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MONTIJO
PALMELA
SANTIAGO DO CACÉM
SEIXAL
SESIMBRA
SETÚBAL
SINES

Setúbal

O distrito de Setúbal é um excelente ponto de partida para as suas férias na região de Lisboa, onde poderá desfrutar ao máximo da beleza dos estuários do Tejo e do Sado. Abrangendo as esplêndidas paisagens da Serra da Arrábida e dos vinhedos circundantes, estes estuários acolhem uma rica diversidade de aves aquáticas, bem como o golfinho-roaz do Sado.

Situada a 32 km a sudoeste de Lisboa, Setúbal encontra-se a curta distância das mais pitorescas cidades e vilas do distrito, como Palmela, Sesimbra, Alcácer do Sal e Grândola.

Setúbal foi um movimentado porto durante a ocupação romana e ganhou nova importância quando foi conquistada aos Mouros em 1217 e lhe foi atribuído estatuto protegido através da Ordem de Santiago. A cidade tornou-se um importante centro económico graças às indústrias da cerâmica e da pesca, tendo-se tornado também um popular local de veraneio da aristocracia durante o século XV. Setúbal está intimamente associada à vida e obra do aclamado poeta do século XVIII, Manuel Maria Barbosa do Bocage (1765–1805), e a casa onde ele nasceu é hoje um museu. Outra importante figura associada à cidade é a cantora de ópera do século XVIII, Luísa Todi.

Existem muitos locais e atracções a visitar em Setúbal. Entre elas incluem-se a esplêndida Catedral de Santa Maria da Graça, do século XVI com os seus belos azulejos do século XVIII, a igreja gótica do Mosteiro de Jesus e as suas colunas manuelinas, um museu arqueológico com intrigantes vestígios da ocupação romana e o Castelo de São Filipe, datado do século XVI e construído por ordem do Rei Filipe II de Espanha, em 1595.

O distrito de Setúbal também abrange vários pitorescos portos de pesca e reservas naturais intocadas.

Explorar os parques naturais dos estuários do Tejo e do Sado são uma das actividades favoritas dos amantes da natureza. A vila de Palmela é especialmente famosa pelo seu vinho e possui um magnífico castelo que se ergue no cimo de uma colina oferecendo vistas magníficas sobre a Serra da Arrábida.

Pare na pequena localidade de Azeitão durante a sua viagem à Serra da Arrábida (pela estrada EN249) e saboreie alguns dos mais deliciosos vinhos doces e moscatéis do distrito. A maioria dos produtores locais possui caves próprias e lojas que se encontram abertas ao público.

Situada a sul de Setúbal, a pitoresca vila de Sesimbra é o exemplo perfeito de um destino de charme, merecendo uma visita graças à sua praia, aos restaurantes de peixe fresco e marisco e às vistas da costa, com barcos coloridos pairando nas águas. Considerada uma popular estância balnear, esta vila fica no sopé da Serra da Arrábida e da sua reserva natural, onde poderá avistar uma série de espécies de animais e plantas. Nas encostas sul da Serra obtêm-se magníficos panoramas sobre o Atlântico.

Mais vistas arrebatadoras esperam por si nas enormes falésias do Cabo Espichel, situado a oeste de Sesimbra. Se viajar para o sul do distrito, passe por Alcácer do Sal e visite o seu esplêndido castelo mouro. Também poderá fazer uma paragem em Sines – uma bela cidade rodeada por praias e aldeias pitorescas, e tida como a cidade natal do explorador português Vasco da Gama.

Tróia é um excelente resort balnear e um paraíso para os desportos aquáticos. Abrangendo uma longa extensão de magníficas praias com águas transparentes, uma diversidade de restaurantes com deliciosas especialidades de peixe, passeios de ferry até à cidade de Setúbal, inúmeros campos de ténis e um lindíssimo campo de golfe, esta espectacular cidade peninsular irá certamente conquistá-lo. Os seus quilómetros de encantadoras dunas naturais, o estuário do Tejo e o pano de fundo da Serra da Arrábida são paisagens inolvidáveis.

Locais a Visitar
Monumentos religiosos

Igreja de Santa Maria do Castelo
Situada em Sesimbra, esta igreja foi fundada pela Ordem de Santiago no século XII e é um dos melhores exemplos da arquitectura tardo-românica do país. Trata-se de um elegante monumento religioso de uma só nave, exibindo um presbitério rectangular e coloridos azulejos do século XVIII.

Igreja de Santiago
Esta igreja situada em Alcácer do Sal possui uma arquitectura típica do século XVIII. A ampla nave, os exuberantes detalhes de madeira, as pinturas e os painéis de azulejos azuis e brancos retratando a vida de Santiago, da Virgem, dos Apóstolos, dos quatro Evangelistas e dos santos bispos são alguns dos elementos mais notórios do interior.

Locais históricos

Castelo de Palmela
A vila de Palmela é especialmente visitada pelo seu castelo – uma imponente estrutura voltada para a Serra da Arrábida –, mas também pelos estuários do Sado e do Tejo. Ao anoitecer, o castelo fica iluminado, assumindo um encanto ainda maior. Originalmente ocupado pelos Mouros, o castelo acabou por ser conquistado pelos Portugueses no reinado de D. Sancho I no século XII. Foi destruído e reconstruído várias vezes ao longo da história e hoje acolhe uma das pousadas mais luxuosas de Portugal.

Anta de São Fausto
A curta distância da estrada que conduz à vila de Alcáçovas, o Dólmen de São Fausto é um monumento megalítico com o nome de uma antiga capela situada nas redondezas. Conhecido por ser o único vestígio megalítico intacto em Alcácer do Sal, o monumento é composto por uma pequena câmara, pilares e uma grande pedra horizontal.

Castelo de Sesimbra
Este majestoso castelo está ligado a alguns dos mais importantes acontecimentos históricos do país. Foi tomado pelos Mouros em 1190, reconquistado pelos Portugueses no século XIII e doado à Ordem de Santiago.

Museu de Arqueologia de Sesimbra
Este museu arqueológico foi inaugurado em 1960 e está situado na Praça Luís de Camões, em Sesimbra. Aí podem ver-se vários exemplares de relíquias do Paleolítico, da Idade do Ferro e da ocupação romana.

Natureza

Serra da Arrábida
Os montes verdejantes que se estendem ao longo da costa entre Setúbal e Sesimbra fazem parte do Parque Natural da Arrábida. Apesar de compacta, esta serra abriga uma surpreendente variedade de vida selvagem, incluindo águias raras, falcões, gatos-bravos, raposas e texugos. A melhor forma de ver este paraíso luxuriante, coberto de ciprestes e pinheiros, é tomando a estrada N379. Admire as fabulosas vistas sobre a península de Tróia e contorne a serra em direcção ao estuário do Sado, passando pelo bonito Convento da Arrábida.

Passeio de barco no estuário do Sado
Vale bem a pena apanhar um barco no porto de Setúbal e fazer um passeio de duas horas pelo estuário do Sado para observar a diversidade de aves aquáticas. Leve um par de binóculos pois nunca se sabe se poderá vislumbrar os tímidos golfinhos-roazes do Sado. Mesmo que eles não se deixem avistar, a sua viagem de barco valerá bem a pena pelo deslumbrante cenário da Serra da Arrábida.

Cabo Espichel
Este imponente cabo está situado a oeste de Sesimbra e cativa os visitantes pelas suas falésias arrebatadoras e vistas sobre o mar. Durante muitos anos, os Ingleses apelidaram a costa portuguesa de “dark shores” (“costa sombria”) devido à falta de sinais luminosos ao longo da mesma. Hoje, toda a costa do país é vigiada por inúmeros faróis – o belíssimo Cabo Espichel recebeu o primeiro no ano de 1790.

Sesimbra

As montanhas, o mar e o sol radioso de Sesimbra criam um cenário pitoresco que pode ser admirado de vários pontos altos da vila: o castelo, o promontório, o Forte do Cavalo ou a Quinta de Palames.
Estes miradouros oferecem vistas sobre uma vila de pescadores rodeada por montanhas e por um mar de águas cristalinas, que preserva ainda hoje o seu carácter original, com o seu castelo Mouro vigiando os telhados vermelhos sobre o horizonte. Sesimbra remonta a tempos pré-históricos, tendo sido sucessivamente conquistada pelos Romanos, Visigodos e Mouros. Hoje em dia, a vila oferece aos seus visitantes um rico legado histórico e uma beleza natural cativante, com bonitas praias, restaurantes de peixe fresco, esplanadas à beira-mar e uma diversidade de desportos aquáticos ideais para as suas férias em Portugal. (+)

 

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Concelho de Alcacer do Sal
Passeios no Sado

O Município de Alcácer do Sal, recuperou e equipou as embarcações “Amendoeira” e “Pinto Luísa” sendo hoje possível embarcar em viagens únicas pela Reserva Natural do Estuário do Sado.

Entre o canal de Alcácer do Sal e a baía de Setúbal, onde o Sado encontra o Oceano Atlântico, a Reserva apresenta, para além de uma beleza arrebatadora, uma grande diversidade de paisagens, uma riqueza natural única, servindo de refúgio a centenas de espécies animais que ali encontram segurança e alimento. Mas a presença humana há pelo menos cinco mil anos deixou também na região um relevante património construído, quer se fale do Palácio da Herdade do Pinheiro, dos Fornos Romanos, da Feitoria Fenícia de Abul, das cabanas de Colmo da Carrasqueira ou do Cais Palafitico aí construído e único na Europa.

Embarque nesta aventura. Venha navegar connosco!!!

Os passeios no Sado podem ser de dia inteiro ou de meio-dia, em grupo ou com inscrição a título individual. As saídas de dia inteiro correspondem a um passeio de aproximadamente oito horas, com partida e regresso à cidade de Alcácer. Sendo possível fazer breves paragens na cidade de Setúbal ou Tróia e ainda na Praia Verde (Península de Tróia) para mergulhos.

Já as saídas de meio-dia implicam um passeio de aproximadamente quatro horas igualmente com partida e regresso à cidade de Alcácer do Sal.


Passeios nos Galeões suspensos
Os passeios pelo rio Sado nos galeões do sal “Amendoeira” e “Pinto Luísa” encontram-se, de momento, suspensos.


Informações e reservas:

Sector do Turismo
Praça Pedro Nunes, n.º 1
7580 - 125 Alcácer do Sal
Tel.: 265610070
Fax: 265610079

Reserva Natural do Estuário do Sado

Representando uma área protegida de incomparável diversidade biológica, a Reserva Natural do Estuário do Sado compreende 23.160 ha, dos quais cerca de 13.500 ha são constituídos por zonas de estuário e os restantes, cerca de 9.500, se referem a zonas húmidas marginais convertidas e destinadas à salicultura, à piscicultura e à orizicultura, mas também por zonas de terra firme e pequenos cursos permanentes de água doce.

A importância da fauna e da flora desta reserva estende-se desde a vegetação de água salgada que margina o estuário, ao sapal, aos lodos que, juntamente com a dinâmica das marés, são abrigo das inúmeras espécies que aqui se pode encontrar: as cegonhas-brancas, as garças, os perna-longas, os colhereiros, os flamingos-rosa, as aves de rapina, os patos, os alfaiates e ainda a lontra europeia, os saca-rabos, os gamos e os golfinhos entre outras.
A fertilidade e riqueza da região abrangida pela Reserva justificam a sua ocupação pelo homem desde o Neolítico. Populações que viviam, essencialmente, da pesca e da recolha de marisco, estabeleceram por aqui, há cerca de cinco mil anos, as suas aldeias, assentes em línguas de areia que o Atlântico ainda banhava.

Também da presença romana restam vestígios que podem ser admirados, por exemplo, na herdade do Pinheiro, onde se encontram fornos que fizeram parte de uma importante indústria de olaria que ali prosperou entre os sécs. I e IV d.C.
Forma agradável de observar este magnífico património natural são os passeios de balão ou de barco ao longo das águas calmas do rio Sado.

A faixa do Litoral Alentejano, na margem Sul do Sado, avança pela EN 253 até ao entroncamento com a EN 253-1, na povoação da Comporta. Segue depois por esta estrada nacional, no sentido noroeste, até ao entroncamento com o caminho de acesso à ETAR de Tróia (limite sul de um eucaliptal), por onde continua até à ligação com o canal da Comporta. Segue finalmente por uma linha recta, definida por este ponto e pelo ponto inicial da EN 10-4, fechando o respectivo limite.

 

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Concelho de Alcochete
Patrimonio Arqueológico

Testemunhos Arqueológicos
A ocupação humana no território de Alcochete remonta ao Paleolítico. De entre os vários sítios deste período, o destaque vai para o sítio da Conceição, um acampamento com 28 000 anos, detectado e estudado aquando dos trabalhos de construção da Ponte Vasco da Gama. Nesta altura, o Homem escolheu estes terrenos junto ao rio para viver daquilo que a caça e a pesca lhe oferecia. Esta dependência directa dos recursos naturais implicava constantes deslocações das populações, em busca do seu alimento, sendo a maioria destes sítios ocupados temporariamente. »

Igreja de Santa Maria de Sabonha
Templo do século XIII, recuperado no século XVI com a construção anexa de um convento franciscano, ganhando a nova designação de Nossa Senhora do Socorro, e vendido em hasta pública e destruído após a extinção das ordens religiosas, em 1834, tendo-se perdido a sua localização. »

Porto dos Cacos
Sítio localizado na margem direita da ribeira das Enguias, cujas escavações arqueológicas permitiram identificar um centro oleiro especialmente vocacionado para o fabrico de ânforas. »

Quinta da Praia
Virado para os terrenos pantanosos das Salinas do Samouco, sobre um pequeno terraço suave e arenoso, identificou-se a única estação do Neolítico do concelho, durante a elaboração da respectiva Carta Arqueológica. O seu contributo poderá enriquecer a caracterização de um período ainda mal representado na região. »

Sítio da Conceição
Estação arqueológica do Paleolítico Médio, situado sob as áreas de serviço da Ponte Vasco da Gama. Ocupa um pequeno terraço, na época banhado pelo rio Tejo. Os trabalhos arqueológicos decorridos durante os Estudos de Impacte Ambiental da mesma ponte, permitiram atribuir uma datação do sítio de há 28 000 anos. »


Patrimonio Religioso

Ermida de Nossa Senhora da Conceição dos Matos
Situada junto à Estrada Municipal 501, que liga Alcochete ao Samouco, a ermida foi construída na segunda metade do século XVI. »

Ermida de Santo António da Ussa
A Ermida de Santo António da Ussa, proposta pelo Plano Director Municipal (PDM) como monumento de Interesse Histórico e Artístico de âmbito local – Diário da Republica de 22 de Agosto de 1997. »

Igreja Matriz de Alcochete
A Igreja de São João Baptista, Matriz de Alcochete foi declarada Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910. »

Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia, classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº2/96 de 6 de Março de 1996, apresenta um porte imponente com uma localização importante no contexto urbano, sendo ponto de confluência de duas linhas fundamentais à estruturação original do espaço urbano da vila – a linha da margem do Tejo e a linha para o interior (Rua Direita) que conduz à Igreja Matriz. »

Igreja de Nossa Senhora da Vida
A Igreja de Nossa Senhora da Vida, classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 2/96, de 6 de Março de 1996, encontra-se adossada a edifícios nos lados sul e nascente. »

Igreja de São Brás
A Igreja de São Brás, situada na vila de Samouco, proposto pelo Plano Director Municipal (PDM) como Monumento de Interesse Histórico e Artístico de âmbito Local – Diário da República de 22 de Agosto de 1997. »

Pórtico do Extinto Convento de São Francisco
O Pórtico do Convento de S. Francisco ou de Nossa Senhora do Socorro classificado como Imóvel de Valor Concelhio pelo decreto nº2/96 de 6 de Março de 1996 é o que resta de um convento do século XVI. »


Património Natural


Reserva Natural do Estuário do Tejo
O Concelho de Alcochete apresenta uma das zonas húmidas mais extensas do país classificada como Reserva Natural, um estatuto que lhe foi atribuído devido à diversidade de aves migratórias que por ali passam.
Em alturas de migração, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é local de abrigo para mais de 120.000 aves, com destaque para a comunidade de flamingos que, durante todo o ano, embelezam e dão cor a este local.
Para além da comunidade de avifauna, a Reserva Natural é ainda caracterizada pela existência de vestígios que remetem para actividades tradicionais do Concelho. Um bom exemplo são as Salinas do Samouco que revelam a todos os visitantes vestígios da actividade salineira, outrora considerada uma das maiores actividades económicas do Concelho.
Numa extensão até Vila Franca de Xira, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é ainda constituída por uma zona de lezírias, onde são criados toiros e cavalos para a lide taurina.
Rica em diversidade, a Reserva Natural é uma área que está à espera de ser explorada, seja de bicicleta, de carro, num passeio pedestre do Alcochet’Aventura e, porque não, na embarcação tradicional “Alcatejo” que permite ao visitante adquirir uma visão completamente diferente desta área.
Para mais informações deverá consultar o portal do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade


Salinas

Salicultura na Rota de Alcochete
Situadas na margem do rio Tejo, as Salinas constituem ainda um exemplo vivo daquela que foi, durante muito tempo, a principal actividade económica de Alcochete – a salicultura. Depois de ser extraído dos enormes tanques, ainda visíveis no Estuário do Tejo, o sal era, posteriormente, transportado para o cais de Lisboa e exportado para o estrangeiro.
O enfraquecimento da navegação à vela, a auto-suficiência dos países tradicionalmente consumidores de sal, o aparecimento dos sistemas de refrigeração e a sua implementação nos navios de pesca do bacalhau foram alguns dos factores que enfraqueceram a produção do sal e, consequentemente, a sua perda económica. Perante este cenário, raras foram as salinas que conseguiram resistir à nova conjuntura. Alcochete também não fugiu à regra.

Salinas do Brito
As salinas da Fundação João Gonçalves Júnior são, actualmente, as únicas que se encontram em actividade contínua, não deixando cair em esquecimento uma das actividades que em muito contribuiu para a formação da identidade cultural da população deste Concelho. Além de manter viva a tradição de Alcochete, as salinas são cada vez mais reconhecidas pela sua importância ecológica, visto serem um local de abrigo e refúgio para muitas aves aquáticas, contribuindo para a sua conservação e preservação.
No Inverno, as salinas assumem-se como um importante local, onde as aves vão procurar abrigo e alimentos alternativos aos espaços que já se encontram cobertos de água. No Verão, as salinas são um local privilegiado de nidificação, nomeadamente para o perna-longa Himantopus himantopus.

Fundação das Salinas do Samouco
Constituído por uma área de 410 hectares, o Complexo de Salinas de Samouco é um local de refúgio e de nidificação para espécies como a chilreta, o pernilongo e o borrelho-de-coleira-interrompida.
Actualmente, as salinas de Samouco apresentam-se como o salgado com a maior riqueza e abundância de aves durante o período de preia-mar de todo o Tejo. A sua importância crescente deve-se, essencialmente, a dois aspectos: em primeiro lugar tem sido alvo de manutenção constante desde 1995 e, em segundo lugar, os outros salgados encontram-se ao abandono e são explorados para captura de camarinha, o que faz com que os níveis de água sejam inadequados para utilização, por parte das aves limícolas.
Em contraste com o seu enfraquecimento económico, verifica-se que a riqueza ecológica das salinas tem sido cada vez mais valorizada e reconhecida. Inseridas nos sapais das zonas húmidas, as salinas constituem um óptimo local de abrigo para muitas aves aquáticas que, antes de hibernarem, encontram nos extensos campos de lama, um óptimo local para se alimentarem. Já na época de nidificação, as salinas transformam-se igualmente no principal habitat de espécies diversificadas.







 

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Concelho de Almada
Conhecer Almada

Almada convida-o a conhecer um concelho que tem muito para oferecer. Ponto de encontro entre o Tejo e o Atlântico, Almada é centro de cultura e desporto, de parques naturais e espaços públicos qualificados.
Visite os museus, que contam a passagem de vários povos por este território há milhares de anos, mas que valorizam e mantêm viva a história dos homens e mulheres que lutaram por uma Almada livre, associativista e solidária. Assista a um espectáculo no fantástico exemplar de arquitectura que é oTeatro Municipal, venha aos nosso festivais internacionais ou vá apenas até à biblioteca e entre em Almada a partir dos livros, que pode folhear numa das soalheiras esplanadas da Praça da Liberdade.
Quando desejar descansar do ambiente cosmopolita e simplesmente contemplar a natureza, aproveite a Mata Nacional dos Medos, a pérola do património natural do concelho, ou dê uma escapadela até um dos muitos jardins que pontilham o concelho de verde, sem perder o Parque da Paz onde, mesmo ao lado da cidade, tem à sua disposição 60 hectares de área natural.
Para quem o desporto é um prazer, Almada oferece uma vasta e variada rede de equipamentos desportivos, com piscinas, courts de ténis, uma pista de atletismo, campos de golfe ou um Complexo Municipal dos Desportos onde pode praticar as mais variadas modalidades.
Atreva-se a conhecer a cidade de uma forma diferente, calcorreando os vários percursos que sugerimos ou surpreendendo-se com os recantos e encantos que Almada revela a quem nos visita.

Convento dos Capuchos

As linhas elegantes do Convento dos Capuchos estabelecem o ponto de equilíbrio com a magnífica vista alcançada a partir do seu miradouro. Com uma localização privilegiada sobre o Atlântico, a partir do Convento dos Capuchos é possível contemplar Lisboa, a Serra de Sintra, a baía de Cascais, o Bugio, a Torre de S. Julião, até à Serra da Arrábida e ao Cabo Espichel.
A simplicidade e o despojamento do edifício reflectem os princípios dos frades franciscanos, para quem este local de culto foi construído no século XVI.
Mais de 400 anos depois, o Convento dos Capuchos mantém a paz, propícia à meditação e ao isolamento procurados pelos seus primeiros habitantes.
Totalmente restaurado pela Câmara Municipal de Almada, o edifício mantém a traça original conjugada com a criação das melhores condições para ser um moderno espaço de cultura, vocacionado particularmente para a área da música.
Todo o ambiente envolvente, com vista sobre o mar, rodeado de agradáveis jardins, afastado do bulício dos grandes centros, mas a poucos minutos de Lisboa, faz do Convento dos Capuchos um local de visita obrigatória para os amantes do património e da natureza.


Cristo Rei

Erguido 215 metros acima do nível do mar e oferecendo uma panorâmica de 360 graus sobre as duas margens do Rio Tejo, o Cristo Rei é um dos pontos de visita obrigatória, um monumento indissociável da imagem de Almada.
Inaugurado em 1959, o Cristo Rei foi construído como agradecimento por Portugal não ter entrado na II Guerra Mundial.
Milhares de pessoas visitam este santuário que, conjuntamente com Fátima e Santiago de Compostela, forma o triângulo de ouro dos peregrinos na Península Ibérica.
Na entrada do recinto existe um edifício de acolhimento, em frente ergue-se a estátua do Redentor, voltado para Lisboa por uma razão simbólica: ao estar de braços abertos para a capital, todo o mundo português estaria dentro do abraço de Deus.
Na sua construção foram utilizadas 40 mil toneladas de betão armado e custou aos fiéis mais de 100 mil euros.
O arquitecto António Lino e o engenheiro D. Francisco de Mello e Castro assinaram este monumento, que depois de construído foi esculpido à mão num trabalho de minúcia, desenvolvido a mais de cem metros do chão, da responsabilidade do mestre Francisco Franco. Até as barbas de Jesus Cristo foram suavemente esculpidas no seu rosto.
Na base do monumento está a capela de Nª. Sr.ª. da Paz, onde se destaca a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, criada pelo famoso escultor Leopoldo de Almeida.

 

 

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Concelho de Barreiro
A oferta turística no Barreiro divide-se entre pontos de interesse histórico, equipamentos culturais e desportivos. Há ainda um conjunto de serviços que permitem usufruir dos recursos naturais que o concelho tem para oferecer.
Sem esquecer o passado industrial que proporcionou ao Barreiro um forte desenvolvimento económico e social, o Concelho continua a afirmar-se dentro da Área Metropolitana de Lisboa enquanto pólo de atracção de serviços e populações. Para esse facto muito contribui a sua localização privilegiada, na margem sul do estuário do Tejo.
Promover as potencialidades turísticas de um Município que cresça quantitativa e qualitativamente é o desafio do século XXI.
O Concelho possui uma extensa frente ribeirinha com potencialidades para o incremento da economia local e desenvolvimento de actividades económicas na vertente turística e de lazer, numa óptica de um turismo de qualidade. Está a ser desenvolvida a recuperação de uma vasta área de frente ribeirinha, a coberto do programa Polis e de outros, que se traduz num conjunto de intervenções urbanísticas e ambientais visando melhorar a atractividade e competitividade do nosso concelho.

Existem variados pontos de interesse turístico que contribuirão para este desenvolvimento.

Está hoje disponível uma oferta múltipla e diversificada que justifica a visita e a aposta no investimento local:

Museu Industrial
Reservas Museológicas Visitáveis
Casa Museu Alfredo da Silva
Sala Museu do Fuzileiro
Igreja Nª Sª da Graça (Portal - Monumento Nacional)
Igreja Matriz de Santa Cruz
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Convento da Madre de Deus da Verderena
Campo Arqueológico da Mata Nacional da Machada

Moagens:
Desde os finais do Século XV que a presença de moinhos de maré está assinalada em todo o Concelho. Os moinhos de vento são mais tardios ( séculos XVIII e XIX ) e constituem um dos ex-líbris do Barreiro. Ainda são visíveis 5 moinhos de maré e 4 moinhos de vento.

Monumentos

Campo Arqueológico de Coina - Real Fábrica de Vidros Cristalinos (1719 - 1747).
A Real Fábrica de Vidros Cristalinos de Coina foi uma importante manufactura real mandada construir por D. João V. A sua história decorre entre 1719 e 1747, altura em que foi transferida pelo administrador irlandês John Beare para junto do Pinhal de Leiria, na Marinha Grande.
A fábrica de vidros de Coina constituiu, na política manufactureira joanina, um importante empreendimento industrial no que se refere à área de implantação (cerca de 4000 m2), à capacidade produtiva para a época e à natureza e originalidade dos seus produtos.
Fabricou, em três fornos de fusão, vidro branco, vidro verde e chapa de vidro para vidraça e espelho. O vidro cristalino já não invejava o de Veneza.
A frascaria diversa quer comum, quer de laboratório, a garrafaria (entre a qual se encontraram garrafas de tipo inglês para o Vinho do Porto) e o vidro plano pelo processo francês de moldagem em mesa (introduzido pela Saint-Gobain) permitem testemunhar o real significado desta manufactura à qual se prende o desenvolvimento moderno do vidro português. (...)

Convento Madre de Deus da Verderena
A construção do Mosteiro da Verderena, o décimo sétimo da Província de Santa Maria da Arrábida, teve o seu início formal a 18 de Dezembro de 1591, dia consagrado pela Igreja Católica à expectação do parto de Nossa Senhora e daí a designação do orago: Nossa Senhora da Madre de Deus.
O edifício só ficaria concluído 18 anos depois, em 1609. A fundadora do Convento, Dona Francisca de Azambuja, descendia de uma das mais ilustres famílias barreirenses, cujas referências datam de finais do século XV.
Com a morte de seu marido, Álvaro Mendes de Vasconcelos, na batalha de Alcácer Quibir, Dona Francisca que não voltou a casar nem teve descendentes, dedicou parte importante da sua vida e fortuna pessoal, a uma obra com a qual deixaria o seu nome ligado à história do Barreiro: o Convento da Verderena.
A tipologia deste Convento inseria-se perfeitamente no contexto das edificações dos Franciscanos Arrábidos, cujo rigor imposto pelos Estatutos da Província, enunciavam com precisão e minúcia, todas as características arquitectónicas que as mesmas deveriam possuir, que privilegiavam as fórmulas de simplicidade e austeridade, procurando conciliá-las com soluções utilitárias e económicas.
Ao longo dos séculos, o edifício sofreu profundas alterações que lhe modificaram, sensivelmente, a fisionomia.
Do convento concluído nos primeiros anos do Século XVII, poucos são os elementos presentes, para além do pórtico da fachada Sul; entrada principal do estabelecimento; algumas cantarias (porta de acesso ao coro alto e outra para o exterior da cela), e um conjunto bastante variado de fragmentos azulejísticos, bem representativos deste período.
No início do Século XVIII, o edifício conventual foi todo remodelado por D. João António de La Concha, Contratador Geral do Tabaco, nos anos de 1707/1708, construindo-se então a Capela do Senhor dos Passos ou Capela pequena, como ficou conhecida. Após a extinção das Ordens regulares masculinas, ocorrida em 1834, o Convento foi integrado nos Bens Nacionais e, depois de ter ido à praça por três vezes, foi arrematado em hasta pública em 1843, pelo Conselheiro Joaquim José de Araújo, por 965$00 rs. Muitos dos elementos do formulário decorativo religioso são «mascarados» e emparedados por forma a secularizar o antigo edifício monástico, e o convento é então adaptado a palacete, de modo a corresponder às suas novas funções: residência e veraneio.
O imóvel manteve-se na posse desta família até ao princípio do Século XX, transitando então, para Guilherme Nicola Covacich, industrial têxtil barreirense.
Em 1969, o Convento da Madre de Deus da Verderena é adquirido pelo município do Barreiro, já em estado de degradação. Depois de 25 de Abril de 1974, o Convento é utilizado para actividades de índole cultural.
Em 1995, a Câmara Municipal do Barreiro delibera a aprovação de obras de remodelação do Convento e integração paisagística dos terrenos circundantes, com vista à instalação no local de um espaço de múltiplas valências culturais. O projecto de restauro e recuperação do Convento da Madre de Deus da Verderena teve em consideração duas preocupações prioritárias – recuperar o traçado original do edifício e adaptá-lo a novas funcionalidades. Desse modo, procurou-se criar um espaço aberto e dinâmico onde se cruzam as actividades culturais, a informação e o lazer. Instalou-se um Pólo da Biblioteca Municipal que dispõe de um Núcleo Multimédia e espaço Infanto-Juvenil. O antigo Refeitório dos monges é agora o Restaurante do Convento, onde os visitantes e utilizadores podem desfrutar de uma refeição num ambiente calmo e agradável. O Auditório, antiga Capela, é um espaço destinado à realização de conferências, reuniões, espectáculos, exposições, etc.,. No exterior, os jardins convidam ao encontro, conversa e lazer. Refira-se, ainda, a existência de um núcleo museológico.
O Convento da Madre de Deus da Verderena pode ser visitado pela população, atendendo a marcação previa, através do número 21 214 87 65.

