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Porto

O Porto é uma cidade encantadora, situada nas encostas do rio Douro já próximo da sua foz. Classificada como Património Mundial pela UNESCO graças aos seus belos monumentos e edifícios históricos, como a imponente Sé ou a Torre dos Clérigos, o Porto é a segunda maior cidade de Portugal e possui vistas soberbas sobre as mundialmente célebres Caves do Vinho do Porto, na margem oposta do rio, em Vila Nova de Gaia. Embora amplamente industrializado, o Porto oferece uma síntese harmoniosa de atracções antigas e contemporâneas.

O distrito do Porto é um dinâmico centro de comércio e indústria, repleto de bonitas vilas e cidades prósperas. Ao longo da costa, poderá fazer uma pausa na cidade balnear de Espinho, degustar saboroso peixe em Matosinhos ou passar uns momentos de descontracção no Casino da Póvoa. Para o interior, destaca-se a bela cidade de Amarante, conhecida pela deliciosa pastelaria, onde pode fazer um passeio junto às margens do rio Tâmega entre belos solares do século XVII.
Locais a Visitar
Caves do Vinho do Porto (Vila Nova de Gaia)
Erguendo-se frente ao centro histórico do Porto na margem sul do rio Douro, as Caves do Vinho do Porto são uma importante atracção turística. Este vinho doce e fortificado é produzido a partir das uvas cultivadas na região do Douro e enviado para as caves de Vila Nova de Gaia, onde é preparado e envelhecido. Os visitantes poderão escolher entre as mais de 50 caves à beira-rio para descobrir as dezenas de variedades de Vinho do Porto, que é hoje um dos mais famosos do mundo.

Sé Catedral (Porto)
A imponente Sé do Porto foi concluída no século XIII, embora tenha sofrido muitas alterações ao longo dos séculos. Com belas talhas, pinturas, esculturas, tesouros de arte sacra e uma rosácea românica, além da bonita Capela Baptismal, revestida de mármores policromos, e belos azulejos barrocos no claustro e varanda, este é sem dúvida um monumento fascinante.

Torre dos Clérigos (Porto)
Esta torre sineira de estilo Barroco foi concluída em 1763 e domina o centro antigo da cidade. É a mais alta do género no país, e os visitantes podem subir os seus 225 degraus para admirar as vistas. A adjacente Igreja dos Clérigos é um excelente exemplo de síntese dos estilos arquitectónicos Barroco e Rococó e exibe uma elaborada fachada, belas talhas e um notável órgão de tubos de 1774.

Casa da Música (Porto)
Projectada para o evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001, a Casa da Música é uma dinâmica e moderna sala de concertos dedicada à criação e celebração da música. É também um importante centro cultural com visitas guiadas, workshops, um restaurante e vários bares onde os visitantes podem descontrair. A grande diversidade de eventos abrange desde o jazz à música clássica e da actuação de DJs internacionais a espectáculos de world music.

Palácio da Bolsa (Porto)
Exibindo uma imponente fachada neoclássica, o antigo Palácio da Bolsa do Porto foi construído no século XIX. A sua mais famosa atracção é o Salão Árabe, de exuberante estilo mourisco e inspirado no Palácio de Alhambra, em Granada, muitas vezes usado como sala de recepção de chefes de Estado visitantes. A majestosa decoração do interior inclui esculturas, pinturas e frescos da autoria de muitos mestres portugueses. O edifício abriga ainda numerosos eventos culturais e exposições, possuindo também um restaurante.

Museu de Serralves (Porto)
Rodeado por vastos jardins usados para eventos ao ar livre, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves ocupa um moderno edifício projectado pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira. Dispõe de uma notável colecção de obras nacionais e internacionais posteriores a 1960, e organiza uma grande variedade de eventos culturais, entre os quais concertos e workshops educativos para crianças.

Antiga Cadeia da Relação (Porto)
A antiga e austera sede do Tribunal da Relação é um dos edifícios mais emblemáticos da história do Porto. Iniciada em 1765, a estrutura de formato triangular foi concebida para abrigar também a prisão do tribunal, à qual deve hoje o nome. Numerosas personalidades passaram pelas suas celas, incluindo Camilo Castelo Branco, que escreveu o seu famoso romance Amor de Perdição enquanto esteve aqui detido. Desde 2001, o edifício abriga o Centro Português de Fotografia, mas continua a manter muitos dos traços originais.

Edifício do Instituto do Vinhos do Douro e Porto (Porto)
O edifício do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto encontra-se no coração do centro histórico do Porto e abriga a instituição responsável pela qualidade e autenticidade dos vinhos do Douro. No átrio de entrada, em pedra, podem apreciar-se as mais importantes datas da história da produção desses vinhos. Há ainda um espaço dedicado à sua promoção, que inclui visitas guiadas aos laboratórios de ensaios, provas de vinhos e uma loja.

Jardim de São Lázaro (Porto)
Remontando a 1834, o Jardim de São Lázaro é o mais antigo jardim municipal do Porto e encontra-se repleto de antigas tílias, magnólias e acácias, além de canteiros, belas esculturas, um coreto e um chafariz em mármore que pertenceu ao convento de São Domingos.

Jardim do Passeio Alegre (Porto)
Situado nas margens da foz do Douro, este belo jardim romântico foi inaugurado em 1870 e possui árvores centenárias. O seu chafariz, desenhado por Nicolau Nasoni, é um monumento nacional, e o café Chalé Suíço foi um importante lugar de encontro de intelectuais no final do século XIX. Ladeado de belas avenidas com palmeiras, antigas araucárias e muitas outras plantas, o esplendor e beleza poética do Jardim do Passeio Alegre tornam-no um dos mais apreciados pelos portuenses.

Citânia de Sanfins (Paços de Ferreira)
As ruínas pré-romanas da Citânia de Sanfins constituem um dos achados arqueológicos mais importantes da península Ibérica. O sítio ocupa mais de 15 hectares e apresenta numerosos vestígios do Neolítico, que incluem muralhas, edifícios, estradas e instalações balneares. Há também achados da era romana, como pedras gravadas e cerâmica. O Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins fica nas proximidades e é dedicado à conservação deste notável património histórico.

Termas de São Vicente (Penafiel)
As Termas de São Vicente são famosas pelas águas de propriedades terapêuticas, especialmente no tratamento de problemas respiratórios e circulatórios. Situadas a cerca de 45 km para leste do Porto, são um excelente local para fazer uma pausa revitalizante e desfrutar dos seus tratamentos de spa tradicionais ou inovadores, além das óptimas instalações de hidroterapia.

Casa do Arco, ou Casa dos Cinco Moinhos (Maia)
Instalada perto da ponte sobre o rio Leça nas férteis terras da Maia, a Casa do Arco oferece aos visitantes a oportunidade de descobrir o rico património arquitectónico da área. A casa em granito data do século XVIII, e os seus cinco moinhos de água desempenharam um papel importante na Idade Média, altura em que eram fundamentais para a moagem do trigo. Embora estejam hoje desactivados, são ainda fascinantes para explorar.

Museu Municipal Abade Pedrosa (Santo Tirso)
Ocupando as instalações de um antigo mosteiro beneditino, este museu municipal dispõe de quatro salas dedicadas aos achados arqueológicos recolhidos pelo Abade Joaquim Pedrosa no século XIX. As peças expostas dão testemunho das civilizações e culturas que se instalaram na região desde a Pré-História até à Idade Média. (+)

 

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Concelho de Amarante

Um destino óbvio

Quem viaja em busca de valores culturais ou de actividades de ar livre e de comunhão com a natureza, como o golfe, a caça, a pesca, ou desportos-aventura como a escalada ou o raft, mais tarde ou mais cedo acaba por fazer de Amarante um destino óbvio. E por construir a sua leitura pessoal da cidade: o religioso, o aristocrático, o peso da serra e do rio...

Lida de uma maneira ou outra, Amarante é uma verdadeira encruzilhada: a sua história, os seus monumentos, as suas tradições. E também uma placa giratória a proporcionar a descoberta das Terras de Basto, de Trás-os-Montes, do Douro, e, um pouco mais ao longe, mas facilitada pelas novas estradas, da própria cidade do Porto.

Descobrir Amarante, a cidade e o concelho, é uma aventura que apetece viver. Se é a natureza que chama, o destino é o rio Tâmega ou são as serras da Abobobeira e do Marão, oferecendo ambas paisagens de sonho e aldeias de gente afável, acolhedora, ricas de tradições e com uma arquitectura marcada de granito e xisto. Travanca do Monte ou Carvalho de Rei, na Aboboreira; Murgido ou Covelo do Monte, no Marão. Mesmo ao lado, é o Parque Natural do Alvão que convida.


Património
Se o apelo é do espírito, então o percurso é feito na cidade, rica de património histórico e cultural. Obrigatórias são as visitas ao mosteiro e igrejas de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, aos museus Amadeo de Souza-Cardoso e de Arte Sacra. E a descoberta dos nomes grandes do concelho, como Amadeo de Souza-Cardoso, um dos maiores expoentes da pintura moderna, ou Teixeira de Pascoaes, que emprestou o seu génio à literatura. Depois, é também imperativo ver o Românico espalhado pelo município e admirar pórticos, arcos, tímpanos e capitéis com toda a sua ornamentação. Podem distinguir-se, em Amarante, dois núcleos de Românico bem diferenciados, um em cada margem do rio. Na margem direita, existem construções mais exuberantes, de que são bons exemplos os mosteiros de Travanca e Freixo de Baixo, as igrejas de Mancelos, Real, Telões e Gatão. Na margem esquerda, com menores recursos económicos e de matéria-prima, os monumentos são mais modestos, merecendo, ainda assim, visita as igrejas de Jazente e Lufrei e o mosteiro de Gondar.


Festas e Romarias

As festas e as romarias mantêm, em Amarante, o melhor da tradição popular e encerram muitas das referências identitárias das gentes do concelho. A título de exemplo, referem-se as que se realizam em honra de S. Gonçalo, no primeiro fim de semana de Junho; da Senhora de Moreira, em Ansiães, a 1000 metros de altitude, na primeira quinzena de Agosto; da Senhora do Vau, em Gatão, a 15 do mesmo mês; da Senhora do Leite, em S. Gens, Freixo de Cima, no primeiro fim-de-semana de Setembro.

Em matéria de gastronomia, em Amarante há que estar atento às carnes, sobretudo à vitela e ao cabrito, mas também ao bacalhau que aqui ganhou nome feito à Zé da Calçada ou à Custódia. E ao vinho verde, que, no concelho, encontra condições únicas de maturação.

A doçaria, sobretudo a conventual, com origem no Convento de Santa Clara, é também uma das referências de Amarante. A oferta é variada: papos d'anjo, foguetes, brisas do Tâmega, lérias...

Por tudo isto, Amarante é, cada vez mais, um destino óbvio.

São inúmeros, em Amarante, os motivos que podem despertar o seu interesse e merecer uma visita: do património ambiental ao construído, de sítios associados à identidade e cultura locais.

in: http://www.amarante.pt/

 

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Concelho de Baião
Monumentos



1. Dólmen de Chã de Parada

(Outras designações: Anta de Chã de Parada; Dólmen da Fonte do Mel; Casa da Moura de S. João de Ovil; Casa dos Mouros)

Classificação: Monumento Nacional

Localização: Serra da Aboboreira, Freguesia de S. João de Ovil

Nota descritiva histórico – artística:

Construído durante a primeira metade do III milénio a. C., este monumento funerário pré-histórico faz parte de um conjunto de quatro outros exemplares pertencentes à denominada Necrópole megalítica da Serra da Aboboreira. A mamoa encontra-se inserta num tumuli de terra, com cerca de 25 m de diâmetro, e apresenta-se revestida por material pétreo. A câmara, de planta poligonal, é constituída por oito esteios laterais e um de cobertura, este último de consideráveis dimensões. De planta sub-rectangular, o corredor é relativamente curto, com cerca de 3,70 m de comprimento. Uma das particularidades desta mamoa reside na presença de um conjunto de pinturas nos seus esteios, todas elas executadas a vermelho, compreendendo motivos esteliformes e circulares, além de um sub-rectangular de base trapezoidal e apêndice lateral encurvado.

[ Fonte: Ministério da Cultura IPPAR, A Martins]

2. Pelourinho da Teixeira

(Outras designações: Pelourinho da Rua )


Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia da Teixeira

Este monumento assinala o antigo concelho da Teixeira ( com foral de D. Manuel de 1514), integrado no concelho de Baião, por ocasião da reforma liberal das administrações municipais..

3. Igreja de Ermelo


Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Ermelo.

Nota descritiva histórico - artística:

A Igreja Românica, de três naves, com uma belíssima janela gótica, integrava o antigo Mosteiro de Santa Maria de Ermelo, anterior à nacionalidade, do qual se destaca a Igreja Românica, de três naves, (Alguns historiadores defendem que a primeira construção seria anterior à invasão mourisca, ou seja, ainda dos tempos da dominação visigótica).

4. Casa de Penalva

(Outras designações: Solar dos Azeredos Pinto )

Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Penalva

Nota descritiva histórico – artística:

A documentação existente, estudada e divulgada pelo proprietário (AZEREDO, 1938), permite acompanhar a evolução da casa de Penalva, que constitui um bom exemplo das sucessivas campanhas arquitectónicas de que muitos edifícios foram objecto, ao longo dos séculos, conservando, no entanto, o equilíbrio e as linhas de força que mais caracterizam o imóvel (AZEVEDO, 1969, pp. 15-17).

Foi primeiro senhor de Penalva, António de Azeredo Pinto, que veio de Mesão Frio para se instalar em Baião, no primeiro quartel do século XVII, remontando a esta época as zonas mais antigas da casa (AZEREDO, 1938, p. 71; IDEM, 1914).

