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ARMAMAR
CARREGAL DO SAL
CASTRO DAIRE
CINFÃES
LAMEGO
MANGUALDE
MOIMENTA DA BEIRA
MORTÁGUA
NELAS
OLIVEIRA DE FRADES
PENALVA DO CASTELO
PENEDONO
RESENDE
SANTA COMBA DÃO
S. JOÃO DA PESQUEIRA
SÃO PEDRO DO SUL
SÁTÃO
SERNANCELHE
TABUAÇO
TAROUCA
TONDELA
VILA NOVA DE PAIVA
VISEU
VOUZELA
Viseu
Famosa pelos seus vinhos tintos aveludados e pelas iguarias gastronómicas, Viseu irá encantá-lo com as suas alegres festas populares, as paisagens campestres e a diversidade de tesouros culturais.

A meio caminho entre o Porto e Coimbra, o distrito de Viseu fica aninhado no coração da sub-região Dão-Lafões, uma paisagem formada por densos pinhais, rios cristalinos e alguns dos mais famosos vinhedos do país.
Ao longo da fronteira do distrito encontra-se a Serra do Caramulo, uma cordilheira com 1075 metros de altitude conhecida pela sua água de nascente, pelas pitorescas aldeias de xisto e pelo seu mel dourado. Nos dias mais límpidos e soalheiros, poderá subir o Caramulinho – o pico mais elevado da serra – e admirar as vistas panorâmicas sobre a distante Serra da Estrela.

Grande parte das atracções encontram-se na capital do distrito – Viseu. Vá até ao histórico Adro da Sé e entre na catedral ricamente ornamentada que se impõe no centro da praça. Dirija-se ao museu de arte sacra renascentista, deixe os seus olhos viajar pelas pinturas e reserve um passeio com provas de vinho no Solar do Dão, para presentear as suas papilas gustativas com o vinho encorpado da região. Não deixe de explorar a Cava do Viriato, um parque pentagonal que terá sido o campo militar do líder lusitano Viriato – um guerreiro lendário que protegeu Viseu dos invasores romanos.

Prove o famoso presunto e o refinado espumante da região na cidade de Lamego e visite alguns dos principais marcos religiosos, como a Igreja de Santa Maria de Almacave, datada do século XII, e a Capela de São Pedro de Balsemão, o segundo templo mais antigo da Península Ibérica.

A vila de Sernancelhe possui alguns dos mais belos solares e palácios da região e é conhecida pelo seu local de peregrinação, o Santuário de Nossa Senhora da Lapa, datado do século XVII. Três vezes por ano realizam-se cerimónias e procissões religiosas em honra de Nossa Senhora – uma tradição antiga que continua a atrair multidões de peregrinos fiéis vindos de todo o país.

Para descobrir casas tipicamente construídas em xisto, visite a Aldeia da Pena e a Aldeia da Póvoa Dão, aldeias pitorescas que personificam a influência medieval que ainda se mantém nalgumas zonas do distrito.
Locais a visitar
Arquitectura religiosa

Sé Catedral de Viseu
Esta catedral do século XIII é um dos monumentos mais antigos do distrito e a principal atracção da cidade de Viseu graças à sua fusão de estilos arquitectónicos e à sua encantadora localização. Reserve algum tempo para admirar todos os ângulos desta magnífica obra de arte, a sua austera fachada maneirista e os ricos ornamentos de inspiração barroca que caracterizam o interior. Dois claustros, um deles renascentista, também fazem parte desta bela estrutura. A ampla colecção de relíquias religiosas pode ser contemplada no Museu de Arte Sacra, situado no piso superior da catedral.

Igreja da Misericórdia
Esta igreja rococó está situada num ponto elevado em relação à cidade, no Adro da Sé, onde poderá admirar as vistas fabulosas sobre Viseu. Muitas vezes comparada a um solar tradicional, esta igreja do século XVIII impõe-se entre os edifícios de granito que a rodeiam (o Museu Grão Vasco e a Sé Catedral), com as suas paredes caiadas, as bonitas torres sineiras e as esculturas intrincadas na fachada e no interior.

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios
O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios é um dos locais mais marcantes do distrito e atrai inúmeros visitantes, seja para oração ou por mera curiosidade. Suba a escadaria com mais de 600 degraus e explore este maravilhoso monumento. Os belos elementos decorativos que caracterizam este santuário estão em consonância com a época em que foi construído (1705–1905), destacando-se as flores de inspiração barroca, os delicados azulejos azuis e brancos, as esculturas de madeira e os coloridos vitrais.

Natureza

Termas de São Pedro do Sul
Desfrute da máxima tranquilidade nas famosas termas de São Pedro do Sul, um local outrora visitado pelos reis em busca das suas propriedades terapêuticas naturais. Com uma vasta gama de equipamento e instalações modernas, este retiro curativo é um óptimo destino para tratar problemas respiratórios e dermatológicos, reumatismo e muito mais, sendo também excelente para apreciar os prazeres e a beleza que a natureza tem para oferecer.

Reserva Botânica de Cambarinho
A Reserva Botânica de Cambarinho é uma área protegida com a maior concentração de loendros de toda a Europa. Durante os meses de Maio e Junho, os amantes da natureza e de caminhadas podem admirar 24 hectares de paisagem montanhosa em flor, num imenso manto de pétalas púrpura – uma visão deslumbrante.

Museus

Museu Grão Vasco
O Museu Grão Vasco deve o seu nome a um dos artistas renascentistas mais famosos do país e é, sem dúvida, uma das atracções mais aclamadas da cidade de Viseu. Exibe obras de artistas portugueses do século XV e possui uma rica colecção de pinturas a óleo, aguarelas e esculturas, bem como artes tradicionais e tapeçarias. Não perca a principal obra de arte de Grão Vasco – um conjunto de pinturas que retrata a vida de Cristo e que esteve outrora exposto na catedral da cidade.

Museu do Caramulo
Fundado na década de 1950 por Abel e João de Lacerda, dois irmãos apaixonados pelas artes, o Museu do Caramulo contém uma das colecções mais eclécticas de Viseu. Considerado o primeiro do género de todo o país, este museu expõe as obras de artistas prestigiados como Vieira da Silva, Amadeo de Souza-Cardoso, Pablo Picasso e Salvador Dalí, bem como uma fantástica exposição de carros antigos que o fará viajar no tempo – todos eles objectos pessoais doados pelos fundadores do museu.(+)

 

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Concelho de Armamar
Património arqueológico


Percorrendo o Município não é difícil perceber que a história da ocupação destas terras remonta muitos séculos atrás. São inúmeros os vestígios arqueológicos que têm sido postos a descoberto ao longos dos tempos, para já não falar dos que ainda estão escondidos, e que servem para comprovar que estas paragens foram servindo os interesses das diferentes civilizações que em distintos períodos da história por aqui estiveram e deixaram as suas marcas.

Os vestígios mais antigos da ocupação do Homem existentes no Município de Armamar remontam à pré-história. Já foram encontradas pequenas peças feitas em pedra que eventualmente terão sido instrumentos deste período.

Do período do Neolítico, e estendendo-se até à romanização, há uma imensidão de vestígios que comprovam o povoamento das terras de Armamar pelas tribos existentes neste período da história. Desta época chegaram até nós diversos vestígios de ocupação, uns mais identificados do que outros e, crê-se, muito outros locais de interesse existirão dos quais se não tem conhecimento: falamos dos castros, povoamentos fortificados posteriormente romanizados. Em Armamar terão existido diversos: em Vila Seca, no Monte Raso, entre Lumiares e São Martinho das Chãs, no monte de s. Domingos em Fontelo, etc. De todos eles o mais conhecido e melhor identificado é, no entanto, o castro de Goujoim.

Da ocupação romana chegaram até aos nossos dias, para além de traços de arquitectura existentes em diversos monumentos, uma rede de vias (estradas), que faziam parte da importante rede viária da penísula ibérica. De referir a ponte romana em Santo Adrião, assim designada muito embora a construção seja posterior, onde terão existido umas poldras (construção muito usada no período romano que se resumia a um conjunto de pedras enterradas no rio) para atravessar o rio Tedo.

Na Idade Média, o território do actual Município de Armamar terá estado integrado numa importante circunscrição administrativa civil designada território “Timillupus”. Este território iria desde o lugar de Bagaúste, hoje freguesia de Parada do Bispo e Município de Lamego, abrangia a parte norte do Município de Armamar, compreendendo as freguesias de: Armamar, Arícera, Coura, Folgosa, Fontelo, Queimada, Queimadela, São Romão, Tões e Vila Seca indo até à zona da actual freguesia de Santiago.

O CASTRO DE GOUJOIM

É a estância arqueológica mais conhecida do Município, muito embora o seu estudo e classificação estejam por fazer. Situa-se numa eminência rochosa sobranceira a Goujoim a cerca de 820 metros de altitude.

São bem visíveis restos de muralhas, algumas com bastante extensão e em bom estado de conservação. É possível ver também as ruínas de uma torre de vigia numa zona que se considera ter sido a entrada principal no perímetro protegido do antiga fortificação. Dentro do castro têm sido encontrados objectos diversos, nomeadamente fragmentos de cerâmica que a intervenção de curiosos tem feito dispersar sem que seja possível fazer uso desses vestígios para estudo.

Próximo do castro, e numa zona que se considera ainda de sua influência, situa-se uma necrópole. No espaço existe um conjunto de sepulturas e pequenas muralhas formando um conjunto arqueológico que carece de estudo.

Existe também um marco miliário, elemento delimitatório de territórios da época e é um dos três únicos exemplares existentes na Penísula Ibérica. Trata-se de um Terminus Augustalis já observado e estudado por arqueólogos que confirmaram a sua importãncia histórica.

Na zona é possível percorrer também alguns trilhos, restos de vias romanas que por ali passavam. De resto, pela região passavam na altura algumas das mais importantes vias romanas de toda a Europa.

No seu conjunto, o Castro de Goujoim é um complexo arqueológico de grande valor que muito pode esclarecer acerca dos povos que pelas terras de Armamar passaram em determinada época, ajudando-nos a conhecer os seus costumes que, certamente, se reflectem ainda hoje nas nossas tradições.



 

 



(Veja Mais em Câmara Municipal de Armamar)

 

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Concelho de Carregal do Sal

Carregal do Sal caracteriza-se como um Concelho rico em termos culturais. Disso são prova os Solares e Casas Solarengas dos séculos XVII -XVIII, as lagaretas e Túmulos rupestres espalhados por várias localidades e as alminhas que são, igualmente, prova inequívoca de um passado histórico que a Câmara Municipal insiste em preservar.


PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

A actual área geográfico-administrativa que integra o concelho de Carregal do Sal é, pela sua génese geomorfológica e orográfica, um espaço que viria a proporcionar excelentes condições naturais de fixação humana, já desde o período Pré-histórico, sendo, no presente, um facto comprovado pelo elevado e diversificado número de testemunhos arqueológicos inventariados atribuíveis aos Períodos Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze, passando pelos vestígios de ocupação romana, até à Idade Média.

Para além destes, outros vestígios de natureza arquitectónica conferem ao Concelho de Carregal do Sal um estatuto privilegiado no que à cultura diz respeito. Anote-se a existência de monumentos de interesse nacional e que foram classificados como tal pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico dos quais se destaca o Dólmen da Orca em Fiais da Telha e o túmulo de Fernão Gomes de Góis na Igreja Matriz de Oliveira do Conde que atesta, entre outros, a passagem de ilustres figuras da história nacional por este Concelho.

Mas não é só de passagens de tempos longínquos que é feita a cultura do Município. A Câmara Municipal tem-se preocupado com a edificação de espaços (por exemplo, a Biblioteca Municipal inaugurada no dia 25 de Abril de 2000, o Complexo das Piscinas Municipais e mais recentemente o Museu Municipal) e com o apoio a colectividades que mantêm viva a cultura local.

De referir é, igualmente, aquele que constitui já um cartaz turístico da Região e do País - o Carnaval de Cabanas de Viriato - que sobrevive e se assume, a cada ano que passa, como um ex-libris cultural do Concelho. Ainda em Cabanas merece destaque a estátua do Cristo-Rei , bem no alto, de onde avista as casas em granito, os jardins em flor, as ruas calcetadas... E é também em Cabanas que voltamos atrás no tempo para recordar um feito notável perpetrado por um natural do Concelho - Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul Português em Bordéus que, durante o holocausto nazi, passou inúmeros vistos salvando a vida a milhares de judeus. A casa onde viveu aquele que podemos apelidar de Óscar Schindler português vai ser recuperada para imortalizar o acto heróico deste cabanense ( o projecto já está concluído ) e ali passará a funcionar a Fundação Aristides de Sousa Mendes constituindo a justa homenagem a quem arriscou a própria vida por um ideal tão nobre.

