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PONTE DE SOR
PORTALEGRE
SOUSEL

Portalegre
Entre as vastas planícies douradas do Alentejo encontra-se o pacato distrito de Portalegre, um sereno destino do interior repleto de arquitectura barroca, colossais castelos medievais e intrigantes locais com vestígios megalíticos.

Partilhando a sua localização com a imponente Serra de São Mamede, entre Portugal e Espanha, este bucólico distrito impõe-se com a sua paisagem singular formada pelos campos ondulados da sub-região do Alto Alentejo e pelas florestas densas e luxuriantes que caracterizam o norte do país.

Graças a esta posição estratégica junto à fronteira espanhola, Portalegre foi um ponto crucial na defesa nacional durante a Idade Média, tornando-se num dos distritos historicamente mais aclamados de Portugal. Além disso, sabe-se que Portalegre já era habitado muito tempo antes da época medieval e evoca a memória do património primitivo com os seus inúmeros vestígios romanos e monumentos pré-históricos.

Visite Portalegre e as suas sinuosas ruas calcetadas, que o conduzirão às principais atracções; dos edifícios de inspiração barroca aos requintados museus, dos fabulosos exemplos de arquitectura religiosa aos magníficos fragmentos das muralhas medievais.

A uma curta caminhada da Praça da República, o centro histórico da cidade, poderá admirar as varandas de ferro forjado que adornam o Palácio Amarelo, bem como os tradicionais azulejos azuis e brancos que decoram a escadaria de granito do elegante Palácio Achaioli. Entre no famoso Convento de São Bernardo e contemple o delicado túmulo do seu fundador, aprecie a colecção de pinturas maneiristas na bela Sé Catedral de Portalegre e fique a conhecer a espantosa tradição do distrito na área das tapeçarias no Museu da Tapeçaria Guy Fino. A colecção de arte sacra em exibição na Casa Museu José Régio é outra sugestão digna de visita.

Mergulhe no passado medieval do Alentejo e visite a imponente vila amuralhada do Marvão, que acolhe um dos castelos mais históricos de Portugal. Nas redondezas desta vila secular encontram-se impressionantes vestígios romanos, uma atracção fascinante que encantará os viajantes mais curiosos. A bucólica vila de Castelo de Vide é tida como uma das zonas mais românticas do Alentejo e é essencialmente visitada pela sua Judiaria – uma zona cativante onde poderá visitar a sinagoga mais antiga do país, edifícios de inspiração gótica e ruelas históricas.
A emblemática cidade fortaleza de Elvas é conhecida pelo seu imponente aqueduto, pelo grandioso castelo do século XIII e pela excelente selecção de museus. Famosa pelo seu queijo delicioso e pelo artesanato, a pitoresca vila de Nisa representa a tranquilidade e a beleza natural do distrito de Portalegre, com as suas esplêndidas termas e barragens nas proximidades – alguns dos locais mais fascinantes de todo o Alentejo.
Locais a Visitar
Natureza

Parque Natural da Serra de São Mamede
Esta singular reserva natural foi criada em 1989 e é um dos exemplos mais interessantes da biodiversidade do país. Com um pico que atinge os 3500 metros de altitude, este parque protegido combina o cenário rural do Alentejo com a paisagem luxuriante das regiões do norte de Portugal, criando o habitat perfeito para uma enorme variedade de fauna e flora. Castanheiros, carvalhos, vinhas e olivais, raposas, javalis, águias-de-Bonelli e a maior colónia de morcegos de toda a Europa são alguns dos surpreendentes exemplos de vida selvagem que poderá encontrar durante a sua visita ao distrito.

Barragem do Caia
Desfrute da mais pura serenidade junto a esta barragem e contemple um dos exemplares mais estimulantes da beleza natural do Alentejo. Implantada entre as pitorescas cidades de Elvas, Campo Maior e Arronches, a Barragem do Caia e o seu lago artificial criam o ambiente perfeito para umas caminhadas em plena natureza, para a prática de desportos e para a observação de aves. Nas redondezas existe um parque de estacionamento e um restaurante.

Locais históricos

Castelo de Marvão
Com vistas espectaculares num dos pontos mais elevados da Serra de São Mamede, o colossal castelo de Marvão é um dos melhores exemplos da arquitectura militar da região e um símbolo histórico do seu passado medieval heróico. Apesar das numerosas alterações durante os séculos XV, XVI e XVII, esta monumental estrutura ainda detém vestígios da cisterna, da porta, das masmorras e dos portões originais do século XIII.

Aqueduto da Amoreira
Este aqueduto centenário é um dos símbolos mais famosos do Alentejo, projectado pelo reputado arquitecto português Francisco de Arruda – fundador da emblemática Torre de Belém, em Lisboa. Demorando mais de 100 anos a atingir a perfeição, esta estrutura com 7454 quilómetros ainda detém 843 dos seus arcos originais, alguns dos quais com mais de 30 metros de altura, e continua a abastecer água à cidade de Elvas até aos dias de hoje.

Menir da Meada
Durante a sua estadia, não deixe de visitar a vila de Castelo de Vide e este incrível monumento megalítico. Considerada a maior e mais bem preservada relíquia da Península Ibérica, este singular vestígio granítico com 7 metros de altura foi descoberto em 1965 e crê-se que seja uma representação neolítica da fertilidade e da vida.

Arquitectura religiosa

Capela dos Ossos de Campo Maior
Esta intrigante capela do século XVIII está ligada à igreja matriz de Campo Maior e foi construída depois de uma trágica explosão no paiol do castelo em 1732. Revestida com as ossadas das 1500 vítimas que pereceram neste fatídico acidente, esta capela sinistra é a segunda maior do país (apenas superada pela capela de Évora) e não deixará de o espantar com a sua natureza bizarra.

Sé de Portalegre
Construída em finais do período renascentista, esta elegante catedral situa-se no ponto mais elevado da cidade e é uma das atracções mais emblemáticas da cidade. Constituída por arcadas abobadadas, três naves, uma grande cúpula e um atractivo claustro adornado a azulejo, este monumento do século XVI é um requintado exemplar da arquitectura religiosa do distrito. Uma bela colecção de mais de 90 pinturas maneiristas também adorna o interior da catedral, sendo considerada uma das suas principais atracções.(+)

 

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Concelho de Alter do Chão
Património

Castelo de Alter do Chão: Castelo residência mandado construir por D. Pedro I em 1359. Planta quadrangular com torres e cubelos cilíndricos coroado de ameias, coruchéus cónicos e portais góticos, torre de menagem quadrada. Pertence à Casa de Bragança e está classificado como monumento nacional.
Igreja da Misericórdia: Fundada no séc. XIV modificada nos séc. XVII/XVIII, interior de uma só nave, altar-mor em mármore de Estremoz, altares laterais de madeira com baldaquinos em talha dourada e pintada, arco do cruzeiro revestido por azulejos azuis e brancos, trabalhos em madeira entalhada é de salientar o pórtico. Serviu como Igreja Paroquial.

Capela de Santana: Edificada no séc. XVII, renovada no séc. XVII/XVIII, pinturas murais actualmente cobertas com cal.

Igreja de São Francisco: construída no séc. XVII, interior de uma só nave, altares em talha dourada, púlpito com grade de madeira torneada do séc. XVII, imagens do séc. XVI e finais do séc. XVIII, em madeira, pedra e terracota.

Igreja de Nossa Senhora da Alegria: Construída nos finais do séc. XVI, reconstruída no séc. seguinte, destaque para o pórtico de estilo renascença, decoração em massa. Pertenceu aos Convento do Espirito Santo, fundado pelos frades carmelitas descalços. Assenta sobre o que parece ter sido a primeira igreja que se edificou em Alter do Chão. o Convento está em ruínas. Frente á igreja um cruzeiro sobre dois degraus.

Igreja do Senhor Jesus do Outeiro: Edifício do séc. XVII/XVIII de proporções elegantes, o mais erudito barroco de Alter do Chão, portal em mármore de Estremoz, fachada de concepção classicizante, torre sineira de quatro faces, planta quase centrada, altar-mor e quatro altares laterais, decoração em azulejo, mármore, madeira dourada e policromada e em massa. Em termos de esculturas é de salientar a imagem de Nossa Senhora do Carmo, quanto a pinturas é de referir a tela setecentista representando Sant’ana.
Igreja do Convento de Santo António: Fundada em 1617 pelo Duque de Bragança D. Teodósio II, modificada no séc. seguinte. O interior é de uma só nave com azulejos, trabalhos em madeira pintada e entalhada, capela lateral mandada construir em 1784 por João Alves Barreto. As esculturas em pedra e madeira. Várias sepulturas brasonadas do séc. XVII/XVIII em massa. O edifício do Convento tem projecto de adaptação turística. Classificado como imóvel de interesse público.

Capela de Santo António dos Olivais: Construída no séc. XVI e mais tarde parcialmente reconstruída, dista 1 km da Vila de Alter do Chão. Interiormente Capela-mor, azulejo policromo do séc. XVII.

Palácio e Quinta do Álamo: Moradia brasonada mandada construir em 1649 por Diogo Mendes de Vasconcelos. Importantes alterações no séc. XVIII/XIX. edifício rectangular com larga fachada de dois andares com nove janelas de sacada de ferro forjado, com frontões alternadamente curvos e rectilíneos. Riqueza decorativa no interior com azulejos. Repartição de espaços conforme a época - piso térreo utilitário, residência no andar nobre. O portal, encimado pelo escudo de armas, que dá entrada para a quinta é da segunda metade do séc. XVIII. A quinta é típica desse século, destacando-se um pequeno tanque com decoração de alvenaria e o jardim de buxo. Foi adquirido pela Câmara Municipal, funcionando aí o Serviço Sócio-Cultural, com os seguintes serviços abertos ao público: Biblioteca, Sala de Exposições Temporárias e o Posto de Turismo.

Fonte da Praça da República (Fontinha): Mandada construir em 1556 pelo Duque de Bragança D. Teodósio I. Situada primitivamente noutro local do largo foi removida para o actual em meados do séc. XVII. Estilo renascença, é constituída por uma alpendrada em forma de cúpula dupla sustentada por três colunas, tudo em mármore de Estremoz. No interior os medalhões heráldicos dos Duques de Bragança (Armas de Portugal) e da Vila de Alter. As bicas e o tanque já não são da construção primitiva. Classificado como imóvel de interesse público.

Chafariz da Barreira: Mandado construir pela Cãmara Municipal em 1799, junto à entrada principal do Castelo, estilo barroco. Interessante trabalho de alvenaria ao gosto popular, com trabalhos em massa, escudos com brazão de Portugal e de Alter. Tem 2 bicas laterais jorrando de pirâmides recortadas. Foi removido no inicio dos anos 60, do local primitivo para o Largo "Os Doze Melhores de Alter".

Chafariz dos Bonecos: Mandado construir pela Câmara Municipal em 1799. Semelhante ao Chafariz da Barreira, mas mais complexo, tinha nas extremidades e no coroamento cinco pequenas esculturas que lhe deram o nome, das quais resta parte de uma delas Escudo com as armas de Portugal e de Alter, em baixo relevo e muito obstruído por cal presume-se que seja a efingie do Príncipe Regente D. João. Tanque rectangular e 2 bicas laterais, interessantes trabalhos em massa.

Pelourinho: Construído no 1º. quartel do séc. XVI, estilo manuelino, composto de coluna torsa, com decoração vegetalista. Monumento Nacional. Estação Arqueológica de Ferragial D’El Rei: Ruínas romanas, imóvel de interesse público.

Igreja Matriz: Séc. XX - Arquitectura "Estado Novo"

Coreto: Princípios do Séc. XX

Janela Manuelina: Séc. XVI

Castelo de Alter Pedroso: Construído no séc. XIII, doado por D. Afonso III aos Cavaleiros de Avis, reconstruído por D. Dinis e destruído por D. João D’ Áustria em 1662. De traça primitiva só resta um portal gótico, partes de muralha em ruínas e a porta da Capela de S. Bento no interior. Imóvel de interesse público.


Igreja Paroquial de Alter Pedroso: Fundada no séc. XV, dedicada a Nossa Senhora das Neves, alterada do séc. XVII. Interior de uma só nave, altar-mor em talha dourada, portal e torre de raiz medieval. No altar-mor, retábulas e imaginária. Trabalhos em massa decorando o interior do templo.

Ponte de Vila Formosa: Construída pelos romanos nos finais do séc. I, início do séc. II D.C. sobre a Ribeira de Seda, na Estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr. Construída em grossa cantaria aparelhada e almofadada. Consta de 6 arcos iguais entre si e compostos nas frentes por trinta e três aduelas e cinco olhais em forma de pórtico. Monumento Nacional.

 

 


 

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Concelho de Arronches
Igreja Matriz : Situada junto aos Paços do Concelho e da Misericórdia, a Igreja Matriz, do orago de Nª. Srª da Assunção substituiu, em meados do século XVI, o antigo templo gótico de 1236, do padroado Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Do século XIII, cujas fundações são atribuidas a São Teotónio, prior de Santa Cruz de Coimbra. A fachada teve de ser reerguida após o terramoto de 1755. É um templo gótico de três naves com abóbodas sustentadas por seis colunas. A entrada tem um pórtico renascentista e um arco redondo lavrado e decorado com esculpidos.

Igreja da Misericórdia : A capela da Santa Casa da Misericórdia é um edifício simples da metade do século XVI e que está situada à esquerda da Igreja Matriz. O pórtico é de cantaria quinhentista e o interior de uma só nave de abóbodas com nervuras.

Igreja de Nossa Sr.ª da Luz : Fundada no séc.XVI, em 1570, por Fr. Francisco da Ressurreição e Fr. Hilário de Jesus, religiosos Agostinhos calçados, e posteriormente vendido a particulares no século XIX.

