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PEDRÓGÃO GRANDE
PENICHE
POMBAL
PORTO DE MÓS

O distrito de Leiria está situado ligeiramente para o interior, abrangendo também uma faxa marítima e abrange uma série de cidades e atracções únicas, todas elas oferecendo paisagens diferentes, monumentos e costumes singulares.

A encantadora cidade de Peniche fica junto à costa e é um destino popular para a prática de desportos aquáticos, como o surf e a pesca em alto mar. Aqui encontrará excelentes restaurantes de peixe fresco e poderá partir de ferry à descoberta das Ilhas Berlengas – uma bela reserva natural rodeada de águas translúcidas.

A Nazaré é uma pitoresca vila piscatória, conhecida pelas tradições e pela sua longa praia, onde os pescadores ainda hoje estendem as suas redes. Depois de visitar o Castelo de Leiria, vá até ao Mosteiro da Batalha – uma verdadeira obra-prima da arquitectura Gótica em Portugal. Não deixe também de visitar o grandioso Mosteiro de Alcobaça, um magnífico complexo medieval que incorpora uma igreja do século XII.

A famosa cidade das Caldas da Rainha soube impor-se graças à sua cerâmica tradicional (de cariz popular e humorista) e pelo seu artesanato, enquanto a cidade da Marinha Grande é reconhecida como a maior produtora de vidro do país. Descubra também a encantadora vila de Óbidos, caiada de branco e rodeada por muralhas do século XIV.

Locais a Visitar

Fortaleza de Peniche
A Fortaleza de Peniche foi uma importante base militar durante a Idade Média, tendo sido concluída em 1645. Após muitos anos de guerras, o seu valor estratégico foi perdendo importância, pelo que acabou por ser desactivada. A partir de então, foi usada como abrigo para os refugiados Bóeres no início do século XX, um campo de detenção de austríacos e alemães durante a I Guerra Mundial e uma prisão para os opositores do antigo regime português. A fortaleza acolhe hoje o Museu de Peniche, que apresenta uma colecção de artefactos regionais e documentação histórica relacionada com a ditadura portuguesa.

Igreja da Misericórdia
O tecto desta igreja é o seu ponto forte e encontra-se totalmente coberto com 55 pinturas que retratam cenas do Novo Testamento – um exemplo do legado de artistas talentosos do século XVII originários desta região. Além destas magníficas representações, também poderá admirar os belos azulejos na parede, várias esculturas e cinco extraordinárias telas da autoria de Josefa d’Óbidos.

Mosteiro da Batalha
Também conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória, este monumento nacional foi mandado construir pelo Rei D. João I como sinal de gratidão à Virgem Maria pela vitória de Portugal frente a Castela na Batalha de Aljubarrota. Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, este edifício único foi erguido em 1388 e é tido como o exemplo máximo da arquitectura Gótica no país. No portal do Mosteiro, poderá admirar representações dos Apóstolos, de Profetas, Anjos e Jesus Cristo rodeado pelos quatro Evangelistas. Os túmulos do Rei D. João I, de D. Filipa de Lencastre e dos seus filhos podem ser visitados na Capela do Fundador. Belos vitrais ilustrando cenas bíblicas como “A Visitação de Nossa Senhora”, a “Adoração dos Magos”, a “Fuga para o Egipto” e “A Ressurreição de Cristo” adornam o interior do mosteiro, enquanto no exterior se podem ver as típicas gárgulas. O Mosteiro da Batalha é, sem dúvida, um dos mais belos exemplos da arquitectura Gótica de todo o país.

Mosteiro de Alcobaça
Situado no fértil vale onde correm os rios Alcoa e Baço, este mosteiro foi doado à Ordem de Cister pelo Rei D. Afonso Henriques após a conquista de Santarém aos Mouros. Da sua fachada barroca original com as duas torres, restam hoje apenas o portal, as duas grandes janelas e a rosácea central. No interior das capelas laterais do transepto do mosteiro encontram-se os belos túmulos esculpidos de D. Pedro I e da sua eterna amada D. Inês de Castro. O transepto também permite o acesso aos túmulos do Rei D. Afonso II, do Rei D. Afonso III e das respectivas esposas e filhos. Outras partes do mosteiro situadas no claustro incluem a Sala do Capítulo, a Sala dos Monges e uma cozinha e refeitório datados do século XVIII. Na Sala dos Reis são de especial destaque os encantadores painéis de azulejos e as estátuas de argila dos monarcas portugueses.


Caldas da Rainha
Esta animada e vibrante cidade do distrito de Leiria, situada na Costa de Prata, em plena Estremadura, tem vindo a tornar-se um popular destino turístico, sendo um local favorito para ter uma casa de férias. A sua localização, a apenas 8 km de algumas das melhores praias da região e somente 1 hora de distância de Lisboa, transformam-na no local perfeito para se fixar e explorar algumas das vilas medievais e aldeias piscatórias dos arredores.

Esta cidade termal, reputada pelas suas águas ricas em enxofre indicadas para o tratamento de problemas dermatológicos e ósseos, foi fundada no século XV por D. Leonor, consorte do Rei D. João II. Oferece não só magníficas casas de turismo rural, mas também excelentes oportunidades de compras e desportos aquáticos, como passeios de balão, asa-delta, windsurf, jet ski e passeios a cavalo. Situada no chamado “Jardim de Portugal”, a cidade possui um animado e colorido mercado de fruta, legumes, peixe e flores na praça central, enquanto as maravilhosas lagoas da Praia da Foz do Arelho e de Salir do Porto, com os seus extensos areais, são perfeitas para desfrutar de umas férias em família.


Alcobaça
Alcobaça é uma imponente cidade medieval ideal para uma visita de um dia. Ostenta o maior complexo do país com uma catedral e mosteiro, tendo ficado imortalizada pela história de amor de D. Pedro e Inês – um romance semelhante ao trágico amor de Romeu e Julieta. O austero Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça foi construído em 1153 e consta da lista de locais classificados pela UNESCO como Património da Humanidade. O Mosteiro está associado aos monges de Cister e ao nascimento da nação portuguesa. D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, conquistou a cidade de Santarém aos Mouros em 1147 e, como sinal de gratidão, fundou este mosteiro para os monges de Cister, obras estas oficialmente concluídas em 1223. Hoje, os visitantes podem admirar a sacristia ornamentada em estilo manuelino, o claustro de D. Dinis e os túmulos de D. Pedro e de sua esposa D. Inês de Castro, imortalizados pelo trágico amor que os uniu e que serviu de inspiração a inúmeras obras literárias, teatrais e cinematográficas.

Batalha
O magnífico e intrincado Mosteiro da Batalha, com as suas inúmeras estátuas de santos e imponentes arcobotantes e pináculos, é, sem dúvida, o mais belo exemplo de arquitectura Tardo-gótica na Europa. Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, este mosteiro dominicano foi mandado edificar pelo Rei D. João I em agradecimento pela vitória de Portugal sobre Castela na Batalha de Aljubarrota em 1385. O monumento é particularmente notável pelos seus motivos manuelinos. No interior da capela encontram-se os túmulos do Rei D. João I e da sua esposa de origem inglesa, a Rainha Filipa de Lencastre – fundadores da “Ínclita Geração” que incluiu o famoso explorador Infante D. Henrique –, enquanto o Claustro Real, com os arcos góticos, é um dos melhores exemplares na Península Ibérica.

Óbidos
Esta encantadora vila medieval rodeada por muralhas é talvez o local histórico mais visitado do país a seguir a Lisboa. Com as suas ruelas estreitas e sinuosas, pitorescas casas caiadas de branco embelezadas por buganvílias e gerânios, é uma verdadeira vila-museu. A cidadela, envolta por íngremes muralhas graníticas do século XIV, constituiu parte do presente de casamento do Rei D. Dinis à sua esposa, Isabel de Aragão, em 1282. A vila também contém uma maravilhosa pousada que remonta à Idade Média e um museu que relata a história e a forma como esta fortaleza foi tomada aos Mouros por Afonso Henriques, em 1148.(+)

 

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Concelho de Alcobaça

Geologia

No Concelho de Alcobaça afloram essencialmente rochas sedimentares, como calcários, margas, arenitos e argilas, podendo também ser observado um afloramento de brechas vulcânicas.

Extracto das Cartas Geológicas de Portugal, escala 1:50000, Folhas 22-D (Marinha Grande), 26-B (Alcobaça), 27-A (Vila Nova de Ourém) e 26-D (Caldas da Rainha), dos Serviços Geológicos de Portugal, Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos.

Em termos litológicos podem delimitar-se várias áreas onde afloram nomeadamente:
Aluviões ocorrem ao longo das principais linhas de água e são formadas por areias e pequenos seixos rolados. A sua extensão lateral está directamente relacionada com o grau de encaixe das linhas de água, correspondendo geralmente ao leito de cheias destas. Estas formações são facilmente reconhecidas por se encontrarem nas zonas baixas e serem frequentemente ocupadas por culturas agrícolas.
Areias de praia correspondem aos depósitos arenosos que preenchem uma estreita faixa litoral mais ou menos contínua, com pequenas interrupções, entre a Praia de Água de Madeiros e a Praia da Falca, Praia do Salgado, Praia da Gralha e Praia de S. Martinho do Porto.
Dunas e areias de dunas são compostas por areias de granulometria fina. Localizam-se no Norte do Concelho, com uma extensão que atinge os 5 km de largura, entre o litoral e o paralelo de Pataias (zona de pinhal) e mais a Sul, com menor expressão, em torno da “concha” de S. Martinho do Porto.
Complexo essencialmente arenoso, com alguns seixos e raras bancadas de calcário gresoso e conglomerados do Pliocénico. Encontra-se nas zonas baixas de Alfeizerão e de Cela Velha e na área de Alpedriz e Pisões.
Complexos greso-argiloso com intercalações calcárias datados do Miocénico, Oligocénico, Eocénico e Cretácico que constituem o núcleo do sinclinal Alpedriz-Porto Carro, aflorando também nas arribas das praias de Mina, Vale Furado e Légua;
Complexo de grés e argilas, do Jurássico Superior, corresponde à formação com maior expressão no Concelho. Estende-se de forma contínua entre Maiorga, Benedita, Casal Pardo e Évora de Alcobaça e reconhece-se pela topografia mais acidentada.
Calcários compactos e margas, datados do Jurássico, encontram-se na Serra dos Candeeiros e na Serra dos Mangues e na faixa de Ataíja de Cima até Venda das Raparigas. Nesta formação encontram-se diversas cavidades cársicas e registos paleontológicos.

Lagoa de Pataias

A lagoa de Pataias localiza-se na Zona Norte do Concelho de Alcobaça, freguesia de Pataias.

É uma zona húmida que surge no meio da vasta área de pinhal bravo que ocupa esta região do litoral Português e, portanto, é ocupada por Fauna e Flora distintas de toda a envolvente.

Face a usos indevidos no passado, a água encontra-se poluída por nutrientes que promovem o crescimento excessivo de matéria vegetal com consequente falta de oxigénio na água (Eutroficação). A Eutroficação é típica das zonas húmidas interiores e, normalmente, conduz à sua mutação para ecossistemas terrestres. Neste caso concreto, o processo foi acelerado pela acção antrópica.

A dependência exclusiva da precipitação, juntamente com a situação de seca extrema em 2005, culminaram na evaporação de toda a água, uma situação que não sucedia desde 1944. Para além do desaparecimento da ictiofauna, a falta de água criou pressões enormes em outros grupos como os anfíbios, mamíferos e aves, em termos de alterações do habitat, indisponibilidade de água e/ou de alimento. Os nutrientes presentes na água acumularam-se nos sedimentos do fundo: estes, juntamente com grandes extensões de macrófitas aquáticas, foram removidos mecanicamente de forma a evitar que, após outra época de chuvas, a qualidade da água voltasse a piorar.

Após um Inverno chuvoso, a cota da lagoa recuperou ao ponto de poderem equacionar-se os repovoamentos com ruivacos: estes peixes, outrora muito comuns na lagoa de Pataias, foram dizimados por espécies indesejáveis introduzidas (carpa, perca e gambúsia). O plano de gestão da lagoa de Pataias vê assim mais uma etapa cumprida, mas, no contexto de alterações climáticas globais, este ecossistema requererá cuidados continuados no futuro.

A gestão desta lagoa remete-nos para os elevados custos de remediação dos serviços dos ecossistemas. É por isso sempre melhor evitar a degradação da Natureza e, neste sentido, desde 2003 que o Projecto de Educação Ambiental do Município dá especial relevância a esta zona única no concelho.

Litoral

A contrastar com um vasto campo de dunas e uma baía calma em S. Martinho do Porto surge a costa Norte do Concelho: são cerca de 12 Km de falésias de altura considerável, areais a perder de vista e mar revolto. As praias são delimitadas por pinhal e, em alguns locais, os pinheiros-bravos assumem formas invulgares devido à intensidade dos ventos atlânticos. É também no pinhal que a acácia, Acacia longifolia, e o chorão, Carpobrotus edulis, se têm instalado progressivamente e têm vindo a desalojar as camarinhas, Corema alba, um endemismo da Península Ibérica. Estas espécies exóticas têm sido alvo de controlo localizado e experimental.
Entre S. Martinho do Porto e a costa Norte do concelho e, a contrastar com todos os outros locais, existe na Serra dos Mangues, a praia da Gralha.