E a oferta cultural do concelho não se fica por aqui. Não podemos esquecer as romarias e festas tradicionais que, sendo , na sua maioria, religiosas, mantêm características inéditas. Neste âmbito incluem-se as tradicionais Festas do Concelho onde se revivem tradições com a prática de jogos como a subida ao pau ensebado ou a quebra de panelas .


Em termos religiosos destacam-se outras realizações: a Festa da Senhora dos Milagres que se realiza a 15 de Agosto nas Laceiras e que traz ao Concelho um sem número de emigrantes de outras paragens e a Festa de Santo António, em Fiais da Telha, que ainda inclui o desfile em corrida de rebanhos de ovelhas enfeitadas e que só termina quando cada rebanho circunda, por completo, a Igreja desenhando um círculo.


Veja Mais em Câmara Municipal de Carregal do Sal

 

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Concelho de Castro Daire
Caracterização

A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar.
Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César.
Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.
Castro Daire foi dominado pelo julgado da Terra de Moção, cabeça de concelho do mesmo nome com foral antigo, crê-se de D. Afonso III e foral novo no século XVI. Teve carta de foro por D. Afonso Henriques e carta de privilégios dada por D. Dinis. D. Manuel concedeu-lhe foral novo em Lisboa a 14 de Março de 1514.
No que concerne ao património arquitectónico edificado na freguesia evidenciam-se insígnias de um passado aristocrático, nomeadamente, a casa dos Fidalgos da Cerca, do século XVIII, que é referenciada por Camilo no “Amor de Perdição”, e a Casa brasonada dos Aguilares.

Actividades económicas
Agricultura e pecuária
Transformação de madeira
Hotelaria
Serralharias de alumínio
Fábrica de têxteis
Panificação
Construção civil
Comércio
Serviços

Feiras: Bimensal (2ª Segunda-Feira de cada mês e Segunda -Feira a seguir ao 4º Domingo)

Orago: S. Pedro

Festas e romarias
S. Antão – Vila Pouca (Junho)
S. João – Fareja (24 Junho)
S. Pedro - Castro Daire (29 Junho)
Sra da Guia – Vale de Matos
Nossa Senhora do Presépio – Mosteiro (Julho)
S. Tiago – Baltar (Julho)
S. Geraldo – Folgosa (Agosto)
Nossa Sra. da Soledade – Castro Daire (15 de Agosto)
Sr. Dos Aflitos – Santa Margarida (Agosto)
S. Martinho – Farejinhas (Agosto)
Nossa Sra dos Remédios – Lamelas (Setembro)

Património cultural e edificado
Igreja matriz
Capela das Carrancas
Chafariz
Capela de Mártir de S. Sebastião
Capela de Irmandade dos Passos
Capela Nossa Sra da Lapa
Capela do Desterro
Capela da Nossa Sra da Soledade
Palácio da Justiça

Locais turísticos
Museu Municipal
Casa da Cerca
Casa dos Aguilares
Praia Fluvial de Folgosa
Pombeira (Lamelas)
Calvário

Gastronomia
Cabrito assado
Truta do Paiva
Pão-de-ló
Bolo-podre

Artesanato
Cestaria (Lamelas)
Tamancaria (Baltar e Vila Pouca)

 

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Concelho de Cinfães
Igreja Românica de Tarouquela
A Igreja de Tarouquela, edificada no século XII, apresenta como principal característica os trabalhos de escultura. Existe um pórtico gótico-românico de três arquivoltas lisas, correspondente a três pares de fustes cilíndricos, que arrancam de três capitéis. Em cada uma das fachadas laterais, podem ver-se diversas figuras simbólicas, tais como: cabeças de lobo, corujas, um meio corpo humano e vários mascarões expressivos.
No pórtico principal, há também um tímpano com uma flor-de-lis aberta em sulco. Na zona envolvente, encontram-se vestígios do Mosteiro e da velha casa do Mosteiro que ficavam anexos à Igreja. Foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto N° 34.452, de 20 de Março de 1945..

Igreja de S. Miguel de Escamarão
A Igreja de Nossa Senhora da Natividade em Escamarão, na Freguesia de Souselo - que foi na época medieval um dos mais importantes Coutos do concelho - é de remota fundação e de interessantes características arquitectónicas. Apesar de ser de pequenas dimensões, tem um grande significado histórico, nomeadamente pelas manifestações artísticas que apresenta. São de admirar, o arco cruzeiro na nave, os painéis de azulejos hispano-árabes e o retábulo-mor em talha do século XVII onde está uma imagem de Nossa Senhora da Natividade. No exterior, destaca-se o pórtico desta igreja gótico-românica e a janela gótica geminada existente na ábside que demonstra já indícios do período gótico flamejante. Foi classificada como imóvel de interesse público - Dec. N°. 37.728, de 05.10.1950.

Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira
A Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira apresenta também algumas características românicas. Erigida no século XIII, em estilo românico e, apesar dos restauros efectuados, ainda se conseguem encontrar vestígios da arquitectura original. Restaurada no século XVIII, todo o interior da igreja foi executado em estilo barroco. Corpo de uma só nave. Altar-mor com tribuna de talha dourada, com duas imagens. No seu interior, o arco de Triunfo é revestido a talha e em cada sopé existe o altar. O corpo da Igreja é constituído por uma torre sineira lateral construída no século XVIII.

Igreja Matriz de Cinfães
A Igreja de S. João Baptista e Matriz de Cinfães, localiza-se no núcleo mais antigo da vila. A Igreja actual em estilo barroco foi construída no século XVIII no mesmo local aonde já tinha sido erigida uma capela. É um templo vasto e magestoso de planta cruciforme sendo os topos do transepto arrematados por duas capelas. Na capela lateral, à direita, encontram-se dois sarcófagos de granito, anapigráfico, com uma estátua jacente. No exterior, junto à sacristia, existe um tímpano que se presume ser de origem visigótica.


Pelourinho de Cinfães
Situado na envolvente do Edifício dos Paços do concelho.
Classificado como Imóvel de interesse público.


Pelourinho de Nespereira
Situado no Lugar da Feira-Nespereira.
Classificado como imóvel de interesse público.

Pelourinho ou "Picota " em Enxidrô - Tendais
Fuste erguido sobre base quadrangular. Falta-lhe o remate que seria semelhante ao que encima o de Nespereira.




 

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Concelho de Lamego

O Douro é uma região de características únicas. Aqui se produz o genuíno VINHO DO PORTO, património exclusivo da região, e daqui saem alguns dos mais saborosos vinhos de mesa.

Mas a história do Douro escreve-se à custa de muito suor, de muitas vidas sacrificadas, de muitas batalhas e de muitas angústias.

Gerações e gerações de homens e mulheres entregaram-se de corpo e alma à terra, transformando uma paisagem agreste num tapete fértil e harmonioso, a transbordar de vida.

Foi assim que o Douro foi construído e foi assim que o Douro pôde fazer nascer esses vinhos de qualidade e sabor incomparáveis, que estão hoje entre os melhores do mundo.

O rio é a alma desta região.... o rio Douro que serpenteia desde a fronteira até à cidade do Porto, o mesmo rio que antigamente os barcos rabelos percorriam, carregados com o vinho que levavam ás Caves de Vila Nova de Gaia, para aí repousarem.

Mais do que os vinhos deliciosos e paisagens grandiosas, o Douro tem história e proporciona uma descoberta aliciante das nossas raízes ... as cidades são verdadeiros museus e revelam o que de melhor o passado nos deixou, através de um património de grande valor.

Nos lugares mais ermos e escondidos encontram-se túmulos pré-históricos, castros romanos, ruínas de lugares sagrados.
No coração das cidades e das vilas, a magia do passado ganha outras formas...
...castelos, torres e fortificações edificadas no tempo em que Portugal crescia e afirmava a sua independência.






(Veja Mais em Câmara Municipal de Lamego)

 

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Concelho de Mangualde

Anta da Cunha Baixa
Localiza-se numa área de vale aberto. a escassas dezenas de metros do Rio Castelo, freguesia da Cunha Baixa.
Monumento funerário em granito, composto por uma câmara poligonal tendencialmente rectangular e corredor longo diferenciado em planta e alçado. A escavação do interior da Câmara revelou a existência de um lajeado - placas de granito pouco espessas - correspondendo ao primitivo piso deposicional funerário. À entrada da câmara, acentuando a separação entre este espaço e o corredor, preservou-se um pequeno pilar. O montículo artificial que primitivamente o envolveria (mamoa), terá sido destruído ao longo dos tempos face ao aproveitamento agrícola do local.
O espólio das suas deposições primárias, indica uma ocupação em torno do último quartel do IV milénio a.C., tendo sido posteriormente reutilizado ao longo do III milénio.
Foi classificada Monumento Nacional pelo Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910.
Bibliografia: Monteiro, Paulo Celso Fernandes; Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde; Arqueohoje, Lda, 2003


Ermida da Nossa Senhora do Castelo
No começo do séc. XV foi levantada uma capelinha dedicada a Santa Maria do Castelo num terraço não longe do cimo do monte em lembrança da batalha travada em Trancoso entre soldados de Portugal e de Castela.
Mais tarde outra capela se ergueu, substituindo a primeira. E esta capela se manteve até 1832, data da entronização da imagem da Senhora do Castelo no templo que ainda hoje se ergue no aplainado cume da colina, mandado levantar pela piedade de MiguelPais de Sá Menezes.
A capela é uma construção de linhas esbeltas mas simples onde ressalta a singularidade da altíssima torre elevada a prumo sobre a fachada. O interior do templo luminoso mostra uma elegante capela-mor cujo retábulo de sabor neoclássico se levanta sobre altos degraus. A imagem soberana da Virgem com seu menino campeia no trono Central.

Igreja da Misericórdia de Mangualde
A construção deste belíssimo imóvel sucedeu entre 1720 e 1764, segundo risco de Gaspar Ferreira, arquitecto de Coimbra.
Igreja e Sacristia, Casa de Despacho, Torre, Casas de Capelão e arrumações de rés-do-chão, constituem um todo harmonioso onde ressalta a originalidade de uma varandaaberta sobre um pátio dando ares de residência fidalga a tal conjunto.
O interior da igreja é de uma extraordinária beleza. A capela-mor possui o mais artístico retábulo joanino da diocese de Viseu, o tecto mostra 15 formosos painéis pintados em Lisboa no séc. XVIII e os azulejos vieram de Coimbra em 1724 (capela-mor) e 1746 (nave) representando símbolos marianos e diversas cenas como as Bodas de Caná, S. Martinho, Multiplicação dos Pães e Queda de Maná.
A igreja foi considerada Imóvel de Interesse Público, através do Dec. 129/77, Diário da República 226, de 29 de Setembro.


Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão
Fundado no séc. XII por D. Soeiro e seus companheiros, inicialmente obediente à Regra de S. Bento, cedo abraçaram seus monges a regra de Cister tornando-se obedientes a Alcobaça. O favor dasgentes e o patrocínio dos reis que o tornaram, pela sua protecção, um Real Mosteiro, trouxeram o crescimento da casa e seus bens.
Distinguem-se as seguintes partes na sua arquitectura: a torre medieval levantada entre os séculos XII-XV com os seus três pisos de adega e celeiro, hoje relativamente bem conservada; as edificações monásticas do séc. XVIII que tinham no piso térreo o claustro com fonte, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega, etc. e no piso superior os aposentos do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas; a Igreja de Nossa Sra. da Assunção (séc. XVIII) apresenta uma singular frontaria em tronco de cilindro com as armas reais sobre a entrada.
Ao lado, ergue-se a torre sineira. O corpo da igreja tem uma forma elíptica, com abóboda de tijolo.
Foi classificado Monumento Nacional, Dec. n.º 5/2002, Diário da República 42, de 19 Fevereiro.

 

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Concelho de Moimenta da Beira

Moimenta da Beira é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 219,75 km² de área e 11 074 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Tabuaço, a sueste por Sernancelhe, a sul por Sátão, a oeste por Vila Nova de Paiva e Tarouca e a noroeste por Armamar.

A localização geográfica do concelho de Moimenta da Beira, entre o vale do Douro, de clima tipicamente mediterrânico e as terras altas da Beira Alta, de clima de montanha, propicia a existência de comunidades vegetais e animais variadas. Famosa pela produção de vinho, de maçã, principalmente da espécie "bravo esmolfe"(?), e, também, por ter sido o concelho onde Aquilino Ribeiro viveu em várias fases da sua vida, mais propriamente na pequena aldeia de Soutosa.