Assim, e partindo de um primeiro núcleo seiscentista, que corresponde às actuais zonas de serviços, a Casa de Penalva foi ampliada em 1738, construindo-se, nessa época, parte da actual fachada. As obras deste período ficaram a dever-se à iniciativa de Francisco José de Azeredo e Melo, prolongando-se, muito possivelmente até á segunda metade do século. Foi, no entanto, entre 1870 e 1871 que a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado principal longo e oratório numa das extremidades. Na verdade, a capela primitiva, dedicada a Santa Bárbara e edificada em 1640, encontrava-se afastada da casa, tendo sido demolida em 1900 por ameaçar ruína. Sobreveio-lhe, apenas, o lintel da porta com uma inscrição referente à sua fundação, que passou integrar a capela edificada em 1870, no interior da casa, e que viria a ser reconstruída em 1933 (IDEM, p. 72), ganhando, então, um maior destaque no prolongamento da fachada. Esta, voltada para o jardim, desenvolve-se em dois registos, com vãos rectangulares no primeiro e janelas de guilhotina, com molduras recortadas no segundo. Destacam-se as centrais pelo lintel coroado por volutas e medalhão central. O ritmo destes vãos converge para a porta, de moldura recortada e encimada pela pedra de armas dos Azeredo e Pinto, implantado já ao nível do frontão triangular que a empena desenha. A capela, com portal e óculo quadrilobado profusamente decorados e recortados, termina num frontão triangular de lanços contracurvados, com fogaréus no prolongamento dos cunhais.

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

5. Casa do Arcouce

Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Loivos do Monte, com acesso pela E.N. n.º 321

Nota descritiva histórico – artística:

Composta por volumes diferenciados que desenham um L aberto para um vasto terreiro antecedido por portal ameado, a Casa de Arcouce é bem um exemplo das diversas intervenções que os edifícios habitacionais são objecto ao longo dos séculos, e que transformam a sua arquitectura, adaptando os imóveis às necessidades dos sucessivos proprietários.

A mais antiga referência sobre a Casa remonta a 1612, sabendo-se que aqui faleceu, em 1659, António Jorge Gomes, o primeiro senhor de Arcouce de que há notícia (SILVA, 1958,p.285).

O imóvel que hoje conhecemos é, muito possivelmente, uma construção mais tardia, já do final do século XVIII ou inícios do XIX, integrando e recuperando a casa anterior. Na verdade, só a partir do nascimento de Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo, em 1790, é que encontramos as famílias presentes da pedra de armas da fachada, facto que deverá indiciar uma campanha de obras de maior vulto. Em todo o caso, é difícil determinar com exactidão os trabalhos e respectiva cronologia, uma vez que a documentação apenas refere as campanhas arquitectónicas mais próximas. É o caso da capela, dedicada a Santo António e mandada erguer, em 1814, por D. Rosa Joaquina de Freitas, herdeira da propriedade, e viúva de António de Azeredo de Araújo e Melo, falecido em 1800 (IDEM, p. 286). Mais recentemente, já no século XX, Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo e Leme, nascido nesta Casa a 6 de Outubro de 1900, introduziu novas alterações, recuando a capela.

A entrada principal efectua-se através da fachada que faz ângulo com o frontispício do templo, e ao qual se acede através das escadas de lanço único, com guarda de volutas. A porta é de verga recta, e ao lado abre-se uma janela de avental trabalhado. Entre ambas, o brasão da família ocupa um lugar de destaque: trata-se de um escudo esquartelado, no 1º quartel, Azeredos; no 2º, Pintos; no 3º, Araújos; e no 4º, Melos. A capela, tal como a casa, apresenta pilastras nos cunhais, encimadas por pináculos. O portal é abatido, abrindo-se na zona superior do alçado, que termina em empena, um óculo quadrilobado. Nas restantes fachadas, com vãos simétricos e de linhas rectas com aventais trabalhados ao nível do andar nobre, merece especial referência o corpo ameado, e o alçado que se abre a Norte, com varanda alpendrada sustentada por colunas torsas.

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

6. Convento de Ancede

(Outras designações: Mosteiro de Santo André de Ancede)

Classificação: Em vias de Classificação (com Despacho de Abertura), considerado todo o conjunto que inclui a Igreja Matriz, Capela do Bom Despacho e Quinta.

Localização: Freguesia de Ancede

Nota descritiva histórico – cultural:

O Convento de Santo André de Ancede, foi primeiro da Ordem de Santo Agostinho e, mais tarde, da dos Dominicanos, igualmente anterior à invasão mourisca, ou pelo menos coevo da fundação da nacionalidade - pois veio a obter Carta de Couto de D. Afonso Henriques, em 1141. A ele encontra-se anexa a actual Igreja Matriz, de três naves ( 1689), que, além do seu indiscutível valor arquitectónico, contém um precioso núcleo museológico de arte sacra, onde se incluem, para além de valiosas peças de paramentaria, uma Custódia (semelhante à que se diz ter saído das mãos de Gil Vicente), várias Cruzes Processionais e um Cofre com a cabeça do «frade santo», tudo em prata, e, ainda, pinturas inspiradas na Escola de Grão-Vasco, com relevo para o tríptico, e notáveis exemplares de estatuária religiosa.

De notar que as construções actualmente existentes correspondem ao período dominicano, depois de o mosteiro ter sido anexado, em 1560, ao Convento de S. Domingos de Lisboa e reflectem, pela sua riqueza, para além da importância cultural e religiosa o seu poder económico, derivado do extenso número de propriedades que possuíam em várias regiões do Norte do país e, sobretudo, dos lucros da venda do vinho ( O início da construção da actual Adega e dos Celeiros data de 1753).

Acrescem a este acervo patrimonial os inconfundíveis conjuntos escultóricos com verdadeiras representações cénicas da vida de Cristo, ao jeito do estilo barroco, segundo a devoção do Rosário divulgada pelos Dominicanos, na Capela do Bom Despacho (1731), erigida no Adro da mesma Igreja.

7. Igreja Paroquial de Valadares

Classificação: Em vias de classificação (com Despacho de Abertura)

Localização: Freguesia de Valadares

Nota descritiva histórico – artística:

A Igreja Românica de Valadares, antigo local de passagem dos peregrinos de Santiago integra algumas características arquitectónicas interessantes, desde o seu pórtico principal até à cachorrada de tipo românico que circunda a capela – mor, mas o que lhe confere especial motivo de interesse, são as pinturas a fresco, do séc. XV, caracterizadas pela sua raridade.

8. Casa da Cocheca

Classificação: Em Vias de Classificação (Homologado -Imóvel de Interesse Público)

Localização: Freguesia de Mesquinhata

Nota descritiva histórico – artística:

Embora o edifício actual, com um bonito alçado principal e uma imponente pedra de armas, seja uma reconstrução dos princípios do século XVIII, quando a capela (datada do Séc. XVII) foi anexada ao solar, há notícias de que a primitiva casa, com a sua quinta, esteve aforada ao Convento de Salzedas, no século XVI.

Para além da magnífica paisagem envolvente, nas proximidades do rio Douro, o belo conjunto de edifícios convida também a uma visita pela mostra permanente de artesanato, vinhos e outros produtos regionais, num agradável espaço da antiga adega.

9. Casa de Agrelos

Classificação: Em Vias de Classificação (Homologado - Imóvel de Interesse Público, incluindo Capela, terraço com balaustrada e jardim de buxo

Localização: Freguesia de Santa Cruz do Douro

Nota descritiva histórico – artística:

Implantada numa plataforma elevada em relação ao resto da propriedade, e parcialmente delimitada por uma balaustrada de granito, aberta por escadarias de acesso às cotas inferiores, a Casa de Agrelos destaca-se pela torre neoclássica que se ergue a meio de um corpo residencial setecentista.

Parece certo que existia um edifício no século XVII, ideia que se confirma pela data de 1612, inscrita no interior do imóvel, e que este foi objecto de uma remodelação e ampliação na centúria seguinte, muito possivelmente, já na segunda metade (AZEREDO, 1938, p. 117). Na verdade, os elementos decorativos que encontramos nas molduras dos vãos da fachada principal são já rocaille, e a capela exibe uma inscrição que faz remontar a sua edificação a 1764, o que ajuda a balizar a cronologia desta campanha de obras.

O corpo setecentista, baixo e de dois pisos, apresenta fachadas depuradas e pouco simétricas, à excepção da principal, com duas janelas de guilhotina de cada lado da torre. Esta, é uma edificação mais recente, datada de 1855 (segundo inscrição), e que se integra numa nova campanha, também responsável pela remodelação da capela, alguns anos mais tarde, em 1867 (de acordo com a inscrição já referida). A torre, que se ergue muito acima dos restantes volumes da casa, é o elemento de maior erudição do conjunto, denotando, no seu desenho neoclássico, a influência da arquitectura inglesa portuense. No alçado correspondente à fachada principal do imóvel, apresenta cantaria aparente, e é aberta por uma porta em arco de volta perfeita, a que se segue uma janela de guilhotina e uma outra de sacada, sendo rematada um frontão triangular em cujo tímpano se inscrevem as armas do "fidalgo cavaleiro da casa real e morgado de campello" que mandou construir a torre, ou seja, António Ferreira Cabral Paes do Amaral (AZEVEDO, 1969, p. 106). Originalmente, a propriedade pertencia à família Peixoto, tendo passado, por doação, para a posse dos Ferreira Cabrais, oriundos de Penaventosa, que aqui se instalaram no final de Setecentos (AZEREDO, 1938, p. 117).

Apesar da construção tardia, a torre da Casa de Agrelos é um exemplo da manutenção e aceitação, na arquitectura civil, de um elemento que remonta ao período medieval, mas que soube adaptar-se e integrar-se nas diferentes épocas e linguagens arquitectónicas, sendo recuperado quando existia ou sendo introduzido quando não havia vestígios conhecidos, como era o caso de Agrelos ((AZEVEDO, 1969, p. 60).

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

 

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Concelho de Felgueiras
O Município de Felgueiras, localizado na parte superior do Vale do Sousa, abrange cerca de 116 Km2, repartidos por 32 freguesias.

É constituído por quatro centros urbanos: a Cidade de Felgueiras, a Cidade da Lixa, a Vila de Barrosas e a Vila da Longra. Verdadeiro coração da NUT Tâmega, constitui hoje uma centralidade importante no mapa de auto-estradas e itinerários principais, uma garantia sólida de afirmação das inúmeras potencialidades reais concelhias.

O património monumental do concelho é rico e diverso, sendo de realçar no presente e entre outros, o que se integra na Rota do Românico do Vale do Sousa: Mosteiro de Pombeiro, Igreja de Airães, Igreja de Sousa, Igreja de Unhão e a Igreja de S. Mamede em Vila Verde.

O Mosteiro de Pombeiro, monumento nacional classificado, é anterior à fundação da Nacionalidade e a expressão máxima das origens remotas e da riqueza cultural das terras felgueirenses.

Os bordados são uma das mais ricas tradições do concelho, que emprega cerca de 2/3 das bordadeiras nacionais. O filé ou ponto de nó, o ponto de cruz, o bordado a cheio, o richelieu e o crivo são exemplos genuínos do produto artesanal de verdadeiras mãos de fada.

Os sabores autênticos da gastronomia, a frescura e intensidade dos aromas dos vinhos e o ambiente de grande animação proporcionam momentos inesquecíveis. Dando corpo a essa riqueza, foi já constituída a “Confraria do Vinho de Felgueiras”, destinada a divulgar e defender o vinho e a gastronomia felgueirenses.

Felgueiras, com 59 000 habitantes é um dos concelhos com a população mais jovem do país e da Europa. Uma terra de excepção que aposta na valorização dos seus recursos humanos, na consolidação do campus politécnico, no desenvolvimento económico (pleno emprego e centro de negócios) e na consolidação das suas infra-estruturas.

Marcada pela invulgar capacidade empreendedora do seu povo é responsável por 50% da exportação nacional de calçado, por 1/3 do melhor Vinho Verde da Região e por um valioso património cultural. Felgueiras é um dos municípios com maior desenvolvimento do Norte do País.

 

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Concelho de Gondomar
Gondomar, o seu nome tem ressonâncias históricas. Vários achados revelam as velhas raízes da vivência humana neste local desde a pré-história. A exploração das minas de ouro nas regiões próximas e a posição estratégica do “Crasto” comprovam a permanência dos Romanos nestas terras.

Entre outras versões, a denominação “Gondomar” é atribuída ao rei visigodo “Gundemaro” que, em 610, teria aqui fundado um Couto.

Apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos, Gondomar recebeu o primeiro foral em 1193, de D. Sancho I, que, mais tarde, foi confirmado pelo rei D. Afonso II, através das Inquirições. O Monarca “fez honra de Gondomar” a D. Soeiro Reymondo, que aqui tinha um solar.

No reinado de D. Manuel I é outorgado o segundo foral ao “Município de Gondomar”, em 1515. Também estas férteis terras foram doadas a D. Margarida de Vilhena, concedendo-lhes direitos de renda, foros, etc.

Nos séculos seguintes, o “julgado de Gondomar” não enquadrou sempre as actuais freguesias. Ao longo dos anos diversas modificações do estatuto e demarcações de algumas localidades - Melres Rio Tinto, Lomba e São Pedro da Cova - fizeram variar a forma do concelho. Se bem que fossem integradas as referidas freguesias com todas as suas potencialidades, ao concelho já pertenceram Avintes (hoje ligada à cidade de Vila Nova de Gaia) e Campanhã (freguesia do Porto, fronteiriça com os limites de Gondomar).

Data de 1868 a incorporação no concelho das freguesias de São Cosme, Valbom, Rio Tinto, Fânzeres, São Pedro da Cova, Jovim, Foz do Sousa, Covelo, Medas, Melres e Lomba. Formalmente só em 1927 a sede do concelho - São Cosme - foi confirmada como Vila de Gondomar, mediante pedido à Presidência da República.

Em 1985 foi promulgada a lei de criação da Freguesia de Baguim do Monte. Em 1991 Gondomar ascende a cidade, o mesmo acontecendo com Rio Tinto, em 1995. Mais recentemente (Janeiro de 2005), Valbom também ascende à categoria de cidade.

 

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Concelho de Lousada
O concelho de Lousada, integrado na região do Vale de Sousa, é bastante industrializado, com destaque para a indústria de confecções de vestuário, apesar de ainda manter um cariz agrícola, sobretudo no domínio nos vinhos verdes e lacticínios, com empresas agro-industriais bastante desenvolvidas.

