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ARCOS DE VALDEVEZ
CAMINHA
MELGAÇO
MONÇÃO
PAREDES DE COURA
PONTE DA BARCA
PONTE DE LIMA
VALENÇA
VIANA DO CASTELO
VILA NOVA DE CERVEIRA

Viana do Castelo

Situada na foz do rio Lima, entre o mar e as montanhas, a atractiva cidade de Viana do Castelo está imersa em tradição. Historicamente, a cidade foi um ponto de partida crucial durante a Era dos Descobrimentos, quando muitos exploradores portugueses embarcaram para descobrir o mundo ainda desconhecido.

Actualmente, Viana do Castelo possui um próspero porto de pesca, reconhecido pela sua arquitectura avançada com influências manuelinas e renascentistas e um inovador design contemporâneo. No sopé da colina de Santa Luzia, as estreitas ruelas calcetadas são ladeadas por belos palacetes e solares construídos ao longo de séculos. A bela praia do Cabedelo estende-se ao longo do estuário do Lima.

Por toda a região do Minho decorrem ao longo do ano diversas festividades religiosas e feiras populares. As festas em Viana do Castelo culminam em meados de Agosto, com a celebração da Romaria de Nossa Senhora da Agonia, que remonta ao século XVIII. Durante três dias, as ruas enchem-se de multidões de pessoas para assistir ao cortejo de carros alegóricos, cabeçudos e coloridos trajes locais, acompanhados por música e comida tradicionais.

A vila próxima de Ponte de Lima é conhecida pela sua magnífica ponte romana, além do mercado e das bonitas quintas rurais e casas antigas. Ao longo do rio Minho, que separa Espanha de Portugal, ficam as bonitas cidades fronteiriças de Caminha, Valença, Monção e Melgaço. Outros locais a visitar são as pitorescas vilas de Paredes de Coura, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca. De dois em dois anos, Vila Nova de Cerveira acolhe uma bienal de artes.
Locais a Visitar
Igreja da Misericórdia (Viana do Castelo)
Esta igreja singular do século XVIII é composta por uma ilustre combinação de arcadas romanas, varandas renascentistas e pilares com gravações intrincadas. A decoração do interior apresenta influências barrocas e rococó, como as gravuras douradas, as esculturas e as pinturas. Nesta igreja encontram-se ainda alguns dos painéis de azulejos portugueses mais belos do país, representando passagens bíblicas.

Citânia de Santa Luzia (Viana do Castelo)
As ruínas de uma aldeia fortificada da Idade do Ferro podem ser encontradas nos arredores de Viana de Castelo, no cimo da colina de Santa Luzia. As escavações puseram a descoberto casas poligonais singulares, que comprovam que os Romanos ocuparam esta aldeia até ao século V. Esta citânia também está classificada como monumento nacional.

Parque Nacional da Peneda-Gerês
A beleza selvagem do único parque nacional de Portugal estende-se por mais de 70 000 hectares. Os visitantes podem caminhar pela paisagem selvagem e admirar os cenários naturais, que incluem montes elevados e vales florestados, quedas de água e rios tranquilos ideais para a prática de desportos aquáticos. O parque abriga pequenas aldeias remotas e uma diversidade de espécies de fauna e flora.

Termas de Peso (Melgaço)
Situadas num verdejante vale florestado e inundado pelo som da água corrente, estas termas são um local tranquilo com reconhecido potencial terapêutico. As águas minerais começaram a ser usadas no tratamento de diversas doenças desde finais de 1800, incluindo a diabetes, a obesidade e o colesterol elevado. Estendendo-se por mais de 2 hectares, as termas integram também um parque de campismo, bungalows, um campo de mini golfe, campo de ténis e um café.

Castelo de Melgaço (Melgaço)
Um dos mais importantes bastiões militares junto à fronteira norte de Portugal, este castelo romano foi construído no século XII e mais tarde protegido por uma muralha que o liga à cidade. Os únicos vestígios das fortificações medievais são a guarda do castelo, parte do forte, três torres e as portas norte e oeste. O castelo foi classificado como monumento nacional em 1910 e a guarda foi transformada num museu.

Centro Tesal Termas de Monção (Monção)
Este luxuoso e moderno spa dedica-se a tratamentos termais tradicionais, possuindo instalações com mais de 5000 m2. Crê-se que as águas quentes e sulfurosas contêm propriedades curativas relativamente a inúmeras doenças. Com fantásticos circuitos de hidroterapia, massagens e tratamentos específicos focados no relaxamento, no alívio do stress e na perda de peso, os visitantes poderão desfrutar da bela localização em plena natureza.

Núcleo Megalítico do Mezio (Arcos de Valdevez)
Este local pré-histórico é composto por uma dezena de monumentos megalíticos que foram usados como locais tumulares na Idade do Ferro. Também conhecido como Antas da Serra do Soajo, o Núcleo Megalítico do Mezio é importante não só pelos seus artefactos arqueológicos, mas por serem também um exemplo único de local fúnebre pré-histórico.

Castelo de Santa Cruz (Arcos de Valdevez)
Sobranceiro à Vila Fonche, este castelo romano estrategicamente posicionado foi uma das primeiras infra-estruturas a apoiar os aldeamentos humanos nesta zona. Os arqueólogos descobriram funcionalidades defensivas, incluindo a existência de muralhas e das fundações de uma guarda. O castelo terá sido abandonado cerca de meados do século XIII.

Mosteiro de Ermelo (Arcos de Valdevez)
Situado junto ao rio Lima, este antigo mosteiro beneditino foi construído no século XIII e mais tarde usado por freiras e monges cistercienses. O templo terá sido posteriormente convertido numa igreja paroquial. Apesar dos danos sofridos ao longo dos séculos, a arquitectura ímpar deste mosteiro e o seu património cultural foram reconhecidos, tendo sido classificado como monumento nacional em 1977.(+)

 

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Concelho de Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez, município de 51 freguesias, com uma área de 450 km2, conserva todo o encanto característico desta região: paisagem verde, frescura abundante, arquitectura solarenga e um rio que espelha toda a vaidade de uma vila carregada de história: O Vez.

As vantagens naturais de um concelho de surpreendente variedade geográfica, fizeram de Arcos de Valdevez um destino de eleição, que oferece um exemplo de harmonia entre a área natural protegida e a vida quotidiana das gentes que ocupam estas terras.
Integrado no complexo montanhoso do Parque Nacional da Peneda Gerês, o concelho dispõe de um diverso e interessante Património Natural, através das múltiplas áreas de regadio e de terrenos férteis proporcionados pelo rio, bem como a existência de amplos anfiteatros naturais, opondo zonas de serra e de planície.

Com a sua vila lendária, com mais de 9 séculos de História, Arcos de Valdevez é detentor de um número infindável de monumentos históricos e etnológicos, que permitem ao visitante uma experiência única. Este vasto e rico panorama constitui o Património Arquitectónico Histórico e Cultural, onde a própria sobriedade dos montes e vales se alia à beleza das mais diversas manifestações artísticas. Castelos, Igrejas, Torres, Pontes, ermidas e vestígios de antigas civilizações, tudo aqui pode ser descoberto.

Na vila, um circuito no centro histórico: que inclui algumas das maiores jóias do Barroco Nacional, patentes na Igreja do Espírito Santo, Matriz ou na Lapa, bem como edifícios de interesse arquitectónico. No concelho uma visita obrigatória ao Santuário da Nossa Senhora da Peneda, ao Soajo, a Ermelo mas também às belíssimas paisagens serranas, com contrastantes vales e pequenas aldeias típicas.

Arcos de Valdevez é tradição. A tudo isto acresce uma memória que teima guardar as tradições populares das Festas e Romarias, do Folclore, do Artesanato e de uma Gastronomia considerada um autêntico assombro de paladares acompanhada por capitosos Vinhos Verdes.
Arcos de Valdevez oferece todos os encantos das vilas à beira–rio, por toda a parte, a herança de uma antiquíssima memória aliada à preservação de valores tradicionais, à inovação e dinamismo.

 

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Concelho de Caminha
Paisagens Naturais



> Estuário do rio Minho


Depois de percorridos cerca de 340 quilómetros, o rio Minho chega a Caminha num ritmo ainda fugaz. Presença marcante da vila de caminha, o estuário do rio Minho é a primeira imagem, e talvez a última, com que o visitante deste concelho fica. Podendo ser acompanhado através da Estrada Nacional, este estuário tem uma área de 500 hectares, sendo limitado a este pelas moraceiras das varandas e de S. João de Sá. A Oeste pela foz do rio, a Norte e a Sul pela costa espanhola e portuguesa respectivamente. Para a foz do rio ter alturas que raramente excedem o nível médio das águas do mar, grande parte da superfície inundada do estuário emerge na baixa-mar, dando origem a numerosos bancos de areia.

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> Pinhal do Camarido


Mandado plantar por D. Dinis, o pinhal do Camarido é hoje um dos locais mais aprazíveis do concelho que liga a foz do Minho a Moledo. Detentor de uma frescura ímpar, graças à sombra dos pinheiros, este pinhal oferece todas as condições para gozar belos e encantadores momentos de prazer. A começar pelos passeios a pé ou de bicicleta, percorrendo os vários caminhos existentes e desfrutando dos pormenores da natureza, o Camarido proporciona instantes de relaxe e descontracção. A riqueza ambiental deste espaço é de tal forma que se tem tentado a todo o custo preservar certas espécies de plantas, como por exemplo as camarinheiras.