(in Wikipédia)

Locais de interesse a visitar
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Purificação (séc. XII)
Pelourinho de Castelo IIP
Pelourinho de Vila da Rua MN
Solar dos Guedes (séc. XVIII) (Ma da Beira)
Pelourinho de Passô IIP
Solar do Sarzedo na freguesia de Sarzedo IIP
Casa da Moimenta (séc. XVII)
Casa de Aquilino Ribeiro
Dólmens e Sepulturas da Serra da Nave
Terreiro das Freiras – conjunto de casas solarengas XVIII
Pelourinho de Leomil - séc. XVI
Casa dos Coutinhos - séc. XVIII (Leomil)
Casa dos Viscondes de Balsemão(Leomil)
Igreja Matriz - séc. XVII/XIX (Leomil)
Santuário de Nossa Senhora da Conceição
Santuário de São Torquato
Santa Eufemia (Arcozelos)
Ponte Nova (Ariz)
Penedo da Fonte Santa (Peravelha)
Pelourinho de Sever
Igreja Paroquial de Segões
Igreja Paroquial de Nacomba
Igreja Matriz de Sarzedo
Igreja Matriz de Peva
Igreja Matriz de Paradinha
Igreja Matriz de Nagosa
Igreja Matriz de Caria (Séc XVIII)
Igreja Matriz de Cabaços (XVII e XVIII)
Igreja Matriz de Baldos
Igreja Matriz de Ariz
Igreja Matriz da Vila da Rua (XVII / XVIII)
Igreja Matriz de S. Miguel (Peravelha)
Igreja de S. Bartolomeu
Igreja Matriz de Paçô
Fonte dos Baptizados (Arcozelos)
Convento de S. Francisco (XVII / XVIII)
Castro de Sanfins
Castro de Peravelha
Castro de Ariz
Casa dos Mergulhões (Nagosa)
Casa da Quinta (Castelo)
Capela do Senhora da Agonia (Baldos)
Capela do Mártir S. Sebastião
Capela de Santo António (Arcozelos)
Capela de Santa Bárbara (Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora do Carmo (Arcozelos)
Capela de Nossa Senhora das Portas Abertas(Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora da Cabeça(Arcozelos)
Capela da Senhora da Guia (Caria)
Capela / Miradouro de S. Antão (Peva)
Antiga Igreja Matriz dos Arcozelos
Anta de Lameiras (Peravelha)
Fonte da Pipa (Mta da Beira)

(sugestões Moimenta na Net)

 

Bem-vindo ao Município de Moimenta da Beira, retalho Aquiliniano do Centro Norte de Portugal, povoado por gentes afáveis e hospitaleiras que desbravaram as Terras do Demo e a moldaram com a sua identidade.

Calcorreando serranias e zonas ribeirinhas, o visitante encontra inspiração e vivências únicas recheadas de emoção nos recantos inóspitos habitados por uma diversidade de património natural.

Convidamos os “amantes” da natureza a desfrutarem da nossa paisagem.

Deambulando por entre o património arquitectónico secular que ornamenta praças emblemáticas , ruelas de carácter popular, montes ermos com referências religiosas, o visitante absorve a historicidade deste município, corredor de povos errantes, que marcaram, de forma indelével, o “Modus Vivendi” e a Cultura das nossas gentes.

Façam um Touring pelo Município, e conheça a nossa História.

No final do seu périplo pelas Terras de Moimenta, saboreie as iguarias gastronómicas, acompanhadas do Vinhos Terras do Demo. À mesa com os enchido e queijos artesanais, um prato de caça ou um prato da quinta, sinta o prazer de degustar a autenticidade da nossa gastronomia, regada com o vinho branco ou tinto Terras do Demo. A finalizar este repasto, delicie-se com um suculento bolo de maçã ou de frutos secos, acompanhado do nosso leve e fino espumante.

Visite Moimenta da Beira e leve consigo os sabores autênticos da Gastronomia das Terras do Demo.

Veja também Câmara Municipal de Moimenta da Beira

 

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Concelho de Mortágua
Convidamo-lo a partir à descoberta do Concelho de Mortágua. Se é amante dos desportos motorizados e do contacto com a Natureza, temos para oferecer-lhe uma das mais extensas áreas florestais do país e uma labiríntica rede de estradões florestais que poderão ser o palco de inesquecíveis aventuras. Se, para além disso, não dispensa a pesca ou a prática de desportos aquáticos, saiba que a albufeira da Barragem da Aguieira reúne condições ímpares em toda a Região Centro, para além da indiscutível beleza das suas margens arborizadas e muito recortadas.
Suba a miradouros sacralizados, participe nas nossas romarias, aprecie o nosso folclore, visite as aldeias em pedra de xisto, desça aos vales agrícolas e percorra caminhos rurais, contactando com uma cultura centenária. Tente-se com a riqueza do nosso artesanato, em especial o barro vermelho da Gândara, e deleite-se com os prazares da mesa nos nossos restaurantes, onde se destaca uma excelente Chanfana. Acomode-se nas hospitaleiras pensões locais. Deixe-se seduzir pelo encanto e simpatia das nossas gentes, conviva, divirta-se... e parta com saudades.
O Concelho de Mortágua tem em si um espaço turístico à espera de ser descoberto por quem gosta de desfrutar a vida ao ar livre.
São variados os tesouros da natureza que poderemos encontrar ainda em estado virgem no nosso Concelho.
Fazendo juz ao seu nome, a água é um recurso que existe em abundância no Concelho e é um desses tesouros.
Correndo livremente por entre montes e vales podemos encontrar inúmeros rios e ribeiros de águas cristalinas que junto de si albergam, escondem e salvaguardam algumas espécies florestais autóctones.
Fruto da intervenção humana, existe também um extenso manto de água que oferece a quem o visita recantos paradisíacos e que vale a pena descobrir – a Albufeira da Aguieira.
De barco, água dentro, são muitos os encantos com que a albufeira nos surpreende e seduz.
Há locais que apenas os pescadores parecem conhecer. Mas contra o sol lá estão as suas silhuetas expectantes. Ao fim de um dia há sempre histórias de boas pescarias.
Há quem vá para a albufeira por um bom banho de sol. E há quem descubra todos os seus recantos de canoa.
Há ainda pequenas ilhotas na albufeira. Ancoradouros temporários para a descoberta de locais, também temporariamente, só nossos. É por este imenso lago azul que se deve deixar seduzir.
O verde e o cheiro da floresta complementam este quadro pintado pela natureza e demonstram que este é um dos nossos tesouros mais preciosos.
À água e à floresta, podemos acrescentar uma paisagem humanizada que conserva em si algumas aldeias de genuína ruralidade com inúmero património rural edificado em que o xisto marca a sua presença e, sobretudo, as nossas preciosas gentes que sabem e gostam de bem receber quem nos visita.
Com este enquadramento humano e paisagístico, o Concelho de Mortágua contém em si óptimas condições para o desenvolvimento de actividades turísticas de qualidade.
Contudo, e apesar das inúmeras potencialidades locais, este é ainda um sector com um significado relativo para o concelho.
A construção do Empreendimento Turístico do Vale d’ Aguieira soube aproveitar o excelente enquadramento paisagístico e integrar harmoniosamente as componentes da hotelaria, da animação e lazer e da habitação, significando um primeiro passo no sentido do desenvolvimento turístico do Concelho. Mas esta é ainda uma aposta de futuro!
Actualmente, e em termos de infra-estruturas de alojamento, o Concelho tem apenas a “Pensão Juiz de Fora”; a residencial “Pôr do Sol” e “Lagoa Azul”.
O turismo e as actividades que lhe são complementares (alojamento, restauração, animação cultural, etc.) são, pois, áreas de investimento onde é ainda necessário apostar.
Quanto a comeres esperam-nos agradáveis surpresas: à Chanfana deve acrescentar-se um delicioso arroz doce e um inesperado Bolo de Cornos que podem ser acompanhadas pela famosa qualidade dos vinhos do Dão.
Há neste Concelho um pouco do Portugal genuíno que vale a pena conhecer! Visite-nos, pois queremos que às imagens possa acrescentar as emoções!

 

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Concelho de Nelas
“Nelas é um Concelho perdido no Planalto Beirão, varanda da Serra da Estrela e do Caramulo, sulcado pelos vales do Dão e do Mondego. Coberto de pinhais e vinhedos, o Concelho é o Coração da Região Demarcada dos Vinhos do Dão e possuindo intramuros o centro Termal das Caldas da Felgueira, assume-se como Concelho modelo, a partir do trabalho, da generosidade e da fidalguia das suas gentes. São célebres os solares de Santar, de Vilar Seco e de Canas de Senhorim, como são afamados os seus requintados vinhos e a sua excelente gastronomia. Com paisagens magníficas, onde regatos sussurrantes embalam o espírito e convidam ao sonho, o Concelho caminha, de forma regular e determinada, para o progresso que hoje é claramente manifesto no ensino, na saúde, nos transportes e nas acessibilidades. Por tudo isto, visite o Concelho de Nelas.”

O Concelho de Nelas pertence ao Distrito de Viseu, faz fronteira com o Município de Mangualde a nascente e com o Município de Carregal do Sal a poente. Situa-se na margem direita do rio Mondego, que o separa dos Municípios de Seia e Oliveira do Hospital, e na margem esquerda do Rio Dão, que o separa do Concelho de Viseu.


História
Nascido das reformas liberais do século passado, que racionalizaram a caótica administração local, com a existência de mais de 800 municípios a debaterem-se com a falta de recursos, o Município de Nelas reuniu os anteriores Concelhos de Senhorim (com sede em Vilar Seco) e de Canas de Senhorim.
Por Decreto de 9/12/1852, sendo Rainha de Portugal D. Maria II e Ministro do Reino Rodrigo da Fonseca Magalhães, foi “mandado reunir os Concelhos de Senhorim e Canas de Senhorim em um só concelho com o nome de Concelho de Nelas.
Nos 152 anos que se seguiram, o Concelho de Nelas caminhou no sentido de uma crescente afirmação, beneficiando de uma privilegiada situação geográfica, no cruzamento das estradas, que da fronteira conduz ao litoral e de Viseu liga à Serra da Estrela, e também da passagem do caminho de ferro. Este factor geográfico, aliado ao dinamismo das suas gentes, fizeram com que Nelas, durante todo o séc. XX, assumisse a primazia industrial no Distrito de Viseu. Primeiro, com os Fornos Eléctricos e as Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, na actualidade, após a decadência daquelas empresas, com o surto de industrialização de Nelas.
Orgulhoso do radioso presente que soube construir, o Município de Nelas está porém virado para o futuro, procurando aproveitar todas as potencialidades que a Região do Dão, de que é o coração, lhe pode proporcionar.
É assim com o Vinho, marca de referência da região. Em Nelas produzem-se os melhores vinhos Dão, está aqui sediado o Centro de Estudos Vitivinícolas, é em Nelas que se realiza a Festa/Feira do Vinho do Dão, o maior evento de promoção deste produto com tão grandes potencialidades de crescimento. Mas, associado ao vinho, também temos um magnífico Queijo da Serra, de cuja Região Demarcada fazemos parte, e uma rica Gastronomia, patente em excelentes restaurantes do Concelho. Outro produto de referência, o Azeite, fabricado num moderno, funcional e ecológico Lagar recentemente construído.
Esta região, situada entre o Dão e o Mondego, debruada mais ao longe pelas Serras da Estrela e do Caramulo, possui uma rara beleza. Por isso, o turismo tem aqui enormes potencialidades, quer para desfrutar de uma inigualável paisagem natural, quer para usufruir da riqueza termal das modernas Caldas da Felgueira, quer para visitar e admirar o valioso património arquitectónico. Referimo-nos aos solares e casas solarengas, testemunhos de um rico passado histórico. Finalmente, a indústria. Fruto de uma inteligente e pioneira política de industrialização, instalaram-se em Nelas modernas empresas, que criaram emprego para toda a região e geraram rendimento bastante para pôr em marcha, o comércio e os serviços.
Nelas e o Concelho estão a crescer, sem pôr em causa a beleza e o equilíbrio naturais e sem desprezar sectores económicos tradicionais. Pelo contrário, estes também se reestruturaram e são hoje marcas de referência do Concelho e da Região.
Concluída a fase das infra-estruturas básicas, a Câmara Municipal, que muitas vezes foi locomotiva daquela transformação, virou-se já para os equipamentos sociais, culturais e desportivos. É uma melhor qualidade de vida que se almeja, para que a nossa juventude sinta gosto em viver em Nelas e na região, abandonando a quimera da grande cidade.

