298), D. Teresa Gil como senhora da localidade, passando Mourão para a coroa portuguesa após a sua morte.

Após as exéquias de D. Teresa Gil, o rei português concedeu a um fidalgo espanhol, D. Raimundo de Cardona, o privilégio de poder comprar Mourão, facto que se consumou em 1313, contraindo para tal um empréstimo de avultada quantia a um judeu. Dada a impossibilidade de cumprir honradamente os compromissos assumidos, a praça de Mourão foi novamente sujeita a leilão, em 19 de Abril de 1317, no alpendre da Igreja de Nossa Senhora do Tojal, sendo desta vez adquirida por um mercador de Monsaraz, de seu nome Martim Silvestre, por 11 000 libras. No entanto, dadas as incompatibilidades sociais entre o mercador e o rei, este vai exigir a sua devolução pelo mesmo preço de aquisição, fazendo nova concessão a D. Raimundo e a seu filho Guilherme de Cardona.

Relativamente à crise de 1383-85, a praça de Mourão aderiu à causa do Mestre de Avis, como é referido na crónica de Fernão Lopes, tendo sido alvo de devastadoras incursões castelhanas.

No que diz respeito à alcaidaria de Mourão, esta foi atribuída pelo futuro rei D. João II a Diogo de Mendonça, estando nesta família até ao reinado de D. Afonso VI. Aquando da instauração da monarquia dualista (1580), Mourão, através do seu alcaide-mor Francisco de Mendonça, aderiu à causa espanhola. Após 60 anos, a vila passou, na pessoa de Pedro de Mendonça Furtado, para o lado dos conspiradores. O herdeiro da alcaidaria de Mourão, amigo íntimo do Duque de Bragança, sentiu a necessidade de dignificar a imagem da sua família, sendo dos primeiros conjurados a tomar parte nos acontecimentos que conduziram ao 1º de Dezembro, em 1640.

Após a Restauração, no âmbito das guerras da independência, Mourão sofreu o impacto das frequentes escaramuças fronteiriças, sendo a sua praça assolada pelo exército inimigo em diversas ocasiões. É de realçar o cerco da mesma pelo exército do Duque de S. German, durante o qual, sob o comando do Capitão João Ferreira da Cunha, a praça conseguiu resistir apenas durante seis dias, revelando desse modo a fragilidade das muralhas do castelo. Dado que a reconquista de Mourão se tornou numa prioridade fronteiriça, a rainha regente, D. Luísa de Gusmão, empenhou-se profundamente na tomada da vila aos espanhóis, ocorrendo esta a 29 de Outubro de 1657. Nessa reconquista teve um papel determinante Joane Mendes de Vasconcelos.

No século XVIII, Mourão sofreu os efeitos do terramoto de 1755, que, conjuntamente com os trabalhos de arranjo, ampliação e consolidação da estrutura defensiva do castelo, iniciados no século XVII, e o estado de destruição deixado pelos inimigos levaram ao redesenhar da traça urbanística da vila.

No século XIX, a nova reforma administrativa levou à criação de novos limites concelhios, o que no caso de Mourão contribuiu para que este fosse extinto e anexado ao concelho de Reguengos de Monsaraz, pelo decreto de 24 de Outubro de 1853. Em 1861, o concelho de Mourão foi novamente restabelecido.

Mourão encontra-se actualmente rodeado pela água do Alqueva, perfilando-se este novo recurso natural como um dos motores do desenvolvimento económico sustentado desta localidade e do concelho.

 

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Concelho de Portel
Venha conhecer o município de Portel, entre a serra e a planície, onde o imponente castelo fundado no século XIII, domina o branco casario da vila.
Território de encantos e tradições, marcado pela diversidade da paisagem dominada pelo Montado. Portel assume-se hoje como “Capital do Montado” e porta de acesso a Alqueva, o maior lago artificial da Europa, formado pela Barragem de Alqueva.
A riqueza da paisagem natural, do património histórico e cultural constituem motivos suficientes para visitar este concelho que muito tem para lhe oferecer.


Castelo e Vila Velha (Património Militar)Patrimonio O castelo apresenta-se em forma de polígono irregular, aproxisítio aproximadamente circular, contrafortado nos ângulos formados pelo encontro dos planos de muralha por cubelos semi-circulares.

O senhorio de Portel nasceu a partir da doação de um herdamento, feito pelo concelho de Évora a D. João Peres de Aboim, em 1258. Entre 1259 e 1260, sob a pressão diplomática do monarca D. Afonso III, os concelhos de Évora e Beja procederam à demarcação do dito herdamento, vindo os seus limites e marcos a ser confirmados, por carta régia, a 12 de Outubro de 1261. Poucos dias depois, o rei passava-lhe carta de couto, assumindo D. João de Aboim a plena jurisdição sobre este território.


A 18 de Outubro do mesmo ano, D. Afonso III concedia-lhe a autorização para construir “ castelo e fortaleza” no sítio que melhor lhe agradasse, dentro do termo. O homem de maior confiança do rei, seu fiel amigo e vassalo, aquele que veio a assumir o cargo de mordomo-mor durante o seu reinado, escolheu um sítio privilegiado para edificar a sua casa: o ultimo cabeço à saída da serra de Portel, onde existia uma abundante nascente de água, indispensável á fixação humana.