Hoje, o Pinhal do Camarido está dotado dos equipamentos indispensáveis, como parque de campismo, parque de merendas, parque infantil, bares e restaurantes, sanitários e trânsito disciplinado. É também no Pinhal do Camarido que se situa o Campo de Jogos Morber de Caminha e um amplo parque de estacionamento.

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> Rio Coura


Nasce nas serras de Paredes de Coura e junta-se às águas do Minho em caminha. Com 50 quilómetros de comprimento, o seu trajecto é amplo e muito interessante. A vegetação é exuberante e variada, o arvoredo é intenso nas duas margens, há sombras frescas e pássaros. Com uma barragem e vários açudes e azenhas, o rio Coura é, não só fonte de energia e riqueza, mas também local de grandes momentos de prazer. Principalmente no Verão, as azenhas de Vilar de Mouros testemunham a satisfação de muita gente que dispensa as praias marítimas para se estender ao sol e refrescar. As águas cristalinas do rio estão sempre a convidar para um mergulho.

O rio Coura permite momentos de prazer, produz electricidade, é motor de engenhos de serração e moinhos, fertiliza veigas e campos de cultivo e, além disso tem sido e continua a ser utilizado por várias gerações de campeões nacionais e internacionais de remo para treinos de preparação ou provas de competição. Por tudo o que este rio oferece ele merece o respeito absoluto e total admiração.

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> Rio Âncora


O Rio Âncora nasce em bezerreiros, freguesia de São Lourenço da Montaria. O seu curso tem cerca de 19 km e vem desaguar em Vila Praia de Âncora.

Percorrer as suas margens proporciona admirar paisagens naturais como quedas de água (Pincho) e uma diversidade de fauna e flora, bem como experimentar desportos de rio, como canyoning o hydrospeed.

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> Praia Marítimas e Fluviais


Quer a praia de Moledo, a do Camarido, quer ainda a de Vila Praia de Âncora, oferecem todas as condições para gozar a época balnear em pleno. Dentro dos parâmetros de qualidade exigidos, provados pela atribuição das Bandeiras Azuis da CE, os extensos areais e o mar, aliados à paisagem, proporcionam a todos os veraneantes, uma temporada memorável.

Muito procuradas, estas praias contemplam todos os equipamentos necessários ao seu usufruto e as suas qualidades terapêuticas, pela quantidade de iôdo, são reconhecidas. Caminha oferece praias que, pela sua beleza, justificam a visita em qualquer mês do ano, conjugando aquela com condições ideais para a prática do surf, bodyboard e windsurf.

Além das praias oceânicas, onde não nos podemos esquecer da existente na Ínsua, o rio Minho é também local de praias fluviais, como as de Seixas, Lanhelas e a da Foz do Minho, onde as águas são mais tranquilas e é possível a pratica de outros desportos náuticos como o ski, a canoagem, os passeios de gaivotas, entre outros. No concelho existe ainda a bela praia fluvial de Vilar de Mouros, onde o Rio Coura nos brinda com uma fabulosa azenha.

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> Serra D`Arga


Situada entre os rios Lima e Minho, a Serra D`Arga constitui a espinha dorsal de uma região que divide quatro concelhos (Viana do castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Caminha). Detentora de uma inestimável riqueza natural e humana, esta Serra sofreu, ao longo dos anos, uma forte desertificação graças ao isolamento que a caracterizou e que tem vindo a ser combatido. Quem quiser ver e admirar alguns dos melhores panoramas e paisagens do Alto Minho pode tomar umas das excelentes estradas que sobem a Serra.

Para além das 3 freguesias que adquiriram o nome da Serra (Arga de Baixo, Arga de Cima, Arga de S. João), outras povoações foram-se gradualmente encostando à volta com formas de vida, tradições e costumes muito semelhantes como é o caso de Dem, Orbacém, Gondar, Vilar de Mouros entre outras localidades dos restantes concelhos contíguos.

Os fartos recursos naturais formam, juntamente com a ruralidade, as principais características da Serra D`Arga. Campos férteis, águas puras, frescas e cristalinas, regos, quedas de água, piscinas naturais, encostas verdejantes, excelente cultivo do milho, rebanhos de ovelhas e cabras, animais selvagens, coelhos, javalis, raposas e perdizes, botânica variada, pinheiros mansos e bravos, carvalhos, castanheiros, cedros, enfim…um cenário encantador. Noutros tempos, apesar de ainda hoje haver alguns em laboração, as águas faziam trabalhar inúmeros moinhos que preparavam a farinha. Mas também ainda há espigueiros em pedra, casas em xisto e tradições vivas, como o trabalho do linho ou a matança do porco.

Percorrer a Serra D`Arga é regressar ás origens de uma região marcada por tudo quanto é rural e típico.

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> MATA DA GELFA

Situada a sul do concelho, a Mata da Gelfa é paralela à EN13 e resulta do processo de transporte de sedimentos fluviais e marinhos, à semelhança do Pinhal do Camarido. É composta essencialmente por pinheiros bravos, que dominam relativamente a outras espécies como os sobreiros, os pinheiros mansos, os ulmeiros, os plátanos e os choupos.



 

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Concelho de Melgaço

Alvarinho com Rota própria

O Vinho Alvarinho de Melgaço, produzido numa sub-região dos Vinhos Verdes, passa a dispor agora de uma Rota própria, implementada pela Câmara em parceria com diversos agentes locais, com o objectivo de conjuntamente dinamizarem o potencial enoturístico do concelho.

Baseando-se no desenvolvimento de actividades turísticas de lazer e tempo livre dedicadas à descoberta e desfrute, cultural e enológico, da vinha, do vinho e do seu território, o enoturismo é uma excelente alavanca de desenvolvimento económico, incrementando a promoção e venda, não só dos vinhos, mas da própria região.

Para atingir este objectivo, a Rota do Alvarinho conta com a parceria local das adegas de Alvarinho Quinta do Reguengo, Quinta de Soalheiro, Quinta das Touquinheiras, Adega Casta Boa, Quinta da Pigarra, Quintas de Melgaço e Fontainha de Melgaço, das unidades hoteleiras Hotel de Monte de Prado, Hotel Rural Quinta do Reguengo, Casa da Granja, e as albergarias Boavista e Mira Castro, dos restaurantes Panorama, Adega do Sossego, Boavista, Mira Castro, Foral de Melgaço e Chafarix, das enotecas/comércios Solar do Alvarinho e Artes – Centro de Artesanato, dos espaços museológicos e do Centro de Interpretação da Porta de Lamas de Mouro, e das empresas de animação turística Melgaço Radical, Draftzone e Ecotura.

A Rota do Alvarinho, apresentada publicamente no dia 10 de Maio de 2008, encontra-se inserida na Rede Transfronteiriça para a Promoção do Enoturismo, projecto transfronteiriço financiado no âmbito do Interreg III.


Solar do Alvarinho

O Solar do Alvarinho foi inaugurado em 8 de Agosto de 1997. O seu aparecimento veio dar resposta a várias necessidades relacionadas com a defesa, promoção e divulgação do Vinho Alvarinho, o desenvolvimento e dinamização do meio rural, o incentivo à produção e comercialização do vinho Alvarinho, a divulgação e promoção do artesanato local e de outros produtos típicos, e divulgação das raízes tradicionais e culturais da região.

 

 

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Concelho de Monção
Possuindo condições naturais favoráveis, com abundância de terrenos férteis e bem irrigados, todo o concelho de Monção foi desde muito cedo palco de uma intensa ocupação humana que ao longo dos milénios foi moldando a sua paisagem.
Desses tempos e dessas civilizações, foi ficando um vasto e riquíssimo património que proporciona uma viagem enriquecedora a quem nos visita. Considerando a sua diversidade e localização, optamos pela apresentação de roteiros patrimoniais temáticos.

Património Arqueológico


Castro de S. Caetano (Longos Vales)
A denominação deste local foi definida pela construção da Capela de S. Caetano, entre os séculos XVII/XVIII. A nível arqueológico este castro apresenta um conjunto de três linhas de muralha, definindo-se assim como povoado fortificado de grandes dimensões. O castro de S. Caetano era um povoado típico da Idade do Ferro, com cerâmica indígena, de importação romana, como a ânfora e a sigillata, bem como materiais de construção de influência romana (tegula e ímbrex). São visíveis habitações circulares e sub rectangulares, o que atesta, conjuntamente com o espólio cadastrado, a importância deste povoado desde o século I a.C. até ao século II d.C.

Castro da Senhora da Graça (Badim, Sá)
Trata-se de uma elevação granítica, com cota a rondar os 315 metros, de perfil cónico. Ainda são visíveis algumas estruturas circulares. Provavelmente ocupado desde o Bronze Final à romanização plena, este castro, conjuntamente com os de S. Caetano e Sra. da Assunção, Sra. da Vista, dominava completamente o curso médio do rio Minho, donde tiraria grande parte da sua subsistência. Quanto a cronologias de ocupação, Maia Marques aponta para uma ocupação que iria entre séc. II a.C. ao séc. I d.C. Sendo este sem dúvida um local já intervencionado e que de algum modo se apresenta como um elemento importante para o estudo da Idade do Ferro e do Bronze no Alto Minho.