Igreja da Misericórdia
Fronteira à Matriz, foi fundada em 1569 pela Irmandade local de Misericórdia.
Trata-se de um pequeno templo de nave única, cujo interior está revestido de azulejos do séc. XVIII, de que se destacam dois painéis temáticos alusivos à vida de São João Baptista.
Na fachada da igreja, de recorte delicado, salienta-se o portal principal ao gosto maneirista, no qual se inscreve o nome de uma das suas protectoras, Isabel Pires de Azambuja.

Igreja de Nossa Senhora da Graça
Igreja dos sécs. XVI a XX. Foi erigida pelos moradores do lugar de Palhais pertencia à Ordem Militar de Santiago. Obra atribuída ao arquitecto/canteiro Afonso Pires.
Com estilo Manuelino, possui uma única nave rectangular, paredes de alvenaria e revestimento de azulejos enxaquetados verdes e brancos do séc. XVI. Apresenta duas capelas funerárias quinhentistas laterais, do lado Norte a Capela do Espírito Santo e do lado Sul a Capela de S. Miguel.
No séc. XVI sofreu obras de ampliação sendo construídos o baptistério e a sacristia. Ostenta um Portal Manuelino que foi classificado como Monumento Nacional em 1922. O Portal apresenta uma ornamentação com elementos vegetalistas e escudete com albarrada, símbolo da Consagração à Virgem da Graça.
Foi encerrada ao culto em 1910 reabrindo após restauro em 1959.

 

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Concelho de Grandola

Visitar Grândola
Seja bem-vindo ao concelho de Grândola. Nesta secção damos-lhe a conhecer informação básica sobre o porquê e o como visitar e desfrutar de Grândola como visitante.
Desde informações úteis sobre acessibilidades, alojamento, comércio e restauração, pode ainda encontrar os valores naturais e culturais, bem como os contactos essenciais de apoio para usufruir em pleno do concelho.

Praia e Campo

A costa do Alentejo apresenta-se hoje no continente europeu como um dos melhores exemplos de um litoral pouco intervencionado, mantendo praticamente em toda a sua extensão características biofísicas naturais.

Entre o oceano Atlântico e a planície alentejana, numa extensão de 45 km, desde o extremo da Península de Tróia até à praia de Melides, a costa do concelho de Grândola, é a maior extensão de praia do país, uma mancha contínua de areal. A paisagem litoral é caracterizada por uma costa baixa de extensas praias arenosas, constituídas por vezes pelos sedimentos avermelhados das escarpas arenosas recentes.

Melides

Praia onde terá naufragado uma noite Fernão Mendes Pinto, atacado por corsários franceses. Praia vigiada. Acessível por estrada até junto à praia, com estacionamento acessível para carros e autocarros.
Equipamentos: restaurantes, cafés, balneários, duche, bica com água, toldos para aluguer e serviço de emergências.
Desportos: rede de voleibol. A cerca de um km, existe um parque de campismo.

Aberta Nova

Praia Dourada – Galardão atribuído pelo Ministério do Ambiente e pelo Instituto da Água, que reconhece a qualidade ambiental das praias e da área envolvente. Praia que apresenta valores peculiares do ponto de vista geológico, florístico, faunístico ou patrimonial, com ambientes naturalizados e reduzido grau de infra-estruturação.
Praia vigiada, com apoio de bar. Acessível por estrada de terra. O acesso à praia é feito através de um passadiço de madeira com degraus.

Praia da Galé

Ponto da costa do concelho de Grândola onde se poderá apreciar a arriba fóssil, formações de idade plio-quaternária (idade inferior a 5 milhões de anos), constituídas por arenitos argilosos, geralmente pouco permeáveis.
O efeito erosivo das águas de escorrência promove o intenso ravinamento em toda a face da arriba, que lhe dá um aspecto único. O ponto mais alto junto à costa tem à cota 96, no local do vértice geodésico Malha Branca. Praia com vigilância e apoio de bar. Acessível por estrada até ao parque de campismo, que dá acesso à praia.

Pego

Praia com vigilância e apoio de restauração. Aluguer de toldos de praia. Acesso por estrada, com poucos estacionamentos.

Carvalhal

Acessível por estrada até junto à praia, estacionamento disponível para carros e autocarros.
Equipamentos: restaurante, café, aluguer de guarda-sol, balneários, vigilância.

Comporta

Deve o seu nome ao sistema de canais de irrigação do vale de arrozais que se estende até ao Carvalhal.
Possui apoios de restauração, balneários, vigilância e estacionamentos para carros e autocarros.

Atlântica (Soltróia)

Praia com acesso através da urbanização de Soltróia. Nadadores-salvadores e vigia. Apoio de restauração e bar. Acesso à praia através de passadiço de madeira. Aluguer de toldos de palha. Praia com bandeira azul.

Praia da Costa da Galé (junto às piscinas de Tróia)

Praia com vigilância (nadadores-salvadores e vigia), equipada com redes de voleibol, balizas de futebol e de râguebi. Aluguer de toldos de palha. Realizam-se actividades marítimas turísticas. Acessível por estrada, com estacionamentos.

Bico das Lulas

Praia vigiada (nadadores-salvadores e vigia), equipada com rede de voleibol, baliza de futebol e râguebi, toldos em palha para alugar. Acessível por estrada, com estacionamentos.

Troiamar

Praia vigiada, com bandeira azul. Equipada com restaurantes, bar, supermercado, equipamentos desportivos (rede de voleibol, baliza de futebol e râguebi). Toldos em palha para alugar. Acessível por estrada e ferry-boat a partir de Setúbal, estacionamento disponível para carros e autocarros.

Ponta do Adoxe (Tróia)

Praia fluvial sem vigilância. Acesso por estrada e ferry-boat a partir de Setúbal.

Serra de Grândola

Altitude: 325 metros.

Localização: percorre, no sentido norte-sul, os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola (donde colheu o nome) e Santiago do Cacém, situando-se ao norte da serra do Cercal.

A serra de Grândola é uma área notável, pelo seu valor ecológico e paisagístico e pela forma tradicional como os seus recursos naturais têm vindo a ser explorados.

A serra de Grândola localiza-se nos concelhos de Grândola e Santiago do Cacém, com uma orientação nordeste/sudoeste e uma altitude máxima de 325 m. Surge como uma ilha de relevo por contraste com a planície envolvente, que, devido à proximidade do mar, cria condições ecológicas específicas.

O seu clima de influência atlântica é mais moderado do que o do Alentejo Central, para o qual a serra constitui uma barreira à passagem das massas de ar carregadas de humidade que vêm do mar. Devido às diferenças de temperatura e precipitação, a vegetação da serra de Grândola apresenta características próprias.

Toda a serra está coberta de sobreiros, que há muito representam a principal fonte de rendimento local. Densos sobreirais estendem-se por vales e encostas, sob os quais se desenvolve um matagal mediterrânico riquíssimo, onde aparecem medronheiros (arbutus unedo), aroeiras (pistacia lentiscus), pereiras bravas (pyrus bourgeana), roseiras bravas (rosa sp.), gilbardeiras (ruscus aculeatus), entre outros. De destacar o aparecimento do carvalho-português (quercus faginea) junto às linhas de água, o que revela a influência atlântica no clima. Aqui desenvolve-se uma densa vegetação ripícola, habitat de diversas espécies de aves e mamíferos. A lontra (lutra lutra) é o residente de honra.

Património Arquitectónico

Igreja Matriz de Grândola

Localização: Praça Marquês de Pombal, Grândola
Descrição: urbano em planície, isolada com adro e passeio a toda a volta, em largo desafogado. Arquitectura religiosa, barroca, neoclássica. Igreja de estilo chão, pela simplicidade e limpidez das formas, parcimónia de aberturas; interior barroco: talha de estilo nacional em altares laterais com colunas pseudo-salomónicas rematadas por arquivoltas concêntricas de meio-ponto e igual número de espirais. Retábulo-mor neoclássico.

Ermida da Nossa Senhora da Penha de França

Localização: serra de Grândola, Grândola

Descrição: edifício religioso do séc. XVIII, forrado com painéis de azulejos azuis e brancos e, na capela-mor, de azulejos historiados.

Época de construção: séc. XVII

Igreja de Nossa Senhora da Saúde

Localização: Santa Margarida da Serra

Descrição: igreja de tipo rural, com boa talha de estilo nacional. Neste templo, em que se destaca a excelente imaginária, há uma imagem indo-portuguesa de Nossa Senhora da Saúde. É também interessante a pintura maneirista existente no interior.

Igreja de São Pedro

Localização: Rua de Melides, Grândola

Descrição: Dedicada ao príncipe dos apóstolos, São Pedro, foi sede da Irmandade. Era, tal como as outras igrejas da vila de Grândola, um monumento religioso pobre. Apresenta uma capela lateral do estilo gótico alentejano, do séc. XVI. Junto à igreja ainda hoje existem as casas que serviram de recolhimento às freiras da Ordem do Carmo.

Capela de Nossa Senhora de Tróia

Localização: Tróia

Descrição: A visitação da Ermida de Nossa Senhora de Tróia, de 1510, feita pela Ordem de Santiago fala cdo recheio e de alfaias da capela (bastante volumoso) e do abandono em que caíra a mesma capela, nessa altura, consequentemente, há cinco séculos.

Património Arqueológico

Museu Mineiro do Lousal

Localização: Lousal

Horário: das 10h às 17h; encerra à segunda-feira

Preços: 1,5€ (individual); 0,75€ (pessoas com mais de 65 anos e grupos superiores a 10 pessoas); visitas organizadas por escolas e crianças até aos 10 anos não pagam.

Informações: visitas guiadas com marcações para o 269 508 160.

Pata do Cavalo

Localização: Azinheira de Barros

Descrição: rural, alto do outeiro, isolado. Domina as cercanias, junto a um eucaliptal. planta composta por galeria rectangular e cripta poligonal, atingindo seis metros de diâmetro, orientada segundo o eixo E. / O., com acesso a E. Galeria marcada por 4 esteios em travessão, de dimensões reduzidas, cripta por 8 esteios, alguns de enormes dimensões.

Necrópole das Casas Velhas

Localização: Melides

Descrição: conjunto de cistas assentes em plataformas com inclinação suave, em forma de favo, dispostas em recinto tumular, sem estrutura circundante. Sepulturas de planta rectangular ou trapezoidal, formadas por esteios colocados verticalmente, normalmente quatro, dois laterais maiores e dois menores nos topos.

Pedra Branca

Localização: Melides (Vale Figueira)

Descrição: planta composta por câmara poligonal e galeria trapezoidal bem diferenciado por septos parciais, orientado segundo um eixo este/oeste, com entrada a este; sete esteios na câmara, cinco no corredor, quatro septos; envolvido por estrutura tumular.

Monumento Megalítico do Lousal

Localização: Azinheira dos Barros

Descrição: planta longitudinal composta por galeria, rectangular, cripta principal poligonal e cripta secundária ou grande nicho, elíptica, separada da cripta principal por passagem com septos, orientado segundo um eixo este/oeste, com entrada a este. Galeria marcada por cinco esteios, dois de um lado, três do outro, um deles de grandes dimensões; cripta principal com 8 esteios, o maior com cerca de dois metros de altura; cripta secundária formada por nove esteios mais baixos.

Ruínas Romanas de Tróia

Localização: Carvalhal

Descrição: as ruínas do agregado populacional compreendem uma área habitacional, um balneário, quatro zonas de enterramento, um núcleo religioso, além de vários núcleos industriais.

Ruínas Romanas do Cerrado do Castelo

Localização: Grândola

Descrição: no primeiro núcleo foi descoberto, do período romano, um conjunto de estruturas,possivelmente antigas termas formando compartimentos entre si, com muros pavimentados em opus signium, formadas por 4 pequenos tanques, uma piscina e duas salas.


 

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Concelho de Moita
Locais de interesse
Neste concelho que nasceu e se desenvolveu em estreita relação com o rio Tejo, vale a pena vir à descoberta da sua zona ribeirinha. Da Baixa da Banheira a Sarilhos Pequenos, a paisagem é diversa mas o Tejo, esse é comum. São 20Km de margens, alternando entre as zonas verdes tratadas, sapais e antigas salinas, cais e estaleiros navais, praia fluvial, além da animação desportiva e cultural a cargo das associações locais e das autarquias.


Também a riqueza do património religioso e civil faz com que valha a pena uma visita mais demorada ao Município da Moita.

Na Baixa da Banheira, deixe a EN11 e vire em direcção ao Parque da Zona Ribeirinha. Estacione o automóvel, se for o caso, e faça uma caminhada ao longo do Parque que acompanha o recorte natural das margens do Tejo. Pode também subir ao miradouro e apreciar uma outra perspectiva do vasto parque ribeirinho, construído para reaproximar esta vila operária do seu rio.
Já em direcção à Moita, visite, à entrada da antiga vila de Alhos Vedros, o Parque das Salinas, cuja concepção segue a mesma filosofia do anterior. Também aqui a área verde de lazer foi "ganha" ao rio, através da recuperação das antigas salinas desactivadas e vazadouros. Virada para o Parque das Salinas, está a Igreja Matriz de S. Lourenço de fundação medieval.
Com as suas interessantes capelas, esta é uma das mais importantes peças do conjunto patrimonial desta vila.
Chegado à Moita, meta pela Rua do Rosário, no fim da Avenida Marginal, em direcção à característica localidade do Gaio. Aí procure a indicação "Estaleiro Naval" ou "Parque das Canoas", cujo nome não poderia ser mais apropriado.
Construído junto ao antigo Estaleiro Naval de barcos tradicionais do Tejo, este parque é o local ideal para passar um fim de tarde no sossego da beira-Tejo.