O castelo apresenta-se em forma de polígono irregular, aproxisítio aproximadamente circular, contrafortado nos ângulos formados pelo encontro dos planos de muralha por cubelos semi-circulares, e coroado a nascente com a torre de menagem, de planta quadrada, constituída por três pisos. No piso térreo, funcionava o cárcere, ao qual se tinha acesso apenas por um alçapão situado no primeiro piso. As duas salas superiores, abobadadas e comunicantes através de uma escadaria interior encostada ao alçado Norte, serviam as funções inerentes à alcaidaria. Para além da porta de menagem, que dava acesso à vila muralhada, o castelo possuía ainda uma porta a poente (hoje obstruída), situada no sentido da estrada que ligava Portel a Beja. Coloca-se a hipótese de que tenha existido ainda uma outra, virada para Norte, que se direccionaria para o caminho de Évora, possivelmente dissimulada por campanhas construtivas e restauros posteriores.

A sua tipologia precoce para o espaço nacional uma vez que este sistema de contrafortagem só se difunde verdadeiramente em Portugal a partir de meados do século XIV denota algumas influências de arquitectura (dita) militar francesa medieval que, para além da sua função defensiva, traduzia o poder senhorial de quem os habitava. O castelo de Portel, casa de D. João Peres de Aboim e centro do seu potentado fundiário, simboliza, mais do que tudo, a sua ascensão social e a afirmação do seu poder (e, indirectamente, da influência régia) em terras de predomínio do poder dos homens bons, nomeadamente dos concelhos de Évora e Beja.

A construção do perímetro muralhado do espaço designado hoje como “ Vila Velha” (por oposição ao núcleo urbano “novo” que se desenvolveu extra-muros a partir dos séculos XIV / XV) terá sido imediatamente subsequente senão contemporânea á edificação do castelo, uma vez que, logo em 1262, D. João Peres de Aboim, sua esposa D Marinha Afonso, e seu filho, D. Pedro Eanes, concedem carta foral aos “povoadores do castelo de Portel e de seus termos, aos presentes e aos que hão-de vir”, segundo os foros e costumes da cidade de Évora. Com a aplicação deste documento legislador, criavam-se as condições fundamentais para a fixação da população no local e o consequente desenvolvimento da vila urbana.


É neste contexto que nasce o perímetro muralhado, terminado já no reinado de D. Dinis. Define-se numa planta trapezoidal, com três portas para o exterior: uma a sul, direccionada para o caminho de Moura e onde virá a construir, mais tarde, Vale Flores (a judiaria), e duas viradas a Nascente, a do Outeiro de Beja e a que correspondia à estrada de Évora (tradicionalmente chamada “do relógio”). A muralha, que não assumia propriamente um sentido defensivo, funcionava como um limite físico do espaço restritivo da povoação, dentro do qual vivia um número certo de vizinhos que seguiam as regras do burgo medieval, com todos os seus direitos e deveres. Se o centro administrativo e político se vem a situar no interior do posto, na extremidade Nascente da vila muralhada, no local hoje apelidado de “Eira da Vila Velha”.


A vila intra-muros caracteriza-se por um urbanismo linear, com uma rua direita que ligava a porta Este do castelo (da torre de menagem) à igreja matriz, chamada Rua de Santa Maria (actual rua da Vila Velha). De acordo com a documentação encontrada, existiam pelo menos mais duas ruas no interior, a rua de Évora e a rua da Fonte Sobreira. É provável que estas cortassem, transversalmente a principal: a primeira junto ao castelo, ligando as áreas respeitantes às duas portas da vila viradas a nascente, e a segunda (ainda hoje visível) dando acesso à porta sul da vila, e onde existia, já no espaço exterior, um ponto de água importante.

Portel foi propriedade da família de Aboim até ao ano de 1301, data em que a filha de João Peres de Aboim (sua herdeira) realiza um escambo com D. Dinis, através do qual troca o castelo e respectivo aglomerado urbano por outras vilas (Mafra, Évoramonte e Aguiar de Neiva). Durante a crise de 1383-85, por via do seu alcaide, Portel apoia o partido de Castela, sendo a vila “ retomada” para a coroa portuguesa por D. Nuno Alvares Pereira, aquando da resolução deste conflito ibérico. Como recompensa, D. João I oferece-lha, juntamente com outras terras e rendimentos, passando, mais tarde, para a casa brigantina por intermédio do casamento da filha do Condestável com o duque de Bragança.


Em 1510, Portel recebia nova carta de foral, à semelhança de outras tantas terras que foram contempladas pela reforma legisladora do rei D. Manuel, através da qual se procurou a modernização e a revitalização da vida urbana. Na vila de Portel, este novo ensejo foi também sinónimo de significativas reformulações arquitectónicas no castelo. A campanha de obras desenvolvida encontra-se bem documentada: foi executada a mando do rei, com consentimento do duque de Bragança, e está profundamente ligada ao nome de um dos melhores arquitectos desse tempo, de seu nome Francisco de Arruda, que veio a ser nomeado mestre de obras da comarca do Alentejo

Esta reforma arquitectónica traduziu-se essencialmente na edificação dos paços ducais brigantinos, com a capela de São Vicente e dependências várias de caracter doméstico (nomeadamente cavalariças e armazéns, notando-se o aproveitamento de estruturas anteriores), na elevação da torre de menagem para mais um piso, abobadado, e na construção de uma nova barbacã. O conjunto dos edifícios constituiu-se ao longo da muralha interior, formando um pátio, com um poço ao centro. É muito provável que tenha sido a construção dos paços ducais o motivo que impulsionou a deslocação do centro político/administrativo da torre de menagem do castelo para o exterior do espaço muralhado, vindo a ocupar parte da muralha da barbacã, no sitio onde se ergue hoje a Câmara Municipal, antigos Paços doConcelho. A construção deste edifício, acompanhada pelo surgimento de outros espaços arquitectónicos ligados à vida económica urbana (como a casa do pão e os açougues públicos) e, já no século XVII, da Capela de Santo António e da Igreja da Misericórdia ( que veio sobrepor construtivamente à Capela de São Romão), esteve na génese da constitiução da antiga Praça Publica, actual D. Nuno Alvares Pereira.