Convento da Nossa Srª da Luz : Data de 10 de Janeiro de 1570 a carta enviada por D. Sebastião a D. André de Noronha, bispo de Portalegre onde ordena que se construa um mosteiro da ordem de Santo Agostinho na vila de Arronches. É também o bispo de Portalegre, D. André de Noronha, quem manda o vigário Cristóvão Falcão doar a ermida da Nossa Senhora da Luz a frei Diogo de S. Miguel, provincial da ordem de Santo Agostinho.

Igreja do Espiríto Santo : Não existem estudos específicos, no que diz respeito à sua fundação e evolução na própria dinâmica da vila. Encontra-se actualmente num estado de degradação bastante elevado.

Igreja de Nª Sª da Graça (Mosteiros) : Esta magnífica igreja está situada nos arredores da Freguesia, esta pequena mas bela igreja destaca-se acima de tudo pela sua espectacular simplicidade arquitectónica.

Igreja de Nossa Senhora da Esperança : Na Freguesia da Esperança a sua Igreja sobressai da Homogeneidade do casario. É um templo do século XVIII. Possui um retábulo renascentista em madeira policromada.



Igreja de Santo António: Situada junto à estrada de Campo Maior, praticamente integrada na nova zona habitacional do Bairro de Sto António, propriedade de particular, de uma só nave com frescos de grande qualidade e em óptimo estado de conservação, portal de granito.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário : É uma pequena construção muito típica da igreja rural do século XVII. Fica situada a 5 KM de Arronches, junto à via férrea. O pórtico tem a verga lavrada com motivos geométricos. A fachada é ladeada por dois cunhais de pedra talhada e rematados por pirâmides.

Igreja de S. Bartolomeu : É um pequeno templo do tipo característico da igreja rural do Alto-Alentejo, construído possivelmente nos fins do século XIV ou começo do século XV. Da traça primitiva, de carácter muito arcaico, conserva apenas o portal, de granito, com arco de volta perfeita assente sobre duas colunas com capitéis largos. A pequena sineira, ao centro da fachada, imprime uma relativa importância ao edifício.

Igreja de Santo Isidro : Fica situada na margem direita do rio Caia, a 3 Km, su-sudeste de Arronches, detém algumas pinturas nas paredes, encontrando-se totalmente em ruínas.

Igreja de Santa Luzia : Fica situada na margem direita da ribeira de Arronches, é propriedade de particulares, encontra-se transformada em casa de habitação, detendo cerca de quatro fogos. Completamente alterada, quer a sua fachada quer a fisionomia global, devido a diversas portas que abriram e chaminés que sustenta. O estado de conservação é razoável, todavia não para o fim para que fora destinada.

Ermida do Rei Santo : Situa-se no cume da serra do Monte Novo, perto do lugra da Nave Fria, de pequeno porte serve unicamente para o culto, na romaria do mesmo nome, que ali se realiza quinze dias após a Páscoa. Encontra-se virada a Sul. Tem uma só nave e um pequeno átrio de acesso, está completamente caiada de branco apresentando um simples altar de que sobressai o tecto de forma de abóboda.

Ermida do Monte da Venda : Situa-se numa pequena elevação do lado direito da estrada de Portalegre, a 8 Km a Noroeste da vila de Arronches, mantém a traça original e é rica em frescos na abóboda, pouco mais se conhece pois encontra-se pouco estudada.

Fonte de Elvas : Actualmente situa-se no jardim junto ao Convento de Nossa Senhora da Luz, mas outrora encontrava-se na parte Sul da Vila num caminho que vai para os montados e assim chamada por estar virada para o lado de Elvas. Construida em mármore branco preserva as características dessa época.

Fonte do Vassalo : Uma construção do Sec. XVIII encimada pelo escudo de Portugal, com dois paineis de azulejos retratando cenas da vida agricola e os lazeres da fidalguia. Construida nos subúrbios da Vila, é de alvenaria e granito no gosto clássico da época.

Paços do Concelho : A casa nobre do lado direito da Igreja Matriz é o edifício dos Paços do Município, construído no séc. XVI, conserva ainda a traça primitiva, apesar das modificações que lhe foram introduzidas no séc. XVII e XVIII, e mais recentemente neste século.

Ponte do Crato : Atravessa o rio Caia e serve a estrada que vai para o Assumar, data do séc. XV e compõem-se de seis arcos de volta redonda construídos em grossa alvenaria com silhares e aparelhos de granito em blocos talhados.

Fortificação Abaluartada : No caso da vila de Arronches, é utilizada a designação de Fortaleza com aqueles dois sentidos, se assim o podemos entender. De facto, todo o aglomerado medieval se encontra no interior da fortaleza e, é delimitado pelo próprio contorno da Fortificação Abaluartada.

Torre Medieval do Castelo : Desta magnífica e grande Torre podemos apenas observar o seu exterior, isto porque não tem acessos ao seu interior. O antigo castelo mandado reedificar por D.Dinis, em 1310 foi o que deu origem a este deslumbrante monumento.


Abrigo Paleolítico : É na freguesia de Esperança que se encontram alguns dos mais notáveis conjuntos de pinturas rupestres existentes em Portugal. Há abrigos de pinturas na serra dos Louções e na serra da Cabaça, na encosta sul, a leste de Esperança e a cerca de 400 metros da estrada que liga esta aldeia a Monte Novo e Nave Fria. As suas grutas encerram um património arqueológico de valor inestimável, reconhecido pelos especialistas e traduzido em pinturas na generalidade monocromáticas, de tons vermelhos, traço esquemático, com cerca de 3.000 anos, e reproduzindo silhuetas antropomórficas e zoomórficas, desenhos de mãos e outros sinais.

Necrópole do Baldio : Situa-se na herdade do Zambujal a 9,5 Km de Arronches, a 200m da margem esquerda do Rio Caia e é composta por 5 sepulturas escavadas em pedra de granito.

Monumentos Megalíticos (Antas) : As antas dos Fartos e das Sarnadas, encontram-se em melhor estado de conservação uma vez que os esteios se encontram em pé, faltando na primeira o chapéu e na segunda este está caido por trás do monumento. Nestas duas antas, ainda que seu estado de conservação não seja o ideal, é possível obsevar a câmara.

 

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Concelho de Avis
O Museu
O Museu Municipal de Avis - Etnografia e Arqueologia está instalado na sala do Capítulo do antigo Convento de São Bento de Avis desde o final da década de 80 do século XX .

Do seu acervo fazem parte peças recolhidas pelos funcionários do Município e pelo Artesão local, António Bonito, bem como peças doadas pela população. Este acervo é composto por três núcleos: arqueologia, artesanato e etnografia.

Em Novembro de 2003 teve início a sua remodelação, que permitiu a sua reabertura a 18 de Setembro de 2004 com a inauguração dum Ciclo de Homenagem ao pintor local Ângelo Paciência com as exposições “A Arte no Vosso Lar” e o “Homem e a Terra”. Numa primeira fase a política museológica do museu passa pela manutenção de exposições temporárias o que permitirá mostrar alguma da diversidade do acervo. Assim sendo, após o Ciclo de Homenagem a Ângelo Paciência foram realizadas mais duas exposições: uma de artesanato “O Trabalho das Mãos” a outra de etnografia “ Ofícios dos nossos Avós”.

Dentro da vertente pedagógica, para além das visitas guiadas, foi criado o Ciclo “Vamos ao Museu”, no qual se irão integrar um conjunto de iniciativas, a primeira das quais intitulada Atelier dos Ofícios. Este decorreu em conjunto com a exposição “Ofícios dos nossos Avós”, e contou com a colaboração de vários habitantes locais representantes de antigas profissões como agricultor, barbeiro, costureira, ferrador, marceneiro, pastor, pedreiro/adobeiro, sapateiro e tosquiador, que estão cada vez mais esquecidas. Estiveram ainda envolvidas no projecto, as escolas pré primarias e básicas do Concelho num total de 300 crianças.



.Em Exposição...

" O Ofício de Aferidor"
De 20 de Outubro de 2008 a 11 de Outubro de 2009

A exposição “Ofício de Aferidor” permite ao visitante deste espaço museológico, descobrir os instrumentos e os equipamentos inerentes à profissão de aferidor de pesos e medidas, muitos dos quais, hoje em dia estão em desuso.
O espólio agora exposto era parte integrante da antiga oficina dos diferentes aferidores municipais.

O comércio é uma das mais antigas actividades humanas, desde sempre ouve necessidade de se fazerem trocas comerciais. Cada civilização desenvolveu o seu sistema de pesos e medidas, as primeiras tiveram o próprio corpo humano como base, exemplo disso são as polegadas e os palmos.

O primeiro sistema de medição que temos registo em Portugal foi o romano logo seguido do árabe, mantendo-se os dois no entanto em simultâneo, o que fazia com que existisse grande variedade de pesos e medidas.

Nos primeiros tempos da nacionalidade haviam inúmeros pesos e medidas que diferiam de região para região. D. Afonso IV foi o primeiro a tentar uniformizar as medidas do reino. No entanto, até ao século XIX vários sistemas métricos foram usados em Portugal, cruzando influências romanas, árabes e europeias. Com a publicação a “13 de Dezembro de 1852 do decreto com força de lei que estabeleceu em Portugal o sistema legal de pesos e medidas adoptado em França”(1) passamos a reger-nos pelo sistema métrico decimal.

Associada aos pesos e medidas, surgiu em Portugal, a profissão de aferidor de pesos e medidas afim de fiscalização e controlo metrológico. A aferição é uma profissão pouco visível, mas bastante presente no nosso quotidiano. É graças a essas medições que temos a certeza de que não estamos a ser enganados nas trocas comerciais.

Em Portugal “em 29 de Dezembro de 1860, foi decretado o serviço de aferição nos concelhos do país e em 7 de Março de 1861, o respectivo Regulamento confirmado pelo decreto de 1 de Julho de 1911.”(2)

A profissão de aferidor requer todo um universo de saberes, procedimentos, instrumentos e medidas padrão. Hoje em dia, devido à evolução tecnológica, não existem em todos os municípios aferidor, no entanto até à década de 90 do século passado em quase todos os municípios havia uma aferidor Municipal encarregue de aferir e conferir todos os instrumentos de pesar e medir existentes no Concelho.

Os aferidores de pesos e medidas eram nomeados pelas Câmaras Municipais. Estes tinham como função aprovar ou reprovar os instrumentos de precisão e trabalhavam tanto na oficina como faziam serviços externos. As medidas e os instrumentos de medição tinham que ser aferidos e conferidos todos os anos.

No concelho de Avis “a aferição de todos os instrumentos de pesar e medir será feita normalmente nos meses de Maio a Julho, e a conferição nos meses de Novembro e Dezembro de cada ano, podendo uma e outra prolongar-se por um mês para as povoações fora da sede de concelho”.(3)

Em Avis, os primeiros registos encontrados até à data, que mencionam a existência de um aferidor municipal de pesos e medidas remontam a 1928, tendo esta profissão existido no Concelho até ao final da década de 80 do século XX .

1) In “ Padrões Prototipos Systema Metrico Decimal”
2) In Manual do Aferidor – António Miguel, 1950
3) In Artigo 19 - Câmara Municipal do Concelho de Avis - Posturas sobre pesos e medidas de 1952.

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.Exposição Permanente

Memórias de outros tempos

Memórias de outros tempos é uma exposição temporária de longa duração que, através de três pequenos núcleos expositivos, pretende levar o visitante a recuar alguns anos atrás e viver ou reviver o que foram as vivências de grande parte do Alentejo no que diz respeito ao trabalho do campo e á típica habitação Alentejana.
Esta exposição é ainda composta por um pequeno núcleo dedicado à marcenaria. Este núcleo resulta da última grande doação feita ao Museu por parte do Mestre Marceneiro Artur Azedo.

O Trabalho Agrícola

Os campos cultivados e os trabalhos agrícolas marcaram profundamente a História Local. Durante anos a população viveu quase exclusivamente da agricultura.

Neste concelho, profundamente rural, os recursos económicos assentavam de uma maneira geral na produção e comércio de cereais, azeite e cortiça e na criação de gado.

O árduo trabalho do campo estabelecia o ritmo da vida local, onde as jornas de trabalho tinham como companheiro o sol que ditava o ritmo da lida.

O ciclo do trabalho da terra, sementeiras, monda, ceifa, colheita e debulha ocupava as populações durante todo o ano. Havendo mesmo a necessidade de contratar pessoas de outras localidades pois, a mão de obra local não bastava para certo tipo de actividade como é o caso da ceifa.

Em Portugal o desenvolvimento da agricultora deu-se somente a partir do final da década de 40 do século XX. No entanto, até bastante tarde as alfaias agrícolas tradicionais foram utilizadas, sobretudo nas pequenas explorações familiares.

As alfaias agrícolas tradicionais eram geralmente feitas localmente e adaptadas a cada trabalhador. O caso das enxadas é disso exemplo, os seus cabos eram adaptados à altura da pessoa.

Nos últimos 30 anos, a agricultura perdeu peso na economia e na sociedade, mas foi sem sombra de dúvida, uma das actividades que mais marcou o povo Português durante gerações.

Este decréscimo ficou a dever-se por um lado ao aparecimento de máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas e por outro, devido a importação de produtos do estrangeiro.

A Habitação Alentejana
O povoamento no Alentejo tem uma característica muito particular que se prende, desde logo, com os inícios da nacionalidade e o período da reconquista cristã.

A região do sul do país não era povoada, o que levou os nossos reis a doarem grandes domínios a nobres ou a grandes ordens religiosas, como foi o caso da região onde se situa hoje Avis, que por volta de 1211 foi doada por D. Afonso II aos Freires de Évora. Tendo esta Ordem, anos mais tarde, dado origem à extinta Ordem de São Bento de Avis.

