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AGUIAR DA BEIRA
ALMEIDA
CELORICO DA BEIRA
FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO
FORNOS DE ALGODRES
GOUVEIA
GUARDA
MANTEIGAS
MEDA
PINHEL
SABUGAL
SEIA
TRANCOSO
VILA NOVA DE FOZ CÔA
Guarda
Descubra o distrito da Guarda, um destino inesquecível onde os monumentos históricos o conduzem aos primórdios da nação.

Fundada no século XII pelo segundo rei de Portugal, D. Sancho I, Guarda insere-se na paisagem montanhosa da Serra da Estrela e é considerada a cidade mais elevada do país, impondo-se a uma impressionante altura de 1056 metros. A Torre é o pico mais elevado da Serra (1993 metros), bem como o mais alto de Portugal continental, e acolhe a famosa estância de esqui do Parque Natural da Serra da Estrela.

Nas proximidades encontram-se as pitorescas localidades serranas de Seia e Manteigas, locais esplêndidos em qualquer altura do ano, quer prefira esquiar nas belas encostas cobertas de neve ou passear tranquilamente junto ao rio Zêzere.

Conhecida pelo seu importante papel durante a Idade Média, Guarda ainda mantém muitos dos seus colossais castelos que outrora fortificaram o país. Estes podem ser visitados em vilas como Figueira do Castelo, Pinhel e Almeida. Não perca também o Castelo do Sabugal e o Castelo de Sortelha, símbolos máximos do estilo de inspiração militar que caracteriza estas estruturas monumentais.

Trancoso é uma das cidades mais interessantes do distrito da Guarda, graças aos seus inúmeros monumentos religiosos, ao bairro judeu medieval e ao seu ambiente rústico e tradicional. Viaje no tempo, para lá da Idade Média, e visite o fascinante Parque Arqueológico de Foz Côa – um local que abriga a maior colecção de gravuras a céu aberto do Paleolítico de todo o mundo.
Locais a Visitar
Locais históricos e culturais

Sé da Guarda (Guarda)
A Sé catedral impõe-se no coração da Guarda e é o principal símbolo do distrito. Embora a sua construção tenha sido iniciada em finais do século XII, no reinado de D. João I, a catedral foi apenas concluída no século XVI. Devido ao longo período de construção do edifício, o monumento apresenta uma combinação de arquitectura gótica e manuelina. No século XIX, o arquitecto português Rosendo Carvalheira restaurou partes da catedral – um dos melhores trabalhos revivalistas realizado no país.

Museu da Guarda (Guarda)
Deixe de lado os seus guias de viagem e descubra as origens remotas da cidade neste convidativo museu. Organizado em várias secções e temáticas, desde a geografia e economia aos trajes tradicionais, arte e artesanato regionais, este museu incide sobre o património histórico deste notável distrito.

Bairro judeu (Guarda)
Durante a Idade Média, Guarda acolheu uma comunidade judaica que contribuiu amplamente para o desenvolvimento económico e social da região. No século XV, os judeus portugueses tornaram-se vítimas de perseguição feroz da Inquisição, tendo sido forçados a converter-se ao Catolicismo ou a abandonar o país. Passeie pelas suas ruelas calcetadas e silenciosas com casas baixas e observe os vestígios de muralhas medievais e passagens estreitas que parecem conduzir ao passado. Em Trancoso, visite a Casa do Gato Negro, um edifício antigo que terá sido a casa de um rabino ou talvez uma sinagoga.

Dólmen Corgas da Matança (Fornos de Algodres)
Também conhecido por Orca de Corgas da Matança, este dólmen é uma extraordinária relíquia que ofereceu aos seus visitantes um maior conhecimento dos povos que habitaram a península Ibérica durante o Período Paleolítico. Nove pedras em forma de pilar (algumas com gravuras) e uma grande pedra horizontal compõem este impressionante monumento megalítico, com 4 metros de altura.

Sepulturas escavadas nas rochas (Fornos de Algodres)
O município de Fornos de Algodres é bastante procurado pelos amantes da história graças às suas sepulturas escavadas – um vestígio impressionante da Idade Média. Uma das características comuns a estas sepulturas é o facto de terem sido descobertas em grupos, naquilo a que se assemelha a uma necrópole. As aldeias de Vila Ruiva e Forcadas também possuem alguns locais de interesse e merecem uma visita.

Parque Arqueológico de Foz Côa (Vila Nova de Foz Côa)
O Parque Arqueológico de Foz Côa é um local protegido conhecido por deter uma das maiores e mais importantes colecções de arte paleolítica da Europa. Desde a sua descoberta em 1991, mais de 20 grupos de rochas com gravuras de seres humanos e de elementos naturais foram descobertos no Vale do Côa – uma magnífica representação das primeiras habilidades artísticas do Homem.

Rota dos 20 Castelos da Guarda (Guarda)
Descubra este passeio verdadeiramente excitante e faça uma viagem inesquecível pela época medieval da Guarda. Com mais de 20 castelos à sua espera, bem como aldeias e ruínas históricas, terá a oportunidade de explorar a cidade da Guarda e de visitar alguns dos castelos dos distritos vizinhos de Castelo Branco e Coimbra.(+)

 

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Concelho de Aguiar da Beira

A análise do património arqueológico na região sugere a hipótese de que a ocupação humana remonta, pelo menos, até ao IV milénio a.C., teoria alicerçada nas investigações levadas a cabo no Núcleo Megalítico de Carapito, constituído por quatro estruturas megalíticas, de entre as quais se destaca o Dólmen de Carapito, (classificado como Monumento Nacional pelo decreto-lei n.º 735/74 de 21 de Dezembro).
Do período proto-histórico existem três povoados, de possíveis origens castrejas, nomeadamente o Castro de Carapito, o Castro da Gralheira e o Castro das Abelhas, sendo possível aí vislumbrar vestígios de construções. A presença de tegulae (telhas) romanas no Castro das Abelhas e Gralheira parecem apontar ainda para posterior ocupação romana.
Da presença romana na região subsistem também outros vestígios, como é o caso de uma edícula em granito, descoberta na aldeia de Penaverde (e actualmente conservada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa), e vários silhares almofadados que foram reutilizados na construção do pano da muralha do castelo medieval da vila de Aguiar da Beira, bem como mais exemplares encontrados em restantes aldeias do concelho, na maioria dos casos fazendo parte do aparelho de construção de casas de habitação.
Após o século V, e apesar da instabilidade provocada por sucessivos conflitos consequentes da derrocada da administração romana (invasões bárbaras, ocupação islâmica, guerras da Reconquista) e do fenómeno de ermamento que se verificou em muitas zonas do interior do país, a ocupação da região manteve-se durante a Alta Idade Média, o que talvez possa ser comprovado pela existência de sepulturas talhadas na rocha, bem como sarcófagos, que em algumas áreas constituem autênticas necrópoles, como acontece em Aguiar da Beira (Núcleo de Sepulturas da Regada) e Moreira, enquanto noutros casos se encontram totalmente isoladas, como se observa em Penaverde ou Mosteiro. Mais exemplos de semelhantes sepulturas e sarcófagos podem ser encontradas em Colherinhas, Pinheiro e Sequeiros. Estes espaços de morte apontam para presença humana entre os séculos VII e XII.
À Baixa Idade Média, com a relativa pacificação do território, corresponde uma fase de reforço da administração, e desenvolvimento de um novo sistema judicial e socioeconómico, que encontra expressão na concessão de cartas de foral a determinadas regiões, com o objectivo de fomentar a ocupação de determinado espaço, ou legalizá-la, caso ela já exista. É assim que Aguiar da Beira, bem como Penaverde, receberão os seus forais no século XIII. Em inícios do século XVI também Carapito será elevado ao estatuto de Concelho, por via de carta de foral, reinando então D. Manuel. A concessão de Carta de Feira à vila de Aguiar da Beira por D. Dinis, em 1308, é revelador da importância que este aglomerado assumia já na altura em termos de dinâmica económica. Após o século XVI, e durante toda a época moderna, o território actualmente compreendido pelo Concelho de Aguiar da Beira estava dividido entre os Concelhos de Aguiar, Carapito e Penaverde. Circunscrição que se haveria de manter até ao século XIX, altura em que a reforma administrativa levada a cabo pelo governo liberal dissolveu, em 1836, os Concelhos de Carapito e Penaverde, sendo o primeiro incorporado no Concelho de Aguiar da Beira, e tornando-se o segundo uma freguesia de Trancoso, vindo posteriormente (1840) a transitar para o Concelho de Aguiar. Também este último chegou, por um breve período, a perder a sua autonomia, a partir de 1896, altura em que se tornou freguesia do Concelho de Trancoso, vindo a readquirir o seu estatuto concelhio em 1898, agregando a si os antigos concelhos de Carapito e Penaverde.