 

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Concelho de Oliveira de Frades


Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 147,45 km² de área e 10 585 habitantes (2001), subdividido em 12 freguesias. Trata-se de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos (os outros são Montijo e Vila Real de Santo António), consistindo de duas porções, uma principal, de maiores dimensões, onde se situa a vila, e a outra menor, poucos quilómetros para sueste. O território principal é limitado a nordeste pelo município de São Pedro do Sul, a sueste por Vouzela, a sudoeste por Águeda, a oeste por Sever do Vouga e a noroeste por Vale de Cambra. O território secundário é limitado a norte e nordeste por Vouzela, a sul e sudoeste por Tondela e a oeste por Águeda.

Concelho criado em 1836 por desmembramento do concelho de Lafões nos actuais concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela.

(in Wikipedia)

 

 

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Concelho de Penalva do Castelo

ORIGENS
O Nome teve origem na existência de antiquissíma fortaleza (na margem esquerda do Rio Dão) de que não restam vestígios. O primitivo núcleo da vila, entre os rios Dão e Côja, terá tido assento noutro lugar, nas margens do Rio Om (actual Dão). Durante a Reconquista Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico muito importante, e foram escolhidas para a construção do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal.
Por isso, ficou conhecida durante algum tempo por VIla Nova de Santo Sepulcro. As "terras de Penalva" foram habitadas desde há muito tempo, existindo muitos vestígios pré-históricos, como a Anta do Penedo de Com.
A 10 de Fevereiro de 1491, D.Manuel I, o Venturoso, atribui-lhes o Foral Novo, e renova-lhes os anteriores direitos e privilégios. Situado em pleno coração da Beira Alta, o actual concelho com sede em Penalva do Castelo (vila que até 1957 se denominava Castendo), tem uma população entre 8.000 a 9.000 pessoas e uma area aproximada de 140km2, e com treze freguesias, sendo elas : Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe, Germil, Ínsua, Lusinde, Mareco, Matela, Pindo, Real, Sezures, Trancoselos e Vila Cova do Covelo.
O Concelho de Penalva do Castelo faz fronteira com os concelhos de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Mangualde, Satão e Viseu.

Maça Bravo de Esmolfe

Como próprio nome indica , esta variedade terá aparecido na aldeia de Esmolfe , no Concelho de Penalva do Castelo , há cerca de 200 anos . Provavelmente terá sido obtida a partir de uma arvore de semente , cujos frutos foram muito apreciados , originando uma intensa procura de material e enxertia e a disseminação da variedade.

Queijo Serra de Estrela

A área geográfica de produção abrange os concelhos de Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo e Seia e algumas freguesias dos concelhos de Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu.


Vinho "Dão de Penalva do Castelo"

Durante séculos , o vinho foi associado á alegria de viver , um elemento significante para a união de amigos e a inspiração de muitos artistas que enriqueceram a cultura e o folclore de muitos povos.

 

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Concelho de Penedono

Monumentos

Castelo de Penedono

O castelo, classificado como monumento nacional (Decreto de 16 de Junho de 1910), ergue-se a 930 m. de altitude, em plena serra de Serigo, dominando ao redor um vastíssimo panorama, apenas limitado, ao longe, pelos mais elevados relevos das Beiras e Além - Douro e terras castelhanas do antigo reino Leão.
Galhardamente fincado no seu pedestal granítico, lembra, pelo fino recorte das suas linhas, uma graciosa aguarela romântica ou cenário de conto de fadas. É, sem dúvida, o mais formoso monumento do seu género, existente em terras beiroas.
De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente, setenta metros escassos, foi edificado, talvez, no século XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de revelantes serviços prestado à Coroa. O escudo das armas dos Coutinhos: as cinquo estrelas sanguinhas / em campo dourado pintadas – colocado acima do portal da entrada, assim o dá a entender.
Dois esguios cubelos flanqueiam o portal, aberto ao sul, enquanto outros três se escalonam a intervalos irregulares, ao longo do anel das altas cortinas ameadas.


Pelourinho de Penedono

É alto o trono em que assenta a coluna monolítica do pelourinho, constituído por cinco degraus octogonais com faces em grosso rebordo, sendo o primeiro degrau incompleto devido ao desnivelamento do arruamento. Do centro da plataforma ou degrau superior, ergue-se o fuste prismático de oito faces com base quadrada, liso e concordante com os degraus. Na parte terminal possui um listel plano ao jeito de remate.
O capitel é formado por uma sucessão de molduras, sendo a primeira relevada em anel circundante seguida de rebaixo em gola. Superiormente existem dois sulcos em maior área seguindo-se de espaço retraído em nova gola.
A gaiola estilizada em leves formas é provida de oito colunetas alinhados com as quinas do fuste. São quatro de secção quadrada e os restantes de secção cilíndrica. Superiormente termina em pináculo com desenhos diversos. Na cúpula semi-esférica assenta corucheu cilíndrico onde pousa grimpa metálica.

Pelourinho de Souto

Tem quatro degraus, a base deste monumento. São de secção quadrada, sendo o inferior incompleto devido ao desnível do pavimento da Praça . O degrau superior é constituído por uma só peça, talhada em esquadria e não tem qualquer rebordo assim como os restantes degraus.
A coluna octogonal eleva-se do olhal da plataforma em aperfeiçoamento inferior quadrado, com pouca altura. Tem cerca de três metros o fuste poligonal com superfícies lisas. Nota-se, na coluna furo de fixação de ferros de sujeição.
Sobre a coluna assenta a peça do remate que, na parte inicial, tem a forma quadrada vindo a alargar-se em mesa de igual formato. É precedida de cornija de dupla moldura que contorna o capitel. Da reentrância situada entre os dois aperfeiçoamentos, sobe conjunto de molduras em ordem crescente. Sobre este tabuleiro assenta pirâmide de forma quadrada. Do lado oriental sobressai um escudo com as armas de Portugal.


(...)

GASTRONOMIA

Merecendo especial atenção, o Concelho de Penedono conserva memórias de sabores e saberes, pratos simples e rústicos do dia a dia, deitando mãos aos recursos que a terra lhe oferece. Um doce típico desta região, são as cavacas habilidosamente confeccionadas na freguesia de Castainço, que com o passar dos dias se encontram quase extintas, embora ainda hoje haja quem as faça quando encomendadas. Tradicionais, são também as filhós, o queijo fresco, a carne de porco (marrã) e todos os pratos e doces derivados da castanha. (...)

 

 

 

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Concelho de Resende
A apenas uma hora de distância do Porto, na margem Sul do rio Douro, fica o concelho de Resende. Porta de entrada no Douro vinhateiro, recentemente classificado Património da Humanidade, Resende permite desfrutar de paisagens inesquecíveis. O relevo montanhoso confere a esta região um carácter único, marcado pelo percurso do rio e pela encosta do Montemuro. As estradas e caminhos resgatam a memória de alguns dos mais belos recantos de Portugal.

Aqui é possível encontrar ainda diversos vestígios dos antigos habitantes da região, num período que remonta à pré-história. Monumentos megalíticos, belíssimas igrejas, imponentes solares, pontes e aldeias serranas fazem de Resende um testemunho de grande valor arqueológico, histórico, social. A natureza, o património, as termas de Caldas de Aregos, o artesanato, o folclore e a gastronomia constituem-se assim como os principais argumentos para uma visita.

O município de Resende é um dos maiores produtores nacionais de cereja, e esta representa mesmo uma das mais importantes fontes de rendimento da população. Uma gente hospitaleira que continua a viver da terra e do que ela oferece, à custa de muito trabalho.

Em Maio realiza-se o Festival da Cereja, numa mostra que pretende trazer os forasteiros ao concelho, apresentando-lhes o precioso fruto, sem esquecer a animação da música popular, a boa comida e os bons vinhos da região do Douro.

As Caldas de Aregos são um dos espaços termais mais reconhecidos, no Norte do país. As águas sulfúreas, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas que aqui se captam estão indicadas para o tratamento de doenças reumáticas, dermatoses, problemas das vias respiratórias e afecções ginecológicas. No século XII, D. Mafalda, rainha de Portugal, mandou ali construir uma Albergaria, percursora dos diversos balneários termais que se sucederam ao longo dos tempos. O actual balneário foi integralmente reconstruído na década de 1990.

Nas artes tradicionais destacam-se a olaria de barro negro, a cestaria, a chapelaria, as rendas e os bordados.



 

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Concelho de Santa Comba Dão

Monumentos

Igreja Matriz de Santa Comba Dão
Datada do século XVIII a Igreja Matriz surge como um dos vários exemplares da arquitectura barroca, apresentando duas torres sineiras.

Casa dos Arcos
Antigo solar dos Horta e Costa, barões de Santa Comba, e popularmente conhecida por Casa dos Arcos, graças à sua galeria exterior com três colunas assentes num alpendre em arcada. Junto a portão armoriado, existe uma placa, em mármore, que indica a passagem por aquela casa da Rainha Catarina da Grã-Bretanha, em 1692, D. Pedro II em 1704 e o infante D. Manuel e, 1738. A Casa dos Arcos foi classificada como monumento de Interesse Público em 1943. Actualmente encontra-se em funcionamento no primeiro andar a Biblioteca Municipal e no rés-do-chão, um estabelecimento de restauração.

Casa de Joaquim Alves Mateus
Casa modesta, próxima à Casa dos Arcos, de 1551 e reedificada no século XVIII, apresenta características arquitectónicas do renascimento, bem patentes na sua fachada principal. Aqui nasceu em 1831 Joaquim de Alves Mateus, cónego e notável orador sagrado, deputado do Partido Reformista e Par do Reino.

Pelourinhos
No concelho de Santa Comba são diversas as localidades (Couto do Mosteiro, Óvoa, Pinheiro de Ázere, Santa Comba Dão e São João de Areias), que pela importância alcançada no passado, possuem um pelourinho. Na sua maioria são construídos em granito (excepto o de Óvoa em que a matéria prima é a pedra de Ançã) e datam dos séculos XVI ou XVII (com excepção para o pelourinho de Santa Comba Dão que é um a reconstituição do século XIX).

Igreja da Santa Casa da Misericórdia
As novas instalações começaram a ser construídas em 1737, tendo sido inauguradas a 2 de Julho de 1755. A planta foi concebida pelo arquitecto Gaspar Ferreira e a construção foi dirigida por António Ribeiro Alves. A tribuna da capela-mor foi entalhada por João da Fonseca, em 1774 e dourada e pintada por Arcângelo de Almeida em 1782.

Solar dos Costas (Couto do Mosteiro)
Construção típica da nobreza rural, data do século XVIII e pertence ao estilo barroco. Apresenta um ar imponente, mas pesado, onde ainda hoje podemos encontrar azulejos do referido século. Possui capela privativa de grande interesse arqueológico com a Nossa Senhora de Cristo.

Igreja Matriz de Couto do Mosteiro
Edificada em 1150 e reconstruída em 1661, esta igreja pertence ao estilo barroco. É hoje um edifício de rara beleza e simplicidade, com tectos abobadados que apresentam pinturas de 1550, de temática religiosa de relativo valor artístico. O orago de Couto de Mosteiro é Santa Columba.


Igreja Matriz de Óvoa
Edifico de feição barroca, construído em 1725. Apresenta uma planta rectangular simples que contrasta com a sua sobriedade estrutural. A decoração dos interiores, em talha dourada, apresenta grande valor artístico. Em frente à igreja, existe uma casa solarenga do século XVIII, que serve como residência paroquial.

Capela da Senhora da Ribeira (Pinheiro de Ázere)
Data do século XVII e foi transladada no século XX aquando da construção da Barragem da Aguieira. É considerado um dos mais célebres santuários da região. O estilo é de inspiração neoclássica e conserva a imagem da Virgem de Nossa Senhora do Pranto, que segundo a lenda, foi encontrada entre rochedos por caçadores no local hoje conhecido por Monte da Senhora.

Solar dos Corte Real
Situado no Rojão Pequeno, freguesia de Pinheiro de Ázere. Pertence ao estilo Barroco Pombalino e possui brasão do século XVIII. Presume-se que já existia nos anos 1657-1751, com a designação de “Quinta do Rojão”.

Igreja Matriz de São Joaninho
Data do século XVI ou XVII, mas a fachada apresenta elementos do estilo neoclássico. Uma tradição antiga refere que parte desta igreja teria pertencido ao Mosteiro de São Jorge, entretanto desaparecido.

Igreja Matriz de São João de Areias
Datada da segunda metade do século XVIII, constitui-se como um belo exemplar da arquitectura barroca, com duas torres sineiras e com uma belíssima talha dourada.