As populações viviam nos aglomerados urbanos (vilas ou aldeias) ou dispersas nos montes.

No que se refere à habitação tipicamente Alentejana, ela é constituída apenas por um piso térreo. As casas nas zonas rurais de piso térreo, têm poucas janelas e dimensões reduzidas. No entanto, as casas das aldeias devido a questões de espaço podem ter dois ou mais pisos. Nestas casas, devido à dimensão da fachada não existem janelas, apenas uma porta com um postigo.

As casas eram rebocadas e caiadas no interior e exterior, de branco ou com cores vivas.

A divisão principal da casa é a cozinha que funcionava ao mesmo tempo como sala de estar e de trabalho. Uma das principais características deste tipo de construção é a enorme chaminé de chão, onde as pessoas cozinhavam e se aqueciam. As cozinhas possuíam nichos, poiais e prateleiras bem como mobília simples (cadeiras de madeira com assentos de palha entrançados bancos, mesas, arca).

No que se refere aos montes, tão característicos na região e dispersos pela paisagem. Estes podem, segundo Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano “ser casas solarengas; às vezes com dois ou três andares, com terreiro e pátio murado, até casas térreas mais ou menos modestas e pequenas, ajustadas às necessidades das lavouras respectivas, ou apenas para habitação de ganadeiros, guardas ou pastores.”(1)

Podemos assim dizer, e de um modo geral, que uma das características principais da arquitectura tradicional no Alentejo é a chaminé de chão na cozinha.

(1) - OLIVEIRA, Ernesto Veiga de ; GALHANO Fernando - Arquitectura Tradicional Portuguesa; Publicações Dom Quixote; Lisboa; 2000

O Marceneiro
Alterações sociais e económicas promoveram o desaparecimento de muitos marceneiros. De facto, actualmente, a maioria dos móveis são feitos em série e quando estes se estragam deitam-se fora e adquirem-se outros.

O marceneiro emprega grande número de ferramentas que se podem dividir em cinco grandes grupos que se prendem com a sua função: medir e marcar; cortar; perfilar e polir; perfurar e percutir e extrair. Possui ainda inúmeros acessórios e produtos para diversos fins.

No grupo das ferramentas de medir e marcar existem o metro, a régua, o compasso, o graminho e a suta. Nas ferramentas de corte, os serrotes, as serras, os formões, o guilherme e o corteché. A lima, a lixa, a grosa e o raspador pertencem à categoria de perfilar e polir. O berbequim manual, o arco de pua e a verruma integram o grupo das ferramentas de perfurar. O martelo e o alicate estão incluídos nas ferramentas de percussão e extracção.

Um bom marceneiro tem que conhecer todas estas ferramentas que estão ao seu alcance e possuir boas bases de desenho à vista e geométrico. Um trabalho de marcenaria começa por marcar, traçar e serrar a madeira.

Para além da tarefa de executar novas peças, o marceneiro também restaurava aquelas que se iam deteriorando com o uso e a passagem do tempo.


 

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Concelho de Campo Maior
Campo Maior é uma vila que possui uma enorme beleza e um rico e vasto património, histórico, arquitectónico, etnográfico... Assim, a Câmara Municipal de Campo Maior, em articulação com o seu Posto de turismo, gostaria de partilhar toda esta riqueza convosco, através de visitas guiadas pelas riquezas do Nosso Belo Concelho.
Propômos-lhe alguns itinerários de visita aos principais pontos de interesse da Vila de Campo Maior, podendo-se sempre realizar um itinerário à medida, consoante os vossos objectivos e locais de maior interesse.
Assim, se desejarem realizar futuras visitas ao nosso concelho, teremos todo o gosto em vos receber, disponibilzando os técnicos ao serviço da Autarquia para vos acompanhar durante todo o itinerário definido.
A marcação das visitas deverá ser realizada através do Posto de Turismo, disponibilizando-nos ainda para prestar todos os esclarecimentos necessários acerca deste assunto.
Para tal, pode ser usado o telefone 268689413 ou o email [email protected]

Lagar Museu do Palácio Visconde d'Olivã
Inaugurado em 25 de Abril de 2005, o Lagar-Museu do Palácio Visconde d’Olivã é o mais recente espaço museológico de Campo Maior.
Inteiramente dedicado à olivicultura, uma das actividades agrícolas mais importantes do concelho, o museu está instalado no antigo lagar de azeite do Palácio do Visconde d’Olivã, um edifício de inestimável valor patrimonial e histórico, que a Autarquia tem vindo a recuperar.
Estruturado para funcionar como um espaço único, o museu apresenta, no entanto, áreas distintas. Partindo do seu núcleo, onde é recriado um lagar de azeite e todo o seu funcionamento, o visitante tem ainda acesso a uma sala multimédia, à zona de etnografia e à de exposições temporárias.
Promover a Olivicultura e Campo Maior, enquanto concelho com grandes tradições nesta área, é o principal objectivo do Lagar-Museu.
Por outro lado, ao criar este espaço, a Câmara Municipal de Campo Maior teve a preocupação de lhe imprimir uma forte componente pedagógica, de forma a poder transmitir ao público todo o processo que vai desde o cuidar do olival e a apanha da azeitona, até à sua transformação final em azeite.
ENTRADA GRATUITA

 

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Concelho de Castelo de Vide

Monumentos


Antigos Paços do Concelho
É uma casa do séc XV, conhecida por Casa da Câmara. Está situada dentro do recinto do Burgo Medieval. Esta casa é de uma grande simplicidade, a entrada faz-se por uma pequena escada exterior em granito, tem uma só janela e está assente sobre um arco ogival com aparelhagem de granito talhado.


Castelo
Feitas e desfeitas as fortificações medievais ao longo do séc. XIII, ao sabor dos interesses senhoriais que quase sempre, brigavam com os interesses da coroa e também com os da população, que preferia ter como senhor o longínquo rei, levanta-se definitivamente o castelo, por iniciativa de D. Dinis, concluindo-se já no reinado de seu filho, Afonso IV, em 1327. Foi assim que Vide passou a Castelo de Vide. O castelo situa-se no canto S das fortificações medievais, que integram o primitivo burgo, constituindo as suas muralhas o prolongamento das da cerca urbana.
Os muros desenham um polígono ligeiramente trapezoidal que apresenta a Torre de Menagem, de secção rectangular, no ângulo S, e, no tramo NO um cubelo que flanqueava o ângulo N do primitivo pátio.
Desaparecida a antiga muralha do tramo NE do pátio, a que agora o conforma por esse lado corresponde à da antiga barbacã nesse sector, apresentado ainda o poço que aparece desenhado na planta de Duarte D´Armas. Entre este poço e o cubelo que lhe está adjacente, abre-se a antiga porta, de arco quebrado, a dar para a antiga barbacã desse lado, entretanto desaparecida.
A entrada para o castelo faz-se pelo tramo SE, com barbacã, através de porta em arco quebrado que dá acesso a um túnel que desemboca no pátio.

A Torre de Menagem, maciça até ao nível do adarve, apresenta uma sala de planta octogonal com aljube cilíndrico descentrado, grandes janelas rectangulares e oito pilares, com base e capitel, de que arrancam as nervuras, de secção rectangular chanfrada, que fecham o tecto em arcos redondos.
A cerca urbana desenha um polígono grosseiramente pentagonal com inflexões da muralha na zona O. As Portas da Vila, desalinhadas e em arcos quebrados, situam-se a SE, dando acesso à Rua Direita. Esta atravessa o velho burgo para sair no tramo oposto pelas Portas de São Pedro, também desalinhadas mas em arcos redondos. Uma rua perpendicular a esta dá acesso a duas portas secundárias, com arcos redondos, que se encontram emparedadas nos tramos SO e NE; este último tramo é flanqueado por dois cubelos. Os materias básicos visíveis, empregues em todas as fortificações, são a pedra (quartzito e granito), o tijolo, a argamassa de cal e a terra.
A Torre de Menagem apresentou-se esventrada durante muitos anos em resultado da explosão que a mutilou no ano de 1705, quando os espanhóis a ocuparam. Mais tarde com o terramoto de 1755 voltou a sofrer danos.
Após várias intervenções, as obras de reconstrução da torre, foram dadas como concluídas em 1978.
Está protegido como Monumento Nacional desde o Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910.



Edifício dos Paços do Concelho
Edifício do séc. XVII. As suas obras iniciaram-se em 1569 e concluíram-se em 1692. A torre do relógio foi construída um pouco mais tarde, em 1721.
Num estilo similar ao do solar minhoto, este edifício tem duas escadarias e janelas de sacada no andar superior. O acesso ao seu interior é feito lateralmente por dois arcos de berço, sendo as portas em ferro forjado. Já no átrio no lintel da porta de entrada encontramos as armas de Portugal. O Salão Nobre foi restaurado pelo Mestre Ventura Porfírio. Tem duas pinturas murais: uma representa uma paisagem bucólica da vila, a outra é representativa da II Guerra Mundial onde figura a pintura “O Grito” de Münch. No tecto encontramos a representação das quatro freguesias castelovidenses.
No Salão Nobre também se encontram expostas as “varas de mando” utilizadas pelos antigos vereadores.



Casa de Matos
Esta casa foi onde o Rei Lavrador, em 1282, recebeu os embaixadores de Aragão, que vieram ratificar o contracto de casamento de El-Rei D. Dinis com a princesa aragonesa D. Isabel.
Fica situada dentro do burgo medieval, na Rua Direita do castelo.


Estátua de D. Pedro V
Está erguida sobre um alvíssimo pedestal a estátua de D. Pedro V, destinada a assinalar a visita que o Rei fizera a Castelo de Vide, no dia 7 de Outubro de 1861, cerca de um mês antes de morrer, perpetuando deste modo a memória de um rei que apelidou Castelo de Vide de "Sintra do Alentejo". O monarca fora recebido na região com provas de grande estima por parte da população, e a notícia do seu falecimento causou grande consternação.
A iniciativa levou algum tempo a concretizar-se. Em 1863, Victor Bastos foi contratado para a construção da estátua, que somente foi concluída em 1866. É em mármore de Estremoz e foi obra do artista Manuel das Dores. Foi inaugurada em 29 de Setembro de 1873. Situa-se no centro Praça D. Pedro V.


Forte de S. Roque
O Forte de S. Roque é um exemplo de arquitectura militar moderna abaluartada, constituído por quatro baluartes dispostos nos vértices de polígono interno que forma um rectângulo com porta de acesso a NW.
Foi mandado edificar por Manuel Azevedo Fortes entre 1705-1710, governador da Praça de Castelo de Vide.
Esta construção é feita em alvenaria de pedra à fiada com argamassa de cal, escarpada do lado exterior e com terraplenos do lado interior. Os baluartes são pontiagudos com guaritas em tijolo maciço e rebocadas. Os materiais usados são: a pedra (granito), tijolo, cal, cal hidráulica, areia e terra. O Forte de S. Roque, assim como toda a fortificação de Castelo de Vide foram alvo de várias intervenções, a última das quais em 2002.


Judiaria
Leis decretadas por alguns monarcas lusitanos no sentido de se criarem "Ghettos" próprios, onde só vivessem judeus, levou ao aparecimento de bairros, igualmente conhecidos pelo nome de "Judiarias".
Foi no séc XIV, que D. Pedro I aforava a Mestre Lourenço seu físico, provalmente judeu, uma terra em Castelo de Vide, sendo vários os documentos datados do século XV que testemunham a existência da comunidade judaica da vila.
Em Castelo de Vide a Judiaria desenvolveu-se na encosta da vila virada a nascente. Ainda que estabelecido numa das zonas mais acidentadas, o bairro era atravessado por um eixo fundamental de comunicação do castelo com o exterior e vice-versa. Da presença judaica em Castelo de Vide restam alguns testemunhos materiais em que assume especial relevância o edifício onde se julga ter funcionado a Sinagoga Medieval. Outros edifícios da Rua da Judiaria, da Rua da Fonte ou da Ruinha da Judiaria mostram ainda o que resta da tradição milenar judaica de marcar a sua fé nas ombreiras das portas.
O estabelecimento da Inquisição e a publicação do Édito de Expulsão dos judeus dos reinos de Espanha por Fernando e Isabel, os reis católicos, contribuíram para o crescimento da judiaria de Castelo de Vide que mantém na toponímia das suas ruas o testemunho da presença judaica, mas também o da perseguição do Santo Ofício aos cristão-novos.




Monumento a Salgueiro Maia
Data de 1994 o monumento de homenagem ao Cap. Salgueiro Maia, aquando da comemoração dos 20 anos do 25 de Abril.
Quiseram os parlamentares socialistas que essa homenagem ficasse perpetuada com o descerramento de um monumento evocativo porque as palavras por muito bonitas e eloquentes ouvem-se e esquecem-se, mas as pedras permanecem através dos séculos.
Escolheu o Grupo Parlamentar a escultora Clara Menéres, para elaborar a peça escultórica, tendo sido escolhido o mármore branco não só para contrastar com a cor escura das muralhas do castelo, mas também para simbolizar a delicadeza e a firmeza de Salgueiro Maia. Presidia à Câmara Municipal o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário.
Este monumento encontra-se encastrado na muralha do lado esquerdo à entrada do castelo.

Monumento de homenagem a Mouzinho da Silveira
Data de 28 de Dezembro de 1980 o monumento de homenagem do Município a Mouzinho da Silveira, ilustre estadista e filho de Castelo de Vide. Trata-se de um padrão comemorativo do bicentenário do seu nascimento (1780-1980). De autoria do escultor Fernando Fonseca, colocado num pedestal de rocha tosca da região, ladeado por uma giesta, que evidência a sua simplicidade e apego à terra natal, segundo proposta de Mestre Ventura Porfírio e do Arquitecto João Lino. Presidia à edilidade, Carolino Pina Tapadejo.
Este monumento encontra-se no Jardim Gonçalo Eanes de Abreu, mais conhecido por "Jardim Pequeno".