Depois de 1640, com a deslocação definitiva da família de Bragança para Lisboa aquando da subida ao trono do seu duque, o Rei D. João IV de Portugal, o castelo começou a perder vivência humana. Francisco de Macedo Pina Patalim, na sua obra Relação Histórica da Nobre Vila de Portel, datada de 1730, lamenta-se pelo estado de degradação em que se encontravam os paços ducais: E dentro do dito castelo está uma igreja de admirável arquitectura com o orago de São Vicente (Hoje quase arruinada) contígua ao palácio e boas casas onde vinham pousar os Sereníssimos Duques de Bragança, de cuja nobreza se mostram hoje unicamente os vestígios, chorando pela glória, em que naquele tempo se viram assistidos.


Paralelamente, a continuidade do crescimento urbano extra-muros e a passagem do centro religioso para o exterior da vila muralhada e desertificação da vila intra-muros. A igreja de Santa Maria (entretanto já reformulada e agora sob o orago de Senhora da Alagoa), havia sido destruída para dar lugar a um novo templo, iniciado em 1593; enquanto se aguardava a sua conclusão ( o que nunca se verificou ) as funções de matriz funcionaram na Igreja do Espírito Santo e, mais tarde, na Igreja de São Luís, até que foi edificada a actual igreja matriz, já na segunda metade do século XVIII.


Desde os anos 30 do século XX, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais tem procedido a várias intervenções de restauro junto do monumento, sobretudo nas muralhas, tendo a última ocorrido em 2000. Na década de 50 do século XX, levou a cabo também, e em acordo com a casa de Bragança (cuja Fundação ainda hoje é proprietária do castelo), uma campanha de arqueologia no interior do castelo, infelizmente pautada pela ausência de uma metodologia cientifica, o que veio a destruir evidências arqueológicas importantes para a reconstrução de construções.


Apesar disso e do avançado estado de ruína em que o conjunto se encontra, ainda é possível perceber nas várias estruturas alguns espaços constituintes dos antigos Paços brigantinos, dos quais se destaca um bom exemplar da arquitectura manuelina, a Capela de São Vicente. Trata-se de um templo de pequenas dimensões, de planimetria rectangular, com cabeceira orientada a nascente; a capela-mor era coberta por abobada de cruzaria, vendo-se ainda, nos ângulos de fecho da construção, as mísulas onde descasavam as nervuras que constituíam a cobertura interior. A nave, em nível topográfico menos elevado que a capela-mor, tinha para além da porta para o exterior, acesso directo às salas do paço. É de assinalar a subsistência de dois dos pináculos que rematavam a cabeceira, em forma de cone torneado.

Enquanto o castelo assumiu o papel de principal atracção turística do município de Portel, a Vila Velha voltou a ter novamente a função que responde à sua função habitacional. (...)

Serra de Portel
(Património Natural)
Patrimonio Situada no limite sul do Alentejo Central, a partir do qual se estendem as peneplanícies do Baixo Alentejo, a Serra de Portel face aos campos circundantes.
Situada no limite sul do Alentejo Central, a partir do qual se estendem as peneplanícies do Baixo Alentejo, a Serra de Portel face aos campos circundantes, apresenta valores mais elevados de precipitação e uma ligeira suavização da temperatura. Estes factores associados ao isolamento de algumas serranias e ao difícil acesso de algumas vertentes mais inclinadas contribuiu para o desenvolvimento de algumas comunidades de vegetação densa e luxuriante que aparentam ter sido poupadas à arroteia generalizada do Alentejo conduzida, nos anos 30, pela “campanha do trigo”. Em certos vales encaixados da serra é ainda possível encontrar alguns vestígios da vegetação potencial da serra, ou seja, os bosques mistos de sobreiro e azinheira com um rico subcoberto composto por matagais de medronheiro, carrasco, folhado, murtas, adernos, sanguinho, mato-branco, trepadeiras diversas e algumas orquídeas. Em outras áreas mais expostas à contínua acção do pastoreio e da agricultura a densidade de arvoredo tende a diminuir e o matagal luxuriante e diversificado tende a ser sub stituído por estevas, sargaços, genistas e rosmaninho.

Clima
A Serra de Portel apresenta um clima Mediterrânico com períodos quentes e secos prolongados, alternados por períodos frescos e húmidos. No Inverno as temperaturas podem ser negativas. Verifica-se a existência de uma diversidade de variações microclimáticas associada à diversidade de situações fisiográficas.


Geomorfologia
Maciço montanhoso de origem xisto - grauváquica. A Serra apresenta uma elevação máxima de 420 metros e uma diversidade de tipos de solos, entre os quais figuram diversos solos mediterrâneos, litossolos e aluviossolos. Contudo aqueles que ocupam maiores extensões são os litossolos.(solos esqueléticos )de xistos.