No que a património histórico se refere existem elementos de destaque no Concelho de Aguiar da Beira. Para além das já mencionadas estruturas pré-históricas e castrejas é possível ao visitante contemplar património histórico e artístico de épocas posteriores, de não menor interesse e importância. A nível de arquitectura religiosa, é de destacar, na própria vila de Aguiar da Beira, a antiga Capela de Nossa Senhora do Castelo, ou de Nossa Senhora do Leite, edifício medieval, de fundações românicas (século XIII?), bem como a Igreja da Misericórdia, edifício do século XVIII, em estilo barroco.

Na freguesia de Forninhos, pode visitar-se a Capela de Nossa Senhora dos Verdes, seguindo também uma estética barroca, com decoração interior constituída por altar-mor e arco triunfal revestidos a talha dourada, sendo a cobertura do santuário totalmente preenchida por caixotões em talha representando santos, assim como cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria. O imóvel beneficiou de protecção legal, sendo considerado de interesse público.

Para além destas já referidas, inúmeras outras capelas e igrejas podem ser visitadas em praticamente todas as freguesias do Concelho de Aguiar onde, além de apreciar a arquitectura, o observador pode desfrutar do espólio de arte sacra, como é o caso dos altares barrocos, em talha, ou vários exemplares escultóricos indo desde o gótico até à actualidade.

Também na arquitectura civil se encontram elementos de invulgar interesse por todo o concelho de Aguiar da Beira. Coroando a própria vila de Aguiar destacam-se as ruínas do castelo, estrutura inserida dentro do género dos castelos roqueiros, e cuja origem será provavelmente anterior à nacionalidade (séculos VII a XI), destinada talvez a funções de vigilância e posto avançado para a zona de defesa fronteiriça do vale do Mondego e Távora. Não muito longe das ruínas da fortificação, e na parte da vila conhecida por “Largo dos Monumentos”, encontra-se implantado o Pelourinho Manuelino (séc. XVI), a antiga Torre do Relógio , e a Fonte Ameada , sendo estas três estruturas um dos principais ex-libris da vila, e beneficiando cada uma delas de protecção legal, enquanto imóveis de interesse público. Também neste largo se encontram a Casa dos Magistrados (séc. XV) e o edifício dos antigos Paços do Concelho (séc. XVIII).

Para além de Aguiar, também na aldeia de Penaverde e Carapito se podem ver os pelourinhos (ambos de origem quinhentista), símbolos de estatuto e autonomia concelhias. O pelourinho de Penaverde apresenta-se muito delapidado, tendo perdido o escudo e esfera armilar que antes possuía. Quanto ao pelourinho de Carapito, este apresenta um remate em forma de gaiola relativamente bem conservado, sendo o mais elaborado e completo de todos os três. Por todo o concelho encontram-se vários exemplos de casas senhoriais (grande parte delas edificada por volta de finais do século XVII / XVIII), reflexo da prosperidade ou categoria nobiliárquica de alguns habitantes. Em muitas casas de aldeias do Concelho foram identificadas marcas cruciformes, que indiciam a permanência na região de comunidades de cristãos-novos, que através da exibição deste tipo de símbolos, pretendiam evitar qualquer suspeita de práticas judaízantes. Contudo, estas marcas cumpririam ao mesmo tempo funções de agregação (contribuindo para a coesão dos elementos de tais minorias), bem como de discriminação (de maneira a que todos os cristãos-velhos tivessem consciência de que tais indivíduos tinham sangue judaico), para além de actuarem como símbolos de protecção contra as forças do mal.

Finalmente, refira-se ainda a Ponte do Candal que atravessa o rio Coja, na freguesia de Coruche, ponte de origem medieval, talvez anterior à fundação da nacionalidade, e que apesar da simplicidade da estrutura, se oferece como exemplo da engenharia medieval.




(Veja Mais em Câmara Municipal de Aguiar da Beira)

 

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Concelho de Almeida
Roteiro todo Terreno

Pela estrela fortificada...

No recorte do horizonte, surge o encadeamento da muralha da fortaleza. O baluarte representa um símbolo sempre presente na memória das gentes de Portugal. Num concelho onde o planalto une o céu e a terra, partimos à descoberta da terra das gentes da raia numa alma grande até Almeida…
Desde cedo a situação estratégica de Almeida serviu de pano de fundo à fixação da população por entre todas as vicissitudes da história. O território do concelho reparte-se entre as planuras e as profundezas do vale do rio Côa. Os vestígios da ocupação humana perdem-se na pré-história. Contudo, a maior visibilidade de testemunhos marcam-se a partir de um facto incontornável: a localização estratégica do lugar. É inevitável fazer uma abordagem histórica do topónimo “Almeida” sem passarmos pelas referências muçulmanas. Para alguns historiadores, a palavra deriva do árabe “al meda” ou até “talameyda” que significava “mesa” numa clara alusão ao território planáltico do lugar. Para outros, a palavra deriva de “atmeidan” que significaria “campo” ou “lugar de corrida de cavalos” uma actividade tão comum por entre o povo árabe. Almeida foi sempre marcada por uma história de consolidação de territórios. Desde sempre foi ponto de contenda territorial mas a grande afirmação histórica tem início durante a Reconquista Cristã. O lugar deveria ter sido tomado aos mouros, pela primeira vez, por D. Fernando Magno de Castela em 1039. Sem dúvidas históricas foi a tomada de Almeida pelo rei D. Dinis em 1296 onde se incluem os territórios da margem direita do Côa. O território definido veio a ser confirmado pelo Tratado de Alcanizes tendo D. Manuel estabelecido o foral em 1510.A vila de Almeida está rodeada por um polígono defensivo de forma hexagonal de muralhas que constituem um raro exemplar da arquitectura militar. Da história da região ficam factos importantes que marcaram a individualidade do território e da nação de Portugal. Para trás ficou a crise dinástica de D. Fernando e as guerras da Restauração tendo D. João IV reforçado a sua defesa. Na terceira invasão francesa, Massena cercou a praça em 1810. Almeida aguentou com valentia mas a explosão de um paiol desmoralizou o governador da praça Costa e Almeida que acabou por entregar a vila. Em 1811 Wellington sitia e retoma a praça. Durante as lutas liberais, o conde de Bonfim revoltou-se contra o ministério cabralista e refugiou-se na vila com outros revoltosos entre os quais José Estêvão. O barão da Fonte Nova pôs-lhe cerco fazendo-os capitular em 1844 exilando-se Bonfim em Espanha. É esta história que vai estar patente ao longo do percurso dividido por dois trajectos onde vamos encontrar alguns recantos plenos de simbolismo. Não se esqueça de passar pelo Turismo, magnificamente instalado nas portas de S. Francisco, onde poderá recolher preciosa informação de locais a visitar: a si de descobrir. A primeira parte leva-nos às terras fronteiriças do concelho fazendo mesmo uma incursão em território espanhol. Na segunda parte, vamos descobrir um pouco do interior destas terras num trajecto que liga a aldeia histórica de Castelo Mendo a Almeida. Para o primeiro percurso, dirija-se à porta da muralha junto à Pousada de Almeida. Coloque aí os km a zero. O trajecto é simples e sem qualquer tipo de dificuldades em termos de acidentado do percurso. Logo a seguir à travessia da ponte romana, em Malpartida, vire à direita e prossiga pelo caminho principal. Quando chegar a Vale de Coelha, está quase a pisar território espanhol. É só atravessar a vau a ribeira de Toirões. Apesar de nunca levar muita água, tenha sempre cuidado… Pouco depois, vai entrar num estradão espanhol que convida a acelerar... Não caia em tentação até porque existe muito trânsito local. Já na parte final do percurso, vai circular por um caminho agrícola, asfaltado recentemente, onde mal cabe o carro... e que termina na bonita e antiga estação de caminhos de ferro de Vilar Formoso. Na segunda parte do percurso, estamos de volta a Almeida. Mas vamos primeiro até Castelo Mendo para uma visita a uma das aldeias históricas da Beira Interior. Também aqui a memória do passado é rica. Saímos de Vilar Formoso pela EN 16 em direcção à Guarda e depois de Castelo Bom, cuja visita também aconselhamos, e depois de passarmos o rio Côa, um pouco mais acima, encontramos o cruzamento que nos dá acesso à localidade. Castelo Mendo é uma vila antiga que espreita numa cintura de muralhas virada para o vale do rio Côa. Fundada por D. Sancho II em 1239, Castelo Mendo teria até passado para a coroa portuguesa, como dote da rainha Santa Isabel, em 1282. D. Manuel I renovou-lhe o foral em 1510. Depois de entrarmos, podemos apreciar alguns exemplos conservados de um casario quinhentista, o pelourinho manuelino de gaiola e colunelos junto do largo a igreja de S. Vicente. A rua principal leva-nos até ao alto de Castelo Mendo onde pontifica a velha igreja matriz de estilo românico. De destacar a antiga feira de Castelo Mendo provavelmente a primeira feira portuguesa a ter uma periodicidade decretada por lei régia. O percurso de regresso a Almeida não se reveste de qualquer tipo de dificuldade colocando-se os quilómetros a zero na saída das muralhas. Perto do final, e depois de atravessar a ponte sobre o rio Côa, suba até encontrar o asfalto. Para a sua esquerda fica a Quinta da Barca, que poderá visitar, para a direita segue em direcção a Almeida. Não os deixamos sem antes lhe recomendar bons pratos… Da gastronomia de Almeida destacam-se os pratos de caça, o arroz de lebre ou de coelho bravo, o cabrito assado ou a prova de alguns enchidos tradicionais. Para o final, arroz doce, requeijão e doce de abóbora, bola doce, tigelada e, claro está, uma famosa ginjinha…