Lista de Praias (de Norte para Sul)


Água de Madeiros
Pedra do Ouro
Polvoeira
Paredes da Vitória
Mina
Vale Furado
Vale Pardo
Légua
Falca
Gralha
S. Martinho do Porto

Vale da Ribeira do Mogo

O Vale da Ribeira do Mogo localiza-se na Freguesia de Prazeres de Aljubarrota.
É um vale muito encaixado, com morfologia cársica e vegetação tipicamente mediterrânica onde o carrasco e o carvalho-cerquinho têm muita expressão: estas características promovem a existência de fauna diversa que antigamente ocupava a região, como a raposa, a geneta, variadíssimas aves florestais e até rapinas. Este seria também o habitat do emblemático lince-ibérico mas a desflorestação e o progressivo isolamento da área bem como, a caça de presas inviabilizou a permanência desta espécie na maior parte do território português.
Apesar de não estar incluída na área do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o vale da Ribeira do Mogo é fisicamente muito semelhante e reúne todas as potencialidades para vir a obter um estatuto de protecção.

Sofia Quaresma

 



(Mais informações em Câmara Municipal de Alcobaça)

 

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Concelho de Alvaiázere
Natureza

Rios: Os cursos de água mais importantes do Concelho são a Ribeira de Alge, o Rio Nabão e também o Rio Tordo, este último tem a sua nascente no Concelho e é digna de visita.

Serra: A Serra de Alvaiázere, localizada na Orla Mesocenozóica Ocidental Portuguesa, corresponde à maior elevação do Maciço de Sicó (Cunha, 1990) com os seus 618 metros de altitude. Sendo uma serra calcária, dominam os processos cársicos, os quais estiveram na sua origem e condicionam a sua evolução (Cunha & Vieira, 2004), onde o desenvolvimento dos solos, vegetação e mesmo as actividades humanas são condicionados fortemente pelos elementos geomorfológicos, o que resulta num elemento paisagístico a vários níveis notável.

São vários os elementos a nível paisagístico, mas não só, que se podem encontrar nesta Serra de Alvaiázere, integrada na Rede Natura 2000, esta serra possui uma biodiversidade assinalável, bem como aspectos geomorfológicos importantíssimos como o campo de lapiás, grutas e algares, escombreiras de gravidade, uma dolina, entre muitos outros exemplos ali existentes.Em termos paisagísticos outro elemento notável é a antiga muralha de povoamentos da idade do bronze, que se estende por centenas de metros, sendo apenas um dos aspectos a nível arqueológico importantíssimos que ali se encontram.

Fauna: A riqueza da fauna deve muito à diversidade de ecossistemas que aqui se preservam. (...)

Flora: Uma série de espécies florísticas encontraram nesta zona o seu refúgio. (...)

Arqueologia

São inúmeros os artefactos pré-históricos e Sítios arqueológicos dispersos um pouco por todo o Concelho. De todos eles, salientamos os mais representativos do ponto de vista arquitectónico, nomeadamente as Antas do Ramalhal, a Rominha e o povoado da Serra de Alvaiázere.

Antas do Ramalhal - A Anta 1, 2 e 3 do Rego da Murta ficam situadas a cerca de 500 metros da aldeia do Ramalhal – S. Pedro do Rego da Murta, numa planície povoada por eucaliptos na margem direita da Ribeira do Rego da Murta. Além dos referidos monumentos, existem outros dispersos por toda a área envolvente que, pelas suas características, evidenciam uma paisagem com intensas referências culturais que engrandecem o Concelho de Alvaiázere no panorama arqueológico Nacional e Internacional.


Rominha – Localizada numa planície de grande fertilidade e clima agradável, esta zona, conjuntamente com a Vila Nova, Casal Novo e Farroeira escondem no seu subsolo histórias de um passado que o tempo procurou esquecer.

Outrora, em cada um dos referidos lugares, foram encontrados pedras aparelhadas, tijolos, fragmentos de diferentes dimensões de tegulae e imbrices, fundos de ânforas, bordos, bojos, asas, entre outros achados do período romano.


Em Julho de 1999, ao abrirem-se alicerces para a construção de uma casa, foram encontrados no Cerejeiral – Rominha - diversas estruturas (alicerces, paredes e muros executados com pedra calcária da região), fragmentos de cerâmica, tegulae e imbrices romanas e uma moeda de bronze de difícil datação, dado o seu elevado nível de corrosão.


Actualmente, as lavouras continuam a trazer à superfície inúmeros materiais romanos que testemunham a importância do Sítio arqueológico.


Povoado da Serra de Alvaiázere – Localizado na freguesia e Concelho de Alvaiázere, a 600 metros de altitude, este Sítio arqueológico é caracterizado por um povoado fortificado de grandes dimensões com duas cinturas de muralhas parcialmente derrubadas: uma exterior e outra interior, aparentemente circular, com cerca de 100 metros de diâmetro, ambas visíveis por fotografia área.


Cronologicamente, a sua localização geográfica e a sua posição estratégica, as cinturas de muralhas e os artefactos encontrados inserem-no no tipo de povoados da Idade do Bronze.


Do espólio encontrado até ao momento, quer em prospecções de campo, quer em escavações arqueológicas, salientamos o conjunto de bronzes, os fragmentos de cerâmica decorada e os materiais líticos de diferentes tipologias.

Gatronomia

Inicie uma viagem gastronómica petiscando um diverso leque de ofertas: chouriço, morcela, queijo e azeitonas. Após estes petiscos prove a sopa de chicharo e siga para um dos ex-libris gastronómicos do concelho: Cabrito assado no forno com batata assada e migas de chicharo.
Se não aprecia cabrito não há problema, o leitão assado no forno, a carne de alguidar, o cozido, o bacalhau e o polvo à lagareiro são igualmente boas opções. A acompanhar experimente o vinho Tinto ou Branco das Terras de Sicó e vai ver que não se arrepende. Termine a viagem gastronómica com o obrigatório doce de chicharo.
E não deixe de provar também o tradicional bolo de casamento.


 



(Veja Mais em Câmara Municipal de Alvaiázere)

 

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Concelho de Ansião
Embora as primeiras referências a Ansião datem de 1175, só em 1514 D. Manuel a eleva a vila, e lhe outorga foral. O pelourinho, já do século XVII, testemunha na sua inscrição latina a doação da vila a D.Luiz de Menezes, Conde da Ericeira, como prova de agradecimento régio pela sua valorosa participação na Batalha do Ameixial. A ponte da Cal de seiscentos, a Igreja Matriz de construção austera do século XVII, as Capelas da Misericórdia e do Senhor do Bonfim, e o Museu Municipal não poderão ser esquecidas nesta viagem pela História. Uma viagem que pode começar milénios antes ali bem perto: a existência de uma Anta na Atalaia, outra em Alto do Pisca e a localização de um castro da Idade do Ferro no Escampado de S. Miguel são disso testemunho. Um tesouro de denários encontrado junto do castro de Trás de Figueiró, e a possibilidade de a Via Romana que de Sellium se dirigia a Conímbriga atravessar estas terras, parece ficar provada em Santiago da Guarda.

A Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor com a sua torre quatrocentista conta muito da história destes lugares:

As pedras desta construção integram diversos materiais do tempo da dominação Romana, nomeadamente uma inscrição que indica a existência de uma aldeia que, ao tempo, deveria pagar os seus impostos ao município vizinho.

E esta viagem deve continuar por Alvorge e Torre de Vale Todos e Lagarteira, povoações que se situariam na área da Ladeia, linha de fronteira entre cristãos e mouros nos séculos XII e XIII. Também Medieval é o forno do Avelar. Forno que, pela Senhora da Guia em Setembro, cozia o "Bolo" que era distribuído ao povo. Muitos séculos depois, em 1933, José Malhoa pintava um belíssimo retábulo dedicado a Nossa Senhora da Consolação, que está no altar-mor da Igreja Matriz de Chão de Couce.



Património do Concelho

Igreja Matriz de Ansião
Capela da Constantina
Igreja Matriz de Alvorge
Capela da Misericórdia
Capela da Ateanha
Igreja N. Sra. da Graça
Igreja Matriz de Santiago da Guarda
Igreja de S. Domingos
Igreja Matriz da N. Sra. da Guia
Igreja Matriz de Chão de Couce
Capela N. Sra. do Pranto
Igreja N. Sra. das Neves
Ruínas da Torre da Ladeira

Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor

O Paço de Vasconcelos ou Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor, conhecido a nível local pelo "castelo de Santiago", é um importante exemplar dos antigos paços senhoriais rurais, da região entre Coimbra e Leiria.

Monumento atribuído aos Vasconcelos Ribeiros e Sousas do Prado, manteve-se na posse desta família desde o século XVI até à segunda metade do século XIX. Nos finais desse século, com o advento da Revolução Liberal e a consequente extinção dos Morgadios, passou a ser utilizado para fins diferentes daqueles para os quais fora construído. Iniciou-se assim um processo de degradação contínua que se acentuou ao longo do século XX mas que não impediria, em 1978, a sua classificação como Monumento Nacional.

Manteve-se em mãos privadas até 1996, ano em que a Câmara Municipal de Ansião adquiriu o imóvel, condição que se viria a revelar fundamental para a sua posterior reabilitação.

A par de toda a intervenção arquitectónica, cuja planificação então se iniciou e que actualmente se encontra concluída, iniciou-se também em 2002 um trabalho de pesquisa arqueológica no local. Um local onde, ferira-se, já existiam indícios de presença romana, nomeadamente uma pedra com inscrição latina na fachada da Torre. Essa intervenção arqueológica viria a revelar, dentro das paredes da residência Senhorial, a "pars urbana" (área onde habitava o proprietário) de uma villa tardo-romana do século IV/V, onde foram postos a descoberto pavimentos musivos de excepcional valor e que se destacam no panorama nacional. Quanto à existência, num mesmo local, de uma residência senhorial do Séc. XVI e de uma villa Romana, é mesmo considerada única na Península Ibérica.

 

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Concelho de Batalha

Lendas e Tradições

Num Concelho com largos séculos de história, várias e encantadoras lendas e tradições foram nascendo com o tempo, perpetuando-se até hoje na memória local. Muitos costumes religiosos e seculares foram entrando no quotidiano popular, traduzindo-se em diversas manifestações culturais.

A escolha do local onde se encontra o Mosteiro de Santa Maria da Vitória surgiu, diz o povo, depois de D. Nuno Álvares Pereira ter arremessado a sua espada na referida direcção. O lugar onde a mesma parou foi o local escolhido para a construção do monumento.

Os nomes das aldeias são, com frequência, justificados por lendas. Reza a história que a localidade da Rebolaria terá nascido do "rebolar" de uma bola ou de pedras em direcção ao Mosteiro.
A lenda da origem das Alcanadas refere-se aos tempos do Dilúvio. O patriarca Noé, ao passar com a sua arca por estas paragens, perguntou: "Arca, nadas ou já estamos em terra firme?", surgindo assim o nome desta localidade.

Na Quinta do Sobrado, aldeia da Freguesia da Batalha, até há algum tempo atrás, mantinha-se a tradição de festejar o São João em volta do Penedo, um rochedo localizado junto deste lugar e da localidade de Brancas, considerado um guardião de lendas sobre mouras encantadas e potes de ouro e venenos escondidos. Pelo São João iniciava-se a época balnear e, nas Brancas, ía-se ao banho nas termas de água salgada ali existentes.

Na Freguesia de Reguengo do Fetal, existe uma lenda segundo a qual Nossa Senhora terá aparecido a uma jovem pastora, lenda que levou à construção da Capela da Memória. A dita aparição trouxe ao local muitos fiéis o que levou à construção de uma casa de peregrinos.
Ainda na localidade de Reguengo do Fetal, a N. Sr.ª da Consolação é conhecida por curar as verrugas. Segundo a tradição, os crentes atiram pela janela aberta junto ao pavimento tantas pedras ou tantos grãos de trigo, quantas verrugas pretendem retirar. A cura fica completa com a lavagem das mãos na água da fonte sobre a qual está construída a capela da memória.

No dia de Todos-os-Santos, 1 de Novembro, em todo o Concelho as crianças pedem o bolinho, também conhecido como "Santoro". No dia seguinte vela-se pelas Almas, em celebrações religiosas nos cemitérios do Concelho.

O ano termina com uma celebração de Natal, que, no Reguengo do Fetal constitui uma oferta de géneros e produtos ao Deus Menino. Esta tradição de oferecer presentes ao Menino Jesus era comum em toda a região.

A Região

O Concelho da Batalha está integrado numa zona turística com um diversificado valor patrimonial, região que integra alguns dos monumentos mais visitados do nosso país.
Na Região de Turismo Leiria-Fátima, rica em património, estão representados vários concelhos como Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Pombal, Porto de Mós e Ourém.
Conheça os magníficos monumentos que reflectem uma nação com quase nove séculos de História. Destacamos muito sumariamente o Mosteiro de Alcobaça - berço da cultura portuguesa, passando pela pérola da arquitectura gótica do Mosteiro da Batalha. De seguida percorra o mundo dos antigos cavaleiros nos castelos medievais de Leiria, Ourém, Pombal e Porto de Mós.
Já na Marinha Grande, prossiga à descoberta da nossa região conhecendo e apreciando a Rota do Vidro.
Descubra, depois, os caminhos da Fé que conduzem ao Altar do Mundo, Fátima, onde se encontra um conjunto de lugares místicos e repousantes que esperam por si...
Experimente os prodígios da paisagem natural, ao caminhar pelos vales perfumados das Serras de Aire e Candeeiros, conhecendo o seu Parque Natural, as deslumbrantes grutas naturais, os trilhos pedestres e os vestígios do mundo dos dinossáurios. Já pelo Pinhal do Rei, na faixa litoral de Leiria, estende-se um manto verde que se perde ao encontro do oceano atlântico.
Nas bucólicas margens do Rio Lis, desfrute dos inesquecíveis momentos de prazer e descanso que lhe proporcionam as nascentes curativas das Termas de Monte Real.
Por entre cerca de 57 quilómetros de linha de costa, usufrua do magnífico sol e mar das praias típicas e animadas como a Nazaré, Vieira e Pedrógão, e também das refinadas e cosmopolitas como São Pedro de Moel e São Martinho do Porto.
Oito concelhos divididos entre a Serra e o Mar, salpicados pelas cores que se transformam na imaginação, como que talhados por mãos hábeis, fazem da Região de Turismo Leiria/Fátima um local especial e... único.