Flora
Beliz (1990) inventariou cerca de 680 espécies vegetais. Verifica-se uma elevada diversidade de comunidades vegetais associadas aos povoamentos de sobreiros e azinheiras e encontram-se presentes um conjunto de plantas pouco frequentes, ou mesmo raras, no país, claramente resultantes de microclimas locais e da profusão de tipos de solos.


Fauna
Comunidade faunística rica designadamente das aves e mamíferos predadores. No conjunto as comunidades presentes constituem uma amostra representativa das condições naturais do Alentejo Central

 

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Concelho de Redondo

Artesanato - O artesanato utilitário e decorativo, a gastronomia, o vinho, o azeite, o cante e tantas outras marcas distintivas de uma identidade cultural sólida, num concelho decorado a papel e no qual pontuam antas, torreões, igrejas e uma paisagem extraordinária. Para descobrir com a temperança dos sábios e a perseverança dos gaiatos.

Como Chegar
- Envolvido pelos concelhos de Évora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Alandroal e Reguengos de Monsaraz, o concelho de Redondo é delimitado pelas extensas planícies a sul e a Serra d'Ossa a norte.

Geografia - O concelho de Redondo situa-se no Alentejo Central e estende-se por uma área de 371 km2, correspondendo a 5,1% da área total do Alentejo Central. A vila de Redondo situa-se no cruzamento de dois eixos rodoviários: EN254 e ER381.

História e Património Arqueológico - A presença humana na região remonta a vários milénios A.C., durante os quais, inúmeros elementos da cultura material e imaterial se foram inculcando na ideossincracia do povo e por ele reificados nos seus usos e costumes, podendo hoje ser experimentados e contemplados por quem nos visita.

CASTELO - Cerca militar (classificada por Decreto de 2 de Janeiro de 1946 como Monumento Nacional e como Zona Especial de Protecção em 26 de Março de 1962) mandada construir por D. Dinis.
A planta tem a configuração de uma elipse irregular murada, de grossa alvenaria, sem cortina ameiada, conservando ainda o adarve, embora parcialmente interrompido. Possui quatro torreões de forma arredondada que protegem o amuramento e duas torres, uma virada a Noroeste, Torre de Menagem, e outra a Sudeste, a da Alcaidaria. Apresenta duas portas torreadas, com arcos góticos: a nordeste fica a Porta da Ravessa ou do Sol (na imagem acima), onde existe a marca oficial da vara e do côvado, a que os industriais do pano se tinham de submeter nos mercados e feiras; a sudoeste está a Porta do Postigo, que foi aumentada no período Manuelino, por novo arco de alvenaria de volta plena decorada com o brasão de armas do donatário da vila, D. Vasco Coutinho.
No parapeito da torre subsiste um antigo relógio de sol. As duas portas estão ligadas pela rua principal medieval, denominada Rua do Castelo, onde funcionou o antigo edifício da Câmara, a Cadeia Comarcã e o Celeiro Comum.

CONVENTO DE SAO PAULO
Séc. XII
O Convento de São Paulo foi erguido a meia encosta da Serra d Ossa pelos monges da ordem de São Paulo Eremita. Alberga actualmente um requintado hotel. Testemunham várias crónicas que o Convento de São Paulo acolheu, durante séculos, figuras célebres como D. Sebastião, D. João IV e D. Catarina de Bragança.
Como antigo Convento Palaciano, detém um dos mais notáveis núcleos de painéis de azulejos do país, com temas bíblicos e do hagiológio cristão da autoria de artistas anónimos de Lisboa (século XVIII). Mais de 54.000 frescos, baixos-relevos em terracota e outras preciosidades como a fonte florentina das quatro estações e a Igreja Velha que justificou a sua classificação de interesse público e monumento nacional. (dec..lei 28/82 de 26 de Fevereiro).

TORRE DE MENAGEM
Fortificação (Séc. XV)
Construção militar palaciana, destinada a substituir a alcaidaria primitiva, é obra do tempo de D. Afonso V, que ordenou a sua feitura nos últimos anos do seu governo, com determinação de uma colecta aplicável sobre os vinhos de Évora. Todavia, a empreitada terá sido concluída já no reinado de D. Manuel, como o parece provar a formosa abóbada do 2º piso.


Gastronomia
- Os produtos regionais são um dos capítulos preferidos dos visitantes da região, com atributos suficientes para satisfazer os mais exigentes. ver mais>>

O Mel
O Mel, produzido nas pastagens naturais das serras e planaltos alentejanos, é altamente apreciado e reconhecido.
O mel produzido em Redondo é um mel de cor clara, variável desde o amarelo transparente até ao ambarino cuja tonalidade é característica da região e decorrente da respectiva composição polínica, isto é, da flora que serve de pasto às abelhas. A cristalização é fina e compacta. É produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica).
Existem variantes: Mel de Rosmaninho; Mel de Soagem; Mel de Eucalipto; Mel de Laranjeira; Mel Multifloral.