Portas Medievais
As portas medievais encontram-se em quase todas as ruas da fortaleza e do arrabalde, sendo o maior número na Judiaria e Rua de Santa Maria. Se algumas são simples portas ogivais, sem qualquer decoração, muitas apresentam-se decoradas tanto ao nível das ogivas, como das impostas e ombreiras.
Como elementos decorativos são empregues as esferas, toros e caneluras, conjuntamente com arestas vivas e motivos vegetais. O peixe aparece numa única porta do séc. XVI (Rua Nova), mas também há estilizações do Sol e das estrelas (Penedo). A maioria dos arcos em ogiva pertence ao séc. XIV e XV e o seu número total de sessenta e três.

Igreja de Santa Maria da Devesa
Esta igreja é a Matriz. A sua construção teve início em 1789, no local onde existiria uma pequena capela, fundada em 1311 por Lourenço Pires e sua mulher. Concluí-se por volta de 1873. É um templo vastíssimo, porventura o maior do Alto Alentejo.

A igreja de Santa Maria da Devesa está situada no extremo Oeste da Praça D. Pedro V. O edifício orienta-se para Sul, serve-lhe de acesso um lanço de escadarias, deitando para um adro vedado por gradeamento de ferro, com pilastras de granito, o qual contorna todo o monumento pelo lado Sul.
Esta igreja é constituída por um conjunto de sete volumes: nave, capela-mor, transepto, duas torres sineiras e duas sacristias.
A nave é rectangular, todo o espaço interno está dividido em quatro tramos, separados por pilastras pintadas. O tecto é em abóbada de berço, também dividida em tramos por arcos torais. No primeiro tramo junto á entrada principal, ergue-se o coro, no sub-coro o tecto é em abóbada de arestas.
A capela-mor é rectangular, o tecto é em abóbada de berço que assenta sobre a cornija que é a continuação da nave e do transepto, nas paredes Este e Oeste, abre-se uma porta de acesso às sacristias. Na do lado Norte eleva-se o altar. Ao centro do qual rasga-se o vão de volta perfeita que contém a imagem de Jesus Crucificado. Está enquadrada entre quatro pilastras (duas de cada lado) pintadas, assentes sobre bases rectangulares e coroadas por capitéis decorados, onde assenta uma cornija que é a base de um frontão circular decorado e pintado em estilo barroco. O tecto é em abóbada de berço decorado.
A fachada principal é voltada a Sul e ladeada pelos corpos, de planta quadrada de duas torres sineiras, contendo cada uma quatro janelões de torres de volta perfeita, com sinos, separadas por pilastras formadas por blocos rectangulares de granito.
Ao centro abre-se a porta principal, o dintel é de granito decorado em estilo barroco, em arco abatido, coroado por cabeça de anjo com asas abertas, sobre uma pequena cornija. Ladeando a porta, erguem-se duas colunas de granito, de fuste canelado, que se eleva até à altura do dintel, onde termina com capitéis coríntios. Imediatamente acima da cornija abre-se uma porta com balaustrada de ferro. Todo este conjunto é coroado por uma espécie de brasão com decoração barroca.




Igreja de Santo Amaro

A ermida construiu-se nuns terrenos dos arrabaldes que desciam até à Fonte da Vila, no séc. XIV, hoje rua de Santo Amaro. Mais tarde passou para o domínio da Misericórdia de Castelo de Vide, a quem a Câmara, em 1534, concedeu o terreno maninho que existia à sua volta, para ali construir as casas para tratamento de enfermos necessitados. A data de 1777 que está inscrita na porta principal da igreja deve assinalar o ano em que a ermida sofreu largas e importantes obras que a tornaram na igreja anexa ao hospital da Misericórdia.
A actual igreja de Santo Amaro é uma verdadeira jóia única da pureza do barroco no Alto Alentejo.
Tudo neste templo é dignidade equilibrada cheia de grandeza. Todos os ornatos se integram neste todo. Muito proporcionada no seu conjunto: nave, altar-mor e sacristia é um dos mais bonitos templos de Castelo de Vide. Possui ainda no altar-mor preciosas imagens.

Igreja de São João
Esta igreja foi construída no séc. XIV, sem dúvida nenhuma, é esta uma das igrejas mais antigas de Castelo de Vide.
Sede de uma das freguesias da vila, sabe-se dela que pertenceu à Ordem de Malta e era Comenda das Freiras da mesma ordem de Estremoz que passam por ter sido as fundadoras da Igreja.
A Igreja de S. João está situada entre Largo C. Salgueiro Maia e o Largo João José Le Cocq.
È constituída por quatro volumes: nave, capela-mor, sacristia e torre sineira.
A nave é rectangular, o tecto é de madeira, de forma trapezoidal. A entrada principal comunica com a nave e faz-se por uma porta que está a um nível superior à plataforma exterior que se ergue a cerca de 5 m acima do nível da rua. A porta é formada por ombreiras e dintel rectos. Lateralmente enquadram-se duas pilastras que terminam em capitel sobre o qual assenta um álamo de que arranca em frontão interrompido. Acima do dintel duplo decorado rasga-se um janelão de arco abaulado, coroado por um frontão, cujo vértice superior é encimado por decoração em ramagens estilizadas, sobrepujadas por um óculo.
A capela-mor é rectangular e a cobertura é em abóbada de berço que arranca de uma pequena cornija.
O pavimento, a meio é sobre-elevado na altura de três degraus, na parede Este abre-se uma porta de acesso à torre sineira e na parede Oeste abre-se a porta de acesso à sacristia. Para Norte ergue-se o altar-mor.

 

 

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Concelho de Crato
O Crato é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 1 800 habitantes.
É sede de um município com 388,03 km² de área e 3 835 habitantes (2006) [1], subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a nordeste pelos municípios de Gavião, Nisa e Castelo de Vide, a leste por Portalegre, a sueste por Monforte e a sudoeste por Alter do Chão e Ponte de Sor.
No Crato esteve instalada (desde 1340) a sede da Ordem do Hospital (ou Ordem de Malta) em Portugal, conhecida como Priorado do Crato. O cargo de Prior do Crato corresponde ao chefe deste Priorado; este era um cargo muito prestigiado e disputado. Fazendo jus à história da vila ainda hoje todos os cavaleiros portugueses da Ordem de Malta são investidos no Crato. (in Wikipedia)
Crato


MUSEU MUNICIPAL DO CRATO
Instalado num edifício Barroco situado na zona histórica da vila, o Museu Municipal do Crato convida a uma visita ao passado histórico do concelho do Crato num percurso que tem início nos vestígios das primeiras ocupações pré-históricas terminando numa abordagem da vida económica e social do Crato, em meados do séc. XX.O edifício setecentista, que sofreu profundas obras de restauro e de ampliação, apresenta a sua estrutura primitiva, ao que corresponde a uma exposição permanente da colecção do Museu. Toda a zona de reservas assim como a galeria de exposições temporárias, cafetaria, sala de trabalho e auditório correspondem à parte ampliada do imóvel.Este Museu foi pensado a partir do conjunto de peças então identificadas e os seus conteúdos distribuem-se por seis núcleos temáticos (Megalitismo; Ocupação Romana; Mosteiro de Flor da Rosa; Ordem de Malta; Agricultura e Indústria e Reservas), havendo ainda a enriquecer o percurso expositivo, alguns espaços já existentes no palácio dos quais destacamos a notável capela.

(mais informação em breve)

 

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Concelho de Elvas
Elvas é… já ali!

Elvas é um Concelho localizado no sul do Distrito de Portalegre, limitado pelo Distrito de Évora e Espanha, com 630 quilómetros quadrados de área, 25 mil habitantes e 11 Freguesias.

Os acessos a Elvas são excelentes, os mais importantes por auto-estrada: Portalegre (60 km), Évora (90 km), Setúbal (175 km), Lisboa (215 km), Coimbra (250 km), Porto (360 km), Badajoz (10 km), Mérida (80 km), Cáceres (100 km), Sevilha (210 km), Madrid (415 km) e Barcelona (1050 km). A Cidade apresenta, assim, uma invejável localização, muito atractiva para a instalação de novas empresas.

Ainda que a sua geografia alentejana não engane, o Concelho de Elvas tem dois excelentes planos de água, nas barragens do Caia e Alqueva. Por isso, as ocupações náuticas e a pesca são ofertas aliciantes, para além da caça.

A restauração do Concelho tem uma lotação de cinco mil pessoas sentadas à mesa, enquanto o hotelaria tem uma capacidade de mil camas. A variada e gostosa gastronomia do Alentejo pode ser encontrada nos restaurantes do Concelho, onde a presença de peixe e marisco frescos e de qualidade atraem inúmeros visitantes.

A Cidade tem inúmeros equipamentos culturais, salientando-se o Coliseu José Rondão Almeida (6500 lugares) e quatro Museus: de Arte Contemporânea, de Arte Sacra, Militar e da Fotografia. A monumentalidade de Elvas é muito valiosa: Aqueduto da Amoreira, Fortes da Graça e de Santa Luzia, Muralhas Seiscentistas, Castelo, Igrejas e património militar edificado são os expoentes de uma visita turística aconselhável.

 

Percursos Turísticos (Cidade)

Praça 25 Abril
Entrada do centro histórico pelo viaduto. Tem ao centro fonte do séc. XVII inicialmente estava no Largo da Misericórdia. Chamou-se Largo do Chafariz de Fora, Praça Fontes Pereira de Mello, Praça Salazar.

Av. Garcia da Orta
Recebeu o nome em honra do famoso naturalista que nasceu na cidade. Antes era simplesmente chamado de Muralha do Assento.

Portas de Olivença
Fazem parte da muralha seiscentista. O nome indica a direcção do caminho para Olivença. Actualmente existem ainda as Portas de São Vicente e da Esquina.

Rua de Olivença
A rua é assim conhecida desde a construção da muralha fernandina. Ao fundo ficava a Porta de Olivença (destruída em grande parte no séc. XVII). Actualmente existe a Porta de Olivença da muralha seiscentista. Conhecida em 1543 como a melhor rua d’Elvas pelo viajante arcebispo de Lisboa D. Fernando de Menezes.

Rua da Carreira
O topónimo Carreira remonta a finais do séc. XV como Carreiras dos Cavallos. Nesta rua faziam-se corridas e respectivas apostas dos cavaleiros da cidade quando ainda era um pequeno largo. No início do séc. XX foi chamada Rua da Princeza D. Amélia em homenagem a esta quando visitou a cidade. Aqui se situava a Igreja de Nossa Senhora dos Bem Casados (actual Banco Nacional Ultramarino).

Praça da Republica
É o centro de todo o centro histórico elvense. Nela se encontram a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé), casas apalaçadas com vários séculos de existência. Quando foi elevada a cidade no reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando a cidade a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior cidade do país no final do séc. XVI. Uma das obras efectuadas foi a abertura da Praça Nova depois da construção da Sé. A partir daí a Praça Nova ganha importância e passa a ser o centro de vida da cidade. Em 1886 passa a chamar-se Praça do Príncipe D. Carlos e em 1910 passa a Praça da Republica e é hoje um local de passagem obrigatória para o turista.

Rua dos Quartéis
Rua aberta em 1580 para a entrada de D. Filipe I de Portugal que ficaria a viver em Elvas alguns meses, tendo então o nome de Rua Nova de São Martinho, nome que lhe foi mudado para Rua Nova do Castelo, por conduzir ao castelo. Em 1655 e 1656 são aí construídos vários quartéis para albergar os milhares de soldados que já se encontravam na cidade. É então que adquire o nome actual. Os quartéis foram demolidos por se encontrarem devolutos e em total ruína há cerca de 100 anos.

Portas da Esquina
Fazem parte da muralha seiscentista. Também designada Porta da Conceição (por cima situa-se a Capelinha de Nossa Senhora da Conceição) e antigamente Porta dos Enforcados.

Santuário do Senhor Jesus da Piedade
É o centro de uma das maiores romarias do Alentejo, a Feira de São Mateus (entre 20 e 30 Setembro). Erguido em 1737. Conta a lenda que em 1736, o Padre Manuel Antunes pároco de Elvas quando passeava de mula por ali caiu duas vezes ficando bastante abalado. Com dificuldade dirigiu-se a um Cruzeiro de madeira que aí havia no sítio da Saúde (local onde antes morrera o lavrador da Torre das Arcas). Na sua oração, fez a promessa de aí mandar rezar uma missa e pintar a cruz. A promessa foi cumprida após as suas melhoras. Um ano depois no dia de Reis e já com muita gente a assistir recolocou-se a cruz começando o sítio a ser invocação do Senhor Jesus da Piedade. Aumentando a devoção popular construiu-se um nicho para a imagem e mais tarde uma ermida. Organizadas festas e romarias houve necessidade de um templo maior (o actual).

Forte de Santa Luzia
Situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400 metros da Porta de Olivença onde existia uma ermida de Santa Luzia. Começou a ser construído em 1641 e foi concluído em 1687. O forte forma um quadrado de 150 metros e é constituído por diversos baluartes, revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um fortim do qual se eleva a casa do governador. A porta principal para o segundo plano da fortaleza é bem característica do séc. XVIII passando-se por uma porta levadiça. Sobre a porta encontra-se uma lápide onde se sobrepõe o escudo das armas portuguesas. Tal como o Forte da Graça e os restantes fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva da cidade.