Castro da Senhora da Assunção
O nome deste local é conferido pela existência de uma ermida consagrada a N. Sr.ª da Assunção, no topo deste monte, edificada no século XVI. A nível arqueológico este povoado apresenta um conjunto de três linhas de muralha, segundo Maia Marques, definindo assim este habitat como um povoado fortificado. O sítio já foi alvo de intervenções arqueológicas, ficando visível grande parte da acrópole, várias estruturas circulares e sub rectangulares, arruamentos e pátios lajeados, constituindo assim um perfeito modelo de proto-urbanismo que caracteriza os povoados castrejos. De notar a existência do topónimo Paço, a Norte, muitas vezes associado a vestígios de ocupação romana.

- Gravuras Rupestres da Chã da Sobreira (Podame)
- Petroglifo de Cambezes/ Cova da Moura

Património Natural

Os rios sempre foram presença constante na vida deste concelho. Do Rio Minho, que os nossos vizinhos galegos tratam carinhosamente de “Pai Minho”, aos rios Mouro e Gadanha, a água foi, é, e será, um recurso de extrema importância e beleza paisagística.

O rio Minho é um dos rios no nosso país onde o salmão ainda sobrevive, bem como outras espécies em regressão como a lampreia e o sável. A lontra é um mamífero em regressão a nível europeu que encontra nestas águas um pequeno refúgio. A riqueza deste rio é um paraíso para apreciar a fauna e praticar a pesca desportiva, nas muitas pesqueiras.


A Ecopista, de Valença a Monção, proporciona uma grande proximidade com o rio Minho rico, neste percurso, em ilhotas, ínsuas, matas ripicolas e veigas férteis, protegidas pela Rede Natura 2000. Ao longo das margens destes rios, além de um importante património histórico constituído por pesqueiras, pontes e moinhos, encontram-se diversas áreas de lazer que primam pela qualidade num ambiente natural de extrema serenidade, onde o murmurar das águas transmite sensações de plenitude.


Para visitar e deixar-se levar pelo encantamento, destaca-se o Parque das Caldas e o parque de merendas de Lapela (rio Minho); as praias fluviais de Mazedo, Pinheiros e Pias (rio Gadanha); e as praias fluviais de Segude, Podame, e Ponte de Mouro, esta última pertencente às freguesias de Barbeita e Ceivães (rio Mouro).


No Concelho de Monção, existem ainda trilhos pedestres que permitem o contacto com as realidades minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas, bem como com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente distintas. No âmbito da cinegética importa mencionar que em todo o concelho existem 9 Zonas de Caça associativas e 2 Zonas de Caça Municipais.


Vinho Alvarinho

O Vinho Alvarinho é personalizado e distingue-se dos demais pelo seu equilíbrio, de cor citrina, paladar leve e fresco, aroma frutado, característico e ímpar, cheio de boca, e de agradável e persistente pós de boca, sendo, pela sua originalidade, um dos melhores vinhos do mundo.

Embora seja produzido na Região dos Vinhos Verdes, o Vinho Alvarinho, nascido na Sub-Região de Monção, diferencia-se dos restantes vinhos brancos da região, não só em termos meramente químicos, como também a nível de análise sensorial.

Caracterizando-se por uma componente aromática extremamente rica, diversificada e complexa, o Alvarinho apresenta um aroma delicado e notório à casta, com um frutado intenso, fino e subtil, no qual se podem detectar aromas elementares das mais diversas naturezas: pêssego, banana, maracujá, alperce, líchia, limão, avelã, etc.

No sabor, é complexo, harmonioso, encorpado, persistente, macio e seco. A qualidade, o equilíbrio e a maximização das suas potencialidades são conseguidos após alguns meses de estágio em garrafa, devendo ser consumido, preferencialmente, no ano seguinte ao da vinificação.


Contacto
Paço do Alvarinho
Associação de Produtores de Alvarinho
Praça Deu-la-Deu Martins
4950 – Monção
T 251653215
[email protected]


Horário
2º a sábado das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, domingos e feriados das 10h00 às 12h00 e das 15h00 às 18h00

 

Termas

As termas de Monção, com os seus banhos de águas quentes e sulfurosas, são a melhor forma de cuidar de si. Um espaço desenhado para melhorar o seu bem-estar físico e psicológico. São milhares de pessoas que o comprovam, porque já tiveram a oportunidade de sentir os beneficios que estas águas "miraculosas" proporcionam.

Situadas no Parque das Caldas e rodeadas pelo verde, com vista para o rio Minho e para a Espanha, podemos mesmo atribuir-lhe duas principais funções: a terapêutica e a lúdico-recreativa. A primeira função, desde sempre conhecida, destina-se à cura de doenças físicas, psicológicas e até psiquiátricas; a segunda, mais recentemente reconhecida, tem como objectivo contribuir para uma maior qualidade de vida dos cidadãos.

Desde Junho de 2001, o município de Monção tem ao serviço dos aquistas um moderno e funcional balneário termal inaugurado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. Desde Junho de 2008, a gestão é assegurada pela Tesal, uma das empresas com maior número de unidades termais e SPAS no pais vizinho que pretende fazer do balneário local um dos mais relevantes em Pontugal.

As águas termais de Monção, que brotam das fontes Santa Maria e Nossa Senhora da Saúde, são indicadas para doenças do fígado, vias biliares e doenças de estômago e intestino. Os seus efeitos fazem-se ainda sentir em doenças articulares, da pele e das mucosas, nas mialgias e nevrites, bem como nos estados espasmódicos, cardiovasculares, respiratórios e gastro-intestinais da dietese neuro-artrítica.

Contacto
Balneário Termal
Avenida das Caldas
4950 – Monção
T 251 648 367 | F 251 648 367
[email protected]
www.tesal.com/moncao.html


 

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Concelho de Paredes de Coura
O Turismo em Paredes de Coura apresenta imensas possibilidades de satisfazer um vasto leque de preferências de todos quantos procuram o Alto-Minho para espaço de lazer, de cultura e também de contacto com a rica e variada tradição. Propomos ao visitante um produto turístico no Concelho de Paredes de Coura, que lhe permita passar três dias inolvidáveis, percorrendo o Concelho em família ou com os seus amigos. Sempre presentes nestes três dias de circuito estarão os grandes valores históricos, paisagísticos, naturais e uma ruralidade magnífica e bem preservada. Deixe-se atrair e desfrute do som das cristalinas águas sempre presentes neste espaço a descobrir. Sinta na sua pele o amável contacto das puríssimas águas dos nossos Rios e Ribeiros, refrescando-se em muitos e magníficos locais de banhos. Respire paisagem, ar puro, e todo o ambiente rural e de tradição bem vivos e preservados que só poderá encontrar visitando-nos.
O Património de Paredes de Coura é multifacetado e muito rico.
A variedade deslumbrante do património natural e paisagístico, moldado pela intervenção milenar do homem, agricultor e pastor, num hercúleo esforço; o património construído, nas vertentes profana, marcada pela procura de funcionalidade e de acentuada ruralidade, ou religiosa - alminhas, cruzeiros, capelas e igrejas, imaginária e pintura - inspiradas pela fé e pelas crenças, que os artistas e artesãos locais produziam, criando ou reproduzindo modelos estéticos que os impressionavam.
Estes elementos de contemplação, reflexão e estudo, no seu conjunto, transportam-nos a um mundo que nos permite, passo a passo, descobrir a história e as tradições deste Concelho.
A Paisagem Protegida do Corno de Bico é um pequeno santuário natural situado no limíte administrativo SUDESTE do concelho de Paredes de Coura. Confronta com os Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, respectivamente. Abrange, total ou parcialmente, as freguesias de Bico, Castanheira, Cristelo, Parada e Vascões, na área de 2174,6 ha, dos quais 25% são matas formadas por carvalhos e outras folhosas. A frondosa mata de carvalhos de diferentes espécies foi plantada a partir dos anos '40 do século XX, integrando as manchas autóctones existentes. As espécies raras, dorovante mais protegidas, puderam melhor desenvolver-se. Mais visíveis do que outras, os vastos conjuntos de azevinhos, espécie protegida por lei, destacam-se na mata.
A Paisagem é um testemunhoda cultura minhota num espaço de rara beleza natural, que o homem intervencionou e moldou de uma forma harmoniosa e simples.
O branco e o cinzento granítico das aldeias e lugares, harmoniosamente integrado na paisagem, contrasta com os variados tons de verde, pelas encostas em socalcos, bordejados por finas sebes de arbustos, que se estendem até aos ribeiros de águas transparentes.
Com efeito, a presença do Homem nestas paragens remonta ao Neolítico, e substituem ainda nos montes do Corno de Bico e na Chã de Lamas vestígios de algumas mamoas ou monumentos funerários datados de hà 5000 anos. Em Cristelo, no Castro de S. Sebastião, achados arqueológicos como machados de talão, vasilhas para armazenamento e confecção de alimentos, tégula e tijolos revelam uma importante estação romana. Já de um período posterior, correspondente aos séculos XVII, XVIII e XIX são as diversas igrejas e capelas existentes que, para além de serem um marco da religiosidade popular deste povo, são igualmente interessantes formas de expressão artística, nomeadamente do período barroco.
Do património arquitectónica profano, destacam-se algumas casas senhoriais e um grande conjunto de estruturas de suporte da agricultura que foi, até meados do século XX a mais importante actividade económica deste município. O milho era então o suporte de uma economia marcadamente agrícola e a certificá-lo está um elevado número de moinhos e engenhos hidráulicos, poças e levadas, caminhos sulcados pelos carros de bois piscos que, em Setembro e Outubro, enchiam de milho as eiras e os espigueiros ou os caniços.
Para além do milho, do feijão e da batata produzia-se o linho que as mulheres ripavam, espadelavam, teciam e bordavam meticulosamente, ao som da concertina, do acordeão e das cantigas populares que entoavam pelos vales, dando forma a belíssimos trabalhos artesanais e corpo a um comunitarismo que tende a desaparecer.