O Azeite
O azeite esteve, desde sempre enraizado nos hábitos alimentares do povo de Redondo, podendo dizer-se que toda a alimentação da região era, até há bem pouco tempo, à base de azeite: o ensopado de borrego, as migas, a açorda, a sopa de beldroegas, todos os fritos e variados bolos e biscoitos.
Também na conservação dos alimentos tinha o azeite um papel importante: os enchidos e os queijos guardavam-se, de um ano para o outro em enormes potes de barro cheios de azeite. Ainda hoje se verificam muitos destes usos tradicionais do azeite numa vila, de resto, ligada à fama da finura e excelência do seu azeite desde épocas que se perdem no tempo.
Condições edafo-climáticas muito particulares e solos de elevada aptidão produzem um ambiente natural e privilegiado para o desenvolvimento da oliveira cuja produção tem merecido altas distinções em diversos certames.
São azeites ligeiramente espessos, frutados, com cor amarelo ouro, por vezes ligeiramente esverdeados. Um produto de especial qualidade e de preservada garantia que nos oferecem a Natureza, o clima mediterrânico e a cultura romana e árabe que o engenho humano quis transformar numa especialidade sem par.

Os Enchidos
No Alentejo, o grande destino dos porcos das matanças é a preparação dos enchidos, para o que são destinados os melhores pedaços. Era ainda hábito, nas casas de famílias numerosas, matarem dois porcos por ano, aos quais retiravam apenas dois presuntos, ficando a restante carne para os apreciados enchidos. Trata-se também de um produto com uma grande tradição no concelho de Redondo. A qualidade dos nossos enchidos depende bastante mais da qualidade da carne utilizada do que da complicação da receita, podendo dizer-se, simplificando, que apenas lhe basta a massa de pimentão, o sal, alho pisado e um pouco de fumo. Os enchidos mais importantes são os paios (feitos com a carne do lombo, enrolada na membrana que reveste as banhas do porco, e posteriormente apertada com linha em volta), os painhos ou paiolas (para os quais é utilizada a melhor carne magra), as linguiças (chouriços de carne magra entremeada com alguma carne gorda), a cacholeira (feitas com carne gorda temperada com sangue) e as farinheiras.

O Pão
O pão é um alimento de grande consumo com repercussões conhecidas na saúde. No entanto, é raro alguém lembrar-se que, este elemento essencial à nossa alimentação, tem raízes milenárias e acompanhou mesmo quase toda a evolução do ser humano. É um alimento que resulta da cozedura de uma massa feita com farinha trigo, água e sal. Aquando da sua chegada ao Alentejo, já o pão fermentado tinha substituído o pão ázimo. É ainda com este pão milenar que, hoje, no dia a dia, continuamos a partilhar a nossa maneira de ser.
Ainda hoje somos guardadores zelosos desta Epopeia do Pão.
No Redondo o pão de trigo continua a ser o assento do naco de toucinho e da lasca de queijo. Continua a ser utilizado no gaspacho, no ensopado, nas migas e na açorda. Continua a ser alentejano.
Possivelmente, aqui, na planície, a evolução do pão andou de mão dada com o seu uso em sopas. A açorda aparece no pódio primeiro do uso pão. Tem a nossa maneira de ser a virtude da poupança ao usar o panito mesmo depois de duro, em cubos ou falquejado, na condição de substância húmida. Assim, hoje em dia, o pão que deixou de ser de fabrico doméstico, para ter um fabrico mecanizado e muitas vezes altamente industrializado, a fim de responder ao abastecimento dos grandes centros urbanos sobrevive tradicional no nosso concelho e a muitos serve de cartão de visita.

O Vinho
Ao falarmos de Redondo temos, necessariamente, que falar da cultura da vinha e do seu incomparável vinho, que se tem mantido desde os primórdios da humanidade ligado à história e cultura deste povo. Utilizado nas mais diversas circunstâncias da vida, desde a alimentação aos rituais religiosos.
No nosso território, a cultura da vinha é anterior à ocupação romana, mas foi com estes que a vinha e a exploração agrícola em geral, conheceram um avanço técnico mais significativo. São ainda evidentes as marcas deixadas pelos romanos através de diversos equipamentos ainda hoje conhecidos e alguns correntemente utilizados – é o caso dos "podões e das "talhas" , recipientes usados nas adegas do Alentejo para a fermentação de mostos e conservação, transporte e armazenagem de vinho.
Os valores de insolação, as características edafoclimáticas, os solos mediterrâneos e os saberes humanos, favorecem, na região, a produção de afamados vinhos que aromatizam o ambiente e aguçam os paladares da riquíssima gastronomia alentejana, com a qual mantém uma forte relação de cumplicidade. A região produtora de vinhos alentejana constitui uma das grandes riquezas do nosso país.

Castas Predominantes nos Tintos
Periquita, Aragonez, Trincadeira, Moreto e Alfrocheiro.


Castas Predominantes nos Brancos
Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Tamarez e Arinto;

Características dos Tintos
De cor rubi ou granada, aromas intensos a frutos vermelhos bem maduros, macios, ligeiramente adstringentes. Adquirem complexidade com a idade

Características dos Brancos
Vinhos frescos e aromáticos.