(Veja Mais em Câmara Municipal de Batalha)

 

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Concelho de Bombarral

Património Arqueológico

Gruta Nova da Columbeira



Situa-se numa encosta do Vale do Roto, próximo da povoação da Columbeira e foi descoberta em 1962. È uma das poucas grutas portuguesas com ocupações do paleolítico médio e uma das duas que forneceu testemunhos arqueológicos atribuídos ao ao homem de Neanderthal. As datações obtidas permitem situar as ocupações paleolíticas de época mustierense em cerca de 30.000 anos a.C.
A indústria lítica encontrada revela que a gruta foi ocupada longa e intensamente pelas populações da época, por vezes como residência permanente e outras vezes em curtos períodos sazonais. Da fauna recolhida destacam-se a hiena das cavernas, o lobo, o urso pardo, o veado, a cabra montês e o auroque.

Gruta da Lapa do Suão



Também situada no Vale do Roto, mais acima da Gruta Nova, julga-se que foi Carlos Ribeiro, por volta de 1880, o seu primeiro escavador.
Esta gruta contém ocupações humanas que se desenvolveram ao longo de milhares de anos. Além do Paleolítico Superior, existem níveis do Neolítico, que forneceram importante espólio, como machados de pedra polida, ídolos-placa decorados, pequenas estatuetas zoomórficas de coelhos e uma estatueta antropomórfica em terracota.
Outro material poderá ser atribuído à Idade do Cobre. Existe ainda um importante nível tumular da Idade do Bronze constituído por ossos humanos carbonizados, muitos vasos de cerâmica e uma taça decorada no interior com ornatos brunidos formando um motivo floral.

Castro da Columbeira



O monte onde se situa o Castro, chamado “Serra do Castelo”, está sobranceiro à povoação da Columbeira. Trata-se de um importante povoado da Idade do Cobre com cerca de 4.000 anos. Tem duas cinturas de muralhas reforçadas com torres. A fortificação central, de formato quadrangular, apresenta torres circulares, bastiões semi-circulares e uma entrada virada para sudeste.
Os materiais encontrados, que permitem integrar este povoado na Idade do Cobre inicial, constam vasos cerâmicos, alguns decorados, pontas de seta e lâminas em sílex, machados de pedra polida, utensílios em osso e pesos de tear. Os seus habitantes desenvolviam actividades agrícolas e pastorícias



Saiba mais em Câmara Municipal de Bombarral

 

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Concelho do Caldas da Rainha

As Caldas da Rainha são conhecidas especialmente pela sua loiça característica e pela sua gastronomia. Mas não é só isso que a cidade tem para oferecer. Nela encontramos vários locais importantes relativos à sua história, locais de lazer, etc. Aqui podemos conhecer um pouco melhor cada um desses locais e o que têm para nos oferecer.

Praça da fruta

A cidade tem como “ex-libris” desde há muitos anos o seu Mercado Diário, a tão conhecida “Praça da Fruta”.
De manhã as frutas, legumes e flores dão um colorido invulgar e inesquecível a esta praça.
Á tarde, vazia de mercado, o contraste negro e branco do empedrado salta à vista. Quadrados pretos alternam com quadrados brancos e como cada quadrado mede um metro de lado é essa a área ocupada pelas bancas dos vendedores. Entre as filas de quadrados, enfeitando os sítios por onde passa o comprador, linhas curvas, flores e estrelas de pedra negra. É um espaço óptimo para as crianças gastarem energia, saltitando entre as pedras brancas e negras, contando estrelas e flores.

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo


A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, matriz das Caldas da Rainha, é considerado um Monumento Nacional.
De início construída como capela do primitivo Hospital Termal, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, teve a sua conclusão em 1500, sendo-lhe anexada a torre sineira entre 1500 e 1505.
A sua autoria é atribuída a Mateus Fernandes (pai), mestre das obras da Batalha.
Neste edifício conjugam-se elementos do tardo-gótico europeu com outros de características mais locais (mudéjares e manuelinos). Possui o revestimento interior em azulejos seiscentistas, mantendo da construção primitiva painéis azulejares hispano-árabes nos altares laterais. Localizado sobre o arco triunfal, o tríptico da Paixão tem motivado o interesse de investigadores, quando à sua autoria e localização original.

Hospital Termal

O Hospital Termal das Caldas da Rainha, à sombra do qual nasceu a povoação, foi fundado em 1485 pela Rainha D. Leonor. Contruído sobre as nascentes de águas sulfúreas, representa o mais antigo Hospital Termal do mundo. Com as suas 110 camas, foi o primeiro dos hospitais modernos surgidos em Portugal, contando com assistência médica permanente.
As águas termais caldenses têm suscitado, desde o século XVI, a atenção da Química e da Medicina. A sua natureza e composição, bem como os seus efeitos, deram origem a uma extensa bibliografia publicada em Portugal e no estrangeiro.
No séc. XVIII, quando por toda a Europa se assistia a um renascimento do interesse pelo aquinismo, o rei D. João V, ele próprio frequentador assíduo do hospital caldense, ordenou a sua reedificação. As obras tiveram Manuel da Maia como arquitecto responsável.
No século seguinte, o aumento e diversificação social da afluências aos banhos das Caldas, foram acompanhados por significativas inovações. O Hospital foi integrado no património do estado, modernizou as suas instalações e equipamentos e dotou-se de um conjunto de estruturas de apoio aos tempos livres dos termalistas, entendidas como meios complementares de terapêutica hidrológica. Estão neste caso o Parque D. Carlos I, com o seu lago e campos de jogos, o Clube, os novos pavilhões hospitalares e balneário termal.
A água mineral natural das Termas das Caldas mantém, ainda hoje, intactas as suas virtudes terapêuticas. Sendo de natureza sulfúrea, as águas termais estão particularmente recomendadas no tratamento das doenças reumáticas e musculo-esqueléticas e na recuperação de situações pós-traumáticas.

Museu De José Malhoa

O Museu José De Malhoa situa-se no belo Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. Fundado em 1934, foi provisoriamente instalado no "Pavilhão Rainha D. Leonor" antiga "Casa dos Barcos", sendo o edifício definitivo, da autoria dos arquitectos Eugénio Correia e Paulino Montês, inaugurado em 1940 e ampliado em 1950 e 1955. António Montês, primeiro director do Museu e um dos seus fundadores, dirigiu ao pintor José Malhoa, natural das Caldas da Rainha, o pedido de um quadro para a sua terra natal, tendo o artista oferecido em 1926 o retrato da Rainha D. Leonor, padroeira da cidade.
Em torno desta obra de José Malhoa, criou-se a colecção do Museu por ofertas do Mestre e de numerosos particulares.

Museu da Cerâmica

O Museu da Cerâmica encontra-se instalado na Quinta Visconde de Sacavém, situado numa das principais zonas históricas das Caldas da Rainha. Mandada construir pelo Visconde de Sacavém em 1892, a quinta foi adquirida pelo Estado em 1981 e transformada em museu em 1983.
Um Palacete de arquitectura típica do fim do século passado e jardins frondosos compõem a Quinta que representa, além de lagos e floreiras, profusa decoração cerâmica. Os jardins e o Palacete oferecem assim uma panorâmica da história dos azulejos em Portugal: desde os hispanos-mouriscos do séc. XVI, polícromos do séc. XVII, painéis historiados do séc. XVIII, e relevados do séc. XIX - XX.
A faiança Caldense encontra-se amplamente representada no primeiro andar com uma panorâmica da evolução deste centro: iniciado com a escola dita da "Maria dos Cacos", figura lendária que teria trabalhado durante a primeira metade so séc. XIX e à qual se atribui peças utilitárias de pequena dimensão num estilo ingénuo e caricatural.
Em salas anexas figuram exemplares significativos do Atelier Cerâmico e outros da autoria do escultor Costa Motta.
No segundo andar é digno de menção a colecção de miniatura do Mestre F. Elias (1869-1937) e de José da Silva Pedro (1907-1981) que trabalhou em Sacavém sob a influência do primeiro.

in: http://caldasdarainha.com.sapo.pt

 

 

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Concelho da CASTANHEIRA PÊRA

Em Castanheira de Pera, em plena Serra da Lousã, vale a pena subir até à Ermida de Santo António da Neve. Aqui, não é só a grandeza da paisagem que nos impressiona. É também a história que nos faz recuar até ao ano de 1787, ano em que o Neveiro - Mor da Casa de Sua Majestade, Júlio Pereira de Castro, mandou erguer a Ermida de Santo António da Neve próximo dos antigos poços do Neveiro Real. Mas em Castanheira de Pera não é só o Santo António da Neve e a Serra da Lousã que nos maravilham. Vale a pena descobrir, a partir do Coentral, as margens da Ribeira das Quelhas ou aproveitar as ondas artificiais da Praia Fluvial das Rocas. Depois, há também circuitos para jeeps. Chamam-lhe, Romaria ao Santo António da Neve, em homenagem à Romaria que as gentes da Serra da Lousã aqui faziam. E quando admiramos, perto do Coentral, o Vale da Ribeira de Pêra, é impossível não recordar a importância que os lanifícios tiveram na História de Castanheira de Pera. Sabemos que entre 1864 e 1879 existiam onze Fábricas de Lanifícios. Destes áureos tempos que marcaram o desenvolvimento de Castanheira de Pera, resta-nos uma Fábrica em Safrujo. A verde e vermelho produz barretes de Campino. Depois, em Castanheira de Pera, há o prazer de descobrir as ruas, a Igreja Matriz de traços setecentistas, os recantos floridos e, quando é Verão e o calor aperta, a Praia Fluvial do Poço da Corga. E há para delícia do nosso paladar um fabuloso arroz de miúdos de cabrito acompanhado do mesmo. Não faltam os grelos frescos e o pão caseiro. Quando chega a hora do açúcar, o arroz doce faz uma entrada triunfal.

in: Regiao de Turismo de Centro

 


(Veja ainda Câmara Municipal de Castanheira de Pera)

 

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Concelho de Figueiró dos Vinhos

Praias Fluviais
O Concelho de Figueiró dos Vinhos possuidor de um significativo património natural e paisagístico, com uma densa mancha florestal e várias ribeiras e espelhos de água, é uma referência para o Turismo Ambiental e de Natureza na Região em que se insere, onde se evidenciam pela sua beleza e qualidade as suas Praias Fluviais, todas elas com excelentes condições naturais, permitindo usufruir de águas límpidas, de uma paisagem envolvente bastante acolhedora e de equipamentos complementares de apoio.


Praia Fluvial das Fragas de S. Simão
Um local de beleza ímpar, com águas límpidas rodeadas de imensas fragas, que lhe dão o nome e que possibilitam a realização de desportos radicais, para além do simples lazer.
Acesso: Partindo de Figueiró dos Vinhos, deverá seguir na direcção de Aldeia Ana de Aviz; a cerca de 3 km vire à esquerda, via EN 237, e siga no sentido das placas que indicam Fragas de S. Simão (cerca de 5 km) até encontrar um pequeno parque calcetado e com uma cerca de madeira.
Instalações de apoio: bar, parque de merendas, instalações sanitárias e balneários.

Praia Fluvial de Aldeia Ana de Aviz
Com uma represa que sustém a água da ribeira e forma um local de ambiente aprazível para tomar banho e desfrutar do sol, é reconhecida a nível nacional pelas suas condições excepcionais.
Acesso: Saindo da vila de Figueiró e seguindo na direcção de Aldeia Ana de Aviz, encontrará a praia logo à entrada desta localidade.
Instalações de apoio: bar, parque de merendas, instalações sanitárias e balneários.
Praia Acessível
Bandeira Azul

Praia Fluvial de Alge
Situada mais ao norte do concelho, ali se encontra uma represa que sustem a água da ribeira e forma um local de ambiente aprazível para tomar banho e desfrutar do sol.
Acesso: Partindo de Campelo, tome a EN 347 (Castanheira – Penela) e seguindo as placas encontrará este espaço de lazer.
Instalações de apoio: parque de merendas, instalações desportivas e balneários.


Foz de Alge
Nascendo no norte do concelho, a Ribeira de Alge desagua no rio Zêzere onde a Albufeira do Castelo de Bode começa a tomar forma. Neste local poderá praticar diversos desportos aquáticos, deliciar-se com as artes da pesca e com os sabores da gastronomia ou desfrutar do simples lazer.
Acesso: Estando no centro da vila deve tomar a ex EN 350 em direcção a Arega, na povoação de Enchecamas deverá virar à esquerda, tomando o Caminho Municipal n.º 1142 (recentemente beneficiado), em direcção à Foz de Alge.
Instalações de apoio: restaurantes, sede do Clube Náutico e Parque de Campismo.


Jardim Parque Municipal
No centro da Vila, o Parque Municipal é orgulho de todos os figueiroenses. A sua construção teve início em 1930. Ao descer as suas escadarias, é com gosto que se apreciam os vários canteiros primorosamente traçados e cuidados ao longo de todo o ano. Aqui as crianças têm o seu espaço, gozando de equipamentos lúdicos onde podem brincar e encantar. Existem ainda instalações desportivas e um bar-esplanada.
Uma avenida de Plátanos majestosos separa este Parque Municipal do Jardim situado na parte superior deste espaço verde. Dominado por um grande lago, concilia as mais variadas plantas com a sua arquitectura geométrica.
A beleza deste Jardim e todo o encanto da vila permitiram que em 1998 Figueiró dos Vinhos fosse premiado com a Medalha de Prata no “Concurso Europeu Cidades e Vilas Floridas”. Desde esta altura a autarquia promove todos os anos o concurso “Figueiró Mais Florido”, incentivando o colorido das flores em cada janela e jardim.