Forte da Graça
No alto do monte onde, desde 1482 existiu uma ermida de Nossa Senhora da Graça, fundada pela bisavó de Vasco da Gama, foi considerado fundamental para que se fechasse o circuito defensivo da praça de Elvas. O próprio conde Lippe se encarregou de conceber o forte que começou a ser construído em 1763. A eficácia deste forte, que comportava cerca de 80 bocas de fogo e que era considerado inexpugnável, requeria, para sua defesa 1000 a 1200 soldados de infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros. Poços a circundar a fortificação e galerias subterrâneas, conduzindo algumas para fora da fortaleza, são alguns dos elementos com que estão dotados os complexos sistemas de defesa que foram concebidos e se encontram no Forte de Lippe. É na realidade uma obra-prima, considerado um expoente máximo da arquitectura militar do séc. XVIII. Chegou a afirmar-se que a arte de fortificar se esgotou aqui completamente.

Padrão da Batalha das Linhas de Elvas
No séc. XVII, Elvas vai ser mais uma vez local de confrontos entre Espanha e Portugal. Depois de ganha a Restauração em 1640, o nosso país esperava uma invasão castelhana. A nova Elvas fortificada estava agora preparada para a guerra. Em 1657 o exército inimigo faz perdas consideráveis aos habitantes de Elvas, Vila Viçosa e Monsaraz. Depois de várias investidas em Badajoz o exército português é obrigado a retirar. A 22 de Outubro de 1658 Elvas está sitiada por D. Luiz de Haro. André de Albuquerque e Affonso Furtado dirigem-se para Estremoz para organizar um exército de socorro. A fome e o desespero invadiam a população, os feridos eram aos milhares. O cerco continuava. No dia 11 de Janeiro de 1659 sai de Estremoz o reforço à praça elvense, composto por 8 000 infantes divididos em 16 esquadrões, comandados pelos generais de cavalaria André de Albuquerque e de Infantaria Rodrigo de Castro e o Conde Mesquitela. Na manhã de 14 de Janeiro de 1659 a batalha começa, a luta durou muitas horas até serem cortadas as linhas e derrotado o inimigo. A vitória portuguesa impediu o avanço das tropas espanholas pelo território português. No local da Batalha das Linhas de Elvas foi erguido de seguida, ainda em 1659, um padrão em honra aos que nela combateram e morreram.

Aqueduto
O Aqueduto da Amoreira aparece-nos sempre, em parceria com as fortificações, como o grande símbolo de Elvas. A sua construção deveu-se aos problemas de abastecimento de água que a cidade há muito padecia. É uma obra com 7054 metros da amoreira até à muralha, percorre depois 450 metros até à fonte da vila, no Largo da Misericórdia onde a água jorrou pela primeira vez em 1622. Os 1113 metros que leva a percorrer o vale de S. Francisco são efectivamente de grande beleza. Quatro ordens de arcos com 31 metros de altura, suportados por contrafortes e gigantes de várias formas. Chega a ter galerias subterrâneas a passar pelos 6 metros de profundidade. Tem em todo o seu percurso 843 arcos. A seguir a Francisco de Arruda a direcção das obras passou por Afonso Álvares, Diogo Marques e Pêro Vaz Pereira. Foi uma obra onerosa e demorada. Desde o “real d’água” até à multa de 10 cruzados para quem faltasse à procissão do Corpo de Deus, tudo revertia para a obra.Os elvenses tudo fizeram para a concluir.

Largo da Misericórdia
Nela se situa a Igreja da Misericórdia e parte do prédio da Santa Casa da Misericórdia de Elvas com cerca de 500 anos, tal como um passo dos cinco existentes na cidade. Daqui foi retirada a Fonte Da Misericórdia hoje existente na Praça 25 de Abril. O nome provém da Santa Casa da Misericórdia aí existente desde o séc. XVI. Também se chamou Largo de António José de Carvalho.

Rua de São Francisco
Assim chamada por que ao fundo da rua havia na fortificação fernandina a Porta de São Francisco e uma pequena ermida com a imagem deste santo. Chamou-se Rua da Corredoura, Rua do Bom Sangue, Rua da Porta do Bispo, Rua João Fangueiro, Rua dos Fangueiros, Rua André Lopes Garro, Rua de António Valladares ou Rua de Francisco Zagallo.

 

Veja mais informação Câmara Municipal de Elvas

 

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Concelho de Fronteira
Locais a Visitar

Fronteira

Igreja da Misericórdia

Igreja do Senhor dos Mártires

Igreja Matriz

Monumento à Batalha dos Atoleiros

Observatório Astronómico

Pelourinho

Solares Barrocos

Torre do Relógio

Cabeço de Vide

Capela da Misericórdia

Capela de Nossa Senhora dos Anjos

Capela do Calvário

Casa de Artes e Ofícios

Cruzeiros de Santa Cruz e do Espírito Santo

Edifício dos Antigos Paços do Concelho

Fontes Nova, Zambujo, Bica e Borbolegão

Forca das Justiças

Fortaleza e Muralha

Igreja Matriz

Pelourinho

Termas da Súlfurea

A presença humana está assinalada nos territórios de Fronteira desde há mais de 10 mil anos.

Quanto à povoação, a mesma terá sido fundada no reinado de D.Dinis, havendo o registo de que em 1236 a igreja de Fronteira ou Frontaria fica na posse da diocese de Évora. Em carta régia de 1424 Fronteira é agraciada com vários privilégios e em 1512 D. Manuel I dá-lhe foral.

Quanto ao topónimo não há certezas e são apontadas pelo menos três hipóteses. Uma delas invoca a possibilidade de Fronteira ter sido edificada sobre a linha divisória ou fronteira entre os territórios ainda ocupados pelos muçulmanos, a sul, e os recentemente reconquistados pelos cristãos, a norte. Outra versão é a de que a vila foi primeiramente erguida no Outeiro da Vila Velha (e haveria um forte no outeiro de São Miguel) de onde, por razões de salubridade, teria sido transferida para a actual localização no reinado de D.Dinis. Fernando Pina aponta ainda "uma terceira versão, mais erudita, defendida pela investigadora francesa Rosa Plana-Mallart", em que faz recuar a fundação à época romana e o topónimo ao facto de a sua localização se situar no limite - fronteira - da administração dos territoria das civitates romanas de Ebora (Évora) e Ammaia.

Possivelmente nenhuma destas hipóteses estará certa, ou totalmente certa. O castelo, de que há escassos vestígios, marcou uma época e um estatuto para a vila e está ligado intimamente a um episódio maior da história de Portugal e de Fronteira, a Batalha dos Atoleiros.

...Depois de séculos em que integrou apenas as freguesias de Nossa Senhora da Atalaia de Fronteira e de São Saturnino, ao longo do século XIX o concelho de Fronteira contou com múltiplas alterações, integrou freguesias dos concelhos de Estremoz, de Monforte e de Sousel, com significativas mudanças sucessivas e que incluíram ainda a extinção do próprio concelho de Fronteira (em 1867), integrado no de Alter do Chão, mas logo restaurado (1868).

Em 1855 foram extintos os concelhos de Veiros e Sousel, anexando as suas freguesias ao de Fronteira, que desse modo passou a compreender, para além das freguesias de Nossa Senhora da Atalaia e de São Saturnino, as freguesias de São Bento de Ana Loura, Santo Aleixo, São Pedro de Almuro, Rei Salvador, Santo Amaro, Nossa Senhora da Graça de Casa Branca, Nossa Senhora da Graça de Cano, Nossa Senhora da Graça de Sousel e São João da Ribeira.

Em 1863 é restaurado o concelho de Sousel. Depois em 1869 é desanexada a freguesia de São Bento de Ana Loura e em 1871 a de Santo Aleixo, em 1872 foram desanexadas as freguesias de Rei Salvador e São Pedro de Almuro, voltando Fronteira a conter apenas as suas freguesias primitiva de Nossa Senhora da Atalaia e de São Saturnino, acrescidas da de Santo Amaro.
Depois Fronteira vem ainda a receber as freguesias de Vaiamonte e novamente São Pedro de Almuro que voltam a ser desanexada em 1898 para integrar o concelho de Monforte.

Finalmente já em pleno século XX, por decreto de 21 de Dezembro de 1932, Santo Amaro passa a integrar o concelho de Sousel e o de Fronteira integra a freguesia de Nossa Senhora das Candeias, antigo concelho de Cabeço de Vide extinto em 1855 e então integrado no de Alter do Chão.

(fonte: "Fronteira, subsídios para uma monografia", de Fernando Correia Pina, 2001)

 

 

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Concelho de Gavião
O concelho de Gavião, pertence ao distrito de Portalegre, está situado no Norte Alentejano, na confluência do Alentejo com o Ribatejo e a Beira Interior, partilhando, com estas duas províncias, o Rio Tejo.
Localiza-se no Centro do País, estando limitado a Norte pelo concelho de Mação, a sul pelos concelhos de Crato e Ponte de Sôr, poente pelo concelho de Abrantes e a nascente pelo concelho de Nisa.
Ocupa uma superfície de 293,547Km2 os quais se distribuem pelas suas cinco freguesias: Gavião (57,85Km2), Atalaia (19,35Km2), Belver (69,71Km2), Comenda (89,85Km2), e Margem (56,79Km2).

O Concelho

GAVIÃO NA HISTÓRIA

Ao que consta, a freguesia de Gavião já seria povoada na época dos romanos, por ser terra fértil e pela sua situação numa extensa campina, pois alguns elementos arqueológicos desse período parecem indicar essa conclusão, sendo que alguns autores referem mesmo que aqui terá existido a antiga cidade de Fraginum ou Fraxinum, em contradição a outros que afirmam ser a Fraginum a vila de Alpalhão
Foi no período tardo-medieval uma das doze vilas do priorado do Crato
O seu povoamento terá começado por volta do século XII, quando o território estava incluído no termo de Guidintesta, uma vasta região compreendida entre os rios Tejo e Zêzere, doada por D. Sancho I à ordem dos freires-cavaleiros de S. João do Hospital com o intuito da salvaguarda do território das investidas muçulmanas
Ao contrário de outras povoações, Gavião foi aumentando a sua importância com o decorrer dos séculos, como demonstra o Foral de 23 de Novembro de 1519, durante o reinado de D. Manuel I, que instituiu a vila e, por arrastamento dotou-a de todos os privilégios e direitos inerentes à categoria de concelho
Ao longo dos tempos, a vida no concelho de Gavião decorreu com a regularidade permitida pelo seu afastamento dos grandes centros, embora aqui e além sentido os estrondos das crises e os fervores nacionalistas da época moderna que aqui chegavam tardiamente e um pouco esfumados
O concelho foi suprimido entre 26 de Novembro de 1895 e 13 de Janeiro de 1898, na sequência de uma reforma administrativa do País. As suas freguesias passaram então para o concelho de Nisa, à excepção de Comenda, que transitou para o concelho do Crato. A restauração do concelho, em 1898, foi feita num movimento a que muito elucidativamente se designou de contra-reforma administrativa, recebendo Gavião, nesta altura, a freguesia de Belver, que até aqui estivera em Mação
Em termos patrimoniais, "a paisagem é o principal monumento desta vila histórica", como referiu António Nabais em "Viagens na Nossa Terra"
Gavião é um concelho essencialmente agrícola agora e como sempre. A sua população mantém muitos dos traços rurais que fizeram a sua história e etnografia. O artesanato aí está a prová-lo, bem como uma gastronomia regional rica, variada e saborosa
A bandeira, armas e selo que constituem a heráldica de Gavião são os seguintes, segundo o parecer da Associação dos Arqueólogos Portugueses: Bandeira esquartelada de amarelo e verde, coroa e borlas de ouro e verde, lança e haste douradas. Armas - De negro, com uma cruz da ordem de S. João do Hospital ou cruz de Malta de prata carregada no cruzamento por um gavião de sua cor, voando, acompanhado por um ramo de oliveira de verde furtado de ouro e por um ramo de sobreiro de verde landado de ouro, atados de vermelho em ponta, juntamente com um cacho de uvas de prata realçado de purpura, folhado e truncado de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Gavião" a negro. Selo circular, tendo ao centro as peças das armas e em volta, dentro de círculos concêntricos. Os dizeres "Câmara Municipal do Gavião"
Duas últimas palavras nesta breve resenha histórica de/e sobre o Gavião para as figuras célebres de Mouzinho da Silveira, o célebre legislador português, sepultado por desejo testamentado no cemitério da freguesia de Margem deste concelho ("...são gentes agradecidas e boas, e gosto agora da ideia de estar cercado, quando morto, de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecida"), e de Eusébio Leão, um dos paladinos e deputado da República em Portugal, natural e digno filho da nossa terra.

 

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Concelho de Marvão

A História


A utilização dos rochedos de Marvão para refúgio de povoações assoladas por povos invasores, como atalaia ou como ponto estratégico em termos estritamente militares, datará, pelo menos, do período romano. Podemos referir os seguintes factos históricos cabalmente documentados:

As Origens

Foral


Período Romano e Alta Idade Média
Se no séc. X, o que é hoje Marvão, era identificado pelo historiador cordovês Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, por Fortaleza de Amaia e por Fortaleza de Amaia-o-Monte, entre outras designações, tal facto levanta a hipótese de que existiria fortificação no topo do monte que teria servido a cidade de Ammaia, fundada no séc. I, durante a sua existência.


Período Árabe - séc. IX
No séc. X, Marvão era identificada, pelo historiador cordovês acima referido e para além das designações já aludidas, por Monte de Amaia e por Amaia de Ibn Maruán. Ibn Maruán, de seu nome completo 'Abd ar-Rah.ma:n Ibn Marwa:n Ibn Yu:nus al-Jillí:qi (Ab-derramão filho de Marvão filho de Iúnece - i. e. Johannes-João - o Galego), era um muladi de nobre estirpe emeritense que se celebrizou no último quartel do séc. IX como rebelde e caudilho de guerra contra o Emirato
de Córdova. A Fortaleza de Ammaia servia então como refúgio estratégico ao (re)fundador de Badajoz quando, nesta capital, se sentia ameaçado. Assim aconteceu no ano de 884 perante a aproximação das tropas do Emir Muhâmmad, ameaçando destruir a cidade e fugir para o seu Monte: Marvão.