O Queijo
Aristocrático alimento que, de entradas ou de saídas, na merenda ou simplesmente como conduto de um naco de pão alentejano, tem igualmente fama de bom companheiro não se fazendo rogado a aceitar a companhia de fruta, doce ou mesmo mel.
A tradição deste concelho, impõe-se com queijos de alta qualidade, protegidos por regulamentação que reconhece a Denominação de Origem Protegida (DOP) e a Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Os nossos queijos artesanais, são produzidos segundo técnicas tradicionais que incluem designadamente, as condições de produção de leite, higiene da ordenha, conservação do leite e fabrico do produto. Têm o seu nome regulamentado por legislação própria, que os protege de quaisquer imitações ou falsificações, garantindo a sua qualidade e carácter genuíno.
Comercialmente pode apresentar-se sob a forma de queijo pequeno de pasta dura com peso compreendido entre 60g e 90g, de merendeira de pasta dura com peso compreendido entre 120g e 200g e de merendeira de pasta semi-dura de peso compreendido entre 200g a 300g.

População -À semelhança da faixa interior do país, o concelho de Redondo tem vindo a registar uma quebrano seu efectivo populacional. Uma tendência que se procura inverter...


Cultura e Lazer -.Viva as festividades, tradições e cultura do concelho de Redondo. Em Agosto, de dois em dois anos, percorra inúmeras ruas adornadas com maravilhosas formas coloridas de papel, saídas do trinar das tesouras e da imaginação da população; aperfeiçoe os seus dotes manuais e veja como uma massa disforme de barro ganha formas extraordinárias ao ritmo das mãos experimentadas de um oleiro. Redondo é terra de tradições e artesãos, não perca esta oportunidade e venha experimentar aquilo que de melhor este concelho tem para lhe oferecer.

 

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Concelho de Reguengos de Monsaraz
O Concelho está enquadrado na magnífica planície alentejana e no azul da Albufeira do Alqueva. O Concelho faz parte do Distrito de Évora. É uma zona principalmente agrícola (cereais, olivais e vinha), caracterizada por Verões quentes e longos e Invernos curtos e chuvosos.

Podem-se encontrar aqui numerosos monumentos arqueológicos, principalmente monumentos megalíticos. Para além dos monumentos megalíticos é também obrigatória uma visita à Vila de Monsaraz e deixar-se levar através do tempo.

Este Concelho mantém ainda excelentes condições ambientais, o que lhe permite passar bastante tempo em actividades no exterior, quer seja em passeios pedestres, passeios a cavalo ou a pescar e caçar…

Para além do património histórico temos ainda para lhe oferecer magníficas paisagens e tradições profundamente marcadas pelo artesanato, gastronomia e vinhos. No que respeita ao artesanato é obrigatório fazer uma referência especial a S. Pedro do Corval, o maior centro oleiro de Portugal.

O berço do Concelho
Monsaraz


Desde os tempos pré-históricos, talvez pela sua posição geográfica, na proximidade de um rio (o Guadiana), talvez por estar implantada sobre um cume com excelentes pontos de defesa, que atraiu vários povos.

A grande concentração de monumentos megalíticos nesta zona atesta a ocupação de tempos imemoráveis.

Este primitivo castro pré-histórico foi mais tarde romanizado e ocupado sucessivamente por visigodos, árabes, moçárabes e judeus, até ser definitivamente cristianizado no séc. XIII.

No século VIII, com as invasões muçulmanas, que ocuparam parte da Península Ibérica, Monsaraz cai sob o domínio do Islão.

Em 1167, foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem Pavor, numa expedição que partiu de Évora. Poucos anos depois, em 1173, Monsaraz volta novamente a cair em poder dos almóadas, na sequência da derrota de D. Afonso Henriques em Badajoz.

Só mais tarde, em 1232, D. Sancho II, auxiliado pelos templários, reconquista definitivamente Monsaraz, fazendo a sua doação à Ordem do Templo, que fica encarregue da sua defesa e repovoamento.

Neste período de ocupação cristã de Monsaraz, começou-se igualmente a levantar a nova alcáçova, e os cavaleiros templários e o clero secular deram início à edificação dos templos religiosos de Santa Maria do Castelo, de Santiago, da ermida de Santa Catarina, do Hospital do Espírito Santo e da Albergaria para culto e atracção de novas populações.

Em 1319, Monsaraz é erigida à comenda da Ordem de Cristo, recém fundada em Portugal, e fica na dependência de Castro Marim. È nesta altura que começa a ser construído o edifício gótico do primitivo tribunal (e é também nesta altura que se começa a construir a torre de Menagem).

Em 1385 foi invadida pelas tropas do rei castelhano D. João. Foi resgatada, mais tarde, por D. Nuno Álvares Pereira.

Em 1422, por doação do condestável D. Nuno Álvares Pereira ao seu neto D. Fernando, Monsaraz é integrada na Sereníssima Casa de Bragança.

Em 1512, D. Manuel manda reformar o foral de Monsaraz e regula a vida pública do concelho e da vila por diploma jurídico e a confraria da Misericórdia de Monsaraz fica definitivamente instituída na Matriz de Santa Maria da Lagoa.

A vila recebeu, após a restauração de 1640, importantes acrescentamentos tácticos, com o levantamento de uma nova cintura abaluartada, que tornou a vila numa poderosa “cidade inexpugnável”.

As Portas de Monsaraz

Porta da Vila

Esta é a porta mais característica de Monsaraz que na parte interior se encontra insculpida com duas marcas-padrão destinadas ao mercado do pano.


Acesso principal da Vila, cuja robusta estrutura defensiva está protegida por dois cubelos semi-cilíndricos. O de poente, encimado pelo campanil do relógio (provavelmente construído no tempo de D. Pedro II), tem um tecto nervurado e no cimo da cúpula um sino fundido pelos artistas estrangeiros Diogo de Abalde e Domingos de lastra, com inscrição de 1692.