Com uma população a rondar os 45 mil habitantes, na sua maioria jovens, distribuídos por 25 freguesias e cerca de 95km2, Lousada dista 35 km do Porto, a cujo distrito pertence, confinando com os concelhos de Penafiel, Paredes, Paços de Ferreira, Santo Tirso, Vizela, Felgueiras e Amarante.

Reúne atractivos para uma estada agradável: as estações arqueológicas, igrejas e solares majestosos, pelourinho, pontes, aqueduto e a Torre dos Mouros constituem património histórico de um Município onde as belezas naturais se afirmam por excelência, como comprova

O artesanato tem nos bordados uma importante expressão, mas a tecelagem, especialmente em linho, a piroctecnia, cestaria, tamancaria e latoaria encontram-se igualmente em actividade, numa terra onde o incomparável vinho verde e a saborosa gastronomia, nomeadamente o cabrito assado com arroz de forno, o basulaque, o pão-de-ló e os beijinhos de amor, merecem também especial relevância.
O maior andor do País, transportado na festa da Senhora da Aparecida por cerca 70 homens, constitui uma importante atracção turística, mas as romarias prolongam-se durante todo o ano, com folclore, bandas de música, grupos de bombos, gigantones, fogo-de-artifício e "vacas-de-fogo".

A singular hospitalidade do povo completa o conjunto de razões para uma visita a Lousada - terra onde as condições de bem estar têm sido valorizadas.
Se as piscinas, o auditório e a biblioteca municipais oferecem propostas de interesse, é indesmentível uma melhoria de qualidade das condições hoteleiras e de alojamento, com o turismo no espaço rural a apresentar excelentes exemplos.

As acessibilidades têm vindo a ser ampliadas, Lousada, no âmbito da Região do Vale de Sousa, reúne condições para potenciar a sua oferta turística.
Rotas do Românico, do Vinho Verde e do Gourmet, roteiros culturais e programas de animação cultural e desportiva durante o ano surgem como propostas, com destaque para o novo Complexo Desportivo e o Eurocircuito, que confirmam que viver em Lousada significa, cada vez mais, qualidade e prazer.


 

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Concelho de Maia
MONUMENTOS E LOCAIS DE INTERESSE


Igreja de Santa Maria (Nª Srª do Ó)
- Monumento Nacional desde 1884, cuja data de construção é anterior à própria nacionalidade. Esta igreja foi fundada pelos cavaleiros do Santo Sepulcro, sendo dúplice, por nele morarem cónegos e cónegas de Santo Agostinho, da ordem regrante do Santo Sepulcro. De origem românica possui duas naves com capiteis ornados com folhagens e decoram-na painéis pintados com motivos vegetalistas e animais. Destaca-se na sua frontaria o portal de quatro arquivoltas ogivadas, e, no lado norte, o portal de duas arquivoltas igualmente ogivadas, com a cruz de Malta no tímpano.

Capela Nossa Senhora da Guadalupe - Monumento eventualmente românico, reconstruído em 1633. Situa-se no Lugar do Paço em Águas Santas. A Capela tem no seu altar-mor a imagem da Virgem de Guadalupe, feita por um santeiro espanhol, a segurar o Menino num braço e no outro um bastão. O seu interior está revestido por notáveis "frescos", de origem seiscentista, alusivos à Senhora e às fases da Paixão de Cristo. De referir ainda o espaçoso coro e um orgão de tubos, construído em 1827.
A padroeira dos toureiros tem festas em sua honra no 1º Domingo de Setembro e em honra do Menino Deus no 2º Domingo de Janeiro.

Monumento às Bandas de Música - Homenagem às seculares bandas de música de Moreira e Gueifães, que representam uma das mais belas, mais ricas e mais significativas expressões da nossa cultura popular.
Maior grupo escultórico em bronze da Europa representando uma banda em plena actuação, da autoria do escultor Laureano Ribatua.
1997

...entre outros





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Concelho de Marco de Canaveses
O concelho de Marco de Canaveses fica situado no distrito do Porto, em plena região duriense. Os seus limites são estabelecidos pelos concelhos de Amarante (a norte), de Baião (a este), de Cinfães e Castelo de Paiva (a sul) e de Penafiel (a oeste).

Compreende uma área de 202 quilómetros quadrados, pela qual se distribuem trinta e uma freguesias: Alpendorada e Matos, Ariz, Avessadas, Banho e Carvalhosa, Constance, Favões, Folhada, Fornos, Freixo, Magrelos, Manhuncelos, Maureles, Paços de Gaiolo, Paredes de Viadores, Penha Longa, Rio de Galinhas, Rosém, Sande, Santo Isidoro, São Lourenço do Douro, São Nicolau, Soalhães, Sobretâmega, Tabuado, Torrão, Toutosa, Tuías, Várzea do Douro, Várzea da Ovelha e Aliviada, Vila Boa do Bispo e Vila Boa de Quires.

De acordo com estudos etimológicos, o primeiro elemento do topónimo principal do concelho ("Marco") terá sido atribuído a esta terra pelo facto de aqui ter existido uma marca de pedra, que assinalava a divisão das freguesias de Fornos, São Nicolau e Tuías. "Canaveses", por sua vez, deriva de "canavês", que significa "terreno onde se cultiva câneve, ou seja, cânhamo. Esta designação é, assim, alusiva à cultura de cânhamo, outrora abundante nesta região.

A julgar pelos vestígios arqueológicos encontrados no território do actual concelho de Marco de Canaveses, este foi povoado desde o período do Neolítico. Mais tarde, recebeu a presença do povo romano, que também deixou fortes marcas da sua passagem, nomeadamente as termas, o fórum, as zonas habitacionais e uma necrópole da povoação de Tongóbriga.


As raízes históricas deste concelho estão ligadas à antiga vila de Canaveses, cujo senhorio pertenceu à família de D. Gonçalo Garcia, entre 1255 e 1384. Neste ano, Canaveses foi entregue, por D. João I, a João Rodrigues Pereira. Já no século XIX, as suas terras foram integradas no município de Soalhães. Contudo, esta situação foi alterada em 1852, com a criação do concelho de Marco de Canaveses, que resultou da anexação dos concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro e parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega.

 

O concelho do Marco de Canaveses tem um destino e uma vocação marcados pelos dois rios que o delimitam: o Douro e o Tâmega. As albufeiras artificiais do Carrapatelo (no Douro) e do Torrão (no Tâmega) prestam-se à prática de desportos náuticos. O Parque Fluvial do Tâmega (nas freguesias de Sobretâmega e S. Nicolau), com a sua fluvina, as suas plataformas de pesca, o parque de merendas, o parque infantil e o seu circuito pedonal e de manutenção são um interessante ponto de visita e de lazer. O rio Douro, por onde circulam barcos turísticos que percorrem um dos mais impressionantes itinerários fluviais que é possível encontrar, também proporciona belíssimas paisagens e momentos de lazer, nomeadamente no cais de Bitetos (freguesia de Várzea do Douro).

As serras da Aboboreira e de Montedeiras são uma sequência quase ininterrupta de pontos de vista. A Aboboreira interessa, ainda, no plano arqueológico, ali se encontram importantes vestígios pré-históricos, nomeadamente antas e mamoas.

Na arqueologia, outro local que merece atenção e visita é a cidade romana de Tongobriga, importante povoação romana, cujo auge foi o séc. II d.C., e se situava junto da via principal romana que a partir do séc. I d.C. ligava as cidades de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida).

Ao longo dos tempos, o Homem foi deixando outros vestígios artísticos e hoje é possível falar, por exemplo, de um importante circuito românico religioso: Vila Boa de Quires, Santo Isidoro, Sobretâmega, São Nicolau, Tabuado, Soalhães, Vila Boa do Bispo e Fandinhães e de um importante circuito românico civil: Ponto do Arco e Memorial de Alpendorada.

O barroco está também presente em igrejas como as dos mosteiros de Vila Boa do Bispo e Alpendorada e em diversas casas solarengas, das quais se destaca as Obras do Fidalgo (interessante palacete inacabado, em Vila Boa de Quires).

Qualquer igreja é capaz de nos surpreender ou então de nos emocionar, nem que seja apenas por um pormenor de talha dourada (Vila Boa do Bispo, Soalhães, Alpendorada, Manhuncelos e S. Nicolau), de azulejos (Soalhães, Vila Boa do Bispo e Vila Boa de Quires) ou uma pintura interior (frescos em Santo Isidoro, Tabuado e S. Nicolau).

No património religioso temos um edifício de reconhecido valor internacional, a Igreja de Santa Maria, obra do arquitecto Sisa Vieira. Existe ainda os castros, sobressaindo o de Arados (em Alpendorada), as sepulturas antropomórficas e os Pelourinhos de Canaveses (na freguesia de S. Nicolau), Portocarreiro (na freguesia de Vila Boa de Quires) e o de Soalhães (na freguesia de Soalhães).

Uma visita ao Marco de Canaveses não será completa se não contemplar o artesanato local. Representado pelas Bonecas de Folhelho, pela cantaria, pela cestaria, pelos chapéus de palha, pelas rendas e bordados, pela tanoaria e pela tecelagem, pode ser admirado e adquirido na Loja do Artesão, na casa de Produtos Tradicionais e Posto de Turismo de Bitetos e no Posto de Turismo da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.

Aos nossos visitantes recomendamos que usufruam da nossa hospitalidade, alojando-se numa das casas de Turismo em Espaço Rural ou que procurem um dos nossos restaurantes para que possam experimentar a nossa gastronomia (caldo verde, anho assado com arroz de forno, verdinho e lampreia) bem como a nossa doçaria (Pão-de-ló, Pão Podre, cavacas e Fatias do Freixo e os Biscoitos da Fábrica Duriense). Recomenda-se que as iguarias sejam bem acompanhadas pelos nossos vinhos verdes. Pertencendo à Região Demarcada dos Vinhos Verdes, aqui se criou a Rota dos Vinhos do Marco de Canaveses. Seguindo uma sinalética personalizada, podemos encontrar, visitar e degustar os néctares das 21 quintas aderentes à rota.

 

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Concelho de Matosinhos
Terra de memórias e tradições
O mar à mesa, a nova arquitectura, as peregrinações, os monumentos, as recriações históricas.
Matosinhos turístico é incontornavelmente gastronomia, arquitectura contemporânea, a imensa costa marítima. Muitos são os demais encantamentos.

Da gastronomia, poder-se-á dizer que é a âncora. O peixe, o marisco, as receitas de carne do Matosinhos interior, o tom e aroma de eterno arraial são desarmantes. O Norte faz de Matosinhos o local de todas as celebrações. Vêm almoçar, jantar, e voltam para um concerto, uma conferência, para a prática de um desporto, descobrem os demais encantamentos.

Da arquitectura contemporânea, dever-se-á fatalmente falar de Álvaro Siza cujos laços a Matosinhos são fortíssimos. Desde logo ao nível das emoções: Álvaro Siza nasceu em Matosinhos, as suas primeiras memórias têm forçosamente o recorte, o aroma, os sons da sua cidade. Matosinhos foi deveras inspirador. Matosinhos guarda ciosamente as obras de Siza, as da sua juventude, ícones da arquitectura mundial, monumentos nacionais: a Casa de Chá da Boa Nova, a Piscina das Marés, construídas entre as rochas, não fossem - diria ao tempo o seu Autor - quebrar a vista da linha do mar. É o turismo de perto e que atravessa o mar para ver as obras do Mestre, mas também as de Fernando Távora, Alcino Soutinho, Souto Moura.

Venha a pé, pelo sul, junto ao mar, entre na despojada marginal de Souto Moura, olhe a lendária Praia de Matosinhos fervilhante de magia e de símbolos - génese das muitas peregrinações e festas populares. Venha por onde vier, tome-se de amores por Matosinhos.

Nesta parte, poderá visualizar algumas informações sobre o turismo de Matosinhos, nomeadamente informações sobre actividades de Lazer, Festas Feiras e Romarias, Itinerários sobre aspectos culturais e históricos do concelho, bem como informações sobre alojamento e restauração.

Localização
Matosinhos é uma das maiores cidades do distrito do Porto, localizada no norte de Portugal, no noroeste da Península Ibérica, no lado direito do rio Douro.

Situada ao lado da cidade do Porto, possui uma grande área banhada pelo Oceano Atlântico. Matosinhos é uma cidade com grande desenvolvimento industrial, que procura manter ao mesmo tempo as suas tradições populares.

Aproveitem a 100% a visita a Matosinhos

Latitude: 41º 10´ 59.1" N
Longitude: 8º 40´ 59.4" W

 

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Concelho de Paços de Ferreira
Património Classificado
Os primeiros vestígios da ocupação humana reconhecidos com segurança na área concelhia permitem delinear um quadro de sequências culturais desde formas incipientes de actividade agrária, em horizontes megalíticos bem documentados, a um papel de primordial importância durante a Idade dos Metais. Os melhores testemunhos deste passado são hoje monumentos nacionais, como o Dólmen de Lamoso e a Citânia de Sanfins, uma das mais importantes estações arqueológicas da Proto-história europeia.
A partir dos tempos da fundação da nacionalidade, a consolidação e expansão da economia encontra-se nas mãos de uma sociedade florescente, em que a terra estava repartida segundo práticas feudais. Essa vitalidade económica e social é manifesta na edificação do imponente templo românico de S. Pedro de Ferreira, que ocupa então lugar central na organização e exploração do território.


Capital do Móvel
O Concelho de Paços de Ferreira afirmou-se, durante os últimos 20 anos, como a Capital do Móvel em Portugal. Já acolheu a 1ª Bienal Internacional de Design de Mobiliário.
Paços de Ferreira é hoje o maior centro de negócios de mobiliário do país e da Galiza, centralizando-se aqui o escoamento de grande parte da produção nacional de móveis.
Com uma área de exposição instalada de cerca de 1 milhão de metros quadrados, Paços de Ferreira é o dínamo do sector do mobiliário em Portugal, contando também com uma importante actividade industrial ao nível da produção.
O próprio Instituto de Comércio Externo de Portugal considera que a indústria de mobiliário é a que mais tem contribuído para o equilíbrio das exportações e para o estancamento da crise.