 

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Concelho de Celorico da Beira
» Património Natural Penha de Prados - 1134m de altitude
» Serra de Linhares da Beira - 900m de altitude
» Castro de Monte Verão - Vale de Azares (1100m de altitude)
» Pedra sobreposta - Rapa / Prados (1000m altitude)
» Barroco d 'El Rei - Celorico da Beira
» Barragem de Salgueirais
» Praias Fluviais - da Mesquitela, de Vale de Azares, de Vila Boa do Mondego e Praia dos Doutores
» Solar dos Corte-Real - Linhares
» Necrópole de S. Gens - Fornotelheiro
» Forca de Fornotelheiro
 

Roteiro Turístico do Concelho de Celorico da Beira
Itinerários

Visita ao Centro Histórico de Celorico da Beira
Igreja da Misericórdia, Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Igreja de Santa Maria ( Igreja Matriz ), Solar do Queijo Serra da Estrela, Torre do Relógio, Castelo, Igreja de São Pedro

Visita à Aldeia do Fornotelheiro
Igreja Matriz, Forca, Necrópole de S. Gens

Visita à Aldeia de Açores
Igreja Matriz, Pelourinho

Visita a Linhares da Beira (Aldeia Histórica)
Calçada Romana, Igreja da Misericórdia, Casa Fortaleza, Palácio e Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Casa da Câmara, Pelourinho, Fórum, Casa do Judeu, Igreja Matriz, Castelo

PATRIMÓNIO

Situado no sopé da Serra da Estrela e atravessado pelo Rio Mondego, o Concelho de Celorico da Beira oferece a quem o visita todos os encantos da paisagem de montanha, possuindo um vasto património de grande beleza, quer ao nível paisagístico, quer monumental e artístico.

Percorrer esta região, é verdadeiramente partir à descoberta de Portugal nas suas mais belas vertentes da história, da arte, das paisagens e das gentes, pois em cada lugar, em cada aldeia, existem marcas de outros tempos dignas de serem admiradas: imponentes solares com as suas belíssimas pedras de armas, lindas igrejas e capelas, pelourinhos, cruzeiros, pontes e vias romanas.

A testemunhar a ancestralidade de Celorico da Beira, está não só um vasto património histórico-arquitectónico, monumentos civis, religiosos e militares de várias épocas, mas também um vasto leque de usos, costumes e tradições.

Uma visita por estas paragens pode revelar-se como uma contínua descoberta de séculos e séculos de história, num ambiente de paisagem de montanha onde o granito é rei, recortada por ribeiros e levadas de água cristalina.

Castelo de Celorico da Beira

Celorico da Beira tem como ex-libris o seu imponente Castelo, estrategicamente colocado, e do qual se pode admirar uma extensa paisagem de rara beleza.

Fundado pelos Capitães romanos Nigro, Servio e Junio no tempo do Imperador Augusto César, situa-se a cerca de 800m de altitude.

Toda a defesa de Portugal perante as invasões castelhanas esteve ligada a este castelo. Foi restaurado no tempo de D. Dinis, e mais tarde em 1940 foi dada à torre a sua primitiva feição repondo-lhe as ameias, soalhando os andares e alteando a muralha.

Por mais de uma vez, esta fortaleza esteve debaixo de cerco, não faltando sequer a lenda, hoje imortalizada pelo brasão de armas de Celorico na qual é revelada a astúcia a fidelidade das gentes de Celorico para com o seu monarca.

Museu do Agricultor e do Queijo

Em homenagem ao pastor/agricultor, a Autarquia recuperou um antigo edifício, situado numa das entradas da vila…, para aí instalar o Museu do Agricultor e do Queijo.

Este museu insere-se numa óptica de valorização deste produto, que tem subjacente uma “rota” do Queijo Serra da Estrela.

O Museu pretende transmitir a esta geração e vindouras, a diversidade, a riqueza e o carácter multifacetado da cultura da nossa região, conseguida com muito esforço, sofrimento e muitas vezes até fome. Daí o podermos afirmá-lo com orgulho, uma vez que corresponde ao que de melhor estas gentes foram construindo, nas condições particulares difíceis, a que uma situação da interioridade obriga. Através do Museu do Agricultor e do Queijo, queremos manter vivas as nossas tradições, através de um espaço vivo, mostrando e demonstrando como as pessoas viviam e produziam alguns dos nossos produtos agrícolas e, nomeadamente o nosso famoso “Queijo Serra da Estrela”. Pelo que, uma das actividades, integradas no âmbito do percurso deste museu, seja a de mostrar a arte milenar de produzir o queijo artesanal.

Convidamo-lo assim, a visitar este Museu. Esta visita fá-lo-á a acompanhar o percurso por esta História de gente simples, de ontem e de hoje, que trabalham arduamente a terra e, sabiamente, retiram da ovelha o leite, com que produzem aquele que é considerado o queijo “Melhor do Mundo”.

É este “savoir-faire” que queremos preservar e dar a conhecer, como forma de mantermos a nossa própria identidade.

Poderá consultar ainda no Museu do Agricultor e do Queijo o “Caderno de Legislação referente ao Queijo Serra da Estrela” e também “Literatura sobre Queijo e Pastorícia"

 



(Veja Mais em Câmara Municipal de Celorico da Beira)

 

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Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo


O Concelho encerra potencialidades turísticas variadas, que vão desde a beleza paisagística a valores históricos, arqueológicos e arquitectónicos, desde a diversidade artesanal e gastronómica a festas e romarias bem características, passando por capacidades piscícolas e cinegéticas.
Quem visitar a nossa região, não pode deixar de ficar agradavelmente impressionado, principalmente na primavera, ao contemplar o belo panorama que nele se desfruta. Os vales profundos dos rios Águeda e Côa, o Douro internacional e o seu cais fluvial, a serra da Marofa que oferece magnificas vistas, constituem, não raras vezes, a motivação para a deslocação dos visitantes, mobilizados pelo deslumbramento de uma paisagem única, onde a existência de miradouros, quer naturais quer construídos, lhes proporciona um quadro de grande qualidade e rara beleza.
Nos meses de Fevereiro e Março, as amendoeiras em flor, oferecem aos nossos olhos uma beleza de estonteante cromatismo.
Os produtos regionais de excepcional qualidade e a riqueza da cozinha tradicional, são mais um factor a cativar os visitantes. Descubra e faça descobrir este concelho pleno de História, encanto e magia.