Igreja Matriz de Treixedo
Edifício do estilo barroco, cuja construção teve inicio em 1712 e é dedicado a Nossa Senhora da Assunção. A sua planta em forma de cruz é constituída pelo majestoso altar-mor e o corpo da igreja com dois altares laterais e outros dois altares. A sua implantação no terreno é excepcional: a entrada principal está virada para nascente e o sacrário para poente. Destaque ainda para a presença da talha dourada no altar-mor, baptistério, fresco, púlpito, a lápide do túmulo do Padre Simões Pães do Amaral.

Casa de António de Oliveira Salazar
Casa onde nasceu, a 28 de Abril de 1889, o estadista português. Situa-se na freguesia do Vimieiro. Encontra-se em estado avançado de degradação.

 

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Concelho de São João da Pesqueira
HISTORIA DO CONCELHO

O Topónimo do Concelho derivou, certamente, da importante "pesqueira" no rio Douro, à qual fazem alusão documentos antigos.

O povoamento deste território remonta a tempos ancestrais tal como se pode verificar pelos inúmeros vestígios arqueológicos visíveis nos diversos castros e castelos (Castro de Paredes da Beira, Castelo Velho, Castelos da Chã, de Reboredo, da Fraga de Alcaria, de Chã de Trovisco, Castelo Alto, Castelinho, Castelos de Gramejo, da Senhora do Monte, da Cocheira, Monteiras, da Sra. Do Viso e do Vento).

No período alto da Idade Média, a Vila era acastelada, devendo-se um dos primeiros repovoamentos a Afonso III das Astúrias, que conquistou a fortaleza aos mouros.
O primeiro Foral que S. João da Pesqueira recebeu remonta ao reinado de Fernando "O Magno", entre 1055 e 1065, sendo, desta forma, um dos mais antigos do país. Posteriormente, outros monarcas concederam forais ou confirmações, nomeadamente D. Afonso Henriques ainda Infante, em 1110, D. Sancho I em 1198, D. Fernando em 1376 e aquando da reorganização dos municípios empreendida por D. Manuel I, no ano de 1510.

Sabe-se que a poderosa linhagem de D. Pedro Ramires, rico-homem de Ribadouro, deteve terras nesta região, tendo o couto de S. Pedro de águias ultrapassado os limites do actual Concelho.
Soutelo do Douro, Várzea de Trevões, Paredes da Beira, Trevões, Valongo dos Azeites e Ervedosa do Douro foram, outrora, "Villas" e terras importantes do " Julgado de Sanhoane de Pescarias", apesar de Paredes e Trevões terem sido julgados próprios.

Pela sua localização geográfica e pela sua história, o Concelho de S. João da Pesqueira é detentor de um vasto, diversificado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos.


Património Construído

Paço Episcopal

O Paço Episcopal, erigido em 1777, pelo Bispo D. Manuel Vasconcelos Pereira, é um edifício vasto, de grandiosas janelas e salas, com as armas dos Vasconcelos na fachada.(Freguesia: Trevões)

Fraga d’aia e Dólmen de Areita
A Estação Arqueológica da Fraga d'Aia (pinturas rupestres), e o Dólmen de Areita (nas proximidades), com outros vestígios visíveis ao redor da antiquíssima povoação, são a prova dessa ocupação. Este Dólmen corresponde a um dos maiores monumentos do género existentes na Beira Alta, sendo composto por uma câmara poligonal, de sete esteios, e corredor de acesso de médias dimensões. (Freguesia: Paredes da Beira)

Palácio de Sidrô
A Quinta apalaçada de Cidrô (ou Sidrô) pertenceu a Luís de Soveral Vassalo e Sousa, avô do Marquês de Soveral. O Marquês nasceu na Quinta mas o actual palácio é construção característica da segunda metade do século XIX. O Rei D. Manuel II (e certamente seu pai, D. Carlos) algumas vezes convidado de honra do influente e prestigiado Marquês, gostava de passar aqui a época das vindimas com a embaixada real. As recepções aparatosas com bailes de gala e lautos banquetes, faziam-se na Casa do Cabo. (Freguesia: S. João da Pesqueira)

Igreja Paroquial de S. Bartolomeu
A Igreja Paroquial, de boa talha dourada do período barroco, é notável pela antiguidade, e acredita-se em local de mesquita mourisca. A raiz do valioso templo é, seguramente, românica, embora tenha sofrido sucessivas reconstruções. (Freguesia: Paredes da Beira)



(entre outras propostas)

 

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Concelho de São Pedro do Sul

S. Pedro do Sul é uma vila beirã que se situa em pleno vale de Lafões, emoldurada pelos maciços das serras da Arada, Gralheira e S. Macário. Estas serranias com as suas paisagens verdejantes, os seus riachos de água fria e cristalina, as suas aldeias escondidas nos vales e montanhas aliadas ao magnífico pôr e raiar do sol, dos quais se pode desfrutar, constituem um pedaço do mundo que serve de refúgio aos Deuses da inspiração.
Do alto da serra do S. Macário o raiar do sol é mais bonito, as cores fortes que se deslumbram, nas paisagens são um regalo para as vistas, todos dizem serem de criação divina. Dos 1054 m. Do monte podem-se avistar as serras do Montemuro, da Estrela e a serra do Caramulo, vê-se todo o verdejante vale de Lafões e em dias de maior nitidez avista-se, no Porto, a Torre dos Clérigos.

Nas serranias a vida corre ao sabor da calmaria do tempo e num espaço que chega para que todos vivam em harmonia com a natureza e é desta que se extrai o xisto para construir as casas típicas, das típicas aldeias da Pena, do Fujaco, de Covas do Monte ou Covas do Rio. Aldeias abençoadas pelas centenárias capelas de S. Macário de cima e a ermita S. Macário de baixo. Todo este maciço montanhoso do “Monte Magaio” vive envolto em tradições, rituais, mitos, lendas, crenças de cabras que matam lobos, de serpentes que comem homens e de santos que transportam brasas acesas nas mãos, cujas memórias não se apagaram no correr dos novos tempos.

Quem sobe a serra da Arada depara-se com uma sumptuosa simplicidade de fragas e desfiladeiros com pequenas aldeias e águas límpidas a verem-se no verde dos vales, que contrasta com o tom das rochas comuns nas elevações da Arada.
A aldeia da Coelheira é marcada pelo magnífico tapete de carqueijal, bem aparado pelos rebanhos de ovelhas, cabras e cabritos que por ali são habituais clientes. Também um lago, num planalto da serra, com as suas trutas saltando e borbulhando, faz parte de um horizonte pastoral e sereno.
Mais adiante, seguindo a estrada, fica a aldeia do Candal, com os seus típicos conjuntos rurais. Quem vier pode ficar no parque de campismo da coelheira ou numa das aconchegantes casas de Turismo Rural que também lá existem. Estes são equipamentos de grande procura, pois o turismo de Montanha está a ganhar cada vez mais adeptos, e com montanhas como as do concelho de S. Pedro do Sul vale bem a pena!
A serra da Gralheira é um maciço que se começa a elevar a partir das margens do rio Baroso, onde se situa o antiquíssimo “Real Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões” , remontando a sua origem a um período anterior á fundação da nação, e num local, onde a proximidade com os elementos da natureza faz estimular as virtudes do espírito.

Começando a subir, serra acima, chega-se aquela que já foi a aldeia mais portuguesa de Portugal, estamos a falar da aldeia de Manhouce, com todas as suas tradições etnográficas, artísticas e gastronómicas, muito apreciado é o cabrito assado da Gralheira. Logo, ali perto, fica o Porto, cidade mãe de muitos daqueles que nos visitam e que bons fins de semana passam na chamada “Sintra da Beira”.
A gentil franqueza dos povos serranos faz-se notar na fraternidade com que nos obsequeiam, com o bom presunto e broa caseira, a também caseira chouriça e a tradicional aguardente ou o fino copo de vinho verde de Lafões. São pessoas afáveis e sinceras, sempre dispostas a dar preciosas informações acerca da região e dos seus lugares escondidos que merecem uma visita.
S. Pedro do Sul, o canteiro mais florido de Lafões, contém em si as paisagens infinitas que os nossos olhos podem ver; povoadas de mil cores e cheiros que as muitas árvores e flores exaltam o suave perfume agreste; de cima das verdes ramagens vê harmoniosas melodias com que os rouxinóis nos saúdam e a fome e a sede podem ser mortas com sabores da serra.

Parafraseando um verso do “ Hino de Lafões”, não há maior verdade dizermos que :” Lafões é um jardim e não há no mundo um lugar assim”.
(...)

O concelho de S. Pedro do Sul é delimitado pelos maciços das Serras da Arada, Gralheira e S. Macário, beneficiando de uma natureza exuberante, onde os rios, vales e montanhas se encontram numa combinação harmoniosa. Com 19 freguesias de 348 Km2, este é um concelho que vive essencialmente do turismo termal e da montanha.

O seu riquíssimo e belo património natural, histórico e cultural faz desta região uma das mais procuradas de todo o país. Os circuitos, os roteiros animados e o pedestrianismo promovem e contribuem para um turismo mais activo.

 

 

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Concelho de Sátão

Historial

Este Concelho está repleto de histórias, quer sobre os seus monumentos, quer sobre a sua formação.

Poderemos dar como exemplo o crescimento da Vila de Sátão. Este cresceu em 3 fases. Na primeira, dizia o Dr. Hilário de Almeida Pereira, em 1946, que a Vila do Sátão era considerada, nessa altura, a mais pequena.


O seu primeiro passo foi comprar a Quinta da Miuzã, onde agora estão os Paços do Concelho, a Praça Paulo VI e a Escola Preparatória, os Correios, a Pensão Império, o Cine-Teatro e muitas outras construções de relevo. Apesar dos meios financeiros de que disponha serem poucos, a força de vontade era muita. O Dr. Hilário de Almeida Pereira, depois de continuar a engrandecer o Sátão, fundou a grande Feira de São Bernardo, núcleo donde, com o rolar dos anos, derivaram as já famosas Festas do Sátão.

Na segunda fase, sequência da primeira, assistui-se à construção do novo e belo edifício dos Paços do Concelho, em granito do mais puro e a Praça Municipal Paulo VI , hoje unanimemente considerada uma das mais amplas e airosas do distrito. Houve uma grande expansão da Vila; então quase tudo mudou de sítio. Construiu-se a primeira Pensão, a nível moderno. Abriu o primeiro café e começou a funcionar o primeiro posto de abastecimento de combustível.

A terceira manifestou-se, de há uns 20 anos para cá, com o poder local, o fenómeno imprevisto da emigração, plano orientador a nível municipal, que veio dar à Vila um aspecto de terra mais nova, pujante e bem articulada. Nesta terceira fase, a Vila de Sátão cresceu extraordinariamente cafés, restaurantes, casas bancárias, jardins, fazem todos os dias esta nossa terra. A robustez do Gratino. A musicalidade das ramagens ao vento.

O azul do céu reflectido nas águas espelhadas dos açudes.
O som repousante das cascatas. O verde florido dos campos.
O cheiro agradável do pinheiro e da giesta. Os monumentos onde o tempo se sente.
A autenticidade...

 

Veja mais em: Câmara Municipal de Sátão

 

 

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Concelho de Sernancelhe

AS IGREJAS


ARNAS - A igreja seiscentista (1611), dedicada a Nossa Senhora Conceição assenta airosamente no cimo da aldeia, linda no seu granito levemente dourado. Os altares e a imaginária impressionarão o viajante que também ficará surpreendido pelo tecto da nave, o qual ostenta uma enorme pintura de N.ª Sr.ª da Conceição com uma singular iconografia onde um dragão aparece ferido por um raio de fogo atirado simbolicamente por uma criança.

CARREGAL - Instituída no século XVI (1545) pelos donatários Álvaro da Costa e D. Maria Rebelo, a igreja matriz de Carregal dedicada ao Espírito Santo e simboliza a memória do nascimento de Aquilino Ribeiro. Subsiste ainda a lindíssima e rara capela da Misericórdia cuja origem e fundação se desconhecem.

CHOSENDO - A Igreja Matriz datada de 1732, dedicada a S. Miguel, define a principal praça da Aldeia que o negrilho gigante sombreia.
A capela-mor da Igreja tem um altar de talha dourada de finais do séc..XVII com uma belíssima tribuna.


CUNHA - A igreja, dedicada a S. Facundo, fica no terreno chão. O altar-mor, no resguardo da capela, tem bonita talha do Séc.XVIII e duas pinturas sobre tábua representando S. Francisco e St.º António. A cruz de malta indica os seus fundadores. A melhor jóia da igreja é todavia o seu singelo pórtico românico, assim como a Capela de S. João Baptista com retábulo maneirista, uma bela imagem de madeira estofada e duas tábuas pintadas com S. Franscisco e St.ª Catarina. No início do séc. XVII foi restaurada quase radicalmente. Quem examinar a cantaria desse restauro, que abrange quase toda a igreja, e conhecer o da igreja de Sernancelhe, facilmente nota que foi levado a efeito na mesma data(1638) e nele parece que trabalharam os mesmos artistas. Ambos os templos eram do Padroado da Comenda de Malta, que, além do direito da apresentação dos respectivos curas, tinha o encargo das reparações dos Templos.