O fio da História

Em Paços de Ferreira esta indústria nasceu do embrião do mobiliário escolar.
O objectivo do notável pacense Albino de Matos era introduzir em Portugal um método de ensino especial, a partir da reforma do mobiliário escolar, substituindo o que considerada mobiliário desproporcionado e anti-higiénico por novos modelos revolucionários, cujos preceitos higiénicos e pedagógicos eram prioridade.
Professor primário e emi¬nente pedagogo, revolucionou de uma forma patriótica, todos os esta¬belecimentos de ensino oficial e particular, quando em 1920 decide espalhar em Portugal este método nas escolas infantis, primárias e liceais.
Depois, vieram os Dons de Froebel, os con¬tadores, as caixas métricas popularizadas sob a designação “Albino de Matos”, as colecções de todos os sólidos e medidas várias, necessários para o ensino da geometria, o metro articulado e os entretenimentos úteis para as crianças, escrupulosamente executados segundo o sis¬tema do grande professor que os inventou.
Assim surge a Albino Matos, Sucrs, Lda., em Freamunde, e bastaram três anos para que a solução para responder ao crescente volume de pedidos foi a fusão com uma outra fábrica, tam¬bém de Freamunde, a Pereira & Barros, Lda..
Da união resultou a designação de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda., a primeira indús¬tria instalada no Concelho de Paços de Ferreira, pioneira da indústria de marcenaria, que execu¬tava com perfeição o mobiliário escolar, criando nas suas instalações uma verdadeira escola de formação de operários e técnicos especializa¬dos, muitos dos quais viriam a estabelecer-se por conta própria e dar origem ao início de uma rede de empresas de mobiliário que hoje torna a Capital do Móvel, como o Concelho de maior significado na indústria nacional de mobiliário.



 

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Concelho de Paredes
Turismo



Paredes, integrado na região do Vale do Sousa, é hoje um concelho que se tem vindo a afirmar em diferentes áreas da nosso sociedade, nomeadamente o turismo.
Em termos de localização, Paredes goza de condições privilegiadas, uma vez que se encontra a escassos minutos do grande Porto. Por outro lado preserva, ainda, uma magnífica atmosfera rural.

O concelho de Paredes está inserido na Rota do Românico e na Rota dos Vinhos Verdes, reunindo um conjunto de equipamentos e meios que poderão proporcionar agradáveis momentos.


Todas as pessoas que desejem obter informações sobre o concelho devem deslocar-se à Câmara Municipal, uma vez que é neste espaço que funciona o sector de turismo.
No espaço de atendimento turístico da Câmara Municipal de Paredes pode encontrar informação sobre o património, o que fazer, o que visitar, indicações sobre o tipo de artesanato do concelho, alojamento, restauração, meios de transporte e mapas do concelho da cidade de Paredes.
O Pelouro de Turismo é, igualmente, responsável pela instrução dos processos de Classificação de Imóveis de Interesse Municipal.

Património do concelho de Paredes
O Património do concelho de Paredes é apresentado de uma forma simples e esquemática por forma a tornar-se acessível ao utilizador encaminhando-o para uma pesquisa de acordo com os objectivos e interesses.

Nesse sentido, estruturou-se o tema em dois grupos: Património Classificado subdividido pelas categorias de classificação definidas pela Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro e Património não Classificado organizado numa abordagem individual sobre Património Arqueológico, Património Etnográfico e Património Arquitectónico.

Por fim, num grupo autónomo destaca-se o Património Natural subdividido, também, em Património Natural Classificado e Património Natural não Classificado.

Refira-se que o Património aqui difundido é o resultado do trabalho de identificação e registo patrimonial desenvolvido pelo Pelouro da Cultura. A continuidade da elaboração deste inventário, permitirá a actualização dos dados que irão enriquecer o conhecimento do património concelhio.



Monumento Nacional
Igreja de S. Pedro do Mosteiro de Cête
A fundação do Mosteiro remonta aos séculos X/XI. Foi da Ordem de S. Bento e a partir dos meados do século XVI da Ordem de S. Agostinho. Em 1758 encontravam-se, ainda, dois religiosos a assegurar a vida espiritual da...


 

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Concelho de Penafiel
UM PÉRIPLO PELO CONCELHO

Penafiel é um concelho de forte vocação e apelo turísticos. As suas manifestações de interesse perpassam vários domínios, como sejam, o seu património, a sua gastronomia, as suas paisagens naturais, as suas tradições, feiras e festividades, às quais acrescem as estruturas turísticas construídas e em construção.

A PAISAGEM NATURAL

Penafiel é um concelho de montes, vales e rios, que pode ser fruído a partir de vários pontos e lugares. Deixa-se, todavia, a sugestão de aproveitar os belos planos de água decorrentes da albufeira do Tâmega ou as encostas agrestes do Douro.

O PATRIMÓNIO

Penafiel é também um concelho onde se percebe a intensa humanização de que o seu território foi alvo, ao longo de vários milénios. Assim, podem ser apreciados vários monumentos que a arte humana ofereceu à luz do dia, desde os imemoriais tempos pré-históricos.

Aqui podem ser visitados a Anta de Santa Marta, o Menir de Luzim, gravuras rupestres e várias necrópoles.

É também neste território que pode ser visitado um dos maiores castros do Noroeste Peninsular – o Monte Mozinho (Oldrões/Galegos). Trata-se de uma cidade proto-romana, coeva do início da era, que tantos estudiosos e visitantes tem atraído para dentro dos seus limites. Integra a recentemente criada Rota dos Castros e Verracos da Fronteira Hispano-Lusa, juntamente com as Deputações de Ávila e Salamanca (Espanha) e os municípios de Miranda do Douro e Mogadouro, projecto financiado pelo Interrreg IIIA. Ali foi recentemente inaugurado o seu Centro Interpretativo, a zona de acolhimento de arqueólogos e vigilantes (apoiados pela ON, medida Cultura) e quatro modernas esculturas de outros tantos artistas. É intenção do Município continuar a beneficiar a zona de acolhimento dos visitantes.

Também merecem um especial relevo, os monumentos que integram a Rota do Românico do Vale do Sousa (apoiada pela ON – AIBT Vale do Sousa), a saber, o Mosteiro Beneditino de Paço de Sousa (onde se encontra o túmulo de Egas Moniz), a Igreja de S. Gens (Boelhe), a Igreja da Gândara (Cabeça Santa), a Igreja de S. Miguel de Entre-os-Rios (Eja), os Túmulos da Igreja de S. Pedro de Abragão, o Memorial da Ermida (Irivo) e a ponte de Espindo (entre Bustelo e Lodares/Lousada).

Também é de evidenciar o património e arquitectura rurais, existentes em vários lugares e aldeias do concelho, com especial incidência para as Aldeias Preservadas de Quintandona (Lagares) e Cabroelo (Capela), e de Entre-os-Rios, em recuperação.

Recomenda-se ainda a visita do Mosteiro Beneditino de Bustelo e o aqueduto que se ergue na sua envolvente, bem como o Santuário da Nossa Senhora da Piedade (Sameiro) e o Centro Histórico da cidade.

A GASTRONOMIA

Ninguém fica indiferente à gastronomia penafidelense, que pode ser apreciada, em todas as épocas do ano, em qualquer um dos restaurantes que se estendem pelo concelho.

Desde logo, é de salientar a Lampreia (e o Sável), iguarias celebradas através da Rota da Lampreia, promovida pelo Município todos os anos na sua época, aqui especialmente confeccionada na modalidade de arroz (à Entre-os-Rios) e à Bordalesa.

Mas também são dignos de registo e boa degustação o cabrito assado no forno e o cozido à portuguesa e, na doçaria, os bolinhos de amor, as tortas de S. Martinho, a Sopa Seca e o Pão-de-Ló de Rio de Moinhos.

Como não podia deixar de ser, o vinho verde é também rei nas mesas penafidelenses, ou não fosse este o concelho com maiores responsabilidades na sua produção e exportação.

AS TRADIÇÕES, FEIRAS E FESTIVIDADES

Durante todo o ano, temos para oferecer ao nosso visitante algumas das tradições, feiras e/ou festividades desta terra.

Logo em Janeiro poderá ser uma oportunidade para assistir ao cantar das Janeiras ou dos Reis, a que se segue, logo em Fevereiro, é a época do Serrar da Velha e do Carnaval.

Com a Primavera, chegam as festas pascais, tão enraizadas na nossa cultura, salientando-se: as Endoenças de Quinta-Feira Santa, em Entre-os-Rios (Eja), que deslumbram qualquer um pelo belo espectáculo de luz proveniente de dezenas de milhares de velas colocadas nas margens e leitos dos rios Douro e Tâmega; a Paixão do Senhor, que ocorre no dia de Sexta-Feira Santa, na cidade de Penafiel; os cortejos decorrentes das dezenas de “compassos” em todas as aldeias do concelho e, na segunda-feira de páscoa, a romaria da Senhora da Saúde, em Bustelo.

No final da Primavera, chegam as Festas do Corpo de Deus, únicas no país e no mundo por, ao longo de cerca de seiscentos anos, preservarem a matriz sacra e profana da sua procissão.

Em Agosto, é tempo de evidenciar as potencialidades económicas e agrícolas da região através de AGRIVAL que, após mais de 25 anos, atrai anualmente mais de cem mil visitantes.

Com a chegada do Outono, chegam mais festas e romarias. Destacando-se, nos finais de Outubro, a concorrida romaria de S. Simão (Urrô), tempo já para as primeiras provas do vinho novo e, ainda antes das festas natalícias, a Feira de S. Martinho, que ocorre entre os dias 10 e 20 de Novembro, e que ao longo dos séculos tem atraído dezenas de milhares de visitantes à cidade de Penafiel, para uma feira única, sobretudo pela tradição do vinho novo, da castanha, do gado e das compras para o Inverno.

AS ESTRUTURAS TURÍSTICAS

Para potenciar todo o manancial turístico que este concelho alberga, tanto os públicos como os privados estão a preparar o futuro, criando e adaptando equipamentos públicos que garantem a qualificação do território penafidelense na temática turística.

Em primeiro lugar, é de realçar a beneficiação e recuperação do Parque Termal de S. Vicente, que alberga um Balneário Romano e que dispõe de uma água termal, de inegável qualidade. Um moderno equipamento de tratamento termal, de saúde e de lazer, com total respeito pela tradição e património do lugar. Juntamente com as Termas da Torre – Entre-os-Rios (Portela/Eja) em pleno funcionamento (INATEL), integram a boa oferta termal de que Penafiel tem grandes tradições.

Em segundo lugar, é de referir a recuperação da Frente Ribeirinha de Entre-os-Rios (Eja) que permitiu requalificar este belo espaço ribeirinho e dotar o local de um dos maiores cais de acostagem para barcos de grande porte, do rio Douro, através do qual poderão entrar no concelho de Penafiel e na região os inúmeros turistas que, anualmente, partem à aventura deste maravilhoso rio.

Depois, é de sublinhar a nova unidade hoteleira de grande qualidade na cidade, um hotel de quatro estrelas (Penafiel Park Hotel) situado junto ao Parque da Cidade e/ou Centro de Exposições, e que acresce, ao já anteriormente existente, Hotel (PenaHotel).

É também digna de distinção, a moderna estrutura em pleno Centro Histórico, o novo Museu Municipal (com Parque de Estacionamento subterrâneo e pequeno Auditório acoplados). Trata-se de uma obra da traça da família Távora (Fernando e Bernardo) que evoluiu a partir da recuperação do Palácio Pereira do Lago (Antigo Colégio do Carmo) e da ocupação dos espaços envolventes. Esta obra, disponibiliza salas dedicadas à etnografia penafidelense, à história da cidade, à arqueologia e a exposições temporárias.

Todos estes equipamentos somados aos espaços já referidos, nomeadamente os monumentos integrados na Rota do Românico e o Centro Interpretativo do Castro do Monte Mozinho, constituem, um motivo acrescido para visitar Penafiel!

Aguardamos pela sua visita…!

 

 

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Concelho de Porto
Património da Humanidade

O Centro Histórico do Porto constitui uma paisagem urbana de grande valor estético que testemunha um desenvolvimento urbano que remonta às épocas Romana, Medieval e dos Almadas (século XVIII). A sua ocupação humana, de acordo com o indiciado pelos vestígios arqueológicos existentes, remonta ao século VIII A.C.
A riqueza e a diversidade da arquitectura civil do Centro Histórico traduzem não só os valores culturais de épocas sucessivas: Romana, Gótica, Renascentista, Barroca, Neoclássica e Moderna como também a sua perfeita adaptação à estrutura social e geográfica da cidade, apresentando, desta forma, uma relação estável e coerente com o ambiente urbano e natural.

O tecido social e institucional da cidade garante a sua existência enquanto Centro Histórico habitado.

Tanto como cidade como realização do homem, o Centro Histórico do Porto constitui uma obra prima do génio criativo da humanidade. Interesses militares, comerciais, agrícolas e demográficos, convergiram aqui para abrigar uma população capaz de construir a cidade. O resultado é uma obra de arte única, de elevado valor estético. É um trabalho colectivo, que não foi realizado num determinado momento, mas o resultado de sucessivas contribuições. Um dos aspectos mais significativos da cidade do Porto, e em particular do seu Centro Histórico, é o seu valor panorâmico, fruto da complexidade do terreno, da articulação harmoniosa das suas ruas e do diálogo com o rio. Apesar da variedade de formas e materiais, o Centro Histórico do Porto conserva uma unidade estética visual. A cidade traduz, com êxito, uma interacção entre os ambientes social e geográfico.

O Porto oferece-nos uma valiosa lição de urbanismo. As intervenções planificadas e não planificadas dos diferentes períodos concentram-se nesta zona permitindo o estudo da concepção urbana das cidades da Europa Ocidental e Atlântico - Mediterrâneas, desde a Idade Média até à Revolução Industrial.