Património

Algodres

Igreja Matriz, com original Capela do Sagrado Coração de Jesus
Fonte do Cabeço
Capela românica Capela do Senhor dos Aflitos, com imagem de Cristo, em estilo barroco

Almofala

Ruínas do Templo romano (Torre das Águias)
Santo André, Miradouro natural com vista espectacular das arribas do Águeda
Cruzeiro Roquilho, do séc. XVI
Cruzeiro histórico no Adro da Igreja
Igreja Matriz

Castelo Rodrigo

Muralhas
Ruínas do Palácio Cristovão de Moura
Igreja Matriz
Cisterna com porta de arco em ferradura e outra de arco quebrado
Pelourinho do séc. XVII
Chafariz da Casqueira, histórico
Convento Santa Maria de Aguiar, do séc. XII
Janelas Manuelinas
Fonte da Vila
Miradouro natural da Serra da Marofa

Cinco Vilas

Igreja Matriz
Capela de S. Julião
Capela de N.ª S.ª do Pranto

Colmeal

Ruínas do Solar de Pedro Alvares Cabral
Capela de N.ª Sr.ª de Monforte (Quinta do Ruivo)
Ruínas do Castelo de Monforte
Igreja dos Luzelos

Escalhão

Igreja Matriz Teçto da sacristia com figuras policromadas
Ponte romana
Miradouro natural do Alto da Sapinha
Cruzeiro histórico
Barca D’ Alva

Escarigo

Igreja Matriz, onde sobressai o tecto mudéjar da capela-mor
Portal renascença numa casa da povoação
Porta e janela manuelina, na antiga albergaria «alminhas» emolduradas com friso manuelino
Cruz de S. Alvim, de 1673

Figueira de Castelo Rodrigo

Igreja Matriz
Azulejos do átrio do edifício da Câmara Municipal
Capela da N.ª S.ª da Conceição e toda a sua envolvente
Capela de São Pedro e Capela N.ª S.ª das Neves
Chafariz dos pretos
Largos Serpa Pinto e Mateus de Castro

Freixeda do Torrão

Igreja Matriz com o primitivo portal românico
Altar seiscentista, em pedra trabalhada
Solar e torre dos Metelos (ruínas)

Mata de Lobos

Capela de Santa Marinha (ruínas), séc. XII /XIII
Igreja Matriz
Cruz de Pedro Jacques de Magalhães
Túmulos antropomórficos
Torre sineira, com linda vista circundante, do alto
Cruzeiro histórico

Penha de Águia

Igreja Matriz, do séc. XVII
Ruínas da primitiva Capela de Santa Marinha
Miradouro natural do cimo do penhasco que deu o nome à freguesia

Quintã de Pêro Martins

Igreja Matriz
Capela de São Sebastião
Lagar
Casas de arquitectura tradicional

Reigada

Igreja Matriz
Calvário
Torre do relógio

Vale de Afonsinho

Igreja Matriz
Tábuas quinhentistas, policromadas, na sacristia

Vermiosa

Igreja Matriz
Tecto da sacristia com pinturas do séc. XVIII
Ponte romana
« Casa do Juiz» com porta e janela quinhentistas
Cruzeiro histórico

Vilar de Amargo

Igreja Matriz
Capela da Misericórdia
Capela de S. Sebastião
Fonte romana

Vilar Torpim

Igreja Matriz
Capela Tumular
Torre do Relógio
Solar dos Saraivas, do séc. XVIII




 

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Concelho de Fornos de Algodres
» Património Natural Vale da Ribeira de Linhares - Cadoiço.
» Vale do Rio Mondego
» Lagariça Medieval - Quinta da Alagoa. - Cortiçô.
» Ara votiva romana epigrafada (séc. III) - Furtado.
» Dólmen de Corga da Matança - tem nove esteios com câmara poligonal, com cerca de 4 metros de altura - data do neolítico (V milénio A.C.) -Matança.
» Calçada Romana, junto à ponte de origem medieval - Matança.
» Necrópole Medieval (séc. VII / VIII)- conjunto de 25 sepulturas, de planta rectangular, não antropomórficas, escavadas na rocha - Forcadas.
» Posto de Artesanato (Vinho do Dão, jeropiga, aguardente, enchidos) - Maceira.

Queijo Serra da Estrela

«O interesse regional e nacional justifica plenamente a promoção de acções que defendam o mais afamado de todos os queijos regionais - o Queijo Serra da Estrela - que, a par das suas características de qualidade, tem mantido há centenas de anos o cunho artesanal, donde pode integrar-se com inteira propriedade no vasto e rico património cultural do planalto beirão. A produção do queijo Serra da Estrela, embora já assuma importância relevante, poderá, no entanto, ser desenvolvida, quer no aspecto quantitativo, quer melhorando e defendendo a sua qualidade e genuinidade, explorando as condições potenciais existentes e promovendo a elevação do nível sócio-económico das populações da região.»

Decreto Regulamentar n.º 42 / 85 de 5 de Julho

O CONCELHO

Com mais de 5 mil anos de história, Fornos de Algodres preserva um importante património histórico-arqueológico, desde os vestígios monumentais e artísticos aos de carácter mais singelo, mas igualmente importantes, e que marcam a evolução da presença humana na região, desde a Pré-História à actualidade. Os Dólmens ou Antas são vestígios mais antigos da Pré-História do concelho. Tinham uma função essencialmente funerária e religiosa, reflectindo a práctica de culto dos mortos no seu interior, por vezes decorado com pinturas ou insculturas abstractas ou cenas da vida quotidiana.

O Dólmen de Corgas de Matança, a 2 km a norte do Furtado, é formado por uma câmara poligonal de 9 esteios, tendo cerca de 4m de altura, datando do Néolitico. A Este, na estrada que liga Algodres a Maceira está o Dólmen de Cortiçô, outro exemplo de arquitectura megalítica da região. Na povoação de Forcadas pode visitar-se uma necrópole medieval, situada entre a aldeia e a ribeira, sendo composta por 25 sepulturas escavadas na rocha.

Em direcção a Queiriz, na Fraga da Pena, encontrará um importante povoado pré-histórico da Idade do Bronze, que apresenta uma imponente estrutura defensiva. No seu interior foram encontrados objectos de uso quotidiano (cerâmicas, machados de pedra, pontas de flecha) e de carácter religioso e adorno (pendente de colar e idole).

Em Maceira, pode ser visto um troço de calçada romana que liga esta povoação à de Sobral Pichorro. Caminhando mais para Sul, é possível visitar o Castro de Santiago, outro povoado fortificado da pré-história, datando da Idade do Cobre. Para além da grande muralha são visíveis vestígios de cabanas que seriam construídas com ramagens.

Voltando à Idade Média, em Vila Ruiva, entre Fornos de Algodres e Gouveia é conhecida outra Necrópole Medieval formada por 22 sepulturas escavadas na rocha.

Em Fornos, junto à Capela de Nossa Senhora da Graça, preserva-se um troço de uma calçada romana pertencente à rede viária centrada na ligação de Mérida a Viseu, que passava por Idanha-a-Velha e Guarda.

Ainda do período Romano, são de visitar a lápide de Infías dedicada ao deus Mercúrio (incrustada na parede da Igreja local) e a Ara votiva epigrafada do século III, na Capela de S. Clemente, no Furtado.

Em Algodres, para além do busto do "Algodres", gravação em pedra traseira da capela-mor da Igreja Matriz e, que, segundo a tradição, seria o fundador da povoação, poderá observar o portal gótico da mesma Igreja, com padrões de medida gravados na coluna da esquerda, sendo igualmente interessante observar o pelourinho manuelino.

O património legado pelas sucessivas épocas e civilizações que ocuparam este território e que se manifesta não só ao nível da arqueologia (os castros, os monumentos megalíticos, as necrópoles rupestres), mas também em termos arquitectónicos e artísticos (os monumentos religiosos, os palacetes, os pelourinhos, as pontes romanas), e em termos culturais (as tradições, usos e costumes), é particularmente rico.

Entre aquilo que aqui não foi referido merecem a sua visita o Lagar de Azeite da Casa do Cabo / Museu Etnográfico em Cortiçô, e o Moinho de Vento em Maceira

 

 

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PATRIMÓNIO

Bairros de Gouveia


Gouveia caracteriza-se pela existência de bairros que ajudam a compreender a história e o passado da cidade. O mais emblemático e por muitos considerado o berço de Gouveia, é o Bairro do Castelo. O denso casario é entrecortado por ruas estreitas e tortuosas que conduzem à Igreja paroquial de S. Julião, edifício barroco de traçado simples, onde sobressai a torre sineira única. No interior encontram-se sete retábulos de talha que foram transladados da Igreja do Convento de S. Francisco. O Bairro da Biqueira situa-se na Rua da República. A Biqueira foi como que a “Alfama” de Gouveia, um bairro onde, no século XIV, residia a comunidade judaica. Ainda na freguesia de S. Pedro destacamos o Bairro do Toural e a sua Rua Direita, via sinuosa onde se situa a Fonte do Assento e a Igreja Matriz. No seu seguimento pode apreciar-se a Casa da Torre, com a sua janela manuelina classificada como monumento nacional em 1928 e o Museu Abel Manta. É igualmente de referir o Bairro do Outeiro. Este bairro é um aglomerado populacional cujo padroeiro é S. Miguel Arcanjo. Aí se encontra, com efeito, a capela de S. Miguel e o seu Cruzeiro de construção em granito.


Convento de S. Francisco

À saída de Gouveia, no meio de campos e rodeado de pequenos bosques, fica o Convento de S. Francisco (ou do Espírito Santo). Trata-se de um interessante imóvel privado que desperta a atenção do visitante pelo seu carácter místico. Embora não seja possível precisar a data da sua fundação, é de crer que esta tenha tido lugar no século XII. A actual estrutura remonta ao século XVIII. Sabe-se que em 1752 foram ali levadas a cabo importantes obras de restauro. Hoje, pode admirar-se a torre sineira, a frontaria da igreja com nicho e a imagem de S. Francisco, bem como a grandiosa e inesperada ala poente.