Cabeço do Peão
A Mata Municipal do Cabeço do Peão, com uma área aproximada de 33,6 hectares é uma área de propriedade municipal de dimensão significativa, atendendo à sua localização adjacente à zona urbana da Vila, assumindo-se como o pulmão de Figueiró dos Vinhos, o que a vocaciona para uma zona de recreio e lazer. O seu ponto mais alto ronda os 500 metros, no local onde se situa a Capela de St.º António. Em toda a sua área abundam espécies florestais, em que domina o eucalipto e o pinheiro bravo, mas onde ainda se podem referenciar carvalhos, azinheiras, loureiros, medronheiros, para além de espécies arbustivas como a urze branca, a giesta amarela e a carqueja que emprestam à paisagem belas tonalidades. A zona dispõe de parque de merendas, circuito de manutenção, parque infantil, campos de ténis e de uma rede de caminhos vocacionada para a prática do pedestrianismo, factores que configuram excelentes momentos de recreação e repouso à sombra do frondoso arvoredo que protege do Sol em dias de Verão.

 

 

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Concelho de Leiria
Leiria - A História de muitas histórias...

Ainda hoje o Castelo de Leiria permanece indelével símbolo monumental da história da Cidade. Guarda no interior das imponentes muralhas os vestígios das diversas fases de ocupação: desde fortaleza militar a palácio real.
No entanto, a história da ocupação humana junto às margens do rio Lis e seus afluentes é muito anterior à Idade Média. Há centenas de milhar de anos, durante os primórdios da ocupação humana na Península Ibérica, quando os instrumentos principais eram feitos de pedra, o homem deixou-se encantar por estas paisagens envolventes, entre o mar e a serra...
Do variado e interessante espólio arqueológico da nossa região destaca-se a descoberta de artefactos feitos em pedra lascada, datados do Paleolítico Inferior e Médio (400 mil a 35 mil anos). Mas o achado mais interessante, encontrado num vale encantado que representa a riqueza natural da região, foi uma sepultura com 25 mil anos – O Menino do Lapedo, assim designado por se tratar de uma criança com cerca de quatro anos.
Desde então, esta região nunca mais deixaria de ser habitada. Assim o comprovam os contíguos indícios arqueológicos, desde as primeiras épocas de sedentarização do homem, em que aparece a cerâmica, passando pela vulgarização do uso dos metais até à intensa romanização, culminando com a ocupação persistente e definitiva do morro do Castelo durante a Idade Média.
Entre o Castelo e o rio Lis nasceu e cresceu a cidade de Leiria. A sua fundação medieval surge no movimento da reconquista cristã aos muçulmanos, protagonizado pelo primeiro rei português – D. Afonso Henriques. Foi precisamente na dinâmica das conquistas territoriais para a fundação do reinado de Portugal, que o rei Conquistador mandou edificar o Castelo, ainda na primeira metade do século XII.
Este foi, definitivamente, o ponto de partida para o intenso povoamento da região de Leiria.
Após a fundação do Castelo, com o aumento da população, a vila expande-se para fora das muralhas. Em 1545 é elevada a Cidade e Diocese.
A paisagem envolvente é fortemente marcada por extensos pinhais que se estendem até à Costa Atlântica. O reinado de D. Dinis (1285-1324) ficou célebre por diversas obras em Leiria, que fundamentam o cognome “Lavrador” - a sementeira do “Pinhal de Leiria” e a secagem de pântanos nas margens do Lis para fins agrícolas, dando origem ao fertilíssimo vale que se estende desde Leiria à sua foz.
Localizada no centro litoral do País, a região de Leiria reúne um conjunto de recursos naturais que consolidam a dinâmica económica ainda hoje evidente. Desde a época dos Descobrimentos Portugueses (Séculos XV / XVI) em que as madeiras do Pinhal de Leiria foram determinantes para a construção naval, passando pelas indústrias vidreiras (Séculos XVIII / XX) até à diversidade industrial contemporânea.


O Concelho de Leiria ocupa uma posição privilegiada no quadro do nosso País e particularmente no regional. Estende-se numa área entre os 38º 38’ 07’’ e os 39º 37’ 49’’ de latitude Norte e os 8º 58’ e os 8º 37’ 19’’ de longitude Oeste. Confina a Norte com o Concelho de Pombal, a Este também com o de Pombal e Ourém, a Sul com o da Batalha e de Porto de Mós, a Oeste é limitado pelo Concelho da Marinha Grande e pelo Oceano Atlântico.
Fica inserido na Região Centro e situa-se na Zona do Pinhal Litoral, apresentando-se como área de grande influência sócio - económica e fortemente representativa do total da Região, com os seus 120 mil habitantes e uma densidade populacional de 210habitantes/Km2
A cidade de Leiria, sede de Concelho e capital de Distrito, fica a uma distância de 146 quilómetros de Lisboa e de 72 quilómetros de Coimbra, sendo a sua localização um dos elementos principais que concorre para o seu crescimento e desenvolvimento; sendo a área urbana um importante nó viário resultante do cruzamento de algumas das principais estradas do País. Aqui se cruzam e sobrepõem o IC2, a A1 e, proximamente, a A17 e as EN 109, 242 e 113.
Além da rede rodoviária referida que concorre para aumentar o papel da região de Leiria no contexto regional, o caminho de ferro aparece também como meio de comunicação alternativo, apesar de insuficiente.
Leiria é o centro de uma região que junta à agricultura e à pecuária tradicionais as indústrias de moldes, alimentos compostos para animais, moagem, serração de madeiras, resinagem, cimentos, metais, serração de mármores, construção civil, o comércio e, mais recentemente, o turismo.
O clima da região de Leiria é temperado marítimo, embora numa faixa de transição para o clima mediterrânico, que se faz sentir com maior intensidade a Sul. Caracteriza-se por ser bastante ameno, com Invernos pouco rigorosos, pois as temperaturas não acusam valores muito mais baixos que 10ºC em média, enquanto a pluviosidade pode ser superior a 140mm (totais mensais). Os verões apresentam temperaturas médias que oscilam pelos 20ºC, sendo a pluviosidade quase nula. A um Verão quente e com pouca precipitação opõe-se um Inverno com temperaturas suaves e bastante chuvoso. No centro da cidade de Leiria, devido à abertura dos vales do Lis e Lena e aos morros do Castelo, de S. Miguel e da Senhora da Encarnação, podemos encontrar um microclima que apesar de marítimo devido à humidade sempre presente, apresenta características continentais sendo os Verões quentes e os invernos rigorosos com temperaturas por vezes negativas.
A pluviosidade e a temperatura andam associadas ao facto de na região os ventos dominantes soprarem dos quadrantes Norte e Noroeste, exactamente no sentido da mais fácil penetração das correntes marítimas húmidas, dada a disposição do relevo com uma dominância para a orientação Sudoeste. O lado Este e Sul do Concelho apresentam as maiores altitudes, sendo o Cabeço da Carapinha, a Sul e com os seus 419 metros, o ponto mais elevado.
O Rio Lis é a principal linha fluvial, que drena a maior parte do Concelho, correndo de Sul para Norte, estando ao longo das suas margens as terras mais férteis, sendo o “campo” uma autêntica obra de engenharia rural, com as sua valas de enxugo e rega para a agricultura de regadio.
O Concelho aparece no contexto regional, e mesmo nacional, como uma região rica em história e cultura, em variedade geográfica e localismo, mas ao mesmo tempo unida na solidariedade e hospitalidade, não fosse um concelho de forte acolhimento de gente imigrante que aqui procura trabalho e uma vida melhor, graças à grande força expansiva dos seus núcleos urbanos e ao dinamismo e empreendimento da sua gente. Esta é uma região rica de contactos, de permutas fecundas, de redemoinho de gente, de um comércio activo e constante de bens e de cultura.


Termas de Monte Real

As Termas de Monte Real, das mais importantes da Região Centro, situadas no coração de Monte Real, entre Leiria e a Praia da Veira, são bastante ricas em águas medicinais. O seu ambiente é muito aprazível reforçado por um jardim imenso e convidativo.
Existem vestígios de que os romanos já conheciam os efeitos terapêuticas das águas e o local da nascente seria mesmo um local de culto à Deusa Fontana. Mas só com D. Dinis é que Monte Real se tornou um núcleo populacional com alguma importância, com a edificação dos Paços Reais e a estadia, quase permanente, da Rainha Santa Isabel neste local.
A época termal é de Março a Outubro e as suas águas são indicadas para doenças reumáticas e músculo-esqueléticas e do aparelho digestivo. Para quem procura outras actividades para além do termalismo, encontra piscinas, ténis, praias, entre outros.

Praia de Pedrógão

Em direcção à costa litoral, encontramos a Praia do Pedrógão, banhada pelo Oceano Atlântico, com um nome adquirido por ter junto ao mar grandes rochas escalvadas. Única estância balnear do Concelho de Leiria, foram recentemente descobertos vestígios que revelam ter sido aquela zona ocupada desde a pré-história.
Em 1385 dois lavradores abastados de Coimbrão, José Gaspar e José Duarte Ferreira, resolveram montar uma ‘companha’ de pesca do arrasto (conhecida com ‘arte xávega’, que utiliza barcos a remos, estreitos e em forma de meia lua, especialmente adaptados ao mar ondulado característico daquela costa) num extenso areal, iniciando a exploração industrial da sardinha. Não existiam nem casas, nem ruas... nada. Só pedras e dunas. Para movimentar o barco, procuraram 40 homens nas praias mais a Norte. Esses pescadores fixaram-se e fizeram as suas barracas de madeira muito rudimentares. Foram esses os primeiros habitantes do Pedrógão dos tempos modernos. Era uma gente pobre, um estatuto que poucas alterações sofreu ao longo de muitas décadas e que só a emigração do princípio dos anos 60 veio alterar.
Com o passar dos séculos, as companhas sucederam-se e, no início do século, aquela praia chegou a ser uma das maiores abastecedoras de peixe da região.
Com as modernas e inovadoras técnicas de pesca e as agressivas e eficazes formas de distribuição comercial do pescado, a pesca na Praia do Pedrógão perdeu definitivamente a sua importância industrial e comercial. Actualmente a ‘arte xávega’ tem uma importância residual na economia dos habitantes da povoação e constitui uma das maiores atracções turísticas.
Após o 25 de Abril de 1974, e com a melhoria das condições de vida da generalidade da população – e o consequente maior acesso a alguns bens –, a praia viu substancialmente aumentado o número dos seus frequentadores, oferecendo hoje uma série de infra-estruturas de apoio que possibilitam um melhor usufruto do seu areal e do mar.
Mais recentemente ainda, recebeu o galardão “Praia acessível”, resultado dos investimentos realizados pela autarquia no âmbito do acesso à praia por pessoas portadoras com mobilidade reduzida. Encontram-se, assim, disponíveis um tiralô (pequeno veículo não motorizado, para facilidade de mobilidade de pessoas com deficiência motora ou paralisia cerebral), e sinalética em braille para indicação de instalações sanitárias e balneários, a cegos e amblíopes.
Vale ainda a pena referir a existência de um Parque de Campismo dotado de todas as infra-estruturas necessárias e de um ‘Centro azul’, estrutura onde se prestam informações e se realizam acções de educação ambiental, especialmente vocacionado para a temática do litoral.

 

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Concelho de Marinha Grande

Marinha Grande
Um concelho agradável, acolhedor e animado aguarda-o à beira do Atlântico. Visite-nos e coloque os seus sentidos à prova.
Deixe-se fascinar com o sol, a praia e a mata, tire o máximo partido do clima ameno durante a maior parte do ano e pratique o seu desporto predilecto. Conheça de perto a sua história, a sua cultura e gentes. Passeie pelos seus espaços verdes, à beira do rio ou do mar, repouse nas suas fontes e percorra os seus trilhos…
Desfrute de uma viagem através do vasto e característico património histórico, natural e artístico desta região singular.

Situada no litoral da região centro de Portugal, no distrito de Leiria, a 10km do oceano, a Marinha Grande está implantada numa extensa planície, cercada por um horizonte de pinheiros do majestoso Pinhal do Rei, também conhecido por Pinhal de Leiria ou Mata Nacional de Leiria.
Local de expressiva beleza natural, caracterizado pela trilogia pinhal, ribeiro, oceano, oferece-nos uma paisagem única exemplarmente preservada. É esta imensa diversidade que constitui o principal atractivo desta região, única do género em Portugal. A grande singularidade e qualidade do seu património Natural, Cultural e Industrial, conferem-lhe condições de excepção para uma descoberta que associa o Turismo Ambiental ao Cultural e ao de Negócios.

O mar, o pinhal e os demais recursos geológicos existentes ofereceram, durante séculos, matérias-primas e combustível para diferentes tipos de indústrias - nomeadamente de serração de madeira, de extracção e transformação de produtos resinosos, e de vidro - e constituíram a base das actividades económicas mais importantes do concelho, facilitando o estabelecimento e desenvolvimento de várias comunidades e povoações ao longo de séculos.
Ao longo de aproximadamente 700 anos, o Pinhal do Rei cresceu, foi explorado e ordenado, sendo a principal fonte de recursos naturais que desencadeou o aparecimento da maior parte das povoações que hoje existem nas suas proximidades. O desenvolvimento posterior destas deveu-se essencialmente à instalação da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, em 1747, ao redor da qual surgiram outras fábricas e indústrias que motivaram o crescimento do concelho e que foram determinantes na evolução da sua história, cultura, sociedade e economia.