 

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Concelho de Ponte da Barca
História e Património

Ponte da Barca, concelho montanhoso, ladeado da parte esquerda pelo rio Lima, eixo regional de comércio na direcção do litoral com as rotas do interior.
À semelhança da maioria das Terras portuguesas, Ponte da Barca tem origens muito remotas que devem corresponder a uma circunscrição pré-romana ou, pelo menos, romana, mas já era habitada desde os tempos pré-históricos como provam os achados arqueológicos.
Dos vestígios da ocupação romana por estas Terras, destacam-se várias peças de cerâmica, moedas e esculturas, encontradas maioritariamente na área da Serra Amarela. Mas de certo que, de todos os achados, o principal destaque vai para a Pedra dos Namorados encontrada na freguesia da Ermida. Trata-se da figura de um homem e de uma mulher em baixo relevo, que deve datar de uma época de plena Romanização do Noroeste Hispânico, que em 1903 foi levada para o actual Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, voltando de novo, em 1986, para o Museu da freguesia da Ermida, onde se encontra exposta.
Em tempos medievais, a região era conhecida como «Terra da Nóbrega», antepassado do concelho de Ponte da Barca, e circunscrição medieval que no século IX possuía já os limites do actual concelho. Esta Terra era uma das muitas circunscrições territoriais em que o nosso país estava dividido para fins administrativos, judiciais, militares e também religiosos. Correspondiam, em geral, a circunscrições romanas e os seus limites identificavam-se, na maioria das vezes, com os acidentes geográficos.
O nome, Nóbrega, de provável origem celta, indica local fortificado e veio-lhe do altaneiro castro que lhe servia de reduto defensivo, situado no maciço rochoso, na freguesia de Sampriz. Mais tarde, Ourigo Ourigues que, provavelmente, foi o primeiro governador da Terra da Nóbrega, (re)edificou o Castelo da Nóbrega sobre as ruínas do velho castro.
Nos séculos XII e XIII, o povoamento começa a descer às margens dos rios, sendo assim fundada aquela que viria a ser a vila de Ponte da Barca. Esta, é marcada por um cruzamento de dois caminhos de ligação a Santiago de Compostela, um no sentido Norte-Sul (atravessando o rio), outro no sentido Poente-Nascente (ao longo do rio).
A história desta vila prende-se com o atravessamento do rio Lima, tendo sido primeiro denominada de Barca, porque o atravessamento era feito na época somente por uma barca, e passado posteriormente para Ponte da Barca, aquando da construção da sua primeira ponte, provavelmente, em meados do século XIV.
Com a construção da ponte, a localidade reforça a sua importância no domínio comercial, constituindo um forte ponto de passagem, centro e eixo regional na direcção do litoral.
O Património monumental do concelho é igualmente de grande riqueza. Em Ponte da Barca, a ponte ocupa lugar de relevo por se tratar de uma das mais importantes pontes medievais do país, da primeira metade do século XV. Pelo concelho, é possível encontrar casas senhoriais, o Castelo e os Espigueiros do Lindoso, a Igreja Matriz, o Pelourinho e o Antigo Mercado, entre muitos mais exemplares, do património edificado existente no concelho.

Natureza e Lazer

O reconhecimento do valor do património natural do concelho de Ponte da Barca não se limita à exuberância da vida selvagem na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Aproximadamente metade do concelho faz parte do território do PNPG, talvez por isso a paisagem de Ponte da Barca imprime-se a cores em retinas cansadas pelo stress do quotidiano. Por todo o concelho, os rios e os ribeiros, as albufeiras, as praias fluviais, as quedas de água e o verde da paisagem da Serra Amarela revelam imagens únicas e oferecem a possibilidade de contacto directo com a natureza. Este vasto leque de recursos naturais que Ponte da Barca tem para oferecer, tem vindo a ser aproveitado para usufruto de todos aqueles que buscam no contacto com a natureza o refúgio ao agitado ritmo urbano. Através da oferta das mais variadas actividades ao ar livre, vocacionadas para pessoas de todas as idades e de diferentes extensão e/ou características, o aproveitamento destas actividades de desporto, de lazer e de aventura favorecem a imersão mais intima no ambiente natural e nas maneiras de viver das populações locais. Na forma de trilhos pedestres ou de actividades desportivas como o BTT, de seguida apresentam-se percursos elaborados por várias entidades que decorrem nas paisagens rurais de Ponte da Barca, nas quais a natureza e o homem convivem há milhares de anos.

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Concelho de Ponte de Lima
Património Arquitectónico

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Albergaria de S. João de Deus/Quartéis

Edifício maneirista de linhas sóbrias valorizadas pelo ritmo das fachadas organizadas em 3 corpos volumetricamente diferenciados, foi mandado construir em 1659 pela Regente do Reino D. Luísa de Gusmão, como hospital para os soldados feridos nas guerras da Restauração, ficando a cargo dos religiosos São João de Deus até 1716.
Após diversos ocupantes que o utilizaram para diferentes fins, foi em 1805 doado à Santa Casa da Misericórdia para transferência do hospital, tendo devido à Invasão Francesa de 1808 sido afastado da posse desta Instituição, só voltando à sua posse em 1874 após conhecer mais uma série de funções e ocupantes.
Foi bastante alterado desde a sua origem, destacando-se o restauro de 1787/1795, com pedra extraída de três torres das antigas muralhas da Vila, altura em que foi demolido o oratório e capela, transladando-se a imagem do Padroeiro para a Capela de Nossa Senhora da Lapa.
De destacar o frontespício enriquecido por pequeno grupo escultórico, constituído por nicho, imagem do antigo orago e alguns elementos heráldicos.





Património Arquitectónico

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Biblioteca Municipal - Antigo Hospital da Misericórdia

A composição arquitectónica da Biblioteca Municipal resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no fim do 1º quartel do séc. XX, que dividiu em dois o edifício do antigo Hospital da Misericórdia, (reconstrução concluída em 1731), destruindo-se assim um curioso claustro setecentista e um pouco da muralha medieval.
Adossado a um troço da muralha, existe um acesso à adarve a partir da varanda alpendrada voltada ao Largo da Picota, encontrando-se ainda no seu interior uma escadaria de características barrocas.
Tal como o edifício da Igreja da Misericórdia, constituiu-se um novo alçado voltada à rua Cardeal Saraiva, com características arquitectónicas idênticas às restantes, patente nas fenestrações, cornijas e beirados.
Em 1993 foram concluídas amplas obras de reforma geral para funcionamento dos serviços da Biblioteca Municipal.





Património Arquitectónico

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Capela do Anjo da Guarda

A capela do Anjo da Guarda é uma construção religiosa românica / gótica, erigida provavelmente no último quartel do séc. XIII, reconstruída no séc. XVIII segundo cânones barrocos após derrube parcial pelas cheias, reforçando-se então os pilares, colocando-se coruchéus e a imagem policromada de São Miguel com um carácter ingénuo.
A sua localização na margem direita do rio Lima junto á Ponte e a pequena configuração quadrangular aberta, conferem-lhe um carácter devocional, servindo de local de culto e abrigo aqueles que por aqui passam.
Como características particulares destaca-se o arcaísmo dos pilares e colunas, que conservam as garras nas bases, ao mesmo tempo que a decoração vegetalista dos capitéis ainda se destaca pouco dos cestos.
Os coruchéus actualmente existentes foram colocados numa intervenção realizada em 1991.





Património Arquitectónico

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Capela da Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras

Este templo de implantação harmónica e sobranceira sobre a Vila, foi originalmente mandada construir em 1525 por Pedro Afonso Fiúza e pela sua mulher Catarina Madriz, em substituição de uma pequena ermida que existia no local.
As características arquitectónicas barrocas que actualmente se nos apresentam, resultam de uma profunda reforma datada de 1818, em que o templo então de menores proporções, converteu-se em dois corpos, elevou-se o antigo tecto do primeiro que era um salão quadrilongo, construiu-se de novo arco do transepto, aditando-se Capela-Mor e sacristia.
Encontrando-se em estado de profunda degradação, foi doada à Câmara Municipal pelos seus proprietários em 1979, datando as últimas obras de 1998, em que se construiu um novo coro e instalações de apoio à realização de actividades culturais, mantendo-se inacabada a torre sineira como sempre aconteceu ao longo da sua história.
No seu interior, destacam-se algumas pinturas policromas no granito do arco do transepto, imagens pertencentes ao espólio da Capela e a instalação de parte do retábulo do séc. XVIII que restou da degradação a que a mesma esteve sujeita durante largos anos.