Período da Reconquista - 1160/1166
Na sua campanha de 1160/1166, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, terá conquistado Marvão, embora não se saiba se definitivamente, tendo em conta a contra-ofensiva de Almansor, entre 1190/1191, até à linha do Tejo.

Foral de 1226
Em 1226, D. Sancho II atribui a Marvão o seu primeiro foral, um dos primeiros forais régios no Alentejo.


D. Dinis apodera-se de Marvão
A importância estratégica de Marvão - e de outros Castelos da raia - levam D. Dinis a disputa-lo a seu irmão D. Afonso, no ano de 1299, apoderando-se da fortificação.


Crise de 1383-1385
Tomada do Castelo por forças partidá-rias do Mestre de Avis sendo alcaide Fr. Pedro Álvaro Pereira, Prior do Crato, Fronteiro-mor do Alentejo e alcaide de Portalegre, após renhido combate que durou meio dia.

Guerra da Restauração, 1641-1668
A partir da restauração da independência, a velha fortificação medieval é reabilitada face às novas tecnologias de guerra, ficando abaluartada nas zonas sensíveis e transformando-se o Castelo na sua cidadela. No decorrer da guerra desempenha um importante papel na defesa do Alto Alentejo. Registaram-se dois ataques importantes à fortaleza: em 1641 e em 1648, este último sob o comando do Marquês de Lagañes.


Guerra da Sucessão de Espanha, 1704-1712
Após a queda de Castelo de Vide, a 24 de Junho de 1704, entregou-se a Praça de Marvão, sem batalha. Mais tarde, tendo a população, o governador francês dos paisanos mandou aprisionar a população, enforcar, para exemplo, alguns populares, e enviar outros sob prisão para Castela, incluindo os frades do Convento de Nossa Senhora da Estrela. A Praça foi posteriormente tomada pelo exército português comandado pelo Conde de São João. Frente ao Baluarte das Portas da Vila, distinguiu-se o ataque desferido pelo terço de infantaria portuguesa comandado pelo Conde de Coculim.


Guerra dos Sete Anos, 1756-1762
Em Novembro de 1762, Marvão sofreu um ataque surpresa por parte do exército espanhol, durante as últimas operações.


Testemunho da importância estratégica da Praça, 1796
Tenente Coronel Engenheiro, Tomás de Vila Nova e Sequeira: A posição que tem na linha da Fronteira a faz importante para a sua defesa, porque de Valência de Alcântara ou de Albuquerque para Portalegre, para o Crato, para Castelo de Vide e também para Ribatejo, não há outra estrada por onde se possa conduzir artilharia que a do Porto da Espada, que passa à vista da Praça no sítio a que chamam o Prado, e por ela também é que se pode levar artilharia contra a mesma Praça.


Guerra das Laranjas, 1801
A Praça de Marvão sofre vários ataques, resistindo sempre.


Guerras Peninsulares, 1807-1811
No dia 25 de Junho de 1808, a Praça, governada pelos franceses, sofre um assalto vitorioso por parte de um corpo de voluntários valencianos (Valência de Alcântara) chefiados por D. Mateus Monge. Os espanhóis foram instigados pelo destemido escrivão do geral da vila (ou Juís de Fora?) de Marvão, Joaquim António da Cruz, que se havia refugado em Espanha após uma sua tentativa, malograda, de sublevação da população. O assalto foi comandado pelo Tenente-Coronel espanhol D. Vicente Perez e pelo Tenente-Coronel graduado de milícias, D. Pedro de Magalhães, filho do arquitecto português Teodoro Magalhães.


Guerras Liberais, 1832-1834
Em Junho/Julho de 1833, a Praça de Marvão, comandada pelo miguelista Coronel Francisco da Silva Lobo, resiste às intimações de rendição feitas pela guerrilha constitucional, por sua vez comandada pelo antigo coronel do exército espanhol, D. Manuel Martini. Neste período, servia de refúgio, base de apoio logístico e ponto de partida para incursões em Espanha, aos carlistas que acompanhavam o infante espanhol, D. Carlos Maria Isidro (1788-1855). Decorria em Espanha a Primeira Guerra Carlista ou Guerra dos Sete Anos (1833-1839), sendo os carlistas comandados pelo brigadeiro D. Fernando Peñarola. Em 12 de Dezembro de 1833, é conquistada a Praça de Marvão pelas tropas liberais, reunidas sob a designação de Legião Patriótica do Alentejo, com ajuda de tropas espanholas e com a cumplicidade de elementos do interior da fortaleza. De Dezembro de 1833 a 26 de Março de 1834, Marvão é cercada pelas tropas miguelistas, sob o comando do Brigadeiro António José Doutel.
As tropas liberais, comandadas pelo General António Pinto Álvares Pereira, eram abastecidas a partir do território espanhol. Foram socorridas, a 22 de Março de 1834, por forças vindas de Espanha, comandadas pelo Tenente-General José Joaquim de Abreu. O cerco levantado a 26 de Março é referido em documento militar de 1861, de forma muito elogiosa e nos seguintes termos: A esta Praça está ligado um facto histórico que muito a honra; foi o memorável sítio que ela sustentou por uns poucos de meses em 1834, tornando-se, por este feito d'armas, o baluarte da liberdade na Província do Alentejo.

Guerra civil em consequência das rebeliões da Maria da Fonte (1846) e da Patuleia (1847)
Entre 23 e 25 de Julho de 1847, a praça foi ocupada pelo General espanhol, Concha.

FORTIFICAÇOES

Fortificação Medieval

O Castelo de Marvão foi uma fortificação estratégica de detenção, orientada para a fronteira, de que dista uns escassos 13 Km. Constituiu também um eficaz lugar de refúgio e um extraordinário ponto de observação e vigilância, já que dominava claramente a segunda via mais importante de penetração dos exércitos do país vizinho, a partir de Valência de Alcântara, numa vasta zona do Alto Alentejo que vai de Badajoz ao rio Tejo. A sua inserção estratégica é clara: faz parte da primeira linha de detenção, pós Tratado de Alcanizes, que vai, no actual Distrito de Portalegre, de Montalvão a Elvas.

O mais roqueiro dos castelos nacionais, constitui-se em dois recintos contíguos que, por questões defensivas, tiveram que abarcar toda a crista rochosa mais elevada.

Sobre a inacessibilidade da fortificação, é interessante a seguinte descrição do Prior Frei Miguel Viegas Bravo, nas Memórias Paroquiais de 1758:

É esta vila praça de armas, a mais inconquistável de todo o Reino; da parte do sul é inacessível, de tal sorte que só aos pássaros permite entrada, porque em todo o comprimento é contínuo, e continuado o despenhadeiro de vivos penhos em tanta altura, que as aves de mais elevados voos, dele de deixam ver pelas costas (...) o qual muro, serve mais para não deixar cair os de dentro, do que impedir a entrada aos de fora, e por isso em muitas partes é este muro baixo (...) que esta praça ou presídio não pode ter contra si em tempo Bélico mais que a falta de água.A cerca urbana ocupa a restante crista rochosa. Toda a fortificação é, obviamente, em relevo, em parte natural, com nítida preocupação pela impermeabilidade.

Fortificação de Transição

Junto ao Postigo do Torrejão (zona outrora conhecida por Baluarte do Torrejão e por Tenalha do Cubelo) existiu um elemento de transição hoje desaparecido.

Fortificação Abaluartada

Como quase todas as fortificações de primeira linha de detenção, metamorfoseou-se ao longo do tempo, procurando responder às novas tecnologias de guerra. A fortificação abaluartada veio então reforçar as entradas na cerca urbana - Portas de Ródão, Portas da Vila e Postigo do Torrejão - ao mesmo tempo que reforçou a defesa do Castelo na sua zona mais vulnerável: a continuação da crista para NO. Dadas as características orográficas do lugar, a defesa da fortificação só necessitaria cuidados num número reduzido de pontos. Assim se pensava, ainda em 1801:

Marvão é uma Praça fortíssima por natureza: construída sobre elevado e quase inacessíveis rochedos, reduz a sua defesa a pequeno número de pontos que devem ser postos em melhoramento, e cuidadosamente guardados, e que mediante uma ordinária, mas efectiva vigilância nos precisos lugares, em torno do restante circuito da Praça se pode fazer esta impenetrável às violentas e sanguinárias tentativas dos seus inimigos.

Evolução Arquitectónica

O carácter singular que tem o património arquitectónico militar da fortaleza de Marvão, é que ele representa uma fábrica eterna, uma obra contínua, aquilo que em terminologia militar se designa por sobreposição de fortalezas. Por outro lado, estão as diversas fases bem documentadas, as suas dimensões são gigantestas, a sua localização é ímpar e a conservação é exemplar.
Valendo pelo seu conjunto, podemos todavia destacar alguns elementos da fortificação com valor individual: a cisterna grande, dos finais da Idade Média / princípios da Idade Moderna, de enormes dimensões, e a existência de um albacar que, se a topografia sempre o aconselharia, não podemos esquecer a tradição árabe de construção de alcáçovas.
No estado actual dos conhecimentos, podemos conjecturar a seguinte evolução arquitectónica:

1º Período (Reconquista) - Dos sécs. XII e XIII restam os muros da Torre de Menagem, com a porta de estilo românico e as estreitas frestas verticais (seteiras primitivas); do mesmo estilo é a porta da traição do Castelo, que dá para a liça, e a porta da traição NE do albacar, o que nos faz conjecturar que no séc. XIII já pudessem existir os dois recintos do Castelo e a cisterna pequena; ainda do mesmo período serão as outras duas torres de base rectangular e quadrada, uma de ângulo, no alcácer, e outra, altiva, sobre a entrada do Castelo.
2º Período (séc. XIV) - Após a tomada do fortificação em 1299, já nos princípios do séc. XIV, D. Dinis manda reconstruir o Castelo; desta intervenção terão resultado todas as portas de arco quebrado dos dois recintos: uma no eirado da Torre de Menagem, duas à entrada do alcácer e uma à entrada do albacar; também do séc. XIV será a cerca urbana, restando ainda três torreões de planta rectangular que poderão ser deste período: dois a guardar o Postigo do Torrejão e um terceiro no primeiro troço da cerca, a NE.

3º Período (sécs. XV e XVI) - Reforça-se a defesa das entradas nos dois recintos do Castelo, levantando--se quatro cubelos no primeiro e um no segundo; a Torre de Menagem deve ter sofrido a alteração que hoje apresenta, com uma só sala possuindo tecto de abóbada suportada por duas nervuras diagonais chanfradas, de granito, em arco redondo, com um brasão real, posterior a 1485, na chave; deste período serão também as barbacãs ou barreiras - embora pudessem ter surgido no final do séc. XIV, apresentando cubelos incorporados: uma a NE do Castelo, em ruína, e outras duas a NE e a E da cerca urbana, ligando as três entradas; a barbacã do Castelo vem designada, em planta de 1812, por restos de muralha antiga; será deste período, também, a cisterna grande: pela profusão de siglas de canteiro, que lhe dão ainda o timbre medieval; pelas dimensões, que só se justificam no período de apogeu demográfico da vila; e finalmente porque, a construir-se, por hipótese, durante a Guerra da Restauração ou em período posterior, nunca levaria o avisado prior das Memórias Paroquiais setecentistas, a supô-la construção dos Godos.

4º Período (1641-1755) - Uma Planta da Praça de Marvão de 1755 mostra-nos a fortificação abaluartada construída em consequência da Guerra da Restauração (1641-1668) e da Guerra da Sucessão de Espanha (1704-1712): Baluarte da Porta de Ródão, Baluarte da Porta da Vila, Fortim junto ao Torrejão e Baluartes da rua nova (zona abaluartada do Castelo).

5º Período (1756-1812/14) - Plantas da Praça de Marvão de 1812 e de 1814 apresentam algumas alterações relativamente à planta de 1755: os Baluartes da rua nova sofrem grande alteração - a estarem correctas as plantas militares -, quer na forma (um deles passa a pentagonal), quer no tamanho (as novas fortificações são muito maiores), quer na orientação (de NO/SE passam para N/S e para O/E), passando a designar-se por Tenalha do Castelo; a entrada para o segundo recinto parece ter sido alterada, tendo-se construído um pequeno recinto fortificado a SO, para artilharia; o mesmo aconteceu, claramente, na entrada para o primeiro recinto, com a construção de dois redutos fortificados para artilharia e espingardas a SO; no topo SE do primeiro recinto foram construídas as seguintes estruturas: o Forno do Assento, que ainda existe, e dois Telheiros para Oficinas, que já não existem; o Baluarte da Porta de Ródão sofre alterações no seu interior, ficando com a estrutura que hoje apresenta; o Baluarte da Porta da vila também sofre alterações, embora mais ligeiras, na organização interna; o Fortim do Torrejão sofre alterações semelhantes às fortificações abaluartadas do Castelo, transformando-se em dois baluartes, passando a designar-se por Tenalha do Cubelo; junto a esta fortificação, no espaço onde posteriormente foi construída a antiga Escola Primária, situava-se a caserna da guarnição da Praça; as alterações deste período serão a concretização de parte dos projectos traçados em 1765, existentes no Museu Municipal de Marvão.

6º Período (a partir de 1815) - Em 1828 projectava-se um conjunto de obras, entre as quais as (...) que se precisam fazer em uma Casa da Torre no Castelo da Praça de Marvão a fim de poder servir de Paiol permanente, a saber:

(...) a escada que nesta há e dá acesso ao terraço deve tapar-se com parede a fim de ficar independente esta serventia para o terraço da Casa de entrada, e deve então demolir-lhe parte da muralha, construir-se a escada; devem também, na Casa, reduzir-se a ventiladores as frestas; finalmente devem construir-se três portas novas (...).