Património Natural


Ribeiro de São Pedro de Moel - Fonte da Felícia
Situada nas vertentes abruptas que constituem as margens do Ribeiro de Moel, a região denominada Felícia surge como um dos locais ideais para a realização de passeios pedestres e de bicicleta, onde se podem contemplar algumas espécies representativas da flora autóctone do país. A água é um bem precioso e também nesta zona, bem como em toda a extensão do Pinhal, é possível encontrar diversas fontes que oferecem água potável.
Nesta zona que margina o ribeiro, coexiste um dos maiores bosquetes mistos de caducifólias introduzido pela acção humana, onde se destaca o carvalho alvarinho pela sua abundância. Também o carrasco, existente em zonas de menor humidade, está presente nas vertentes mais elevadas. Para além destas espécies, surgem no estrato arbustivo e sub-arbustivo, a gilbardeira, o loureiro, o folhado, entre outras espécies em que dominam o feto real, o polipódio - sobre os troncos caídos em decomposição - e a erva pinheirinha.
Do ponto de vista faunístico, este local adquire naturalmente importância, uma vez que constitui uma área de grande biodiversidade, proporcionando alimento e refúgio para diversas espécies de répteis, aves e mamíferos, destacando-se o gaio e a geneta - espécie protegida, incluída no anexo III da Convenção de Berna - que em visitas ocasionais à mata, selecciona preferencialmente este habitat.
(a 6 km de Pedreanes, sentido sul em direcção à EN242-2 para S.Pedro de Moel, depois da ponte, virar à direita no cruzamento Ponte Nova e a cerca de 1,2km, virar novamente à direita)

Património Histórico e Industrial

Museu do Vidro
O Museu do Vidro está instalado no Palácio Stephens, edifício de inspiração Neoclássica, construído na segunda metade do séc. XVIII e classificado de interesse público.
Este palácio foi a antiga residência do industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769 obtém, através de Alvará Régio, o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande.
Criado por decreto lei em 1954, o Museu do Vidro é inaugurado a 13 de Dezembro de 1998, pelo Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, no ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira


Museu Joaquim Correia

Antiga residência de uma das famílias de maior destaque da Marinha Grande, este edifício de meados do século XIX acolhe o espólio artístico de um filho da terra, o Professor Escultor Joaquim Correia.
Nascido em 1920 numa família de artistas vidreiros, Joaquim Correia estudou escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e, depois, na congénere de Lisboa. Foi discípulo de grandes nomes como Simões de Almeida (sobrinho), Francisco Franco, Barata Feyo e António Duarte. O Museu Joaquim Correia foi inaugurado a 5 de Dezembro de 1997.

Largo 5 Outubro
Telf 244 568 801
encerra à 2ª feira e feriados
Outubro a Maio 14h-18h ( semana)
14h-19h ( fim de semana)
Junho a Setembro
14h-19h


Casa do Vidreiro - Alpendrada

Esta casa é um dos últimos exemplares de uma traça muito característica da Marinha Grande, retirando o nome do alpendre de entrada.
Recentemente reconstruída, recolhe o ambiente e os objectos que se encontravam em qualquer habitação de vidreiros das primeiras décadas do século.

Largo 5 de Outubro


 


 

 

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Concelho da Nazaré
Miradouros da Nazaré

Duração: 1 dia ou 2 meios-dias.
Distância: cerca de 6 km.
Transporte: a pé e de elevador.
Início do Percurso: Gare do Elevador, Travessa do Elevador.

Comece por subir ao Sítio no centenário Elevador. Não sendo um miradouro oferece uma inesquecível viagem panorâmica. Saindo da gare, desça pelo Largo Reitor Baptista para o Terreiro (ou Largo de Nossa Senhora da Nazaré). Em frente vai encontrar o Coreto e o Santuário de Nª Sra. da Nazaré (visita opcional). Continue, atravessando o Largo, e siga pela Estrada do Farol em direcção ao Forte de S. Miguel Arcanjo (onde está instalado o Farol). Aprecie a diversidade paisagística, à direita, sobre a Praia do Norte, e, à esquerda, sobre o mar e a Praia da Nazaré.
Ao chegar ao Forte (fechado ao público), desça pelo lado direito da barbacã. Na parte posterior, vai encontrar umas escadas metálicas que o convidam a descer até aos rochedos e a contemplar de perto a Pedra do Guilhim (rochedo batido pelo mar, mesmo em frente). Descendo as escadas e voltando à esquerda vai descobrir um pequeno varandim na rocha. Miradouro excepcional sobre o mar e a praia da Nazaré, este é também um belíssimo ponto de pesca desportiva (à linha). Descanse, desfrute da aprazível vista e regresse depois pela estrada ou pelo caminho da beira do promontório até ao Miradouro do Suberco. Este é considerado por muitos como o que oferece a mais bela paisagem marítima da costa portuguesa.
Ao lado do Miradouro do Suberco, à esquerda, encontra o Bico da Memória, o Padrão de Vasco da Gama e a pequena Ermida da Memória, locais seculares de milagre e peregrinação. Siga pelo passeio, do lado direito, e entre duas casas comerciais de artesanato vai descobrir umas escadinhas. Suba-as. Novo miradouro e nova perspectiva sobre a vila. Continue ao longo deste miradouro, observando a inteligente perpendicularidade do casario abaixo e antevendo a próxima visita às alturas da Pederneira e do Monte de S. Bartolomeu (S. Brás). Ao chegar perto da Gare do Elevador, por cima da linha, depara-se, no final do Miradouro, com a Ladeira do Sítio (escadas). Faça o seu regresso à praia por este caminho.
Aproveite a pausa para o almoço para se deliciar com um saboroso peixe fresco grelhado ou outra especialidade da Nazaré num dos muitos restaurantes que vai encontrar.
O Parque da Pedralva é a sua próxima paragem após o almoço. Entre no Parque e vá caminhando pela sua direita. A meio caminho vai vislumbrar uns degraus que deverá subir, estes levá-lo-ão até ao Miradouro do Monte Branco, e a um novo olhar sobre a vila. Desça de volta ao jardim da Pedralva e continue a caminhada, aproveitando os recantos de luz e sombra. Ao chegar ao topo do parque continue pelo passeio para entrar na Pederneira, miradouro natural de incomparável beleza, permite-lhe desfrutar dos muitos cambiantes da paisagem ao longo da subida até ao Largo da Misericórdia. É neste Largo, que acolhe a Igreja com o mesmo nome (de visita facultativa), que os horizontes se alargam e a Nazaré ganha uma nova dimensão totalitária.
O retorno à Praia deverá ser feito pela Rua Abel da Silva, admirando ao passar o Largo Bastião Fernandes; o Pelourinho e a Igreja de Nossa Senhora das Areias (Matriz). Uma vez chegado à E. N. 8-5, logo à saída da Pederneira, do lado esquerdo, vai encontrar a Ermida de Nossa Senhora dos Anjos. Na parte posterior do Parque, rente ao muro que o cerca, encontra umas escadas de largos degraus. Aproveite a “boleia” e por esse caminho, rapidamente, estará na E. N. 242, atravesse, vire à esquerda e desça depois a Avenida Vieira Guimarães em direcção ao mar.

Itinerário Pedestre na Nazaré

Duração: 1 dia ou 2 meios-dias.
Distância: cerca de 6Km.
Transporte: elevador e a pé.
Início do percurso: Posto de Turismo da Nazaré, Av. da República, nº 17.
Saindo do Posto de Turismo vá até à Praça Sousa Oliveira e, aí, volte à direita, siga pela Travessa do Elevador e suba ao Sítio da Nazaré no Ascensor; se preferir pode ir a pé pela Ladeira do Sítio, subindo pela Rua Dr. Rui Rosa e virando à esquerda na Rua Dr. José Laborinho Marques da Silveira, no topo da qual começa a Ladeira.
Chegado ao cimo comece por apreciar o magnifico panorama sobre a praia da Nazaré, o Porto de Pesca e Recreio da vila e ainda sobre a Pederneira e o Monte de S. Brás. Desça até ao Miradouro do Suberco e visite a Ermida da Memória. De seguida admire o secular Santuário de Nª Sra. da Nazaré e, na ala direita do mesmo, o Museu de Arte Sacra Reitor Luís Nési. Saia do Santuário pelo lado direito e, quase em frente, encontra o Teatro Chaby Pinheiro. Descendo a Rua D. Fuas Roupinho, descubra as tradições nazarenas no Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso. Torne ao Largo de Nª Sra da Nazaré e desça pela Estrada do Farol até ao Forte de S. Miguel Arcanjo, onde os impressionantes horizontes que daqui se alcançam recompensam o esforço da descida.
Aqui, sugerem-se duas possibilidades: 1 - voltar ao Sítio para o almoço. 2 - trazer lanche e descer até à Praia do Norte, espreitar a Gruta natural do Forno d’Orca, almoçar e, depois, calmamente percorrer o areal até ao Norpark, voltando daí para o Sítio.
À tarde, regresso à Praia da Nazaré (de elevador ou a pé) para ir visitar a Pederneira. Suba a Rua Adrião Batalha para visitar a Casa-Museu do Pescador. Continue a subir, atravessando a E.N. 242, entre no Parque da Pedralva e contemple a Nazaré do Miradouro do Monte Branco. Siga pela E.N. 8-5 e vire à direita para entrar na Pederneira. Aqui aconselha-se a visita à Praça Bastião Fernandes, onde se situam os Antigos Paços do Concelho, o Pelourinho e a Igreja Paroquial de Nª Sra. das Areias (Matriz). Um pouco mais acima encontram-se a Igreja da Misericórdia e o Miradouro da Pederneira.
Novamente duas opções: 1 - Para os resistentes e amantes de longos passeios, propõe-se a ida até ao Monte de S. Bartolomeu (localmente mais conhecido por Monte de S. Brás). A subida até ao alto pode ser feita pelas vertentes Este (degraus escavados na terra) e Oeste (escada em cimento), devendo a descida ser feita pela vertente oposta. 2 – Para os menos aventureiros sugere-se voltar à Nazaré, deambular pelas ruas estreitas que vão dar ao mar e descobrir um modo de vida peculiar e ainda muito próprio.

 

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Concelho de Óbidos

Resumo Histórico
Pela sua excelente localização junto ao mar e com os braços da Lagoa chegaram ao morro, estas terras desde sempre foram habitadas, o que se confirma pela estação do Paleolítico Inferior do Outeiro da Assenta. Aqui se formou um castro Celtibero, voltado a poente. Sabe-se que aqui comerciaram os fenícios, e hoje com mais propriedade que os Romanos aqui se estabeleceram, sendo provável que a torre sul do Facho, tenha tido a sua origem numa torre de atalaia de construção romana, como posto avançada da cidade de Eburobrittium, grande urbe urbana encontrada e em fase de trabalho arqueológicos.
Em 11 de Janeiro 1148, o primeiro rei, D. Afonso Henriques, apoiado por Gonçalo Mendes da Maia, tomou Óbidos aos árabes, após o cerco de Novembro anterior. O cruzeiro da memoria é um singelo monumento da época, mais tarde restaurado. Óbidos pertenceu ao pentágono defensivo (dos cinco castelos), do centro do reino, idealizado pelos Templários.
Com a oferta de Óbidos como prenda de casamento de D. Dinis a sua esposa D. Isabel, a Vila ficou pertença da Casa das Rainhas, só extinta em 1834, e por aqui passaram a maioria das rainhas de Portugal, deixando grandes benefícios. D. Catarina manda construir o aqueduto e chafarizes. A reforma administrativa de D. Manuel I dá a Óbidos em 1513 novo Foral, sendo esta época muito intensa em requalificações urbanas.
O terramoto de 1755 fez sentir-se com intensidade na Vila, derrubando partes da muralha, alguns templos e edifícios, alterando na construção, alguns templos e edifícios, alterando na construção, alguns aspectos do traçado e do casco árabe e medieval. Também Óbidos foi palco das lutas da Guerra Peninsular, tendo aqui sido a grande batalha da Roliça, que no tempo pertencia ao “termo” de Óbidos.
Mais recentemente a Vila foi palco da reunião preparatória da Revolta do 25 de Abril, ficando assim ligada ao corajoso e heróico movimento dos capitães.

Monumentos a Visitar

Castelo
Igreja de São João Baptista
Porta da Vila
Porta do Vale ou Sra. da Graça
Rua Direita
Igreja de São Pedro
Capela de São Martinho
Igreja da Misericórdia
Igreja de Santa Maria
Pelourinho e Telheiro
Igreja de São Tiago
Ermida de N.Sra. do Carmo
Ermida da Ordem
Terceira Aqueduto
Santuário do Sr. Jesus da Pedra




Campos de Golfe


Praia D’El Rey

Praia d’El Rey, à beira-mar e com vista para as ilhas das Berlengas, foi considerado o sétimo melhor percurso da Europa pela revista Golf World. Não se distraia com o espectacular cenário do Oceano Atlântico nos buracos 11 e 12 porque vai ter de se concentrar nos 570 metros que tem de passar para alcançar o buraco 17.

Localizado a apenas uma hora a norte de Lisboa, Portugal, ao longo das calmas praias de areia branca da costa oeste, o Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort possui um dos melhores campos de golfe da Europa. Desenhado pelo mundialmente conhecido arquitecto americano Cabell B. Robinson, o Campo de Golfe Praia D’El Rey é rico na sua diversidade, proporcionando um excelente teste, quer para o golfista com handicap alto quer para o jogador muito experiente.

www.praia-del-rey.com

BOM SUCESSO Design Resort,Leisure &Golf

O Campo de Golfe do BOM SUCESSO está inserido no projecto turístico do BOM SUCESSO-Design,Leisure,Golf & Spa,galardoado com diversos prémios internacionais,está classificado como um Aldeamento Turístico de 5 Estrelas e reconhecido como Projecto de Interesse Nacional (PIN) e de Utilidade Turística.

O campo ocupa uma área superior a 60 hectares sobre as margens da Lagoa de Óbidos e perto de Praia d'el Rey. Desenhado por Donald Steel,um dos nomes mais proeminentes a nível mundial na arquitectura golfística,o Golfe do BOM SUCESSO estende-se sobre um declive acidentado com vistas magníficas sobre a lagoa e o mar.