Antigas salinas e avifauna

Entre Sarilhos Pequenos e Alhos Vedros, vários são locais onde são ainda visíveis os restos de antigas salinas, junto aos sapais e outras zonas naturalizadas. Destacamos, pela sua acessibilidade, a zona da antiga Quinta do Esteiro Furado, para ver da estrada municipal entre Sarilhos e Rosário (trata-se de propriedade particular) e as antigas salinas junto à estrada entre o Gaio e a Moita, à chegada a esta vila.
Entre as várias espécies de aves aquáticas que aqui se podem observar, contam-se os flamingos, visíveis durante quase todo o ano na baixa-mar (com mais facilidade, na Caldeira da Moita), sobretudo a partir do fim do Verão até ao Inverno, época em que o Tejo chega a albergar vários milhares de indivíduos dispersos por todo o estuário.

Cais e estaleiros navais

O Cais do Descarregador em Alhos Vedros é uma paragem obrigatória para quem se interessa pela história e pelas actividades tradicionais ligadas ao rio.
Junto ao Cais, encontra-se o Moinho de Maré e a sede da Associação de Desportos Náuticos "Amigos do Mar".
Na Moita, o antigo cais, construído no séc. XVIII, testemunhou o vaivém dos barcos do Tejo, carregando e descarregando produtos agrícolas e passageiros entre esta margem e capital. O Centro Náutico Moitense situa-se igualmente nas imediações. Em Sarilhos Pequenos, no Esteiro da Elisa, pode visitar o estaleiro naval, propriedade de Jaime Ferreira da Costa & Filhos. Aqui, apesar das técnicas de construção terem acompanhado a evolução tecnológica, a vocação dos barcos do Tejo e o enquadramento na paisagem conferem-lhe características únicas. E, mais uma vez, o clube náutico local – Associação Naval SariIhense – não se encontra longe, embora o caminho até lá justifique uma volta mais atenta pela povoação de antigos marítimos, onde são conhecidos os excelentes artesãos de miniaturas de barcos típicos do Tejo.

Praia Fluvial do Rosário

Durante o Verão, sugerimos um dia passado na Praia do Rosário, descansando nas calmas areias salpicadas por conchas das famosas ostras do Tejo (cuja apanha constituiu outrora o único sustento de muitas famílias), ou petiscando no agradável parque de merendas ou, ainda, deliciando-se com uma caldeirada à fragateiro num dos restaurantes locais. Se for dia de largada de touros na praia, previna-se contra as investidas mas não deixe de apreciar a particular luminosidade do fim de tarde no adro da capela manuelina alcandorada sobre o Mar da Palha que apaixona, até hoje, fotógrafos, realizadores de cinema e publicitários, para já não falar dos próprios rosarenses.

Património Religioso

Igreja Matriz de S. Lourenço
Largo da Igreja, Alhos Vedros

Esta igreja remonta provavelmente ao final do séc. XIII, mas sofreu várias alterações. Destaca-se: na capela de S. Sebastião (sec.XV), classificada como imóvel de interesse público, o único túmulo de estátua jacente do distrito de Setúbal, onde jaz o cavaleiro Fernão do Casal; a escultura em pedra de Nª Sr.ª dos Anjos (sec. XVI), na capela com o mesmo nome; painel de azulejos hispano-árabes, na capela de S. João Batista (séc. XVI); tecto em caixotão, com cenas do martírio de S. Lourenço; talha dourada de estilo nacional e revestimento de azulejos setecentistas nas paredes laterais da capela-mor.

Igreja da Misericórdia
Largo da Misericórdia, Alhos Vedros

Esta igreja, construída provavelmente no ano de 1587, reflecte as novas exigências litúrgicas da época, profundamente marcada pela pregação. O púlpito está por isso colocado ao meio da nave. Destaque para a talha dourada do altar-mor (fim do séc. XVII) e para a azulejaria que reveste as paredes, da primeira metade do século XVIII.

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boa Viagem
Largo da Igreja, Moita

Datado de 1631, este edifício foi construído a expensas da população para que a Virgem protegesse os marítimos e os viajantes. É composto por uma só nave, de estilo “Chão”, despojada de elementos decorativos, fria e funcional, típica entre o final do séc. XVI e meados do séc. XVI. Na primeira metade do séc. XVIII, foi enriquecida com painéis de azulejos azuis e brancos, relatando a vida da Virgem, talhas douradas em estilo nacional e tecto em caixotão com pinturas sobre madeira.

Altar de Nossa Srª da Piedade
Travessa de Nossa Sr.ª da Piedade, Moita

Segundo fontes orais, foi mandado erigir pelos marítimos que ali iam pedir protecção antes de iniciarem as viagens. Hoje, há quem continue a colocar velas de promessas, imagens de santos, representações de partes do corpo em cera e rosários, entre outros objectos, para pedir intervenção divina. O altar é composto por um conjunto de azulejos, representando a Nossa Senhora com o filho morto nos braços, uma réplica do painel original, possivelmente do século XVIII.

Capela do Rosário
Largo das Forças Armadas, Rosário

Do outro lado, os telhados da capital, as chaminés das zonas industriais vizinhas, a base aérea do Montijo e o metal das Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Deste lado, a cadência calma do Rosário e a serenidade do rio. É esta a paisagem a partir desta capela, mandada erigir, em 1532, por Cosme Bernardes de Macedo, fidalgo da Casa Real. De destacar o portal manuelino, o arco triunfal de volta perfeita, com características do mesmo estilo e os painéis de azulejos azuis e brancos (séc. XVIII) com cenas da Senhora com o Menino. A Capela está classificada como imóvel de interesse público.


Património Civil

Pelourinho de Alhos Vedros
Largo da Misericórdia, Alhos Vedros

Classificado como monumento de interesse público, este pelourinho manuelino, do século XVI, constitui um símbolo do poder municipal da vila de Alhos Vedros sobre as terras vizinhas, após lhe ter sido concedido o foral, por D. Manuel I. Daí a esfera armilar em ferro forjado, símbolo do Rei Venturoso.

Moinho de Maré de Alhos Vedros
Largo do Descarregador, Alhos Vedros

A farinha obtida neste moinho, construído no século XVII, abastecia a população local e a própria cidade de Lisboa, sendo também usada pela fábrica de Vale do Zebro na produção de biscoitos que, por serem cozidos a altas temperaturas, resistiam nas viagens marítimas dos Descobrimentos. Propriedade da família de Tristão Mendonça Furtado (os fidalgos da “Casa da Cova”), deixou de laborar em 1940, sendo actualmente propriedade da Câmara Municipal da Moita. Recuperado recentemente pela autarquia, o Moinho de Maré de Alhos Vedros é um pólo cultural da freguesia, recebendo com regularidade diferentes exposições.

Porta Manuelina
Travessa do Alferes-Mor, Moita

Trata-se de um portal manuelino bastante simples, o único que chegou até hoje na construção civil. As cantarias em vão, manuelinas pelo recorte e arco conopial, são alguns dos elementos que atestam a tipologia deste elemento que remonta aos séculos XV/XVI.

Poço “Mourisco”
Largo da Estação, Alhos Vedros

Apesar do seu nome, trata-se de um poço quinhentista e não de origem árabe, decorado com elementos naturalistas: ramo de oliveira com azeitona, flor de lis e cabaça. Diz a lenda que quem conseguir partir a cabaça, com a cabeça, recebe um tesouro em meados de ouro que aí está por reclamar.

Colecção Régia
Salão Nobre dos Paços do Concelho, Praça da República, Moita

São 26 retratos dos reis de Portugal que constituem esta série de quadros, 24 dos quais da autoria de Miguel António do Amaral, pintor e professor de desenho do século XVIII. A encomenda foi feita pelo Mosteiro de Alcobaça mas, com a supressão das ordens religiosas (1834), a colecção é transferida para a Academia Real de Belas Artes de Lisboa. O ministro Fontes Pereira de Melo acaba por ceder as telas à Câmara Municipal da Moita para “adornar as salas dos Paços do Concelho”.

 

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Concelho de Montijo
ROTAS E DESTINOS

Rota do Montijo
MONTIJO, sede do concelho, ao longo da sua história tem sabido receber e acolher pessoas oriundas das mais diversas zonas do País. E não foi por acaso, pois está estrategicamente localizado junto ao Rio Tejo. Situação privilegiada, uma vez que o Rio foi e continuará a ser o maior meio de comunicabilidade entre os povos. A proximidade da grande metrópole, capital do País, não fez perder a sua identidade, cultura e tradições.

Dos Templos – testemunho vivo da fé do nosso povo, às Casas Senhoriais – que indicam o poder económico, requinte e bom gosto dos seus proprietários/fundadores, e o regresso às origens com os Moinhos - que fazem parte do passado, presente, e futuro. Enfim ... a nossa História!

Apareça e siga a nossa Rota!
(...)



Rota da Mala-Posta do Alentejo
Travessia de passageiros e mercadorias na vila de Aldêa-Galega-do-RibaTejo, em direcção à nossa capital, por aqui passaram viajantes, nobres e vários monarcas.

Dada a excelente localização, em 1533, no reinado de D. João III, a vila foi escolhida para sede da principal Posta do Sul (transporte de correio a cavalo), pelo correio mor do Reino, Luís Afonso.
No século XIX, esta funcionalidade, ampliada, dá origem à Mala Posta do Alentejo, que partia de Aldeia Gallega em carruagens que transportavam o correio e passageiros.
Com origem em Lisboa, o percurso fazia-se atravessando o Tejo até Aldeia Gallega, com destino ao Alentejo ou a Espanha.
Ao longo do trajecto, de 26 horas, existiam estações de muda de animais que, mais tarde, permitiram aos passageiros aí cear e pernoitar.

(...)

Rota dos Trilhos de Canha
Esta antiga vila medieval, situada na margem esquerda da Ribeira de Canha ou Ribeira de Almansor, cujos vestígios remontam ao século XII, que em 1852 foi integrada no concelho da então Aldeia Galega, é a freguesia mais distante do concelho de Montijo.
De características rurais, é dotada de uma beleza natural e paisagística de grande atractividade. Para visitar a vila, sugere-se um conjunto de locais, que vão do património religioso ao natural, onde se encontram traços de arquitectura de assinalável interesse.

(...)


Rota de Entre Vinhos e Pipas
Esta rota vai proporcionar aos apreciadores e interessados pela temática do vinho, a possibilidade de visitarem as diversas adegas e outros estabelecimentos.

Enoturismo, conceito relativamente recente, é um segmento da actividade turística que se fundamenta na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e tipicidade das localidades que produzem esta bebida. O Enoturismo constitui um dos principais produtos turísticos da região de Setúbal e as Rotas constituem instrumentos privilegiados na divulgação deste produto turístico.
O Turismo vitivinícola é o principal objectivo de um dos grandes instrumentos ao serviço do Enoturismo – as Rotas de Vinho.

A Rota dos Vinhos da Península de Setúbal pretende desenvolver o conceito de Enoturismo, atribuindo novas dimensões a este inigualável produto - o vinho aliando-o às potencialidades turísticas de cada região.

A Associação da Rota dos Vinhos, fundada em 2003, tem a sua sede na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, em Palmela, edifício que foi uma antiga adega recuperada para o efeito.
A Câmara Municipal de Montijo é um dos associados.

Viva os encantos desta rota. Experiências que vão enriquecer o seu conhecimento, a sua vida e, certamente, aumentar o seu gosto pelos vinhos da Península de Setúbal.

(...)



Rota da Atalaia
Pretende-se com este percurso divulgar o património arquitectónico e cultural da freguesia da Atalaia, com particular ênfase para a valiosa herança religiosa que aqui podemos encontrar.

Procurando aliar estes aspectos ao património etnográfico, que também ele pauta e caracteriza a génese destas gentes, achamos poder contribuir para preservar aquilo que jamais se poderá perder – a identidade e a tradição.

Segundo o historiador Rui de Azevedo, em 1249 já haveria uma referência à “carreira da Atalaia” ou caminho de carros, pelo que por esta altura a Atalaia seria apenas um lugar de passagem para o Alentejo.

Relativamente ao Santuário da Atalaia é facto assente que este já existiria anteriormente a 1470, sendo uma então ermida dedicada a Santa Maria da Atalaia.

Quanto à romaria teve o seu início, provavelmente em 1507, aquando de uma terrível peste que grassou na capital.

Nesse cenário de devastação e doença, um grupo de oficiais da Alfândega de Lisboa dispõem-se a formar um círio que após ter passado o rio, desembarcaram em Aldeia galega, daqui saindo em procissão para o Santuário da Atalaia, onde rogaram a Santa Maria da Atalaia que os livrasse da peste.

O seu rogo foi atendido e a partir daí organizados numa confraria, iniciaram uma peregrinação anual ao santuário, que nos chegou até aos nossos dias.

A Festa Grande assim chamavam à “Romaria de Nossa Senhora da Atalaia”, era efectivamente a maior festa que se realizava naquela época.

A Atalaia é pois um local de remota peregrinação popular, exaltada pela fé e religiosidade das populações locais e arredores que, já no início do século XVI, se deslocavam a este local, em peregrinação.
O ponto alto da devoção ainda se cumpre anualmente no último domingo do mês de Agosto.

(...)



 

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Concelho de Palmela

Onde Ir


Cadernos de Viagens

Aldeia de Quinta do Anjo
Percurso pedestre pelo Centro Histórico de Palmela
Do Poceirão à Marateca
Percurso pela Reserva Ecológica Nacional
Pinhal Novo
Passeios nas Serras do Louro e São Luís
Vestígios arqueológicos do concelho



Golfe, Karting e Reserva Natural do Estuário do Sado
combinação perfeita para um dia único. São inúmeras as potencialidades turísticas do concelho de Palmela, que se destacam quer pelo património natural quer pelos diversos pontos de atracção ao nível do recreio e lazer. Aqui sugerimos-lhe um percurso diferente que contemple, para além da natureza e gastronomia, alguns dos empreendimentos que fazem do concelho de Palmela um local agradável para viver.

Dedique a manhã a uma prática desportiva que carece de alguma paciência e conhecimento, mas em que vale a pena arriscar: o golfe. O Clube de Golfe do Montado, inserido na paisagem alentejana de Montado que dá o seu nome ao Clube, é um local acolhedor, situado a 10 minutos de Palmela e apenas a 40 minutos de Lisboa. O campo, cujo lay-out é do arquitecto Duarte Sotto-Mayor, possui 18 buracos "par 72" e tem 6000 metros de extensão. Se nunca experimentou é chegada a altura de confiar na sua pontaria e, sobretudo, na sorte de principiante – se for este o seu caso.