Esta intervenção foi realizada, tendo sido reposta a arquitectura anterior através das intervenções da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais no presente século.

Cidade Romana de Ammaia

de todos conhecido que na área da freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, se localizam as ruínas duma cidade romana. Se durante muitos séculos o nome da cidade foi confundido, em 1935 José Leite de Vasconcelos a partir da descoberta de uma nova inscrição, confirma que a velha urbe que se localizava nos férteis campos das margens do Rio Sever, se chamava Ammaia.


Julgou-se até 1935 que essa cidade teria existido no local onde se viria a desenvolver Portalegre. Essa confusão ficou a dever-se a uma inscrição romana identificada numa parede da ermida do Espírito Santo daquela cidade na qual se referia o município de Ammaia. Contudo, sabe-se hoje que muita pedra aparelhada com que foram construídos alguns dos principais edifícios de Portalegre foi trazida das ruínas da Aramenha. Entre essas pedras encontrava-se a ara que agora se guarda no Museu de Portalegre e que motivou tanta confusão.


Até que Leite de Vasconcelos identificou a nova inscrição entre as ruínas da Aramenha, estas eram consideradas como os restos de uma cidade denominada Medóbriga. A atribuição do nome Medóbriga ficou a dever-se sobretudo a André de Resende e à inscrição desse topónimo numa lápide que se encontra na Ponte Romana de Alcântara. Nessa lápide enumeram-se todos os povos e cidades que contribuíram para a construção da grande ponte que cruza o Rio Tejo. Pensa-se hoje que a Medóbriga, a que se refere a lápide de Alcântara, se situe nas imediações da vila de Meda, provavelmente, num local denominado Ranhados.


Se da velha cidade de Ammaia, sobretudo a partir do século XVI, sairam muitas pedras com que se construiram palácios e igrejas em Portalegre, muitas também foram utilizadas na construção das muralhas de Marvão e de Castelo de Vide e em várias edificações particulares da Escusa, Porto da Espada, Portagem e S. Salvador. A pouco e pouco na velha e abandonada cidade de Ammaia apenas foram ficando, acima do solo, alguns muros construídos com pedra miúda e fragmentos de tijolos e telhas que não tinham interesse para as novas construções.


Da grande cidade, nos princípios deste século, apenas restavam à superfície alguns muros que a memória popular diz serem os que a terra não conseguiu engolir. As ruas e casas da velha urbe lentamente deram lugar a terrenos de lavoura. De quando em quando um arado vai mais fundo e levanta alguma cantaria ou canalização trazendo até à superfície alguns restos da desaparecida Ammaia. E, gradualmente, na tradição popular começou a construir-se uma lenda. A velha cidade da Aramenha tinha sido engolida pela terra durante um grande terramoto. A cidade está intacta, mas muito funda, dizem alguns. As telhas que o arado ainda arranca fazem parte dos telhados dos palácios soterrados, afirmam outros. À lenda da cidade soterrada associa-se a dos tesouros que ainda aí se guardariam. A procura destes lendários tesouros tem contribuído, ainda mais, para que os poucos muros e alicerces ainda sobreviventes sejam esventrados, acabando por ruir.

Da velha Ammaia já hoje pouco resta acima do solo. Uma das portas da sua velha muralha foi transportada para Castelo de Vide em 1710 e posteriormente destruída. Dela ficaram apenas algumas cantarias almofadadas utilizadas actualmente como cais de descarga de viaturas nas imediações de Castelo de Vide.


Das muitas estátuas que nesta cidade existiam, em Portugal apenas ficou uma. Guarda-se no quintal da Casa Museu José Régio em Portalegre. Num trabalho datado de 1852 o investigador espanhol D. José de Viu refere, que no seu tempo, mais de vinte belas estátuas de mármore recolhidas na Aramenha foram vendidas para Inglaterra.


Nas últimas décadas foi possível começar a recolher algumas inscrições que se mostram hoje no Museu Municipal de Marvão. Sobretudo pelas mãos de António Maçãs e Leite de Vasconcelos foram carreados para o Actual Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa inúmeras peças recolhidas em Ammaia.


Com o início dos trabalhos arqueológicos em Ammaia, ( Outubro de 1994 ), começou a constatar-se que, sobretudo a zona baixa da cidade, se encontrava bem preservada sob uma uniforme camada de terras e calhaus rolados, transportados a grande velocidade provenientes das cotas mais elevadas. Começava-se, assim, a confirmar o que a memória popular tinha guardado - "a cidade foi engolida pela terra". Por causas ainda não determinadas verifica-se que entre os séculos V e o IX, da nossa era, a cidade de Ammaia, já em decadência, sofreu os efeitos de um qualquer cataclismo que ao soterrá-la a conservou, proporcionando que a uma profundidade média de 80 cm se possam identificar importantes estruturas arquitectónicas, como a grande praça pública lajeada que ladeia uma das portas da cidade. Na área do forum levanta-se o podium de um templo e por uma área superior a 17 hectares são visíveis testemunhos da cidade de Ammaia. Numa das encostas sobranceiras ao Rio Sever rasga-se o assento das bancadas de um recinto para espectáculos públicos.


Os mosaicos, aquedutos e calçadas que os autores dos séculos XVI, XVII e XVIII referem, ainda não foram identificados. Neste momento apenas uma ínfima parte da zona baixa da Cidade de Ammaia foi objecto de escavação e estudo, possibilitando, mesmo assim, recuperar um conjunto muito significativo de materiais arqueológicos e evidenciar estruturas habitacionais e públicas de grande importância.


Descrita por autores clássicos como Plínio, pelos autores árabes, como Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, e pelos mais conhecidos escritores e historiadores desde o século XVI, de entre os quais se destacam André de Resende, Fr. Amador Arrais, Diogo Pereira de Sotto Mayor, Duarte Nunes de Leão e tantos outros, a cidade de Ammaia passa, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, concomitantemente com a emergência da Arqueologia científica, a ser tema de referência obrigatória em todos os estudos sobre a presença romana e árabe na Península Ibérica. Uma vasta bibliografia, confundindo, ou não, Ammaia com Medóbriga encontra-se hoje já disponível, testemunhando e justificando a importância do estudo das ruínas da velha cidade de Ammaia, fundada pelos romanos e posteriormente alvo das atenções, no século IX, do muladi Ibn Maruán.


A par do interesse pela investigação de uma das poucas cidades romanas que não se esconde sob construções de épocas posteriores, que por norma inviabilizam estudos alargados e sistemáticos, a maior parte da área ocupada pelas ruínas foi adquirida tendo em vista a sua escavação e recuperação.


A Cidade Romana de Ammaia situada no coração do Parque Natural da Serra de S.Mamede, num dos recantos mais bucólicos e arborizados, a curta distância da Barragem da Apertadura e a meio caminho de Marvão e Castelo de Vide onde o património construído e natural é motivo privilegiado de visita, começa já hoje a ser constantemente procurada por especialistas e amantes da cultura.


Autor : Jorge de Oliveira



 

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Concelho de Monforte
Patrimonio Religioso
É incontornável o património cristão, tantas são as igrejas para um espaço tão limitado, fazendo jus à inspiração divina com que D. Afonso III afirma, no seu foral, ter povoado o lugar. Uma das imagens que nos fica de Monforte é o seu Rossio, antigo campo de feiras, decorado com três igrejas e uma pequena capela: o exuberante Calvário, de inspiração clássica (séc. XVIII - XX); a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (sécs XVII/XVIII), mudejar por fora barroca na densa decoração do seu interior; a Igreja de São João Baptista (séc. XVIII), de modelação erudita ao nível dos volumes; e ainda, a uma cota mais alta, a Capela do Senhor da Boa Morte (séc XIX). Dentro da vila, sobreviveu um grupo ainda maior de edificações sacras, não esquecendo as ruínas do antigo Convento do Bom Jesus (séc. XVI). Nas outras povoações do concelho, são de realçar, a gótica matriz do Assumar, e a de Santo Aleixo, de uma alvura ingénua, decorada, na fachada, por uma modulação barroca colorida de azul.

Patrimonio Natural
"Colinas suaves, vestidas de verde, polvilhadas de sobreiros. No topo das colinas, os montes, como pinceladas de branco. Aqui e além o casario reunido, de uma alvura que fere, destacando-se a igreja matriz como um pastor entre as ovelhas: Vaiamonte, Monforte, Assumar, Prazeres, Santo Aleixo. Por aqui se cruzaram os homens, aqui se encontraram com a terra, fértil, regada por tantas ribeiras, das quais a maior se chama Grande. Antas (da rabuje, da serrinha) e menhires (do monte dos sete); velhos caminhos que trouxeram os romanos (Via Flaminia) que aqui se estabeleceram (Villa de Torre de Palma), constituindo uma escola de civilização; antigas fontes e pontes e estalagens de almocreves; são testemunhos longínquos de uma ocupação da terra, porque pródiga. Possui este termo mui ricas herdades com magníficos montados de lande e bolota, onde se cria muito gado suíno, e além deste, que é o principal, de todo o mais. Produz muitos cereais e vinho. Os montes abundam em caça de todo o género."

Patrimonio Arqueológico
São conhecidos, nas paisagens Norte Alentejanas, mais de meio milhar de monumentos megalíticos. Dólmenes e menires foram erguidos, há mais de cinco mil anos, durante o Neolítico, pelas primeiras comunidades agro-pastoris.

Os concelhos de Monforte, Sousel e Fronteira são marcados por uma ampla diversidade de sepulturas megalíticas e de menires. Os grandes dólmenes do concelho de Fronteira, especialmente os que formam a Necrópole Megalítica da Herdade Grande constrastam com a singularidade do dólmen de xisto situado nas imediações de Sousel. Contudo, qualquer deste monumentos que ocupam solos aplanados, afastam-se da estratégia de implantação das casas dos mortos que foram construídas, pelas gentes do Neolítico, no topo da Serra das Penas, a meio caminho entre Fronteira e Cabeço de Vide. Aqui, três dólmenes, disputam com um interessante habitat fortificado, cuja última ocupação é atribuível à Idade do Ferro, o topo de uma cumeada da qual se desfruta uma vastíssima paisagem. Já no concelho de Monforte, a Anta da Serrinha, esconde-se num estreito vale a escassos metros de um curso de água.

Neste concelho não deixe de visitar a anta grande da Rabuje, monumento já referido desde 1929. Aí, atente no conjunto de covinhas que decoram um bloco granítico na zona do corredor. Junto à estrada Monforte-Portalegre poderá, ainda, visitar a Anta do Monte Velho e o Menir dos Sete. Este, perfeitamente visível, é um grande afloramento granítico que com alguma arte do homem pré-histórico ganhou uma forma singularmente fálica. Em seu redor desenha-se uma plataforma, maioritariamente artificial, que terá servido de espaço cénico a manifestações rituais durante o Neolítico, como atestam, quer outros blocos graníticos talhados pela mão humana, quer a presença de cerâmicas.

Pode ainda encontrar no concelho de Monforte, nas imediações das ruínas romanas de Torre de Plama, o Menir da Carrinlha. Noticiado desde que se iniciaram trabalhos nas ruínas, o Menir da Carrilha terá sido várias vezes reutilizado e descolado ao longo dos tempos, servindo actualmente como marco de divisão de propriedade junto a um velho poço e a uma linha de água.


ARTESANATO

Estamos perante um concelho que tem muito a dar no que respeita ao artesanato, podendo-se encontrar uma grande diversidade de trabalhos nos mais variados materiais. O Posto de Turismo de Monforte é o local ideal para nos encontramos com o artesanato da Região, pois tem vindo ao longo dos anos a recolher alguns dos mais importantes trabalhos dos artesãos do concelho, dos quais se destacam os trabalhos em cortiça, madeira, pedra, chifre, bunho, lavores femininos e pele.

Para além dos artesãos do concelho, podemos ainda contar com duas pequenas empresas que se dedicam ao fabrico de vestuário em pele, e ao fabrico do tradicional queijo da região.

MUSEU MUNICIPAL


Na antiga igreja da Madalena funciona actualmente um pequeno pólo museológico. Aí se encontram expostos diversos materiais provenientes do concelho de Monforte, na sua maioria romanos.

O núcleo expositivo é constituído por peças arqueológicas recolhidas durante as escavações na villa romana de Torre de Palma (Vaiamonte – Monforte). Estes objectos, elaborados em diversos materiais (cerâmica, osso, metal, pedra) distribuem-se por conjuntos funcionais designados “Necrópole romana”, “Moedas romanas”, “Material de construção e agricultura”, “Tecelagem e traje” e “Cozinha e mesa”. Encontram-se também expostos alguns mosaicos (mosaico “das flores”, mosaico “tapete” e uma réplica do “mosaico das musas”).

Pode ainda ser visitada uma exposição intitulada “Pedras com História” acerca do património romano no Alto Alentejo, que dá uma visão genérica do tema.
A própria igreja é um espaço que vale por si, com destaque para algumas pinturas em estuque (no local do altar mor), e algumas colunas de granito esculpidas, Estando classificada como Imóvel de Interesse Público através do decreto-lei nº 29 604 de 16 de Maio de 1939.


HORÁRIO DE VISITA

Dias de Semana
9:00h às 12:30h e 14:00h às 17:30h

Fins de Semana
10:00h às 12:30h e 14:00h às 17:30h

 

 

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Concelho de Nisa
Gastronomia


Como em todo o Alentejo, a gastronomia é curte e em Nisa não é excepção.
As iguarias que enfeitam a mesa são feitas de sabores únicos e o perfume que enche o ar é por si só um convite para ficar.
Quando nos visitar prove o que de melhor se faz por aqui.
Pratos típicos:
- Maranhos
- Pezinhos de Tomatada
- Feijões das Festas
- Arroz de Lampreia
- Sopa de Peixe do Rio
- Sarapatel
- Migas de pão e/ou batata com carne frita
- Sopa de Cachola
Doces :
-Cavacas, Bolos de Azeite, Bolos de Canela, Bolos Dormidos, Esquecidos, Nisas, Barquinhos, Tigeladas, Borrachões e Rebuçados de ovos.