Gastronomia e Artesanato

Neste domínio a referência vai inevitavelmente para o Queijo da Serra, por muitos considerado o melhor queijo do Mundo. Mas há muito mais, porque a gastronomia do concelho é rica e saborosa. São também deliciosos o pão de centeio, a morcela, o chouriço, a farinheira, o cabrito assado, a alambicada de borrego, as feijocas “à pastor”, a sopa de moiros, a sopa de bacalhau, o caldo de castanha, o arroz de carqueja e as bôlas de carne. No âmbito das sobremesas, destacam-se o arroz doce confeccionado com leite de ovelha, o doce de castanha, o leite-creme, o doce de abóbora e os bolos doces. Acompanhar, não pode faltar o bom vinho da região. No que respeita ao artesanato merecem especial destaque os trabalhos de tecelagem manuais, as camisas e casacos de pastor, os chinelos e mantas de trapos, as botas cardadas, a olaria e tanoaria tradicionais.




(Veja Mais em Câmara Municipal do Gouveia)

 

 

 

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Concelho da Guarda
» Património Natural Miradouros: Mocho Real
» Albufeira do Caldeirão
» Rio Zêzere
» Parque Natural da Serra da Estrela
» Aldeias Serranas: Cubo, Prado, Chãos, Faia, Ramalhosa, Mizarela, Trinta, Valhelhas, Famalicão...
» Moinhos: aldeias de Pêro Soares e Vila Soeiro.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)

Alameda de Santo André
Chafariz da Família Refoios Saraiva. Foi transferido da povoação da Vela para o largo de Sto. André, junto à entrada para o Sanatório. Trata-se de um magnífico exemplar barroco-rocócó.

A Judiaria
A Judiaria, é um dos recantos mais castiços da Guarda primitiva. Os edifícios são modestos. Apresentam uma feição rural. O comércio e o desenvolvimento agrícola modificam esse ruralismo, introduzindo a arquitectura pesada dos séculos XVI e XVII, com cornijas salientes, gárgulas de canhão, pátios vastos e salões amplos.
Este lugar, hoje composto pela rua do Amparo e anexas, estava completamente isolado do resto da cidade, pois o seu acesso só se podia fazer por duas ruas. Ali tinham os Judeus um mundo àparte. Comunicando com a Judiaria e a ela ligada, está o bairro do Poço do Gado, que foi até alguns anos atrás o bairro das meretrizes, também isolado da cidade.

Fonte: Monografia Artistica da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues

 

Janela Renascentista
A Janela da Rua Direita, é uma janela característicamente renascentista. Destaca-se do muro com uma moldura em meia cana, onde se desenvolvem caireis e no alto remata em elegante trilobado, encimado por esferas e argolas ao gosto florentino. Òobranceiro a este remate e desligado da moldura existe um quebra água no centro do qual se destaca uma cabeça de anjo. Dentro da moldura e em torno dum caixilho rectangular sobressaiem adornos em relevo de dois tipos, ou seja de fitaria e de zodaria. Os primeiros compreenderam motivos da flora e os segundos motivos do reino animal. Evidencia-se, também, o elemento de Candelieri, típico da arte renescantista italiana.
À direita e à esquerda, no sentido da altura, a moldura toma a forma ascendente, há um querubim, um diabo, duas cornocópias formando laço, dois golfinhos com as cabeças voltadas para baixo e as caudas enroladas em espiral. A parte superior é uma fina renda de elementos vegetais onde se inscrevem sob os trilobados, flores de liz estilizadas. Do lado direito do observador, em sentido descendente, há duas aves que se beijam, um elemento de Candelieri, um medalhão de guerreiro com elmo, um querubim, duas cornocópias e outros elementos vegetais.
No peitoril um medalhão com um perfil de guerreiro, com elmo e viseira levantada, ladeado por duas sereias aladas. Sant'Anna Dionísio considera esta figura como esfinges. Quanto a nós parecem-nos sereias: as cabeças são femininas; o corpo é de peixe e a cauda. O facto de se apresentarem com asas não significa que sejam esfinges.
Há muitas semelhanças entre esta janela e a portada da Capela dos Pinas, na Catedral. Quanto a nós são coevas as duas obras e deviam ter sido ideadas pelo mesmo artista. Infelizmente não temos nenhum documento que nos indique o nome do autor.

Solar de Alarcão
O edifício da família Alarcão próximo do Liceu é dos finais do séc. XVII, como se vê de uma inscrição existente na fachada da capela de referido solar (1686). Tem uma interessante galeria coberta e escadório de volutas no corrimão de pedra. No interior havia belos tectos artesoados. Ainda se conserva o do salão.


Fonte: Monografia Artistica da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues


Visite também

O Seminário e o Paço
Cerca ou Muralhas da Cidade
Igreja da Misericórdia
Torre de Menagem
Capela do Mileu
Museu da Guarda
Igreja de São Vicente
Portas da Cidade
Sé Catedral da Guarda


Veja Mais em Câmara Municipal de Guarda

 

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Concelho de Manteigas
» Património Natural Cântaros: Magro, Raso e Gordo.
» Miradouro do Fragão do Corvo.
» Mondeguinho.
» Penhas Douradas e da Saúde.
» Lagoa Comprida.
» Poço do Inferno.
» Torre.
» Vale Glaciar do Zêzere.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)


 

Para além das paisagens naturais, Manteigas possui também o património edificado que merece uma especial e atenta visita, como o caso da Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja de São Pedro, Capela da Senhora dos Verdes, Igreja da Misericórdia, Igreja de Sameiro, Capela de Santa Eufêmia, Igreja de Vale de Amoreira, para além de outras capelas dispersas pelo Concelho, autênticos testemunhos vivos da fé e história dos nossos antepassados.


No que concerne a Património, uma referência para a Casa das Obras, Solar construído no Século XVIII.
Quem visita Manteigas poderá ainda saborear e apreciar a Gastronomia Tradicional, como o caso da chanfana, trutas, enchidos regionais, arroz doce, requeijão e queijo da Serra da Estrela.
O artesanato assente na tecelagem tradicional, trabalhos em madeira e pele é referência obrigatória no roteiro turístico do Concelho.
Se na época do Inverno Manteigas é procurada pela neve, no Verão a beleza natural domina as atenções dos visitantes.

PATRIMONIO
O Concelho de Manteigas possui um Património valioso disperso pelas quatro freguesias, sendo este património constituído essencialmente por mostras da religião e fé que sempre acompanhou o Manteiguense ao longo da sua história.
A Igreja da Misericórdia de Manteigas é composta por duas partes de épocas distintas. A fachada principal e a nave são do século XVII ou XVIII, mas a Capela-mor e anexas são anteriores, do século XV ou XVI. De referir o facto de existir no interior da igreja uma têmpera com um texto em português arcaico onde se pode ler que foi celebrada uma missa no ano de 1688.
Construída em Manteigas, na segunda metade do século XVIII, a Casa das Obras, de robusta construção de tipo solarengo, encimada por um brasão a conferir o título da nobreza, impõe-se pelas suas dimensões e qualidade. O nome da Casa das Obras está de certo relacionado com a duração e expectativa da sua construção, que deve ter durado, pelo menos de 1770 ao primeiro quartel do Século XIX, ou seja, cerca de 50 anos. O Solar das Obras, considerado a partir de 27 de Fevereiro de 1978 como «Imóvel de Interesse Público (IIP)», está actualmente transformado em Turismo de Habitação.

 

(Veja Mais em Câmara Municipal de Manteigas)

 

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Concelho de Mêda

Paisagens

A paisagem do Concelho da Meda é sempre bela e variada, muito especialmente a partir de Fevereiro, altura em que começam a florir as amendoeiras, um espectáculo digno de ser visto. Os campos, nessa altura, nas zonas de amendoeiras, parecem salpicados de manchas floridas de branco ou rosa, como se fossem enfeites mimosos bordados em vestido de noiva. - (v. "O Concelho da Meda - 1838-1999", de Jorge António de Lima Saraiva).
Ao longo das ribeiras e riachos crescem os choupos, os amieiros, os freixo e os salgueiros. Nas encostas mais íngremes e nas zonas planálticas incultas abunda um mato rasteiro constituído por esteva, rosmaninho, giesta e trovisco, alternando com o verde dos pinhais e dos soutos.
A fauna doméstica está a empobrecer-se por dois factores: a aplicação da maquinaria agrícola nos amanhos das terras e o desenvolvimento da pecuária. Aparecem ainda o burro, o macho, o boi, o cavalo, o porco, a cabra e as aves de capoeira. A zona era rica em caça: coelho, perdiz, lebre, texugo, tordo, pomba, rola. Encontramos, ainda, grande variedade de aves: melro, pintassilgo, cotovia, gaio, rouxinol, boeira, coruja, pardal, corvo, mocho, poupa, andorinha, cuco, milhafre, gavião. Entre os animais selvagens referimos: doninha, ouriço cacheiro, raposa, lobo e javali, este, ultimamente, em expansão.
Encontra-se ainda nas ribeiras e rios algum peixe. Na Teja abunda o barbo e, no rio Torto, dão-se bem as enguias e os barbos, muito procurados pelos desportistas da pesca.