Depois da jogada de mestre que certamente fez é altura de recuperar forças, provando a gastronomia do concelho no Restaurante do Clube de Golfe do Montado. Em Palmela predominam as características da gastronomia alentejana: a sopa e o tamboril com poejos, o coelho com feijão à moda de Palmela e as peras cozida em vinho Moscatel, bem como os excelentes vinhos e queijos de Azeitão – os petiscos mais genuínos do concelho.


No período da tarde e porque tirou o dia para experimentar coisas novas, aceite um outro desafio: o Karting. O KIP – Kartódromo Internacional de Palmela –, que fica na Herdade de Algeruz e bem próximo do Clube de Golfe do Montado, distingue-se por um conjunto de características verdadeiramente excepcionais, com especial destaque para os 1.270 metros de perímetro e dez metros de largura constantes da pista, bem como para os 1.500 metros quadrados de área correspondente às infra-estruturas de apoio. A Herdade de Algeruz é uma quinta com cerca de 200 hectares e que, ainda hoje, conta com um importante volume de produção ao nível da agricultura e pecuária. O KIP está inserido numa agradável zona de beleza natural em que é interessante o contraste com os edifícios agrícolas que lhe são contíguos.

Ao entardecer, e depois de tanta aventura e emoção, propomos-lhe momentos bem mais sossegados. Visite a Reserva Natural do Estuário do Sado, na parte que confina com o concelho de Palmela, e fique impressionado com a paisagem que vai encontrar: a frente ribeirinha do concelho de Palmela para o Estuário do Sado, desconhecida para muitos, vai desde a foz da ribeira da Marateca até à foz da ribeira de Vale de Cão, conhecida como Ribeira de Sachola, no extremo sul do concelho. Os seus olhos vão ficar admirados com as áreas de sapal, salinas, pisciculturas, arrozais e a extensa zona florestal do Zambujal. Para terminar, e se ainda tiver forças, suba ao Outeiro Alto, o ponto mais alto do concelho de Palmela incluído na Reserva Natural do Estuário do Sado, e veja as cores do pôr do sol projectadas em toda esta área protegida.

Por Terras do Queijo, Pão e Vinho
Conhecida como terra de bom queijo, pão e vinho, a Quinta do Anjo é um importante pólo de desenvolvimento no Concelho de Palmela, conciliando um conjunto de empreendimentos industriais de grande dimensão com uma tradição rural de elevada expressão na produção de vinho, queijo de ovelha amanteigado (Queijo de Azeitão) e doces regionais.


Mais do que um percurso, este é um desafio ao seu paladar. Aceite algumas sugestões.

Queijo de Azeitão
É na Quinta do Anjo que se encontra a maior parte dos produtores do queijo de Azeitão. Foi por volta de 1830 que Gaspar Henriques de Paiva, nado e criado na Beira Baixa, veio para Azeitão e passou a dedicar-se à agricultura. Para povoar as suas terras mandou vir ovelhas leiteiras, de lã preta e raça bordaleira. Em todos os anos mandava vir um queijeiro da sua terra natal, só para lhe fabricar queijos do tipo "Serra". Foi esse queijeiro que ensinou os segredos da arte a um dos pastores, que deles não fez segredo. Foi então transmitido a sucessivas gerações de queijeiros artesãos que, desde então, nos têm oferecido um queijo com uma tipicidade ímpar.
Há mais de uma década que se tomaram medidas para proteger a tipicidade deste queijo, surgindo a Região Demarcada do Queijo de Azeitão. A "ARCOLSA" é a entidade que faz o controlo de qualidade dos Queijos de Azeitão e que emite os selos de garantia travando, assim, o aparecimento de produtos falsificados que nada têm a ver com o verdadeiro sabor deste queijo.
O Queijo de Azeitão é produzido de Novembro a Maio, em queijarias tradicionais, onde o pote de barro vidrado espera, junto à lareira, a coagulação do leite e, posteriormente, onde a francela (mesa queijeira) recebe a coalhada que é trabalhada dentro dos cinchos com as sábias mãos dos queijeiros, que vão separando pacientemente o soro da massa.
Com uma produção artesanal, cuja duração média é de 45 dias, o Queijo de Azeitão chega-nos à mesa com um paladar requintado e único, que nem todos sabem explorar. A melhor maneira de servir o Queijo de Azeitão é cortá-lo de forma transversal em duas metades circulares iguais ou abrir um orificio na parte superior e retirar o queijo amanteigado com uma colher.

Adegas típicas
Aproveite também este passeio para adquirir o famoso vinho tinto produzido nesta região. Se está a pensar em enriquecer a sua garrafeira, propomos-lhe uma visita às adegas integradas na Rota dos Vinhos, um projecto conjunto da Câmara Municipal de Palmela, da Região de Turismo da Costa Azul e da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, que pretende divulgar a história e os produtos vinícolas da região.

Queijarias tradicionais
Visite uma das queijarias tradicionais da Quinta do Anjo, onde é produzido o famoso queijo de Azeitão. Aqui, poderá conhecer os métodos tradicionais da sua produção, bem como adquirir manteiga de Ovelha, queijo seco ou queijo de Azeitão.
Para além dos sabores e paladares aproveite para deliciar o olhar noutras atracções que a Quinta do Anjo oferece, como a Igreja, a Sociedade de Instrução Musical (fundada em 1921, apresenta no seu interior paredes pintadas em estilo romântico), as Sepulturas Colectivas pré-históricas e a Serra do Louro com os seus característicos moinhos, entre outros.
Desde há sete anos que, em Abril, se realiza na Quinta do Anjo o Festival do Queijo, Pão e Vinho, uma das melhores montras a nível nacional que reúne a excelência dos produtos regionais.
Se visitar o evento nos seus três dias, poderá provar todo o tipo de queijo – amanteigados ou secos –, a soberba manteiga de ovelha, vinhos e uma grande diversidade de bolos caseiros, num certame que conjuga o esforço de produtores com as entidades da região

Passeios intemporais pelo Castelo de Palmela
A posição geográfica do núcleo fortificado do castelo permite-lhe uma visualização estratégica de parte do estuário sadino, de uma vertente da cordilheira da Arrábida e, também, das planícies envolventes que a separam do Tejo – o que, noutros tempos, se revestia da maior importância pelas ligações e possibilidades de comunicação que se estabeleciam com os castelos circundantes das linhas do Tejo e do Sado.

Dentro das muralhas do Castelo encontrará: a Pousada Histórica de Palmela situada no antigo convento; a Igreja de Santiago - monumento nacional; as ruínas da Igreja de Sta. Maria - a sacristia foi recuperada para albergar o Gabinete de Estudos da Ordem de Santiago; um Posto de Turismo; um auditório; loja de artesanato e loja de produtos regionais.

Integrado no Museu Municipal encontram-se vários espaços de arqueologia, um espaço de transmissões militares e a reserva visitável de escultura de São Tiago.

Da importância adquirida ao longo dos tempos (ver percurso histórico), o castelo chega aos nossos dias revitalizado e reabilitado arquitectonicamente, oferecendo uma nova dinâmica cultural e turística.

Descubra os contornos da paisagem e um conjunto de espaços que lhe sugerem prolongados e inesquecíveis passeios intemporais.

 

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Concelho de Santiago do Cacem
Praia e Campo

O concelho de Santiago do Cacém caracteriza-se por uma zona aplanada e baixa, na parte noroeste do concelho, dando mesmo lugar à formação de lagoas, devido à existência de um cordão de dunas e areias de praia.
A estrutura fundiária é constituída principalmente por pequenas explorações com menos de 10 hectares. Predominam as terras limpas, muito férteis nas várzeas da Lagoa de Santo André. A agricultura caracteriza-se pelo cultivo de cereais, vinha e olival, produtos hortícolas e horto-frutícolas. Os efectivos pecuários são essencialmente bovinos e suínos. Ao nível florestal predominam as manchas de pinhal e montado de sobro.
Chegados ao litoral, surgem-nos como estruturas naturais da zona costeira a lagoa de Santo André, o importante sistema lagunar a ela associado e a Maria da Moita. A planície é separada do oceano Atlântico por um cordão dunar de largura variável a sul, nomeadamente na praia da Fonte do Cortiço verifica-se a existência de arribas de altura variável.
A frente de mar no concelho de Santiago do Cacém tem aproximadamente nove km, correspondendo a igual extensão de praias de areia dourada, a saber: praia fluvial da lagoa de Santo André, Monte Velho, Areias Brancas e Fonte do Cortiço. Na lagoa de Santo André pratica-se a pesca artesanal em pequenos barcos tradicionais denominados "bateiras", pela pequena comunidade piscatória aí residente.
As praias para além do uso balnear, são procuradas nas zonas menos utilizadas para este fim, pelos amantes da pesca desportiva. Revestem-se de grande importância a flora e fauna característica desta faixa costeira.
Com a criação da Reserva Natural através de Decreto-Regulamentar n.º 10/2000 de 22 de Agosto, foi reconhecida a importância deste santuário natural. Segundo o Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de Janeiro, ao delimitar-se uma área destinada à protecção de habitats, da flora e da fauna (Reserva Natural) pretendem-se adoptar medidas "que permitam assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência das espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente". A recuperação e a conservação ambiental serão certamente, uma realidade num futuro próximo.

Museus e Monumentos

>> Museus

- Museu Municipal de Santiago do Cacém

- Museu do Trabalho Rural de Abela

>> Património

- Património Arqueológico

- Património Arquitectónico Civil

- Património Arquitectónico Militar

- Património Arquitectónico Religioso

- Património Etnográfico - Artesanato

- Património Etnográfico - Festas Tradicionais

- Património Etnográfico - Lendas

- Património Natural - Planície Litoral

- Património Natural - Planície Interior

- Património Natural - Rio e Serra

- Património Natural - Espelhos de Água



 

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Concelho de Seixal
Descubra o Seixal, terra de pescadores e corticeiros, a sua gastronomia, os artesãos, as quintas senhoriais, o património náutico e desfrute da Baía Natural do Seixal.

Aproveite os circuitos turísticos, os passeios no Tejo que decorrem todo o ano, a bordo do Bote de Fragata Baía do Seixal, conheça os passeios pedestres em zona da Rede Natura 2000, as caminhadas pelos núcleos urbanos antigos e utilize os Serviços On-line para se inscrever nas iniciativas.

Consulte as apresentações e os artigos realizados durante a segunda edição do Seminário Internacional de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local, que decorreu nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal.



LOCAIS DE INTERESSE

Neste espaço tem a possibilidade de conhecer um pouco melhor nosso concelho, passando pelo património natural, industrial e náutico. As quintas senhoriais, os núcleos urbanos antigos e as igrejas fazem igualmente parte da história e da cultura do concelho do Seixal, sem esquecer, claro, as festas e as romarias que se comemoram por todo o concelho.

Património Natural

O Património Natural no concelho do Seixal é marcado essencialmente pela ocupação de cerca de 10% do seu território por Reserva Ecológica Nacional, onde se integra o Sapal de Corroios, o Sapal de Coina e o Sapal do Talaminho. A Baía do Seixal é o ex-libris do Concelho, que pela sua singularidade tem condições naturais para a realização de diversas práticas desportivas e de lazer, oferecendo uma paisagem privilegiada. É de salientar a riqueza ornitológica e a fauna aquática existentes, em particular no Sapal de Corroios. Este local serve de pouso temporário para muitas aves migratórias como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. O Sapal de Corroios funciona também como uma “maternidade” e “creche” para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes. Ao longo das margens da Baía do Seixal, é possível, por vezes, observar as aves a alimentarem-se, sendo as mais emblemáticas as garças, reais e esporadicamente colónias de flamingos.

Moinho de Maré de Corroios

O Moinho de Maré de Corroios foi mandado construir em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, proprietário de uma grande parte das terras situadas em redor do Seixal. Em 1404, o Condestável doou-o, assim como aos bens que tinha nesta região, ao Convento do Carmo, ordem religiosa de que era Mestre. Já no início do século XVIII foi ampliado, mas não tardou a sofrer novamente obras, pois o terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos. Este Moinho, conhecido também por Moinho do Castelo, mantém-se em condições de funcionamento até aos nossos dias. Em 1980 foi adquirido pela Autarquia. Durante 6 anos sofreu obras de restauro e em 1986 abriu ao público, como núcleo do Ecomuseu Municipal do Seixal. Neste momento, devido a obras de conservação e requalificação, este núcleo encontra-se encerrado ao público.

Fábrica de Cortiça Mundet

Em 1906, estabeleceu-se no Seixal a firma L. Mundet & Sons. Esta fábrica, que se tornaria a maior empresa do sector corticeiro do País e durante algum tempo do mundo, reconhecida também pelo seu papel inovador na área da política social, viria, a partir de meados da década de 1950, fruto do aparecimento de novos materiais como o plástico, a entrar num lento processo de decadência.

Em 1988, após um longo período de lutas sociais e de várias tentativas de viabilização económica, a fábrica é definitivamente encerrada.

Em 1996, é adquirida pela Câmara Municipal do Seixal, que musealizou dois edifícios da Fábrica – Edifícios das Caldeiras de Babcock e o Edifício das Caldeiras de Cozer. Nestes dois espaços, é possível visitar exposições temporárias relativas ao Património Industrial do Concelho. A Mundet apresenta-se hoje como um lugar carregado de história e de vida de algumas gerações de Seixalenses.

Horários de Inverno (Outubro-Maio):
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e Domingos, das 14h às 17h

Horários de Verão (Junho-Setembro):
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e domingos, das 14.30h às 18.30h

Encerramento: 2 as feiras, feriados nacionais e municipal

Morada : Largo 1º de Maio – Seixal

Núcleo Naval de Arrentela

No Núcleo Naval visitamos a oficina de construção artesanal de modelos de barcos do Tejo. Neste local, dois artífices ocupam-se quotidianamente da construção e da reparação de modelos, executados à escala, a partir da reprodução de planos adquiridos no Museu de Marinha, bem como de planos originais de embarcações do Tejo.

Neste núcleo está patente uma exposição permanente, onde se tem a oportunidade de ver e ouvir as imagens e os sons da construção naval, de forma a transmitir a memória dos antigos estaleiros navais do Rio Judeu. Neste local estão expostos vários modelos de embarcações tradicionais do Tejo, que podem ser interpretadas através dos diversos apoios audiovisuais.

Horários de Inverno (Outubro-Maio):
De 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e domingos, das 14h às 17h

Horários de Verão (Junho-Setembro):
De 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e domingos, das 14.30h às 18.30h

Encerramento: 2. as feiras, feriados nacionais e municipal

Morada: Av. da República - Arrentela

Quinta da Trindade

A origem da Quinta remonta aos finais do século XIV, aquando da fundação de um convento pela ordem religioso-militar da Santíssima Trindade, que também fundou no mesmo espaço uma ermida denominada da Boa Viagem.