A encimar o fecho gótico do arco da porta, uma lápide comemorativa da consagração do reino, por D. João IV, em 1646, à Imaculada Conceição.

Porta d’Évora

Se percorrermos a vertente Norte de Monsaraz partindo do Sul para o Norte, encontramos primeiro a Porta de Évora, por onde penetrava na Vila a estrada romana que vinha de Moura.

A pol, granítica e flanqueada a Sul por um cubelo defensivo.

Porta d’Alcoba

Para Sul, a cerca rompe-se na porta de cantaria de granito ogival, chamada hoje de Alcoba, sendo no século XVII denominada por “Porta Dalcoba”.

Porta do Buraco

Para Sudoeste encontramos o Postigo ou Porta do Buraco. Protegia a cisterna pública da Vila e por isso os engenheiros franceses que delinearam as fortificações modernas ordenaram o seu entaipamento para proteger o precioso líquido.
Parece ser a Porta mais antiga da cerca.

Principais monumentos em Monsaraz

Ermida de Santa Catarina de Monsaraz
Pelourinho de Monsaraz
Igreja de Nossa Senhora da Lagoa
A Casa da Inquisição
Capela de São José
Antigos Paços de Audiência e Fresco do Bom e Mau Juiz
Cisterna
Igreja de Santiago
Capela de São Bento ou Ermida de São Bento
Capela de São João Baptista (Cuba)
Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia
Igreja da Misericórdia
Igreja de São Bartolomeu
Ermida de São Lázaro

 



 

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Concelho de Vendas Novas

Origem de Vendas Novas:

A origem provável e o subsequente desenvolvimento de Vendas Novas, devem-se essencialmente a três acontecimentos que tiveram lugar quase simultaneamente.
O primeiro e segundo acontecimento devem-se essencialmente à criação da Posta Sul, por ordem de D.João III, estabelecendo-se uma estação e uma sede da Posta em Aldeia Galega (o actual Montijo). De igual modo, com licença do rei, mandou Luís Afonso, Correio-Mor do Reino abrir um caminho de Aldeia Galega a Montemor, que atravessava uma vasta charneca que o rei utilizava para as suas caçadas reais, de maneira a diminuir o percurso e o tempo das viagens. Nesse caminho, o rei mandou construir uma estalagem, no sítio que hoje é Vendas Novas.
O terceiro acontecimento está ligado à construção, por ordem de D.Teodósio, de duas pousadas, uma em Evoramonte e outra nas Vendas Novas, perto das duas estações, para melhor se deslocar de Lisboa a Vila Viçosa. Terá sido então, a aberta do caminho para a Posta do Sul, através da charneca, em 1526, e a construção de duas estalagens, (a da Mala-Posta, em 1526, e a do Duque D. Teodósio I, em 1930), os três factores determinantes para a origem de Vendas Novas.
Quanto ao nome do povoado terá provavelmente origem nas construções - "Estalagens" ou "Vendas", que por serem de recente construção, eram novas, denominadas pelos viajantes como "as Vendas Novas".
História

Um conjunto de factores – a estrada de acesso a Espanha, Évora e Lisboa, o Palácio Real (actual Escola Prática de Artilharia), o caminho de ferro – estão associados ao crescimento da povoação de Vendas Novas, com apenas 300 anos de existência, de que é reflexo a sua passagem a concelho e a cidade. Refira-se que a povoação mais antiga do concelho é a Landeira, hoje freguesia do concelho, de que existem referências de sua existência nos inícios do Séc. XII.
Vendas Novas foi freguesia do concelho de Montemor-o-Novo até 7 de Setembro de 1962, altura em que passou a concelho após um processo reivindicativo iniciado no final do século XIX.
Em termos patrimoniais, o concelho de Vendas Novas, apesar da sua história ser recente, possui um conjunto de património erudito de que é exemplo o edifício onde se encontra instalada a Escola Prática de Artilharia, antigo Palácio Real, mandado construir pelo rei D. João V, que possui um museu militar. São também referência o Palácio e Capela do Vidigal (séc. XIX), e um conjunto de capelas e igrejas que datam desde o século XVI.

Locais de Interesse Turístico:

Escola Prática de Artilharia, com Museus interior e ao ar livre
Praça da República

Palácio do Vidigal (Séc. XIX)
Estrada Nacional 251-1

Capela do Vidigal (Séc. XIX)
Estrada Nacional 251-1

Capela de S. Fernando/Outeiro de S.to António (Séc. XV)

Palácio Real (Séc. XVIII)
Praça da República

Capela Real (Séc. XVIII)
Praça da República

Capela do Monte Velho da Ajuda (Sécs. XVII-XVIII)

Igreja Paroquial de N.ª Sr.ª da Nazaré (Landeira) (Séc. XV)

Capela de S. Pedro de Bombel

Capela de S. Gabriel (Marconi)

Igreja de S. Domingos Sávio
Rua São Domingos Sávio, 16

Igreja Matriz de Sto. António
Rua Nova Igreja

Moinho de Vento
Av. 25 de Abril

Chafariz Real
Av. 25 de Abril


 

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Concelho de Viana do Alentejo

O Concelho de Viana do Alentejo é conhecido pela sua riqueza patrimonial. Exemplo disso, são o Santuário mariano de N.ª Sr.ª D'Aires, o Castelo de Viana e a Igreja Matriz do Salvador e ainda de Viana do Alentejo.