Termas de Longroiva



As águas sulfurosas que servem o actual balneário termal, datado do século XIX, foram desde sempre aproveitadas pelo homem - pensa-se que desde a pré-história e com maior utilização na época dos romanos. Na idade média, a termas pertenceram à Ordem dos Templários, mas passariam para a Ordem de Cristo no reinado de D. Dinis. Os banhos sempre estiveram ligados ao culto da Senhora do Torrão, padroeira da freguesia. O povo até diz que cada banho tomado no dia oito de Setembro, dia dedicado à santa, equivale a oito. E conta-se que a Rainha Santa Isabel ter-se-á banhado nas águas sulfurosas de Longroiva, aquando da sua vinda de Aragão para casar, em Trancoso, com D. Dinis.
O professor Adriano Vasco Rodrigues, na monografia "Terras da Meda", de sua autoria, conta que desde os finais do século XIX até aos anos quarenta do século XX, "os banhos de Longroiva atraíam inúmeros banhistas de Trás-os-Montes, Beira Douro e Alto Douro" e que "as pessoas anémicas iam às águas férreas beber um copinho". Conta ainda que depois dos anos 40 "acentuou-se a degradação das termas e a câmara não foi capaz de transformar Longroiva numa estância termal capaz ou de repouso".
Precisamente o contrário, é o que pretende fazer, a partir deste ano, a Empresa Municipal Termas de Longroiva, tendo previsto o investimento de três milhões de euros num novo balneário. O terreno já está escolhido e o grosso do financiamento será assegurado pela Acção Integrada de Base Territorial do Côa, com recurso a fundos comunitários. Quando o projecto de requalificação das termas estiver executado, estarão investidos no complexo cerca de cinco milhões de euros. Para o futuro fica idealizada a construção de uma unidade hoteleira, para poder acolher os aquistas.

Tratamentos com provas dadas
As Termas de Longroiva possuem um caudal permanente de 30 mil litros de água sulfurosa por hora, a uma temperatura de 44 graus centígrados, e são especialmente indicadas para tratamento de doenças reumáticas, nervosas e de pele. Uma equipa médica e de enfermagem garante a indicação terapêutica aos utentes, de acordo com as suas necessidades. Entre as diversas maleitas que podem ser tratadas com a ajuda das águas de Longroiva destaca-se a Rino-sinusite, através de irrigação nasal, pulverização faríngea, nebulização ou aerossol termal; a Psoríase, através de aerobanho ou imersão; e as Lombalgias por Espondilartrose Lombar, por meio de hidromassagem, duche jacto, Bertholett ou Duche Vichy.

A terra das águas
Além das águas sulfurosas, Longroiva possui uma nascente de águas purgativas, perto da ribeira do Gricho; na Fonte Ferrada e na ribeira da Concelha correm águas férreas, Na Fonte Nova, perto do Valoiro, há águas minerais. A Concelha possui uma água potável leve e muito apreciada. A riqueza aqüífera da zona está ligada à composição dos solos. A prova é que antes do início da segunda guerra mundial um alemão pretendeu fazer uma plantação de chã na encosta do ribeiro do Gricho e do Barral, onde brotam as águas purgativas, considerando que aquele terreno era o ideal para tal fim. "Há três coisas em Longroiva, que bem empregadas

Época Termal
A época termal tem actualmente a duração de 7 meses, Maio a Novembro.
Horário de funcionamento
De 2ª a Sábado, das 08h00 às 13h00 e das 15h00 às 20h00

 

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Concelho de Pinhel

Locais históricos a visitar no Concelho de Pinhel

Pelourinho - Alverca da Beira
Situa-se em local plano, na proximidade da Igreja Matriz e da antiga Casa da Câmara e Tribunal, edifício setecentista cujo alçado principal tem frontão enquadrando as armas reais.
Soco constituído por quatro degraus circulares de aresta viva, o primeiro parcialmente enterrado no solo. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos e de fuste octogonal, tendo capitel, que constitui a base da gaiola, em forma de pirâmide invertida truncada de base octogonal. A gaiola tem oito colunelos cilíndricos lisos, com chapéu piramidal, de base octogonal, coroada por esfera estriada.
Pelourinho de gaiola, com fuste octogonal de superfície plana. Capitel de secção octogonal em forma de pirâmide invertida truncada, tendo a gaiola como remate decorativo, de chapéu piramidal. Ausência de elementos decorativos. Os colunelos assentam no meio das faces do fuste.

Solar dos Távoras - Souropires
Fica situado em Souropires o Solar dos Távoras, considerado monumento nacional (um dos mais importantes do concelho de Pinhel), construído no Séc. XV.
Arquitectura civil residencial, renascentista. Solar de planta rectangular, com fachadas simétricas, com zona central mais baixa e lateralmente com torres. Integra capela autónoma de planta quadrada. Iluminação efectuada por frestas de lintel recto, janela com moldura decorada. Portal em arco pleno. Existência de janelas maineladas de lintel recto decorado por motivos fitomórficos e mainel de mármore com capitel de decoração vegetalista, bem como janela de ângulo com mainel de fuste canelado.
Tem como características Particulares, a conjugação da estrutura medieval, corpo central ladeado por torres, com janelas renascentistas. Integração da capela como volume autónomo. Encontra-se em ruínas. Decoração de janela com meias esferas.


Solar - Stª Eufémia
A barroca Casa dos Fidalgos ofendida por execráveis molduras de alumínio anodisado nas janelas da fachada e cuja capela se tornou paroquial, com altar de boa talha para nos mostrar.
Com efeito, a antiga igreja foi abandonada por ser pequena, servindo presentemente de paroquial a capela do solar dos fidalgos. O edifício e a igreja que no mesmo está integrada, formam, no seu todo arquitectónico, um conjunto de grande harmonia com linhas imponentes e bem delineadas.

Cruzeiro - Cidadelhe
Urbano, em terreno elevado, sobre maciço rochoso granítico, situando-se lateralmente ao eixo viário que dá entrada na povoação, paralelo à Capela de São Sebastião e ao edifício da Junta de Freguesia de Cidadelhe.
Cruzeiro com base de planta quadrangular regular, constituída por três degraus lisos. A coluna, de fuste com soco quadrangular de ângulos biselados, assenta directamente sobre a base, apresentando apenas um ligeiro alargamento na parte inferior, correspondente ao arranque do biselado. Na parte superior da coluna, sob o capitel, fecha-se o ângulo em bisel, alargando-se o fuste. O capitel, liso e de bordos com moldura saliente, serve de base à cruz latina que coroa o cruzeiro, com hastes poligonais com as faces lisas. Sobre o capitel estão aplicadas quatro placas de mármore com três cronogramas dos centenários - "1140", "1640" e "1840" - e a inscrição "Cidadelhe", gravados e preenchidos a preto.
Tem como características particulares, fuste com os ângulos biselados, tendo o capitel placas de mármore cronografadas.

Capela de S. Sebastião - Cidadelhe
Capela de planta longitudinal simples e de expressão vincadamente horizontalizante, com alpendre e cobertura homogénea de três águas. O telhado assenta directamente sobre o paramento mural e, no alpendre, sobre travejamento de madeira. Fachada principal, voltada a O. com o alpendre a prolongar as fachadas da capela, através de guardas em granito com dois pilares de secção quadrada a suportarem o telhado. Internamente, apresenta cobertura de forro de madeira, onde se inscreve uma cruz em relevo, tendo, na haste vertical, um cálice eucarístico encimado por resplendor, tendo, na horizontal, o cronograma "1652". Portal principal de verga recta, encimado por pintura a fresco, representando um Calvário, com o Crucificado ao centro, ladeado pela Virgem, à direita, e São João Evangelista, à esquerda, sobre fundo de casario. Interior com pavimento em lajes de granito e cobertura de caixotões de madeira pintados, com o ciclo da vida da Virgem e da Paixão de Cristo, enquadrados por marcenaria marmoreada, repousando sobre cornija também marmoreada.