Com o terramoto de 1755, não só a ermida mas também o convento ficaram destruídos. A reconstrução do edifício apalaçado ficou a cargo de um indivíduo de apelido Martins (alcunhado de Rei do Lixo), que para além do edifício construiu um outro mais pequeno de planta quadrada, rematado por merlões, assemelhando-se a um pequeno castelo.

No interior do edifício, bem como no exterior - nos muros que o cercam -, podemos encontrar restos de azulejos figurativos e geométricos e estatuetas de conventos, mosteiros e igrejas que ficaram abandonados após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, e que habilmente foram recolhidas por Martins, que depois aqui os veio aplicar.

Ao percorrer os dois andares do edifício principal da Quinta da Trindade, obtém-se uma panorâmica geral da história do azulejo em Portugal, visto existirem exemplares representativos dos mais diversos géneros e tendências decorativas. Para se visitar a Quinta da Trindade, é necessário efectuar marcação junto do Serviço Educativo do Ecomuseu Municipal do Seixal.

Acesso condicionado

Visitas – Serviço Educativo do Ecomuseu: 21 227 62 90

Morada: Av. M.U.D. Juvenil, Azinheira, Seixal

Quinta da Fidalga

A Quinta da Fidalga, cuja fundação remonta ao século XV, teve sempre funções agrícolas e de lazer, surgindo associada a Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, o qual se teria fixado nas terras do Seixal para assistir à construção de caravelas destinadas à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Já no século XVIII, destacava-se pelos seus excelentes pomares de citrinos, com ruas cobertas de árvores silvestres e parreiras postas em latadas e pelo seu sofisticado sistema de rega.

Distingue-se também pelo magnífico Lago de Maré, que constitui um monumento raro ou quase único na arquitectura hidráulica portuguesa. Possui ainda uma capela que foi integrada no palacete em meados do século XX, em substituição de outra mais antiga. As paredes interiores do actual templo estão revestidas de azulejos do século XVIII e de reproduções também deste período.

Em 1952, o palacete e os arruamentos da Quinta tiveram intervenções arquitectónicas dirigidas pelo Arquitecto Raul Lino, tendo distribuído azulejos, de várias épocas, nomeadamente hispano-árabes, por vários pontos da propriedade.

A Quinta da Fidalga é propriedade da Câmara Municipal do Seixal desde 2001, e, de entre os vários projectos previstos para este espaço, destaca-se o Centro Internacional de Medalha Contemporânea do Seixal.

Horários de Inverno (Outubro-Abril):
De 3.ª a domingo, das 10.15h às 17.45h
Horários de Verão (Maio-Setembro):

De 3.ª a domingo, das 10.15h às 19.45h

Encerramento : 2. as feiras

Morada : Av. da República - Arrentela

Igreja de Nossa Senhora da Consolação, Arrentela

A Igreja Matriz de Arrentela, dedicada a Nossa Senhora da Consolação, remonta aos finais do séc. XV ou princípios do séc. XVI, e está classificada como Imóvel Classificado de Interesse Público. O estilo decorativo predominante é o barroco, resultante das grandes obras que a igreja sofreu após o terramoto de 1755. O seu interior, de uma só nave, é revestido por uma série de painéis de azulejos representando cenas da vida da Virgem Maria. O altar-mor, em talha dourada, anterior ao terramoto, possui um conjunto de colunas salomónicas, um minucioso sacrário e uma pintura figurando a Adoração do Santíssimo Sacramento. Na cobertura da nave pode-se observar um magnífico trabalho de estuque em relevo, de várias cores, onde se destaca uma imagem da Padroeira, com a muleta - barco de pesca típico desta região - a seus pés, rodeada de pescadores, fidalgos e dos quatro evangelistas.

Morada: Largo do Agro, Calçada da Boa-Hora, Arrentela

Igreja de Nossa Senhora da Graça, Corroios

A Igreja Paroquial de Corroios, consagrada a Nossa Senhora da Graça, data do séc. XIV. No entanto, a edificação primitiva ruiu com o terramoto de 1755, tendo a população, que rondava os 170 habitantes, procedido de imediato à sua reconstrução.

Esteve abandonada e encerrada ao culto desde 1852 até ao início do século XX, tendo os seus bens sido entregues à Irmandade do Santíssimo Sacramento de Amora e ao Seminário Patriarcal. Em meados do século XX, sofreu grandes obras de restauro e só em 15 de Setembro de 1973 voltou a ser reintegrada na sua função de Igreja Paroquial.

Sítio com vestígios arqueológicos soterrados, nomeadamente sepulturas do Período Medieval-Moderno: séculos XV-XVI.

Morada: Rua de Nossa Senhora da Graça, Corroios

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Seixal

À antiga ermida do século XVI sucedeu a actual igreja de Nossa Senhora da Conceição, que foi concluída em 1728, no entanto, com o terramoto de 1755 ficou bastante danificada, tendo sido restaurada em 1858 e em 1904. A fachada principal e respectiva torre sineira estão revestidas a azulejos azuis e brancos do século XIX. No interior podemos observar um magnífico tecto com pinturas sobre madeira de Pereira Cão, figurando no medalhão central a Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, e outros dois mais pequenos com os bustos de S. Pedro e S. Paulo. As paredes da capela-mor estão revestidas a estuque marmoreado e talha dourada, do século XVIII, encontrando-se ainda quatro painéis sobre tela representando a Anunciação , a Visitação , S. João Evangelista e a Aparição do Anjo a S. Pedro . Esta igreja é Imóvel Classificado de Interesse Concelhio.

Morada: Largo da Igreja, Seixal

Igreja de Nossa Senhora da Anunciada, Aldeia de Paio Pires

Inicialmente este local de culto era somente uma pequena capela, com um telhado de duas águas, onde existia um pequeno altar e se venerava N. Sr.ª da Anunciada. Diz-se mesmo que D. Paio Peres Correia (cavaleiro das hostes de D. Afonso Henriques, ao qual a localidade deve o seu nome), quando aqui acampou com as suas tropas já encontrou esta capela e que prestou culto aos pés desta santa.

Em 1850, um filho da terra, proprietário de uma livraria em Lisboa (na Rua do Ouro), de seu nome José António Rodrigues, contactou com várias personalidades e conseguiu a verba suficiente para transformar a Igreja Matriz. Esta obra contou também com o apoio da família Lima que era bastante devota a esta Santa. A obra foi terminada em 1851, precisamente no 1.º domingo de Agosto para as festas da N. Sr.ª da Anunciada. Para além da imagem de Nossa Senhora da Anunciada, podemos ver também imagens de S. Francisco Xavier, S. Sebastião, Santo António, Imaculada Conceição, Nossa Senhora da Consolação, Sagrado Coração de Jesus e S. José.

Morada: Largo Alfredo José Almeida Lima, Aldeia de Paio Pires

Igreja de Nossa Senhora do Monte Sião, Amora

A imagem da N. Sr.ª do Monte Sião, segundo Frei Agostinho de Sta. Maria, única na Europa, apareceu na Amora (Monte Sião), onde se edificou em sua memória a primeira ermida, pouco depois da tomada de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques, no ano de 1147.

Com o contributo dos devotos, a ermida existente passou rapidamente a ser uma igreja de uma só nave, com alpendre e com a porta principal virada a poente. Para além do altar-mor podemos ver as duas capelas colaterais, a do Evangelho, dedicada a N. Sr.ª do Rosário, e a da Epístola, dedicada às almas com a imagem de S. Miguel. Para além da imagem da Santa Padroeira, podemos ainda apreciar imagens de Santa Teresinha, Nossa Senhora de Fátima, Santa Filomena, Nossa Senhora das Dores e o Sagrado Coração de Jesus.

Morada: Largo da Igreja, Amora

Núcleos Urbanos Antigos

No concelho do Seixal existem 5 Núcleos Urbanos Antigos definidos: Seixal, Arrentela, Amora de Cima, Amora de Baixo e Aldeia de Paio Pires.

Os Núcleos Urbanos Antigos do concelho do Seixal, para além das suas particularidades específicas, têm características comuns, nomeadamente uma malha urbana que se desenvolveu espontaneamente, consoante as necessidades demográficas. A existência de unidades fabris e das profissões, presentes no início do século XX em cada uma das localidades, foi também factor de grande influência no crescimento e desenvolvimento das ruas e da toponímia existente até aos dias de hoje.

 

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Concelho de Sesimbra
Praias
Lagoa de Albufeira
A Lagoa de Albufeira integra desde 1987 a Reserva Ecológica Nacional (decreto-lei n.º 230/87 de 11 de Junho). Oferece condições excelentes para a prática de vela, windsurf, kitesurf e canoagem. É também um local perfeito para passeios pedestres e observação de várias espécies de aves aquáticas. A Lagoa-mar é bastante procurada por praticantes de surf e bodyboard. »

Praia do Ouro
Localizada na zona poente da vila de Sesimbra, a Praia do Ouro distingue-se pelo seu extenso areal e pelo mar calmo. Nos últimos anos tem recebido o galardão Bandeira Azul e em 2006 foi considerada Praia Acessível, apresentando condições para receber veraneantes com mobilidade reduzida. Possui uma série de equipamentos de apoio aos banhistas, uma biblioteca de Praia, um espaço para fitness e campo de jogos. É uma praia ideal para famílias. »

Praia do Moinho de Baixo
Nesta praia, localizada no Meco, ainda é possível observar a tradição da Arte Xávega, uma das mais antigas formas de pesca. No seu limite sul, as argilas possibilitam tratamentos de beleza naturais. »

Praia da Califórnia
Localizada na zona nascente da vila de Sesimbra, a praia da Califórnia recebe um grande número de banhistas durante o Verão. É abrigada, tem bons acessos ao areal e vários equipamentos de apoio, entre os quais uma Biblioteca de Praia. As suas águas são calmas. »

Praia das Bicas
A praia das Bicas é uma das mais procuradas da costa ocidental. Localiza-se a sul do Moinho de Baixo está enquadrada numa área de grande beleza natural proporcionada pelas arribas de dunas fossilizadas. A Praia das Bicas é escolhida pelos amantes de desportos radicais para a prática de surf e o bobyboard. »

Praia do Rio da Prata
A Praia do Rio da Prata foi uma das primeiras praias de nudismo em Portugal. Localizada na zona do Meco, esta praia naturista tem um areal extenso, rodeado pelo pinhal e arriba. A sul encontram-se algumas das famosas argilas medicinais da envolvente. »

Praia dos Lagosteiros
A Praia dos Lagosteiros situa-se junto ao santuário do Cabo Espichel. É uma praia de difícil acesso, mas que nos compensa com um cenário de grande beleza. »

Praia do Ribeiro de Cavalo
Um enorme rochedo com a forma da cabeça de um cavalo, deu o nome àquela que é considerada a praia mais bonita da região e um dos principais postais turísticos de Sesimbra. »

Praia da Foz
A Praia da Foz é uma pequena enseada rodeada pelas falésias da zona do Cabo Espichel, que a abrigam do vento. É um lugar onde se pode desfrutar da proximidade com a natureza. Nos últimos anos, apesar de não ter qualquer concessionário, a Praia da Foz tem tido nadadores-salvadores contratados pela Câmara Municipal, que garantem a segurança dos banhistas. »

ACTIVIDADES

Todo-o-terreno

BTT
Os sinuosos caminhos de terra batida existentes junto à costa são ideais para o BTT. »

Windsurf e kitesurf
As óptimas condições de vento e as águas espelhadas fazem da Lagoa de Albufeira um local muito procurado por praticantes de

Vela

Turismo aéreo


Surf e bodyboard


Passeios pedestres


Passeios de barco


Mergulho


Yoga, tai chi e massagem


 

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Concelho de Setúbal

Setúbal concilia, de forma harmoniosa, as exigências de uma cidade moderna com a diversidade de um concelho que navega, em segurança, entre o urbano e o rural, deixando-se abraçar pelo Sado e pela Arrábida, os seus tesouros mais preciosos, elevados ao estatuto de áreas protegidas.

Esta feliz coincidência permitiu a Setúbal entrar no exclusivo e invejado Clube das Mais Belas Baías do Mundo, a que pertencem apenas três dezenas de enseadas oceânicas, como S. Francisco, nos Estados Unidos, e Mindelo, em Cabo Verde.

Com esta distinção, é reforçada a qualidade das praias de areias finas e águas límpidas e azuis, com excelentes condições para a prática de desportos náuticos, como canoagem, vela, windsurf, ski, pesca desportiva e mergulho.

Quem visita Setúbal fica apaixonado por esta paisagem de rara beleza, simultaneamente imponente e delicada, repartida por oito freguesias distintas, ora ribeirinhas, ora interiores, que compõem um quadro de cores alegres.

Com uma orla marítima de excepcional riqueza piscícola, a identidade gastronómica da região afirma-se nos pratos de peixe, de que merecem especial referência a caldeirada, a feijoada de choco, a espetada de tamboril, o choco frito e a sopa do mar. Sem esquecer a variedade de pratos de peixe assado – da sardinha e do carapau ao linguado e ao salmonete –, nem a amêijoa, o camarão e a santola, iguarias que podem ser encontradas em esplanadas solarengas.

Na doçaria, as tortas, os queijinhos doces e os esses de Azeitão gozam, igualmente, de justa fama. É também destas paragens um dos grandes queijos portugueses: o queijo de Azeitão.

Na região de Setúbal também são produzidos bons vinhos, com relevo para o tinto proveniente da casta periquita (castelão), com acentuado sabor a fruta. O néctar mais conhecido é, porém, o Moscatel de Setúbal, intitulado por um enólogo francês como “du véritable soleil en bouteille”.

O concelho dispõe de um conjunto de equipamentos, como o Fórum Municipal Luísa Todi, o Museu do Trabalho Michel Giacometti ou o Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, que promovem uma oferta cultural permanente e diversificada.

Neste âmbito, destaque para o Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal, uma das mais importantes manifestações culturais.

Outra iniciativa de relevo em Setúbal é a Feira de Sant’Iago, que, com mais de quatro séculos de existência, continua a ser o principal certame do género na região, juntando o artesanato aos divertimentos, sem esquecer os espectáculos musicais.

 

CLUBE DAS MAIS BELAS BAÍAS DO MUNDO

A Baía de Setúbal, com todas as qualidades e valores patrimoniais, ambientais e culturais que possui, passou a pertencer ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo em 14 de Novembro de 2002.

Depois da entrega formal da candidatura, durante uma reunião, em Maio de 2002, em Puerto Vallarta, no México, a entrada para o clube, do qual fazem parte 29 baías de todo o mundo, foi formalizada em Paris.

Constituindo o mais importante habitat natural para a conservação do roaz-corvineiro, que preenche um dos requisitos naturais exigidos pela UNESCO, a Baía de Setúbal vai beneficiar de mais valias, principalmente na projecção da cidade a nível internacional.