O Campo está feito para um tipo de jogador de handicap médio,mas ao longo dos 18 buracos há uma diversidade de circunstâncias que vão satisfazer todos os golfistas. É um par 72, com 6,234 metros. Entre as facilidades já em funcionamento está um driving range e um putting green,club house,loja,balneários,buggies e trolleys eléctricos.
O Golfe do BUM SUCESSO é membro da International Association of Golf Tour Operators.

www.bomsucesso.net

Características do Empreendimento:

. Campo de Golf das Oliveiras, 18 buracos,Par 72, desenhado por Donald Stell;
. Hotel 5 estrelas;
. Clube Náutico;
. Club house/heath club;
. 4 campos de ténis;
. 3 Piscinas;
. Área de lojas ( Shopping );
. 3 Aldeamentos turísticos de luxo;
. Campo de Futebol de 11 profissional;

Royal Óbidos - Spa & Golf Resort
A Região Oeste, mais propriamente Óbidos, foi o palco escolhido para o mais recente projecto do Grupo Oceânico e da MSF TUR.IM. Este projecto imobiliário inclui um campo de golfe de 18 buracos com a assinatura do antigo jogador profissional espanhol Severino Ballesteros. O Empreendimento Royal Óbidos foi classificado como projecto de potencial Interesse Nacional(PIN).

O Royal Óbidos contempla ainda a construção de infra -estruturas de lazer diversificadas como:
- academia de golfe;
- clube de ténis;
- spa e heath club;
- zona desportiva multiusos;
- country club com creche e sala de jogos infantis;
- cibercafé;
- biblioteca;
- aparthotel;
- restaurante;
- bar;
- zona comercial

www.royalobidos.com

Praias

Praia de Covões - Acesso ao extenso areal que se desenvolve da Lagoa de Óbidos até ao Baleal. Apenas frequentada por algumas pessoas que gostam de “praias selvagens”.


Praia d’El Rei - Extenso areal com os limites definidos por dunas. Integra-se no empreendimento de carácter turístico-imobiliário com o mesmo nome, já construído. Dispõe de equipamento de apoio e, previsivelmente, com o crescimento do alojamento, virá a integrar uma gama ampla de serviços.

Praia de Rei Cortiço - Uma pequena reentrância dá acesso à praia. Extenso areal limitado por curiosas falésias brancas (arenitos). Dispõe de nadador-salvador. Para sul estende-se o longo areal até ao Baleal (cerca de 11 quilómetros de comprimento) integrado nos concelhos de Óbidos e Peniche.

Praia do Bom Sucesso - Extenso areal nas margens da Lagoa de Óbidos, abrangendo até à saída para o mar. Fica em frente à Foz do Arelho e é dela separado por vários mouchões de areia para além da superfície de água da lagoa.

Dispõe de 2 parques de estacionamento (um alcatroado, outro em macadame) com capacidade para centenas de viaturas. Tem muita frequência, sobretudo de famílias com crianças. Perto, um miradouro com excelente vista sobre a Lagoa e Foz do Arelho (acesso de terra batida).

(...)

In Portal de Turismo de Óbidos

 

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Concelho de Pedrógão Grande

A autarquia de Pedrógão Grande aposta nas novas tecnologias para divulgação/ promoção da oferta turística do concelho e da região.
No CIT – Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande - pode:
- Explorar novas formas de abordar a informação utilizando como recurso tecnologias interactivas.
- Explorar conteúdos sobre a região, recorrendo às possibilidades digitais como forma de facilitar a abordagem de determinados assuntos relacionados com o território.
- Possibilitar aos visitantes um conjunto de experiências inovadoras que dificilmente terão oportunidade de experimentar em outros ambientes, tornando-se desta forma, um elemento adicional de captação de potenciais visitantes.
- Criar um espaço de inovação tecnológica altamente diferenciador face à oferta de outras instituições semelhantes, que se possa assumir como uma referência neste meio.
Deixamos o convite.... Parta à Descoberta!

Praias Fluviais

PRAIA FLUVIAL DO MOSTEIRO

Inaugurada no dia 24 de Julho de 2005.

Localiza-se no Concelho de Pedrógão Grande, na povoação de Mosteiro, a linha de água que banha esta praia é a Ribeira de Pera.

Trata-se de uma praia rural, perfeitamente bem enquadrada na paisagem.
Nesta praia para além de desfrutar da boa qualidade do ar e da água, pode também contactar directamente com duas infra-estruturas que retratam um pouco do passado da história e do património cultural do concelho. Trata-se de um lagar de azeite, que foi recuperado respeitando a sua traça e que actualmente é o apoio de praia – Bar/ Restaurante - e um moinho de rodízio, recuperado no âmbito do Projecto de Promoção e Requalificação dos Ecossistemas Ribeirinhos de Pedrógão Grande.

Importante salientar que a industria de moagem teve grande peso no concelho de Pedrógão Grande, facto confirmado pela presença de pelo menos um moinho de rodízio, de 500 em 500 metros, ao longo da ribeira.

Esta praia fluvial está integrada na rede das praias fluviais do pinhal interior norte e tem a capacidade de oferecer aos seus visitantes um conjunto de actividades de cariz cultural e desportivo.


AÇUDE DE MEGA


Localiza-se no Concelho de Pedrógão Grande, no Lugar de Mega Fundeira, nunca será a praia fluvial maior do Concelho, até porque o espaço é agradavelmente pequeno para o efeito. Mas será possivelmente uma das mais acolhedoras pela sua localização, pela qualidade da água, pelo espaço museológico e até pela esplanada na sombra da latada de videiras em frente ao moinho, onde com tanta água até apetece beber outra coisa.

ALBUFEIRA DO CABRIL


A barragem Cabril foi construída em 1954 no rio Zêzere, forma uma albufeira com 55Km de comprimento. Esta albufeira apresenta dois braços, correspondentes aos rios Unhais e Zêzere, bem como alguns afluentes de pequena dimensão, no entanto é o Zêzere o principal “alimentador” desta albufeira.
Relativamente à ocupação marginal, verifica-se uma intensa produção florestal, em quase toda a extensão da albufeira, as margens são ocupadas por pinheiro bravo (Pinus pinaster) e eucalipto (Eucalipto globulus).
No que respeita aos usos, servem essencialmente abastecimento doméstico, produção de energia eléctrica e recreio.
Actualmente o uso desta albufeira para recreio balnear e lazer encontra-se em franca expansão quer devido à instalação de uma piscina flutuante, quer à prática de diversos desportos aquáticos, tanto de recreio como de competição.

ALBUFEIRA DA BOUÇA


A albufeira da Bouçã está implantada no rio Zêzere, compreendida entre as albufeiras do Cabril, a montante, e de Castelo de Bode a jusante. Possui uma área superficial de 500ha com uma profundidade média de 20 metros.
Trata-se de uma albufeira destinada essencialmente à produção de energia eléctrica. No entanto começa a ser procurada para diversas actividades de cariz desportivo como é o caso da pesca, canoagem, percursos pedestres, BTT e TT.
Também nesta albufeira serão implementados, ainda durante esta época balnear, parques de merendas que privilegiam o contacto com a natureza, o descanso e lazer.

ACTIVIDADES TURÍSTICAS

O concelho de Pedrógão Grande orgulha-se do património cultural, patrimonial e natural que possui… “Preservar o passado com olhos no futuro é, sem dúvida, o lema desta terra de lendas e fadas de trabalho e de paz” (in Santos, 2006).
Embrenhe-se no nosso património natural e cultural, partilhe esta herança tão enriquecedora, sinta a miscelânea de cores, sons e ritmos que temos para lhe oferecer.

REMO E CANOAGEM
O concelho é atravessado por 3 importantes linhas de água: Rio Zêzere, que forma as albufeiras da Bouçã e Cabril; Ribeira de Pêra, cujo caudal permite a existência da praia fluvial do Mosteiro e Ribeira de Mega. Todos estes cursos de água são ideais para a prática destas modalidades.

PESCA DESPORTIVA
Nas albufeiras da Barragem do Cabril, na Barragem da Bouçã, nas Ribeiras de Pêra, Mega, Frades e Nodel, podem-se pescar as seguintes espécies (dentro dos meses de permissão de pesca para as espécies existentes):
- achigã
- barbo
- boga
- bordalo
- truta
- enguia
- carpa

PASSEIOS DE BARCO
Durante a Primavera e o Verão, nas albufeiras da Barragem do Cabril e da Bouçã, pode-se passear de barco e apreciar as maravilhosas paisagens que estas nos oferecem.

PASSEIO PEDESTRE (durante todo o ano)
Passeio Pedestres pela Ponte Filipina
O concelho de Pedrógão Grande está a implementar uma rede municipal de percursos pedestres e de descoberta da natureza. Actualmente encontram-se sinalizados e devidamente marcados três trilhos: PG3– “No Cabeço das Mós”, PG5– “Na Senda da Ribeira de Pêra” e PG6- “Rumando Contra a Corrente em Direcção ao Açude”. Em execução encontra-se o PG2– “Estrada Panorâmica do Cabril”, também conhecido como “Trilho dos Romanos”.

Note que todos estes percursos passam por locais de elevada qualidade cénica, ecológica e ambiental.

BTT
A distribuição espacial dos principais aglomerados populacionais bem como as características topográficas fazem do BTT/ Ciclo-turismo uma das melhores formas de conhecer o concelho de Pedrógão Grande.

SLIDE
A grande velocidade aventure-se no Zêzere. Esta actividade, com muita adrenalina transmite sensação de liberdade total e consiste numa descida rápida, onde o praticante desliza por um cabo de aço esticado com declive, utilizando como suporte algum equipamento de escalada.

ACTIVIDADE TRADICIONAL


Cozer da Broa

Após a moagem do milho no moinho de rodízio. O Cozer do pão constituía uma prática semanal.
Uma ou duas horas antes da cozedura, enchia-se o forno de chameiras e deixavam-se arder até as pedras do forno adquiriram a tonalidade esbranquiçada, sinal de que o calor absorvido era suficiente para efectuar a cozedura.
Após o preparo da massa (peneirada e amassada), misturava-se um pouco de fermento (resto de massa da cozedura anterior que ficava a fermentar durante alguns dias) e temperava-se com sal. Antes de tapar a masseira com uma manta, inscrevia-se uma cruz na massa e ao mesmo tempo a moleira recitava: “Deus te ajude e Deus te acrescente, que é para toda a gente!”. Volvidas duas horas, a massa era tendida e entigelada adquirindo o formato de uma pequena bola.
Limpo o forno com o rodo e o vassouro as bolas eram depositadas na pá de madeira previamente polvilhada com farinha e introduzido no lar do forno.
Uma hora depois as broas estavam cozidas e eram retiradas com ajuda da pá e depositadas na masseira.
Esta é uma das actividades que tentamos reviver e dar a conhecer a quem nos visita.

SAFARI TURÍSTICO
Actividade que consiste num passeio em veículo todo o terreno. Os participantes são convidados a conhecer locais de grande beleza mas de difícil acesso.

PAINTBALL

Jogo de estratégia, trabalho de equipa e muita, muita coordenação. Realiza-se ao ar livre, em espaço florestal normalmente junto á albufeira do Cabril num local conhecido por Ilha. Aqui para além do verde da floresta tem-se também como cenário de fundo o azul cintilante do Zêzere.
O objectivo deste jogo é conquista do campo do adversário, utilizando para o efeito marcadores de tinta, armas que, com o auxílio de ar comprimido, disparam pequenas bolas de tinta solúvel em água e biodegradável.

 

 

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Concelho de Peniche
Locais a Visitar


FORTALEZA DE PENICHE

Mandada edificar por D. João III em 1557 e concluída em 1645
Fortaleza - Guarita
por D. João IV, que a considerou a principal chave do Reino pela parte do mar, destaca-se na Fortaleza de Peniche, para além da típica traça em estrela, o Baluarte Redondo - primeira fortificação construída na península de Peniche - a Torre de Vigia, e a capela de Santa Bárbara.
Este imóvel viu o seu espaço utilizado de forma diversa de acordo com as necessidades e as vicissitudes históricas de cada época. Praça militar de vital importância estratégica até 1897, abrigo de refugiados Boers provenientes da África do Sul no início do séc. XX, residência de prisioneiros alemães e austríacos durante a Primeira Guerra Mundial, prisão política do Estado Novo entre 1934 e 1974, alojamento provisório de famílias portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal, a Fortaleza de Peniche assume especial relevância enquanto importante documento de uma diacronia histórica de índole local e nacional.

FONTE DO ROSÁRIO

Território tradicionalmente deficitário em água potável, a penínsu
Fonte do Rosário
la de Peniche ostenta ainda hoje uma paisagem marcada pela ampla diversidade de fontes e poços, destacando-se destas a Fonte do Rosário. A Fonte do Rosário é uma imponente fonte de mergulho, na qual para maior comodidade de uso, foi construída uma rampa de acesso e um pequeno pátio interior que permitia a inversão do sentido de marcha das carroças e animais que transportavam a preciosa água para a Vila. Provavelmente construída no séc. XVI ou XVII, para atender às necessidades da terra, foi restaurada no séc. XVIII, de acordo com a data de 1717 gravada na pedra central do arco de entrada.

(ENCERRADO AO PÚBLICO)

GRUTA DA FURNINHA

A Gruta da Furninha, localizada na costa Sul da península de Peniche, corresponde a uma cavidade natural ocupada durante o período pré-histórico, tratando-se da mais importante estação pré-histórica do concelho.
Hoje localizada junto ao mar, esta gruta foi ocupada entre o Paleolítico Médio e o final do Calcolítico, tendo sido escavada em 1880 pelo estudioso Nery Delgado.
Utilizada como abrigo e necrópole, esta estação pré-histórica forneceu um vasto espólio arqueológico, no qual se destacam: vestígios osteológicos de vários hominídeos, nomeadamente do Homo Sapiens (Homem de Neandertal) e de Homo Sapiens Sapiens (Homem actual); vestígios de fauna do período quaternário (peixes e mamíferos); utensílios líticos (bifaces, pontas de seta, machados de pedra polida...); utensílios em osso; e várias peças de cerâmica neolítica (os célebres vasos de suspensão da Gruta da Furninha).
Este numeroso espólio encontra-se disseminado por vários museus entre eles o Museu Municipal de Peniche.