As ruelas tortuosas adaptadas à topografia medieval, as ruas rectilíneas e as pequenas praças da Renascença, as ruas que desembocam nos monumentos barrocos, a profusão de edifícios, aos quais foram sendo sucessivamente adicionados novos andares, e as novas construções fazem deste sítio um tecido urbano complexo.

TURISMO PORTO in www.visitporto.travel

 

 

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Concelho de Póvoa do Varzim
História
A Cidade – Póvoa de Varzim é o nome da nossa cidade. Explicá-lo representa uma aliciante viagem às suas origens históricas ou mesmo pré-históricas pelo que sou tentado, ao iniciá-la, a recorrer à fórmula genesíaca: - No princípio...era a terra de VARAZIM, ignoto Senhor que a possuiu em tempo não menos ignoto mas com certeza posterior à romanização e lhe deu o nome.

Poveiros ilustres
António Augusto da Rocha Peixoto; António dos Santos Graça; Caetano Vasques Calafate; Eça de Queirós; Elísio Martins da Nova; Flávio Gonçalves; Francisco Gomes de Amorim; João Martins Areias (Patrão Sérgio); José Rodrigues Maio (Cego do Maio); Manuel António Ferreira (Patrão Lagoa); Tomé de Sousa;

Etimologia
Varzim deriva do vocábulo romano-lusitano Euracini. A transformação foi-se operando ao longo dos séculos através de uma série de fenómenos linguísticos. Segundo o investigador da história local, Viriato Barbosa, Euracini "...era o senhor ou proprietário do solo em que hoje está situada, total ou parcialmente a Póvoa de Varzim".(1)

Artesanato
Camisolas Poveiras; Tapetes de Beiriz; Tapetes de Trapo; Ouriversaria/Prataria; Coisas do Mar; Trabalhos em Linho; Miniaturas de Embarcações.

MUSEUS

Museu Municipal de Etnografia e História

Encontra-se instalado num edifício brasonado da segunda metade do século XVIII, classificado como Imóvel de Interesse Público, conhecido por Solar dos Carneiros, e que sofreu, ao longo dos anos, várias alterações de estrutura e pormenor.
Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça (1882-1956), este é um Museu com especial valor etnográfico, possuindo uma grande colecção sobre a original Comunidade Piscatória Poveira.

Rua Visconde de Azevedo, tel. 252 616 200
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 10h00/12h30 – 14h30/18h00

Pólo Museológico de S. Pedro de Rates

Adequando-se ao local e ambiente, este pólo do Museu Municipal dedica-se à preservação e divulgação da história, lenda, arte e arqueologia da Igreja Românica de S. Pedro de Rates
Largo Conde D. Henrique
Tel. 252 957 034
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 09h30/13h00 – 14h00/17h30

Pólo Museológico da Cividade de Terroso

Este edifício dispõe de um pequeno auditório/sala de projecções e uma área de recepção onde se faz uma breve apresentação do espaço da Cividade de Terroso, uma das mais importantes estações arqueológicas da Cultura Castreja no Noroeste Peninsular.

Rua da Cividade de Terroso
Tel. 252 692 515
Museu Municipal
Terça-feira a Sábado 09h00/13h00 – 15h00/17h00


MONUMENTOS

Igreja Românica de Rates
(séc. XII/XIII - Monumento Nacional)


Este templo teve na sua origem uma capela modesta da época da Reconquista que foi reedificada nos finais do séc. XI, por iniciativa de D. Henrique e de D. Teresa. O edifício condal conhece novos voos no tempo de D. Afonso Henriques, quando se inicia a construção da actual igreja no séc. XII, tendo as obras terminado um século mais tarde. É um apreciável exemplo do estilo românico do nosso país. De construção pesada, feita de granito, tem poucas aberturas, uma delas, a rosácea, na parte superior da fachada.

Pároco de S. Pedro de Rates
Mosteiro
4570 Rates
Tel: 252 951 236

Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita

Pelourinho e Antigos Paços do Concelho de Rates

(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XVIII)
Povoado antigo, nasceu e cresceu à sombra do Mosteiro aí fundado pelo Conde D. Henrique, no ano de 1100. Renovado o foral em 1517 por D. Manuel, manteve a sua independência autárquica até à reforma administrativa de 1836, sendo então integrado no concelho da Póvoa de Varzim. A atestar o seu passado autónomo o Pelourinho (Monumento Nacional) e os Antigos paços do Concelho (1755).

Pelourinho da Póvoa / Praça do Almada

(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XIX)
É constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel I que renovou o foral à Póvoa de Varzim, em 1514, única peça do primitivo pelourinho erigido naquele ano e reconstruído em 1854.
Está implantado na Praça do Almada, zona nobre por excelência, circundada por um conjunto arquitectónico de elevado apuramento estético, onde ao granito que faz a marcação da fachada se acrescentam os azulejos, o ferro forjado...


Aqueduto

(séc. XVIII - Monumento Nacional)
Construção de 999 arcos que transportava a água das nascentes de Terroso para o mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde. Construído de 1705 a 1714, atravessa as freguesias de Beiriz e Argivai.


Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Edificada no local onde outrora o existiu o «Forte de Torrão» (já referenciado em 1685), a sua construção, que visava a defesa dos ataques de pirataria, iniciou-se no reinado de D. Pedro II, em 1701, mas só seria concluída com D. João V, em 1740. Foi baptizada com o nome de Imaculada Conceição, cuja imagem se venera numa pequena capela, de abóbada de cantaria e retábulo de talha dourada.
Possui um traçado pentagonal, compõe-se de 4 baluartes ligados pelas respectivas cortinas de muralhas.
Actualmente, é utilizado como quartel da Brigada Fiscal da G.N.R., o que condiciona a visita ao seu interior.


Igreja Matriz

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Construção iniciada em 1743 e terminada em 1757, este é o templo mais antigo e significativo da cidade e marca a consolidação do crescimento do povoado. Esta igreja barroca ostenta, nos seus vários altares, uma talha dourada «Rocaille» impressionantemente rica.

Pároco da Matriz
Rua da Igreja, 28 – 1.º
4490-517 Póvoa de Varzim
Tel: 252 614 818

Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita


Paços do Concelho

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
A sua construção marca na Póvoa de Varzim a esclarecida reforma urbanística do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça.
A arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28 de Dezembro de 1807. Entre 1908/10 sofreu profundas obras de ampliação e decoração orientadas pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.
Durante o ano de 1988, o seu interior foi totalmente beneficiado e reestruturado.

Capela de Nossa Senhora das Dores

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Este templo de formato pentagonal e estilo barroco, ancorado a nascente do largo, data dos finais do século XVIII, embora só em 1866 tenha adquirido o aspecto actual com a conclusão das 6 pequenas capelas circundantes.
Representadas por esculturas de tamanho natural, estão aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima no próprio altar-mor.


Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita


Arqueologia

Cividade de Terroso (Imóvel de Interesse Público)

Situa-se numa elevação com cerca de 153 m de altitude, onde se regista um longo período de ocupação (séc. VIII a.C. – séc. III d.C.) e que forneceu já importantes elementos de estudo para a história dos povos castrejos e da implantação romana. A sua descoberta e escavação deu-se nos inícios do século XX pela mão de Rocha Peixoto e, desde 1980, vêm-se realizando trabalhos arqueológicos tendentes à sua escavação, estudo e valorização. No Museu Municipal existe um “Núcleo de Arqueologia” onde está em exposição o espólio mais significativo desta estação arqueológica.

Monte de S. Félix

Este é o ponto mais elevado da Serra de Rates, 202 m de altitude. Daí se pode admirar a poente, a planície litoral com o oceano a emoldurar o horizonte e, a nascente, a ondulada e verdejante região interior.
No sopé deste maravilhoso miradouro, encontra-se a igreja de Nossa Senhora da Saúde e, no cume, moinhos, alguns deles transformados em residência de férias, para além da capela de São Félix e da Estalagem do mesmo nome.

Campos de Masseira

Forma inteligente de aproveitamento das dunas onde, em pequenas explorações, praticando-se uma cultura intensiva, se obtêm excelentes produções hortícolas.
Na zona de Aguçadoura e Estela, os agricultores cavaram a duna até próximo do nível freático (lençol de água) - o que permite um grau de humidade mais ou menos constante ao longo do ano - e modelam o campo em forma de masseira ou gamela. Nos valados cultiva-se a vinha. Com este rebaixamento de alguns metros consegue-se uma protecção dos ventos marítimos, reforçada por sebes, de que resulta um aumento térmico. Estes dois factores aliados (humidade e temperatura) fazem com que funcionem como uma espécie de estufa.


Local de Peregrinação

Beata Alexandrina de Balasar
Alexandrina Maria da Costa é natural de Balasar, onde nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955. É conhecida em todo o país por “Santinha de Balasar” e a sua beatificação ocorreu em 25 de Abril de 2004.
Durante a sua vida foram muitos os “peregrinos” que, através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade e sabedoria cristã. Na actualidade, a romagem mantém-se, agora para a Igreja Paroquial, local onde se encontra o seu túmulo, e para a casa onde viveu.


Monumentos Escultóricos

Cego do Maio

Monumento, no Passeio Alegre, inaugurado em 1909 e construído por iniciativa dos poveiros no Brasil. Homenagem ao heróico pescador José Rodrigues Maio, que viveu em 1817 a 1884. Salvou mais de uma centena de vidas em naufrágios, sendo-lhe concedido, entre outros, o mais alto galardão - o colar da Ordem da Torre e Espada - que lhe foi entregue pessoalmente pelo Rei D. Luís.


Aos mortos da I Grande Guerra (1914-18)

Actualmente localizado na Praça Marquês de Pombal, foi inaugurado na Praça do Almada, em 1933, de onde foi transferido em 1944.
Este monumento todo em granito é da autoria do Arquitecto Rogério Azevedo e foi executado por canteiros locais.


Cruzeiro da Independência

No Jardim do Mercado Municipal Dr. David Alves. Inaugurado em 1940 por iniciativa do Corpo Nacional de Escuta - Núcleo “ Cego do Maio” da Póvoa de Varzim.
É construído em granito com motivos escutistas. Foi desenhado pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.


Eça de Queiroz

O grande romancista português nasceu nesta cidade, em 25 de Novembro de 1845, presumivelmente na Praça do Almada, na casa que existiu antes daquela que hoje ostenta uma placa de bronze, de Teixeira Lopes, alusiva ao acontecimento.
O monumento, de autoria do escultor Mestre Leopoldo de Almeida, foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.


Elísio da Nova

Monumento no Largo do mesmo nome inaugurado em 1963. Construído por iniciativa do Clube Naval Povoense o seu autor é o Arquitecto poveiro Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie do homenageado, em bronze, da autoria do Escultor Lagoa Henriques, oferta do Ministério da Marinha e que figura, igualmente, em todas as estações rádio-navais da marinha portuguesa.
Elísio Martins da Nova foi telegrafista do caça minas “Augusto de Castilho” tendo morrido no seu posto, em combate contra um submarino, na guerra de 1914/18. Nasceu nesta cidade em 28 de Agosto de 1896 e possuía diversas condecorações.


Vasques Calafate

Na praceta em frente à Capitania do Porto.
Autor do projecto e da escultura, seu filho, arquitecto Rui Calafate.
Professor e jornalista poveiro, viveu de 1890 a 1963. Distinguiu-se na Campanha para a conclusão das obras do porto de pesca. Monumento construído por contribuição dos pescadores poveiros, agradecidos, em 1965.


Marco Comemorativo do Milénio

Localizado numa placa central no ponto de união entre a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado em 25 de Março de 1973, 20 anos depois da data apropriada, pois é comemorativo dos mil anos de vida documentada da nossa terra: documento datado de 26 de Março de 953 – carta de venda de “Villa de Comité” e de “Villa Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”, futura Póvoa de Varzim.


Francisco Sá Carneiro

Na Praça Luís de Camões, foi erigida uma estátua por um grupo de admiradores poveiros deste estadista que foi Primeiro Ministro de Portugal desde 03 de Janeiro de 1980 até 04 de Dezembro do mesmo ano, data em que faleceu, vitima de acidente de aviação.
O bronze é de autoria do escultor Gustavo Bastos. Inaugurou-se em 6 de Dezembro de 1981.


À s Gentes da Póvoa

Inaugurado a 15 de Setembro de 1995, este monumento da autoria do escultor Rui Anahory pretende ser a representação do concelho como um todo, uma unidade com as suas realidades específicas e distintas: por um lado, o interior, rural, e por outro, a faixa litoral de actividade piscatória.
Construído por iniciativa do Rotary Clube da Póvoa de Varzim com a colaboração da Câmara Municipal.


S. Pedro


A escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante anos a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua passagem a bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite de 28 de Junho de 1996 (noitada de S. Pedro) foi, finalmente, colocada onde melhor fica expressa a ligação entre S. Pedro e os seus devotos poveiros – sobranceira ao porto de pesca.


À Peixeira

O monumento, inaugurado na noitada de S. Pedro de 1997, fica sobranceiro à linha de água da enseada, no coração da área portuária e evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em plena actividade. As figuras ficam parcialmente adossadas a uma parede com a qual se fundem, passando do baixo ao pleno relevo.
Este monumento da autoria de Jaime Azinheira homenageia a mulher poveira. Ela sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória, desenvolvendo actividades decorrentes da pesca, como a venda do peixe e reparação das redes, para além de outras diligências do quotidiano.


Dr. David Alves

A escultura da autoria de Margarida Santos foi inaugurada a 16 de Junho de 1999. Localiza-se no centro do antigo recinto do mercado municipal, que foi por ele inaugurado em 31 de Janeiro de 1904. A Póvoa presta assim homenagem a um grande autarca que, com a sua visão arrojada, em muito contribuiu para dar uma maior projecção urbanística à cidade.