Património Arquitectónico

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Capela da Nossa Senhora da Penha de França

Mandada construir em 1613 por João Lourenço em frente á Cadeia "Velha", para que os presos pudessem ouvir missa, visto esta não ter oratório.
É uma capela urbana, de feições muitos simples e linhas muito sóbrias, na tradição maneirista, com frontispício terminado em frontão triangular, coroado por pináculos, com uma pequena torre sineira no lado direito e cruz sobre o acrotério no topo, do séc. XVIII.
Contrastando com a simplicidade exterior, ressalta a riqueza e dimensão do retábulo barroco do altar-mor em talha dourada, do "Estilo Nacional".





Património Arquitectónico

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Casa dos Calistos

Esta Casa, impropriamente designada "dos Calistos", pertenceu no séc. XVII a Gervágio Álvares da Rocha, sendo posteriormente vendida a António de Oliveira Rego, que a reedificou e vinculou em 1737.
Edifício barroco de planta irregular, foi muito prejudicado com a regularização viária da vila nos séc. XIX e XX.
No átrio da entrada existe ainda uma curiosa escadaria de acesso ao andar nobre e, na fachada, sacadas de balaústres de pedra e uma decorativa cartela heráldica.
Conserva-se ainda a estrutura fundamental do imenso jardim com três fontanários, um deles imponente pela exuberante decoração em cantaria lavrada.
A quinta possui vários terrenos com exploração agrícola, outros como área de jardim, onde estão três fontes todas elas decoradas, tendo a maior nicho e pedra de armas.





Património Arquitectónico

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Casa da Garrida

A casa da Garrida foi construída no último quartel do séc. XVIII, inserindo-se na tipologia do Solar Rocaille que integra capela no frontispício, na variante em que esta surge no extremo tratada de modo independente.
Na fachada do solar, constituído por dois pisos separados por um friso com pilastras nos cunhais apoiando alta cornija, destacam-se as janelas de sacada sobre modilhões de verga recta, encimadas por um conjunto escultórico formado de festões, cartela e concha.
A capela destaca-se exteriormente pela sua decoração de grande exuberância, encimada por torre sineira.





Património Arquitectónico

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Casa da Nossa Senhora da Aurora

Construída entre 1714 e 1730 de autoria do Arq. Manuel Pinto de Villalobos, constitui a Casa de Nossa Senhora da Aurora um Palácio urbano barroco, integrado na tipologia da "casa-comprida", o modelo mais frequente na época, com dois pisos divididos por friso horizontal, com escadaria desenvolvida no interior e adossando capela a uma das fachadas.
Também designada como Casa do Arrabalde, possui um frontespício harmonioso e ritmado pela fenestração do andar nobre, em que se rasgam onze janelas de sacada com frontões triangulares, acompanhadas de grades de ferro forjado.
No interior da capela encontra-se um retábulo setecentista com talha do estilo nacional, a par de azulejos de padrão barrocos provenientes da Capela da Senhora do Rosário (já desaparecida).
Os jardins foram igualmente organizados segundo o gosto barroco, como espaço de lazer, com jardins de buxos, bancos, lagos e diferentes fontes.





Património Arquitectónico

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Casa das Pereiras

Palácio urbano maneirista do séc. XVII, implantado isoladamente no topo do Bairro das Pereiras "sobre" a Vila , com acesso lateral ao adro da Capela das Pereiras, enquadrado paisagisticamente pela mata da casa de Nossa Senhora da Aurora.
Organização espacial com planta rectangular e frontespício de dois pisos, separados por friso e com fenestração regular, caracterizando-se interior e exteriormente pela sobriedade estilística, denotando-se na fachada a divisão social do espaço.
Possui um pequeno oratório rectangular com retábulo de madeira e tecto de masseira em caixotões, revelado exteriormente por cruz apenas na fachada posterior.
A varanda e colunata em granito da fachada Sul, orientam-se para um jardim desenvolvido em diferentes cotas, onde existem recantos com ruínas românticas e buxos de feição geométrica.





Património Arquitectónico

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Casa Torreada dos Barbosa "Aranha"

Casa-torre urbana maneirista do séc. XVII, conjugando harmonicamente torre de planta quadrada e ala residencial rectangular mais baixa, ambas de alçados simples e fenestração regular.
Muito possivelmente a torre e a ala residencial são contemporâneas, uma vez que as cantarias se interpenetram, as gárgulas são iguais e do mesmo período, estando os espaços interiores dos dois corpos interligados.
Destaca-se no conjunto o coroamento regular dos volumes com gárgulas de canhão sobre a cornija e merlões chanfrados na torre.
A actual denominação da casa deve-se à colocação das armas dos Barbosas Aranhas no frontespício.





Património Arquitectónico

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Chafariz

A sua construção foi ordenada pela Câmara Municipal em 1575 ficando concluído em 1603, implantado no actual Largo Dr.António Magalhães, donde foi transferido para o Largo de Camões em 1929.
O seu risco renascentista e execução são correntemente atribuídos ao famoso Mestre limiano João Lopes, o Moço.
Para a sua construção e canalização da água de Merim, foi lançada uma finta sobre o sal e o azeite comercializados nesta Vila.
As coimas sobre o seu conspurco estão patentes num letreiro próprio.
O fuste tem gravada a versão em uso das armas municipais.





Património Arquitectónico

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Igreja da Lapa

A Igreja de Nossa Senhora da Lapa terminada em 1768, foi erigida à custa de esmolas por devoção de D. Tristão de Meneses da casa da Freiria e do pároco da vila, ficando contudo incompleta, prevendo-se que o que existe fosse a Capela Mor do templo projectado.
O terreno foi cedido pelo Alcaide- Mor D. Tomaz de Lima que exigiu a colocação das suas armas como padroeiro dela, e que ainda hoje se conservam na fachada principal.
No interior encontra-se a imagem do santo negro S. Benedito que dava o nome à torre medieval da porta do santo.





Património Arquitectónico

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Igreja da Misericórdia

Remontando a instituição a 1530, a actual igreja foi erigida nos séc. XVII e XVIII, composta de nave única, capela-mor em abóbada de caixotões (1638) e pórtico principal aberto lateralmente sobre o cemitério, que constitui o adro actualmente fechado por um curioso gradeamento, sendo notável o efeito da varanda alpendrada que delimita este recinto.
A configuração arquitectónica actual resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no final dos anos vinte, que dividiu em dois o edifício do antigo hospital, tendo-se então deslocado o pórtico barroco do claustro para a fachada voltada para esta via.
Destaca-se no seu interior a abóbada nervurada em madeira policromada e dourada, os altares mor e laterais de gosto neoclássico, o painel central em alto relevo do retábulo mor primitivo, o painel com a cena da Multiplicação dos Pães hoje sob a mesa do altar e pintura setecentista com algum interesse.
As duas figuras que ladeiam o pórtico principal representam um mamposteiro com o saco das esmolas e um peregrino.





Património Arquitectónico

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Igreja da Nossa Senhora da Guia

A Igreja de Nossa Senhora da Guia foi construída cerca de 1630, no local onde se encontrava uma ermida em ruínas dedicada a São Vicente Mártir, a mando da confraria consagrada ao culto de Nossa Senhora da Guia.
É uma igreja seiscentista de nave única, precedida por galilé posterior, de linhas sóbrias, mas com elementos decorativos que rematam o frontispício - volutões e fogaréus, e no interior barrocos.
A galilé e a casa contígua para o capelão datam de 1746, conjuntamente com outros melhoramentos como a aquisição do orgão.
A talha dos retábulos é de estilo Nacional, os azulejos policromos de estilo tapete são do séc. XVIII, denotando-se marcas do estilo neoclássico na talha do arco triunfal, mesas de altar e trabalho de estuque das paredes.





Património Arquitectónico

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Igreja de Santo António da Torre Velha

A Igreja de Santo António da Torre Velha, resultou da reformulação no início do séc. XIX da antiga Ermida (documentada desde o séc. XVIII) consagrada a Nª Sr.ª da Esperança e posteriormente à Nª Sr.ª do Carmo. quando foi aumentada a sua volumetria.
A Igreja de planta longitudinal apresenta no exterior um frontão curvo interrompido e pináculos de remate das pilastras laterais, sendo a restante fachada revestida a azulejos.
A Torre construída após as obras do séc. XIX destaca-se pela sua altura e gárgulas de cada ângulo.
Igreja e Torre do reduto medieval coabitaram até meados do séc. XIX, altura em que esta última foi demolida, surgindo a designação de Igreja de Santo António da Torre Velha.

 





Património Arquitectónico

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Igreja Matriz

Mandada edificar por D. João I em 1425, a sua conclusão é provavelmente de 1446.
As várias transformações e ampliações ao longo dos séculos são bem visíveis, pela sobreposição de vários estilos - românico, gótico e neoclássico, de que é exemplo o portal gótico encimado por uma rosácea do séc. XVIII.
Os altares laterais, de Nossa Senhora das Dores do séc. XVII à direita e o de Nossa Senhora de Fátima do séc. XVIII à esquerda, destacam-se pela riqueza da sua talha.
A antiga pia baptismal é de estilo Manuelino.