IGREJA DE S. PEDRO

A Igreja de S. Pedro localiza-se no coração do centro histórico de Peniche, constituindo o maior templo do concelho.
Esta igreja, datada do final do séc. XVI, apresenta-se dividida em três grandes naves. Nas naves laterais pontificam vários altares consagrados a divindades como Nossa Senhora da Boa Viagem, o Senhor do Bonfim, ou S. Pedro de Alcântara. Já na nave central destaca-se a magnificência barroca da capela-mor consagrada a S. Pedro, decorada com talha dourada e ostentando belíssimas colunas dorsas, para além de várias pinturas setecentistas representando cenas da vida do santo padroeiro.
Trata-se, sem dúvida, da mais imponente igreja do concelho.

IGREJA DA MISERICÓRDIA

A Igreja da Misericórdia, data do início do séc. XVII, sendo pertença da Santa Casa da Misericórdia de Peniche.
Esta igreja, anexa ao antigo hospital da referida instituição, ostenta no seu interior uma rara beleza decorativa, visível nos painéis azulejares seiscentistas, nas pinturas a óleo, algumas de grande dimensão, que decoram as paredes com cenas alusivas a acontecimentos evangélicos, e no tecto decorado com caixotões, ilustrando cenas da Vida e Paixão de Cristo.

SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

A Capela de Nossa Senhora dos Remédios localizada junto à costa no extremo ocidental da península de Peniche, constitui a base de um Santuário consagrado ao culto mariano. Desconhece-se a data de construção desta igreja supondo-se todavia que esta terá sido edificada provavelmente no séc. XVI.
Segundo a lenda a imagem de Nossa Senhora terá sido encontrada no séc. XII escondida numa pequena caverna, situada no local onde hoje se ergue a capela, tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada Senhora dos Remédios.
A importância deste culto traduzido em peregrinações anuais, os círios, terá motivado a criação de um santuário no séc. XVII, composto pela referida igreja e por uma praça fronteira orlada de casas nas quais residiam o ermitão e os mordomos, se abrigavam os romeiros, e se implantavam as cavalariças.
No que toca a este templo de salientar a capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora, os painéis de azulejos setecentistas evocando episódios da Paixão de Cristo, e a chamada capelinha do Senhor Morto, onde se venera uma imagem de Cristo, apelidada de Senhor dos Remédios.


FORTE DE S. JOÃO BAPTISTA
O Forte de S. João Baptista, localiza-se na Ilha da Berlenga, tendo sido mandado edificar em 1651, por ordem de D. João IV, e concluído 1656.
Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história.
Nessa data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado número de mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de S. João Baptista.

TOURIL - ATOUGUIA DA BALEIA

Datável possivelmente do séc. XVIII, o Touril, ta
Touril
l como o nome indica, parece corresponder a uma estrutura utilizada, como palco de lides tauromáquicas, porventura pela ociosa família real e nobreza, frequentemente hospedada no vizinho Paço da Serra de El-Rei.
Desta estrutura, localizada no largo fronteiro à igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, ainda se observam vários esteios de pedra, cravados no chão, delimitando a "arena", apresentando os tradicionais três orifícios.
O Touril de Atouguia da Baleia corresponde a um dos raros e, simultaneamente, mais antigos exemplares do género existentes em Portugal.


IGREJA DE S. LEONARDO - ATOUGUIA DA BALEIA
A Igreja de S. Leonardo localizada na antiga vila de Atouguia da Baleia constitui o mais antigo templo cristão do concelho, datando do séc. XII.
Esta igreja de estilo gótico, consagrada a S. Leonardo, terá sido edificada, segundo a tradição, utilizando ossos de uma baleia que teria dado à costa.
Na sua frontaria apresenta um belíssimo portal em ogiva rematado por capiteis onde figuram representações estilizadas de seres mitológicos. Salienta-se ainda a rosácea, a torre sineira, rematada no coruchéu por duas pirâmides de arestas acogulhadas, e, na parte posterior, uma abside coroada por um renque de merlões.
O interior da igreja é dividido em três naves, por uma imponente arcaria ogival. Na capela-mor pontificam os retábulos e as pinturas quinhentistas, para além do túmulo de D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, 1º Conde de Atouguia. De referir ainda o soberbo frontal de altar constituído por um baixo-relevo em calcário branco representando a Natividade.


IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - ATOUGUIA DA BALEIA

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, datada dos finais séc. XVII, é um templo de estilo barroco, atribuível ao arquitecto João Antunes, construído com as esmolas da população e de algumas figuras da nobreza portuguesa seiscentista, como a rainha D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo, segunda mulher de D. Pedro II.

No interior, de uma só nave abobadada, destaca-se a capela-mor revestida a mármore, de diversas tonalidades (desde a colunata torsa do retábulo até aos medalhões das paredes laterais e do tecto), o altar de talha dourada, onde se abriga a imagem da padroeira, peça seiscentista, e as pias de água benta, de mármore da Arrábida, esculpidas em forama de concha.


FORTE DA CONSOLAÇÃO

O Forte de Nossa Senhora da Consolação, mandado edificar em 1641 por D. João IV, e concluído em 1645, segundo lápide existente acima do portão principal, insere-se numa ampla política de defesa e fortificação da linha costeira da região de Peniche, com forte implemento após a Restauração.

Este reduto edificado sobre o cerro de Nossa Senhora da Consolação, implantando-se sobranceiramente sobre a baía a Sul do istmo de Peniche, tinha na sua potente artilharia, cujo alcance cruzava com o da Fortaleza de Peniche, importante obstáculo a qualquer desembarque hostil nas praias da dita baía, local onde já anteriormente haviam desembarcado em 1589 as tropas inglesas lideradas por D. António, Prior do Crato.



Gastronomia



Pela proximidade do mar, as gentes de Peniche desde sempre se dedicaram à pesca, pelo que não é de estranhar que a sua gastronomia seja predominantemente dominada pelos pratos de peixe e marisco.

Nos numerosos restaurantes existentes na cidade e nas principais estâncias balneares, podem-se encontrar as mais diversas especialidades gastronómicas da região, de onde sobressaem a "Caldeirada de Peniche" e a Sardinha assada. Igualmente deliciosa é a doçaria local de que os Pastéis de Peniche, os Amigos de Peniche, e uns biscoitos de amêndoa chamados "esses" são as principais especialidades.

A Avenida do Mar e o Largo da Ribeira são os dois locais da cidade onde se pode encontrar uma maior variedade de restaurantes e especialidades. No entanto, os restaurantes encontram-se espalhados por todo o concelho, fazendo da gastronomia um dos pontos altos e mais atractivos desta região.

 

 

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Concelho de Pombal

Circuitos Turísticos do Concelho de Pombal

Rota dos Templários e do Barroco

Em Pombal comece por ver o Largo do Cardal, o Museu Municipal no edifício dos Paços do Concelho (antigo convento de Santo António) e a Igreja de Nossa Senhora do Cardal. Depois siga até à Praça Marquês de Pombal onde está a Igreja Matriz, os edifícios Pombalinos, a antiga Cadeia, o Celeiro do Marquês de Pombal e o Solar dos Condes de Castelo Melhor. Daí suba pela rua do Castelo, veja a torre quatrocentista do Relógio Velho e visite o Castelo de Pombal.

De Pombal, rume até Abiúl pela IC8, para conhecer a Praça de Touros mais antiga de Portugal e o Paço dos Duques de Aveiro.

Regresse a Pombal pela mesma estrada. Continue pela EN1, direcção Norte, para visitar a vila Templária da Redinha. No caminho do Louriçal, cruze a auto-estrada. Passe por Almagreira e Paço até chegar à EN237 que cruza com o vasto Largo do Convento das Clarissas no Louriçal. Do Louriçal siga pela EN342 que percorre os arrozais da ribeira da Castelhana, até à EN109 no Carriço. Volte à esquerda para visitar na Guia a Ermida alpendrada. Pela 531-1 regressará a Pombal passando por Ilha e por Carnide.

Duração do Percurso - 1 dia
Distância do Percurso - 98 Km

Rota da Serra da Sicó e do Anços

Saia de Pombal pela IC8 e siga até ao cruzamento de Ramalhais. Volte à esquerda para a EM526 e, decorridos 3 Kms, volte de novo à esquerda para Ereiras. A estrada sobe a caminho do coração da Serra de Sicó entre campos e paisagens inesquecíveis.

Ereiras e Pousadas Vedras são aldeias serranas construídas em pedra. Fique a olhar a doçura dos campos divididos por pequenos muros de pedra e os cumes agrestes da Sicó. À saída de Pousadas Vedras, a estrada começa a descer a Serra em curvas sucessivas oferecendo belas paisagens da aldeia de Jagardo.

No termo da aldeia de Estrada de Anços nasce, num recanto idílico, o rio Anços e o seu magnifico vale. A estrada do vale passa por Anços e Caruncho até chegar à Redinha. Visite a vila, suba à aldeia da Arroteia e veja daí a paisagem.

Pela EN1 venha até à Pelariga. Cruze os pinhais de Água Travessa para conhecer as aldeias serranas de Monte Vérigo, Vérigo, Barrocal e Caseirinhos junto a Pombal.

Duração do Percurso - 1 dia
Distância do Percurso - 61 Km

Rota dos Pinhais e das Praias

Saindo de Pombal pela 237, tome a direcção do litoral através da EN237-1. Esta estrada segue entre pinhais até à beira dos belos arrozais da ribeira de Carnide e de Ratos. Adiante é Mata Mourisca e Guia.

Entre, à direita, na EN109 e siga para Norte até Carriço. Aqui volte à esquerda e cruze a linha férrea. Para diante, a estrada atravessa, durante 4 Km, os pinhais que rodeiam a Mata Nacional do Urso, que começam no cruzamento a seguir à Casa do Guarda do Norte. Neste cruzamento volte à direita e continue até à próxima estrada alcatroada, onde deve virar à esquerda. A estrada é toda em recta e ladeia as dunas que se elevam perpendicularmente à costa, devido à força do vento. No final surge a vastíssima e sossegada Praia Dourada do "Osso da Baleia". Aproveite o sol e a frescura do mar.

No regresso, ao final da tarde, venha por Alhais, Silveirinha Pequena e Vieirinhos, junto à EN109. Venha até ao Carriço e daí volte à esquerda para o Louriçal, regressando a Pombal pela EN237.

Duração do Percurso - 1 dia
Distância do Percurso - 87 Km

Rota do Vale dos Poios

De Pombal rume à Redinha pela EN1. Chegando à sede de freguesia suba em direcção ao seu ponto mais alto para visitar a Capela da Nossa Senhora da Estrela situada a 350 metros de altitude. Neste local poderá observar uma imagem monolítica medieval brasonada. Aqui a vista é de tirar o fôlego. Consegue fácilmente avistar o mar e a Serra da Boa Viagem.

Desça em direcção ao lugar de Poios e prepare-se para uma caminhada até ao Vale dos Poios. Vale bem a pena. Uma paisagem indescrítivel de extraordinária beleza espera por si. Aqui encontram-se vestigíos da primeira presença humana na região. Visite as grutas e aprecie indícios remanescentes do paleolítico.

Continue a visita em direcção à nascente do Rio Anços e deleite os sentidos com o murmurar do caudal de água que brota das pedras. Dirija-se em seguida à sede de freguesia, observe a ponte românica e visite a Quinta de Santana donde poderá observar a paisagem luxuriante do Vale do Rio Anços. Regresse a Pombal pela EN1.

Rota dos Dinossauros

De Pombal parta em direcção à freguesia de Santiago de Litém pela EN1.8. A poucos kilómetros da sede de freguesia vire à direita em direcção ao lugar de Andrés. Aqui se encontram as jazidas jurássicas onde foi descoberto um exemplar de "allosaurus fragilis" o primeiro dinossauro desta espécie, descoberto fora do território norte-americano. Enquanto passeia pela freguesia aproveite para contemplar a incrível paisagem do vale do Arunca e as vistas para a Serra da Sicó.

De seguida rume para Norte, em direcção à freguesia de Vila Cã. No centro da sede de freguesia, junto à Igreja Paroquial encontra-se um freixo de porte imenso com mais de 600 anos. Enquanto visita Vila Cã, aproveite para ver o único moinho de vento da freguesia e, em seguida, rume em direcção à Senhora das Virtudes. A capela, apesar das suas linhas simples, ostenta uma grande beleza.

Continue a viagem em direcção ao IC8, atravessando-o para visitar a aldeia mais antiga do concelho de Pombal. Construídas com a pedra da Serra da Sicó, as edificações da Aldeia do Vale são únicas no nosso concelho. Aproveite para subir um pouco a Serra e deitar uma vista de olhos entre as pedras espalhadas pela encosta. A quantidade de fósseis na encosta da Sicó é tão grande que talvez encontre um "tesouro" que testemunhe a história remota desta região. Regresse a Pombal pelo IC8 ainda a tempo de um bom jantar num dos muitos restaurantes da cidade.

Monumentos na cidade de Pombal

Castelo de Pombal
A memória mais antiga da Cidade. Foi mandado construir por Gualdim Pais. No século XVI passou a ser residência do alcaide-mor e com as invasões francesas foi arruinado. É hoje uma das mais bem preservadas fortalezas militares do país.