 

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Concelho de Santo Tirso
Debruçado sobre o rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades da Europa. Nasce e desenvolve-se durante a Idade Média, a partir da margem norte do Rio Douro. Um dos aspectos mais significativos do Porto e do centro histórico é o seu enquadramento paisagístico, fruto da harmonia das suas linhas e da sua estrutura urbanística, que constituem um conjunto de rara beleza. A cidade foi classificada como Património da UNESCO em 1996.
Descobrir o Porto é ir ao encontro de muitas surpresas. Ao lado do carácter hospitaleiro e conservador há uma cidade contemporânea e criativa. As marcas deste “saber estar” sentem-se nas ruas, na arquitectura e nos monumentos, nos museus, nos espaços de lazer, nas esplanadas e nas zonas comerciais.
As características singulares do centro histórico do Porto fizeram com que a UNESCO o classificasse de "Património Cultural da Humanidade", em Dezembro de 1996. Para conhecer as etapas da classificação, a área classificada e protegida e descobrir a relação do património mundial e artístico.

ÁREA CLASSIFICADA E ÁREA DE PROTECÇÃO
A classificação teve como objecto a área do burgo medieval, limitada pelas muralhas do século XIV. Aí se localizam os mais antigos edifícios da cidade, as suas típicas ruas e alguns dos mais atractivos espaços públicos.
Dado que o desenvolvimento do Porto foi um processo acompanhado de estreitas relações com a margem esquerda do Rio Douro, a proposta de classificação inclui ainda a emblemática Ponte D. Luis I, da autoria de um discípulo de Gustavo Eiffel - Theophile Seyrig - e, o monumento que lhe fica sobranceiro, o convento Agostinho Da Serra do Pilar.
A área de protecção coincide praticamente com os antigos arrabaldes da cidade medieval, tanto do lado do Porto, como de Vila Nova de Gaia. Esta última inclui a encosta em anfiteatro, onde se implantam as caves do Vinho do Porto. Da margem norte, fazem parte a velha freguesia de Miragaia, a qualificada cintura setentrional, cuja renovação se iniciou a partir do século XVIII, o arrabalde antigo de Santo Ildefonso e a escarpa dos Guindas e das Fontainhas que, em socalcos, desce até ao Rio Douro.

1- Sé Catedral
2- Paço Episcopal
3- Igreja de S. Lourenço ou dos Grilos
4- Torre da Rua de D. Pedro Pitões
5- Ruína Medieval da Casa da Câmara (erradamente conhecida por Casa dos 24)
6- Oratório da Capela de S. Sebastião
7- Muralha Primitiva
8- Casa da Rua de D. Hugo nº5
9- Casa do beco dos Redemoínhos
10- Casa Museu de Guerra Junqueiro
11- Ccasa dos Freires de Andrade
12- Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio (Antigo Recolhimento do Ferro)
13- Muralha Fernandina
14- Casa do Ascensor dos Guindais
15- Igreja de Santa Clara
16- Palácio dos Condes de Azevedo
17- Recolhimento da Porta do Sol (ou Recolhimento de N.ª S.ª das Dores e S. José das Meninas Desamparadas)
18- Capela dos Alfaiates ou de Nossa Senhora de Agosto
19- Edifício do Governo Civil (Antiga Casa Pia)
20- Teatro de S. João
21- Igreja da Ordem do Terço
22- Praça da Batalha
23- Monumento a D. Pedro V
24- Palácio da Batalha
25- Igreja de Santo Ildefonso
26-Igreja dos Congregados
27- Estação de S. Bento
28- Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados
29- Monumento a D. Pedro IV
30- Câmara Municipal do Porto
31- Igreja da Trindade
32- Igreja dos Clérigos
33- Faculdade de Ciências (Antiga Academia Politécnica)
34- Igreja dos Terceiros do Carmo
35- Igreja dos Carmelitas
36- Instituto de Ciências Abel Salazar (Antiga Escola Médico-Cirúrgica)
37- Hospital de Santo António
38- Edifício da Cooperativa Árvore (Casa dos Albuquerques)
39- Passeio das Virtudes
40- Jardim da Cordoaria
41- Capela de S. José das Taipas
42- Antiga Cadeia da Relação
43- Igreja de S. Bento da Vitória
44- Edifício da Polícia Judiciária (Casa de José Monteiro de Almeida)
45- Igreja de Nossa Senhora da Vitória
46- Casa da Rua de S. Miguel, n.º 4
47- Igreja da Misericórdia
48- Casa dos Cunha Pimentéis
49- Edificio da Antiga Companhia de Seguros Douro
50- Palacete de Belomonte (Casa dos Pacheco Pereira)
52- Palácio de S. João Novo
52- Palácio de S. João Novo
53- Igreja de S. João Novo
54- Igreja de S. Pedro de Miragaia
55- Palácio das Sereias
56- Alfândega do Porto
57- Hospital de São Francisco
58- Casa de Despacho da Ordem Terceira de São Francisco
59- Igreja dos Terceiros de São Francisco
60- Igreja de S. Francisco
61- Palácio da Bolsa
62- Instituto do Vinho do Porto
63- Mercado Ferreira Borges
64- Praça do Infante D. Henrique
65- Monumento ao Infante D. Henrique
66- Igreja de S. Nicolau
67- Casa da Rua da Reboleira, n.º 55
68- Casa da Rua da Reboleira, n.º 59
69- Capela de Nossa Senhora do Ó
70- Casa do Infante (ou da Alfândega Velha)
71- Feitoria Inglesa
72- Praça e Cais da Ribeira
73- Postigo do Carvão
74- Alminhas da Ponte
75- Pilares da Ponte Pênsil
76- Ponte de Luís I
77- Casa da Companhia Velha
78- Casa dos Sousa e Silva
79- Casa dos Constantinos
80- Casa dos Maias
81- Antigo Hospital de D.Lopo
82- Praça de D. João I
83- Torre da Rua de Baixo
84- Chafariz da Rua Escura
85- Fonte da Rua das Taipas
86- Chafariz do Anjo (Largo da Sé)
87- Chafariz das Virtudes
88- Chafariz da Colher
89- Fonte da Rua de S. João (Praça da Ribeira)
90- Antigo Restaurante Comercial
91- Casa de Arte Nova (Rua Galeria de Parisn.º 28)
92- Casa Arte Nova (Rua Cândido Reisn. 75, 79)
93- Capela Nossa Senhora da Silva
94- Casa Vincent
95- Casa Reis, Filhos


Descubra muito mais em: http://www.portoturismo.pt/

 

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Concelho da Trofa
O CONCELHO DA TROFA: BREVE APRESENTAÇÃO

Apesar de ser um concelho recente e de nunca ter usufruído de autonomia administrativa até 19 de Novembro de 1998, o percurso histórico da Trofa é longo e anterior à própria constituição da Nacionalidade.

Crê-se que uma das primeiras citações conhecidas está integrada num documento de escritura do mosteiro de Moreira (Maia) datado do ano de 979). Este documento refere Alvarelhos (alvarelios), S. Cristóvão do Muro (sanctum christoforum) e Cedões (zadones - localizado na freguesia de Santiago de Bougado).

Contudo, o povoamento de todo este território actualmente conhecido como concelho da Trofa remonta a milhares de anos atrás. Prova disso são os trinta e quatro machados de bronze encontrados em S. Martinho de Bougado, no lugar de Abelheira, que hoje se encontram na Sociedade Martins Sarmento em Guimarães, a mamoa encontrada próximo da Estação da Trofa, destruída entretanto, as inscrições rupestres na aldeia da Maganha ou o emblemático castro de Alvarelhos (classificado como "Monumento Nacional" desde 1910), um povoado fortificado que veio a adquirir grande importância quando, depois de conquistada a Península Ibérica, a administração romana decidiu construir aquele que se manteve até hoje como um dos eixos estruturantes do território da Trofa - a estrada que liga o Porto a Braga (Cale a Bracara Augusta).

Localizada num vasto território, vinculado ao grupo étnico dos madequisenses, que se estendia do Oceano Atlântico à Serra da Agrela e do Rio Leça ao rio Ave, esta ampla terra, fértil em recursos naturais, foi sendo, ao longo de mais de 160 anos, administrativamente dividida entre os concelhos da Maia, de Vila do Conde, de Santo Tirso e finalmente da Trofa.

Em meados do séc. XIII, nas Inquirições de D. Afonso III, este território é referido como Terra da Maia, julgado, e assim se mantém até 1384, ano em que é integrado no termo do Porto. Em 1527, D. Manuel atribui foral à Terra e Concelho da Maia, confirmando assim velhos privilégios de uma terra que se vai manter eminentemente rural até ao advento do liberalismo. No séc. XVIII, nas "memórias paroquiais", as oito freguesias da Trofa mantêm-se no centro deste território, mas as suas referências estão limitadas aos rios Ave e Leça, às serras de Covelas e Cidai e, ainda e sempre, à estrada Porto/Braga que atravessa o Ave no lugar do Vau (Santiago de Bougado) ou na Ponte da Lagoncinha (Lousado, Famalicão).

Em 1809, as tropas comandadas pelo General Soult, entram pela fronteira de Chaves e dirigem-se a Braga. Aqui, na Trofa, organizam o ataque à cidade do Porto, dividindo-se em três colunas. A do meio, "aproveitando a velha via romana que ligava as cidades de Braga e Porto, iria atravessar o Ave no lugar do Vau e na Barca da Trofa1" , mas encontrou forte resistência das gentes locais, como refere o próprio Soult nas suas memórias: "A minha coluna do centro viu-se detida na Barca da Trofa pelo inimigo. Teve de subir o rio para forçar a ponte da Goncinha que estava barricada e defendida por fortes entrincheiramentos."
Deste episódio restam marcas comemorativas no lugar da Barca, no Souto de Bairros e em Lantemil, sendo estes dois últimos os locais de acampamento do exército invasor.

Também o séc. XIX e o liberalismo deixaram marcas profundas neste antigo território.
Com a reforma administrativa, a comarca do Porto passa a ter vinte e dois concelhos, sendo elevados a esta categoria muitas honras e coutos que nunca tinham tido Carta de Foral. É assim que a par de antigos concelhos como o da Maia e de Refoios de Riba d'Ave, surge o de Santo Tirso, antigo couto. Em 21 de Março de 1835, D. Maria II cria o julgado de Santo Tirso, composto pelos concelhos de Negrelos, Rebordões, Refoios, Roriz, Santo Tirso e ainda por treze freguesias desanexadas ao concelho da Maia, entre as quais as oito que actualmente constituem o concelho da Trofa2.

Mas com o séc. XIX, chegou também o progresso e a inovação tecnológica e industrial.
A reforma da estrada nacional Porto/Braga, a construção das vias férreas Trofa/Fafe e Porto/Braga na segunda metade do séc. XIX, com as consequentes construções de duas obras de arte (a ponte pênsil para o trânsito rodoviário e a ponte sobre o Ave para o ferroviário), e mais tarde a estrada Santo Tirso/Vila do Conde, esquartejaram a freguesia rural de S. Martinho de Bougado, mas constituíram factor predominante na industrialização do Vale do Ave, deixando uma marca estruturante neste território e, posteriormente, na cidade e no concelho da Trofa.

Já em pleno séc. XX, resultado do processo de industrialização que avassalou toda esta bacia, caracterizada por uma forte implantação de indústrias têxteis, da própria agricultura intensiva e da densidade demográfica, este território modifica-se.
A qualidade da água do rio Ave e seus afluentes foi sofrendo uma depreciação significativa, bem como os ecossistemas aquáticos, ribeirinhos e terrestres associados. As actividades económicas e recreativas que se desenvolviam ao longo das suas margens foram-se degradando e desvalorizando. É assim que desaparecem as azenhas, os engenhos de linho, as serras hidráulicas e os pisões; as explorações agrícolas e a mancha florestal contígua e, obviamente, as praias fluviais do Bicho, de Bairros e da Barca. A população, consternada com o processo de degradação do rio Ave, foi virando as costas ao rio, privando-se e privando-o de toda uma vivência que, inconscientemente, contribuiu para a aceleração deste processo.

Actualmente, o concelho da Trofa possui órgãos municipais próprios com autonomia administrativa e financeira, atribuições e competências. E, não obstante as carências financeiras, humanas e técnicas com que se depara actualmente o Poder Local (que, não raro, dificultam o cumprimento das atribuições das autarquias na sua plenitude), a Trofa é, no presente, um município solidário que trabalha pela modernização, reestruturação e requalificação urbanística, pela defesa do património natural e histórico-cultural e pela preservação da sua identidade.

 

O concelho da Trofa foi criado pela Lei n.º 83/98, de 14 de Dezembro, e integrado, para fins estatísticos, na NUT III - Ave, pertencendo também à Associação de Municípios do Vale do Ave que, para além deste concelho, integra os de Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Santo Tirso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.
Situado na região de Entre Douro-e-Minho no extremo norte do distrito do Porto, o município da Trofa delimita a sul e a poente com os municípios da Maia e de Vila do Conde, pertencentes à Área Metropolitana do Porto (AMP), e a norte e a nascente com os concelhos de Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso, que integram o agrupamento do Vale do Ave.