ESCURQUELA - Igreja Matriz de S. Domingos, de traça antiga, dotada de talha dourada e de um belíssimo tecto pintado no Séc.XVIII.

FAIA - A Igreja Matriz dedicada a S. Martinho, de boa traça, É uma das construções da Universidade de Coimbra. Esta foi transladada para o local onde hoje se encontra, devido à construção da Barragem do Távora que alagou a velha aldeia.

FERREIRIM - A Igreja Matriz dedicada a St.º Estevão, de boa cantaria de granito amelado da região, caracteriza-se pela sua simplicidade. Uma das construções modernas (séulo XVII), do modelo de outras iguais mandadas construir pela Universidade de Coimbra e recentemente restaurada e ampliada.

FONTE ARCADA - A Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, digna de notar-se pela sua estrutura primitiva. De facto, trata-se de um templo de raiz românica, restaurado no séc.XVI(1502). A porta da fachada é de duas arcadas de volta quebrada, apoiadas nos ábacos. O arco interno adornado de esferas que se repetem nos ábacos e descem até ao meio da ombreira, que segue em arestas vivas. O outro arco liso e boleado em toro. Do lado direito do pórtico, sobrepujando a fachada, ergue-se um campanário ogival, vasado por duas sineiras; no lado esquerdo, aparecem duas cruzes em nimbo; na caleira da empenha esquerda salienta-se uma goteira primitiva. Esta igreja guarda um retábulo de pintura do princulo do Séc.XVI, de influência flamenga, com a primitiva moldura de talha renascença formado por três tábuas: "O Casamento da Virgem", "A Crucificação" e "O Sacrifício".No adro, do lado direito, encontram-se duas sepulturas, cavadas na rocha, com os contornos dum corpo humano. Devem ser anteriores ao séc.XIV, visto que meio século antes, já se faziam enterramentos dentro da igrejas. A capela-mór, rectangular, como o corpo principal, tem dois pares de colunas, altas, cilíndricas e lisas, apoiadas em garras de clássico românico, formando nesta parte do templo como que três naves. Dentro da igreja, encontram-se três capelas, cuja fundação se liga a Francisco de Gouveia, o mordomo do Infante D. Fernando, e seus descendentes. São elas a da Invocação de Nossa Senhora do Rosário, a da Invocação das Chagas, e de António de Gouveia Coutinho. Foi recentemente integrada nos Itinerários Turísticos Culturais do Douro elaborados pela Associação Comercial e Industrial de Lamego e Vale do Douro Sul.


FREIXINHO - A Igreja Matriz de S. Miguel Arcanjo, refeita entre os séculos XVII - XVIII, levanta-se no meio do povoado com pesada traça. Trata-se de uma construção do século XVI, longa, estreita e esplendorosa. O altar-mor, de talha da renascença, apoia-se em quatro colunas sustentadas por quatro figuras esculturadas- obra da arte popular do tempo - e termina por engraçada concha que forma o dossel do Tabernáculo. O tecto da capela do Santíssimo apainelado. Do lado direito desta capela, encontramos um túmulo com os ossos do fundador, segundo a inscrição o gravada em caracteres latinos. No corpo da igreja, há duas capelas: uma dedicada a Nossa Senhora da Conceção, a outra, a São José.

LAMOSA - A Igreja Matriz de Lamosa insere-se num contexto histórico que remete para o séc. XVI em que os Jesuitas ergueram esta localidade a freguesia. Quando foram espulsos de Lapa, foi dada a sua igreja como a de Cárquere e da Universidade de Coimbra. Que esta igreja (a de Lamosa) lhe pertenceu prova-se pela nota do Arcipreste respectivo, laçada no Livro das Visitções da freguesia, no qual se ordena ao pároco que oficia a Universidade para mandar reparar a Igreja que ameaça em ruínas. E a igreja foi reparada pela Universidade. A actual igreja nova caracteriza-se pelo vultuoso trabalho granítico da capela-mor e pela estrutura arquitectónica de harmoniosas proporções.

GRANJAL - A Igreja Matriz foi construída no séc.XVI e de boa cantaria. Apresenta a singularidade do granito da sua construção pelos senhores da Comenda de Malta. Um marco colocado na entrada da porta do adro assinala esta posse bem como a designação de seu patrono, Nossa Senhora do Hospital, hoje Nossa Senhora das Neves. O interior, vítima de incêndio no Séc.XIX, e sóbrio, para além da capela abobadada de santa Ana mandada edificar pelo licenciado Sebastião da Costa Amaral em 1633 para sepultura de uma tia . A talha dos seus três altares é moderna. Dentro do Templo, existem duas capelas - a do Espírito Santo, fundada por João Manuel, da casa do Vilaroco, com Brasão meio apagado; e a de Santa Ana, de cúpula elevada, do gosto da renascença.

LAPA - O santuário foi construído sob a orientação dos Jesuítasas. Era, segundo o Abade Moreira "grandioso, com escadaria cavada na rocha viva que alto arco sobrepuja".A igreja compõe-se de duas partes que se completam: o corpo e a capela-mor.

O Santuário guarda na capela-mor o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa. De salientar tesouros sem conta oferecidos até por reis e rainhas, a cenografia dos altares da Crucificação e da Morte de S. José que comovia até lágrimas, a fortíssima atracção do Presépio implantado no rochedo. O altar de Nossa Senhora da Lapa foi erguido no local onde, segundo a lenda, a pastora Joana encontrou a imagem escondida pelas religiosas. Ali se venera cerca de quatro Séculos, como as multidões da Beira sabem venerar, aquela em quem veêm a luz nas suas trevas e o consolo nas angústias do coraçãoo. Também o altar da Virgem Adormecida, a Casa dos Milagres, cheia de quadros pintados, balanças pesando meninos de trigo, o lagarto da Lapa, temeroso, preso ao tecto por uma cadeia de ferro, entravam no imaginário de romeiros que enchia de histórias a noite de seus filhos. A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois santuários mais importantes da Península Ibérica.

MACIEIRA - A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação fica situada sobre horizontes de norte. As belíssimas imagens de madeira estofada e de pedra Ançã, como a da padroeira, seu um encanto para o olhar. Em 1995, com as grandes obras de recuperação com que a igreja foi contemplada, Macieira ficou com um complexo religioso mais valorizado.


PENSO - Construída na margem esquerda do rio Guimar, a igreja de Penso é a obra monumental mais importante da freguesia. Infelizmente não se conhecem os nomes dos artistas que a levantaram. Data de uma época em que na povoação muitas outras obras de vulto se edificaram, a avaliar pelos muros, casas, portais e quinteiros ainda hoje existentes. A data bem legível na parede da capela-mor, num losango colocado no ângulo superior do triângulo do tecto, ostentando simultaneamente os três cravos da crucificação - 1722. A construção, de estilo neo-clássico, sóbria, elegante, simples e digna: A planta da igreja, de uma só nave, está orientada de poente para nascente. Divide-se em duas partes. a capela-mor, como altar principal, e o corpo da igreja, com dois altares laterais junto ao arco. Se não tivermos em consideração as aberturas laterais das portas, verificamos como a base do templo é composta por dois rectângulos, desiguais. A pequena pia de água benta do século XV, certamente vinda para ali de capela ou igreja mais antiga, desperta a atenção. Esta pia de granito da região é cercada exteriormente por três molduras e duas séries de esferas que a cingem no rebordo e no fundo. Esta igreja foi mandada reformar em 1919 por F. H. Pinto, nos dizeres de uma cartela e foi renovada recentemente: de facto, foram feitos nas últimas décadas vários empreendimentos na igreja. Como obras de maior vulto refiram-se as seguintes: ampliação da sacristia, com a abertura da capela do senhor dos Aflitos (1951), colocação do relógio na torre, telhado novo, bancos, electrificação da igreja (1962), modificação nas mesas dos altares(1971), remoção do altar do S. Coração de Jesus, instalação sonora(1975).


SARZEDA - A Igreja Matriz foi levantada no século XVII, com o fundamental da traça actual, pelo Comendador da Ordem de Malta. Sobre a parede da capela-mor coberta pelo retábulo petrino de talha barroca, escondem-se duas belíssimas pinturas a fresco representando S. Bartolomeu e uns Santos Mártires. Tem ainda uma belíssima imagem da Senhora do Rosário, de pedra de Ançã, policromada.

SERNANCELHE - A Igreja Matriz, é o mais significativo monumento da vila. Foi construida em fins do Século XII (1172 data inscrita num silhar da cabeceira). O traçado românico, genuíno e purificado, está presente na singular cachorrada que envolve a capela-mor com uma iconografia obediente aos esquemas do tempo, na cercadura de esferas que percorre as empenas da ábside, nas multiplicadas siglas e na originalidade do pórtico, constituído por três arquivoltas (simples as exteriores, a do centro formada por uma teoria de dez arcanjos de asas abertas). De um e outro lado do portal abrem-se dois nichos cada um ocupado por três figuras, sob um dossel, tão fortemente impressivas que nos esquecemos a olhar, a divinhar o seu mistério, a celebrar a sua missão de apóstolos . A torre sineira, de planta quadrangular, ostenta a data de 1636, época de grande remodelação no corpo da igreja. O interior da igreja é um espaço museológico privilegiado. A talha de muitos altares, um corpo de imaginária ímpar de qualidade, a existência de duas tábuas pintadas pelos meados do século XVI (Degolação de S. João Baptista e Anunciação) e de telas setecentistas, um provável capitel visigótico utilizado como pia de água benta, a presença de pintura a fresco nas faces do arco cruzeiro onde se apresenta Nossa Senhora do Rosário (Direita) e Santa Margarida (esquerda) datando certamente ainda dos fins dos séculos XIV, a força do túmulo quatrocentista com belíssima inscrição gótica, sob o arco sóbrio de capela lateral, as ricas alfaias litúrgicas .

VILA DA PONTE - A igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora do Ameal, de boa traça, seiscentista. No seu interior existe a capela de S. Miguel com preciosos quadros quinhentistas.

A Igreja foi, por ocasião das invasões, devastada pelos franceses, aqui acantonados mais de três meses, fazendo do templo depósito de munições de guerra. Muito do seu recheio foi danificado, abrindo-se visível excepção para a capela do Arcanjo por quem os visitantes tiveram sempre um escrupuloso respeito


VEJA AINDA PELOURINHOS E SOLARES

 

 

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Concelho de Tabuaço

A principal riqueza turística de Tabuaço são, sem dúvida, as suas variadas e sugestivas paisagens, que a Natureza resolveu privilegiar. Região ainda pouco explorada a este nível, possui muitos atractivos que proporcionam uma visita muito interessante aos turistas.

A criação de estabelecimentos hoteleiros de qualidade, de piscinas e praias fluviais, de parques de campismo, de casas de espectáculos e de calendários de animação cultural ao longo do ano, particularmente no Verão.

O desenvolvimento do turismo de habitação é um dos maiores trunfos de que Tabuaço dispõe, já que possui uma grande variedade de solares e casas senhoriais.

De particular interesse são os monumentos e vestígios romanos que, por toda a parte, se encontram em grande quantidade e qualidade, a culinária tradicional e os esplêndidos vinhos, o artesanato, as festas, feiras e romarias e as emoções da caça e da pesca.

Património

Esta terra, velha de séculos, está repleta de motivos de interesse. Por todo o concelho, há vestígios arqueológicos riquíssimos. Comprovados pelas ruínas que se mantiveram no tempo, estão os povoados fortificados de Longa, Sabroso, Quinta dos Pinheiros, da Senhora do Calfão, e de S. Mamede. Na Porqueira e no Cabeço de S. João, há abrigos pré-históricos e, em S. Domingos, há um dólmen. Da Pré-História, restam-nos ainda o santuário rupestre do Cabeço das Pombas, as pinturas rupestres do Lugar do Calvário, a figura zoomórfica da Pedra do Cavalo, em Paradela, ou a Estátua-menir do Alto da Escrita, descoberta em Vale de Figueira e que é agora a peça principal da exposição permanente de arqueologia concelhia patente na Galeria Municipal de Turismo de Tabuaço. Não devemos esquecer o recém-descoberto Menir da Chã, em Longa, ou uma cabeça granítica de guerreiro, em Vale de Figueira.