Gravuras (Núcleo de Arte rupestre) – Cidadelhe
Arte rupestre paleolítica de ar livre. Gravuras picotadas, abradidas e pintadas representando motivos zoomórficos naturalistas de estilo atribuível ao Magdalenense. Arte rupestre neolítica. Pinturas de motivos zoomórficos semi-naturalistas e antropomórficos semi-esquemáticos. Arte rupestre do neolítico final ou calcolítico. Pinturas de antropomorfos esquemáticos.
Ú nico caso no contexto do Vale do Côa em que está documentada a presença de pinturas atribuíveis ao período Paleolítico em associação com motivos gravados do mesmo período. O facto de ter sido utilizado apenas nestes núcleos da Faia um suporte granítico para a gravação e pintura dos motivos, combinado com a constatação que a pintura a ocre excepcionalmente conservada na cabeça de bovídeo se situa na zona mais resguardada do painel, levou os investigadores a colocarem a hipótese de muitos outros motivos da arte paleolítica do Côa poderem ter sido pintados tendo a pintura desaparecido por acção combinada dos vários agentes erosivos.


Pelourinho - Lamegal
Situa-se em local plano, atravessado pela principal via do aglomerado, rodeado por algumas construções rústicas e assenta directamente em afloramento rochoso, não tendo degraus. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos, de fuste octogonal decorado com fiadas verticais de meias esferas na metade superior, em quatro das suas faces. Remate com peça quadrangular, na qual se insere a extremidade do fuste e cujas faces se retraem superiormente formando um coroamento em forma de pirâmide truncada irregular.

Igreja Matriz– Bogalhal
Arquitectura religiosa, românico-gótica e barroca. Igreja reconstruída no séc. 20, mas mantendo a estrutura original, de planta longitudinal, composta por nave de três tramos divididos por arcos diafragma apontados, capela-mor seiscentista e sacristia adossada à fachada lateral esquerda. Fachada principal com portal de volta perfeita e campanário de sineira dupla. Fachadas laterais marcadas pelos contrafortes, por portas travessas de volta perfeita, janelas e remate em cornija. Coberturas de madeira, a da capela-mor formando falsa abóbada de berço, sendo os retábulos de talha dourada e pintada do período rococó e baptistério e púlpito no lado do Evangelho.
Igreja medieval de transição do românico para o gótico, com capela-mor seiscentista, mais elevada que a nave. Fachada lateral S. apresenta cornija e cachorrada decoradas com motivos geométricos e simbólicos. Púlpito de planta centralizada, sobre colunelo de cantaria. Cobertura da capela-mor de madeira pintada.


Cruzeiro - Azevo
Situado no entroncamento do caminho vicinal que dá serventia a propriedades rústicas com o eixo viário que faz a ligação da freguesia do Azevo com a sua anexa da Madalena, junto do cemitério do lugar de Madalena.
Cruzeiro constituído por base e cruz, apresentando, a primeira, planta rectangular regular constituída por quatro degraus lisos. O terceiro e quarto degraus superiores têm dimensões muito aproximadas, o que lhes dá a aparência de um soco alto. A cruz, do tipo latino, assenta directamente sobre os degraus. A haste vertical tem seco quadrangular e remate trilobado, mostrando, a face principal, voltada a N., relevos e uma placa de mármore com inscrição em capitais: "VIII / CENTENÁRIO / DA FUNDAÇÃO / III DA RESTAURAÇÃO / 1940 //", cravada na parte inferior. À face, dentro de moldura escavada, identificam-se, de baixo para cima, um cálice eucarístico, um ornato em forma de rombo, um sol raiado e, no topo, uma cruz em haspa, esculpidos em baixo relevo.

Igreja Matriz – Vale de Madeira
Arquitectura religiosa, quinhentista. Igreja paroquial com reedificação setecentista, de características chãs. Apresenta planta longitudinal composta por nave única e capela-mor mais estreita, com sacristia e sala anexa integradas em reconstrução posterior. A fachada principal tem um andar e pano únicos, empena triangular, portal de entrada de arco ligeiramente apontado, e é ladeada por torre sineira de dois andares. As fachadas laterais, rebocadas e caiadas, apresentam vãos de ombreiras e lintéis rectos em granito, excepto a parede testeira da capela mor que é cega. O interior é de nave única, pavimentada com lajes de granito e com cobertura em masseira, separada da capela-mor por arco quebrado quinhentista assente sobre impostas em ressalto.
Igreja paroquial de construção quinhentista, documentada pelo portal principal, pelo arco cruzeiro e ornatos remanescentes no púlpito, com reedificação setecentista de características chãs, documentadas na tipologia da torre sineira, assim como na morfologia dos elementos secundários e ornamentais.


Núcleo de sepulturas escavadas na rocha - Vascoveiro
Necrópole constituída por trinta e uma sepulturas escavadas na rocha distribuídas por agrupamentos de número e orientação variada, algumas escavadas nos afloramentos de rocha granítica e outras já mutiladas, soltas pelo terreno ou integradas nos muros de divisão de propriedade. Todas se apresentam sem tampa ou restos ósseos, e algumas fracturadas.
De formas trapezoidais e também rectangulares com laterais arqueados apresentam na generalidade cabeceiras e leitos com desnível; algumas das sepulturas ainda apresentam rebordos. A área disponível do afloramento foi intensamente aproveitada, apresentando-se grupos com existência de alinhamento entre as sepulturas, que ocupam o mesmo maciço rochoso, outros grupos que não possuem alinhamento interno, grupos que se encontram alinhados entre si e ainda, sepulturas isoladas cuja orientação do eixo principal não se relaciona com as outras.

Ponte medieval – Valbom
Ponte construída em cantaria de granito, de cavalete muito pronunciado, constituída por um só arco de volta perfeita. As guardas, compostas de duas fiadas de silhares de corte regular, acompanham o perfil do cavalete sobre o centro do tabuleiro e prolongam-se pelas margens, abrindo a área do tabuleiro à entrada e à saída. Do lado S., são visíveis dois socalcos de cantaria, tratando-se possivelmente da parte superior de um talhamar cujo embasamento inferior se encontra encoberto pelo depósito de terra de aluvião agricultadas.

 

 

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Concelho de Sabugal

A Visitar

SORTELHA
SABUGAL - Castelo; Praia Fluvial; Museu Municipal; Barragem; Rio Côa; Jardins
TERMAS DO CRÓ
PONTE DE SEQUEIROS
CASTELO DE VILA DO TOURO
VILAR MAIOR
ALFAIATES - Castelo; Sacaparte
VALE DE ESPINHO - Viveiro da Trutas
PRAIA FLUVIAL DOS FÓIOS
PRAIA FLUVIAL DE QUADRAZAIS
QUEIJARIA DE MALCATA

Veja mais em: Câmara Municipal de Sabugal

 

Antecedentes
A primitiva ocupação humana do local remonta à pré-história, possívelmente a um castro Neolítico. Atraídos pela riqueza mineral da região e pela posição estratégica do local, este teria sido sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos.


O castelo medieval

Castelo de Sortelha, Portugal: praça da vila.À época da Reconquista cristã da península Ibérica, Pena Sortelha, como então era chamada, constituiu-se em defesa da região fronteiriça, disputada entre Portugal e Castela. A partir de 1187, D. Sancho I (1185-1211) tomou medidas para repovoar o lugar, e foi o seu neto homónimo, D. Sancho II que concedeu foral à vila (1228), época provável da edificação do castelo. A cerca da vila seria beneficiada por D. Dinis no século XIII que, a partir da assinatura do Tratado de Alcanises (1297), fixou as fronteiras para além das terras de Riba-Côa. No século seguinte, foi erguida uma nova cerca por iniciativa de D. Fernando.

No século XV sabe-se que o alcaide do castelo era Manuel Sardinha, sucedendo-lhe Pêro Zuzarte.

Em 1510, D. Manuel I (1495-1521) renovou o foral da Vila, mencionando que os seus habitantes não estavam obrigados a dar hospedaria aos grandes e pequenos do reino, se essa fosse a vontade do povo de Sortelha. Esse soberano também iniciou uma campanha de obras no castelo, dentre as quais subsiste a emblemática manuelina sobre a porta. Em 1522 Garcia Zuzarte tornou-se alcaide-mor. Nesse século ainda, o nobre D. Luís da Silveira, guarda-mor de D. Manuel I e de D. João III (1521-1557), adquiriu o castelo, tornando-se seu alcaide, conferindo-lhe D. João III o título de Conde de Sortelha.


[editar] Da Guerra da Restauração aos nossos dias
Com a Restauração da independência, após 1640, foi iniciada a adaptação da estrutura defensiva às novas técnicas militares, adaptando-a ao fogo da artilharia. Nesta fase, o Castelo esteve envolvido em diversas operações militares contra forças de Castela em acção na fronteira, o mesmo se repetindo no século XVIII contra o mesmo inimigo e, posteriormente, no início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, contra as forças francesas de Napoleão.