Património Arquitectónico

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Largo de Camões

No actual espaço do Largo de Camões, a cerca muralhada separava o extenso areal ribeirinho de um interior onde coabitavam espaços verdes, casas e quintais, que estavam a Norte balizadas pela Rua da Ponte na qual entroncava a Rua do Rosário e a sul pela Rua da Ribeira, hoje chamada do Postigo que desembocava no Passeio 25 de Abril, bem ao lado da Torre de S. Paulo ou da Expectação.
Na segunda metade do séc. XIX, com a demolição da muralha e da Torre dos Grilos que se encontrava à boca da ponte, o espaço do futuro Largo de Camões ganhou uma outra dimensão. Os quintais que tinham como baliza a parede da muralha passavam a ficar devassados e as casas que nela entestavam foram obrigadas a encontrar um novo apoio ou a reorganizar as suas estruturas e fachadas. O chão foi aplanado e ensaibrado de modo a tornar-se no primeiro pavimento de um espaço público.
Pouco depois da cheia de 1909 o Largo foi objecto de um novo alteamento, que se traduziu em novo piso de saibro sobreposto a uma espessa camada de entulhamento.
A actual fisionomia do Largo de Camões começou a ser delineada no final dos anos 20 do séc. XX altura em que se iniciaram extensas obras, alteando-o parcialmente e nivelando-o de forma a ter melhor ligação ao Largo da Feira (surgido na altura) e Passeio 25 de Abril, atulhando-se dois arcos da ponte medieval, implantando-se aí o chafariz renascentista e "desenhando-se" novo pavimento.
O curioso poço do séc. XV de secção rectangular, com cerca de 3 metros de profundidade, totalmente forrado com boa silharia e que rematava em abobada, integrava-se numa imponente construção que aí existia denominada Casa do Patim.





Património Arquitectónico

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Museu dos Terceiros

O Museu dos Terceiros foi criado em 1974 com o objectivo de guardar e expor um significativo espólio de arte sacra, ocupando o espaço correspondente ao conjunto edificado constituído pelo Convento dos Frades Menores da Província da Conceição (do qual resta pouco mais que a Igreja Conventual), pela Igreja da Ordem Terceira, sacristia, sala consistorial e seus anexos em redor de um claustrim, sustentado por uma arcada toscana.
O Convento de Santo António foi instituído em 1481 por pelos 1ºs Viscondes de Vila Nova de Cerveira.
Durante o séc. XVI foram acrescentadas três capelas tumulares no lado do evangelho, que sofreram benfeitorias posteriores.
A igreja foi alterada em 1744, com linhas sóbrias, nave única precedida por galilé e coro-alto com cadeiral.
Entre 1745 e 1747 foi construída à ilharga a Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, de planta longitudinal, nave única e decoração essencialmente barroca, ostentando a capela-mor um magnífico altar Rocaille de talha dourada e policromada, e um cadeiral atribuída ao italiano Luigi Chiari.
O acervo do Museu inclui um conjunto significativo de estatuária religiosa, azulejos do séc. XVI e XVII, pintura dos sécs. XVI a XVIII e alfaias litúrgicas.
Interessante a decoração de alguns dos seus espaços - a ante-sacristia forrada a azulejos polícromos de padrão, a sacristia com lambril de azulejos de figura avulsa, um arcaz com alçado decorado com painéis alusivos a Stº. António, teias indo-portuguesas, relicários e tecto apainelado e policromado.





Património Arquitectónico

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Paços do Concelho

Edificados originalmente no 2º quartel do séc. XVI foram diversas vezes reconstruídos, tal como em 1573 em que se reergueu um notável edifício de que restam hoje apenas algumas paredes a sul e uma janela no interior.
Em 1677 reconstruiu-se a escadaria principal, datando de 1751 a construção do corpo posterior.
Em finais do séc. XIX e durante o Estado Novo, introduziram-se profundas alterações interiores tais como o alteamento dos pés direitos, datando de 1997 a fixação da sua traça actual.
Chegaram a estar aqui instalados, cumulativamente com a Câmara Municipal, o Tribunal da Comarca, o Teatro D. Fernando e a Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.





Património Arquitectónico

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Palacete Villa Morais

Mandado construir em 1892 por João Rodrigues de Morais, figura ilustre de Ponte de Lima, que realizou fortuna devido à sua passagem pelo Brasil, é um edifício "abrasileirado" com mistura de diversos estilos.
A fachada, com o andar térreo de granito é de estilo neoclássico.
O aumento realizado nos anos 20 denota características do estilo Arte Nova, tal como a porta lateral virada ao parque, as grades de ferro da escadaria e os ferros das janelas da cave.
No seu magnifico jardim, juntamente com árvores de dimensão e características ímpares, implanta-se um lago atravessado por duas pontes e uma gruta, de inspiração romântica.





Património Arquitectónico

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Pelourinho

O primitivo pelourinho é atribuído ao séc. XVI e estava erecto no areal, sensivelmente em frente à torre de S. Paulo.
No início do séc. XIX foram-lhe acrescentadas as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve .
Compulsivamente demolido no final das lutas liberais, foi reedificado no Estado Novo em frente aos Paços do Concelho utilizando alguns fragmentos identificados do monumento primitivo.





Património Arquitectónico

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Ponte sobre o Lima

Formada por dois troços distintos, um romano e outro medieval.
O séc. I é a altura provável da construção da Ponte Romana, visto por ela passar a via iniciada pelo Imperador Augusto.
A Ponte Medieval de características góticas foi provavelmente concluída em 1370, integrando-se nas obras de fortificação da Vila mandadas fazer pelo Rei D. Pedro I, datando o calcetamento e a colocação dos merlões de 1504 por ordem de D. Manuel, sendo originalmente flanqueada por duas torres demolidas na segunda metade do séc. XIX "por necessidades de tráfego" juntamente com grande parte do sistema defensivo urbano.
A Ponte Romana, de configuração muito simples, apresenta um tabuleiro rampante assente sobre 7 arcos a pleno centro e quebrado, dispostos irregularmente e de diferente vão, encontrando-se um deles encoberto pelo maciço onde assenta a Igreja de Santo António e outro entaipado a jusante.
Dois dos 17 arcos quebrados da Ponte Gótica, encontram-se soterrados pelos arranjos urbanísticos da Praça Camões, destacando-se os seus talha-mares de forma prismática encimados por olhais também de arco quebrado e no centro o seu cruzeiro de coluna facetada, cruz latina de braços em flor-de-lis e escudo no capitel.





Património Arquitectónico

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Teatro Diogo Bernardes

O Teatro Diogo Bernardes foi mandado construir em 1893 por uma comissão promotora constituída por diversos Limianos, de que se destacava João Rodrigues de Morais, tendo o projecto sido entregue ao arquitecto municipal de Viana do Castelo, António Adelino de Magalhães Moutinho.
Projectado segundo os cânones arquitectónicos do teatro á italiana característico do séc. XIX, apresentava no seu interior elementos de especial interesse, como as pinturas do tecto (já desaparecidas) e o pano de boca, da autoria de Eduardo Reis.
Após um longo período de degradação, a Câmara Municipal de Ponte de Lima adquiriu-o, realizando extensas obras de recuperação concluídas em 1999.



Património Arquitectónico

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Torre da Cadeia Velha

A Torre da Cadeia Velha ou da Porta Nova resulta das vultuosas obras de beneficiação feitas sobre a torre, que já então aqui existia integrante da estrutura muralhada da Vila (séc. XIV), mandadas fazer pelo Rei D.Manuel para instalação da cadeia da Correição da Comarca e concluídas em 1511.
Esta casa forte acastelada de planta regular aproximadamente quadrada, dividida em três pavimentos e uma enxovia, com janelas gradeadas sobrepostas, coroada por merlões piramidais, tinha anteriormente acesso ao interior apenas pela barbacã da Muralha e ostenta na sua fachada Sul, já deslocados do local primitivo, as Armas Reais e uma Esfera Armilar, divisa do Rei Venturoso.
Com a realização do Passeio Público - actual Passeio 25 de Abril - nos finais do séc. XIX, foi aberta a porta de arco quebrado no seu piso inferior, tendo-se nessa altura rebaixado o nível do seu pavimento interno.
Interiormente destaca-se a existência generalizada de pedras sigladas, bem com dos cachorros e recravas de apoio dos travejamentos que a dividiam em andares, sendo bem visível no aparelho da silharia das paredes as alterações dos níveis do pavimento térreo, realizadas ao longo dos anos.





Património Arquitectónico

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Torre de S. Paulo e Troço de Muralha

Foi erigida no séc.XIV, integrando a estrutura muralhada de defesa da Vila, devendo o seu nome à existência de uma imagem de S. Paulo, colocada numa edícula sobre a porta do postigo que lhe estava adjacente.
Esta torre de planta quadrangular coroada por merlões, conserva nas paredes interiores os apoios do madeiramento dos pisos .
Sendo uma construção de reforço estrutural da muralha, maciça e sem fenestração, sofreu intervenções no início do séc. XVI, perceptíveis na única porta de acesso ao nível da adarve do muro adjacente.
Na face voltada ao rio, o episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras São Senhor!) é representado num painel de azulejos, uma feliz composição da autoria de Jorge Colaço.
Na face da Rua do Postigo, quase ao nível da cota do pavimento está uma inscrição gótica, onde se lê: "Aqui chegou o rio pelo risco".