DIVISÕES ADMINISTRATIVAS A QUE PERTENCE O CONCELHO DA TROFA

NUT I: Portugal
NUT II: Norte
NUT III: Ave
Distrito: PORTO
Região Agrária I: Entre Douro e Minho
Região Agrária II: Ave
Região Turística I: Costa Verde

 

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Concelho de Valongo
A criação do concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, compreendida no reinado de D. Maria II. Contudo, a ocupação humana desta região é muito anterior à romanização.
Atendendo às características geo-morfológicas do território do actual concelho, Valongo apresenta uma grande riqueza geológica e paleontológica – factos que têm interessado particularmente os meios universitários. A sua evolução histórica enquadra-se, com maior ou menor especificidade, no devir histórico da sua envolvente.
A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. Vestígios toponímicos como “Evanta”, “Monte da Mamoa”, “Mamoa do Piolho” e outros, atestam a existência de monumentos funerários inerentes à ocupação destas zonas no período Neolítico.
Uma ocupação mais tardia corresponde às civilizações castrejas da Idade do Ferro, localizadas nas Serras de Stª. Justa e Pias. Estão aí referenciados três castros: Alto do Castro; Castro de Pias e Castro de Couce. Povoados primitivos posteriormente ocupados pelos Romanos. Os materiais romanos como mós, tegulae e cerâmica são frequentes nestes castros, locais muito próximos das jazidas minerais profundamente exploradas em Valongo por este povo. É muito significativa a ocupação romana desta área. Repare-se que o próprio topónimo que a designa teve origem nas palavras latinas Vallis Longus.
Sem constituir, pelos factos conhecidos, um núcleo populacional importante do ponto de vista urbano, Valongo teria a sua importância como centro mineiro, de onde saía ouro para o Império. Estando, embora, afastado das principais vias mencionadas no Itinerário de Antonino, servia, este centro, uma rede viária cuja criação terá obedecido ao plano seguido por Augusto. Restam ainda vestígios que permitiriam a detecção de dois eixos principais que atravessariam o concelho: estrada Porto-Guimarães; estrada Alfena-Valongo-Aguiar de Sousa/Penafiel.
É também nesta altura que se inicia uma implantação habitacional de planície, mais ligada à exploração agrícola, como meio de alimentar os grupos que não trabalhavam no campo, como o exército, os administradores das minas e os servos ou operários que nelas labutavam.
Abundam os vestígios materiais desta ocupação: aras votivas e uma estela funerária, numerosos achados arqueológicos e grande quantidade de poços e galerias, respiros e cortas que se encontram na serra. Há ainda testemunhos seguros de uma necrópole de incineração.
A queda de Roma marca o fim de um ciclo histórico, mas não leva consigo os grandes contributos para sempre legados à civilização ocidental. A romanização tinha feito emergir um novo sistema económico-social, determinando uma nova organização administrativa em tempos de ocupação e usufruto do território, tendo introduzindo novas técnicas agrícolas – factores que marcarão todo o desenvolvimento da vida económica e social durante a Idade Média.
Não dispomos de dados que permitam traçar o perfil individual do concelho de Valongo nos tempos que se seguiram às invasões bárbaras. Os antecedentes onomásticos do topónimo “Luriz” apontam para uma origem germânica. Da presença muçulmana, sobrevivem topónimos como “Moirama”, “Ilhar Mourisco” e “Alfena”.
É todavia inquestionável que se assista por estes séculos, ainda que com reveses, à progressiva fixação da mancha ocupacional nas terras baixas, nos vales férteis dos Rios Ferrreira e Leça, com exploração fundeada no casal como unidade económica de base. Formam-se povoados como S. Lourenço de Asmes, Cabeda, Rua, Ferraria, Transleça e Baguim, em Ermesinde e Alfena; e Malta, Susão, Valongo de Cima, Balselhas e Vilar, em Valongo, Campo e Sobrado.
Todas estas povoações estão ligadas por uma rede viária cada vez mais densa, entroncando nos dois grandes eixos que atravessam o concelho e ligam Porto a Guimarães e Porto a Vila Real. Valongo aparece então colocado na órbita de influência de cidades tão importantes como o Porto e Guimarães.
Pelas Inquirições Gerais de 1258 sabemos que o actual concelho se repartia à data, entre o Julgado de Aguiar de Sousa – que incluía S.Martinho de Campo e Sobrado, e o Julgado da Maia, onde se incorporavam S.Vicente da Queimadela, Valongo e S.Lourenço de Asmes.
Do ponto de vista económico-social, a terra, como base da economia e do posicionamento social de cada um, constitui, neste período, o elemento primordial de sobrevivência e de poder. Na área do concelho, os grandes senhores da terra são o Rei e o Clero – particularmente o Clero Regular. As parcelas detidas pela Nobreza e outras instituições não adquirem especial relevo. Em contrapartida, o número de terras reguengas era significativo e a propriedade dos mosteiros beneditinos (fundamentalmente) tinha uma forte implantação na zona. Logo em 1062 o padroado da Igreja da Freguesia de Valongo é doado às freiras do Mosteiro de S.Bento da Avé Maria, sucedendo a esta doação muitas outras de terras privilegiadas. Com o tempo, vários outros mosteiros são detentores de propriedades e benefícios no concelho. Repartida a terra entre dois grandes possidentes – sem ter constituído, no entanto, zona patrimonial de nenhum senhor – a larga maioria da população seria constituída por camponeses e rendeiros, agentes de uma economia agro-pastoril. Todavia, é possível registar desde cedo o exercício de outras actividades, como complemento ou não da prática agrícola. Referências a moinhos chamam a atenção para a importância do aproveitamento económico dos cursos de água – actividade que conhecerá um franco desenvolvimento com a introdução do cultivo do milho graúdo a partir do final da centúria de quinhentos. Encontram-se também alusões à profissão de artífices como ferreiros, correeiros, sapateiros e outros. E à profissão de almocreve, esta particularmente favorecida pela situação geográfica de Valongo, como ponto de ligação entre o litoral e o interior.
O aparecimento de novos povoados, o alargamento progressivo do termo das povoações já existentes, a multiplicação de capelas sufragâneas e o fraccionamento da propriedade, comprova o notório crescimento demográfico desta região ao longo dos séculos. Acompanha este aumento da população um progressivo desenvolvimento de outros sectores de economia. A indústria e o comércio, assentando inicialmente em formas incipientes, adquirem uma forte expressão na economia. A indústria panificadora tradicional é disso exemplo excelente: as suas origens remontam à Baixa Idade Média, mas conhece tal desenvolvimento o fabrico de pão de trigo, que permitirá aos padeiros de Valongo alimentar toda a região envolvente e com o produto do seu trabalho, contribuir decisivamente para a construção da nova igreja, começada a edificar pelos finais do século XVIII.
No dealbar do séc. XIX, Valongo vive as vicissitudes da presença do invasor francês. Uma divisão instala-se em Valongo, transforma a igreja em cavalariça e saqueia valores a particulares e à igreja. Em 1832, o concelho é palco das Guerras Liberais – Constitucionais e Miguelistas enfrentam-se na Batalha da Ponte Ferreira. Em Ermesinde, o antigo Convento de Nª. Srª. do Bom Despacho (Stª. Rita), torna-se hospital militar das forças absolutistas e no adro da igreja são enterrados em vala comum muitos dos que pareceram no Cerco do Porto.
Contudo, num plano mais geral, recrudescem os factores de desenvolvimento que se vinham observando. É entre os finais do séc. XVIII e os inícios do séc. XX que se constróem as grandes casas de lavoura em todas as povoações cujo cariz rural permanecerá por mais tempo. Adensa-se e multiplica-se a rede viária dentro dos limites do concelho, que passa a ser servido por transportes como o carro eléctrico e o comboio. Sucede-se a abertura de estabelecimentos comerciais, com particular relevo para a principal artéria de Valongo e outros locais de Ermesinde. Os agregados populacionais alongam sucessivamente os seus termos com a chegada contínua de gentes vindas do interior.
Assiste-se também à instalação de várias indústrias. Por meados do séc. XIX, começa a exploração sistemática de ardósia (uma indústria tradicional com grandes implicações ao nível social). Extrai-se ainda do subsolo antimónio, volfrâmio e carvão.
Nos limites de Ermesinde implantam-se grandes fábricas como a “Resineira”, a “Cerâmica” – “Empresa Industrial de Ermesinde” e a “Têxtil de Sá”. Outras nascerão noutras áreas do concelho. Com maiores ou menores dimensões, adquirem relevo no concelho ramos da indústria como a Metalomecânica, a Metalúrgica, a Têxtil, a Construção Civil e Obras Públicas, a Alimentar e as Madeiras e Mobiliário.
Freguesias como Campo e Sobrado conservam um maior pendor de ruralidade. Domina o regime de minifúndio com produções tradicionais – a vinha, o milho e as forragens, a que está ligada a produção de leite. Têm surgido culturas novas como a kiwicultura e a hortifloricultura. Valongo é hoje um concelho empenhado em cumprir um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. O crescimento económico terá que conviver com a preservação dos bens culturais e naturais. Uma dualidade que garantirá sempre a qualidade de vida.

 

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Concelho de Vila do Conde
Vila do Conde, cidade e sede de Concelho do norte litoral de Portugal, banhada pelo Atlântico e com o Rio Ave a sul, tem, nas suas origens, referências milenares. Assim, visitar Vila do Conde, é conhecer 18 kms de praias, é usufruir da ruralidade das suas freguesias, da hospitalidade das suas gentes, da beleza e imponência da sua monumentalidade e da sua história, a par das suas mais marcantes linhas contemporâneas, que a sua projecção no futuro faz destacar.

Procurando dar a conhecer um pouco sobre Vila do Conde, disponibiliza-se, nesta área, inúmera informação, para que a sua estadia nesta cidade seja proveitosa e inesquecível. Desta forma, pode obter inúmeros roteiros traçados pela cidade e freguesias, onde são dados a conhecer todos os elementos mais emblemáticos: o legado arqueológico, a riqueza da monumentalidade, a marca da arquitectura contemporânea, a variedade gastronómica, a tradição artesanal, a beleza da paisagem, a fauna e a flora, as actividades culturais, entre outros.

Preparou-se ainda uma exaustiva listagem de restauração e hotelaria, com um leque variado de opções. Entre turismo urbano, rural ou campismo, passeios a pé, de carro ou bicicleta, muitas são as opções disponíveis, para uma visita única, nesta cidade singular.

PATRIMÓNIO

Vila do Conde, cidade e concelho, é testemunho de uma imensa riqueza sob o ponto de vista patrimonial. Desde os mais remotos legados provenientes do período pré-histórico até à arquitectura contemporânea, as evidências materiais dessa vivência e dessa riqueza edificada estão constantemente a cruzar-se com quem circula pelas ruas deste concelho.

Para além da recuperação paisagística e construção de novos elementos patrimoniais, a recuperação, reabilitação e preservação do património têm sido assumidas como importantes linhas de actuação autárquica no que a esse assunto se refere, procurando fomentar a descoberta e a fruição, pelo público, desses espaços e memórias, dotando-os, em inúmeros casos, das infra-estruturas necessárias, de âmbito cientifico, cultural e recreativo, devolvendo-as à comunidade.

Assim, nesta página do sítio municipal, procurou-se reunir os principais exemplos patrimoniais vilacondenses, alertando para a sua protecção, recuperação e divulgação, o que de resto deve ser a preocupação de cada visitante, de cada cidadão, de cada munícipe.


Gastronomia

Em Vila do Conde, a gastronomia reflecte a sua situação geográfica em relação ao mar e à rica região agrícola. É particularmente apreciado o cabrito assado, a pescada à marinheiro e toda a variedade de peixes e mariscos sempre frescos.

Os doces conventuais são uma tradição secular em Vila do Conde. Os Conventos e Mosteiros foram, desde cedo, os grandes impulsionadores destas tradições, e Vila do Conde é disso exemplo, com os Mosteiros de Santa Clara ou Vairão. O Convento de Santa Clara, onde a arte de doçaria atingiu o maior esmero e perfeição, foi uma verdadeira escola. Entre diversas especialidades, destacam-se os doces de ovos.

A rosca de pão doce ou rosca de folar de Páscoa é, também, um doce tradicional de Vila do Conde, tradição que ainda hoje se encontra enraizada nas freguesias de Labruge, Mindelo, Modivas, Vila Chã e Vilar.

Na rota do Atlântico

A partir do limite norte de Vila do Conde, junto ao mar, propomos um revigorante passeio, em que parte pode ser feito a pé e o restante de carro ou bicicleta. Partindo da Travessa da Poça da Barca, e tomando a direcção do sul, entra-se, naturalmente, na Avenida Infante D. Henrique, artéria que margina o Atlântico em alargada extensão. Estamos em território caxineiro, cuja população é constituída, maioritariamente, por pescadores envolvidos na pesca artesanal local e costeira e de onde partiram muitos homens para a pesca do bacalhau, na Terra Nova. Chegados à Igreja de Nosso Senhor dos Navegantes, entremos no templo para uma visita. Desenhada pelo arquitecto sacerdote Manuel Gonçalves, é dedicada ao protector dos pescadores e marinheiros e foi construída no mesmo terreno onde se localizou a primitiva igreja, inaugurada em 1928. São daí provenientes as imagens que se encontram expostas na actual cripta. A paróquia das Caxinas, instituída em 1944, pelo Arcebispo Primaz D. António Bento Martins Júnior, celebra, em Agosto, festa grande em honra do seu padroeiro.

Voltemos novamente para junto do mar e continuemos passando pela Quinta propriedade do Engº Carvalho, proprietário da Fábrica de Mindelo, unidade fabril desactivada e que foi uma das maiores empresas de indústria têxtil da região. Ladeia esta extensão de dunas, com uma área superior a três campos de futebol, a Casa e o Bairro dos Pescadores, inaugurado, este último, em 1944 e quase irreconhecível na primitiva configuração das residências. Entramos agora na Avenida do Brasil, ainda junto ao oceano. Um conjunto de ruas perpendiculares apontam o mar e a praia, sentido em que Bento de Freitas fez caminhar a vila, entre elas, a anteriormente conhecida como rua do Bairro Balnear e que tem hoje o nome daquele vilacondense. Foi nesta rua que Sonya e Robert Delaunay fixaram residência, em 1915, e por cá estanciaram cerca de um ano. Sigamos agora pela Avenida Sacadura Cabral, local onde habitou, cerca de 50 anos, o vilacondense Joaquim Pacheco Neves. Escritor considerado, deixou publicados dezenas de títulos que se distribuem pelo conto, romance, novela, teatro. Foi um homem envolvido no progresso da sua terra, tendo ocupado, ainda muito jovem, a presidência da Câmara Municipal. Foi ele o principal mentor da construção do Cine-Teatro Neiva, casa de espectáculos inaugurada a 13 de Setembro de 1947, pela tentativa de edificação de uma creche, da Cozinha Económica, do Recreio Infantil, entre outras iniciativas. Avancemos para o centro da localidade percorrendo as Avenidas João Canavarro e 25 de Abril.