Do período de ocupação romana, existem também muitos vestígios, como o altar de S. João, a via romana de Vale de Vila / Sendim, entre outras que atravessam, agora apenas em pequenos troços, o concelho de Tabuaço. Refiram-se, também, as necrópoles de Passo Frio e de Sendim, o santuário de Santa Maria do Sabroso e de São Pedro das Águias e os sarcófagos de S. Pedro das Águias, de Arcos e da Seara. Curiosamente, encontram-se lagares de vinho e de azeite, escavados na rocha, em Arcos, na Eira do Monte, em Fontelo, na Quinta de S. Martinho e em muitos outros locais do concelho.


Em termos arquitectónicos, o tempo conservou muitos monumentos fascinantes e valiosos. As igrejas, muitas, com origens românicas na sua maioria, são ricas. Como exemplos, temos as Igrejas Românicas de S. Pedro das Águias, de Barcos e de Nossa Senhora do Sabroso. Há muitos pelourinhos importantes como os de Arcos, Granja do Tedo, Sendim ou Valença do Douro. As pontes romanas e românicas foram, na sua maioria, destruídas, mas ainda podemos ver alguns exemplares, entretanto reconstruídos, em Granja do Tedo, Távora e Santa Leocádia. Há muitas casas solarengas, com brasão, desde o majestoso e proficuamente decorado solar até ao singelo palacete, sóbrio mas altivo.


Mas, talvez a maior riqueza patrimonial de Tabuaço seja o seu património natural. Paisagem sem igual, forte nos seus contrastes entre a serra e o vale, entre os tons de verde e amarelo da vinha e os azuis da água e do céu, as encostas de vinhedos e socalcos a perder de vista ou as amendoeiras em flor, no início da Primavera, saúdam e fazem as maravilhas dos locais e dos visitantes.

 

 

 

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Concelho de Tarouca

A história da cidade de Tarouca, como, aliás, de todo o Concelho, não deixa dúvidas quanto à sua importância no contexto regional e mesmo nacional.

Tarouca teve uma preponderância fora do comum ao longo da Idade Média com relevo nos alvores da fundação da nacionalidade. Nesse período Tarouca foi cabeça de um distrito que atingia os rios Paiva e Távora, absorvendo, após o século XI, as Terras de Caria.

A primeira referência escrita a Tarouca reporta-se ao séc. VI. Tarouca era, então, uma das seis paróquias da Diocese de Lamego, ocupando uma vasta área que se estendia até ao Rio Paiva.

Em 1057 o seu castelo foi definitivamente conquistado aos mouros por Fernando Magno, Rei de Leão.

O início da nacionalidade está intimamente ligado a Tarouca, quer pelo nosso primeiro rei, cuja figura está associada à construção do Mosteiro de S. João de Tarouca, quer ainda por Egas Moniz que foi Senhor da Honra de Dalvares e cuja esposa, Dona Teresa Afonso, mandou erigir o Convento de Santa Maria de Salzedas. Paio Cortês, monteiro-mor de D. Afonso Henriques, foi Senhor da Honra de Gouviães.

Em 1140 iniciaram-se as obras do que viria a ser o primeiro mosteiro da Ordem de Cister em Portugal: São João de Tarouca. De 1163 data o primeiro documento que referencia a Igreja de São Pedro de Tarouca como abadia uma das primeiras igrejas de Riba Douro. Este vetusto templo românico-gótico está situado no coração da vila, situando-se, em seu redor, o centro histórico de Tarouca, recentemente requalificado. Em 1168 iniciou-se a fundação do Mosteiro de Salzedas. Passado um ano, seria a sagração da Igreja de São João de Tarouca, estando, então, presentes os Bispos de Lamego, Porto e Viseu. No ano de 1227 surgiu a notícia da nomeação de Soeiro Bezerra como «Tenente Taraucam». Em 1262, D. Afonso III concedeu Carta de Foro a Tarouca, com a designação de Castro-Rei. Contudo, este nome não subsistiria mais de uma centena de anos, pois em 1364, surgiram novamente referências, com o nome de Tarouca. Em 1297, D. Dinis fez a doação da Igreja de S. Pedro de Tarouca ao Mosteiro de Salzedas. Em 1354, deu-se a morte de D. Pedro Afonso, Conde de Barcelos, que havia sido Senhor das Terras de Tarouca e da Honra de Várzea da Serra, sendo sepultado em S João de Tarouca, no que é o maior sarcófago granítico de Portugal. Várzea da Serra foi também uma das poucas Beetrias existentes no país. Em 1401, o Rei D. João I doou as terras de Tarouca a seu filho o Infante D. Henrique. Em 1499, o Rei D. Manuel nomeou D. João de Meneses 1.º Conde de Tarouca. Em 1514, o mesmo rei outorgou novo Foral à Vila de Tarouca. Em 1557, o Rei D. Sebastião confirmou o Senhorio de Tarouca a D. Duarte de Meneses que foi Vice-Rei das índias. Em 1710, D. João Gomes da Silva, 4.º Conde de Tarouca, representou Portugal no Tratado de Utreque, como Ministro Plenipotenciário. O concelho de Tarouca foi sede de um julgado com juiz ordinário e, por alvará de 27 de Fevereiro de 1801, foi elevado a distrito de Vara Branca, com jurisdição no crime, no cível e órfãos, em vários dos concelhos vizinhos, estatuto que conservou até 1834, ano em que foram dissolvidos os Mosteiros de S. João de Tarouca e de Salzedas. Nesse mesmo ano o concelho de Várzea da Serra foi suprimido. Em 1836 deu-se a extinção do concelho de Ucanha que passou a incorporar-se no de Mondim da Beira. Curioso, sem dúvida, o modo como se processou esta dissolução, pois resultou de uma decisão conjunta do clero, nobreza e do povo, portanto, a seu pedido, o que era deveras invulgar.

Em 1896 foi a vez dos Concelhos de Mondim da Beira e de Tarouca serem extintos. Refira-se que, nessa data, o Concelho de Tarouca compreendia ainda as freguesias de Ferreirim, Lazarim, Lalim e Meijinhos, que hoje pertencem ao concelho de Lamego.

No dia 13 de Janeiro de 1898 deu-se a restauração do Concelho de Tarouca com as suas actuais dez freguesias: Dalvares, Gouviães, Granja Nova, Mondim da Beira, Salzedas, S; João de Tarouca, Tarouca, Ucanha, Vila Chã da Beira e Várzea da Serra.

No dia 9 de Dezembro de 2004 a Vila de Tarouca foi elevada à categoria de Cidade.

 

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Concelho de Tondela

Tondela merece a sua visita! De facto, este é um concelho recheado de motivos de interesse. A sua história é riquíssima, o seu património, de excelência. E há ainda a beleza paisagística da Serra do Caramulo, as gentes hospitaleiras da região, bem como a sua gastronomia, o famoso vinho do Dão e as águas termais de Sangemil. Venha, repouse aqui, num ambiente já moderno, porém ainda tranquilo. Proporcione a si mesmo um tempo relaxante e de enriquecimento cultural. Aceite os benefícios do contacto com a natureza, sinta-se bem.

 

Gastronomia
A nossa região possui uma gastronomia riquíssima, típica, temos realmente boa e variada comida: cabrito no forno, com batata assada e arroz de miúdos, chanfana na padela, vitela assada no forno, pratos todos eles confeccionados nas famosas assadeiras de Barro Negro de Molelos, que lhe conferem um paladar particular. Os enchidos, os fumados e os peixes do rio com molho de escabeche completam a afamada mesa destanossa região.
Como complemento, uma doçaria regional espantosa: aletria, arroz doce, as mais variadas compotas, tortas, as laranjas de Besteiros, os licores, o mel do Caramulo “O Ouro da Montanha”, as nozes, as castanhas, produtos endógenos que se destacam não só pelo seu paladar, mas também pelas suas características intrínsecas. Todos estes sabores e delícias continuam a conferir vida ao património gastronómico da nossa região.

“Os Ambientes do Ar”, situado na aldeia de Souto Bom, freguesia de Caparrosa, oferece a todos quantos o visitam, e em particular a aldeia serrana, uma visão diferente das relações do homem com a natureza. Ciente da importância da mensagem e dos objectivos que estão subjacentes ao projecto, o Município de Tondela através de um monitor, proporciona informação e documentação a todos os que visitam o núcleo de moinhos da Ribeira da Pena. Aos Sábados e Domingos da parte da tarde, os moinhos encontram-se abertos ao público, que os podem visitar e descobrir por si próprios, em ambiente familiar e descontraído.
Para instituições e grupos de pessoas devidamente identificadas que queiram fazer visitas a qualquer dia da semana, os Serviços Educativos do Museu Municipal Terras de Besteiros proporcionam acompanhamento técnico. Para isso as visitas guiadas deverão ser marcadas antecipadamente, devendo os interessados contactar o Museu Municipal Terras de Besteiros, pelo telefone 232 823400 ou através do e-mail [email protected]
Uma óptima oportunidade para um passeio cultural e ambiental pela Serra do Caramulo.


O Concelho de Tondela ainda mantém vivo o artesanato antigo, como expressão da arte local, com elevado cunho cultural e económico.
O artesanato está fortemente ligado às tradições, usos e costumes, sendo a maior representação da cultura popular das gentes de Tondela, onde se destaca o Barro Negro, a Tanoaria, a Latoaria e a Cestaria. A arte de cultivar o linho, assim como o restauro em madeira, são também uma forte actividade do nosso Concelho.
O artesanato vem assumindo um papel importante no desenvolvimento económico/turístico da Região, mantendo as tradições, assim como mantendo a preocupação de zelar pela sua preservação, inovação e desenvolvimento.

 

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Concelho de Vila Nova de Paiva

Turismo Ambiental

:: Parque Botânico Arbutus do Demo

É um dos projectos emblemáticos do concelho de Vila Nova de Paiva e, seguramente, um dos mais importantes e significativos entre os desenvolvidos nas últimas décadas. Sobretudo pelo seu carácter pluridisciplinar, abrangendo as áreas do ambiente, do lazer, do turismo, da cultura e até da ciência.

O Parque, onde se encontra reunido mais de um milhar de diferentes espécies botânicas, dispostas por famílias, usos etnobotânicos e industriais, propriedades medicinais e características aromáticas.está instalado nos terrenos do antigo Viveiro Florestal de Queiriga. Do abandono passou-se à reabilitação, em resultado de uma parceria no âmbito do Programa Interreg III B Sudoe, em que participam o Município de Vila Nova de Paiva e os promotores Beirambiente (Guarda), Espanha (Burgos) e França (Chaise Dieu).

Um espaço onde podem ser admiradas desde as pequenas briófitas às gigantescas Sequoia sempervirens, numa notável harmonia estética e ambiental.
O Arbutus do Demo foi pensado e criado para responder de uma forma integrada, moderna e arrojada à procura de espaços de encontro entre motivos étnicos e técnicas artesanais.
A estratégia assenta na reconstrução fiel da paisagem natural e antropogénica das terras altas do Paiva, num projecto de recuperação em que foi desejado e possível modernizar infra-estruturas no respeito pela história e passado do espaço, mantendo o sistema de águas residuais e de rega, as edificações originais e a estrutura arbórea.

A presença de uma linha de água com plantas autóctones, de um prado de aluvião natural e de um pequeno lago onde as espécies animais ripícolas se associem, asseguram alguns dos pólos de interesse do parque.
O visitante encontra ainda algumas estruturas de apoio, desde uma sala de interpretação audiovisual, a um pequeno parque infantil, parque de merendas, cais para pesca e um parque astronómico.
O pastoreio e a apicultura são actividades a desenvolver no âmbito do Parque e, com o objectivo bem definido de conferir maior visibilidade ao espaço e dinamizar a actividade dos artesãos locais, está prevista a produção e comercialização, na forma de merchandising, de produtos endógenos derivados da transformação de plantas, cogumelos e mel.




:: Rio Paiva

O Rio Paiva nasce na Serra de Leomil e atravessa o concelho de Vila Nova de Paiva na orientação E-O, e vai desaguar ao Vouga, no limite do concelho, um pouco acima da Lousadela.
O principal afluente do Paiva dentro do concelho é o rio Covo, formado por 4 ribeiros que descem da Nave. Passa na Póvoa, Cerdeira, Touro e Vila Cova à Coelheira, indo desaguar no Paiva a poente de Fráguas.


:: Praias Fluviais

Banhado pelos Rios Vouga, Paiva, Côvo e Mau, o Concelho de Vila Nova de Paiva tem nas suas linhas de água uma enorme fonte de riqueza, paisagística, e económica, com impacto significativo nas áreas do lazer e do turismo.

Ao longo dos cursos de água existem diversas áreas vocacionadas para o lazer, nomeadamente as praias fluviais.