 

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Concelho de Valença

Espaços Naturais

Couto de Santa Ana | Concelho: Valença | Tipo: Espaço Verde
Pântano da Veiga da Mira | Concelho: Valença |Tipo: Espaços Verdes
Parque de Nossa Senhora da Cabeça | Concelho: Valença | Tipo: Parque
Parque do Monte de Faro | Concelho: Valença | Tipo: Parque
Miradouro de Santo Ovídio | Concelho: Valença | Tipo: Miradouro - Sanfins
Ilha do Conguedo | Concelho: Valença |Tipo: Recurso Hídrico - Verdoejo
Ínsua dos Castros | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico - Friestas
Pesqueira da Gingleta | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico - Verdoejo
Pesqueira de Cristelo de Covo | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico - Cristelo Covo (Junto ao rio)
Praia Fluvial de Friestas | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial - Lugar das Barreiras - Friestas
Praia Fluvial de Ganfei | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial - Ganfei
Praia Fluvial Senhora da Cabeça | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial - Cristelo Covo


Rota Relógios de Sol

Relógio de Sol da Igreja | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógio de Sol de Boivão | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógio de Sol do Eido de Cima | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógios de Sol de Taião de Baixo | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógios de Sol de Taião de Cima | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio


Rota Património Religioso
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Convento de Ganfei | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Convento de Mosteiró | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Convento de Sanfins/Friestas | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Igreja da Misericórdia de Valença | Concelho: Valença | Tipo: Igreja
Igreja de Santa Maria dos Anjos | Concelho: Valença | Tipo: Igreja
Igreja Matriz de Santo Estêvão / Igreja Matriz de Valença | Concelho: Valença | Tipo: Igreja

 

 

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Concelho de Viana do Castelo

Espaços com História

Chafariz da Praça da República (Séc. XVI)
Foi construído, ou pelo menos concluído em 1559, sendo obra do mestre canteiro João Lopes “o velho”, o mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e, muito provavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos encontrar em cidades galegas como Pontevedra. Foi durante vários séculos o ponto de abastecimento de água potável da população vianense e, pela sua monumentalidade e localização, uma das referências urbanas do burgo.

Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI)
Depois que o antigo lugar de reunião do concelho foi ocupado pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé), foi construída fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio do século XVI. É, como tantas outras construções similares do Noroeste hispânico, um edifício sobradado, tendo no andar nobre a “Câmara” onde reunia a vereação e no piso térreo uma arcada para abrigo das pessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados, requerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.

Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc. XVI)
Tendo sido criada em 1520, a confraria da Misericórdia de Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no início do segundo quartel do século XVI a mesa resolveu construir a chamada “Casa das Varandas”. Este edifício, datado de 1589, é um exemplar único da arquitectura de inspiração renascença e maneirista, com influências italianas e flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras de remodelação da igreja, entregues ao engenheiro militar vianense Manuel Pinto de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riqueza decorativa, bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional da autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos em azulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer ainda pelos frescos do tecto da autoria de Manuel Gomes. É, sem dúvida, um dos melhores exemplares barrocos de todo o país.

Casa de Sá Soutomaior (Séc. XVI)

Museu do Traje (Séc. XX)
Situado em pleno centro histórico da cidade, o edifício do antigo Banco de Portugal, alberga, desde 2004, o Museu do Traje que dá a conhecer, a riqueza etnográfica dos tradicionais trajes vianenses. O espólio exposto compreende, igualmente, os utensílios utilizados para a confecção artesanal de peças de vestuário. Além da exposição permanente “ A lã e o linho no traje do Alto Minho”, o Museu do Traje realiza inúmeras exposições temporárias tendo como tema o traje e etnografia Vianenses.

Hospital Velho (Séc. XV/XVII)
Antiga pousada de acolhimento dos peregrinos de Santiago, fundada por João Paes “o velho” em 1468 e restaurada no século XVI. A fachada é fruto da reconstrução do século XVI, sendo visíveis as janelas de recorte manuelino e a inscrição, transcrita do original (uma vez que os algarismos árabes não eram ainda utilizados em 1468), sendo que a pedra de armas e o nicho sobre a porta são já do século XVII. Também quinhentista é o pátio interior, ao qual se acede através de três arcos muito largos e abatidos de aresta chanfrada.

Casa dos Nichos (Séc. XV)
Implantada sensivelmente a meio da Rua de Viana, antiga Rua do Cais, pode admirar-se a chamada “Casa dos Nichos”, que embora tenha sofrido grandes remodelações, principalmente ao nível das portas e janelas, apresenta ainda duas belíssimas escultura góticas, encimadas por dosseletes que representam a cena da Anunciação.

Igreja Matriz (Séc. XV)
A Sé de Viana, embora apresente uma estrutura maciça bem ao gosto da arquitectura românica, é sem dúvida uma obra influenciada pela estética gótica, tendo a sua construção sido iniciada nos alvores do século XV. O portal apresenta um arco ogivado recortado por três arquivoltas profusamente decoradas, que são suportadas por seis esculturas que representam outros tantos apóstolos (S. Pedro, S. Paulo, S. João, S. Bartolomeu S. Tiago e Santo André). Este portal, tanto a nível estrutural como temático, denota certas afinidades com os portais galegos, nomeadamente com o da igreja de S. Martin de Noya.

Casa dos Costa Barros (Séc. XVI)
Casa senhorial da época dos descobrimentos onde se destaca a janela monumental central de inspiração renascentista com motivos decorativos “manuelinos” e “platerescos”. Construída em meados do século XVI é, sem dúvida, a mais bela e imponente janela quinhentista da cidade.

Estátua de Viana (Séc. XVIII)
Mandado construir em 1774 pelo Conde da Bobadela, José António Freire de Andrade, Governador de Armas da província do Minho é, paralelamente ao Templo-Monumento de Santa Luzia, um dos ex-libris da cidade. A figura feminina de vestes ondulantes, segurando uma caravela, em estilo rococó, que domina todo o conjunto, simboliza Viana e a sua vocação marinheira. Os quatro bustos que rematam as esquinas do pedestal, simbolizam os continentes europeu, asiático, africano e americano, como alusão aos “quatro cantos do mundo” e à tradição mareante e mercadora dos vianenses.


Capela das Almas (Séc. XIII/XVIII)
Foi a primeira Matriz de Viana, até à construção da actual Sé Catedral dentro do perímetro muralhado em meados do século XV. Conhecida tradicionalmente por Matriz Velha, passou a chamar-se Capela das Almas pelo facto de o seu adro ter sido local de enterramento desde o tempo de D. Afonso III até finais do século XIX. Da estrutura primitiva do século XIII, reedificada e acrescentada em 1719, por acção do cónego Domingos de Campos Soares, restam um arco-sólio na parede sul do templo e a cruz de cabeceira, sendo no restante um edifício típico dos pequenos templos do barroco setecentista.

Ponte Eiffel (Séc. XIX)
Inaugurada em 30 de Junho de 1878, em plena época da arquitectura do ferro, sob o risco e os cálculos da prestigiada Casa Eiffel, a ponte metálica sobre o rio Lima veio não só permitir o tráfego ferroviário, como também substituir a velha ponte de madeira que ligava o terreiro de São Bento em Viana à margem esquerda do rio Lima (Darque). Com quinhentos e sessenta e três metros de cumprimento e seis de largura, foram necessários mais de 2.000.000 Kilos de ferro para a construção dos tabuleiros que assentam em nove pilares em cantaria de granito, cujas fundações chegam a atingir os 22 metros.

Capela das Malheiras (Séc. XVIII)
A chamada Capela das Malheiras (por alusão à família proprietária - os Malheiro Reimão), é um dos mais belos exemplares da arquitectura rocócó protuguesa, mandada edificar por D. António do Desterro (Malheiro), na altura Bispo do Rio de Janeiro. Para além da elegante fachada, para alguns autores obra de Nicolau Nasoni ou da sua escola, esta Capela apresenta um notável retábulo em talha policromada, segundo Robert Smith um dos melhores exemplares de talha minhota em estilo rocócó.

Casa dos Abreu Távora (“dos Condes da Carreira”) (Séc. XVI)
Construído em meados do século XVI o Palácio dos Abreu Távora, mais tarde denominado dos Condes da Carreira, é uma das mais belas casas senhoriais da cidade, onde se destacam as janelas e portas “manuelinas”, às quais as alterações e os acrescentos posteriores vieram, mais do que preservar, realçar e valorizar. Neste edifício funciona, desde 1972, a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Igreja da Caridade / Convento de Sant’Ana (séc. XVI/XX)
Igreja do antigo Convento de Santa Ana, de freiras beneditinas, mandado edificar pela nobreza local com o apoio da Câmara, para albergar as filhas dos nobres vianenses que eventualmente não casassem. O convento primitivo, de raíz gótica, foi obra de Pero Galego, morador em Caminha, onde nos alvores do século XVI dirigiu a segunda fase das obras na igreja Matriz. Depois de algumas obras de ampliação realizadas no inícios do século XVIII, foi entre 1897 e 1905 que se executaram as principais obras de reformulação do edifício conventual, daí resultando um grandioso conjunto arquitectónico que preservou o frontespício da igreja setecentista em estilo “barroco joanino” e que reaproveitou na torre o magnifico coruchéu manuelino.