Celeiro do Marquês
Edifício de dois pisos. O primeiro é constituído por cinco portas de verga arqueada, apresentando a porta principal as ombreiras ligeiramente decoradas e encimadas pelo brasão do Marquês. No segundo Piso apresenta cinco janelas de lintel curvo diferenciadas entre si. De salientar o madeiramento do tecto, construído de forma a atenuar os efeitos sísmicos.

Igreja do Cardal
De estilo Barroco, apresenta uma planta cruxiforme. de notar a lápide evocativa da sepultura do Marquês de Pombal. Aqui descansaram os restos mortais do Marquês de Pombal até 1857.

Igreja do Carmo
Num dos extremos da Praça Marquês de Pombal, a Igreja do Carmo foi construída em 1760 em honra de Nossa Senhora do Carmo. No século XIX foi sede da confraria da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.

Igreja de São Martinho
De fundação medieval, apresenta várias capelas de talha dourada, destacando-se a capela da Senhora da Piedade, encimada pelo brasão do capitão Jorge Botelho.

Torre do Relógio Velho
Mandada construir por D.Pedro para receber os tributos dos não cristãos em dia de São Martinho.

Cadeia
À direita da Igreja Matriz encontra-se a Cadeia mandada construir pelo Marquês de Pombal. O seu interior sofreu profundas alterações há alguns anos. O piso térreo teve algumas obras de beneficiação em 1875-77. De realçar a presença de uma pequena sineta que terá vindo da Torre do Relógio.

Solar da Quinta da Gramela
Cerca de 3 Km de Pombal, na estrada que liga o lugar de Estrada para a Aldeia dos Anjos, é hoje propriedade particular. Em 1759 era constituída por casas térreas. Posteriormente é feito o solar, edifício de dois pisos com uma capela adjacente, tem em anexo um duplo páteo que servia de residência aos criados, de arrumo de alfaias e depósito de produtos agrícolas.

Casa do Marquês
Casa onde o Marquês de Pombal passou os últimos anos da sua vida e foi sujeito a interrogatório pela sua acção enquanto estadista. Situa-se na Praça Marquês de Pombal junto à Igreja Matriz.

Outras Casas Brasonadas
Na rua António José Teixeira, uma casa modernizada contém um escudo esquartelado que veio da Quinta das Mondrarias e que se caracteriza por ter no primeiro quartel um leão circundado de outros animais. No segundo quartel possuie as armas dos Ataídes. No terceiro, as armas dos Sousas, e no quarto as armas dos Barros.

Casa Arte Nova
Edificada em 1930 segundo projecto de Ernesto Korrodi, com função inicial de habitação e comércio. Apresenta uma planta rectangular de volumes simples, cobertos por um telhado de quatro águas.

Hospedaria
Edificação situada em frente da Igreja de São Martinho.

Ponte sobre o Rio Arunca
Construída no século XVIII para a passagem da Estrada Real.

Largo do Pelourinho
O Pelourinho original encontra-se em fragmentos nos claustros do Convento do Cardal. No seu lugar encontra-se um moderno Pelourinho evocando os senhores de Pombal.

Busto do Marquês de Pombal
Situa-se no Jardim Municipal do Cardal. É uma estátua de bronze de Ernesto Korrodi com base em calcário da autoria de Fernandes de Sá. É a primeira estátua erigida ao Marquês em Portugal. Foi inaugurada em 1907.

Praça Marquês de Pombal
Aqui domina a Igreja Matriz de São Martinho ligada à paz de que foi obreira a Rainha Santa, dando também nome à comenda da Ordem de Cristo de que o Marquês foi senhor.

 

 

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Concelho de Porto de Mós
Património Arquitectonico


Rossio – S. Pedro
Há 500 anos era apenas um descampado. Hoje em dia é uma das zonas mais desenvolvidas de Porto de Mós. Desde cafés e restaurantes a bancos e minimercados, a zona do Rossio conheceu ao longo dos anos um grande crescimento económico e urbanístico.
Os Frades Agostinhos Descalços, em 1676, encontraram neste local as condições necessárias para a construção do seu convento, assim como para a Igreja de S. Pedro, edificada em 1702, junto a uma chaminé vulcânica.
A permanência dos Frades até 1834 levou ao desenvolvimento de actividades agrícolas, lagares de azeite, azenhas e artesanatos diversos na zona do Rossio. Por aqui passaram ainda grandes acontecimentos sociais, políticos e económicos, nomeadamente as famosas feiras.
Já em 1904, João Barreiros mandou plantar plátanos numa extensão de mais de 100m de comprimento, dando origem à chamada “Ala dos Plátanos”, da qual já pouco resta.
Anos depois, a chaminé vulcânica foi demolida, assim como parte da Igreja de S. Pedro, com o objectivo de ali construir uma estrada para a Batalha.
Hoje em dia a zona do Rossio está bastante urbanizada, tendo como principal ponto de interesse o Monumento das Mós, uma rotunda que veio resolver o problema dos acidentes de trânsito.

Nicho de Santa Susana – Alcaria
O local de culto a Santa Susana foi construído em 1895, muito provavelmente com o objectivo de ali se realizar uma festa que rivalizasse com a da Nazaré, o que acabou por se verificar.
Os festejos, realizados no mês de Setembro, coincidiam com os de Nossa Senhora da Nazaré. Uma das atracções era a feira de gado, considerada a maior do Concelho, que se realizava junto à estrada velha de calçada romana.
A última festa, provavelmente em 1919, ficou marcada pela primeira passagem de um automóvel na freguesia.

Casa dos Gorjões – São João Baptista
A casa da família Gorjão, situada no Largo de São João em Porto de Mós, é actualmente de sede de serviços camarários. Das antigas construções seiscentistas resta apenas um vestígio: a escadaria interior.
O antigo edifício remonta ao século XI, altura em que os Gorjões se deslocaram de França para residirem em Portugal. Após a reconstrução no século IXX, apenas a escadaria de acesso ao piso superior se manteve com traços seiscentistas.
A casa, de estilo senhorial urbano, contém uma janela de sacada com um brasão de armas. Actualmente, o edifício é utilizado pela Câmara Municipal de Porto de Mós como sede dos Pelouros da Educação, Acção Social, Desporto, Urbanismo e Cultura.

Solar dos Britos – Juncal
O edifício já desabitado foi outrora uma das mais luxuosas habitações do Concelho.
Os dois pisos apresentam uma planta rectangular de linhas simples. As cantarias trabalhadas e os varandins de ferro forjado contribuem para o embelezamento do edifício, quebrando com a sobriedade que o caracteriza.

Cruzeiro – Mendiga
Situado junto ao Fontenário, o Cruzeiro da Mendiga data, segundo António Cacela, de 1890.
O Cruzeiro de pedra calcária assenta em base rectangular e possui uma coluna quadrangular com frisos salientes.


Património Historico

O Castelo

Construído sobre escombros de um posto de vigia Romano, o castelo apresenta uma imensa vista sobre a toda a vila, desde a povoação às montanhas que a encerram. Sobreviveu a dois terramotos e vários reis que foram, no entanto, deixando a sua marca, transformando-o numa obra arquitectónica singular.

Conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1148, o Castelo teve D. Fuas, o bravo cavaleiro, como seu primeiro alcaide.
Primeiramente ampliado pelos árabes, o castelo foi novamente remodelado, já em posse portuguesa por D. Sancho I e completamente restaurado, no século XIII, por D. Dinis.
D. Afonso, Marquês de Valença e Conde de Ourém voltou a transformar o monumento, em 1450. O castelo que foi parcialmente destruído por dois terramotos, vindo a ser restaurado em 1940.

A sua arquitectura é peculiar, cruzando um estilo quatrocentista com construções de inspiração romana. A sua planta apresenta quatro torreões entre as linhas das cachorradas. Na fachada principal, destaca-se um portal ogival e uma lógia com quatro arcos contra-curvados, abóbada artesoada e capitéis lavrados. As duas torres perfuraram os céus com os seus telhados pontiagudos de cerâmica verde. Das arcadas do castelo avistam-se o Vale do Lena e a Serra dos Candeeiros.

Pelourinho de Porto de Mós

Após o antigo pelourinho ter sido destruído (em 1985), a Câmara Municipal de Porto de Mós propôs-se a reconstrui-lo. O actual pelourinho, criado por Manuel Martins, baseia-se numa gravura de 1830. A referência mais antiga ao pelourinho é do século XVI, quando se menciona uma cruz que existiu no rossio de Porto de Mós, junto da qual era costume pronunciarem-se sentenças.
Actualmente, o monumento é constituído por uma coluna coríntia, encimada por uma cruz e assente em remate de folhagem com dois escudos portugueses.

Museu de História Natural de Porto de Mós
O Museu Municipal de Porto de Mós pretende reunir e salvaguardar o património histórico-cultural das várias regiões do distrito, partindo da pré-história até aos dias de hoje.
Construído ao longo de vários anos, o museu foi inaugurado em 29 de Junho de 1989, após um levantamento arqueológico e etnográfico do Concelho.

Campo Militar de S. Jorge – Calvaria de Cima
Construído no palco da Batalha de Aljubarrota, o campo militar de S. Jorge apresenta vários vestígios da disputa na qual os portugueses venceram os castelhanos. Constituído pela Capela de S. Jorge, o Museu Militar e a estação arqueológica, o campo é uma viagem ao passado histórico nacional.
Construído no local em que Nuno Álvares Pereira e as suas tropas derrotaram os castelhanos, o Museu Militar de S. Jorge dá a conhecer um pouco da história de Portugal.

Central Termoeléctrica de Porto de Mós – São Pedro

Uma Central que, nos anos 30, trouxe a electricidade pela primeira vez ao concelho e cuja sirene servia de relógio a muitos habitantes. A Central Termoeléctrica possuía também uma sala de cinema na qual o electricista chefe projectava filmes da época.
Entre 1930 e 1933 a Empresa Mineira do Lena criou a Central Termoeléctrica de Porto de Mós, cuja fonte de energia foi o carvão proveniente das Minas da Bezerra.

Cruzeiro de Porto de Mós – São João Baptista
Originário do século XVI, 1615 segundo inscrição, o cruzeiro de origem religiosa, apresenta em ambas as faces os motivos dos instrumentos da paixão de Cristo. A cruz latina, sem esculturas, é constituída por pedra calcária e é um importante marco religioso.

Forca – S. Pedro
Localizada na retaguarda do cemitério novo, a forca de Porto de Mós, já em ruínas, foi outrora um dos locais mais temidos do Concelho.
Bastava ser apanhado a roubar, em flagrante de delito, para a condenação à morte. O último “carrasco” da forca terá sido um homem de Alvados.
A construção triangular tem ainda, em cada um dos cantos, uma torreta arredondada.

Estrada Romana – Alqueidão da Serra
Em Alqueidão da Serra permanece até aos nossos dias o traçado da estrada Romana de Carreirancha. Foi este o caminho que conduziu Nuno Álvares Pereira ao Campo Militar na véspera da Batalha de 14 de Agosto de 1385.
A estrada com 100 metros de comprimento e quatro metros de largura máxima, terá sido construída entre os séculos I a.C. e o I d.C. Concebido para facilitar o escoamento de ferro explorado nos Vieiros na Figueirinha e Zambujal, o caminho deveria seguir para Tomar, via Bouceiros.
O traçado da via romana ligava Tomar a Paredes de Vitória (em Alcobaça) e Collipo (Leiria) a Conímbriga (Coimbra).

Imagem de Nossa Senhora dos Murtinhos – S. João Baptista
A imagem de Nossa Senhora dos Murtinhos provém da capela com o mesmo nome, a qual ficou completamente destruída aquando do terramoto de 1755.
A capela do século XVII localizava-se na Praça da República, junto ao Castelo. A imagem da santa, provavelmente da mesma época, encontra-se agora no Museu de História Natural de Porto de Mós.

Arco da Memória – Serra dos Candeeiros

Construído pelos monges de Cister para marcar os coutos doados por D. Afonso Henriques, o arco de 4 metros de altura, 3,62 metros de largura e 103 centímetros de espessura mantém-se até aos nossos dias para testemunhar as divisões administrativas de outrora.
O arco de volta perfeita não apresenta decorações, tendo apenas duas inscrições. A primeira, mais antiga, escrita em latim, testemunha a sua criação. Embora já não seja perceptível, há registos que testemunham que esta inscrição refere a criação do arco pelos monges de Alcobaça. Aqui se diz, também, que o arco demarcava os coutos doados por D. Afonso Henriques na sequência da vitória sobre Santarém, em 1147.

Padrão de Alqueidão da Serra/ Cruzeiro da Independência

O Padrão foi mandado construir, em 1940, pelo Padre Henrique Antunes Fernandes para comemorar o oitavo centenário da independência portuguesa.
Segundo inscrição, o cruzeiro da independência marca também o terceiro centenário da restauração do reino português, em 1640.
Além de uma cruz latina com duas espadas, gravadas em relevo, o padrão apresenta ainda uma coroa real.

Miradouro Jurássico – Alqueidão da Serra

O monumento, dedicado ao período jurássico, situa-se a 500 metros de altitude, num local onde a paisagem é deslumbrante, indo desde os castelos de Leiria e Porto de Mós, ao Mosteiro da Batalha, permitindo ainda que se aviste o mar.
O miradouro é composto por 15 blocos de calcário que representam as principais épocas do período jurássico. No local, faz-se também alusão à época de formação das rochas dominantes das Serras de Aire e Candeeiros.
Obra de Ester Vieira, Francisco Furriel, Manuel Gomes António e de vários trabalhadores das pedreiras locais, o miradouro reúne ainda dois grandes elementos de basalto, envolvidos pelo maciço calcário sedimentar.
O monumento é um elogio à época que tantos recursos naturais trouxe ao concelho – desde as rochas aos rios – e que lhe permitem hoje ter uma série de actividades industriais e turísticas.

 

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