Desguarnecido posteriormente, quando a sede do Conselho foi extinta em 1855 tanto a vila quanto o seu castelo entraram em processo de decadência.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. Posteriormente sofreu intervenções de conservação e restauro a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

(in: wikipedia)

 

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Concelho de Seia
» Património Natural Cabeça da Velha - Freguesia de S. Romão.
» Covão Grande.
» Lagoa Comprida.
» Miradouro da Srª do Espinheiro.
» Rio Alva
» Casa das Obras (séc. XVIII) - foi outrora o antigo Solar dos Albuquerques e Quartel General de Welligton, durante as últimas invasões francesas. Actualmente alberga os Paços do Concelho.
» Solar da Família Botelho (séc. XVI) - decorada com três janelas manuelinas de suprema elegância.
» Solar da Família Veigas - de estilo setecentista, é hoje a Estalagem da Estrela.
» Fonte das Quatro Bicas - Praça da República.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)

Aldeias de Montanha
A Câmara de Seia editou um roteiro turístico das Aldeias de Montanha em redor do maciço central da Serra da Estrela.

A brochura turística refere sucintamente as potencialidades naturais das povoações situadas em plena Serra da Estrela, como é o caso das freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sabugueiro, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide.

Tendo em conta a localização privilegiada destas freguesias, que se encontram alojadas em vales cavados por rios e ribeiras, que têm as suas nascentes no alto da serra, estas “aldeias” são, sem dúvida, palco para um encontro privilegiado com as maravilhas naturais, e com as populações, que mantêm ainda hoje as tradições de sempre.

O objectivo deste projecto é preservar e requalificar o património e ligar as várias aldeias em rede, elaborando roteiros integrados cujo objectivo fundamental passa pelo desenvolvimento dessas mesmas zonas através do turismo, até porque a Serra da Estrela aparece como um palco privilegiado para a demonstração de um novo conceito de turismo: o turismo da natureza.




Veja Mais em Câmara Municipal de Seia

 

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Concelho de Trancoso

Visita Guiada

Trancoso encontra-se ainda hoje rodeada de muralhas da época dinisiana, com um belo castelo medieval a coroar este majestoso conjunto fortificado.

Com os seus numerosos monumentos de arquitectura civil, religiosa e militar, constitui um dos mais expressivos Centros Históricos do país, visitado anualmente por muitos milhares de pessoas. Dentro do perímetro muralhado destacam-se, entre outros monumentos, as Igrejas paroquias de Santa Maria e São Pedro, o túmulo do Bandarra, a Igreja da Misericórdia, o Pelourinho Manuelino, a Casa do Gato Preto, o Palácio Ducal e a casa que serviu de Quartel-General a Beresford, durante as invasões franceses.

No exterior da muralha, são de destacar monumentos como o Campo da Batalha de São Marcos, a Fonte Nova, a Igreja do desaparecido Convento dos Frades, o Parque Municipal, a Capela de Santa Eufêmia, a Capela de São Bartolomeu, a Fonte da Vide, a Capela do Sr. da Calçada, a Igreja de Nossa Srª. da Fresta, o Cruzeiro do Sr. da Boa Morte, a Capela de Santa Luzia ou a Necrópole de Sepulturas Antropomórficas. As visitas guiadas para grupos devem ser solicitadas com antecedência ao posto de turismo por fax ou ofício com uma semana de antecedência. As visitas guiadas são gratuitas.

 

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Concelho de Vila Nova de Foz Coa

Património Arquitectónico e Arqueológico

Se há Municípios com um grande acervo de valores patrimoniais, o de Vila Nova de Foz Côa está entre os primeiros. E se quisermos fazer um pormenorizado inventário do seu património arquitectónico e arqueológico, muitas páginas seriam necessárias. Trata-se de um Concelho formado por vários outros antigos concelhos, a que a Reforma Liberal veio dar a sua actual configuração. Por tal via, a extraordinária monumentalidade dos concelhos extintos agregou-se à da sede do concelho-nuclear - Vila Nova de Foz Côa -, constituindo um conjunto notoriamente invulgar.

No caso das terras de Foz Côa, que estas possuem, na sua área, os mais raros testemunhos do passado, que têm merecido aprofundados estudos pelos mais distintos arqueólogos, desde as centenas de gravuras rupestres aos lugares onde tem sido possível documentar a multi-secular presença humana. Encontram-se, por exemplo, neste Concelho, já descobertos e classificados, cerca de 195 "sítios" de interesse arqueológico (v. "Carta Arqueológica do Concelho de Vila Nova de Foz Côa", de António N. S. Coixão - 2ª edição, da CM - 2000).

Castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, fazem só por si uma relação que dignifica qualquer concelho. Bastará olhar para a enumeração que se segue, na qual se não esgotam todos os valores do Concelho. Aqui teremos excelentes sugestões para umas visitas a todas as freguesias, cujos naturais, a par das riquezas que querem que apreciemos, são suficientemente hospitaleiros para nos deixarem agradáveis recordações.

Almendra - Ruínas de Calábria, Caliábria ou Calábriga;
- Igreja Matriz (séc. XVI);
- Solar dos Viscondes do Banho (barroco);
- Casa dos Condes de Almendra;
- Pelourinho;
- Igreja da Misericórdia (séc. XVI).

Castelo Melhor - Castelo (do período Lionês);
- Gravuras rupestres paleolíticas da Penascosa.

Cedovim - Casa Grande (estilo barroco);
- Pelourinho;
- Capela de S. Sebastião.

Chãs
- Gravuras rupestres paleolíticas da Quinta da Barca;

Custóias - Capela de N.ª Sra. da Graça (raiz românica).

Freixo de Numão - Igreja Matriz (de raiz românica);
- Solar Da Casa Grande (barroco) com museu de Etnografia e ruínas arqueológicas;
- Capela de N.ª Sra. da Conceição (1654);
- Capela de Sto. António (1622); Santa Bárbara (capela roqueira);
- Pelourinho (1789) ex-Domus Justitiae/1601)/; ex - Domus Municipalis (barroco, com armas de D. Maria I);
- Arquitectura rural;
- Complexo Arqueológico (Castelo Velho, povoado do Calcolítico e Bronze);
- Prazo, ruínas neolíticas, romanas e medievais;
- Calçada romana, entre outros.

Horta - Povoado pré-histórico do Castanheiro do Vento;
- Pelourinho.

Mós - Solar dos Assecas (com pedra de armas).

Murça - Igreja Matriz;
- Bairro do Casal (arquitectura rural) com a Capela de S. João (séc. XVII).

Muxagata - Cruzeiro (cúpula piramidal); Fonte da Concelha (séc. XVI);
- Solar dos Donas Boto (séc. XIX);
- Igreja Matriz;
- Pelourinho e antiga casa da Câmara e Tribunal;
- Gravuras rupestres paleolítico da Ribeira de Piscos;
- Museu e ruínas da Quinta de Santa Maria.

Numão - Castelo (de raiz anterior á Nacionalidade);
- Igreja Matriz; Capelas de Sta. Eufêmia e Sta. Teresa;
- Casas judaicas;
- Sepulturas antropomórficas no Castelo;
- Inscrições rupestres romanas do Areal, Telheira e Conde (Ribeira Teja; lagares romanos no Arnozelo.

Santa Comba - Fonte da Mó (1829);
- Arquitectura rural (séc. XVIII).

Santo Amaro - Arquitectura rural.

Sebadelhe - Solar dos Donas Boto;
- Brasão da família Sampaio e Melo;
- Capela de S. Sebastião;
- Igreja Matriz; Fonte de cima (Cúpula piramidal, séc. XVIII); Fonte de Baixo (com brasão).

Seixas - Igreja Matriz;
- Solar dos Aguilares (barroco);
- Fonte dos cântaros;
- Castelo Velho (Bronze e Ferro).

Touça - Pelourinho;
- Casa dos Albuquerques;
- Forno comunitário da telha;
- Arquitectura rural.

Vila Nova de Foz Côa - Igreja Matriz (fachada manuelina);
- Pelourinho (manuelino);
- Caza Municipal;
- Capela de Sta. Quitéria (provável antiga sinagoga);
- Casa dos Andrades (com pedra de armas);
- Torre do Relógio, no sítio do Castelo;
- Capelas de S. Pedro e Sta. Bárbara;
- Capela de Sto. António (estilo barroco);
- Gravuras paleolíticas da Canada do Inferno;
- Gravuras paleolíticas da idade do ferro em Vale Cabrões e Vale José Esteves.


 

 

 

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