Chegamos à Praça S. João e ao Mercado Municipal, onde todas as sextas- feiras tem lugar a concorrida feira semanal. Seguindo no sentido norte, pela Rua 5 de Outubro, encontramos um discreto largo assinalado pela majestade do Solar de S. Sebastião. Esta casa adaptada para albergar o Centro de Memória de Vila do Conde, foi propriedade da influente família Figueiredo de Faria que a comprou, na segunda metade do século XIX, aos descendentes dos Carneiro Rangel. Aqui esteve instalada a Biblioteca Municipal de Vila do Conde. Defronte, em empreitada de recuperação, localiza-se o palácio urbano de feição maneirista que pertenceu aos morgados de S. Bento, fundadores da Capela dedicada ao Santo, existente na cidade. A data da sua construção situa-se na primeira metade do século XVII, tendo sido adquirida, em 1822, pelo ministro da rainha, José Manuel da Costa e Silva e, posteriormente, passou por outros proprietários. Do Largo de S. Sebastião, nome atribuído pela localização da capela de invocação do santo mártir, deslocada do terreno onde foi construída a Igreja Matriz e, actualmente, instalada no cemitério, entremos na Rua da Lapa.


Depois de passar o Aqueduto, deparamos com a grandiosa frontaria da Igreja de Nossa Senhora da Lapa, templo de feição barroca, construído sobre a capela de S. Bartolomeu, esta já existente na primeira metade do século XVII. Na frontaria do templo, por cima do tímpano destacam-se as imagens de S. Lourenço e S. Bartolomeu. O traçado da igreja é atribuído a Nicolau Nasoni, arquitecto italiano com vasta obra no Porto. A confraria de Nossa Senhora da Lapa mantém o culto dos reis Magos, saindo a cavalo e trajados a rigor, em véspera de Dia de Reis, três homens que percorrem a cidade.

Continuando no sentido nascente, procuremos a Capela de S. Pedro, ermida de pequenas dimensões sita no lugar de Formariz. A vila Fromarici aparece referenciada na Carta de venda feita por Flâmula ao Mosteiro de Guimarães, em 953, tendo sido anexada ao concelho de Vila do Conde, que então começava a constituir-se, na segunda metade do século XIX. Procuremos a Avenida Capitão Carlos da Fonseca e prossigamos no sentido poente. Entre esta artéria e a antiga estação do caminho-de-ferro situaram-se várias unidades fabris de real importância: a Fábrica Rio Ave, a Portugália, a fábrica de sabão, a Prazol, a Narfil, entre outras. Foi também nesta zona da localidade, precisamente na Avenida Bernardino Machado, que se construiu, em 1915, o novo edifício da cadeia vilacondense. Esta curiosa construção poligonal foi intervencionada pela Câmara Municipal e acolhe, na actualidade, o Centro de Ciência Viva. Continuemos, agora já vislumbrando o rio e próximo à ponte rodoviária, numa reentrância debruçada sobre o Ave admiremos o monumento erguido em memória dos mortos da Primeira Grande Guerra, inaugurado no ano de 1932.

Entremos agora na Avenida José Régio, onde se localiza a casa do escritor. Nesta rua situava-se, até aos anos 80 do século XX, grande parte das casas comerciais e prestadoras de serviços de Vila do Conde. Entremos na Travessa 5 de Outubro e procuremos a Praça José Régio. A estátua do escritor vilacondense domina o espaço quadrilátero recentemente tornado disponível à população. Subamos a escada que nos conduz à Casa de S. Roque, edifício plurifuncional que acolhe uma galeria de arte cinemática, uma livraria e uma residência para estudantes universitários. Esta casa é hoje propriedade municipal e pertenceu a António Mariz Carneiro, cosmógrafo - mor do reino e autor de dois regimentos: um da Carreira da Índia e outro da carreira do Brasil.

Descendo a rua encontramo-nos com o rio. Estamos agora no cais das Lavandeiras onde se perpetua, num conjunto escultórico, a homenagem da cidade às rendilheiras. O monumento foi inaugurado a 7 de novembro de 1993 e é da autoria de Ilídio Fontes. Prossigamos na companhia do Ave, admirando a requalificação da zona ribeirinha na qual se inclui a réplica da nau quinhentista que, acolhe uma proposta de musealização da vida a bordo na época da Expansão Marítima.

Sigamos até à doquinha onde se espraia a Praça D. João II, intervenção recente, da autoria do escultor José Rodrigues e que através de símbolos como os padrões, as esferas, a sereia e a própria vegetação, se procura evocar a participação desta localidade nas aventuras navegatórias e prospectivas em que Portugal esteve evolvido na época moderna. Sigamos o rio até à foz dirigindo-nos para a Avenida Marquês Sá da Bandeira.

Na sua fronteira norte, localiza-se o parque de jogos, cuja ala sul foi requalificada há pouco tempo, disponibilizando-se à população o terreno anteriormente ocupado pela E.B. 2/3 Julio-Saul Dias, dotado de equipamentos e meios para a prática desportiva e proporcionando extensas áreas verdes. A avenida onde agora nos encontramos fez parte do conceituado Circuito Automóvel de Vila do Conde, onde decorriam provas de competição nacional. Encaminhemo-nos para a Capela de Nossa Senhora da Guia já quase dentro do mar, velando pelos homens que nele se aventuram, passando pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiente, equipamento instalado na antiga Casa do Risco. Esta capela é a mais antiga de Vila do Conde, remontando a sua primitiva construção ao século X. Neste local, existiu um fortim de defesa da barra, de invocação de S. Julião.

Atente-se, no seu interior, os azulejos figurados, colocados no século XVIII e os caixotões de madeira pintada do tecto. Contígua, a praia com o mesmo nome, era uma das preferidas de Ruy Belo a cujo banheiro chega mesmo a dedicar um poema. A seu lado ergue-se o Forte de S. João Baptista, construção do século XVII, fortaleza de defesa costeira que hoje acolhe um hotel de charme. Destaque-se ainda, o obelisco colocado nas imediações, em 1841, lembrando que neste forte tentaram desembarcar as tropas liberais comandadas por D. Pedro, mas que Sá Nogueira não consentiu. Diz-se que, na feitura deste monumento, foram utilizados elementos da ponte de pedra desmoronada por uma cheia ocorrida em 1821.

Entremos na Avenida Brasil, redesenhada por Siza Vieira no âmbito do projecto Polis e estendamos o corpo e o espírito nestes longos areais mergulhados em luz e no infinito.



 

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Concelho de Gaia

Vinho do Porto
O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, sob condições peculiares derivadas de factores naturais e de factores humanos. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui a paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica (benefício ou aguardentação), a lotação de vinhos e o envelhecimento.

O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe um conjunto de designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto. A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos. (...)

Património Religioso

Mosteiro da Serra do Pilar
Implantado no cimo de uma escarpa e dominando toda a zona sobranceira ao Douro ergue-se o verdadeiro ex-libris de Vila Nova de Gaia, o Mosteiro da Serra do Pilar. Classificado pela Unesco como Património Mundial desde 1996.
Frei Brás de Braga, de acordo com D João III e com D. Fr. Baltazar Limpo, Bispo do Porto, decidiu fundar este novo mosteiro, em 1537, para albergar os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho provenientes do Mosteiro de Grijó, à data bastante degradado.
A Igreja, classificada como Monumento Nacional, realça-se pela planta circular, coberta por uma imponente abóbada hemisférica, rodeada por varandim e coroada por um lanternim.
No interior, salientam-se os trabalhos em talha dourada e dourada e branca. Conserva um belo claustro, igualmente classificado como Monumento Nacional, com abóbada circular com nervura central apoiada em 36 colunas jónicas. Destaca-se ainda o seu "rendilhado" formado por volutas, cartelas e pináculos. Este mosteiro maneirista é um exemplar único em Portugal, visto que a igreja e o claustro são de planta circular, modelo este proveniente da arquitectura civil.
A sua localização geográfica foi crucial em 1809, aquando das invasões pelas tropas napoleónicas e em 1832-33 enquanto base militar durante as lutas liberais. Elevado à categoria de fortaleza foi convertido desde então em quartel de artilharia.
Do terraço fronteiriço poderá desfrutar de excelentes vistas sobre o Rio Douro, a zona mais antiga da cidade e os telhados das Caves do Vinho do Porto.
Largo de Aviz - Santa Marinha
4430-329 Vila Nova de Gaia
Visitas por marcação

Mosteiro de Grijó
O Mosteiro terá tido origem numa pequena igreja, fundada no séc.X, sob a invocação de São Salvador. A planta, de 1572, engloba a igreja, o claustro e sacristia. A igreja foi concluída e benzida em 1626 e ocupa uma área destacada no conjunto. De nave única com uma capela-mor, possui ainda três capelas e um altar de cada lado.
Junto ao coro alto existe um órgão de tubos de finais do século XVIII inícios do século XIX que foi recentemente restaurado. No século XVIII, o seu interior foi renovado. As artes decorativas do azulejo e da talha, características do Barroco, preenchem o seu interior, com destaque para a capela-mor.
A fachada, que acusa influências flamengas, foi em 1998 enriquecida com vitrais, da autoria do Mestre Júlio Resende, que representam a Trindade e a Criação.
A sacristia é um vasto espaço quase quadrangular com as paredes completamente revestidas a azulejo em tapete policromo.
No claustro destacam-se os painéis de azulejo, representando os evangelistas e doutores da igreja e ao centro uma fonte do início do século XVII. De realçar o túmulo, do séc.XIII, de D. Rodrigo Sanches, feito em pedra ançã, classificado como Monumento Nacional.
Lugar do Mosteiro
Grijó

Convento Corpus Christi
O Convento Corpus Christi foi construído primitivamente junto ao rio no Séc. XIV. A Igreja conheceu uma degradação gradual provocada pelas constantes cheias do Rio Douro, o que originou a edificação, pelas freiras de S. Domingos, da actual capela no séc. XVII. O mosteiro sofreu profundas alterações nos séculos XVII e XVIII e foi extinto em 1834.
Salienta-se a riqueza e valor artístico da capela octogonal, rematada por uma cúpula de pedra, com quatro altares laterais, o côro-alto com o tecto formado por 49 caixotões decorados com pinturas a óleo, e ainda o cadeiral, da primeira metade do século XVII, com ricos trabalhos de ornamentação nomeadamente volutas e máscaras.
Encontra-se aqui a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes da bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota.
Hoje, o Convento de Corpus Christi, em local privilegiado junto ao Cais de Gaia, é um equipamento municipal de intensa actividade cultural.
Largo de Aljubarrota, 13
4400-012 Santa Marinha
Tel. 223 773 190 | Fax: 223 702 554
Visitas:
Galerias do Convento - 10h00 - 18h00 (Terça a Domingo)

Mosteiro de Pedroso
Mosteiro beneditino cuja fundação remonta ao século XI. Situa-se na freguesia de Pedroso, a poucos quilómetros do centro da cidade de Gaia.
Entre os séculos XI e XIV, assistiu-se a um engrandecimento patrimonial deste Mosteiro, até que em pleno século XVI o convento é extinto. A partir de 1759 a Igreja do Mosteiro passou a servir de Matriz da Freguesia. Do românico inicial, já perdido, restam um escudo na fachada lateral, uma pia baptismal no interior e duas adoçadas à face interna de corpo coberto (tipo nartex) que precede a entrada. Possui, também, um brasão do séc. XVI e algumas imagens religiosas.
Largo do Mosteiro - Pedroso

Igreja de Santa Marinha
A Igreja de Santa Marinha, que terá sido em tempos uma pequena ermida românica, foi alvo de restauros consecutivos ao longo dos séculos XVII-XVIII. Em 1745 procede-se à reedificação do corpo da igreja, cujo traço é da autoria de Nicolau Nasoni. Está classificada de Imóvel de Interesse Público desde 1974. Bom exemplar de arquitectura barroca é uma igreja ampla, com bastante luz, de planta longitudinal e nave única com lambril de azulejos em toda a área que se prolonga até à capela-mor. O arco triunfal é sobrepojado por sanefa de talha e ladeado por dois retábulos de talha dourada.
Na capela-mor e sobre o frontão triangular encontram-se telas com moldura em talha, sendo a "Adoração dos Reis Magos" a de melhor traço. Aspecto de destaque será o retábulo joanino ricamente adornado com colunas salomónicas, motivos vegetalistas e anjos.
A fachada principal é bastante despojada de ornamentação, cuja torre de construção posterior data de 1894.
Largo Joaquim Magalhães
Centro Histórico
Santa Marinha

Caplea do Senhor da Pedra
A Capela do Senhor da Pedra localiza-se num rochedo batido pelo mar, na praia de Miramar.
A sua edificação, a partir de uma planta centrada de forma hexagonal, pela concepção arquitectónica, poderá remontar ao século XVII, embora testemunhos documentais apontem o século XVIII.
O seu interior possui três retábulos em talha policroma e dourada de influência Rococó, e um púlpito de madeira. De salientar a imagem do Senhor da Pedra - um Cristo Crucificado.
O culto popular ao Senhor da Pedra manifesta-se através da Romaria do Domingo da Santíssima Trindade e é considerada uma das maiores e das mais carismáticas do concelho. No entanto, são muitos os que visitam o local durante todo o ano. A praia e a alameda do Senhor da Pedra são motivos adicionais para visita e lazer.
Praia de Miramar - Gulpilhares

Capela do Bom Jesus

A Igreja do Bom Jesus de Gaia, também conhecida desde o Séc.XIX por capela de Nª Sª da Bonança fica situada na rua Viterbo de Campos, no Lugar do Castelo de Gaia. Localizada numa povoação de remota antiguidade, confirmada por escavações arqueológicas, trata-se de uma igreja de antiga invocação, que sofreu obras ao longo dos tempos, tendo sido alargada e ampliada várias vezes desde a Idade-Média. A igreja compõe-se de dois corpos simples, a que estão adossadas a sacristia a sul e a torre sineira a norte. O corpo principal é separado da capela-mor pelo arco triunfal, provavelmente refeito no séc. XIX.
Rua Viterbo Campos
Lugar do Castelo
Santa Marinha

 

 

in: Gaia Global

 

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