Teatro Municipal Sá de Miranda (Séc. XIX)
Teatro “Italiano” dos finais do século XIX, segundo plano do arquitecto João Marques Sardinha. É um edifício sóbrio, com alguns elementos neoclássicos, onde se destaca o tecto abobadado com uma belíssima pintura a fresco da autoria de João Baptista Rio. Possui ainda o pano de boca original, idealizado pelo cenógrafo Italiano Manini e executado por Hercole Lambertini. Este Teatro, recentemente restaurado, é sem dúvida o principal espaço cultural da cidade.

Casa dos Melo Alvim (Séc. XVI)
Construído nos inícios do século XVI, é considerado o solar mais antigo da cidade. Ostenta ainda janelas e ameias em estilo manuelino, sendo visíveis alguns acrescentos já dos finais do século XVI. No interior são perceptíveis elementos dos séculos XVI e XVII, nomeadamente a escada monumental em granito. Foi alvo de um meritório trabalho de restauro na década 90 para a instalação de uma Estalagem.

Museu Municipal / Palacete dos Barbosa Maciel (Séc. XVIII)
Instalado numa distinta mansão senhorial do século XVIII, o Museu Municipal de Viana do Castelo possui uma das mais importantes e valiosas colecções de faiança antiga portuguesa dos séculos XVII a XIX, que inclui diversas peças da famosa Fábrica de Louça de Viana. Para além de um importante acervo de pintura, desenho e peças de arte sacra, destaca-se a bela colecção de mobiliário indo-português do século XVIII. Neste espaço, é possível ainda descobrir um espólio de azulejaria portuguesa e hispano-árabe, único na sua variedade e riqueza.

Igreja de São Domingos (Séc. XVI)
A Igreja de S. Domingos, que subsiste do antigo convento de Santa Cruz fundado pelo Dominicano D. Frei Bartolomeu dos Mártires, o Arcebispo Santo, recentemente beatificado pelo Papa João Paulo II, célebre pela sua participação no Concílio de Trento, é um templo quinhentista, edificado entre 1566 e 1576, sob risco do dominicano Frei Julião Romero, o mesmo que já traçara a igreja de S. Gonçalo de Amarante. No interior podem admirar-se vários altares de belíssima talha dourada, com destaque para o grandioso retábulo do braço norte do transepto, em “talha gorda”, entalhado pelo mestre bracarense José Alvares de Araújo, a partir do desenho encomendado pela confraria do Rosário, em 1760, ao mestre André Soares e que recebeu do prestigiado especialista Robert Smith a classificação de “obra-prima do estilo rocaille de toda a Europa”.

Igreja da Senhora da Agonia (Séc. XVIII)
O edifício actual da Igreja de Nª Srª d’Agonia data de meados do século XVIII e é o resultado da reconstrução de uma antiga capela terminal de uma via-sacra. Neste exemplar do barroco final, onde é possível detectar algumas influências do barroco luso-brasileiro, destacam-se os retábulos dos altares decorados em “talha gorda”, com especial relevo para o cenotáfio da Paixão desenhado por André Soares. A torre, que data de 1868, foi construída deslocada do corpo do edifício, para não impedir as tradicionais voltas da romagem em torno da Igreja.

Forte ou Castelo de São Tiago da Barra (Séc. XV/XVII)
Pensa-se que datará do reinado de D. Afonso III, a primeira fortificação colocada na barra da Foz do rio Lima, embora a mais antiga data segura seja já do século XV, quando ali foi construída uma fortaleza, que teria sido concluída já durante o reinado de D. Manuel I, como sugerem alguns elementos arquitectónicos manuelinos, nomeadamente a chamada “Torre da Roqueta”, situada no bastião sudoeste da actual fortaleza. Nos finais do século XVI, a fortaleza foi alvo de sucessivas obras de beneficiação, tendo sido já sob a dominação espanhola, durante o reinado de Filipe II (Filipe I de Portugal), que foi edificada a actual fortaleza de planta poligonal, a partir de um projecto da autoria de Filippo de Terzi, o mais famoso projectista de edificações militares dessa época.

Fortim da Areosa (Séc. XVII/XVIII)
Este interessante exemplar da arquitectura militar seiscentista, foi construído para suster possíveis ataques espanhóis durante as guerras da Restauração (1640-1668). Fazia parte de uma linha defensiva estrategicamente colocada nas margens do rio Minho e ao longo da Costa Atlântica, conseguida através da remodelação de antigas fortificações, casos dos Castelos de Valença, Vila Nova de Cerveira e Santiago da Barra (V. do Castelo), ou da edificação de novos fortes, como os de Lobelhe (V.N.Cerveira), Ínsua (Caminha) e Paço (Carreço), entre outros. Algumas destas fortalezas tiveram um papel importante, não só na guerra da Restauração, como também durante as invasões napoleónicas, tendo sido por vezes reactivada a sua função militar estratégica nas lutas liberais do século XIX.

Basílica de Santa Luzia (Séc. XX)
O templo do Sagrado Coração de Jesus edificado no esporão poente da montanha de Santa Luzia, de onde domina e “abençoa” a cidade de Viana do Castelo, é sem dúvida um dos monumentos mais conhecidos e mais emblemáticos do País. É um excelente exemplo de arquitectura revivalista congregando de uma forma monumental mas harmoniosa elementos neo-romanicos, neobizantinos e neogóticos, da autoria de um dos arquitectos de maior projecção nacional e internacional na época, o Arquitecto alto-minhoto Miguel Ventura Terra (1866 - 1919), autor, por exemplo, da remodelação do Palácio de S. Bento, actual Assembleia da Republica. Embora o projecto date de 1898, a obra só foi iniciada nos primeiros anos do século XX, tendo sido o templo aberto ao culto em 22 de Agosto de 1926, já depois da morte do seu autor, sendo apenas concluído em 1943, quase meia década depois.

Citânia de Santa Luzia (Povoado Castrejo Romanizado)
A Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente por “Cidade Velha”, é um dos Castros mais conhecidos do Norte de Portugal e sem dúvida um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho. A sua localização estratégica, permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também e muito especialmente, controlar o movimento de entradas e saídas na foz do Rio Lima, que na antiguidade clássica seria navegável em grande parte do seu curso. O Povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitectónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas das casas, que apresentam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio, que em alguns casos albergavam fornos de cozer pão.

O Navio Gil Eannes
O navio-hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo, em 1955, apoiou, durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que actuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. O projecto de reconversão transformou-o em Núcleo Museológico e Pousada da Juventude, proporcionando aos seus visitantes uma experiência inesquecível. Hoje, assume-se como pólo de atractividade para Viana do Castelo, tendo recebido, desde a abertura ao público em 1998, cerca de 400.000 visitantes.

Biblioteca Municipal (Séc. XXI)
A nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, da autoria do arquitecto Siza Vieira, está localizada entre o Rio Lima e o Centro Histórico da cidade.
O edifício ocupa uma área total de 3.130 m2 e desenvolve-se em dois pisos, tendo no rés-do-chão instalação de serviços técnicos, gabinetes de trabalho e de consulta de reservados, área de depósito, sala polivalente, bar, balcão de atendimento, arrumos e instalações sanitárias. O piso superior tem uma grande sala de leitura e uma secção infantil, salas de trabalho e de multimédia, zonas mais restritas para leitura e ateliês de expressão artística. Este piso tem, também, átrio de recepção, balcão de atendimento e reprografia.
A luz natural inunda os vários espaços, sobretudo os de leitura.

Funicular de Santa Luzia
Vencendo um desnível de 160 metros, em seis a sete minutos, a viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos os funiculares do país, com os seus 650 metros, tendo mais do dobro da distância do que se lhe segue, o da Nazaré (com 310 metros), havendo ainda em Lisboa os da Bica (283 metros), o da Glória (276 metros) e da Lavra (188 metros) e em Braga, o do Bom Jesus, com apenas 274 metros.
A lotação é de 24 passageiros, doze sentados e doze em pé, e, reduzindo estes, podem ser transportadas pessoas em cadeiras de rodas, carros de bebés e duas bicicletas...
O Elevador funciona todos os dias com o seguinte horário:
De 1 de Janeiro a 31 de Maio: 08H00 às 18H00;
De 1 de Junho a 30 de Setembro: 08H00 às 20h00;

 

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Concelho de Vila Nova de Cerveira
Turismo, nas suas várias vertentes e enquanto, sobretudo, objectivo estratégico a prosseguir para o modelo de desenvolvimento económico local, é sistematicamente apontado como uma mais valia que o concelho deve potenciar.
Naturalmente, o produto turístico de que falamos alberga e congrega outros sectores que o complementam e enriquecem: o comércio local (em particular, a feira), o mundo rural, o património em todas as suas vertentes, as gentes do concelho e uma localização geográfica privilegiada, são recursos que são necessários a esta aposta que se pretende séria e consistente.


(mais em breve)


 

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