Esta é, também, uma forma de, a nível nacional, reforçar o alerta para alguns problemas com que a baía se debate, nomeadamente em matéria de poluição e da devolução da cidade ao rio.

Enquadrada pelo estuário do Sado, pela serra da Arrábida e pela península de Tróia, a baía é fortemente beneficiada com a intervenção do programa Polis, que abrange uma área de 70 hectares, cujos objectivos principais são a ligação da cidade ao rio e a valorização ambiental.

Site: www.world-bays.com
E-mail: [email protected]

PEDRA FURADA (Monumento situado na estrada da Graça)

A Pedra Furada, geomonumento, integrada num dos pólos do Museu Nacional de História Natural, foi inaugurada, oficialmente, como tal em 6 de Janeiro de 2003.

O monumento, considerado como património municipal desde 20 de Agosto de 1996, é uma raridade à escala mundial, devido às estruturas colunares correspondentes a tubos de arenito mais endurecido, que, no interior, contêm areia solta.

O grande rochedo, com cerca de 18 metros de altura e 12 de base, saliente de um terreno arenoso que o rodeia, resultou da consolidação das areias por hidróxido de ferro, a mesma substância de que é feita a ferrugem.

O local foi alvo de arranjos na área envolvente ao monumento, com o objectivo de devolver-lhe o aspecto primitivo, restituindo-lhe o ambiente natural, antes da intervenção humana que o poluiu e degradou.

A Pedra Furada, localizada na estrada da Graça, representa um grande valor geológico devido à raridade, em todo o mundo, deste tipo de formações rochosas.

Mas a Pedra Furada é igualmente um marco etnológico da cultura de Setúbal. A população mais idosa associa-lhe histórias, lendas e tradições.


Origens
A Pedra Furada, interessante e enigmática ocorrência geológica, testemunho de um passado com dois ou três milhões de anos, ficou, a partir do início do século passado, envolvida por construções fabris destinadas à produção de conservas de peixe. Nas paredes de muitas daquelas edificações, hoje em ruínas, podem ser vistos fragmentos do próprio arenito, ali utilizado como material de construção.

Foi o barão Von Eschwege que, em 1837, primeiro descreveu a Pedra
Furada. Os tubos que a formam teriam sido originados, na descrição do barão, por “vegetais que foram envolvidos nas dissoluções ferruginosas à roda deles”.

Em 1916, o coronel Marques da Costa descreveu o monumento geológico com grande pormenor, convicto de que estaria em presença de afloramentos vestigiais de uma estrutura anteriormente mais ampla, parte dos quais poderiam também vir a desaparecer. Marques da Costa propôs, ainda, uma hipótese explicativa para a origem da estrutura, segundo a qual os tubos que a constituem ter-se-iam gerado em fendas resultantes de movimentos orogénicos e teriam tomado a “forma de uma série de agulheiros de secções muito variadas”, através dos quais as águas do sub-solo “repuxaram em virtude da lei do equilíbrio de um líquido em vasos comunicantes”, afiançou o coronel.

Novos conhecimentos geológicos, sempre em progresso, e o avanço das tecnologias experimentais acabarão, certamente, por levantar a indeterminação quanto à génese de tão curioso e enigmático fenómeno geológico.

No entanto, o que hoje se conhece e, sobretudo, o que ainda carece ser explicado, é suficiente para justificar a preservação e enquadramento museológico daquela valiosa estrutura, quer do ponto de vista do património natural, neste caso geológico, quer do ponto de vista do património cultural, além do grande valor estético da sua beleza insólita.

PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA

O Parque Natural da Arrábida (PNA) estende-se por uma área de 10.800 hectares, abrangendo os concelhos de Setúbal, Sesimbra e Palmela.

Por motivos de ordem científica, cultural, histórica e paisagística, que fazem da serra da Arrábida uma zona a proteger, o PNA foi criado em 1976, pelo decreto-lei nº 622/76, de 28 de Julho.

O PNA foi criado pela urgência de preservação de valores naturais, históricos e económicos, apresentando-se como uma área de revitalização dos espaços rurais e actividades tradicionais, onde o fabrico do queijo de Azeitão e vinhos de mesa são mostras de perfeita integração da população no meio.

A Câmara Municipal, em colaboração com outras entidades, encontra-se a promover o processo de candidatura da Arrábida a Património Mundial Natural da Humanidade, pela UNESCO.

O conjunto de acidentes de relevo, que constituem a cadeia Arrábida, inclui elevações como as serras de S. Luís, Gaiteiros, S. Francisco e Louro.

O ponto mais alto é a serra da Arrábida, de constituição calcária.

Com características mediterrânicas, o clima da região é temperado.

RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO SADO

A Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES) estende-se por uma área de 23.160 hectares, dos quais, cerca de 13.500 são de área estuarina.

Os restantes hectares são constituídos por zonas húmidas, marginais, convertidas para salinicultura, piscicultura e orizicultura, por áreas terrestres e por pequenos cursos de água doce.

A RNES foi criada, pelo decreto-lei nº 430/80, de 1 de Outubro, porque o estuário, além de estar afectado pela agressividade de poluentes, apresenta um elevado valor ecológico, científico e económico, que urge defender.

Este é um local de nidificação, repouso ou invernagem para a avifauna, e de desova, desenvolvimento e crescimento de muitas espécies de peixes.


Fauna
Na RNES estão registadas 261 espécies de vertebrados, das quais, oito de anfíbios, 11 de répteis, 211 de aves e 31 de mamíferos.

A zona estuarina constitui um “viveiro” ou área de crescimento de espécies de peixes, como o charroco, o sargo, o garrento, a raia-riscada e o linguado.

Berbigão, búzios, amêijoas, camarão e caranguejo são crustáceos que podem ser observados, além de moluscos como choco, polvo e lula.

O roaz-corvineiro é uma das espécies de golfinhos que vive junto ao litoral, mas, também, em águas oceânicas, tal como o boto, que é igualmente um cetáceo, mas que não pertence à família dos golfinhos.


Flora
Das inúmeras espécies de flora que se podem encontrar nas várias áreas da RNES, como sapais e dunas, salientam-se a giesta, dedaleira, lírio, feto, camarinha, tomilho, santolina, cardo rolador e bocas de lobo.

PRAIAS

As praias são uma das grandes atracções turísticas de Setúbal. Banhadas por águas límpidas e azuis, com areias finas, recortam-se numa paisagem deslumbrante, com excelentes condições para a prática de desportos náuticos, como canoagem, vela, windsurf, ski, pesca desportiva e mergulho.


Portinho da Arrábida
Uma das mais belas praias portuguesas onde a areia branca e fina e as águas transparentes e luminosas estabelecem um fantástico contraste com a imponente austeridade da serra da Arrábida.

Tipo de praia: marítima
Nível de ocupação: elevada
Ondulação: tranquila
Extensão (maré alta): 250mx20m
Tipo de areia: branca e fina
Qualidade das águas: boa
Equipamentos e serviços: estacionamento, restaurante, vigilância, toldos e jogos


Praia de Galapos
Uma faixa de areia dourada entre a Arrábida e um mar magnífico, azul e calmo.

Tipo de praia: marítima
Nível de ocupação: elevada
Ondulação: tranquila
Extensão (maré alta): 550mx50m
Tipo de areia: branca e fina
Qualidade das águas: boa
Equipamentos e serviços: restaurante, vigilância e toldos


Praia da Figueirinha
O mar calmo e a beleza da paisagem envolvente fazem com que a Figueirinha seja uma das mais conhecidas praias da região e, por isso, muito concorrida durante a época estival.
Um longo banco de areia emerge durante a maré baixa.

Tipo de praia: marítima
Nível de ocupação: elevada
Ondulação: tranquila
Extensão (maré alta): 1100mx300m
Tipo de areia: branca e fina
Qualidade das águas: boa
Equipamentos e serviços: estacionamento; restaurante; vigilância; toldos; jogos

Azeitão

Conhecer Azeitão é descobrir toda uma região que, desde tempos imemoriais, sempre atraiu o Homem.

Dominada pela cordilheira da Arrábida, Azeitão dispõe de condições naturais que há milhares de anos a tornam um local atractivo. Os mais antigos indícios da presença humana nesta área remontam ao Paleolítico.
De grande importância foi a ocupação romana, que se desenvolveu, fundamentalmente, em duas áreas: no estuário do Sado (Arrábida, Setúbal, Tróia) com uma actividade industrial ligada à salga e conservação de peixe, e em Azeitão, com actividades agrícolas.
Da presença árabe não se encontraram vestígios arqueológicos. Porém, para vários autores, essa presença é certa e manifesta-se nos nomes das terras e nas actividades tradicionais, como refere Jaime Cortesão: Arrábida, a serra em cujas faldas assentam Azeitão e Aldeia (dos Irmãos) e donde manam as Ribeiras de Alcube e da Azenha, outros tantos nomes e traços da vida e cultura moçárabe, leva-nos a crer que este arrabalde já fora, durante a Idade Média, fresco lugar de recreio e vilegiatura de senhores árabes.
Mas é, sobretudo, a partir do século XV que Azeitão ganha prestígio, quando a nobreza descobre o clima ameno, a beleza e tranquilidade destas terras, abundantes em caça e pesca, e aqui constrói palacetes e quintas brasonadas, verdadeiros centros de lazer onde passava longas temporadas.


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Mapa de Azeitão


PATRIMÓNIO CULTURAL E EDIFICADO

Palácio dos Duques de Aveiro
Apesar do seu estado de degradação, é a construção mais monumental e a que melhor simboliza o passado aristocrático das terras de Azeitão.
Foi construído em meados do século XVI por ordem de D. João de Lencastre (primeiro Duque de Aveiro), em terrenos que lhe foram cedidos pelos frades do Convento de S. Domingos.
Neste palácio foi preso o Duque de Palmela e toda a sua família, por alegada participação numa conjura contra o Rei D. José.
Sobre o portal ainda é visível o brasão de armas ducais, picado por ordem do Marquês de Pombal.
Após a prisão do duque, foi saqueado, tendo desaparecido todo o seu recheio. Mais tarde o edifício foi cedido pelo Marquês de Pombal a um industrial para a instalação da primeira fábrica de chitas existente em Portugal e que funcionou de 1755 a 1846.É um solar severo e majestoso, em estilo maneirista.

Convento de S. Domingos
Construído em 1434, ruiu por ocasião do terramoto de 1755. Dele subsistem apenas a entrada nobre com cantarias (séc. XV-XVI).

Museu Sebastião da Gama
Dedicado à memória do "poeta da Arrábida".

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Igreja de S. Lourenço
A actual construção remonta ao século XVI mas, no local, já existia um templo desde o século XIV, do qual nada subsiste.
É uma igreja de volumetria simples e fachadas rectilíneas, que merece ser visitada pelo seu interior rico em azulejos: os da cúpula (século XVII), os da capela-mor, atribuíveis à oficina de mestre António Oliveira Bernardes (século XVIII) e os do baptistério (época pombalina). Dignos de referência são também a pia baptismal e púlpito (quinhentistas, em brecha da Arrábida) e o painel, em alto relevo (de faiança esmaltada), representando a Virgem e o Menino (século XVI, proveniente do convento dominicano).


Fonte dos Pasmados
Imponente construção, mandada erigir no século XVIII pelo juiz Machado de Faria.
Em estilo barroco, com influência das obras de Carlos Mardel, em Lisboa, é composto por uma bacia polilobada em mármore rosa, encostada ao pano central, do qual corre a água por bicas abertas em duas carrancas.
O conjunto decorativo é completado com um vaso de flores e as armas reais.
LENDA: quem desta água beber ficará para sempre ligado a Azeitão.

Caves José Maria da Fonseca
Instaladas num edifício do século XIX. Albergam um pequeno museu com fotografias, troféus e maquinaria antiga.
Um jardim interior dá acesso às caves de envelhecimento, uma das quais ocupa o Armazém dos Teares da antiga Fábrica de Chitas.


Fonte da Aldeia Rica
Construída no século XVI, recebeu obras de beneficiação no século XVIII, tendo-lhe sido aplicado o belíssimo baixo-relevo maneirista.
Pensa-se que este painel fazia parte de um conjunto de três que decoravam o Palácio dos Aveiros (os outros dois encontram-se na posse de coleccionadores particulares).


Fonte de Oleiros
Decorada com duas "figuras de convite" envergando fardamento militar, adoptado após a reorganização do exército português feita pelo Conde de Lippe (1762).


Quinta das Torres
Um dos principais e mais belos conjuntos arquitectónicos da Renascença em Portugal.
Construída em 1570, por iniciativa de D. Diogo d'Eça, um adepto das novas ideias do Humanismo Renascentista.
Desenvolve-se à volta de um pátio central quadrado, para o qual dá a fachada nobre. Nos ângulos da casa estão as torres que dão o nome à quinta. Sobre o pórtico da entrada podem ser vistos dois torreões em forma de pirâmide, característicos do Renascimento.
A fachada norte dá para os jardins e lago, no centro do qual se ergue um pequeno tiempetto assente em 12 colunas.
No interior da casa há salas com tectos em madeira, portas à romana e painéis de azulejo. Na sala que dá para o lago, que, na opinião de Santos Simões, teria sido originalmente uma galeria aberta semelhante às "Casas de Fresco" da Quinta da Bacalhoa, podem observar-se dois notáveis painéis de majólica italiana, provavelmente da oficina de mestre Orazio Fontana de Urbino, representando cenas mitológicas.
Todo o conjunto é enquadrado por um belíssimo arvoredo que cria um ambiente idílico.

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Quinta da Bacalhoa
A Quinta recebeu, ao longo da história, várias designações: "Ville Fraiche", "Quinta da Condestablessa" ou "Quinta do Paraíso".O nome de "Bacalhoa" só surge a partir do século XVII, quando a Quinta entra na posse de D. Maria de Mendonça, casada com D. Jerónimo Manuel, que tinha por alcunha "O Bacalhau".
É a mais famosa quinta da região devido ao seu rico património azulejar dos séculos XV e XVI.
Primitivamente (1427), existiria neste local um pavilhão de caça pertencente ao infante D. João, Mestre de Santiago. Sua filha, D. Brites, herdou a propriedade tendo erigido o palácio e as cercas com cubelos de cúpulas gomadas.
A actual construção data de 1528, sendo obra de Braz de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque.
A nova construção manteve alguns elementos dos edifícios anteriores (as abóbadas de ogiva, as torres com cúpulas de gomos incorporadas no palácio e dispersas pela quinta), mas segue já os ensinamentos do renascimento, tanto pela planta em L, pela simplicidade das linhas direitas e pelos ritmos e equilíbrio da construção, como pelas loggias que se abrem nas fachadas.
O jardim, que se desenvolve em volta de uma fonte, presenteia-nos com um conjunto de buxos de desenho geométrico, seguindo o modelo do jardim renascentista, de que é percursor no nosso país, sendo mesmo considerado um dos mais notáveis monumentos da nossa arquitectura paisagística.
São, contudo, os azulejos que decoram o palácio, canteiros, bancos de jardim e a Casa do Lago que mais contribuem para a fama deste palácio.
Em variadíssimos padrões geométricos de técnicas de aresta e corda seca, os azulejos sevilhanos da primeira metade do século XVI enriquecem de cor a Casa de Fresco que dá para o lago. Trata-se de azulejos de majólica, alegóricos e simbólicos, inspirados em gravuras flamengas ou com motivos naturalistas.
Surgem, ainda, revestimentos de azulejos lisos monocromáticos colocados na diagonal, criando o padrão xadrez tão usual da época.