CASTELO DE VIANA DO ALENTEJO
Arquitectura militar. Gótica. Monumento típico da arquitectura militar da fase alentejana da reconquista e repovoamento, embora em cota relativamente mais baixa do que os seus congéneres como Portel.

Artesanato
Muitas são as localidades, vilas, cidades ou aldeias, que através dos tempos conseguem manter uma especialização industrial ou artística, que é como que o fácies característico e inconfundível que as torna conhecidas. Alcáçovas também possui a sua indústria própria, especial, única, os chocalhos, através dos quais o seu nome se tem tornado conhecido...

(+ info em breve)

 

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Concelho de Vila Viçosa

Com 8.871 habitantes, distribuídos por 194.62 Km2 de área, é um dos mais importantes concelhos do distrito de Évora, estando limitado a Norte e a Este pelo Concelho de Elvas, a Sul pelo Concelho do Alandroal e a Oeste pelos Concelhos de Borba e Redondo. Vila Viçosa tem uma rede viária interna em boas condições de utilização, quer através das recentes Variante à EN255 e da Circular Urbana a Vila Viçosa, como das estradas nacionais (EN254 e EN255) e das diversas estradas e caminhos municipais (EM508, CM509,CM510, CM1045, CM1047), que permitem a ligação entre a sede do concelho e as sedes de freguesia, e a ligação com os concelhos envolventes.


Relativamente a ligações com o exterior Lisboa/resto do País ou Espanha – a construção da Variante à EN255 trouxe uma maior centralidade através da ligação directa e à EN4, ou um pouco mais à frente, em Estremoz, ao IP2.


Já existente como povoação desde os primeiros tempos da reconquista cristã situada num vale, conhecido como Viçoso. Foi D. Afonso III que lhe atribuiu a categoria de vila, fixando-lhe o nome de Vila Viçosa, e de cabeça de Concelho e lhe concedeu o primeiro foral em 5 de Junho de 1270. O concelho é, hoje, constituído por 5 freguesias: Pardais, Bencatel, S. Romão, S.Bartolomeu e Conceição.


Na sede do concelho abundam antigas igrejas, capelas, Ermidas e Conventos com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao qual se desconhece a época exacta da sua fundação, que alguns autores atribuem ao rei D. Fernando e outros ao primeiro donatário da vila, o condestável D. Nuno Álvares Pereira, aquém, igualmente, segundo a tradição, se diz ter oferecido a imagem da Virgem Padroeira, adquirida em Inglaterra. Desaparecido esse primeiro templete gótico no reinado de D. Sebastião, pela sua pequenez ou ruína, as obras do actual começaram no ano 1569,sob patrocínio da Ordem de Avis, de que era uma comenda.


À entrada da Vila, pelo Oeste (Borba) a atenção dos forasteiros volta-se para o monumento de maior prestígio, o grandioso Palácio Ducal, antiga residência dos Duques de Bragança desde os princípios do Século XVI, a sua construção iniciou-se em 1501-1502 (na ala Norte) e completou-se já no século XVIII. A fachada principal é toda revestida de mármores da região e inspira-se na arquitectura italiana renascentista, com três andares, a cada um deles correspondendo, desde o rés-do-chão ao piso superior, uma das ordens clássicas: dórica, jónica e coríntia.


Ao continuarmos a nossa caminhada pela viçosa Vila, através da Avenida Duques de Bragança, deparamo-nos com o castelo medieval, que remonta à época da Reconquista cristã da península, quando da afirmação da nacionalidade portuguesa, a região foi dominada a partir da conquista de Alcácer do Sal (1217).


Embora não se possa afirmar se uma primitiva povoação foi abandonada e recuperada, ou se o seu povoamento cristão foi tardio, sabemos que vila Viçosa recebeu de D. Afonso III (1248-1279) a sua Carta de Foral, passada em 5 de Junho de 1270. Datará, dessa época, o início da construção de seu castelo, a que seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), dará um efeito impulso, terminando a sua edificação e fazendo erguer a cerca da vila.


No coração da Vila fica a Praça da República, rodeada de elegantes edifícios, como o da Câmara Municipal, onde se pode visitar e consultar a Biblioteca de livros antigos (sécs. XV a XIX), o importante arquivo Histórico da Câmara Municipal, que integra também o da Misericórdia, constituído por cerca de 2000 livros, códices, maços e documentos avulsos datados desde o séc. XV até ao séc. XIX.


A Reserva Natural das pedreiras de mármore, completam o magnífico cenário do concelho, tendo os visitantes oportunidade de usufruir uma viagem gira em torno destas pedreiras de mármore e da vila que tem um dos patrimónios mais bonitos de Portugal. No Concelho de Vila Viçosa mais propriamente nas freguesias de Pardais e Bencatel é-nos possível olhar para o horizonte e encontrar torres de ferro, ou seja, gruas que servem para içar a pedra dos poços. Este é o aspecto à primeira vista de um campo de pedreiras. Um olhar mais aprofundado permite-nos ainda observar o grande e profundo poço que se assemelha a uma cratera aberta na terra. Trata-se da obra do homem que todos os dias a par e passo vai tornando mais fundo o dito poço, recortando-o às fatias e içando através da grua os chamados blocos de mármores.


 

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