A fama do concelho de Nisa deve-se sobretudo à diversidade e riqueza das suas artes e ofícios tradicionais.
Nisa é, de facto, um dos centros de excelência não só do artesanato alentejano, como de todo o país.
Quer na vila, quer nos aglomerados dos arredores têm germinado e persistido artes antigas que são o expoente de uma vida e da cultura de um povo.
O artesanato é diversificado e essencialmente decorativo. A Olaria Pedrada é uma tradição ancestral que ocupa apenas três oleiros.
Caracteriza-se essencialmente por peças de barro vermelho incrustadas de pequenas pedrinhas brancas. Os Alinhavados, as Rendas de Bilros, as frioleiras, os trabalhadores de aplicação em Feltro são testemunhos do passado que no presente se encontram a ser executadas por algumas mulheres que ainda se dedicam a esta arte porque já poucas são as que querem aprender.

Além de riqueza da olaria e dos bordados e Rendas, Nisa conta ainda com dois tipos de produtos tradicionais de elevada qualidade, produzidos segundo métodos artesanais: os queijos e os enchidos.
A existência de dois produtos protegidos - O Queijo de Nisa e o Queijo mestiço de Tolosa – veio reconhecer a excelência de produção da nossa Região e a necessidade, de cada vez mais, apostarmos na qualidade e divulgação do que é característico e que importa preservar.
Os enchidos também eles conhecidos são produzidos com (IGP) Indicação Geográfica Protegida.

Veja ainda www.activartes.com
Veja mais informações em Câmara Municipal de Nisa

 

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Concelho de Ponte de Sor
.Se deseja o sossego, o ar puro, o sol, o desporto, sugerimos-lhe a Barragem de Montargil, situada numa zona de grande beleza paisagística, constituindo o grande atractivo turístico do nosso concelho. É uma magnífica estância balnear, propícia à prática de desportos náuticos e pesca, com óptimas infra-estruturas hoteleiras, parque de campismo, aluguer de barcos, aeródromo, etc...
A região do Vale do Sor oferece um conjunto de alojamentos turísticos, únicos no seu estilo: os Montes Alentejanos. Típicos das Herdades Agrícolas da região, são pequenos núcleos habitacionais no espaço rural e situam-se em plena natureza, em zonas de rara beleza ainda por descobrir. Desta forma, uma das opções mais aliciantes da oferta turística da região de Ponte de Sor é o turismo em espaço rural, proporcionado por montes que oferecem, para além da ambiência das suas actividades agrícolas, um sem número de actividades como: a caça, a pesca, o tiro, a equitação, a vela, a canoagem, o Ski aquático, ou passeios pedestres ou de bicicleta, entre outros.
Outros locais convidam a um belo passeio de domingo à tarde. Na Tramaga poderá apreciar os moinhos de rodízio, com raízes históricas medievais, junto ao rio Sor, num ambiente de grande beleza natural. Em Ponte de Sor a Zona Ribeirinha é um espaço no qual pode desfrutar da sombra das árvores e desfrutar com uma bebida fresca servida no Bar. Se é amante da prática desportiva tem ainda ao seu dispor um corte de ténis. No verão disporá ainda da possibilidade de desfrutar da prática da natação, utilizando para o efeito a Piscina Municipal. Durante todo o ano (excepto o mês de Agosto) poderá utilizar o complexo de Piscinas Cobertas que coloca à sua disposição vastas actividades desportivas. Junto ao Estádio Municipal, apetrechado com uma Pista de Atletismo, encontra-se um campo Multiusos e um Skate Park.
Se procura o encontro com a cultura, convidámo-lo a visitar o Centro de Artes e Cultura, na Avenida da Liberdade em Ponte de Sor, que alberga, entre outros a Biblioteca Municipal, o Centrum Sete Sóis Sete Luas e o Teatro da Terra. Aí poderá procurar um livro, ler um jornal diário ou visitar uma das exposições habitualmente aí patentes.

 

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Concelho de Portalegre
Património Histórico

Sé Catedral
Horário: 8h às 12h e das 14h30 às 17h30
Encerra ao domingo à tarde e à 2ª feira


Templo consagrado a Nossa Senhora da Assunção.
Criada a diocese em 1550, iniciou-se a construção da Catedral a 14 de Maio de 1556. A Igreja de Santa Maria a Grande foi então escolhida para servir de Sé até à inauguração do novo templo.
A D. Julião de Alva, capelão–mor da rainha D. Catarina e primeiro Bispo de Portalegre, coube o lançamento da primeira pedra para a referida construção que só viria a concluir-se durante o Governo do 3º Bispo D. Frei Amador Arrais, mas que continuou a sofrer alterações e ampliações até ao século XVIII É uma construção onde predomina o estilo renascença, mas com incursões no barroco. O interior contém um magnífico conjunto de pinturas maneiristas, uma importante colecção de talha dourada, e ainda belos conjuntos de azulejos dos séculos XVI a VXIII. Merecem destaque os azulejos da sacristia e o belo arcaz de pau rosa, do início do século XVIII, ali existente.


Museu Municipal
Horário: das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h
Encerra à 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa


O Museu Municipal de Portalegre possui um riquíssimo espólio proveniente, na sua quase totalidade, de dois antigos conventos de Portalegre, Santa Clara e S. Bernardo, e de doações particulares. A colecção mais significativa é a de Arte Sacra, de que se destacam peças como uma Nossa Senhora da Conceição, em marfim, indo-portuguesa, uma Pietá flamenga do Século XV, uma estante de missal Arte Nanban do Século XVI e um retábulo com passagens da vida de Cristo em terracota policromada, também do Século XVI. Outra colecção de referência é a de faiança portuguesa, com peças que nos traçam a história da faiança em Portugal desde o Século XVII até ao início do Século XX. Outras colecções dão vida aos espaços do Museu Municipal, de destacar a de mobiliário, com predominância dos estilos D. João V e D. José e de pintura, com obras de pintores portugueses contemporâneos como Manuel d’Assumpção, João Tavares, Arsénio da Ressurreição, Abel Santos e Miguel Barrías. Existem ainda as colecções temáticas, uma de Santo António e outra de caixas de rapé. De referir também o Iº automóvel que circulou em Portalegre, uma “voiturette” da fábrica francesa Clemente, Gladiator & Humber.


Casa Museu José Régio
Horário: das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18hoo
Encerra à 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa

A Casa Museu José Régio demonstra o gosto muito especial que o poeta tinha em recolher “coisas modestas de arte popular”.
Na sua colecção, ao lado de peças de arte sacra peças do dia a dia da vida rural, chavões, pintadeiras, dedeiras, almofarizes, grais para temperos, tachos de arame, estanhos, ferros forjados, mas esta colecção ultrapassou largamente os domínios da etnologia e da antropologia cultural. Existe também ligada a este espaço uma pesquisa de mobiliário de boa marcenaria regional. Também as faianças despertaram o interesse do coleccionador, principalmente os pratos ratinhos, de cariz popular, e também os aranhões de influência oriental.
No que diz respeito à estatuária religiosa, podemos destacar a imensa colecção de Cristos que se tornou ex-libris da Casa Museu.


Castelo - Centro Interpretativo da Cidade
Sede de Exposições Temporárias da Fundação Robinson
Horário: das 9h 30 ás 12h 30 e das 14h00 ás 18h00
Encerra 2.ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa

Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino
Horário: das 9h 30 às 13h e das 14h30 às 18h00
Encerra 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa


O Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino é um museu especificamente dedicado à apresentação, conservação e estudo de uma parcela fundamental do património artístico nacional representado pelas Tapeçarias de Portalegre.
Encontra-se dividido em dois núcleos distintos; no primeiro apresenta-se a componente histórica relativa à Manufactura de Tapeçarias de Portalegre bem como os processos técnicos de execução da Tapeçaria de Portalegre, enquanto que o segundo núcleo é dedicado à apresentação exclusiva de obras de tapeçaria seguindo a cronologia da Tapeçaria de Portalegre, desde o seu nascimento em finais dos anos 40 do século XX até à actualidade.
O Museu dispõe, para além das áreas de exposição permanente, de uma Galeria de Exposições Temporárias e de um Auditório com 109 lugares, que apresenta programação semanal de cinema.


Solares setecentistas
Portalegre tem dos melhores conjuntos de Casas Brasonadas do país.
Destacam-se, entre outros, o Palácio Avilez, o Palácio Achaioli, o Palácio Amarelo, o Palácio Barahona e o Solar dos Viscondes de Portalegre.
Na Casa Nobre de D. Nuno de Sousa podemos apreciar esta bela Janela Manuelina.


Mosteiro de S. Bernardo
Foi fundado em 1518. O portal, clássico, é datado de 1538. O corpo da nave e o transepto são cobertos por abóbadas de nervuras e bocetes com o Brasão dos Melos. As paredes ostentam painéis de azulejos historiados, barrocos, datados de 1739.
O túmulo de D. Jorge de Melo, que foi Bispo da Guarda e a quem se deve a edificação do mosteiro, é um dos mais sumptuosos do país.

Património Natural

Situado em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede, o Concelho de Portalegre apresenta uma riqueza florística e faunística que o tornam muito interessante do ponto de vista do património natural e da conservação da Natureza.
A diversidade natural e paisagística constituem, juntamente com uma qualidade ambiental apreciável, um óptimo motivo para a realização dos percursos pedestres do Parque Natural que atravessam o Concelho: o percurso pedestre das Carreiras, do Reguengo, da Ribeira de Nisa e de Alegrete. Estes percursos dispõem de folhetos informativos com a interpretação do percurso e estão sinalizados no terreno.
Para além destes percursos, é possível ainda admirar a riqueza paisagística deste Concelho através dos diversos miradouros existentes:


O Miradouro de Santa Luzia
Situado na Serra de Portalegre (670m) com magnífica vista sobre a cidade de Portalegre.
Acessos: EN 246 – 2 , Ligação Portalegre – Salão Frio


O Miradouro da Penha
Situado na Serra da Penha, inclui uma belíssima Capela do século XVII.
Acessos: EN 18 – ligação Portalegre Fortios/Crato


Pico de S. Mamede
Situado a 1025 m de altitude, é o ponto mais elevado do continente português a sul do Tejo. Magnífica vista sobre a barragem da Apartadura, a Vila de Marvão, a Serra da Estrela e boa parte da Extremadura Espanhola.
A sua geologia traduz-se na presença de xistos, grauvaques, calcários e quartzitos, litologia que se reflecte na variedade dos solos.


Miradouro das Carreiras
Local panorâmico de grande beleza paisagística. Na freguesia de Carreiras pode apreciar-se também uma calçada medieval.
Acessos: EN 246 Ligação Portalegre – Vargem e ligação Vargem – Carreiras/ Castelo de Vide.


Miradouro da Igreja de Nossa Senhora da Lapa
Pequena Igreja cavada na rocha situada a 1 Km da povoação de Besteiros. Belíssimo panorama do Parque Natural da Serra de S. Mamede.



 

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Concelho de Sousel

Destaque:

Carta Arqueológica de Sousel
O passado à sua volta
Em 1914 José Leite de Vasconcelos, então Director do actual Museu Nacional de Arqueologia, visitou o concelho de Sousel com o objectivo de realizar escavações nos sítios arqueológicos mais emblemáticos: São Pedro, o “Sousel velho”, a anta da Cabeça da Ovelha e a alcáçova do castelo da vila, no espaço onde hoje se encontra o actual jardim municipal.
É este o único projecto de estudo arqueológico rigorosamente planeado, concretizado, conhecido e publicado que alguma vez teve lugar no concelho de Sousel.
De então para cá apenas o trabalho de inventário do património no âmbito do Plano Director Municipal de Sousel permitiu alguns avanços no conhecimento sobre o passado deste território, permitindo dar a conhecer cinquenta sítios.
Todavia, enquanto outros concelhos assistiam à realização de escavações arqueológicas, recuperando do esquecimento velhas peças e estruturas, em alguns casos devidamente expostas em museus e colecções, Sousel ficava numa espécie de limbo, uma apatia que fazia deste concelho um “buraco negro” no que ao conhecimento do passado diz respeito.

Património Cultural Edificado
Todos os bens arquitectónicos construídos que preservem um significado cultural e civilizacional, são considerados património cultural edificado. Visite o Concelho de Sousel e descubra a diversidade do nosso património – religioso, militar, civil, utilitário e de produção –, sem esquecer outros elementos e conjuntos que, apesar do seu carácter autónomo, encerram em si mesmos um elevado grau simbólico e cultural. (...)

Património Arqueológico

De acordo com o PDM (1995), existem no Concelho de Sousel inúmeros sítios arqueológicos, dos quais destacamos apenas alguns na medida em que o reconhecimento do património arqueológico do Concelho de Sousel tem sido faseado e irregular pela falta de um levantamento arqueológico sistemático. Com vista a colmatar esta lacuna, no fim de 2007, a Câmara Municipal de Sousel iniciou os estudos para a realização da Carta Arqueológica do Concelho (...)

Património Natural
O Concelho de Sousel situa-se na confluência dos Distritos de Portalegre e Évora, numa região marcada pela multiplicidade paisagística. O clima mediterrânico é marcado por uma estação seca bem acentuada (Verão), e pelas estações mais amenas da Primavera e do Outono. Apesar de possuir algumas barragens, os principais recursos hídricos do Concelho têm um caudal pouco volumoso, são eles: a ribeira de Lupe, a ribeira de Sousel, a ribeira do Alcórrego, a ribeira de Almadafe e a ribeira de Ana Loura.(...)


 

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