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Igreja de S. Simão
A primitiva capela dedicada a S. Simão é de origem muito antiga, sabendo-se apenas que já existia no século XVI.
Em 1569, Afonso de Albuquerque oferece uma imagem da Sra. da Saúde e o seu filho compromete-se a construir uma igreja para fundar a freguesia de S. Simão. O templo foi bastante afectado pelo terramoto que destruiu três das suas quatro torres.
O aspecto mais notável desta igreja é o revestimento azulejar que cobre totalmente as paredes. Trata-se de azulejos característicos do século XVII, de tipo "tapete", em azul, branco e amarelo onde se inscrevem pequenos painéis figurativos.

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Convento da Arrábida
Tem origem numa lenda que nos conta que um mercador inglês que se dirigia a Lisboa teria sido surpreendido por uma forte tempestade que partiu o mastro do seu barco, que ficou à deriva. Temendo o pior, a tripulação procurou a ajuda de uma imagem da Virgem que se encontrava num oratório, mas ela havia desaparecido. Nesse mesmo momento, vislumbraram uma luz que brilhava ao fundo e, de imediato, a tempestade acalmou.
Assim que amanheceu, subiram à serra para procurar a origem daquela estranha luz e, surpreendidos, encontraram a imagem desaparecida. Atribuindo a salvação a um milagre, alguns dos homens decidiram ficar para sempre neste lugar, dando origem ao primeiro ermitério.
A fundação do convento resultou de um encontro que D. João de Lencastre (primeiro duque de Aveiro) teve, em Espanha, com frei Martinho, um religioso castelhano, que lhe terá confessado o seu desejo de fazer uma vida eremita dedicada exclusivamente a Nossa Senhora. O duque indicou-lhe a Arrábida, onde já existia uma ermida em que se venerava Nossa Senhora da Arrábida.
A primeira comunidade, constituída por frei Martinho e três outros religiosos, instalou-se, em 1539, junto da ermida da Memória, já então centro de grandes romarias. Durante dois anos viveram em celas escavadas nas rochas. Estas celas e as capelas que se encontram na parte mais elevada da serra constituem o que é designado por Convento Velho.
Porque as condições de vida eram duríssimas, uma nova comunidade funda em 1542 o Convento Novo, constituído por igreja, capelas, celas minúsculas, fontes, cozinha e refeitório e biblioteca, num jogo de volumes e desníveis que constitui um belíssimo exemplo de integração da arquitectura na paisagem. Na sacristia, ex-votos lembram a grande devoção das nossas gentes pela Senhora da Arrábida.
Na fachada da Igreja pode-se ver uma curiosa escultura de grandes dimensões de frei Martinho, onde o religioso surge com os braços abertos, os olhos vendados e a boca fechada por um cadeado. Nas mãos empunha um círio e um cilício e tem os pés assentes sobre um dragão e a esfera do mundo. Junto do Convento, no Santuário do Bom Jesus existe uma interessante construção de meados do século XVII, com um pequeno jardim.

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Forte da Arrábida
Foi construído em 1676, após a Guerra da Restauração, com os objectivos de reforçar a defesa da costa e de proteger o convento.
Actualmente encontram-se aí instalados o Museu Oceanográfico (aquários com espécies da fauna e flora do litoral da Arrábida) e um Centro de Biologia Marinha.

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PATRIMÓNIO NATURAL

A costa Sul da península de Setúbal é constituída por uma faixa montanhosa de natureza calcária que, numa sucessão de estratos, desce até ao mar lembrando uma gigantesca escadaria.
A natureza na serra da Arrábida, além do relevo que a caracteriza, está essencialmente representada pela vegetação, que nos surpreende pela sua raridade e exuberância, mas também pela sua resistência às condições ecológicas tão particulares. Memória de um passado longínquo, a vegetação, que ainda hoje reveste grande parte da Serra, é o único vestígio da floresta mediterrânica do período Pré-Glassiárico sul europeu. O valor científico e a necessidade de preservação deste património natural, levaram à classificação desta área como Parque Natural e à sua inclusão na Rede Europeia de Reservas Bioenergéticas.


Reservas
A vertente Sul da Arrábida, virada para o mar, pelas suas condições de protecção, humidade e temperatura propicia condições para a conservação das espécies vegetais, de tal forma que, nos vales mais cavados e nas encostas abrigadas, espécies arbustivas como o folhado, a murta, a aroeira, o medronheiro, o carrasco, a azinheira, o zambujeiro ou o carvalho-cerquinho atingem dimensões verdadeiramente invulgares.
Todas estas espécies, com as estevas, rosmaninhos, alecrins e madressilvas, formam matas quase impenetráveis e de uma indescritível exuberância.
Para que se preservem estas áreas onde a vegetação conserva características mais próximas das originais, três zonas - Mata do Vidal, Mata do Solitário e Mata Coberta - foram classificadas como reservas integrais. Aí, o acesso é interdito, destinando-se apenas à observação e estudos científicos.


Falésias
É na serra do Risco que se encontra um dos acidentes orográficos mais impressionantes da costa portuguesa. Depois de atingir os 380 metros de altitude no sítio do Píncaro, a encosta cai, abruptamente, sobre o mar, formando as mais altas falésias de Portugal (que alguns afirmam serem também as maiores da Europa).

Praias
Na base das arribas encontram-se pequenas enseadas e praias de areias brancas, águas cristalinas e tranquilas, abrigadas do vento norte e envolvidas pela magnífica vegetação da Arrábida.

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Anicha
Testemunho do avanço do continente, é hoje um rochedo miocénico. Em seu torno, e no canal que a divide, existem diversas espécies de algas. A fauna marinha é também abundante pelo que esta área está declarada como Reserva Marinha.

Actividades de ar livre
A natureza, com os seus muitos contrastes, oferece-nos condições para a realização de inúmeras actividades de ar livre, como percursos pedestres e de orientação, cicloturismo, actividades equestres, desportos náuticos (natação, mergulho, remo, canagem, vela, windsurf) e desportos aéreos (asa delta, parapente, balonismo).

 

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Concelho de Sines
Em apenas 30 quilómetros de costa, Sines tem praias para todos, das famílias aos aventureiros.


PRAIAS FAMILIARES


As principais praias de Sines têm vigilância permanente durante a época balnear, estão equipadas com os devidos apoios de praia e têm excelente qualidade sanitária. A Praia de Morgavel, a Praia de Vale Figueiros, a Praia Grande do Porto Covo (na foto) e a Praia da Ilha do Pessegueiro, nos últimos anos sempre galardoadas com a Bandeira Azul da Europa, são excelentes quer pelas suas qualidades naturais, quer por permitirem a frequência a toda a população, das crianças aos mais idosos.


PRAINHAS DE PORTO COVO

Não há praias como as praias de Porto Covo, uma das mais belas aldeias do país e, de certeza, uma das costas mais belas. A praia Grande e a praia da Ilha são as mais amplas e acessíveis, mas todo o recorte litoral da freguesia está cheio de prainhas de areia fina e água transparente, separadas por grandes rochedos, que parecem ter sido feitas para criar uma sensação de intimidade e exclusividade. As praias são de todos, mas dá vontade de dizer: escolha a sua! Vieirinha, Oliveirinha, Foz, Burrinho, Samouqueira (na foto), Pequena, Espingardeiro, Búzios, são alguns dos nomes destes tesouros tão pequenos quanto preciosos. Note-se que todas estas praias estão em boas condições sanitárias, mas que em algumas delas o acesso é difícil e não têm vigilância permanente.


PRAIAS NATURISTAS

Uma das pequenas praias de Porto Covo é a praia do Salto. Situada entre o Cerro da Águia e a Cerca Nova, com um ambiente de privacidade e tranquilidade, faz parte desde 2002 do grupo restrito de praias naturistas reconhecidas oficialmente em Portugal.


PRAIAS HISTÓRICAS


As praias de Sines não se limitam a oferecer sol e mar. Oferecem também história e alma.


Praia Vasco da Gama: Integrada no tecido urbano da cidade de Sines e testemunha dos principais eventos da sua história - dos ataques dos corsários ao embarque de D. Miguel para a Inglaterra -, faz parte do rosto de Sines e do coração dos sineenses. Adjacente ao Porto de Pesca, continua charmosa e merece ser visitada, tanto no Verão como no Inverno. A sua marginal é muito usada para passeios e prática de jogging.


Praia de São Torpes: A praia mais concorrida do concelho tem a si ligada a lenda de São Torpes, cujo corpo martirizado terá vindo parar às suas areias no primeiro século da Era Cristã. A jangada de São Torpes, uma curiosidade da arqueologia naval portuguesa, ainda é utilizada na pesca, ainda que de forma muito residual.


Praia da Ilha: O canal da Ilha do Pessegueiro foi usado como porto de abrigo dos Cartagineses e Romanos na difícil subida da costa alentejana. Na Ilha, há a descoberto vestígios de uma fábrica de salga de peixe romana (será de peixe, “piscis”, que deriva o nome da ilha, e não da árvore de fruto). No século XVIII, houve planos para usar a Ilha para um grande porto de mar (ainda são visíveis os blocos que atestam o início da sua construção).


PRAIAS EVASÃO


O cabo de Sines divide o litoral alentejano ao meio. A sul ficam as pequenas praias entrecortadas de rochedos. A norte, ficam quilómetros e quilómetros de areal contínuo, até à península de Tróia. É toda uma outra forma de ser e viver a praia. É o domínio dos grandes espaços, do mar vigoroso. Devido à agitação marítima e aos fundos perigosos, a Costa do Norte de Sines (na foto) não está indicada para banhos, mas pode proporcionar uma experiência gratificante a quem procura isolamento e a pujança dos elementos. Os ricos bancos de peixe nas grutas submarinas são motivos de atracção de mergulhadores e caçadores.


Monumentos de Vasco da Gama

Tendo como pontos de paragem os monumentos ligados à vida de Vasco da Gama em Sines parta à descoberta da zona antiga da cidade.


QUEM FOI VASCO DA GAMA


O navegador Vasco da Gama (ca. 1469-1524), descobridor do Caminho Marítimo para a Índia, é uma das maiores figuras da história portuguesa e mundial. Foi em Sines que ele nasceu e foi o condado de Sines que, até ao fim da vida, quis como galardão pela proeza da Índia. É possível traçar um roteiro na cidade de Sines baseado nos monumentos do Gama. Esse roteiro começa no Castelo (onde passou a infância e poderá ter nascido), passa pela Igreja Matriz (onde foi ordenado), pára na Estátua de Vasco Gama (testemunho do amor de Sines pelo seu filho mais célebre) e termina na Igreja de Nossa Senhora das Salas (que mandou reconstruir, e por cuja santa tinha uma especial devoção).


CASTELO (INFÂNCIA) + CASA DE VASCO DA GAMA


Admitindo que o seu pai, Estêvão, já era alcaide da vila em 1468/1469, o segundo andar da Torre de Menagem pode ser o local de Sines onde o navegador nasceu (o local apontado pela tradição é uma casa na actual Rua Vasco da Gama). Certo é que foi aqui que ele passou a infância e que o monumento está impregnado de memórias e marcas dos Gamas. Mas não era preciso tanto para fazer deste o mais importante monumento de Sines. Construído na primeira metade do século XV, no ponto mais nobre e estratégico da cidade, sobranceiro à baía, o Castelo - fortaleza defensiva - foi a condição colocada pelo rei D. Pedro I para a concessão do foral a Sines, em 1362. Hoje, que já não serve para defender a cidade dos piratas, continua a ser o mais espectacular miradouro para a baía.

Pela sua ligação a Vasco da Gama, a Torre de Menagem do Castelo acolhe, desde 2008, a Casa de Vasco da Gama.


IGREJA MATRIZ (ENTRADA NA ORDEM DE SANTIAGO)


A Igreja Matriz de São Salvador está praticamente encostada à muralha poente do Castelo. É aqui (ou melhor, na construção primitiva do edifício) que, aos 11 ou 12 anos, com três dos seus irmãos, Vasco da Gama recebe a prima tonsura e se torna membro da Ordem de Santiago. No século XVIII, a igreja medieval, já demasiado pequena para a quantidade de crentes que queriam assistir à missa, teve de ser profundamente remodelada, ganhando o aspecto actual, típico do barroco joanino. No interior, ver com atenção o altar-mor com tabernáculo do Santíssimo Sacramento, os azulejos da capela-mor, as imagens de São João Baptista, de Nossa Senhora da Graça, de Santa Catarina e do Senhor Jesus das Almas e o painel no tecto, pintado por Emmerico Nunes.


ESTÁTUA DE VASCO DA GAMA (HOMENAGEM DOS SINEENSES)

Vinte metros a sul da Igreja Matriz, junto à torre poente do Castelo, está situada a estátua de Vasco da Gama. Inaugurada em 1970, ainda por ocasião das comemorações do quinto centenário do nascimento do navegador, era uma reivindicação da população desde pelo menos 1898 (400.º aniversário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia). Com os olhos no Atlântico, num lugar de insuperável beleza, pode dizer-se que a melhor vista de Sines é a do seu filho mais célebre.


IGREJA DE N. S. SALAS (MEMÓRIA DO SEU AMOR POR SINES)


O roteiro de Vasco da Gama termina na zona poente da cidade, na Ermida de Nossa Senhora das Salas “moderna”, que substitui a igreja primitiva mandada construir, no início do século XIV, por Dona Betaça, dama de honor de dona Isabel de Aragão, que ia casar com D. Dinis. Talvez em acção de graças pelo sucesso da viagem à Índia, Vasco da Gama decide mandar reedificar o edifício de raiz, no séc. XVI. Apesar da oposição da Ordem de Santiago, a obra avança, sendo colocado junto ao portal do novo templo, de evidentes traços manuelinos, duas lápides que marcam a posição do navegador: "Esta Casa de Nossa Senhora das Salas mandou fazer o muito magnífico senhor Dom Vasco da Gama”. No interior do templo, olhar atentamente o altar-mor em talha dourada com imagem da Nossa Senhora das Salas (século XVII), o painel de azulejos alusivo à vida de Maria e o retábulo do Senhor do Vencimento. Desde 2006, está disponível para visita o seu rico tesouro.

 

 

 

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