Quinta da Azenha
Existe uma pequena represa que proporciona condições para banho nas águas “menos poluídas da Europa”, as do rio Paiva. Na margem direita, o Clube de Caça e Pesca de Vila Nova de Paiva, desenvolveu um espaço de lazer propício a encontros familiares.

Praia Fluvial de Fráguas
Foi recentemente objecto de melhoramentos na área envolvente e é uma das mais frequentadas na Região. Uma atmosfera aprazível e calma. Na margem direita encontra-se o núcleo urbano histórico, a esquerda quase confina com a serra, daí os declives acentuados que a tornam ainda mais sedutora.

Praia Fluvial/Parque Urbano do Touro
Uma aposta da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, não só na criação de uma área de lazer mas também na reabilitação de toda a zona central da povoação do Touro. Criou-se uma zona de banhos e na área envolvente surgiram espaços de lazer, adequados ao repouso, à confraternização e à prática desportiva.social.

Praia Fluvial do rio Côvo
Localiza-se em Vila Cova à Coelheira. É uma área relativamente plana, atravessada pelo rio Covo e com uma pequena ponte de pedra. No local há três azenhas com os respectivos canais de transporte de água.

 

(mais conteudo em breve, aqui)

 

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Concelho de Viseu

HISTÓRIA

As origens de Viseu antiga e nobilíssima cidade, perdem-se nas brumas do tempo. Aqui estanciaram homens das Idades remotas da pré-história e conviveram Celtas e Lusitanos: aqui se fixaram os Romanos em séculos de prosperidade e paz e por aqui passaram com maior ou menor detença hordas dos povos invasores: Suevos, Godos e Muçulmanos...

No tempo dos Suevos, em meados do século VI, já Viseu tinha os seus bispos, sufragâneos de Braga. Mais tarde, porém, com a chegada dos Muçulmanos e a derrocada do reino visigodo, o receio das violências dos infiéis obrigou-os a tomar o caminho do exílio e a refugiar-se nas longínquas montanhas das Astúrias. Seguiu-se um longo período nebuloso e trágico, raramente clareado por breves lampejos de paz.

Mudando frequentemente de mãos, ora em poder de cristãos, ora de maometanos, apenas no ano 1058 a cidade de Viseu, graças à arremetida vitoriosa de Fernando Magno, rei de Leão, logrou recuperar, definitivamente, a sua liberdade. Mas tão desmantelada ficou , foram tão fundas as feridas da rude ofensiva leonesa, que somente em 1147/1148- cem anos após a reconquista...- estava a Diocese em condições de sustentar bispo próprio. Durante tão longo interregno pontifical, foi a Dioceses governada pelos Bispos de Coimbra, por intermédio de Priores, o mais célebre dos quais, pelas suas virtudes foi S. Teotónio, patrono actual da Cidade.

Afastado para longe o perigo das razias mauritanas, pôde a população, enfim radicar-se sem sobressaltos e a Cidade refazer-se das cicatrizes e prosperar, de tal modo que, segundo Jaime Cortesão, foi Viseu um desses velhos centros urbanos que " rapidamente recuperaram o brilho transitoriamente perdido ou recrudesceram em actividade e diferenciação social ". Foram mais de três séculos de paz laboriosa e fecunda, brutalmente quebrada por fim, após 1383, quando, morto El-rei D. Fernando, o rei de Castela tentou fazer valer, pela força das armas, os seus direitos ao trono de Portugal. Então por ter seguido o partido do Mestre de Avis, passou Viseu a ser um dos alvos preferidos dos " corredores " castelhanos: mais de uma vez saqueada e queimada, a população escapou por milagre à chacina, barricando-se na Sé.

Cidade indefesa, à mercê da senha de Castela, foi assim das terras portuguesas que mais sofreram, para que Portugal continuasse livre...Mas teimou em sobreviver: qual nova " fénix " ressurgiu das próprias cinzas, mal começava a despertar no horizonte a alvorada de concórdia entre as duas nações peninsulares. Depois, ao longo da gesta heróica de quinhentos e seiscentos jamais a sua gente deixa de estar presente nos momentos mais altos da vida da nação: foi a Ceuta e Tânger, ao Brasil e à Índia...foi aos confins do Globo, mercadejar, combater, missionar...

Protegida por uma cinta de muralhas, servida por sete portas, a cidade desenvolveu-se como nunca, alindou-se. Levantou as abóbadas da Catedral, chamou Grão Vasco para seu vizinho e, orgulhosa de si, mandou esculpir nos portais, nas janelas e nas cornijas das suas casas em custosos e artísticos lavores, os sinais da sua prosperidade. É por isso que a cidade de Viseu pode justamente orgulhar-se de possuir, ainda hoje, um dos mais belos conjuntos do País, de casas, portais e janelas dos estilo gótico e manuelino, dispersos um pouco por todos os recantos, sobretudo nas típicas ruazinhas aconchegadas à Catedral.

O sol da glória, todavia, sumia-se rápido no ocaso, ao soar a hora fatal de Alcácer Quibir. A Nação decaída, prostrada, sem rei, sem honra, nem sombra seria daquilo que fora... Parecia morta, parecia perdida...eis, porém, rapidamente se ergue, bem viva e desperta ao clangor das aleluias de 1 de Dezembro de 1640. Luta e vence e de novo se levanta na aventura, agora nas florestas, nos sertões e montanhas dos confins do Brasil. Lá vêm outra vez as naus carregadas, não de especiarias da Índia, como outrora, mas de ouro e pedrarias raras das terras de Vera Cruz. Vêm a abarrotar de riquezas para El-rei D. João V...

Uma febre alta de renovação iria agora contagiar o País de lés-a-lés. Os artífices dos mais variados mesteres não terão mais os braços ociosos, insistentemente requeridos aqui e ali, presos aos seus compromissos. Capelas, igrejas, fontanários e velhos solares musguentos e bisonhos, alguns do tempo dos afonsinhos...tudo se refez ao impulso do novo estilo, com janelas de molduras e aventais lavrados, amplos salões luminosos, fortes cornijas onde antes, urnas e pináculos esquisitos implantados nos cunhais, gordas pedras de armas arrogantes, pesadamente coroadas... As irmandades e confrarias , à compita, erguem novos templos aos seus Santos patronos ou levantam-lhes retábulos de talha " à romana " , dourados de " ouro subido ". Pintam-se tectos à " bacarela ", em perspectivas audaciosas e enchem-se de lumes os autos tronos das igrejas onde se expõe o Santíssimo... Enfim, mais do que um estilo de arte religiosa ou profana, foi o Barroco um autêntico estilo de vida; estilo de vida que Viseu então adoptou também, cuidadosamente, de tal modo que a cidade profundamente marcada pelo dinamismo setecentista, ainda hoje conserva um " ar " barroco.

Todavia, cidade de existência mais que milenária, não podia deixar de reflectir no seu rosto vetusto o testemunho da passagem das sucessivas gerações. E eles aí estão, de facto, tais testemunhos: monumentos artísticos de todas as idades, felizmente poupados ao impiedoso desgaste dos séculos e à indiferença resultante dos Homens.

 

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Concelho de Vouzela

NATUREZA

O verde exuberante de que se veste o concelho é feito de arvoredos de folha caduca, castanheiros e carvalhos e da dominância do pinheiro bravo e do eucalipto. No que respeita à vegetação arbórea proliferam, entre outros arbustos, o tojo, a carqueja e as urzes. À frondosa vegetação associam-se inúmeros ribeiros e regatos, de maior ou menor dimensão, que quase sempre desaguam nos dois maiores rios que correm no concelho: o Vouga e o Alfusqueiro.

Reserva Botânica de Cambarinho
O património natural do concelho é enriquecido pela Reserva Botânica de Cambarinho, onde floresce a maior concentração maciça de Loendros do país.
Devido ao seu valor científico, educativo, turístico e paisagístico, os Loendros foram a 15 de Fevereiro de 1938 classificados com espécie de interesse público, através do Decreto Lei n.º 28468. No entanto, visto esta classificação não garantir a sua protecção foi posteriormente toda a área elevada à categoria de Reserva Botânica Integral, através do Decreto Lei n.º 364/71 de 25 de Agosto.
Recentemente viu a sua importância reconhecida já que faz parte da Lista Nacional de Sítios da Rede Natura 2000 (2.ª fase).
Para quem quer desfrutar de toda a exuberância deste arbusto protegido, a melhor altura será o mês de Maio, quando este se encontra no auge da sua floração, transformando as linhas de água em autênticas passadeiras arroxeadas

Mata da Penoita
A mata da Penoita representa um dos valores naturais de maior interesse do concelho de Vouzela. Espécies exóticas e autóctones combinam-se na perfeição e formam um conjunto de uma beleza ímpar.
Aqui, preserva-se uma extensa zona de folhosas, representada por inúmeros carvalhos, castanheiros e bétulas, constituindo um ecossistema de elevada importância em termos conservacionistas.
Na Primavera e Verão, a frescura desta mata torna-a um destino ideal para aqueles que pretendem passar um dia em perfeito contacto com a natureza. A existência de zonas de lazer, parques de merendas e um percurso pedestre (PR4 – Trilho da Penoita), reforçam a sua atractividade.
Em qualquer altura do ano será, com toda a certeza, um passeio do qual não se irá arrepender.

Os Rios
A Serra do Caramulo é drenada por diversos cursos de água. De todos eles, assumem particular importância os rios Couto, Alfusqueiro, Alcofra e Zela.
Irá surpreender-se com a beleza agreste e pureza destes cursos de água que em conjunto com a flora, formam quadros de beleza inigualável.
O excelente estado de conservação destes, proporciona um habitat propício para inúmeras espécies que, dada a degradação geral dos rios, começam a ficar seriamente ameaçadas. É de salientar a presença do lagarto-de-água (Lacerta shreiberi), da salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), da lontra (Lutra lutra), da toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), do melro-de-água (Cinclus cinclus) e do guarda-rios (Alcedo atthis).

A Serra
Os fortes declives e os imensos blocos graníticos caracterizam esta magnífica paisagem natural, em plena Serra do Caramulo.
Entre estas rochas de diferentes tamanhos e formas, esculpidas pelo forte processo de erosão, sobrevive uma vegetação rasteira constituída pelas urzes, tojo ou a carqueja que, na altura da floração, alegram esta paisagem tão agreste, pintando-a de várias tonalidades.
O seu isolamento permite a sobrevivência de uma grande variedade de seres vivos, com especial referência para a avifauna, onde se destacam espécies como o tartaranhão-caçador (Circus pygargus) e a águia-de-asa-redonda. A presença da víbora-cornuda também está confirmada neste habitat.

Flora
Uma série de espécies florísticas encontraram nesta zona o seu refúgio, das quais se destaca, o Loendro (Rhododendron ponticum ssp. baeticum) que representa a espécie mais emblemática deste concelho.
Nas espécies arbóreas ainda são frequentes manchas de Carvalho negral (Quercus pyrenaica), carvalho alvarinho (Quercus rubor), castanheiro (Castanea sativa), medronheiro (Arbutus unedo), Azevinho (Ilex aquifolium) e vidoeiro (Betula pubescens), que se combinam e formam magníficos bosques.
Junto às linhas de água as margens compõem-se com diversos exemplares de Sabugueiro (Sambucus nigra), Sanguinho (Frangula alnus), Salgueiro (Salix salvifolia), Pilriteiro (Crataegus monogyna), Amieiro (Almus glutinosa), freixo (Fraxinus augustifolia). Entre as espécies arbustivas, o predomínio recai sobre o rosmaninho, a giesta, o tojo e a carqueja.

Fauna
A riqueza da fauna deve muito à diversidade de ecossistemas que aqui se preservam – bosques, charcos, montanha, rios e prados. Associados a eles podemos encontrar muitas espécies, umas comuns, outras raras ou até mesmo em vias de extinção, das quais se destacam:

Nas aves: melro-d'água (Cinclus cinclus), tartaranhão-caçador (Circus pygargus), morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopus major), pica-pau-verde (Picus viridis), gavião (Accipiter nisus), guarda-rios (Alcedo atthis).

Nos anfíbios: salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), rã-ibérica (Rana iberica), tritão-marmorado (Triturus marmoratus), rela-comum (Hyla arborea), tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai), rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi).

Nos répteis: lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), lagartixa-ibérica (Podarcis hispanica), víbora cornuda (Vipera latastei), cobra-de-pernas-de-três-dedos (Chalcides striatus).

Nos mamíferos: Gineta (Genetta genetta), doninha (Mustela nivalis), esquilo (Sciurus vulgaris), raposa (Vulpes vulpes), javali (Sus scrofa), lontra (Lutra lutra), rato-dos-bosques (Apodemus sylvaticus).

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